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EM DESTAQUE NESTE NÚMERO

Estado apoia SEGUROS DE CRÉDITO para as PME com linha de mil milhões [Pág. 4]

Departamento de APOIO ÀS EMPRESAS inova através da reorganização [Pág. 4]

Jornal do Empresário é uma publicação mensal do gabinete de comunicação e imagem da Associação Empresarial de Paços de Ferreira. Sugestões e Críticas podem ser enviadas para:

Parque de Exposições Capital do Móvel Rua da Associação Empresarial, nº 167 - Carvalhosa | Apartado 132 4591-909 PAÇOS DE FERREIRA Tel: 255 862 114/ 6 - Fax: 255 862 115 www.aepf.pt | imprensa@capitaldomovel.pt

NÚMERO 122 / FEVEREIRO 2011

Feiras para 2011 O investimento em feiras, nacionais e em Espanha, vai continuar em 2011. O primeiro grande certame do ano é, como habitualmente, a Capital do Móvel, cuja 36ª edição decorre entre 2 e 10 de Abril. Já a 37ª Capital do Móvel será organizada de 27 de Agosto a 4 de Setembro. O Parque de Exposições acolhe, ainda durante 2011, o 4º Salão Automóvel, um certame que deixou saudades na região mas que se tem revelado muito difícil de reactivar, principalmente devido à crise económica mundial. A concretizar-se este evento, Junho será o mês escolhido. No final do mês de Julho, está previsto criar uma Feira das Regiões, um certame dedicado ao turismo, à gastronomia e ao artesanato. No estrangeiro, a AEPF prevê realizar uma feira Capital do Móvel em Valladolid, provavelmente já em Junho, bem como a organização de uma participação colectiva na feira de Villagarcia de Arousa, em Julho. Em Dezembro, a Capital do Móvel deverá repetir a participação colectiva na Feira dos Autónomos da Corunha. Também através da forma de participação colectiva, os empresários da Capital do Móvel participarão na Intercasa, em Lisboa, durante o mês de Outubro. Os empresários interessados em aderir a qualquer destas iniciativas deverão entrar em contacto com o Departamento de Feiras e Eventos da AEPF.

Concurso de ideias A incubadora Tecval, participada pela AEPF, lançou um concurso de ideias inovadoras para a criação de empresas, de forma a incentivar a iniciativa e a criatividade dos jovens entre 18 e 35 anos. Daqui resultou o prémio “Empreender - A Minha Ideia, a Minha Empresa”, cujos prémios são períodos de incubação gratuitos e vales de consultoria para estudos especializados, no valor de 2.500, 1.600 e 650 euros para as três melhores ideias a concurso. Mais informações podem ser obtidas através do sítio na Internet tecval.pt.

Hélder Moura: “Empresas que querem exportar deviam ser mais apoiadas” Hélder Moura criticou as dificuldades pelas quais passam as empresas que pretendem obter apoios através dos fundos comunitários, limitados a quem já vende para mercados internacionais e impedindo as organizações que querem começar a exportar. É em momentos como o da actual crise internacional que o Governo poderia dar um sinal mais positivo ao mercado. O presidente da AEPF falava na conferência promovida pelo Jornal do Notícias em Paços de Ferreira dedicada a discutir o impacto das multinacionais no Vale do Sousa. Foram ainda convidados Alberto Santos, presidente da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, e Luís Florindo, da AICEP, num debate moderado pelo director-adjunto do JN, Paulo Ferreira. As empresas multinacionais “trazem cultura e know-how diferentes que enriquecem o tecido empresarial local”, disse Hélder Moura para quem “a subcontratação de serviços a terceiros vai ajudar à transmissão dessa cultura e desse know-how”. O dirigente considera que não se deve olhar nas multinacionais “apenas para o volume de negócios, porque é injusto”. A Swedwood, por exemplo, já terá contratado serviços e produtos na região no valor de quase cinco milhões

de euros, ao longo dos últimos anos. A presença de uma fábrica do universo empresarial Ikea no concelho de Paços de Ferreira esteve em destaque mas, segundo Hélder Moura, quem mais lucra com a instalação daquela unidade fabril “é Portugal e não apenas um município”. O presidente lembrou, igualmente, que a AEPF desempenha um importante papel na ajuda às empresas através da rede de consultores que possui, tal como promove os agentes económicos de toda a região em missões empresariais. Da mesma forma que as empresas estrangeiras se instalam neste território, também as de Paços de Ferreira podem obter apoios para realizar negócios nos mercados internacionais. Segundo Luís Florindo, Portugal ainda precisa do investimento de “muitas multinacionais”, as quais apostam no país devido às infra-estruturas ao nível do que de melhor a Europa tem para oferecer e aos recursos humanos “com qualificação e a um preço interessante”. Alberto Santos concordou e defendeu uma “cultura nacional capaz de atrair investimento estrangeiro” assente em políticas de excelência e na competitividade salutar. A existência de multinacionais, mesmo em concelhos vizinhos,“gera sempre um efeito positivo”, concluiu.


Agenda Regional para a Empregabilidade em actividade

O Comité de Pilotagem da Agenda Regional para a Empregabilidade do Tâmega e Sousa (ver texto em baixo) vai reunir-se em Paços de Ferreira no próximo dia 18 de Agosto. A decisão foi tomada durante uma reunião efectuada em Baião, no passado dia 11 de Janeiro, e que juntou à mesma mesa as várias entidades relacionadas com o emprego e a competitividade da região, no total de 12 municípios.

A Associação Empresarial de Paços de Ferreira esteve representada pelo director do Departamento de Formação Profissional, Paulo Dinis. O vereador António Coelho representou a autarquia. A actividade desta Agenda prende-se com o minimizar dos efeitos do desemprego nas populações da região, numa clara aposta na formação dos recursos humanos a nível da qualificação

escolar, sejam eles activos desempregados ou utentes do rendimento social de inserção. Segundo os dados mais recentes, o perfil do desemprego de Paços de Ferreira, semelhante ao da própria região, é do sexo feminino, tem entre 35 e 45 anos, possui como habilitações o 1º Ciclo e está desempregado há mais de um ano. A reunião em Baião serviu para a definição do cronograma de reuniões, quer do Comité de Pilotagem, quer das Redes de Concertação, nas quais participará a AEPF, e as das Entidades Regionais e Escolas Superiores. Após a reunião, procedeu-se à visita a duas empresas de sucesso no concelho. A Indumeca (foto da direita), uma fábrica de mobiliário metálico para escolas e escritórios, e o Hotel Douro Palace (foto da esquerda), uma unidade de quatro estrelas junto ao rio Douro.

AEPF vai participar de forma comprometida na dinamização do Pacto para a Empregabilidade no Tâmega e Sousa O Pacto Territorial para a Empregabilidade do Tâmega e Sousa (PTETS) visa promover a definição, implementação e monitorização de Planos de Acção para a Empregabilidade na região e foi assinado no passado dia 9 de Dezembro no seio da Comunidade Inter-Municipal do Tâmega e Sousa. Neste âmbito, a Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) vai liderar a representação das Associações Empresariais do Tâmega e Sousa no Comité de Pilotagem. Este documento insere-se na estratégia colectiva da região Norte, nomeadamente do Plano de Acção para a Promoção da Empregabilidade no Norte de Portugal, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento (CCDR-N). Segundo o presidente desta instituição, “os desafios da empregabilidade são complexos. Relacionam-se com as competências que o indivíduo deve ter para exercer uma profissão e, consequentemente, com o grau de ajustamento das suas qualificações às necessidades e oportunidades do mercado de trabalho”. Para Carlos Lage, “só uma perfeita articulação entre todos pode garantir a utilidade e a eficácia desta Agenda”, principalmente porque “de uma região com elevados níveis

de emprego durante várias décadas, o Norte sofreu desde 2001 um crescimento acentuado do desemprego”. A ARE tem como princípios orientadores a assumpção de que a capacidade de um indivíduo exercer uma profissão depende das suas competências e qualificações, que estas são fruto, na sua maioria, do ensino e da formação; e que a empregabilidade do indivíduo depende do ajustamento entre ensino e formação recebidos e o perfil de competências da profissão. Através desta ARE, os responsáveis do Tâmega e Sousa esperam criar as condições ideais para a promoção da empregabili-

dade nos principais clusters regionais, nomeadamente o agro-industrial (vinho), o design e a moda (calçado, vestuário, têxtil, mobiliário e valorização da pedra), o comércio e a construção civil do turismo e do património cultural. O PTETS abrange os municípios de Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Penafiel e Resende. A decisão que distingue os esforços colectivos da AEPF resultou de uma pouco habitual votação, tendo recolhido 12 votos favoráveis entre 19 possíveis.

Capital Social = 1 euro. Criação de novas empresas facilitada A obrigatoriedade de depositar cinco mil euros de capital social mínimo para constituir uma sociedade deixou de existir, após a aprovação em Conselho de Ministros de um Decreto-Lei que simplifica a constituição de sociedades por quotas. O capital social passa, assim, a ser livremente definido pelos sócios, bem como a sua entrega poder ser diferida para o final do primeiro exercício económico da sociedade. Com esta medida de simplificação o Governo espera “objectivo reduzir os custos e os encargos administrativos para empresas, promovendo a competitividade e o emprego, de acordo

com a Iniciativa para a Competitividade e o Emprego”, através de um modelo semelhante ao de outros países como “a Alemanha, França, Reino Unido, Estados Unidos da América e Japão, entre outros”. A eliminação de capital mínimo vai contribuir, segundo o Governo, para aumentar o número de empresas criadas em Portugal, considerando que “muitas pequenas empresas têm origem numa ideia de concretização simples, que não necessita de investimento inicial, por exemplo, numa actividade desenvolvida através da Internet, a partir de casa”. O Governo defende

a medida com a recomendação do Banco Mundial que recomenda a eliminação de encargos administrativos no momento de constituição de sociedades. Esta nova medida associa-se a outras já implementadas como a realização facultativa de escrituras, a redução de prazos, a desmaterialização de procedimentos para início de actividade industrial, a disponibilização de diversos serviços através da Internet (Empresa Online, Informação Empresarial Simplificada e certidões permanentes do registo comercial e predial) ou a abertura de balcões únicos como a Empresa na Hora e o Casa Pronta.


Portugal estabelece acordos económicos com Qatar, Dubai e Abu Dhabi A primeira visita oficial portuguesa ao Médio Oriente ocorreu no passado mês, com José Sócrates a encabeçar uma delegação empresarial composta por 60 empresários dos sectores financeiro, de energias renováveis, imobiliário, construção civil e gestão hoteleira, bem como quatro ministros. Recorde-se que a Associação Empresarial de Paços de Ferreira já organizara uma missão empresarial ao Médio Oriente em 2009 (ver fotografia), envolvendo uma dúzia de empresas da região da Capital do Móvel, com visita aos mercados do Qatar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos (Dubai e Abu Dhabi). Várias entidades dos EAU mostraram “forte interesse” em projectos portugueses e em receber investimento de empresas portuguesas, es-

pecialmente nas áreas do turismo, construção e energia, segundo afirmou o Secretário de Estado da Energia e da Inovação, Carlos Zorrinho. Qatar e os emirados do Abu Dhabi e do Dubai “estão num processo de reconstrução fortíssimo do ponto de vista turístico e imobiliário, também por causa da organização do mundial de futebol”, afirmou o governante. No Qatar foram assinados dois acordos nas áreas do turismo e da energia, mas, sobretudo, afirmar a economia portuguesa e as exportações portuguesas de forma a criar “uma relação comercial desenvolvida com esta região do globo que é uma das mais ricas e com maior capacidade financeira”, disse José Sócrates no final um périplo de três dias por dois países do Golfo Arábico.

Formação modular com novos cursos a partir de Abril O Departamento de Formação Profissional da AEPF anuncia os novos cursos de formação modular, em funcionamento a partir de Abril de 2011. Processador de Texto (50 horas) – 4 de Abril (2ª e 4ª) Agentes Físicos (50h) – 5 e Abril (3ª e 5ª) Língua Inglesa – Atendimento (50h) – 5 de Abril (3ª e 5ª) Segurança no Trabalho – Avaliação e Controlo de Riscos (25h) – 6 de Abril (2ª e 4ª)

Contrato de Compra e Venda (25h) – 11 de Abril (2ª e 4ª) Espanhol (50h) – 11 de Abril (2ª e 4ª) CAD 3D (50h) – 12 de Abril (3ª e 5ª) Metodologias e Implementação de Sistemas de Gestão da Qualidade (25h) – 19 de Abril (3ª e 5ª) Processador de Texto (50h) – 26 de Abril (3ª e 5ª) Processador de Texto (50h) – 27 de Abril (2ª e 4ª)

Noções de Fiscalidade (50h) – 26 de Abril (3ª e 5ª) IRS (50h) – 3 de Maio (3ª e 5ª) Ferramentas da Qualidade (50h) – 17 de Maio (3ª e 5ª) Atendimento (50h) – 17 de Maio (3ª e 5ª) Folha de Cálculo (50h) – 6 de Junho (2ª e 4ª) Mais informações disponíveis em www.aepf. pt. As inscrições poderão ser efectuadas junto do DFP.

AICEP dá a conhecer indústria nacional

AEPF acreditada para prestar apoio técnico a projectos empresariais apoiados pelo IEFP

Aproveitando a presença em Portugal de alguns responsáveis sua rede externa em diversos países (França, Alemanha, Países Nórdicos, Europa Central, Rússia, EUA, Brasil e Ásia), a AICEP Portugal Global organizou, no passado dia 6 de Janeiro, uma acção de promoção tendo em vista ajudar tais responsáveis a conhecerem melhor a indústria portuguesa para que assim, nos seus mercados, possam ajudar de uma forma mais adequada as empresas nos seus esforços de internacionalização. A Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) foi convidada e fez-se representar em Lisboa pelo seu Director-Geral Executivo e pelo Director do Departamento de Apoio às Empresas, que aproveitaram para esclarecer os diversos responsáveis pela rede externa da AICEP sobre questões fundamentais para as empresas associadas e da região, tais como: • Dinâmicas Sectoriais a ter em conta no processo de internacionalização das empresas; • Argumentos a favor de Portugal; • Identificação de Oportunidades de Negócio (Exportação/Parcerias/ Internacionalização). Esta foi assim mais uma intervenção que surge na actual lógica da AEPF de apoio à dinamização da vocação internacional to tecido empresarial da região através do recém-criado Núcleo de Apoio à Exportação (integrado no DAE – Departamento de Apoio às Empresas).

A Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) é uma das 50 entidades nacionais prestadoras de apoio técnico à criação e consolidação de projectos no âmbito do Programa de Apoio ao Empreendedorismo e à Criação do Próprio Emprego (PAECPE). Na região do Tâmega e Vale do Sousa, a AEPF é mesmo a única entidade acreditada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) para prestar apoio técnico à criação e consolidação de projectos criados ao abrigo do PAECPE, estando habilitada a acompanhar, realizar acções de formação e prestar consultoria em situações de maior fragilidade na gestão

ou na operacionalização da iniciativa das novas empresas criadas neste programa. As empresas que pretendam obter gratuitamente este serviço de acompanhamento e consultoria deverão contactar a AEPF para formalizar o pedido e beneficiar do apoio técnico entre os primeiros nove meses a dois anos de actividade. Para a AEPF, o facto de ser a única entidade sem fins lucrativos desta região com reconhecida capacidade técnica para dar resposta aos desafios das jovens empresas é motivo de orgulho, bem como significa que o prestígio alcançado está alicerçado em trabalho e competência dos seus quadros.

Microcrédito apoia projectos até 25 mil euros As actividades económicas que podem ser financiadas através de microcrédito e os montantes máximos destes financiamentos foram definidos num diploma publicado em Diário da República. A Portaria n.º 1315/2010, de 28 de Dezembro, determina as actividades económicas que podem ser objecto das operações de microcrédito, bem como os montantes máximos do respectivo financiamento. Segundo o diploma, podem ser objecto das

operações de microcrédito os pequenos projectos empresariais ou profissionais susceptíveis de criar ou manter postos de trabalho de forma sustentável, cujo perfil de risco lhes dificulte o acesso ao mercado de crédito tradicional. As sociedades financeiras de microcrédito devem efectuar uma avaliação do projecto a financiar e acompanhar a preparação, implementação e gestão desse projecto. O diploma define que o valor máximo deste financiamento é 25.000 euros.


AEPF investe na criação de seis novos núcleos de apoio às empresas O Departamento de Apoio às Empresas (DAE) da Associação Empresarial de Paços de Ferreira (AEPF) foi alvo de uma reorganização funcional, no sentido de aumentar a oferta, em valor e quantidade, dos serviços prestados às organizações da região. A evolução passou pela criação de seis grandes núcleos que oferecem às empresas soluções integradas de tipo “chave-na-mão”. Esta reorganização pretende aproximar ainda mais a oferta de serviços da AEPF aos seus associados, aumentando a sua qualidade e pertinência, adequando a oferta existente e as novas propostas integradas em soluções desenhadas à medida de cada empresa, desde unidades micro às PME. As organizações públicas e as parcerias público-privadas também não foram esquecidas nesta reformulação do DAE, podendo qualquer entidade encontrar na AEPF soluções para a maioria das necessidades. O Núcleo de Consultoria de Gestão agrega os serviços de consultoria em regime pontual ou em avença em vários domínios – Gestão Estratégica, Internacionalização, Marketing, Gestão Financeira e de Tesouraria, Qualidade, Higiene e Segurança no Trabalho, entre outros – a par da realização de diagnósticos e auditorias, estudos sectoriais, regionais e de mercado, avaliação de empresas ou reorganização empresarial. O Núcleo de Apoio ao Exportador terá a responsabilidade de divulgar ofertas comerciais, estudos, projectos, conferências e eventos,

para além de assegurar a coordenação e realização de missões empresariais e apoiar a organização de participações colectivas em feiras internacionais. O apoio ao sector do comércio e serviços, as candidaturas aos Sistemas de Incentivos, a realização de estudos de viabilidade e análise de projectos de investimento, a reestruturação de dívidas e projectos de saneamento financeiro das organizações passam a estar concentrados no Núcleo de Apoio ao Investidor. A formação-acção e toda a cadeia de valor acrescentado ao nível da informação para empresários concentra-se no Núcleo de Competências Empresariais, enquanto os assuntos

relacionados com o mercado de trabalho – procura e oferta – serão da responsabilidade do Núcleo de Apoio à Contratação. Finalmente, as questões jurídicas e os assuntos fiscais integram o Núcleo de Apoio Jurídico. A nova oferta de serviços manterá a qualidade a que os empresários da região já se habituaram, sendo introduzidas melhorias nos casos em que se justifique, no sentido de prestar o melhor apoio aos associados. Estes terão vantagens em relação às restantes empresas, já que beneficiam de descontos entre os 20 e os 50 por cento, conforme os serviços. Através desta reorganização, a AEPF assegura ainda mais valor para os associados.

Seguros de crédito avançam com apoio do Estado As pequenas e médias empresas (PME) já podem aceder aos seguros de crédito – instrumento financeiro que contribui para a diminuição do risco no caso de incobráveis – com apoio do Estado. O Governo criou uma nova linha OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento

Económico, que engloba cerca de três dezenas de países) no valor de mil milhões de euros (metade do qual assegurado directamente pelo Estado) de apoio às empresas no desenvolvimento dos seus negócios e prometeu criar uma outra linha para países fora da OCDE, igualmente no valor de mil milhões de euros.

O objectivo desta medida passa por dinamizar a actividade económica e as exportações portuguesas para países da OCDE, minimizando os efeitos da crise financeira e económica internacional, através do apoio aos mecanismos de seguro de créditos (reforço de “plafonds”), em particular à actividade exportadora, com garantia do Estado. As empresas protocoladas são a COSEC, a Crédito y Caución, a COFACE e a CESCE, as quais promovem o acesso dos beneficiários à Linha, bem como a subscrição e gestão do sistema de coberturas, fazendo a análise de risco das operações. Podem recorrer a este instrumento financeiro empresas localizadas nas regiões do continente, (em especial PME certificadas pela Declaração Electrónica do IAPMEI), designadamente exportadoras que efectuem operações domésticas e no exterior que necessitem de cobertura de crédito e que, cumulativamente, não tenham dívidas à Administração Fiscal ou à Segurança Social. No âmbito do protocolo são consideradas operações elegíveis a cobertura de transacções comerciais a crédito para clientes em países da OCDE, incluindo Portugal, ou seja, vendas domésticas e exportação de bens e serviços, com incorporação nacional; bem como a cobertura adicional ao contrato base de seguro de créditos e autónoma deste mas funcionando de forma paralela em termos de condições.


Jornal Empresário Fev 2011