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HEROIS DA LIBERDADE HEROIS DA LIBERDADE PARTE 1 Por Contramestre Jimmy Roger

Postagem5 05/02/2013

Ola meus amigos, é com imensa alegria mais uma vez que estamos aqui juntos para darmos continuidade a nossos estudos. Sendo a nossa arte-luta cultural nacional a Capoeira, embasada no conceito de liberdade, é justo então que nós falemos hoje dos heróis negros e brancos , homens e mulheres, capoeiras ou não que ao longo da nossa história, lutaram pela nossa libertação seja do domínio colonizador ou pelo fim da escravidão, para assim então entrarmos na fase dos mestres da capoeira, lembremos que cada um dos personagens que serão citados , futuramente voltaremos a estudá-los de forma mais ampla e individual! bons estudos a todos !! Ganazumba, que é a melhor tradução de Grande PRINCESA AQUALTUNE Lorde (em Kimbundu (???? - 1677) Em 1677, sob sua chefia, Palmares travou dura Não é apenas uma, duas ou três, são muitas guerra contra a expedição portuguesa de Fernão as mulheres valentes e guerreiras que Carrilho. Nesta batalha, as tropas da coroa lutaram por si, pelo seu povo e por seus fizeram 47 prisioneiros, entre os quais dois filhos de Ganga-Zumba _Zambi e Acaiene, netos ideais. Uma dessas mulheres é Aqualtune,(avó de e sobrinhos. Um de seus filhos, Toculo, foi Zumbi) princesa do Congo, que comandou morto na luta. O próprio Ganga-Zumba foi um exército de dez mil homens em batalha ferido por uma flecha mas escapou. Em 1678, o governador Pedro de contra os Jagas, guerreiros bárbaros que Almeida fez a primeira proposta de paz a Gangainvadiram o Congo. Zumba. Parte dos palmarinos, liderados por Com a interferência dos escravistas europeus Zumbi, são contrários ao acordo de paz e se que, com armas de fogo, desequilibravam as recusam a deixar Palmares, morreu envenenado lutas dos povos africanos conforme seus por um partidário de Zumbi ao qual lhe traiu. interesses, o exército de Aqualtune foi derrotado e a princesa foi capturada e trazida ao Brasil nas condições sub-humanas de todo navio negreiro.

GANGA ZUMBA Ganga Zumba, ou Grande Senhor dos Anéis, foi o primeiro líder do Quilombo dos Palmares, Janga Angolana, no atual estado de Alagoas, Brasil. governando entre 1670 e 1678. Foi o antecessor de seu sobrinho Zumbi dos Palmares. Zumba era filho da princesa Aqualtune e assumiu a posição de herdeiro do reino de Palmares e o título de Ganga Zumba. Apesar de alguns documentos portugueses lhe darem este nome e o traduzirem como "Grande Senhor dos Anéis",ele provavelmente não está correto,provavelmente o nome correto fosse

DANDARA (???? - 1694) Dandara foi uma grande guerreira na luta pela liberdade do povo negro. Ainda no século XVII, participou das lutas palmarinas, conquistando um espaço de liderança. De forma intransigente, entendia que a liberdade era inegociável. enfrentando todas as batalhas que sucederam em Palmares. Era a companheira de Zumbi dos Palmares. Opôs-se, juntamente com ele, a proposta da Coroa Portuguesa em condicionar e limitar reivindicações dos palmarinos em troca de liberdade controlada. Dandara morreu em 1694 na frente de batalha, para defender o Quilombo dos Macacos, mocambo pertencente ao Quilombo dos Palmares.

Zumbi Nasceu em Palmares (1655 - 1695) Zumbi nasceu em Palmares, Alagoas, livre, no ano de 1655, mas foi capturado e entregue a um missionário português quando tinha aproximadamente seis anos. Batizado 'Francisco', Zumbi recebeu os sacramentos, aprendeu português e latim, e ajudava diariamente na celebração da missa. Apesar destas tentativas de aculturá-lo, Zumbi escapou em 1670 e, com quinze anos, retornou ao seu local de origem. Zumbi se tornou conhecido pela sua destreza e astúcia na luta e já era um estrategista militar respeitável quando chegou aos vinte anos. Castro. Em Recife, a cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi. SOCIAL CAPOEIRA WWW.CAPOEIRA.COM.CO

Zumbi Nasceu em Palmares

Ganga Zumba


NEGRO COSME (1800 – 1842)

Negro Cosme

Líder da insurreição negra que fez parte da Balaiada. Uma das maiores rebeliões populares da História do Brasil. Negro Cosme defendeu o fim da escravidão. Cosme Bento das Chagas nasceu em Sobral, CE, por volta de 1800. Nasceu livre e vivia de pequenos expedientes, sabia ler e escrever. Foi preso em 22 de setembro de 1830, por ter assassinado Francisco Raimundo Ribeiro em Itapecuru-Mirim, sendo enviado à capital São Luis. Cosme fugiu da cadeia em 1° de maio de 1833, depois de liderar um levante de presos. Ficou foragido até 1838, quando foi capturado em Codó. Neste tempo ficou escondido em vários quilombos da região de Itapecuru Mirim. Quando a Balaiada estourou em dezembro de 1838, ele se encontrava preso na capital, não participando da insurreição até o final de 1839 À frente dos quilombolas, lutava para pôr fim à escravidão, junto com líderes como o índio Matroá, o vaqueiro Raimundo Gomes e de Manoel Ferreira dos Anjos, o Balaio. Cosme liderava um exército de escravos formado principalmente de africanos, visto que no Maranhão tinha um grande contingente de negros naquela época. Cosme organizou um grande quilombo em Lagoa Amarela e nele fundou uma escola. Negro Cosme contava com um exército de aproximadamente três mil homens. Luís Alves de Lima só considerou a província realmente “pacificada” após a prisão de Cosme.

Maria Firmina dos Reis (1825 - 1917) A maranhense Maria Firmina dos Reis, nascida em São Luís em 1825, mulata e bastarda, viveu e escreveu em condições opostas às que sonhava Virginia Woolf. Enfrentou todas as barreiras do preconceito e publicou, em 1859, o romance "Úrsula", considerado nosso primeiro romance abolicionista e um dos primeiros escritos por mulher brasileira. Em 1887, Firmina escreveu também um conto sobre o mesmo tema, "A Escrava" e, em 1871, publicou a obra de poesias Cantos à beira-mar. . Foi professora de primeiras letras, colaboradora de jornais literários e fundadora de uma escola gratuita e mista, para meninos e meninas, que causou escândalo no povoado de Maçaricó, em 1880, e teve que ser fechada.

ANDRÉ REBOUÇAS (1838-1898) André Pinto Rebouças nasceu na Bahia, em 1838. Seu pai – filho de uma forra e de um alfaiate português – era um proeminente advogado (rábula), deputado e conselheiro de D. Pedro I. Sua mãe era filha de comerciante. Alguns de seus tios tornaram-se famosos no recôncavo: José tornou-se maestro da orquestra do Teatro de Salvador, Mauricio foi catedrático da Escola de Medicina da Bahia e, Manuel, alto funcionário da Justiça. Foi um dos mais ativos militantes do movimento abolicionista brasileiro e um dos fundadores da Sociedade Brasileira Contra a Escravidão. Escreveu inúmeros artigos no jornal Gazeta da Tarde, estimulou a criação de uma Sociedade Abolicionista na Escola Politécnica, onde lecionou em 1883, e redigiu com José do Patrocínio o Manifesto da Confederação Abolicionista.

natural de Sergipe, Quintino de Lacerda foi o primeiro vere4ador negro do Brasil. O Quilombo do Jabaquara que surgiu em meados de 1881 (Jabaquara significa yâb-a-quáram, esburacado. (tupi), a sete anos de assinatura da Lei Áurea pela princesa Isabel. Esta foi uma das maiores colônias de fugitivos da história se localizava na cidade de Santos SP ex-escravo de Lacerda Franco que ainda vivia na casa do antigo senhor. O Quilombo do Jabaquara era formado por uma série de casas unidas umas às outras e precedidas de armazéns, que abasteciam os negros de alimentos e outros produtos.

CRUZ E SOUZA (1861-1898) Em 24 de novembro de 1861, nasceu João da Cruz e Souza, na antiga Desterro, hoje Florianópolis, capital de Santa Catarina. Filho de um casal de forros do Marechal Guilherme, teve uma educação esmerada, patrocinada pelos patrões de seus pais, dos quais adquiriu seu sobrenome. Freqüentou as melhores escolas de Florianópolis, tornando-se jornalista e professor. Foi defensor da causa abolicionista e percorreu o Brasil em campanha contra a escravidão. Sua poesia, naquele momento, refletia suas posições políticas. Com Tropos e Fantasia, livro de 1885, Cruz e Souza se notabilizou por denunciar a acomodação da Igreja Católica à causa da escravidão.

Cosme foi enforcado em Itapicuru Mirim entre os dias 19 e 25, provavelmente em 20 de setembro de 1842, transformando-se em símbolo da luta contra escravidão.

QUINTINO DE LACERDA (1839 - 1898) Chefe do Quilombo do Jabaquara e primeiro líder político negro de Santos. Nascido em 08 de junho de 1839, Página 2

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DRAGÃO DO MAR/ FRANCISCO JOSÉ DO NASCIMENTO (1839-1914) Francisco José do Nascimento nasceu em 15 de abril de 1839, em Canoa Quebrada, Ceará. De família de pescadores, foi criado pela mãe, a rendeira Matilde, e ficou conhecido por muitos anos como o Chico da Matilde. Seu pai morreu tentando a vida num seringal na Amazônia, quando Francisco José ainda era garoto. DRAGÃO DO MAR/ FRANCISCO O jangadeiro Francisco José do Nascimento foi herói da abolição no Ceará. Sua bravura no bloqueio do porto de JOSÉ DO NASCIMENTO Fortaleza, impedindo o embarque de escravos, rendeu-lhe o apelido de Dragão do Mar.

JOSÉ DO PATROCÍNIO (1853-1905) José Carlos do Patrocínio nasceu em Campos, no estado do Rio de Janeiro, em 9 de outubro de 1853. Era filho natural do padre João Carlos Monteiro, orador sacro de grande fama na capela imperial, membro da maçonaria, vereador e deputado de sua cidade. Sua mãe era Justina Maria do Espírito Santo, uma escrava entre os 92 cativos do padre João Carlos. José do Patrocínio passou a infância na fazenda paterna, onde pôde observar, desde cedo, a crueldade da escravidão. Em 1881, com dinheiro emprestado de seu sogro, comprou o jornal Gazeta da Tarde, começando nele a batalha pelo abolicionismo. Em maio de 1883, fundou a Confederação Abolicionista e lhe redigiu o manifesto, assinado também por André Rebouças e Aristides Lobo. Por intermédio da Confederação, promovia debates públicos sobre o fim da escravidão, além de apoiar fugas de escravos. A Confederação ajudou a manter o Quilombo do Leblon, que cultivava camélias e acolhia os escravos fugidos. Conhecido como o patrono da abolição, José Carlos do Patrocínio foi orador, poeta, romancista e considerado o maior de todos os jornalistas que defendiam o fim da escravidão. O Tigre do Abolicionismo foi um articulista famoso em todo o país.

LUIZ GAMA (1830-1882) Luiz Gonzaga Pinto da Gama nasceu em 21 de julho de 1830. Era filho de um português e de Luiza Mahin, negra acusada de se envolver com a Revolta dos Malês, na Bahia – a primeira grande rebelião urbana de escravos da história do Brasil. Aos 10 anos, tornou-se cativo, vendido pelo próprio pai. Luiz Gama morou com a mãe em Salvador até os oito anos. Quando a líder rebelde teve que fugir para o Rio de Janeiro, buscando escapar da forte perseguição policial, Luiz foi entregue ao pai, um fidalgo português. Jogador compulsivo e afogado em dívidas, seu pai lhe vendeu a um traficante e Luiz Gama virou escravo doméstico em São Paulo. Aos 18 anos, sabendo ler e escrever, conseguiu provas irrefutáveis da ilegalidade de sua condição, pois era filho de uma mulher livre. Já liberto, em 1848 assentou praça na Força Pública da Província. Em 1854 teve baixa da Força Pública por insubordinação e em 1856 foi nomeado escrevente da Secretaria de Polícia. Foi nesse período, como escrevente, que Luiz teve acesso à biblioteca do delegado, então professor de Direito. Autodidata e dono de uma memória excepcional, Luiz Gama se tornaria um grande advogado (rábula). Foi um dos abolicionistas mais atuantes de São Paulo. Com seu trabalho nos tribunais, conseguiu a libertação de centenas de negros mantidos injustamente em cativeiro ou acusados de crimes contra os senhores. Especializou-se nessa área. Página 2

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LUIZA MAHIN Personagem histórica, partícipe da revolta dos Malês. Figura histórica que lutou contra a escravidão. Viva na memória popular como símbolo de combate à sociedade escravista. Mãe biológica de Luiz Gama Em Rebelião Escrava no Brasil – A história do levante dos Malês de 1835, João José Reis afirma que não há indício que vislumbre a existência de uma mulher com o nome Luiza em quaisquer listas de presos por envolvimento no levante. Embora saliente que é possível ter havido participação feminina na revolta, o historiador desconhece fontes que comprovem tal atuação. Em síntese, destaca: “O personagem Luiza Mahin, então, resulta de um misto de realidade possível, ficção e mito” (REIS, 2003, p. 301-304). Aqueles que asseguram sua existência se baseiam principalmente numa carta redigida por seu filho – carta escrita pelo poeta e abolicionista Luiz Gama ao amigo Lúcio Mendonça, ou em obras como a escrita por Pedro Calmon - Malês, a insurreição das senzalas. O texto em que Luiz Gama contou a história de sua vida encontra-se em uma carta, escrita em 1880, endereçada ao amigo Lúcio de Mendonça.

MÃE ANINHA (1869-1938) Fuma ilha de africanos, Eugênia Ana dos Santos, a ialorixá Obá Biyi, nasceu em Salvador em 1869. Mais conhecida como Mãe Aninha, ela foi feita no candomblé do Engenho Velho – a casa de Mãe Nassô – fundado por volta de 1830 e o primeiro a funcionar regularmente na Bahia. Saiu de lá para formar uma nova casa, o Ilê Axé Opô Afonjá, hoje considerado Patrimônio Histórico Nacional. Mãe Aninha sempre lutou para fortalecer o culto do candomblé no Brasil e garantir condições para o seu livre exercício. Segundo consta, por intermédio do ministro Osvaldo Aranha, que era seu filho de santo, Mãe Aninha provocou a promulgação do Decreto Presidencial nº 1202, no primeiro governo de Getúlio Vargas, pondo fim à proibição aos cultos afro-brasileiros em 1934.


MÃE MENININHA DO GANTOIS (1894-1986) Escolástica Maria da Conceição Nazaré foi o nome de batismo de Mãe Meninha do Gantois. Neta de escravos, ela nasceu em 10 de fevereiro de 1894, na cidade de Salvador. O Terreiro do Gantois foi fundado por sua bisavó, Maria Júlia da Conceição Nazaré, em 1849. O popular nome do terreiro veio do francês (belga?) que era proprietário do terreno onde o templo foi construído. Mãe Menininha foi iniciada nos rituais pela tia Pulquéria, sua antecessora. Quando assumiu a liderança do terreiro, escolhida pelos orixás, ainda não tinha 30 anos completos e, inicialmente, sua juventude não foi bem vista pelos adeptos mais antigos. Porém, com sua doçura, carisma e diplomacia, Mãe Menininha mudou esta situação. Nos mais de 60 anos em que liderou o Terreiro do Gantois, como relações públicas de sua religião, sempre se mostrou disponível para explicar o candomblé a quem se interessasse. Além disso, sempre teve um ótimo relacionamento com governantes, artistas e intelectuais e também conquistou o respeito de líderes de outros terreiros e até de sacerdotes católicos. Como ialorixá, ela enfrentou o preconceito que a sociedade tinha em relação aos adeptos do candomblé. Não havia liberdade de culto e os terreiros eram freqüentemente invadidos pela polícia, sofrendo muitas perseguições e violência.

TEODORO SAMPAIO (1855-1937) Teodoro Sampaio nasceu em 1855 na cidade de Santo Amaro, Bahia. Era filho de uma escrava do engenho Canabrava e, supostamente, do sacerdote Manoel Fernandes Sampaio, que o alforriou no batismo. Há quem registre, no entanto, que seu pai era o senhor de engenho Francisco Antônio da Costa Pinto. O próprio Teodoro, porém, jamais revelou publicamente a verdadeira identidade de seu pai. Aos dois anos de idade foi entregue a uma senhora da sociedade, D. Inês Leopoldina, que o criou até os nove anos. Aos 10, foi levado para o Rio de Janeiro pelo padre (Manoel?) e internado no colégio São Salvador, onde mais tarde se tornou professor de Matemática, Filosofia, História, Geografia e Latim. Logo depois de formado na Escola Politécnica, em 1877, voltou à Bahia e negociou a alforria de sua mãe e de seus dois irmãos, que ainda eram escravos.

TIA CIATA - HILÁRIA BATISTA DE ALMEIDA (1854–1924) Hilária Batista de Almeida nasceu na Bahia em 1854. Aos 22 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, no êxodo que ficou conhecido como diáspora baiana. No Rio, formou nova família ao se casar com João Baptista da Silva, funcionário público com quem teve 14 filhos. Como todas as baianas da época, era grande quituteira. Começou a trabalhar colocando o seu tabuleiro na Rua Sete de Setembro, sempre vestida de baiana. Com tino comercial, também alugava roupas típicas para o teatro e para o carnaval. Mãe-de-santo respeitada, Hilária foi confirmada no santo como Ciata de Oxum, no terreiro de João Alabá, na Rua Barão de São Felix, onde também ficava a casa de Dom Obá II e o famoso cortiço Cabeça de Porco. Em sua casa, as festas eram famosas. Sempre celebrava seus orixás, sendo as festas de Cosme e Damião e de Nossa Senhora da Conceição as mais prestigiadas. Mas também promovia festas profanas, nas quais se destacavam as rodas de partido-alto e capoeira. Era nessas rodas que se dançava o miudinho, uma forma de sambar de pés juntos, na qual Ciata era mestra. A Praça Onze ganhou o apelido de Pequena África, porque era o ponto de encontro dos negros baianos e dos ex-escravos radicados nos morros próximos ao centro da cidade.

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