Page 1

EM DESTAQUE NESTE NÚMERO

Empresas da Capital do Móvel mostram-se na VIGOFERIA (Espanha) [Pág. 2]

Conferência discutiu futuro e NOVOS DESAFIOS para sector do mobiliário [Pág. 3]

Jornal do Empresário é uma publicação mensal do gabinete de comunicação e imagem da Associação Empresarial de Paços de Ferreira. Sugestões e Críticas podem ser enviadas para:

Parque de Exposições Capital do Móvel Rua da Associação Empresarial, nº 167 - Carvalhosa | Apartado 132 4591-909 PAÇOS DE FERREIRA Tel: 255 862 114/ 6 - Fax: 255 862 115 www.aepf.pt | imprensa@capitaldomovel.pt

NÚMERO 118 / OUTUBRO 2010

Formação de Formadores à distância tem novo curso A Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) promove, a partir de 26 de Outubro, mais uma edição do curso de Formação Pedagógica Inicial de Formadores em regime de B-Learning. Este curso, em regime à distância síncrono é ministrado em parceria com a empresa Nova Etapa, tem a duração de 108 horas e custa 299 euros (mais IVA) que podem ser liquidados em duas prestações.

O relacionamento entre as seguradoras e os reparadores automóveis A Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) promoveu, no passado dia 27 de Julho de 2010, uma reunião com empresários do sector da manutenção e reparação automóvel subordinada à relação entre seguradoras e os reparadores automóveis independentes. Dessa reunião resultaram várias conclusões, entre as quais, ficou decidido dirigir cartas às seguradoras referindo os problemas relacionados com a limitação da concorrência no mercado imposta por agentes de seguros. As mesmas já foram enviadas e a resposta por parte das seguradoras, bem como as cartas enviadas pela AEPF, podem ser consultadas na página de internet da AEPF. Sugerimos que, sempre que se verifique alguma situação contrária à política das seguradoras contida nas cartas, estas devem ser usadas como prova e anexadas a qualquer queixa feita contra as seguradoras ou suas filiais. Para mais esclarecimentos os interessados deverão entrar em contacto com o Departamento de Apoio às Empresas da AEFP.

Beleza e moda animam noite quente [Pág. 4]


Representação colectiva da Capital do Móvel na Vigoferia A Capital do Móvel, através da Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF), prepara mais uma participação colectiva na feira galega Vigoferia de empresas de comércio de mobiliário. O certame espanhol realiza-se entre 28 de Outubro e 1 de Novembro. O espaço previsto para a representação portuguesa tem 1575 metros quadrados, prevendose, sensivelmente, a mesma participação registada em 2009, ou seja, 15 empresas. Esta participação vai ser alvo de comparticipação, em 50 por cento, da parte da AICEP no âmbito do projecto de internacionalização apresentado pela AEPF para o ano de 2010. As empresas do sector de mobiliário interessadas em participar em mais este projecto de promoção da Capital do Móvel deverão contactar o Departamento de Feiras e Eventos da AEPF.

MOVE PME: invista na sua empresa O projecto MOVE PME (Motivar, Optimizar e Valorizar as Empresas) é um projecto de formação-acção, financiado a 100 por cento pelo QREN, direccionado para as empresas tendo como objectivo conduzir e apoiar micro, pequenas e médias empresas para alcançarem padrões de desempenho mais competitivos e

serem capazes de ultrapassar dificuldades actuais e futuras. A Associação Empresarial de Paços de Ferreira informa que continuam abertas as inscrições para a área de Gestão Empresarial para micro empresas. A formação a ministrar destina-se a gerentes e chefias destas empresas, permitindo

aos formandos adquirir competências ao nível de Recursos Humanos, Marketing, Gestão Financeira e Planeamento Estratégico. Os empresários interessados e que reúnam as condições previstas para este projecto (disponíveis em www.aepf.pt) deverão entrar em contacto com o Departamento de Apoio às Empresas.

Linha de crédito de 400 milhões de euros e crescimento da construção civil em Marrocos favorecem clima para negócios milhões de euros. Por outro lado, as linhas de crédito protocoladas, e recentemente reforçadas em 400 milhões de euros, criam um clima favorável ao desenvolvimento do investimento e do comércio bilateral.

AEPF promove Missão Empresarial a Marrocos Marrocos, no Norte de África, é um dos mercados mais promissores deste continente. Atravessando uma conjuntura de excepcional dinamismo económico, Marrocos atingiu níveis sem precedente no índice de confiança dos operadores económicos nacionais e estrangeiros. Graças a este clima favorável, este país africano está na liderança dos destinos do investimento directo do continente, nomeadamente na área de projectos de construção civil e obras públicas, os quais estão avaliados em largos biliões de euros. Em 2006, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 7,8 por cento e de 2,2 por cento em 2007. A recuperação e construção de infra-estruturas têm sido a prioridade do Governo marroquino, prevendo-se a construção de cerca de 100 mil habitações sociais

por ano – com a consequente necessidade de produtos de madeira e de mobiliário – além de mais de um milhão de habitações e projectos de construção de luxuosos resorts turísticos. A Zona Franca de Tânger e o seu potencial como futuro maior porto da bacia do Mediterrâneo, conjugado com o dinamismo económico e a envergadura de Casablanca, bem como os vários projectos de desenvolvimento regional, asseguram um quadro propício para a expansão de negócios neste mercado emergente onde as exportações portuguesas registaram uma taxa de crescimento superior a 30 por cento ao ano. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), as exportações portuguesas para Marrocos têm registado um aumento contínuo desde 2005, atingindo em 2007 os 199,2

A Associação Empresarial de Paços de Ferreira considera a Missão Empresarial a Marrocos um importante instrumento para as empresas da região obterem informações privilegiadas deste mercado. De 24 a 30 de Outubro, os empresários que participarem nesta missão vão ter contacto com agentes económicos locais de Marraquexe, Casablanca e Rabat, três dos mais importantes centros urbanos do país. O programa completo, incluindo o acompanhamento profissional e o agendamento dos encontros empresariais, tem o custo de 2400 euros, dos quais entre 40 a 45 por cento serão reembolsáveis em resultado da aprovação da candidatura efectuada no âmbito do QREN relativa ao Projecto de Internacionalização da Capital do Móvel. Informe-se junto do DAE da AEPF.


Conferência elege parcerias, estudos e estratégia para futuro do mobiliário Juntar os empresários do sector do mobiliário em torno de uma discussão sobre alguns dos seus principais problemas foi o mote para a conferência “Mobiliário: Novos Desafios”, que decorreu no passado dia 24 de Setembro, no Parque de Exposições Capital do Móvel, em Paços de Ferreira. A iniciativa da Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) e do jornal Imediato serviu para relevar alguns aspectos menos conseguidos deste sector tradicional da economia portuguesa, o mais importante da RAQUEL REIS Docente de Marketing no Instituto Português de Administração e Marketing

Raquel Reis, docente de marketing e consultora de várias empresas nesta área, considerou que se “fala muito de crise, de internacionalização, mas muito pouco do que os clientes querem”. Afirmou faltarem estudos de marketing que permitam “descobrir novas oportunidades, segmentar o mercado e conhecer os clientes” porque, segundo Raquel Reis, há muitas empresas “que não sabem quem são os seus melhores clientes, tratando-os todos por igual”. Por outro lado, afirmou que de “nada serve a qualidade e a capacidade de resposta sem [as empresas] o comunicarem aos clientes”.

JOAQUIM PINTO Cluster do Mobiliário Associação para o Pólo de Excelência e Inovação das Empresas de Mobiliário de Portugal No sentido de enquadrar o sector no novo Cluster do Mobiliário, uma iniciativa governamental que junta as associações sectoriais e empresariais desta actividade económica, o director executivo Joaquim Pinto traçou o historial deste organismo desde os primórdios em que se sentavam à mesa as câmaras municipais e as associações empresariais de Paços de Ferreira e Paredes. Um longo caminho foi trilhado desde então por todos os agentes económicos do mobiliário, até chegar-se aos dias de hoje. Actualmente, assegura Joaquim Pinto, o Cluster do Mobiliário serve, sobretudo, para “influenciar o futuro do sector”, estando a ser preparados diversos projectos, o mais importante dos quais relacionado com a internacionalização, para o qual foi desenvolvida uma marca promocional associada ao futebol, ao fado e ao vinho do Porto.

G. LOBO XAVIER Rede de Centros Tecnológicos de Portugal

Crítico da estratégia do ex-centro tecnológico do mobiliário, entretanto extinto, Gonçalo Lobo Xavier considera que a sua existência “foi um erro, ou não teria falido”. Para o director executivo da Rede de Centros Tecnológicos de Portugal, a vontade de criar dois novos centros tecnológicos para o sector do mobiliário “é uma oportunidade para corrigir o erro”. Lobo Xavier alertou, contudo, para a necessidade das empresas e dos empresários se reverem nas estruturas associativas dos centros tecnológicos, ou seja, que devem ser as empresas os principais accionistas das mesmas, evitando a “intromissão” do Estado nestes organismos. “Um centro tecnológico não sobrevive com apoio estatal mas através da prestação de serviços de, pelo menos, 50 por cento do orçamento”, acrescentou. Na sua opinião, os modelos de sucesso têm seguido estratégias de inovação aberta, de parceria entre empresas e com os fornecedores. E para convencer os empresários são necessários “recursos humanos qualificados”, afirmou Lobo Xavier, para quem as universidades e os institutos politécnicos ainda não conseguem responder às solicitações das empresas dentro dos prazos exigidos pelo mercado.

ANTÓNIO ROCHA Viriato Hotel Concept e Hi Global

Dentro do sector do mobiliário, a empresa Móveis Viriato Hotel Concept tem sido um caso de sucesso nas últimas décadas, sendo o maior exportador nacional para o sector hoteleiro, segundo afirmou o seu gestor, António Rocha. Recentemente, juntou-se a mais sete empresas para criar a Hi Global, uma entidade única que trabalha o nicho de mercado da

região do Vale do Sousa. Fortemente exportador e apresentando uma saudável balança comercial positiva, o sector do mobiliário tem sobrevivido a várias crises mas a capacidade de reinvenção tem-se mostrado algo limitada nos últimos anos. Procurando combater essa inacção, a AEPF e o Imediato desenvolveram uma conferência para discutir o futuro que espera o mobiliário e quais os caminhos estratégicos que podem ser ainda percorridos. Estiveram presentes mais de 110 pessoas. JOÃO MAIA Gabinete de Estudos da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e Sucedâneos Um sector tradicional que soube mudar o paradigma do seu modelo de negócio e tem sido apontado como um excelente exemplo de união é o do calçado. O responsável pelo Gabinete de Estudos da associação sectorial APICCAPS apresentou a grande evolução que o calçado viveu nas últimas décadas. Segundo João Maia, depois do crescimento fabuloso da década de 80 e excepcional da década de 90 do século passado, o sector do calçado viveu tempos conturbados. Os tempos em que não era preciso um departamento comercial acabaram, referiu João Maia, tendo sido fundamental para a afirmação do calçado português a aposta em inovação, tecnologia, design e marketing dos anos 90. Desde 1978 que o sector realiza estudos estratégicos, coincidentes temporalmente com os novos quadros comunitários de apoio, os quais são seguidos escrupulosamente. O sector do calçado tem, assim, crescido em valor, aumentado as exportações (mais de 95 por cento da produção destina-se ao mercado internacional), alicerçado por grandes empresas que controlam todo o processo e investem em marcas próprias, deixando o papel produtivo para as estruturas mais pequenas.

hotelaria, que diminuísse a “falta de escala, a massa crítica e a capacidade de resposta” das empresas de forma isolada. Além de todo o tipo de mobiliário, esta nova empresa tem capacidade para fornecer soluções praticamente chave na mão. Esta “plataforma de produtores”, que se apresenta sem intermediários, logo mais concorrencial do ponto de vista de preço final, trabalha em todo o mundo, com capacidade de resposta quase imediata a qualquer pedido de consulta efectuado. A criação deste cluster hoteleiro é, antes de mais, “uma porta de saída”, porque as oito empresas no seu conjunto facturavam, há alguns anos, cerca de 500 milhões de euros, enquanto hoje, em resultado da crise mundial, esse valor ronda os 200 milhões de euros.


Mini-MBA: como obter mais clientes e aumentar o volume de vendas O Marketing é um dos instrumentos mais importantes na estratégia de qualquer empresa. No entanto, desde o surgimento da Internet e de outros meios digitais que esta forma de comunicar se tem vindo a alterar. O crescimento das redes sociais e de outros meios de comunicação tem contribuído para a modificação dos planos de Marketing das empresas. Para realizar um plano de Marketing de sucesso importa incluir, não só os meios de comunicação tradicionais como, também, as novas técnicas e estratégias para chegar aos potenciais clientes através de meios digitais. Na tentativa de colmatar as lacunas dos empresários e dos profissionais responsáveis pela área do Marketing nas empresas nacionais, o Institute for International Research (IIR) promove, em Lisboa, um miniMBA de três dias subordinado ao tema Plano de Marketing 2.0. Este curso oferece a possibilidade de escutar as experiências dos mais reputados profissionais do sector, numa ampla gama de sectores e empresas, capazes de apresentarem as melhores soluções e estratégias de implementação de um Plano de Marketing 2.0. Luís Rasquilha (Ayr Consulting Trends & Innovation), Miguel Cristóvão (Samsung), Luís Nunes (NYB – Comunicação e Marketing), António Vicente (Logifarma), Jorge Rodrigues (Microsoft) e Paulo Gomes (Vitória Futebol Clube) são os formadores deste míni-MBA que decorre entre 19 e 21 de Outubro. Mais informações podem ser obtidas em iirportugal.com.

Moda Local: Fashion Event levou a colecção Outono/Inverno até à rua As ruas Antero Figueiredo, D. José de Lencastre e D. João I foram alvo de desfiles das colecções das lojas Antoniu’s, Girândola, La Femme Chic, Maletin, D’Areais Trigo Atelier, Óptica Boa Imagem, Pépekeno, Per Tutti, Romilãs, Desgaste, Gatinhar e Ofélia Barbosa. A Moda Local desceu à rua e aproximou-se dos consumidores que, de uma forma diferente e divertida, viram desfilar alguns conhecidos

manequins envergando roupas que todos podiam adquirir naquele momento, já que todas as lojas participantes estavam abertas. O Fashion Event 2010, cujo objectivo passa por aproximar, cada vez mais, os consumidores das lojas de comércio tradicional serviu para a habitual apresentação da colecção Outono/Inverno em vestuário, calçado e acessórios de moda dos comerciantes do concelho.

Novas acções de formação modulares certificadas e financiadas O Departamento de Formação Profissional da AEPF apresenta mais um conjunto de acçõesmodelares certificadas, destinadas a activos empregados ou desempregados. A Formação Modular Certificada tem como objectivo aperfeiçoar os conhecimentos e competências dos candidatos podendo, também, ser frequentadas com vista a processos de reciclagem e reconversão profissional, proporcionando assim a aquisição de conhecimentos necessários a uma melhor integração no mercado de trabalho. São destinatários da formação desenvolvida no âmbito desta tipologia de intervenção os activos empregados/desempregados com

idade superior a 16 anos e que sejam detentores de baixas qualificações escolares e ou profissionais ou que possuam qualificações desajustadas às necessidades do mercado de trabalho, nos termos da legislação nacional aplicável às formações modulares certificadas. Os cursos funcionam, de segunda-feira a sexta-feira, em horário pós-laboral. O valor do subsídio atribuído a cada formando, no final de curso, será de 4.27 euros por cada dia de formação. As novas acções são: Segurança no Trabalho – equipamentos (Técnico/a de Segurança e Higiene no Trabalho), com uma carga horária

de 25 horas, a funcionar a partir de 18 de Outubro, às segundas e quartas; Contrato Compra e Venda (Técnico/a de Contabilidade), com uma carga horária de 25 horas, a funcionar a partir de 13 de Outubro, às segundas e quartas; Fundamentos Gerais de Higiene no Trabalho (Técnico/a de Segurança e Higiene no Trabalho), com uma carga horária de 25 horas, a funcionar a partir de 15 de Novembro, às segundas e quartas; Gestão da Qualidade – evolução e normas de sistema (Técnico da Qualidade), com uma carga horária de 50 horas, a funcionar a partir de 19 de Outubro, às terças e quintas.

Jornal do EMpresário Outubro de 2010  

Jornal do EMpresário Outubro de 2010

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you