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ROTEIRO EXPOSIÇÃO PERMANENTE


ROTEIRO EXPOSIÇÃO PERMANENTE


Universidade Técnica de Lisboa Museu Nacional de História Natural Roteiro Exposição Permanente © MNHN, 2012 Impresso em Portugal ISLX 84-252-1876-4 Impressão: Nova Gráfica, Lisboa


Índice

Introdução

pag.

A história da Escola Politécnica

Pag.

A história do Museu Nacional de História Natural

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Mapa do Museu

pag.

Exposição: Allosaurus - Um dinossáurio, dois continentes

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Exposição: Piu - Um despertar para os sons da natureza

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Exposição: A aventura da Terra - Um planeta em evolução

pag.


Introdução

As colecções do MNHN, constituídas ao longo de cerca de 250 anos e em constante crescimento, são uma base de dados fundamental para a compreensão da diversidade do mundo natural, Portugal continental e insular, assim como dos antigos territórios ultramarinos. Encerram os testemunhos da história da Terra e da Vida e uma memória ecológica, com um papel único a desempenhar na actual crise da biodiversidade.

As colecções de história natural são infra-estruturas científi- cas globais que constituem um dos pilares dos museus de história natural. Para além do valor intrínseco de documentação da história natural presente e passada e do contributo para a com- preensão de “quem somos” e do “nosso lugar” no universo, as colecções de história natural. As colecções de história natural representam um recurso finito e muito valioso, especialmente devido à enorme importância da vasta informação holística a ele associada. Esta informação é continuamente ampliada e actualizada à medida que os espéci- mes vão sendo estudados por sucessivas gerações de investi- gadores.

Acompanhando a permanente evolução da sociedade, as colecções de história natural são recorrentemente utilizadas para testar novas hipóteses científicas, derivadas de avanços conceptuais e/ou tecnológicos. Assim, como fonte de infor- mação inesgotável, os objectos que compõem as colecções de história natural podem ser constantemente revisitados. As colecções do MNHN, constituídas ao longo de cerca de 250 anos e em constante crescimento, são uma base de dados fundamental para a compreensão da diversidade do mundo natural, em particular de Portugal continental e insular, assim como dos antigos territórios ultramarinos. 2


A história da

Escola Politécnica de Lisboa

A Escola Politécnica de Lisboa foi instituída por Decreto de 11 de Janeiro de 1837. Este decreto ressalva a criação da EPL “com o fim principal de habilitar alunos com os conhecimentos necessários para seguirem os diferentes cursos das escolas de aplicação do Exército, e de Marinha; oferecendo ao mesmo tempo os meios de propagar a instrução geral superior, e de adquirir a subsidiária para outras profissões científicas [...] ficará abaixo da imediata direção do Ministério da Guerra” (art.o 1).

A escola era dotada de uma Biblioteca (herdando o espólio do Colégio dos Nobres), de um Observatório Astronómico (o Real Observatório Astronómico da Marinha anexo à EPL), de gabinetes e laboratórios criados de raiz para servirem a nova escola, tais como o Gabinete de Física, o Laboratório Chímico [Químico] e o Gabinete de História Natural. O Jardim Botânico (integrado posteriormente no Museu Nacional de História Natural) constitui um “gabinete vivo” no qual os alunos poderiam aprender temas como botânica, entomologia, entre outros.

O edifício, aquando da criação da EPL, em 1837, passou a ser dirigido pelo Ministério da Guerra e nele foram instalados a referida escola e também a Escola do Exército. Por Decreto de 20 de Setembro de 1844, o Conservatório de Artes e Ofícios é extinto e incorporado na EPL.. Com a Carta de Lei 7 de Junho de 1859, a EPL passa a estar sob a alçada do Ministério do Reino e, com o decreto de 14 de Dezembro de 1869 (reorganização da escola) a nomeação do Diretor passa a ser de categoria civil, assim como de todos os professores.

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A Escola Politécnica de Lisboa ("Escola Polytechnica de Lisboa", segundo a grafia da época) foi criada por Decreto de 11 de janeiro de 1837 referendado pelo visconde de Sá da Bandeira e por António Manuel Lopes Vieira de Castro, respetivamente secretários de Estado interinos da Guerra e da Marinha, no âmbito de um processo de reforma do ensino superior e militar. Tinha como objetivo, ministrar um ensino preparatório científico aos candidatos a oficiais do Exército e da Marinha que seria depois completado em escolas especializadas (Escola do Exército e, mais tarde, Escola Naval) - segundo o modelo da École Polytechnique de Paris. 3

Ao ser criada, a Escola Politécnica sucedeu à Academia Real da Marinha, a qual foi extinta pelo mesmo decreto de criação daquela. A formação que era ministrada na Academia Real da Marinha passou a ser realizada na nova Escola Politécnica, para aqui também transitando os professores e os estabelecimentos científicos anexos daquela, incluindo o Observatório Real da Marinha. Por outro lado, a Escola Politécnica também assumiu parte das funções do antigo Real Colégio dos Nobres - que havia sido extinto a 4 de janeiro de 1837 - ocupando as suas instalações no antigo Noviciado Jesuíta da Cotovia. No Porto, foi criada a Academia Politécnica do Porto, com caraterísticas semelhantes.

Em 22 de abril de 1843, o edifício do Noviciado da Cotovia - onde se encontravam instaladas a Escola Politécnica e a Escola do Exército - sofre um grande incêndio, ficando completamente destruído. É projetado então um novo edifício que será construído no local do anterior, ao longo de várias fases, a partir de 1857. Entretanto, o novo edifício já só albergará a Escola Politécnica, uma vez que a Escola do Exército foi instalada no Palácio da Bemposta em 1850. Pela Carta de Lei de 7 de junho de 1859, a Escola Politécnica passa a ter um estatuto civil, ficando sob a tutela do Ministério do Reino. Em 1911, na sequência da criação da Universidade de Lisboa, é prevista que esta inclua uma Faculdade de Ciências.


A história do

Museu Nacional de História Natural

A Universidade de Lisboa é uma instituição de ensino superior público portuguesa formalmente criada no dia 22 de Março de 1911 por decreto do Governo Provisório da República Portuguesa. No entanto, entre os séculos XIV e XVI a universidade permaneceu em Lisboa, conforme decreto real do Rei Dom João I, sendo o último considerado o verdadeiro fundador da universidade por alguns historiadores.

O Museu Nacional de História Natural é um organismo da Universidade de Lisboa, especialmente vocacionado para a investigação científica e actividades de cariz cultural e museológica onde se inclui as secções de zoologia, antropologia , mineralogia e paleontologia. O seu espólio, do foro científico-cultural, é o resultado em grande parte da investigação do próprio museu, e de diversas expedições científicas para alem das doações. É um local privilegiado para investigadores de todas as nacionalidades, que com o estudo do património científico preservado, permite o desenvolvimento de teses de licenciatura, mestrado e doutoramento.

As instalações actuais do Museu Nacional de História Natural ocupam (em conjunto com o Museu de Ciência com o Instituto Geofísico Infante D. Luis) uma área que no século XVII correspon-

dia à, cerca do Noviciado da Cotovia com o seu horto que após extinção, dá origem ao Colégio Real dos Nobres (1761-1837), e por sua vez daria origem à Escola Politécnica (1837-1911) e à Faculdade de Ciências (1911-1985). Também na origem do Museu Nacional de História Natural as colecções do Real Museu da Ajuda (1858), de que os gabinetes de História Natural na Escola Politécnica foram herdeiros.

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Em 1926 (Com o Decreto nº12492), é determinado que as três secções que o constituem são designadas por: Museu e Jardim Botânico, Museu Mineralógico e Geológico (MMG), e Museu Zoológico e Antropológico (Museu Bocage) Inícia-se a publicação Arquivos do Museu Bocage, como simples colectânea de separatas, passando gradualmente à publicação de artigos originais e exclusivos. Em 1940 - Participação na Exposição do Mundo Português com a apresentação das suas colecções coloniais. Foram, assim exibidos centenas de exemplares de Portugal, colónias portuguesas e Brasil, incluindo exemplares de Vertebrados, esqueletos de Aves e Mamíferos e alguns 5

exemplares de Invertebrados. Com esta participação prestou-se homenagem a Barbosa du Bocage e seus colaboradores; e aos três maiores exploradores Portugueses – Alexandre Rodrigues Ferreira, José de Anchieta e Francisco Newton, a quem o Museu deve o núcleo principal das suas valiosas colecções. Em 1976 dá-se inicio a um período de reorganização interna, que se reflecte numa mudança de atitude e na consciencialização relativamente às funções educativas e culturais de um Museu, onde a vertente da investigação cientifica, não obstante da sua importância, não pode, como até então, impedir o desenvolvimento da função museológica.

A criação do departamento Museu Nacional de História Natural pertencente há Faculdade de Ciências. (Decreto 5689 de 10.3.1919), criado na Faculdade de Ciências um departamento denominado Museu Nacional de História Natural no qual são centralizados o ensino e a investigação das Ciências Naturais. A sua secção relacionada com a Zoologia e a Antropologia física tornou-se conhecida como Museu e Laboratório Zoológico e Antropológico (Museu Bocage).


A1

Mapa do Museu

6 S2

Piso 0

5 4

S1

7 10

8 9

3 1 2

2

1

Recepção

6

Sala do Veado: Arte Contemporânea

S

Salas de Exposições Temporárias

2

Tudo sobre Dinossáurios

7

Laboratório de Oficinas Experimentáis

A1

Auditório Aurélio Quintanilha

3

Allosauros: Um Dinossáurio, dois Continentes?

8

Reserva Visitável

Informações

4

Mineráis: Identificar, Classificar

9

Anfiteatro de Química

Cafeteria

5

Jóias da Terra: O mineiro da Panasqueira

10

Laboratório Chimo (séc. XIX)

Instalações Sanitárias Loja 4


A1

Mapa do Museu

6 S2

Piso 0

5 4

S1

7 10

8 9

3 1 2

2

1

Exposição Participativa de Física

5

A Aventura da Terra: Um Planeta em Evolução

9

Salas de Exposições Temporárias

2

Jogos Matemáticos Através do Tempo

6

Colecções de Naturalistas

S3

Exposição Participativa de Física

3

Planetário

S8

Auditório Aurélio Quintanilha

S4

Jogos Matemáticos Através do Tempo

4

Laboratório de Física

A2

Auditório Manuel Valadares

S5

Planetário Instalações Sanitárias

4


Exposição

Allosaurus: Um Dinossáurio dois continentes ?

O Allosaurus, (que significa "lagarto diferente") foi um tipo de dinossauro carnívoro e bípede, pertencente à família Allosauridae. Viveu no fim do período Jurássico em vários continentes (América do Sul, América do Norte, África, Oceânia e Europa (Ou seja, viveu em todos os continente excepto a Antártida e a Ásia)). Media em torno de 9 metros

de comprimento, podendo alcançar os 14 metros de acordo com alguns vestígios fósseis, pouco mais de 5,6 metros de altura e pesava entre 1,5 e 3,8 toneladas (algo equivalente a um elefante).

Nesta exposição o Museu Nacional de História Natural propõe-se partilhar com o público um processo, em curso, de investigação científica e de produção de conhecimento no âmbito da Paleontologia de dinossáurios. O visitante é convidado a percorrer os vários passos deste processo que se iniciou com a surpreendente primeira descoberta de fósseis de Allosaurus Fragilis em Portugal, passou pela escavação, recolha, preparação, estudo, identificação e levou ás conclusões sobre a possibilidade de passagem de faunas terrestres entre os continentes euro-asiático e americano bem mais próximo há 150 milhões de anos, no Jurássico superior.

Este percurso é ilustrado com painéis informativos, fotografias e ilustrações científicas, a maior parte dos fósseis de ossos de Allosaurus encontrados e identificados, 16 réplicas de esqueletos ou crânios de outras espécies de dinossáurios, e complementado com informação sobre a relação entre Allosaurus e outros terópodes ou sobre a dinâmica interna do nosso planeta.

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A jazida de Andrés é constituida por camadas de arenitos, argilas e margas onde estão presentes estruturas atribuíveis a paleocanais. Existem, também, níveis de paleossolos. A idade destes depósitos está compreendida entre 153 e 143 Ma (=milhões de anos) o que os situa no Jurássico superior

Tudo começou quando, em 1988 o Sr. José Amorim, de Andrés (Santiago de Litém, Pombal), decidiu iniciar a abertura das fundações para a construção de um anexo destinado ao apoio da actividade agrícola. Para sua surpresa a retroescavadora desenterrou diversos ossos fossilizados de grandes dimensões. Convicto de que estava perante restos de dinossáurio, procurou encaminhar a informação do sucedido para a uma entidade que pudesse escavar e proceder ao estudo dos fósseis descobertos. Foi assim que, no Museu Nacional de História Natural, tomamos conhecimento do achado. 3

Realizou-se uma escavação de emergência em Setembro de 1988. Mais duas fases de escavação tiveram lugar em Junho e em Agosto/Setembro de 2005. Os ossos fossilizados apresentavam-se em geral, muito bem conservados, e completos. Alguns mantinham, mesmo entre si a relação que tinham no corpo do animal quando vivo, ou seja estavam em conexão anatómica. No entanto, na sua maioria encontravam-se isolados e dispersos pela jazida.


Exposição

Allosaurus: Um Dinossáurio, dois continentes ?

Registo fotográfico cronológico da escavação

Ao longo dos 16 em que foram feitas as escavações na Jazida de Andrés em Pombal, foi feito uma registo minuncioso de todo o processo. Este encontra-se organizado cronológicamente na Exposição.

Cranio Tyrannosaurus Rex

Dinossáurios que coabitaram com o Allosaurus

O Tyrannosaurus Rex é possívelmente de todos os dinossáurios o mais popular, em parte graças a famosas aparições em famosas peliculas de cinema, onde geralmente é representado como um predador feroz. Recentes estudos defendem que afinal este dinossáurio era necrofago desmitificando a ideia que seria o maior predador do seu periodo.

Na Jazida de Andrés, foram descobertos e indentificados até agora inúmeros ossos de Esfenodontes (=Rinocéfalos), dentes de répteis voadores (Pterossáurios), dinossáurios muito diversificados, entre os quais: Ornitópodes; três diferentes grupos de Saurópodes; e Terópodes, de entre os quais destacamos Dromeossaurídeos e, sobretudo, a presença inesperada de Allosaurus Fragilis.

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Exposição

Allosaurus: Um Dinossáurio, dois continentes ?

Recriação zona de escavação

Corpo inteiro Allosaurus Fragillis Sub-Adulto

Os restos de Allosaurus e dos outros fósseis presentes na jazida, tal como as rochas sedimentares em que se encontram, dão-nos indicações sobre o ambiente naquele local no Jurássico superior. Os sedimentos indicam um ambiente fluvial pouco profundo e a ocorrência de sucessivos fenómenos de imersão e emersão.

Tendo em conta que os maiores fósseis desta espécie, descobertos até hoje, equivaleriam a animais com 12 metros de comprimento, 4 metros de altura até ao topo da cintura pélvica (anca) e 2 toneladas de peso, consideramos que o exemplar mais completo descoberto em Andrés poderia corresponder a um sub-adulto.

Dentário direito Allosaurus Fragillis

O Allosaurus é um terópode carnívoro. Os terópodes são dinossáurios bípedes, sobretudo carnívoros e alguns omnívoros. A espécie Allosaurus Fragilis foi descrita para a ciência em 1877 pelo paleontólogo americano Othniel Charles Marsh.

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Exposição

Allosaurus: Um Dinossáurio, dois continentes ? Ficha técnica:

Revisão científica A.M. Galopim de Carvalho

Produção Dep. Geologia do MNHN

Fotografias Fernando Barriga, Bruno Ribeiro, José Vicente

Direcção Fernando Barriga

(roteiro)

Concepção Liliana Póvoas Coordenação César Lopes, Liliana Póvoas Investigação científica (*) Pedro Dantas, Francisco Ortega, Elisabete Malafaia, Fernando Escaso, José Carlos Kullberg, Nuno Pimentel Design Margarida Jardim com a colaboração de Manuel Correia da Silva Textos Liliana Póvoas, Pedro Dantas, Elisabete Malafaia Ilustração científica Nuno Farinha

Desenho de Allosaurus (esqueleto) Carlos Possolo Execução de réplicas Paleomundo - Réplicas de Fósiles, S. L. Montagem Manuel Lobão Cenários e Exposições S. U. Lda; A. Milne Carmo, SA MNHN | Bruno Ribeiro, Elisabete Malafaia, João Paulo Lopes Iluminação Filipe Paiva com a colaboração de José Luís Duarte Arranjo Gráfico e Impressão Ciência Gráfica Lda., Heragráfica Lda., Crómia Lda., Eurocartazes Lda. Aplicações informáticas Álvaro Pinto, Joaquim Nabais

Serviço de Extensão Pedagógica MNHN | Bruno Ribeiro (coord.), Liliana Póvoas, Gabriela Cavaco, Monitores externos | Margarida Oliveira, Pedro Lopes, Evelina Veiga, João Silva Assessoria de Imprensa António Sobral - Reitoria da Universidade de Lisboa Promoção Gabinete de Comunicação e Imagem Museus da Politécnica Divisão de Actividades Culturais - Reitoria Universidade de Lisboa Secretariado, Serviços de apoio Maria Antónia Vieira, João Paulo Lopes, Carla Cruz, Suzete Gonçalves, Maria do Carmo Simões, Paulo Santana, Willamy Rita, João Santos Silva Agradecimentos Fernando Aparício, Ana Paula Viegas, António Ribeiro, M. Cachão, António Sobral, Isabel Bruxo, Fernanda Ribeiro, Tomás Duro, Rui Abreu, Mafalda Madureira, Pedro Martins. 2


Exposição

Piu Um despertar para os sons da natureza

A Bioacústica é a ciência que estuda os sons dos animais, e a sua produção, receção e função. No estudo da biodiversidade, o som apresenta-se como uma boa ferramenta para avaliar a diversidade biológica, permitindo-nos conhecer melhor os animais e o seu papel na natureza.

O som é uma parte importante do mundo em que vivemos. Na natureza podemos ouvir sons tão diversos como os produzidos pelo meio físico, pelo homem ou pelos animais: o som do vento ou da água, o som dos carros ou das fábricas, o som do cantar de um ave ou do bramar de um corço... Nesta exposição convidamos o visitante a fechar os olhos e despertar para os sons da biodiversidade! No dia a dia, muitos são os animais que emitem sons, desde os insectos aos peixes, ou aos mamíferos. O som é importante em atividades tão diversas como a atracção de parceiro,

a defesa do território, a alimentação, ou a orientação espacial. Hoje conhecem-se mais espécies do que nunca, mas muitas delas encontram-se em risco de extinção por causas directas da actividade humana. Extinções fazem parte da história da Terra e da sua evolução. Contudo, a taxa de extinções actual é alarmante. Estima-se que a cada 20 minutos se extinga uma espécie e que nos próximos 300 anos se perca metade das espécies de aves e de mamíferos. Como agir para evitar que estes cenários se concretizem? O primeiro passo tem de ser conhecer! 2


O que é uma paisagem acústica? Paisagens acústicas são gravações de áudio, nas quais se registam o conjunto de sons de um local durante um certo período de tempo. Estas gravações compreendem sons de animais, dos elementos da natureza e até mesmo do homem. Estas gravações não são dirigidas a nenhuma espécie em particular e estendem-se por um longo período de tempo (24 horas). As paisagens acústicas documentam a presença dos animais e a sua actividade num determinado raio de sensibilidade, possibilitando-nos detectar a sua presença, estimar a sua densidade e mesmo estudar os seus hábitos.

Apesar do esforço, a grande maioria das espécies estão por estudar. Não se sabe qual o seu papel nos ecossistemas e como poderão ser úteis como polinizadores, dispersores de sementes, controladores de pragas ou como fornecedores de substâncias químicas com potencial farmacêutico. Construir uma memória acústica ecológica, imagine como seria ouvir uma gravação realizada na Serra da Estrela em 1950. Que espécies ouviriamos? Ao preservar as gravações das paisagens acústicas estamos a preservar a memória acústica ecológica dos locais gravados. No futuro poderemos ouvir as gravações de 2011 e recordar ou conhecer os sons desse tempo. 3

O som é uma componente importante da vida dos animais, desde a defesa do território à atração de parceiro. As vocalizações de muitas espécies encerram em si características que lhes permitem funcionar como assinatura. Através de gravações efectuadas num determinado local, podemos saber quais as espécies presentes, o número de indivíduos dessas espécies, quais as suas épocas de reprodução ou migração e assim avaliar o estado de saúde ambiental desse local.


Exposição

Piu: Um despertar para os sons da natureza 1. O “Ninho da Diversidade” Explora a variedade dos sons, desde os que não conseguimos ouvir, como os de algumas baleias ou morcegos, até ao melodioso canto do rouxinol.

2. O “Ninho da Paisagem” Explora a composição de sons presentes numa paisagem.

3. O “Ninho dos Ciclos” Explora as diferenças sonoras de uma mesma paisagem ao longo do ciclo diário (dia/noite) e do ciclo anual (verão/inverno). Ninho acústico

Ao longo da sala estão dispostas 4 estruturas em forma circular equipadas com sistemas de áudio, intituladas de “ninhos”, que permitem recriar determinadas paisagens acústicas. Na sala encontra-se tambem uma estrutura em forma de ovo igualmente equipada com sistema áudio, nesta estrutura podemos disfrutar de uma acústica impressionante devido á forma da sua estrutura.

4. O “Ninho dos Habitats” Explora o modo como o som varia consoante o habitat. As diferenças são imensas.

5. O “Ovo” Explora a evolução das paisagens acústicas e chama a atenção para o nosso papel na preservação da Biodiversidade.

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Exposição

Piu: Um despertar para os sons da natureza Ficha técnica: Coordenação e Comissariado Paulo A. M. Marques Paulo E. Jorge Jorge Prudêncio Daniel M. Magalhães Susana F. Pereira Revisão Maria Judite Alves Fernando Serralheiro Alexandra Cartaxana Alexandra Marçal Cristiane Silveira Helena Ribeiro Contribuições Rafael Márquez José Alberto Quartau Clara Amorim Paulo Fonseca

Construção e Montagem Redsky Carpintaria Santa Rita José Lopes S. A. Oficinas do MNHNC: Coordenação: Filipe Paiva Carlos Tavares, Fernando Franco, Francisco Seara, Joaquim Costa Comunicação e Imagem Direcção de Projecto: Vânia Cunha | RCL Produção: Maria João Cunha | RCL Design Gráfico: Dulce Soares Lima | RCL MNHNC | Mafalda Madureira Agradecimentos Gianni Pavan Filipe Moniz Maria Costa Pedro Andrade Isabel Teixeira Fonoteca Zoológixa - MNCN, Madrid

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Exposição

A aventura da Terra Um Planeta em evolução

Os cientistas conseguiram reconstruir informação detalhada sobre o passado do planeta. O material datado mais antigo do Sistema Solar formou-se há 4,5672 ± 0.0006 bilhões de anos, e há cerca de 4,54 bilhões de anos (com incerteza inferior a 1%) a Terra e os outros planetas do Sistema Solar haviam-se formado a partir da nebulosa solar - uma massa discóide de poeiras e gás que havia sobrado da formação do Sol.

A aventura da Terra: um planeta em evolução: É uma exposição que convida a debruçar-se sobre a evolução do planeta, começando pela origem do próprio universo. Esta exposição insere-se nas comemorações finais do Ano Internacional da Biodiversidade, 2010. Visa ajudar a compreender a imensidão do tempo geológico e a sua relação com os diversos acontecimentos, como o aparecimento da vida e do ser Humano. Mostra que a vida na Terra evoluiu desde formas primitivas simples (unicelulares) até formas mais complexas (multicelulares com órgãos especializados) e permite construir uma consciência do passado.

Esta exposição relata a história e evolução da Terra ao longo dos últimos 4600 milhões de anos. Uma verdadeira viagem pelo tempo geológico onde a vida demorou a diversificar-se, transportando-nos também para esta noção um pouco diferente de “Tempo” : “Tempo” necessário para o aumento da complexidade, da adaptação e consequente evolução da vida. Como cada metro representa 50 milhões de anos, o visitante é levado a compreender a história do planete e a evolução da vida na sua verdadeira relação temporal.

2


A aventura da Terra tenta contribuir para a interiorização da urgência em perspectivar o futuro do nosso planeta em termos da relação do Homem com o Ambiente, de forma a garantir a perpetuação do inestimável legado - a Terra. Nesta exposição pode ver três níveis de leitura da História do Planeta Terra no percurso expositivo. Um friso cronológico ilustrando a sequência dos principais eventos geológicos e biológicos que resumem a História da Terra.

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Globos Terrestres onde na base são explorados com mais detalhe alguns conteúdos relacionados com a evolução geológica do planeta. Vários Painéis temáticos com conteúdo mais específicos, considerados relevantes para a compreensão dos momentos mais marcantes da evolução da vida. Dentro destes, painéis nascem outras “caixas saber mais”, com detalhes científicos mais profundos, direccionados para os mais curiosos.

O Big Bang, também por vezes denominada em português como a Grande Explosão, é a teoria cosmológica dominante do desenvolvimento inicial do universo. Os cosmólogos usam o termo "Big Bang" para se referir à ideia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado e, desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão atualmente.


Exposição

A aventura da Terra: Um planeta em evolução

Recriação de uma célula

As primeiras formas de vida do planeta foram os Procariontes, formas de vida unicelares que continham DNA, uma das moléculas fundamentais da vida. Depois dos Procariontes, vieram os Eucariontes que já eram mais complexos, continham um núcleo e algumas organelas.

Ampliação microscópica

Numa recriação de uma ampliação de 10.000 vezes de uma amostra com 2000 milhões de anos, podemos ver seres unicelulares, Procariotes, Cianobactérias, Filamentosas e Eucariotas.

Pormenor da linha cronológica do Planeta

As primeiras formas de vida nasceram nas águas quentes e serenas do mar, ao abrigo dos raios ultravioletas do Sol. Eram pequenas esferas protegidas por uma membrana, em condições de se dividirem. Com o passar do tempo, essas primitivas "máquinas" vivas se uniram a corpúsculos prontos para a fotossíntese, para a respiração e para a reprodução.

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Exposição

A aventura da Terra: Um planeta em evolução Ilustração científica, evolução da Terra

Nesta Ilustração podemos compreender os 6 principais periodos de evolução do planeta Terra ao longo de 4560 Milhões de Anos. Desde o seu ponto de fusão à divisão dos continentes.

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Exposição

A aventura da Terra: Um planeta em evolução Ficha técnica:

Maria Graça Ramalhinho

Integração Audiovisual

Investigadora MNHN Aposentada; Ex. Pres. MNHN (Zoologia)

PLL Equipamentos

Prof. Catedrático FCUL; Director Museu Mineralógico e Geológico MNHN (Geologia)

Maria Judite Alves Investigadora MNHN (Zoologia)

Nuno Pereira Pedro Nuno

Fernando Catarino

Maria da Luz Mathias

Iluminotecnia Filipe Paiva Fundição

Francisco Fatela

Prof. Catedrática FCUL (Zoologia); Membro do Conselho de Administração da FFCUL

Prof.Auxiliar FCUL (Geologia)

Ilustração Científica

Galopim Carvalho

Diana Marques Nuno Farinha Pedro Salgado Rita Baptista

Jorge Prudêncio (Coordenação) Filipe Paiva (Coordenação executiva) Manuel Silva Mário Rui Paulo Santana Conjunto de Ideias Eurostand

Fernando Barriga

Prof. Jubilado FCUL e Ex. Director Jardim Botânico MNHN (Botânica)

Prof. Jubilado FCUL; Ex-Dir. MNHN (Geologia)

Helena Cotrim Investigadora auxiliar

Hugo Cardoso

Escultura

Ireneia Melo

Grupo Guliver Luís Lacerda Pedro Andrade

Investigadora MNHN (Botânica)

Obra Musical

José Alberto Quartau

Carlos Marecos (Compositor) Margarida Marecos (Solista) Sinfonieta de Lisboa (Orquestra – Dir.:Vasco Pearce de Azevedo) Coro Ricercare (Dir.: Pedro Teixeira)

Investigador MNHN/CBA

Prof. Catedrático Aposentado; (Zoologia – Entomologia)

Liliana Póvoas

Multimédia

Construção e Montagem

Divulgação Mafalda Madureira (Coordenação) Bruno Cabral (Spot publicitário) Fernando Alberto (Website) Tiago Antunes (Spot publicitário) Rui Branco (Locução spot publicitário) Fonte Consultores de Comunicação (Assessoria mediática) NY88 Artimage (Fotografia)

Assistente de Investigação MNHN (Geologia) 2


Exposição

A aventura da Terra: Um planeta em evolução Ficha técnica:

Investigação e conteúdos

Coordenação do projecto Maria Amélia Loução Profa Catedrática FCUL;Vice-Reitora Universidade de Lisboa

Mecenas exclusivo

Fernando Serralheiro (Coordenação) Ireneia Melo (Botânica e Paleobotânica) Jorge Prudêncio (Biologia) Liliana Póvoas (Geologia e Paleontologia) Margarida Zoccoli (Biologia) Maria Amélia Martins-Loução (Biologia) Maria da Graça Ramalhinho (Biologia) Pedro Salgado (Biologia) Rui Agostinho (Astronomia) Vanda Santos (Geologia)

Fundação EDP

Equipa Executiva

Agradecimentos

Fernando Serralheiro (Coordenação) Helena Ribeiro (Gestão financeira) Jorge Prudêncio Mafalda Madureira Margarida Zoccoli

Conselho Científico

Museografia Jorge Prudêncio (Coordenação) Fernando Serralheiro

Profa Catedrática FCUL; Coordenadora Executiva Museus Politécnica e Directora Museu da Ciência (Física)

Design

António Ribeiro

Consultores para as Acessibilidades Peter Colwell Josélia Neves

Tradutores Sérgio Yiallourides British Council Instituto Cervantes de Lisboa

A todos os funcionários e colaboradores do Departamento de Zoologia e Antropologia do Museu Nacional de História Natural Alexandra Cartaxana Alexandra Marçal Alexandra Ruiz Ana Maria Rodrigues Bruno Ribeiro Carlota Mateus César Lopes César Gouveia Conceição Santos Diana Carvalho Diana Clamote Rodrigues

Henrique Cayatte Design

Comissariado Fernando Barriga Maria Amélia Martins-Loução Maria da Graça Ramalhinho

Projecto expositivo – concepção geral Fernando Serralheiro Margarida Zoccoli Ana Amorim Professora auxiliar da FCUL (Instituto de Oceanografia)

Ana Maria Eiró

Prof. Catedrático Aposentado (Geologia)

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Allosaurus:

Um Dinossáurio dois continentes ?

O Allosaurus, (que significa "lagarto diferente") foi um tipo de dinossauro carnívoro e bípede, pertencente à família Allosauridae. Viveu no fim do período Jurássico em vários continentes (América do Sul, América do Norte, África, Oceânia e Europa (Ou seja, viveu em todos os continente excepto a Antártida e a Ásia)). Media em torno de 9 metros

de comprimento, podendo alcançar os 14 metros de acordo com alguns vestígios fósseis, pouco mais de 5,6 metros de altura e pesava entre 1,5 e 3,8 toneladas (algo equivalente a um elefante).

Nesta exposição o Museu Nacional de História Natural propõe-se partilhar com o público um processo, em curso, de investigação científica e de produção de conhecimento no âmbito da Paleontologia de dinossáurios. O visitante é convidado a percorrer os vários passos deste processo que se iniciou com a surpreendente primeira descoberta de fósseis de Allosaurus Fragilis em Portugal, passou pela escavação, recolha, preparação, estudo, identificação e levou ás conclusões sobre a possibilidade de passagem de faunas terrestres entre os continentes euro-asiático e americano bem mais próximo há 150 milhões de anos, no Jurássico superior.

Este percurso é ilustrado com painéis informativos, fotografias e ilustrações científicas, a maior parte dos fósseis de ossos de Allosaurus encontrados e identificados, 16 réplicas de esqueletos ou crânios de outras espécies de dinossáurios, e complementado com informação sobre a relação entre Allosaurus e outros terópodes ou sobre a dinâmica interna do nosso planeta.

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Roteiro MNHN