Page 1

EM DESTAQUE NESTE NÚMERO

AEPF assina protocolo com Automóvel Clube de Portugal [Pág. 4]

Revitalizar empresas para evitar falências e ajudar a economia nacional [Pág. 3]

Jornal do Empresário é uma publicação mensal do gabinete de comunicação e imagem da Associação Empresarial de Paços de Ferreira. Sugestões e Críticas podem ser enviadas para:

Parque de Exposições Capital do Móvel Rua da Associação Empresarial, nº 167 - Carvalhosa | Apartado 132 4591-909 PAÇOS DE FERREIRA Tel: 255 862 114/ 6 - Fax: 255 862 115 www.aepf.pt | imprensa@capitaldomovel.pt

NÚMERO 133 / MARÇO 2012

Diagnóstico de necessidades do Tâmega elaborado pela AEPF A Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) desenvolveu os instrumentos para diagnóstico de necessidades na região do Tâmega, no âmbito da Agenda para a Empregabilidade do Tâmega e Sousa. Estes instrumentos passam por inquéritos destinados à população em geral e às empresas da região, através dos quais será possível definir a situação atual e proceder a um estudo que vise a solução dos principais problemas encontrados. Relativamente à população, os objetivos passam por alcançar 100 por cento dos jovens a frequentar o 9º ano de escolaridade, pela inquirição a todos os jovens entre os 16 e os 25 anos sem o nível secundário concluído, 50 por cento dos adultos em processo de qualificação em Centro de Novas Oportunidades e todos os ativos empregados em processo de reconversão. Já em relação às empresas, o objetivo pretendido é aplicar o inquérito a um mínimo de 25 por cento das empresas de cada fileira chave.

190 milhões de euros para empresas anunciados na Capital do Móvel por Secretário de Estado

A 38ª Capital do Móvel serviu de palco para o anúncio da abertura de concursos no âmbito do QREN, no valor global de 190 milhões de euros. O secretário de Estado Carlos Oliveira elogiou os empresários do setor do mobiliário, numa feira em cujo primeiro fim-de-semana registou-se um aumento em 20 por cento no número de visitantes, em relação à feira homóloga [pág. 02].


Secretário de Estado anuncia 190 milhões para empresas

As empresas portuguesas vão poder candidatar-se, desde 27 de fevereiro, a 190 milhões de euros em linhas de financiamento no âmbito dos programas do QREN. O anúncio foi efetuado no dia 25, pelo secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação. Carlos Oliveira falava na sessão de inauguração da 38ª Capital do Móvel – Feira de Mobiliário e Decoração de Paços de Ferreira, onde elogiou as empresas deste setor tradicional, nomeadamente por terem superado os mil milhões de euros em exportações em 2011. Depois do novo regulamento (Portaria nº 47A/2012) ter sido publicado na passada sextafeira, no qual são introduzidas algumas modificações significativas, Carlos Oliveira anuncia para segunda-feira a abertura dos concursos, nomeadamente SI Inovação e SI Qualificação PME. Estes farão parte, segundo o governante, do Programa Estratégico para o Empreendedorismo e para a Inovação que o Governo está a promover. Entre as principais novidades encontramse o aumento da majoração de 40 para 45 por cento, podendo atingir os 75 por cento quando relativo à participação em feiras e certames internacionais. Para Carlos Oliveira, esta é uma forma de contribuir para o aumento das exportações, ao mesmo tempo que pode significar a diminuição das importações. «Num momento em que as exportações são a chave da competitividade e da retoma da nossa economia, este será um apoio importante para as empresas», disse o secretário de Estado. Compreendendo as dificuldades no acesso ao crédito por parte das empresas, Carlos Oliveira afirmou ter o Governo reforçado em 400 milhões de euros as linhas de seguro de crédito à exportação, ao mesmo tempo que trabalha com o Banco de Portugal e com as entidades bancárias para desenvolverem-se «novos mecanismos para ajudar as empresas». O secretário de Estado pediu ao presidente da

Direção da AEPF, Hélder Moura, para, quando uma empresa revelar dificuldades na obtenção de um crédito, ser informado do balcão e da instituição bancária onde isso sucedeu para se tentar resolver esse problema. AEPF discutiu problemas em dezembro com secretário de Estado Estas tinham sido já algumas das medidas reivindicadas pela AEPF em audiência com o secretário de Estado em dezembro último. Soluções para a falta de crédito para as micro e pequenas empresas, bem como concursos distintos para micro e pequenas empresas no âmbito dos Sistemas de Incentivos, foram algumas das questões que estiveram em cima da mesa para as quais, agora, surgem medidas específicas. A abertura dos concursos vai permitir, ainda, ve-

rificar se foram criados apoios específicos para a criação de redes comerciais no exterior, uma das outras reivindicações dos empresários que necessitam de estruturas instaladas no estrangeiro para assegurar o escoamento da sua produção. Hélder Moura, no seu discurso na sessão inaugural, destacou o papel do setor do mobiliário no contexto da economia nacional o qual é, graças às exportações acima dos mil milhões de euros, «o terceiro setor tradicional português mais exportador». Devido à dimensão diminuta do mercado nacional e da forte presença de mobiliário português nos mercados internacionais, a AEPF «continua a sua aposta em projetos de internacionalização», disse Hélder Moura. «Através destes instrumentos de apoio, as empresas da região podem participar em feiras de mobiliário na vizinha Galiza, ou em missões empresariais a países cujas características se adequam ao nosso tipo de produção», acrescentou. Para 2012 estão previstas missões empresariais a países como China, Brasil, Estados Unidos ou México. «À nossa modesta escala, temos contribuído para o aumento das exportações portuguesas e para a afirmação das empresas, desta região, no contexto global», concluiu o dirigente. Antes de terminar a sua intervenção, Hélder Moura dirigiu-se aos empresários presentes na 38ª Capital do Móvel, que está aberta até 4 de março, manifestando o seu apreço pela participação. «É através do Vosso investimento que conseguimos promover a marca Capital do Móvel em Portugal e em Espanha», disse o presidente da AEPF, considerando que o sucesso dos expositores é o sucesso da marca Capital do Móvel, afirmando estarem todos «empenhados, desde 1984, em construir uma marca forte que simbolize a qualidade do mobiliário de Paços de Ferreira». Os anúncios dos concursos entretanto abertos podem ser consultados em www. aepf.pt.


Prémio Design 38ª Capital do Móvel: Carbono 12 premiada pela quarta vez

Carbono 12 recebe o prémio das mãos do vicepresidente Joaquim Costa Pereira (em cima, à esquerda); Rui Coutinho, CEO da PFR Invest, entrega o prémio de Melhor Stand à D’Manus (em cima, à direita); vice-presidente Rui Carneiro entrega 2º prémio Design à A. J. Meireles (em baixo à esquerda); e Steven Sarson, presidente do júri, entrega 3º prémio Melhor Stand à Rocha’s Mobiliário (em baixo, à direita)

As empresas Carbono 12 e D’Manus foram as grandes vencedoras dos prémios Design e Melhor Stand, respetivamente, da 38ª Capital do Móvel, que se realiza no Parque de Exposições de Paços de Ferreira até 4 de março. O júri convidado pela organização para a difícil escolha foi composto por três docentes da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão, do Instituto Politécnico do Porto: Steven Sarson, coordenador da área técnica e científica do curso de Design, e os professores Telmo Carvalho e Pedro Serapicos.

No prémio Design a escolha recaiu num conjunto de sala da Linha Sense da Carbono 12 que, com esta vitória, alcança o quarto triunfo consecutivo em cinco edições do troféu. Em segundo lugar ficou um contador da A. J. Meireles, enquanto a Kuatrus Interiores viu premiado um camiseiro em branco lacado. Já o prémio Melhor Stand distinguiu, para além da D’Manus, as empresas Kuatrus Interiores e Rocha’s Mobiliário. A introdução destes prémios foi uma decisão da atual direção, cujo primeiro mandato de

dois anos está a chegar ao fim, decidida a estimular os expositores a apresentarem móveis inovadores e com um design arrojado, bem como convidar as empresas a investirem em espaços de exposição mais atraentes e funcionais para quem os visita. Os prémios têm sido bem recebidos e os empresários mostram-se interessados em apresentar novidades e conceitos mais inovadores. Todos os premiados receberam, ainda, vouchers do Day Spa Céu Brito e da B-Post, uma empresa de publicidade low-cost.

Revitalizar as empresas é aposta contra a crise Foi publicada em Diário da República a legislação relativa ao Programa Revitalizar, destinado à «criação de apoios e incentivos à reestruturação e revitalização do tecido empresarial, dadas as externalidades positivas que promove, como sejam a criação de postos de trabalho, o crescimento das exportações, o fomento do desenvolvimento regional, em particular das regiões mais carecidas, o dinamismo das entidades da economia social, bem como o contributo para a estabilização do sistema de segurança social». O Programa Revitalizar é um programa de ação do Governo envolvendo, nomeadamente, o Ministério da Economia e do Emprego, o Ministério das Finanças, o Ministério da Justiça e o Ministério da Solidariedade e da Segurança

Social, e visa dar uma resposta estratégica global à importância que presentemente assume a temática da revitalização do tecido empresarial em Portugal. Para o Governo, «é fundamental criar condições para que o recurso por parte das empresas aos mecanismos legais disponibilizados ocorra cada vez mais cedo, antecipando os problemas mais graves e evitando que os problemas existentes na estrutura e na gestão empresariais coloquem em causa a revitalização desejada». De uma forma geral, revela o documento, «as empresas nacionais apresentam uma estrutura financeira desequilibrada, com elevada dependência do financiamento de terceiros, em particular da banca, e possuem capitais próprios

inferiores ao desejável. Adicionalmente, as empresas têm, na maioria dos casos, uma estrutura de governação pouco profissionalizada, nem sempre alinhada com as melhores práticas de governança e apresentam uma estrutura acionista de matriz e natureza familiar». Assim, no sentido de «revitalizar empresas viáveis, torna -se necessária a existência de um ambiente regulamentar e tributário adequado» através do reforço de, nomeadamente, «instrumentos financeiros disponíveis para a capitalização e reestruturação financeira de empresas, com particular enfoque no capital de risco e em outros instrumentos que em simultâneo concorram para o desenvolvimento regional».


Curso de costureira industrial de tecidos com empregabilidade elevada As formandas do Curso de Costureiro Industrial de Tecidos receberam os respetivos diplomas das mãos do presidente da direção da Associação Empresarial de Paços de Ferreira. Para Hélder Moura, este ato simbólico prendese com o fato deste curso ter resultado uma elevada taxa de empregabilidade. O dirigente agradeceu o esforço e o empenho de todas as formandas, pedindo-lhes que continuem a estudar, para saberem cada vez mais. O exemplo desta formação, no final da qual a maioria encontrou trabalho, deve servir de inspiração

para muitos outros profissionais empregados ou desempregados. Das 20 formandas que terminaram a formação, 14 estão empregadas e as restantes seis estão a procurar montar o seu próprio negócio. A maioria ficou a trabalhar na empresa onde realizou o estágio. Recorde-se que todas as inscritas neste curso de formação EFA se encontravam sem emprego antes do mesmo. O curso totalizou um volume de 36.849 horas de formação, ao longo de 289 dias. O custo total do curso foi de 420.900 euros.

AEPF integra capital social do Centro de Excelência para a Indústria do Mobiliário

AEPF e ACP assinam protocolo

A Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF), reunida em Assembleia-Geral Extraordinária, aprovou os dois pontos da agenda de trabalhos. O primeiro visava autorizar a participação na estrutura do capital social do Centro de Excelência para a Indústria do Mobiliário, Associação (CEIM), que irá contemplar vários projetos, entre os quais se destacam a criação do Centro Avançado de Design de Mobiliário e o Centro

A Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) e o Automóvel Club de Portugal (ACP) assinaram um protocolo que beneficia os associados da AEPF, bem como os seus colaboradores. O protocolo permite aos interessados em aderir ao ACP beneficiar da isenção do pagamento da joia de inscrição (no valor de 36 euros) bem como de um desconto de 10 por cento na primeira anuidade. A assinatura deste protocolo representa mais um passo no sentido de oferecer, aos associados da AEPF, um conjunto de benefícios adicionais aos serviços já prestados pela organização. No âmbito deste protocolo com o ACP, os associados podem beneficiar de médico em casa 24h/dia por 10 euros; de um cartão de saúde privada por 36 euros/ano; condições especiais nos produtos farmacêuticos; mecânico na estrada 24h/dia; apoio jurídico no que diz respeito ao veículo; obter seguros nas melhores condições do mercado; ter alguém para lhe tratar de toda a documentação automóvel; escola de condução de elevada taxa de sucesso; combustíveis mais baratos; e descontos em mais de 5.000 parceiros; entre outras vantagens.

de Inovação do Mobiliário (Centro Tecnológico). Esta nova associação vai integrar, ainda, as duas autarquias de Paços de Ferreira e Paredes, a Associação Empresarial de Paredes. O ponto dois visava validar a decisão da direção da AEPF de integrar a Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e a Associação para o Pólo de Excelência e Inovação das Empresas de Mobiliário de Portugal (APEIEMP – Cluster do Mobiliário).

Estímulo 2012 apoia PME que contratem desempregados Está em vigor a Medida Estímulo 2012, a qual consiste na concessão, à entidade empregadora, de um apoio financeiro à celebração de contrato de trabalho com desempregado inscrito no centro de emprego há pelo menos seis meses consecutivos, com a obrigação de proporcionar formação profissional. Esta política integra-se no modelo de flexisegurança, que visa conciliar a segurança dos trabalhadores com a flexibilidade necessária às dinâmicas do mercado, incentivando-se a cooperação entre as entidades empregadoras e os centros de emprego. O Governo fez publicar em Diário da república a Portaria nº 45/2012 que regulamenta a medida Estímulo 2012, destinada a através da concessão de um apoio financeiro, estimular a

contratação e a formação profissional de desempregados inscritos há pelo menos seis meses consecutivos em centros de emprego. Podem candidatar-se ao Estímulo 2012 as pessoas singulares ou coletivas de direito privado, com ou sem fins lucrativos, que estejam regularmente constituídas e registadas; que preencham os requisitos legais exigidos para o exercício da atividade ou apresentem comprovativo de ter iniciado o processo aplicável; que tenham ao seu serviço cinco ou mais trabalhadores; que possuam situação contributiva regularizada perante a administração fiscal e a segurança social; que não se encontrar em situação de incumprimento no que respeita a apoios financeiros concedidos pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional; que te-

nham a situação regularizada em matéria de restituições no âmbito do financiamento do Fundo Social Europeu; e que possuam contabilidade organizada. Para poderem beneficiar da atribuição do apoio financeiro, de valor entre 50 a 60 por cento do salário mensal, deverá ser celebrado um contrato, a tempo completo com o desemprego e deve existir criação líquida de emprego, até a um limite máximo de 20 novos trabalhadores por empresa. As empresas são, ainda, obrigadas a dar formação aos trabalhadores contratados ao abrigo do Estímulo 2012, sendo que esta formação pode realizar-se no posto de trabalho (durante, pelo menos, seis meses) com o acompanhamento de um tutor, ou por uma entidade acreditada (com uma carga mínima de 50 horas).

jornaldoempresario_mar_2012  

ario_mar_2012

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you