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OS DEALERS NA MAIOR SÉRIE DE TORNEIOS DO MUNDO Nenhum evento no mundo reúne tantos dealers quanto a World Series of Poker (WSOP), realizada anualmente em Las Vegas, no cassino Rio. Segundo Jack Effel, Diretor de Torneios da WSOP, a série começa com um efetivo de cerca de 1.000 dealers. Ele diz que o mais importante é ter funcionários suficientes para quando o Main Event, maior torneio do mundo, começa. “Todo ano, perdemos de 15% a 20% da equipe durante as duas primeiras semanas da WSOP. Então, sempre, antes da série começar, contratamos uns 400 novos dealers. Dos 700 a 800 que terminam a série conosco, quase 600 voltam no próximo ano”, revela. O salário oferecido é de US$ 6.85 por hora trabalhada – mais gorjetas (cash game) e o que eles chamam de “toke”, a porcentagem da prize pool destinada ao staff. Em torneios como o Main Event e o Poker Players Championship, cujos buy-ins

são de US$ 10.000 e US$ 50.000, respectivamente, o “toke” é de 1.8%. Em 2009, por exemplo, a premiação do Main Event chegou a quase US$ 65 milhões, o que rendeu ao staff cerca de US$ 1.1 milhão – um extra de US$ 1.100 para cada um. O processo para entrar na equipe de dealers da WSOP é bem rígido. Obviamente, se eles vão contratar alguém que trabalhe no Belaggio ou no Venetian, por exemplo, não é necessário nenhum tipo de teste. Para os outros, há uma entrevista por telefone (portanto, inglês fluente é essencial), em que são feitas perguntas sobre as modalidades mais complexas da WSOP – pot-limit Omaha, seven-card stud eight-or-better e 2-7 triple draw. Aos entrevistados são dadas notas de 0 a 100. Se a nota é abaixo de 70, eles são dispensados. Entre 70 e 80, é agendada uma entrevista ao vivo. Acima de 80, a contratação é imediata. @cardplayerbr

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