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www.cangurubh.com.br | Mar 2017 | nº 18

Criando filhos em BH

EXEMPLAR GRATUITO PARA ESCOLAS PARCEIRAS

Lobinhos em Beagá

GRUPOS DE ESCOTEIROS CELEBRAM 100 ANOS

na cidade e não param de crescer

Do you speak english? VEJA COMO AJUDAR AS CRIANÇAS

a praticarem inglês em casa

Pra ficar fortinho Dicas para uma

MERENDEIRA SAUDÁVEL

Apps que educam 7 APLICATIVOS QUE DIVERTEM

e ensinam

Hora do esporte É cedo demais para matricular seu filho na natação ou no futebol? Saiba quais são os benefícios e os prejuízos (sim, eles podem ocorrer) na escolha de uma modalidade


4nesta edição

seções

8 10 12 14 16 18 19 20 22 24 41 42 43

Primeiras palavras

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Na Pracinha, por Flávia Pellegrini e Miriam Barreto

46 47 50

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Nossos leitores www.cangurubh.com.br Missão Instagram Eles dizem cada coisa Canguru viu e curtiu Corrente do bem

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Esporte na primeira infância: João Laurindo começou um curso básico em clube aos 3 anos

Mundo Kids Moda Comprinhas Para ler com seu filho, por Leo Cunha

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Viagens, modo de usar, por Luís Giffoni História de mãe, por Fabíola Fernanda do Patrocínio Alves

Padecendo no Paraíso, por Bebel Soares e Tetê Carneiro Artigo, por Ticiana Iyomassa Artigo, por Viviane Paixão Crônica, por Cris Guerra

[2]

Lancheira saudável: frutas podem incrementar alimentação na escola; veja receitas

38

26

Nutrição | Dicas para caprichar na alimentação que seu pequeno leva para a escola

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Tecnologia | Sete aplicativos que divertem e ensinam

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Saúde | Veja a idade ideal para apresentar as várias modalidades esportivas ao seu filho Educação | Como estimular o aprendizado do inglês fora do horário da escolinha Comportamento | Grupos de escotismo de Beagá completam 100 anos

[3]

Escoteiros de BH: conheça alguns grupos que formam lobinhos na cidade

Nossa capa João Laurindo, 4, é filho de Renata Rocha Pereira e Laurindo da Silva Almeida FOTO: Gustavo Andrade

FOTOS: [1] GUSTAVO ANDRADE; [2] PIXABAY; [3] DIVULGAÇÃO

Reportagens


FOTOS: [1] GUSTAVO ANDRADE; [2] PIXABAY; [3] DIVULGAÇÃO

apresenta

De inofensivo, só o tamanho Q

uem vê um mosquitinho de pouco mais de cinco milímetros não imagina o tamanho da ameaça que ele representa para a saúde pública. O Aedes aegypti é vetor de diversas doenças pelo mundo, e quatro delas já chegaram ao Brasil: dengue, febre amarela, zika e chikungunya. Algumas formas são mais graves e só há vacina para a dengue e a febre amarela. Mas todas têm a mesma prevenção: não deixar o mosquito se proliferar. Em época de chuva, entre dezembro e março, o combate ao “mosquito da dengue” deve ser intensificado. Além da ação coletiva para combater os focos com água parada, também há maneiras de cada pessoa se prevenir individualmente. O médico infectologista Adelino de

Melo Freire Jr., gerente de vacinas do Laboratório São Marcos e coordenador de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Felício Rocho, lista algumas: “Usar roupas compridas, repelente, telas na janela, mosquiteiro e evitar ambientes muito abertos, com risco de foco por perto”. Desde o início de 2017, foram registrados diversos casos de febre amarela silvestre em Minas. Nessa variação, o vetor não é o Aedes aegypti, mas, se o vírus chegar ao meio urbano, o mosquito da dengue pode passar a transmiti-lo. De acordo com Adelino, o último surto urbano de febre amarela foi registrado há mais de 70 anos. “O perigo da chegada desse surto ao meio urbano se deve ao fato de a cobertura vacinal ser menor que 50%”, diz o médico, reforçando a necessidade de prevenção.

SAIBA MAIS DENGUE A doença tem várias formas e pode até levar à morte. Os principais sintomas são febre alta – entre 39°C e 40°C, de início abrupto e que dura de dois a sete dias –, dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupções e coceira na pele. A forma grave inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramentos de mucosas, entre outros sintomas. Há vacina na rede privada.

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Fonte: Secretaria Estadual de Saúde.

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No checklist contra a dengue, a vacina também é fundamental para proteger você e sua família.

FEBRE AMARELA A doença também pode ser letal. Seus sintomas são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). Há vacina nas redes pública e privada (consultar disponibilidade).

GUE A DEN ACINA V M E T

ZIKA Em 80% dos casos de infecção, as pessoas não desenvolvem sintomas clínicos, mas a doença também pode levar à morte. Esses sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Gestantes infectadas podem desenvolver feto com problemas de formação. Não há vacina.

Previna-se!

CHIKUNGUNYA Os principais sintomas da doença são febre alta de início abrupto, dores intensas nas articulações de pés, mãos, dedos, tornozelos e pulsos. Podem ocorrer dores de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas, mas há casos que levam à morte. Não há vacina.

No checklist contra a dengue, a vacina também é fundamental para proteger você e sua família. Previna-se! Responsável técnico: Dr. Cláudio M. M. Cerqueira - CRM MG 6888 Responsável técnico: Dr. Cláudio M. M. Cerqueira - CRM MG 6888


Condicionamento

para o futuro TODO PAI E TODA MÃE sabem quão importante a prática de esportes é para o desenvolvimento do seu filho. Não é verdade? Não. Se todos soubessem, o sedentarismo infantil não se teria tornado uma pauta recorrente em congressos de pediatria. O contato com modalidades esportivas a partir dos 5 anos traz benefícios que nossos pequenos vão carregar vida afora e que vão além das questões relacionadas apenas à saúde física. “Quando a criança faz esporte, ela adquire disciplina, concentração, e a sua condição de aprendizado em geral é aprimorada”, nos diz o pediatra Carlos Eduardo Reis da Silva, na reportagem de capa desta edição. A repórter Daniele Franco entrevistou mais de uma dezena de especialistas para ajudar os pais a compreender o impacto do esporte no desenvolvimento das crianças e, principalmente, a entender como e quando estimular a escolha das modalidades. Muitos desconhecem a informação (e eu era uma delas), mas já existem até exames que apontam a predisposição de uma menina ou de um menino para determinado esporte. Não há garantia de que uma criança que ama praticar esportes na infância vai se tornar um adulto muito ativo. Mas as probabilidades são animadoras, garantem os especialistas. Por outro lado, dificilmente uma criança que não gosta de jogar bola, nadar, correr ou fazer qualquer outra atividade física vai virar um atleta na maturidade. E já que estamos falando em condicionamento para o futuro e aquisição de valores e bons hábitos que serão levados vida afora, outra matéria que destaco nesta edição é sobre o escotismo, um movimento que está completando 100 anos de existência em Belo Horizonte. A repórter Rafaela Matias foi ouvir as histórias dos lobinhos para contar o que a experiência ensinou a eles e às suas famílias. Vale a pena ler. Palavra de escoteiro!

Ivana Moreira, DIRETORA DE REDAÇÃO ivana@cangurubh.com.br

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Canguru

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FOTO: GUSTAVO ANDRADE

4primeiras palavras

Ivana e os filhos Gabriel e Pedro


FOTO: GUSTAVO ANDRADE

umon. Eleita a Melhor icrofranquia de Kumon. 2016 Eleita a Melhor Microfranquia de 2016

DIRETOR EXECUTIVO: Eduardo Ferrari DIRETORA DE PROJETOS ESPECIAIS: Ivana Moreira

www.cangurubh.com.br DIRETORA DE REDAÇÃO: Ivana Moreira EDITORA: Cristina Moreno de Castro EDITOR DE ARTE: Anderson Almeida REPÓRTER: Rafaela Matias ESTAGIÁRIA: Daniele Franco COLABORADORES DESTA EDIÇÃO: Cris Guerra,

Kumon. Eleita a Melhor Microfranquia de 2016

Leo Cunha e Luís Giffoni FOTÓGRAFO: Gustavo Andrade REVISORA: Thalita Martins ESTAGIÁRIO DE MARKETING: Filipe Cerezo GERENTE COMERCIAL E ADMINISTRATIVA: Suellen Moura EXECUTIVA DE CONTA: Laura Ramos A Canguru é uma publicação mensal da Scrittore Comunicação e Editora Ltda. CNPJ 12243254/0001-10, Rua Alberto Bressane, 223, Belo Horizonte/MG, CEP 30240-470 TIRAGEM: 25.000 exemplares IMPRESSÃO: Log&Print Gráfica e Logística S.A DISTRIBUIÇÃO: VIP BH

Gratuita na rede de escolas parceiras*.

* Instituições particulares de educação infantil que se encarregam de enviar a revista aos pais de seus alunos na mochila dos estudantes. A relação das escolas parceiras pode ser consultada por anunciantes.

satisfeitos, alunos felizes Pais satisfeitos, alunos felizes nqueados realizados. PARA ANUNCIAR e franqueados realizados. Suellen Moura: (31) 3656-7818 (31) 9 8651-2047

anos no Brasil, o Kumon com suellen@cangurubh.com.br Há 40trabalha anos no Brasil, o Kumon trabalhao com o de expandir o método paradesejo o demaior número expandir o método para o maior número PARA FALAR COM A REDAÇÃO: ças. Investimos em um planejamento mande e-mail para redacao@cangurubh.com.br de crianças. Investimos em umfocado planejamento focado nvolvimento das unidades noe contamos desenvolvimento das unidades ecom contamos com ENDEREÇO: Avenida Flávio dos Santos, 372, uipe de colaboradores dedicados, para que uma equipe de colaboradores dedicados, para que Floresta, Belo Horizonte - MG franqueados tenham destaque nas nossos franqueados tenhamregiões destaque nas regiões CEP: 31.015-150 (31) 3656-7818 onde atuam. uam. Hoje,maior nos consolidamosrede como a maiorde rede de os consolidamos como a Artigos assinados são de inteira franquias de educação do país,1400 com mais de 1400 responsabilidade dos autores e não do país, com s de educação mais de necessariamente, a des erepresentam, 160 mil alunos. unidades e 160 mil alunos. opinião da revista e de seus responsáveis.

Central de franquias Central de franquias Acompanhe-nos nas redes sociais 0800 728 1121 0800 728 1121 Facebook cangurubh Google+ +Cangurubhbr2015 Twitter @cangurubh Instagram cangurubh YouTube Cangurubhbr2015

www.franquiakumon.com.br

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Pai tem que fazer de tudo

EXEMPLAR GRATUITO PARA EscOLAs PARcEIRAs

com mamãe e papai

Fora, estresse!

faz bem para todo mundo

atinge até os pequenos

guarda compartilhada

Combata esse mal que

Lançamento Um livro

para as mães "normais"

Carnavaliza! Bloquinhos infantis em Beagá onde comprar ou alugar roupas e adereços como fazer em casa a fantasia de toda a família

CANGURU ED 17.indd 1

31/01/17 22:53

Canguru Moro em Betim e amo as matérias e programas da Canguru. Fui a dois seminários! Muito útil! - Janaina Pessoa

A publicitária que dava um ‘help’ para as mamães Para mim, isso não é uma ajuda para lançar um livro. É um investimento como mãe! Ansiosa pelo lançamento! - Priscilla Papini

Cris Guerra Nossa, que lindo o texto “A Novidade”!! Como sempre, texto delicioso de ler! Já demos a balançadinha no dente por aqui hoje! - Lucia Helena Lago

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Canguru

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Muito bacana a sinceridade no relato “A síndrome do pânico me pegou em plenas férias” [post de 8.2.2017]! Com isso, além de ser uma força para o blogueiro Bruno Santiago, ajudará muitos outros que se sentem de forma igual e não sabem como lidar! - Adriano Bisker

que e até mesmo o que levar, adoramos celebrar o aniversário de nos­s a filha desta forma, diferente, simples, mas muito divertida. Os convidados também gosta­ram muito. Um dia muito feliz que ficará registrado em nossos corações!!! - Letícia Vasconcellos, vencedora da promoção A Vez da festa Piquenique, divulgada em nossa edição de dezembro.

Vou Ser Pai Aqui em casa são gêmeas que acordam de uma em uma hora. Dormem às 19h30 e acordam definitivamente às 6h. Não é fácil acordar com sorriso, como relata o blogueiro Fernando Dias no texto “Como ser acordado 4 vezes de madrugada e ainda acordar sorrindo” [post de 2.2.2017]. - Camila Beggiato Souza

Promoção Foi com imensa alegria que re­ cebemos a notícia do sorteio do Kit Faça a Sua Festa, promovi­ do pela revista Canguru. Foi a solução para o aniversário da nossa filha. Foi emocionante ver a alegria dela quando contamos que o aniversário teria uma festa de piquenique em um parque. Apesar das dificuldades de acesso à informação sobre como realizar a reserva do par­

Prêmio foi festa de aniversário com a temática de piquenique

FALE COM A CANGURU Entre em contato por e-mail: redacao@cangurubh.com.br ou deixe um comentário em nossas redes sociais.

ARQUIVO PESSOAL

Criando filhos em BH

www.cangurubh.com.br | fev 2017 | nº 17


apresenta

História de criança Com ajuda do avô, menina de 9 anos escreveu, ilustrou e já vai lançar seu primeiro livro

N

a hora de dormir, a pequena Alice, de 9 anos, sempre ouvia as histórias contadas pelo avô, médico e cartunista Lor. Juntos, os dois também gostavam de inventar suas próprias narrativas. Assim, nasceram as gêmeas Lalá, Lelé, Lili, Loló e Lulu, cinco irmãs idênticas que acabaram buscando formas de se diferenciarem e... Elas conseguiram! A Alice gostou tanto dessa

história que propôs ao avô fazer um livro. Lor aceitou na hora o desafio, desde que a neta fizesse também as ilustrações da obra. “Eu desenhei os rascunhos no papel com o lápis e depois passei tudo para o computador e colori”, lembra Alice. Para publicar a obra, Lor procurou a Associação Educore, que, depois de uma avaliação, concedeu a ela o selo Pedagogicamen-

te Responsável e promoveu uma campanha de crowdfunding por meio da plataforma on-line Infanciar.org.br para financiar o livro. As gêmeas que ficaram diferentes será lançado no dia 18 de março, na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte, a partir das 11h30. Venha e traga o seu filho. Quem sabe ele não se inspira na Alice e começa também a escrever as próprias histórias?

Para mais informações acesse o site educore.org.br!


www.cangurubh.com.br

Todos os meses, a Canguru promove seminários gratuitos sobre temas relacionados à educação dos filhos. Fique atento à programação dos próximos eventos.

Palestra

Como fazer seu filho gostar de ir ao dentista Joyce Guimarães, odontopediatra, é a convidada do próximo Encontro Canguru COM A EXPERIÊNCIA de quem atende crianças há mais de 15 anos, a odontopediatra Joyce Guimarães diz que é fundamental  “falar, mostrar e fazer”  para conquistar a cooperação dos pequenos na hora de cuidar da saúde bucal. Na palestra Como fazer seu filho gostar de cuidar dos dentes

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e ir ao dentista", ela dará dicas lúdicas para ajudar os pais a estabelecer rotinas saudáveis de higiene bucal. Segundo Joyce, os hábitos aprendidos na infância definem o condicionamento futuro, na vida adulta. O próximo Encontro Canguru será no dia  1º de abril (sábado), às 10h30, no anfiteatro do Pátio Savassi. O evento é gratuito, mas tem vagas limitadas. Faça sua inscrição no site www.cangurubh.com.br.

Promoção

Canguru leva chef Lu à sua casa

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QUER RECEBER AMIGOS para jantar na sua casa e deixar todo o trabalho para a chef Lu Andreolli? É só participar da promoção do mês de março. A gastrônoma especialista em culinária brasileira, francesa e italiana e a Canguru vão presentear um leitor (e cinco convidados dele) com um jantar especial. Menu assinado pela chef mineira e serviço com qualidade de restaurante no conforto do lar. Entre no site cangurubh.com.br, confira as regras para participar dessa promoção e faça logo sua inscrição.

FOTOS: [1] DIVULGAÇÃO; [2] PIXABAY

Gastrônoma vai presentear leitor e cinco convidados com um jantar especial


Comportamento

Lidando com o divórcio O DIVÓRCIO DOS PAIS deve ser uma preocupação para o pediatra das crianças? Na opinião da Academia Americana de Pediatria (AAP), sim. Tanto que o assunto se tornou alvo de um documento divulgado no final de 2016 pela entidade, com orientações para os médicos. “Muitas crian-

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ças demonstram mudanças de comportamento no primeiro ano da separação de seus pais. Embora a maioria dos problemas de adaptação se resolvam em dois ou três anos depois da separação, a sensação de perda da criança pode durar por anos”, diz o relatório. Leia em nosso site uma reportagem sobre o assunto, com as dicas da AAP para a família: cangurubh.com.br.

NA CBN Às terças e quintas, às 10h40, acompanhe ao vivo o boletim Canguru: criando filhos em BH. Todos os áudios estão disponíveis no portal cangurubh.com.br.


Como mostramos na última edição da Canguru, Beagá ferveu de bloquinhos de Carnaval, inclusive para as crianças. E elas se prepararam de verdade para a folia! Veja algumas fantasias que chegaram ao nosso Instagram.

O pequeno Lucas, de quase 2 anos, está um autêntico BamBam, do clássico desenho Flintstones! Ele foi clicado pela mãe coruja @vivisouzapinto.

A oncinha-pintada Alícia, de 6 anos, foi clicada por @edinadohrnii para nossa Missão do mês. Muito fofa!

Próxima missão: Pequenos atletas Seu filhote já pratica algum esporte? Faz natação, ou judô, ou futebol? Fotografe sua filha ou filho em plena atividade ou vestida/o a caráter (de touca e óculos, por exemplo) e marque a hashtag #cangurubh no Instagram. Vamos publicar algumas fotos na revista de abril e em nossas redes sociais!

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FOTOS: REPRODUÇÃO INSTAGRAM

Marina, de 3 anos, pronta para acompanhar a mãe @jumeskita na Charanga do bloquinho Padecendo na Folia. É muita alegria!


FOTOS: REPRODUÇÃO INSTAGRAM


POR Rafaela

Matias

Eu não gosto de manga rosa, só de manga amare la. DAVI, 4 anos, filho de Larissa Silva Pimentel e Edmo Magela Ferreira

Você já reparou que em todos os lugares que a gente vai tem céu?

Por que você está esperando o arroz secar? Ele molhou?

Papa i do ter um Céu dev e a fáb rica d bebê e s, né, mãe?

JÚLIA, 7 anos, filha de Deisa Brandão Diniz e Fabiano Carvalhido Andrade VINICIUS, 5 anos, filho de Renata Gariglio e Marcelo Malachias

Não so u mais pequen uma m o. S istura, u m pouc ou criança o de e um p ouco de adu lto.

RAFAEL, 4 anos, filho de Cynthia Maria Aguilar Paulino e Fabiano Cancela Júnior

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Se seu filho também diz pérolas, envie a frase para o e-mail redacao@cangurubh.com.br.

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

ANA LUIZA, 7 anos, filha de Anapaula Amorim e Leonardo Mello


FOTOS: ARQUIVO PESSOAL


EDIÇÃO Eduardo

Ferrari

O QUE ESTÁ ROLANDO DE ÚTIL, DIVERTIDO OU CURIOSO NA WEB E NAS REDES SOCIAIS

Privadinha hi-tech Convencer nossos pequenos a deixar a fralda é fácil. Difícil é convencê-los a usar as privadinhas. Mas um lançamento norte-americano promete entreter a criança enquanto ela usa o sanitário. É o iPotty, uma aglutinação de iPod e "potty" (como carinhosamente são chamados os vasinhos para crianças na América do Norte), que tem um suporte próprio para o iPod. O gadget está à venda pela Amazon ao preço de US$ 20 (sem impostos). Confira: bit.ly/PrivadinhaHiTech

Manual de instruções do mundo Se você acompanha minimamente a vida virtual dos pequenos e dos póspequenos ou se já teve que fazer uma maquete de dever de casa para seu filho então você também já deve ter ouvido falar do Manual do Mundo, apresentado pelo jornalista Iberê Thenório no YouTube. Mas, se você quer diminuir o tempo de exposição de seu filho ao mundo virtual, pode optar pelo livro 50 experimentos para fazer em casa e relembrar os tempos de outro livro dos anos 70 e 80 que fazia muito sucesso entre as crianças, O Manual do Escoteiro Mirim. O livro custa em média R$ 35. Acesse: bit.ly/ManualDoMundo_Canguru​

Monstrinho para chamar de seu Quem teve um Tamagotchi, vai reconhecê-lo em Cthulhu (pronuncia-se "txulu"). O monstrinho, apesar de devorar seus seguidores, é bastante simpático e precisa de sua ajuda para ficar vivo como um deus virtual. Assim como no sucesso dos anos 90, o jogador precisa alimentá-lo, limpá-lo e brincar com ele para ganhar pontos e sobreviver no game. É uma boa chance de mostrar aos nossos pequenos como era o mundo virtual em 8 bits, quando ainda brincávamos disso.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Agarre o seu: bit.ly/CthulhuVirtualPet

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Matias

PIXABAY

POR Rafaela

Procura-se um artista Você gosta de pintar, colorir e desenhar? Então está na hora de mostrar o seu talento e, de quebra, enfeitar a rotina de 90 crianças do Instituto Esperança, em Santa Luzia. Além de abrigar permanentemente 19 idosas que sofreram abandono e/ou maus-tratos, o local funciona como centro de atendimento para crianças de 6 a 14 anos. Com a ajuda de voluntários, foi possível pintar a escola e fazer alguns reparos nos ambientes. Agora, a busca é por um artista que possa alegrar as paredes e fazer a placa da instituição. Se você é essa pessoa ou tem alguém para indicar, entre em contato pelos telefones 3642-8067 e 9 9275-3111.

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Para todos usarem A Organização Educacional João XXIII, parte integrante da Associação Mineira de Proteção à Criança, atende crianças entre 0 e 14 anos e, desde o início do ano, faz uma campanha de arrecadação de fundos para a reforma de nove banheiros, com instalação de um sanitário adaptado para pessoas com necessidades específicas. A reforma é urgente. Para ajudar, você pode depositar qualquer valor em nome da Organização Educacional João XXIII — AMPC na conta da Caixa Econômica, agência 1639, operação 003, conta corrente 2191-3.


POR Rafaela

Matias

3.000

é o número de espécies de piolho existentes. Os que atingem os seres humanos fazem parte da espécie Pediculus humanus capitis.

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Sem coceira

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Brincadeira para ouvir

Em fevereiro, BH ganhou um programa de rádio inteiramente dedicado aos pequenos e a seus pais. Apresentado de forma lúdica pela jornalista Brisa Marques, o "Disco de Pelúcia" traz canções nacionais feitas por crianças ou voltadas para o universo infantil, cantigas de roda e explicações sobre brincadeiras típicas de outras partes do país. O programete de cerca de quatro minutos é transmitido na rádio Inconfidência (FM 100,9), às 6h55 e às 17h55. Chame os pequenos e divirtam-se!

Tem horas em que parece que mosquito prefere criança, né? No verão, então, as picadas tomam o corpo dos nossos pequenos (e partem o nosso coração). Por isso, uma cartilha do Departamento Científico de Dermatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria trouxe orientações para ajudar os pais a prevenirem e cuidarem de picadas de insetos em crianças. Veja abaixo cinco recomendações: 1- Instale telas nas janelas e nas portas de casa. 2- Utilize mosquiteiros nas camas e certifique-se de que não há insetos dentro dele. 3- O uso de repelentes elétricos é benéfico e reduz a entrada de insetos voadores quando colocados próximo a janelas e portas. 4- Os repelentes tópicos podem ser usados durante passeios em locais com maior número de insetos, mas não deve ser utilizado durante o sono ou por períodos prolongados. 5- Repelentes com hidratantes ou protetores solares devem ser evitados. *A cartilha completa você acessa em cangurubh.com.br

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FOTOS: REPRODUÇÃO

Um projeto de lei que pretende aumentar a segurança em parques e playgrounds infantis está sendo discutido na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado. A ideia é que os parquinhos infantis sejam construídos e mantidos conforme as determinações da ABNT. Se for aprovada, a lei obrigará os responsáveis pela administração dos parques, incluindo aqueles localizados em estabelecimentos de educação infantil e ensino fundamental, a providenciarem vistoria anual realizada por profissional legalmente habilitado – sujeitos a multa em caso de descumprimento.

FOTOS: [1] PIXABAY, [2] DIVULGAÇÃO

Diversão segura


eu já fui

criança Joaquim Barbosa O ex-presidente do STF nasceu em 1954 em uma família humilde na cidade de Paracatu, no Noroeste mineiro. Filho de pai pedreiro e mãe faxineira, Joca, como era chamado, tinha sete irmãos e estava sempre com um livro nas mãos. Primeiro negro a comandar a Suprema Corte do país, foi aclamado por sua firmeza ao lidar com outros ministros e com os envolvidos em esquemas de corrupção.

Rayanne Morais Nascida em 1988 na cidade de Jeceaba, a modelo e atriz Rayanne Morais sempre chamou atenção pela beleza. Ela se tornou modelo ainda criança e ganhou vários concursos ao longo da vida, incluindo o Miss Brasil Internacional, em 2009. Apesar do glamour do universo da moda, a pequena também gostava de andar descalça e subir nos pés de jabuticaba que seus pais cultivavam no quintal.

FOTOS: REPRODUÇÃO

Lea T. Uma das mais famosas transexuais do Brasil, a modelo Lea T. nasceu em Belo Horizonte em 1981. Lea, que foi batizada como Leandro, veio de uma família tradicionalmente católica e lutou para quebrar paradigmas e ser aceita. Fã de atividades ligadas à arte, ela foi pioneira no ramo da moda e já estampou as páginas de uma das revistas mais respeitadas do mundo: a Vogue Paris.

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Bota a cara no sol Eles protegem os olhos e evitam incômodos nos dias de sol. Além disso, dão um toque imbatível ao look e deixam os pequenos muito mais estilosos. Os óculos de sol estão com tudo e são peças-chave nos dias mais quentes. A linda Leticia Sousa, de 8 anos, sabe muito bem disso e escolheu um modelo espelhado, da loja Lala Baby, que é tendência no verão 2017. POR Rafaela

Matias

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* Preços pesquisados em fevereiro de 2017. A Canguru não se responsabiliza pela alteração de preços ou pela falta de produtos. Imagens ilustrativas.

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4Nutrição

Merendeira com saúde

Lanche saudável na hora do recreio é a prioridade da vez; confira algumas dicas para caprichar na alimentação do seu filho Franco

“POR FAVOR, escolha opções mais saudáveis”. Essa frase estava escrita em uma espécie de “cartão vermelho” que uma mãe australiana recebeu da escolinha de sua filha de 3 anos. Motivo: ela tinha colocado uma fatia de bolo de chocolate na merendeira da criança. A mensagem viralizou nas redes sociais ao redor do planeta em fevereiro. E gerou uma polêmica: as escolas devem mesmo policiar o lanche dos alunos? A reportagem ouviu a gastrônoma Luiza Fiorini e a nutricionista Alice Carvalhais sobre o assunto. “Acho que a escola deve, sim, observar a rotina de lanches da criança e criar um padrão saudável para ser seguido”, defende Luiza. As duas argumentam que “a escola é um local de ensino e deve considerar como um de seus deveres didáticos proporcionar um ambiente alimentar saudável, que seja referência para as crianças e os adolescentes”. Essa filosofia está sendo levada cada vez mais a sério pelas instituições de Belo Horizonte, que adotam cardápios saudáveis personalizados (com taxas cobradas à parte, junto com as mensalidades), pa-

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lestras com nutricionistas e até uma fiscalização parecida com a que aconteceu à mãe australiana do início deste texto. O Coleguium, por exemplo, iniciou neste ano um projeto que chama de “Alfabetização alimentar”. Seus 2.560 alunos da educação infantil já tinham acesso, desde 2008, a um lanche coletivo. Agora, a escola passou a oferecer palestras para os pais e aulas de nutrição para os pequenos. “Entendemos que não adianta fazer um trabalho na escola se, em casa, a família não colabora. É preciso que seja um esforço conjunto”, diz a nutricionista responsável, Maiara Deslandes. A escola também fiscaliza as merendeiras para orientar os pais que colocam alimentos não saudáveis lá dentro. “Uma criança influencia a outra: se um come o lanche saudável da escola e outro leva um refrigerante ou um chocolate, por exemplo, comer o que a gente oferece acaba parecendo desinteressante”, diz o coordenador de alimentação da escola, Wesley Moura.

FOTO: ALEXANDRE LINS / DIVULGAÇÃO

POR Daniele


Alfabetização alimentar: Coleguium é uma das escolas de Belo Horizonte que incorporaram a filosofia do cardápio saudável

Veja receitas de Luiza Fiorini e Alice Carvalhais em

13 sugestões das chefs

www.cangurubh.com.br!

FOTO: ALEXANDRE LINS / DIVULGAÇÃO

Não sabe como montar o cardápio da lancheira? Aí vão algumas opções: Banana 1 fatia de queijo 2 nozes Laranja picada bolo caseiro 3 amêndoas Uva omelete brócolis Pera panqueca de frango Maçã iogurte natural granola com castanha Goiaba tapioca recheada com geleia semente de abóbora Mamão biscoitos de arroz requeijão Melancia 1 pão de queijo 1 damasco Tomate cereja quibe assado Melão milho cozido 1 bananada Kiwi pão francês com fibras, queijo branco, cenoura e alface Manga pipoca estourada na panela 2 ovinhos de codorna Salada de frutas mix de amendoim, semente de girassol e uvas-passas

água água água água água água água água água água água água água

Fonte: Luiza Fiorini e Alice Carvalhais

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4Tecnologia

Aprendendo.com Conheça sete aplicativos para crianças de 0 a 7 anos que divertem e ao mesmo tempo ensinam POR Daniele

Franco

ANTES DE APRENDER A LER, a criançada já sabe usar os dedinhos para acessar seus conteúdos preferidos nos smartphones dos pais. Ligam a câmera, tiram fotos, procuram vídeos on-line e não fazem nada disso sem querer – pelo contrário, sabem muito bem o que estão fazendo. Uma boa maneira de aproveitar toda essa facilidade e interesse pelo meio digital é usar aplicativos que ajudam os pequenos na hora de estudar. Com músicas, jogos e uma interface divertida, os aplicativos entretêm e ensinam às crianças ao mesmo tempo. Para Luca Rischbieter, consultor pedagógico da área de Tecnologia Educacional da Positivo Informática, o uso de tecnologia pelas crianças pode ser bastante benéfico. Mesmo que o aplicativo não tenha o intuito principal de ensinar, os pais podem explorá -lo junto com os filhos. “Até para jogar um Pokémon GO, por exemplo, a criança preci-

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sa raciocinar, e esse estímulo ao raciocínio também é importante”. De acordo com o especialista, o grande problema na hora de inserir a tecnologia na vida da criança é o excesso, e é importante não fazer do smartphone, do tablet ou do computador uma babá eletrônica. É relevante lembrar ainda que a recomendação mais recente da Academia Americana de Pediatria, que divulgou novas diretrizes sobre o uso de tecnologia por crianças em novembro passado, é evitar o uso de mídia digital, exceto videochat, por crianças com menos de 18 meses. Considerando todos esses cuidados, a reportagem da Canguru ouviu especialistas das plataformas Socorro, Meu Filho Não Estuda!, Ensina Mais e PlayKids, que selecionaram alguns aplicativos para a criançada se divertir e aprender ao mesmo tempo. Confira no quadro.


Infância conectada: alguns aplicativos ensinam além de divertir

7 apps que indicamos

SALPEKAS - Letras, números e hábitos saudáveis de higiene pessoal, comportamento e alimentação são os temas abordados em vídeos com músicas e desenhos divertidos para a criançada. Disponível para Android. Idade recomendada: 1 a 5 anos. ABC DO BITA - Com o personagem já queridinho dos pequenos, o aplicativo funciona como um brinquedo. Com jogos para o início da alfabetização, as crianças exercitam o raciocínio lógico e

até a coordenação motora. Disponível para Android e iOS. Idade recomendada: a partir de 4 anos. PLAYKIDS - O aplicativo é uma grande plataforma de conteúdo infantil, da qual fazem parte jogos para aprender o alfabeto e fazer brinquedos divertidos reciclando coisas que a criança tem em casa. Disponível para Android e iOS. Idade recomendada: 5 anos O NOME DAS COISAS Com O Nome das Coisas, as crianças aprendem palavras associando-as a ilustrações. Outra vantagem: dá para aprender idiomas e treinar a pronúncia. Disponível para Android e iOS. Idade recomendada: 5 anos

ENSINA MAIS NÚMEROS Nesse aplicativo, a criançada pode brincar tanto com as operações mais básicas quanto com problemas mais complexos, incentivando o raciocínio lógico. Disponível para Android e iOS. Idade recomendada: a partir de 6 anos. PALAVRAMANIA Nesse jogo, as crianças que estão começando a fase de alfabetização podem se divertir em família, adivinhando o que as imagens mostradas na tela têm em comum. Disponível para Android e iOS. Idade recomendada: a partir de 7 anos.

Fonte: Socorro, Meu Filho Não Estuda!, Ensina Mais e PlayKids M A R ÇO 2 0 1 7 .

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FOTO: PIXABAY

LEITURINHA DIGITAL - O aplicativo do clube de leitura permite que a família tenha acesso às versões digitais dos livros preferidos. Disponível para Android e iOS. Idade recomendada: 0 a 12 anos.


4Saúde

Esporte é coisa de

criança?

Confira qual a idade ideal para apresentar as várias modalidades esportivas ao seu filho e os benefícios que ele pode ter, mesmo que não se torne exatamente um atleta VOCÊ JÁ DEVE ter ouvido falar que, para ter algum futuro no esporte ou mesmo gosto pela atividade física, o melhor é começar a praticar bem cedinho, não é mesmo? A resposta é: sim e não. Especialistas ouvidos pela reportagem concordam que o contato com as várias modalidades esportivas a partir dos 5 anos de idade traz uma série de benefícios para os pequenos que eles vão carregar vida afora. “Quando a criança faz esporte, ela adquire disciplina, concentração, e a sua condição de aprendizado em geral é aprimorada”, diz Carlos Eduardo Reis da Silva, diretor do Comitê de Medicina do Esporte da Sociedade Mineira de Pediatria. Por outro lado, o médico não recomenda que os pais elejam um esporte específico enquanto a criança é ainda muito pequena: “Antes dos 10 anos, não é recomendável a dedicação a uma atividade única, pois, assim, a criança acaba desenvolvendo apenas o grupo motor necessário para aquela atividade”. Seja como for, dois pré-requisitos são importantes na hora de matricular seu filho em um

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Franco curso esportivo: respeitar a vontade e o gosto do pequeno e apresentar as modalidades esportivas de maneira lúdica. São essas a premissas da boa e velha educação física, disciplina presente nas escolas desde a educação infantil. Para o educador físico escolar e professor da UFMG Túlio Campos, mais do que incentivar a prática de esportes, a educação física escolar tem um viés sociocultural. “A criança aprende a apreciar o esporte quando assiste à aula, aprende a jogar, mesmo que sem refinamento, e sabe o porquê de cada regra e ação”. Os cursos básicos de esporte, oferecidos por clubes, têm a mesma preocupação. No Minas Tênis Clube, por exemplo, o curso já atende crianças a partir dos 3 anos, quando elas são estimuladas a exercer movimentos básicos, como pular, rolar, correr e quicar. Foi com essa idade que o pequeno João, filho da arquiteta Renata Rocha, 40, e do engenheiro Laurindo Almeida, 42, começou a frequentar o curso no clube. Hoje com 4 anos, o pequeno se diverte com as atividades e

FOTOS: GUSTAVO ANDRADE

POR Daniele


João, de 4 anos: ele se diverte com as aulinhas, que chama de “hora do esporte”

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Daniel, de 5 anos: ele organiza a agenda de acordo com os dias de ir ao clube

O BOM PARA CADA IDADE 3 E 4 ANOS – A criança começa a aprender os movimentos básicos, como pular, rolar, correr, saltitar, quicar, essenciais tanto para a vida quanto para o esporte.

5 E 6 ANOS – Os movimentos e as regras das

modalidades podem ser apresentados, evitando focar um só para que a criança não fique cansada demais. Os movimentos são rudimentares.

7 A 9 ANOS – A criança começa a adquirir

fineza dos movimentos, conseguindo executá-los com mais perfeição. Ainda não é hora de direcioná-la para uma modalidade única.

10 A 12 ANOS – Hora de deixar a criança

escolher de acordo com as aptidões, o gosto e as condições da família.

Fonte: Carlos Eduardo Reis da Silva, diretor do Comitê de Medicina do Esporte da Sociedade Mineira de Pediatria, e Cristiane Simões, coordenadora do curso básico de esportes do Minas Tênis Clube.

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FOTO: [1] ARQUIVO PESSOAL; [2] ORLANDO BENTO / DIVULGAÇÃO

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já chama o momento de ir para o curso de “hora do esporte”. A mãe conta que sua pretensão não é que ele siga uma carreira profissional, mas que ele tenha instrumentos adequados para encontrar e seguir o próprio caminho. Carlos Eduardo afirma que essa consciência dos pais é fundamental para evitar a frustração, tanto enquanto criança quanto como adulto: “É importante que os pais tenham a consciência de que o resultado competitivo não deve ser a prioridade, e sim a saúde mental e física da criança”. Além da saúde, o esporte na infância é importante para estimular a rotina e a organização desde cedo. É o que acredita o arquiteto de sistemas Rafael Lobato, 34, que há um ano também matriculou o filho Daniel, 5, no curso básico de esportes. “Ele adora o curso e já organiza a própria agenda de acordo com os dias em que tem que ir ao clube. Por mais que ele não siga uma carreira no esporte, a experiência é fundamental para a formação dele como pessoa, forma o caráter e dá mais autoconfiança”, diz Rafael. O pequeno esportista anda dizendo que quer fazer alguma arte marcial, talvez por observar o pai preparando-se para os treinos de krav magá.


Miguel Valente, atleta olímpico: os melhores amigos do nadador profissional foram conquistados nas piscinas

O atleta que se pode descobrir Mesmo que esta não deva ser a prioridade dos pais, há casos em que o contato com esportes desde cedo permite às crianças se tornarem atletas na adolescência e na fase adulta. Foi o que aconteceu com o nadador profissional Miguel Valente, que foi à sua primeira aula do curso básico de esportes do Minas Tênis Clube aos 5 anos, onde descobriu sua paixão pelas piscinas, e já começou a treinar todos os dias na equipe de competição do clube aos 8 anos. Em 2016, foi um dos representantes mineiros nos Jogos Olímpicos do Rio. Aos 23 anos, Miguel hoje tenta conciliar a rotina de nove treinos semanais com a faculdade de engenharia de controle e automação. Para o nadador, uma das principais vantagens de ter começado cedo no esporte é o que se aprende para a vida: “Mesmo que não seja para se profissionalizar depois, o esporte ajuda a cultivar disciplina e comprometimento”. Ele ainda conta que conheceu na natação seus melhores amigos. Márcia Reis, gerente de educação do Minas Tênis Clube, diz que, apesar do caso de Miguel Valente, o intuito principal do curso básico não é a formação de atletas de alto rendimento: “O objetivo é proporcionar uma vivência diversificada do movimento e apresentar diversas modalidades à criança, que tem sempre respeitadas as características do seu desenvolvimento motor”.

[2]

Atleta nos genes Naquelas crianças em quem o “perfil de atleta” já foi identificado, os pais têm mais uma opção de direcionamento. Por pouco mais de R$ 500, um exame de mapeamento genético mostra a predisposição para determinados tipos de esportes. O teste analisa dois genes específicos, o ACTN3 e o ACE, que trazem informações de força muscular, rapidez da contração e metabolismo muscular. Ao final do exame, o laudo traz uma lista de esportes com os quais a criança poderia se dar bem, já que possui um fator genético a seu favor. A reportagem encontrou dois laboratórios que realizam o exame em Belo Horizonte: o Laboratório São Marcos e o Visiongen.

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4Educação

Para treinar "english" em casa Como estimular o aprendizado do inglês fora do horário da escolinha

Prática de inglês: livrinhos ajudam a aumentar o vocabulário

Moreno de Castro e Daniele Franco DO YOU SPEAK ENGLISH FLUENTLY*? Se a resposta for sim, vale a pena aproveitar essa habilidade que você tem para estimular em seu filho o aprendizado do segundo idioma. É o que dizem sete de sete especialistas em ensino de inglês para crianças consultados pela reportagem da Canguru. “O estímulo precoce ajuda muito e não há um tempo ideal para essa exposição ao inglês, mas é muito mais benéfico se ela for diária”, diz Stela Maria Fernandes Marques, pós-doutora em educação pela Universidade de Newcastle e professora da PUC Minas. Para Stela, a escolinha de inglês, que costuma oferecer duas aulas por semana, em média, é até capaz de fazer a criança aprender, mas esse aprendizado não será tão eficaz se a criança não praticar com frequência fora do horário de aula. "Quando a criança não pratica, as conexões neurais que a fizeram aprender em sala são desmanchadas. A prática faz com que o cérebro entenda que aquela informação deve ser gravada na memória." Ana Regina Araújo, gerente de pesquisa e desen-

volvimento da Number One, vai além. Segundo ela é preciso criar uma rotina para a prática do segundo idioma dentro de casa, inclusive com horário definido, mesmo que seja um período de apenas dez minutos por dia. “O aprendizado de uma segunda língua não é conhecimento, e sim habilidade, e habilidade se adquire com treino, frequência e disciplina.” Mas como estimular o vocabulário dos pequenos? “Pode ser através do uso do idioma em situações do dia a dia, através de joguinhos, desenhos animados e filminhos em inglês. A exposição da criança aos sons do idioma estrangeiro a leva a registrar tais sons, criar conexões entre eles e ser capaz de replicá-los mais tarde”, explica Litany Pires Ribeiro, gerente acadêmica da Cultura Inglesa. No quadro que acompanha esta reportagem, compilamos uma dezena de dicas para criar esses estímulos. A pedagoga especialista em educação infantil Andréa Salles, que é coordenadora pedagógica da Tic Tac Toe pondera que os pais não podem “forçar a barra”, conversando em inglês o tempo todo, sob * Você fala inglês fluentemente?

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FOTO: PIXABAY

POR Cristina


pena de a criança tomar birra do idioma. “Como elas sabem que o pai não fala inglês, não se esforçam para responder.” Andréa diz que o contrário também acontece: quando um estrangeiro chega à escola e as crianças são avisadas de que ele não sabe falar português, elas disparam a conversar em inglês.

E se os pais não dominam o inglês?

A maioria dos professores afirma que é melhor que os pais que não falam inglês não tentem ajudar no "homework", porque podem acabar atrapalhando. Mas isso não é um consenso. A gerente acadêmica da Cultura Inglesa, Litany Ribeiro, defende que mesmo esses pais monolíngues tragam para os filhos recursos em inglês (como livros, vídeos e músicas) e ainda os acompanhem nessas atividades, para que eles próprios aprendam juntos e, com isso, estimulem as crianças ainda mais. “Se arrisque! Sua capacidade de aprendizado sempre existirá e as crianças podem ajudá-lo a crescer no idioma”, concorda Leiza Oliveira, CEO da rede Minds Idiomas.

Aulas desde o berço

A idade para colocar a criança na escolinha de inglês é a questão mais polêmica entre os especialistas consultados. Em Belo Horizonte, já é possível encontrar até berçário bilíngue, que atende bebezinhos a partir dos 4 meses. É o caso da Future, escola infantil bilíngue no bairro Anchieta, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Sua diretora, Lívia Gasparini, assegura que uma pequena aluna de 8 meses já dá tchauzinho e esboça um “bye-bye” na hora de ir embora. Na Cultura Inglesa, há aulas para crianças a partir de 3 anos, mas já há pedidos de cursos para pequenos a partir de 1 ano e 8 meses. “Estudos mostram que as ligações entre os neurônios para processar novas palavras são desenvolvidas antes dos 4 anos. Nes-

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se estágio, a exposição a uma nova língua permite um aprendizado mais eficiente e duradouro”, diz a gerente acadêmica da escola, Litany Pires Ribeiro. Já Augusto Jimenez, fundador e diretor da Minds Idiomas, defende os cursos para crianças apenas a partir de 9 anos, quando, segundo ele, “o desenvolvimento cognitivo é perfeito” e o pequeno poliglota já é capaz de assistir a animações complexas como Moana, sem dublagem ou legenda, e assimilar o vocabulário. Assim como acontece com as escolas regulares, é importante que os pais saibam que os cursos de inglês têm metodologias e conceitos variados. Há aqueles que privilegiam a imersão total no segundo idioma e até fazem a alfabetização simultânea nas duas línguas. Existem as escolinhas que adotam a tecnologia desde os primeiros níveis, e outras que preferem as brincadeiras tradicionais. A opção por um ou outro modelo vai depender do perfil da família. Conheça algumas escolas que oferecem cursos inglês para crianças em Beagá:

Onde aprender em Beagá FUTURE – para crianças a partir de 4 meses TIC TAC TOE – para crianças a partir de 1 ano NUMBER ONE – para crianças a partir de 2 anos THE KIDS CLUB – para crianças a partir de 2 anos CULTURA INGLESA – para crianças a partir de 3 anos RED BALLOON – para crianças a partir de 3 anos YÁZIGI – para crianças a partir de 3 anos CCAA – para crianças a partir de 3 anos GREENWICH SCHOOLS – para crianças a partir de 3 anos FISK – para crianças a partir de 4 anos MINDS IDIOMAS – para crianças a partir de 9 anos Fonte: pesquisa feita pela reportagem em fevereiro de 2017 junto às instituições


Expert tips Veja o que você pode fazer para dar um empurrãozinho no inglês do seu filho

1

Colocar músicas em inglês e fazer gestos para indicar o significado das palavras cantadas;

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Dar preferência às "nursery rhymes," que são canções de conteúdo educativo, que você pode ouvir no carro ou em casa;

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Livros com palavrinhas ilustradas em inglês podem ajudar;

Colocar desenhos a que a criança já assiste em versões em inglês, animações e histórias com listening, que ajudam a ampliar o vocabulário dos pequenos;

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Jogos e brincadeiras usando palavrinhas em inglês ajudam a fixar o aprendizado. Vale brincar com jogos de tabuleiro, tablets, aplicativos, jogo stop etc;

6

Conversar com seu filho em inglês: falar o nome do objeto antes de pegá-lo, citar as partes do corpo humano em inglês, destacar as cores, os nomes dos animais. Tudo isso vai ampliar o vocabulário para a criança começar a pensar em inglês;

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Estabelecer uma rotina: a criança deve ter um horário definido para praticar;

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Estimular o vocabulário da criança pelo menos meia hora por dia, sempre de forma lúdica;

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Navegar por sites desenvolvidos especialmente para bebês como, por exemplo, Baby First e BabyU;

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Elogiar os filhos e encorajá-los a não ter medo de errar palavras novas!

SANDER MEDICAL CENTER Primeiro Hospital Dia Exclusivo para tratamento de sobrepeso e obesidade é inaugurado em BH Belo Horizonte acaba de ganhar o primeiro Hospital Dia do Estado exclusivo para o tratamento de sobrepeso e obesidade. Recém-inaugurado, o Sander Medical Center está localizado no bairro Funcionários, na capital e disponibiliza vários tratamentos, entre eles, o Balão Intragástrico, o Plasma de Argônio, OverStitch e a Cirurgia Bariátrica, além de consultas clínicas e acompanhamento com nutricionistas e psicólogos. Para todos os procedimentos, o Hospital conta com infraestrutura de ponta e equipe multidisciplinar completa e muito bem preparada, fundamental para promover a mudança de hábitos necessária na luta contra o sobrepeso e a obesidade. “É importante salientar que nenhum método funciona de forma isolada, sendo fundamental a reeducação alimentar permanente por parte do paciente,”, ponderou Bruno Sander, médico endoscopista e cirurgião, pós graduado em gastroenterologia, e com vários trabalhos publicados e premiados a respeito do Balão intragástrico. No novo Hospital Dia também é realizado um tratamento bem recente para pacientes que buscam métodos menos invasivos que a cirurgia bariátrica. Trata-se de um procedimento chamado OverStitch. Através da endoscopia, a parte interna do estômago é costurada, promovendo uma redução no seu tamanho. Desta forma, nenhuma parte do órgão é cortada -método reversível - e o paciente é liberado no mesmo dia. “Com o OverStitch não retiramos nenhuma parte do estômago. Há uma redução do volume do estômago, induzindo o paciente a comer menos, sem alterar a absorção de vitaminas e nutrientes”, explica Dr. Sander, que realizou as capacitações para este dispositivo na Flórida - USA e em Madrid - Espanha. Além dessa novidade, o hospital oferece o tratamento com Balão Intragástrico, indicado para pacientes com IMC acima de 27kg/m², podendo ser adotado por um período de seis ou doze meses. “Este é um procedimento que auxilia a redução de peso por aumentar a sensação de saciedade.

O balão de silicone é colocado dentro do estômago por endoscopia, sem a necessidade de anestesia geral ou internação. O paciente ainda beneficia-se dos resultados por um período prolongado ao adotar um novo estilo de vida”, explicou o Dr. Sander. Em muitos casos observamos uma perda de peso de 8 a 10 kg logo no primeiro mês após o implante do balão, fazendo com que muitos pacientes com sobrepeso atinjam o objetivo em até três meses, melhorando bastante a qualidade de vida. Já para os pacientes que já fizeram a cirurgia bariátrica e voltaram a ganhar peso, o Sander Medical Center disponibiliza o Plasma de Argônio, um procedimento endoscópico, onde aplica-se uma espécie de laser na anastomose (saída do estômago para o intestino). Após as aplicações ocorre uma redução desta anastomose e o paciente tem um aumento da sensação de saciedade, reduzindo portanto a quantidade de alimentos ingeridos. “Os efeitos do emagrecimento são um forte estímulo para que os pacientes mudem os hábitos e adotem a reeducação alimentar e a prática de exercícios físicos. O impacto sobre a autoestima também é muito grande”, avalia Dr. Sander.

Bruno Sander

CRM-MG:41490 - RQE: 32354

EMAGRECIMENTO

Fontes: Stela Maria Fernandes Marques, pós doutora em educação e professora da PUC Minas; Litany Pires Ribeiro, gerente acadêmica da Cultura Inglesa; Jacyelle Corrêa, diretora pedagógica do The Kids Club unidade BH; Ana Regina Araújo, gerente de pesquisa e desenvolvimento da Number One; Augusto Jimenez, fundador e diretor da Minds Idiomas, especialista em educação; Leiza Oliveira, CEO da rede Minds Idiomas; Andréa Salles, coordenadora pedagógica da Tic Tac Toe, pedagoga com pós-graduação em educação infantil; Lívia Gasparini, diretora da escola Future, berçário e escola infantil bilíngue


4Comportamento

Escoteiro, sim, senhor! Grupos de escotismo de Beagá completam 100 anos com quase 2.000 membros e aumento de 25% na procura em dois anos POR Rafaela

Matias

A IDEIA DO MILITAR inglês Robert Baden -Powell, quando fundou o movimento escoteiro em 1907, era ensinar algumas técnicas de sobrevivência em um acampamento para 20 jovens na Ilha de Brownsea, no Canal da Mancha. O objetivo era que eles pudessem voltar para suas casas mais independentes e com novas habilidades. De fato, os rapazes aprenderam a dar nós e acender fogueiras, mas os principais ensinamentos deixados por Baden-Powell tinham seus pilares na edificação do caráter e na serventia social. Mais de um século depois, os dez mandamentos que formaram os primeiros escoteiros (veja no quadro) ainda são seguidos pelos 1.857 membros dos 33 grupos da Grande Belo Horizonte. Na capital mineira, que é hoje o maior distrito do país, o movimento chegou há exatos 100 anos e várias celebrações marcarão o centenário do escotismo belo-horizontino em 2017. Segundo o diretor da região metropolitana, Ricardo Machado, a maior delas acontecerá no feriado de Tiradentes (21 de abril), com a realização do grande jogo escoteiro, no

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Parque Municipal. “Esperamos um público de 1.200 pessoas, de todos os grupos do distrito, para participar de um campeonato com vários jogos e desafios.” Desde 2015, o interesse por se tornar escoteiro aumentou consideravelmente, e a procura subiu uma média de 25% nos grupos de Beagá. Apenas entre os lobinhos (entenda as classificações no quadro), houve aumento de 23% no contingente e há fila de espera. Isso porque os 590 adultos voluntários que organizam os encontros precisam de ajuda para conseguir absorver essa meninada toda, mas a procura de pessoas maiores de 21 anos ainda é bem menor do que a demanda entre os pequenos.

Regras e brincadeiras E não é por acaso que tem tanta criança querendo virar escoteira por aí. Os encontros, que acontecem semanalmente, são regados a brincadeiras com terra, trilhas e atividades para se sujar bastante. Palavras como "tropa", "patrulha" e "clã" são usadas a todo momento e incre-


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Diversão e aprendizado: os lobinhos entendem o valor da amizade desde os 6 anos

mentam a atmosfera lúdica da rotina de treinamentos. E a diversão não para por aí. Os escoteiros têm gritos de guerra, fazem acampamentos, usam uniforme e aprendem a dar nós firmes. Eles sabem confeccionar cadeiras de bambu, fogões de terra e conseguem até assar ovo no espeto. É dessa parte dos acampamentos que os lobinhos João Guilherme de Matos Santiago e Pedro Duarte, de 10 anos, mais gostam. Para João, a fuga da cidade grande, que acontece cerca de três vezes por ano, é um alívio. “Eu me sinto livre quando durmo perto da natureza, e não cercado por cimento e pedra”. A lobinha Luiza Fonseca Moraes, de 9 anos, também defende a ideia. “Fico muito feliz por ter esse momento cercada pelo verde, de me divertir enquanto aprendo e ficar perto de pessoas dedicadas. Considero como minha segunda família.” Brincadeiras são importantes, mas escotismo também é coisa séria. Disso, o lobinho João Guilherme sabe bem. Ele, que participa do grupo localizado no Parque das Mangabeiras (veja esse e outros endereços no quadro), tem um objetivo bem

passo a passo

Entenda qual é a divisão das categorias e o foco de cada uma delas LOBINHO: de 6 a 10 anos FOCO: trabalhar a independência, aprender a necessidade da convivência em grupo, entender o valor da amizade e da lealdade, obedecer aos mais velhos e respeitar normas. ESCOTEIRO: de 11 a 14 anos FOCO: reforçar a independência, entender suas responsabilidades e assumir o próprio desenvolvimento. SÊNIOR: de 15 a 17 anos FOCO: desenvolver o espírito de aventura, proporcionar o desenvolvimento

físico e reforçar a camaradagem e o trabalho em equipe. Começam a trabalhar o jovem para que ele se acostume com as responsabilidades da vida adulta. PIONEIRO: de 18 a 21 anos FOCO: desenvolver valores sociais, ser útil, conseguir achar o seu lugar na sociedade e aprender que o indivíduo precisa tanto da sociedade quanto a sociedade precisa dele. ADULTO ESCOTISTA: + de 21 anos. FOCO: instruir a próxima geração.

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Quer fazer parte?

Veja os contatos de alguns grupos de escoteiros em BH e região

definido: “Aprendi que tenho que ser gentil e generoso. Quero tornar o mundo um lugar melhor, essa é a minha meta.” Pedro Duarte, de 10 anos, também tem um propósito ambicioso: ele quer receber o Cruzeiro do Sul, o maior distintivo do ramo lobinho, que exige o cumprimento de uma série de atividades, como crescer dentro da alcateia em relação aos colegas e aos mestres, fazer uma coleção, praticar esportes, começar a aprender uma nova língua e cuidar dos animais. Baden-Powell ficaria orgulhoso desses garotos!

As leis de Baden-Powell 1 - O Escoteiro tem uma só palavra; sua honra vale mais que sua vida. 2 - O Escoteiro é leal. 3 - O Escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação. 4 - O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais Escoteiros. 5 - O Escoteiro é cortês. 6 - O Escoteiro é bom para os animais e para as plantas. 7 - O Escoteiro é obediente e disciplinado. 8 - O Escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades. 9 - O Escoteiro é econômico e respeita o bem alheio. 10 - O Escoteiro é limpo de corpo e alma.

DIVULGAÇÃO

Contato com a natureza: crianças exaltam oportunidade de brincar e aprender longe dos apartamentos

GRUPO 7 – Do Ar Padre Eustáquio Endereço: Rua Ocidente, 39, Padre Eustáquio Contato: 3411-1148 | 3789-2314 | migueldemoraes@gmail.com GRUPO 21 – Mangabeiras Endereço: Avenida José do Patrocínio, 580, Mangabeiras. Contato: fernanda.soares@me.com GRUPO 52 – Duque de Caxias Endereço: Avenida Afonso Pena, 1377, Centro Contato: 9 8455-4996 | 9 9536-6905 | presidente@escoteirosdobrasil.com.br GRUPO 68 – Rui Barbosa Endereço: Rua Madre Marguerita Fontanarosa, 271, Eldorado, Contagem Contato: 9 9431-8035 | 9 9157-8640 |ricardoc672@gmail.com GRUPO 83- Olave Saint Clair Endereço: Rua do Rosário, 1840, Ingá, Betim Contato: 9 9254-5591 | 9 9248-6719 | geosc83adm@gmail.com GRUPO 23 – Antônio Mourão Guimarães Endereço: Rua Juramento, 1464, Baleia Contato: 9.9978-4443 | 9 8815-7295 | robsfaria@uol.com.br GRUPO 139 – Nova Floresta Endereço: Rua São Gonçalo, 1364, Nova Floresta Contato: 9 8403-9498 | 3375-1002 | edson.ge139@gmail.com GRUPO 149 – Alferes Tiradentes Endereço: Rua Platina, 580, Prado Contato: 9 8612-0498 | 3486-3579 | daniog71@yahoo.com.br


FOTO: GUSTAVO ANDRADE

4para ler com seu filho

Lendo lindas lendas VOCÊ JÁ LEU para seu filho um livro que reconta uma lenda indígena? Vale a pena o exercício. A maioria das lendas, como as histórias da mitologia e do folclore, fala das grandes questões da humanidade: a vida e a morte, o tempo e o espaço,

a natureza e a civilização. Mas sempre de modo engenhoso, fantástico e sugestivo, afinal nós, pais, não queremos assustar os pequitotes com complexas reflexões metafísicas! Veja, por exemplo, os dois belos livros que selecionei neste mês:

leo cunha e os filhos Sofia e André

Como surgiram o dia e a noite? Será que antigamente não havia a escuridão? Em Quando a noite engoliu o dia, Flávia Côrtes se inspirou em lendas indígenas para contar a história do jovem guerreiro que queria se casar com a linda filha do feiticeiro da tribo. Para provar o seu valor, o rapaz tinha que trazer a noite de presente para a moça, que estava cansada de nunca dormir. Um desafio enorme, pois, naquele tempo, só existia o dia, e a noite ficava escondida numa semente, dentro de uma gruta, no fundo de um rio. Será que ele vai conseguir? O texto poético e delicado ganha ilustrações criativas, que transformam olhos em canoas e pássaros em folhas. SOBRE OS AUTORES Flávia Côrtes, carioca, é escritora e tradutora. Já publicou vários livros infantis e juvenis. Bruno Dante, carioca, trabalha como ilustrador e criador de bonecos para teatro de animação.

Nas décadas de 1940 a 1970, os irmãos Villas-Boas viajaram pelo interior do Brasil, conhecendo os sertanejos, os ribeirinhos e várias tribos indígenas. Na expedição, recolheram causos, lendas, crendices etc. Foram os índios kamaiurá que contaram a Orlando e Cláudio Villas-Boas a lenda de A canoa que virou coisa, agora recontada com leveza e bom humor por Luiz Raul Machado, um dos pioneiros da literatura infantil brasileira contemporânea. Mestre da prosa poética, Luiz traz aqui um texto bem coloquial e com final surpreendente, perfeito para ser compartilhado entre pais e filhos, iluminado pelas cores e curvas de Marília Pirillo.

IMAGENS: REPRODUÇÃO

A CANOA QUE VIROU COISA. Texto de Luiz Raul Machado, ilustrações de Marilia Pirillo. Editora Nova Fronteira, 2015.

QUANDO A NOITE ENGOLIU O DIA. Texto de Flávia Côrtes, imagens de Bruno Dante. Editora Cortez, 2015.

SOBRE OS AUTORES Luiz Raul Machado, escritor e pesquisador carioca, é um dos principais nomes da literatura infantil brasileira desde 1974, quando lançou o clássico João Teimoso. Marília Pirillo, gaúcha, é ilustradora, editora e escritora, com dezenas de livros publicados para crianças e jovens.

Leo Cunha O escritor Leo Cunha publicou mais de 50 livros, como Um dia, um rio (Ed. Pulo do Gato) e As fantásticas aventuras da Vovó Moderna (Ed. Cia das Letrinhas). Recebeu os principais prêmios da literatura infantil brasileira, como Jabuti, Nestlé e João-de-Barro. leocunha@cangurubh.com.br M A R ÇO 2 0 1 7 .

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4viagens, modo de usar

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Sol do Caribe

Luís Giffoni

FOTOS: [1] PIXABAY

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AINDA DÁ TEMPO. As chuvas só chegam em maio. Até lá, é só curtição: areia branca, fofa, com textura de arroz moído, azul do mar que se transforma em verde, turquesa, azul de novo – e ainda se enfeita com um pequeno colar de espuma. O céu provavelmente estará sem nuvens; a temperatura, ao redor dos 25º C. As ondas não ameaçarão a segurança das crianças – elas podem se divertir o dia inteiro na praia. O visual é de cinema, pra ninguém botar defeito. Você não precisa se preocupar com a mochila, os óculos ou a bolsa. Assim é Punta Cana, na República Dominicana, a Ilha do Caribe onde Colombo aportou. Fica ali, a seis horas de voo, com saída

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de Belo Horizonte. Sem escalas. Um pulinho – mineiramente falando. Em Punta Cana, enquanto você curte a praia, ao sol ou numa das barracas, deitado numa cama macia, o serviço de comes e bebes não para. Ele vem até você. All inclusive. Do bom e do melhor, sem restrição. Lagosta não falta, nem sequer um bom uísque. Ou uma margarita. Ou um sorvete. Ou um tira-gosto. O dia inteiro. Na praia, nos restaurantes ou no apartamento. A diversão tampouco termina. Das brincadeiras às lições sobre a vida marinha, há de tudo um pouco. Se preferir, existem voos de parapente. Ou visitas a um minizooló-

gico, ao lado de flamingos, iguanas, pavões, coelhos, patos... Ou caminhadas pelas pequenas reservas florestais ou pela areia. Ou visitas do lado caribenho ou do Atlântico, águas que se fundem nessa ponta do país. Ou nadar nas piscinas naturais, no meio do mar, alcançadas num enorme catamarã. Mergulhos com snorkel não faltam. As crianças podem passar todo o dia, se quiserem, no espaço exclusivo delas. Monitores, jogos, brincadeiras, teatro, danças, refeições balanceadas as ocuparão. Farão amizade com outras crianças vindas da França, Estados Unidos, da Rússia, da Inglaterra... e, juntas, montarão shows para a plateia de pais. Será, provavelmente, a estreia delas num palco internacional. Ao final do dia, cansadas e felizes, dormirão depressa para que o novo dia traga ainda mais novidades. Você se assustará com o preço. Positivamente. É bem menos do que se espera, se comparado aos resorts nacionais. E a distância... Bem, a distância é um pulinho. Fica ali. Mineiramente falando.  

Luís Giffoni é cronista, romancista e palestrante. Autor de 26 livros, tem nas viagens uma de suas paixões. Nelas aprende a diversidade do mundo e das pessoas, experiência que acaba traduzindo em suas obras. Neste espaço, dá dicas sobre como aproveitar o mundo com os pequenos. giffoni@cangurubh.com.br


4História de mãe

Milagres na vida de uma mãe com deficiência Fernanda do Patrocínio Alves

QUANDO EU TINHA quase 4 anos, sofri uma doença e adquiri deficiência nos membros inferiores, deixando de andar. Considero que a maternidade é um milagre maravilhoso que Deus me concedeu, pois foram muitos os desafios superados até poder ter minha filha em meus braços. O primeiro surgiu aos três meses de gestação, quando tive que substituir o aparelho ortopédico e as bengalas que eu usava para andar pela cadeira de rodas, por causa da cinta pélvica. Na infância, eu tinha muita dificuldade em aceitar a cadeira de rodas, porque sentia vergonha. Então, a gravidez provocou minha “amizade” com a cadeira, que hoje é minha principal forma de locomoção. Quando eu estava entrando no sexto mês de gravidez, meu mundo desabou em uma consulta de pré-natal. A ultrassonografia apontou que minha placenta estava amadurecendo precocemente e que havia um grande risco de parto prematuro. Minha mãe perguntou ao meu médico sobre a possibilidade de a gravidez ir ao nono mês e ele respondeu que estava convicto de que não iria. Tive que deixar meus três empregos e ficar de repouso, realizando exames quinzenais para acompanharmos a placenta. A cada exame, novas conquistas. Certo dia, meu médico reconheceu: “Isto é um mistério! Não consigo explicar como a bebê continua se desenvolvendo com uma placenta nessas condições”! E, desse modo assombrosamente maravilhoso, Esther foi formada. Contrariando as perspectivas médicas, entrei no nono mês de gestação e, no dia 5/12/2011, ela nasceu. Hoje minha filha tem 5 anos e é uma bênção

Há muito tempo minha filha já entende minhas limitações e também me auxilia muito em minha vida! Deus me dá estratégias para cuidar dela e minhas limitações físicas não impedem o exercício da maternidade. Construo essas estratégias a cada dia. Por exemplo, se tenho que levá -la ao médico e o lugar é de fácil acesso, com estacionamento, levo sozinha. Para deixá-la na escola, conto com a ajuda de uma monitora, que busca minha filha no carro. Passeamos juntas, amamos ir ao Mercado Central, ao shopping... e a regra é simples: saio sozinha com ela dependendo das condições de acessibilidade. Caso contrário, saímos apenas com meu marido. Há muito tempo minha filha já entende minhas limitações e também me auxilia muito. Ela já me ajuda a retirar a cadeira de rodas do carro, e em casa me “socorre” quando preciso apanhar um objeto que não alcanço. Sinto-me feliz em compartilhar minha história, porque acredito que pode servir de incentivo para muitas mulheres com dificuldades relacionadas à maternidade. Não quero ser tomada como exemplo, mas apenas deixar esta reflexão: podemos ir muito mais longe do que acreditamos.

Fabíola Fernanda do Patrocínio Alves é psicóloga, mestre em psicologia, doutoranda em educação e mãe de Esther.

FOTO: ARQUIVO PESSOAL

POR Fabíola


4na pracinha

Museu da Moda

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da Terra”. Trata-se de uma reflexão sobre a memória da indústria têxtil em Minas Gerais. Quantas voltas em torno da Terra são necessárias para uma indústria atingir 168 milhões de metros de tecidos, em 93 anos, garantindo uma produção sustentável? Esse é o questionamento do trabalho apresentado. São dois andares ambientados lindamente, com a mostra distribuída em cinco salas. No final do passeio, encontramos uma biblioteca pública dentro do prédio, que faz parte da rede de bibliotecas da cidade. Você pode pegar um livro emprestado ali e devolver em outra, como a biblioteca da Praça da Estação, por exemplo. Achamos que haveria um rico acervo sobre moda, mas ele é ainda tímido. Já os títulos infantis são variados e muito interessantes – passamos boa parte do passeio

> Vamos programar um passeio? Museu da Moda: Rua da Bahia, 1.149 – Centro Funcionamento: terça a sexta, das 9h às 21h; sábado e domingo das 10h às 14h Mais informações: 3277-4384 e www.facebook.com/MUMOBH

O Na pracinha é um movimento que incentiva o uso do tempo livre para o brincar na infância e o resgate da relação criança/cidade com a ocupação dos espaços públicos pelas famílias. O brincar e o contato com a natureza são fundamentais para a saúde física e mental da criança. Criado pelas mães Flávia Pellegrini e Miriam Barreto, o projeto promove eventos brincantes gratuitos e compartilha dicas de passeios pela capital mineira. www.napracinha.com.br

FOTOS: ARQUIVO NA PRACINHA

SABIA QUE EXISTE EM BEAGÁ o Museu da Moda? E que ele é o primeiro museu público do segmento no país? O Mumo - Museu da Moda foi inaugurado em dezembro passado e fica no "castelinho" da rua da Bahia. Aquele local que muita gente, até hoje, confunde com uma igreja e chega até a fazer o sinal da cruz (!). O espaço foi originalmente construído para atender a Câmara Municipal, ainda em 1914, e chegou a funcionar também como Museu de Mineralogia. Tombado, tornouse Centro de Referência da Moda em 2012 e, agora como museu, é um lugar destinado a estudo, registro e divulgação da moda, unindo tradições e tendências. Fomos até lá conhecer o espaço com as crianças e vimos a mostra em exibição,  “33 voltas em torno

lendo histórias. Saímos de lá também com a promessa da bibliotecária de promover oficinas infantis sobre moda – vamos acompanhar! O prédio do Museu da Moda também tem suas belezas e curiosidades. Uma escadaria que remete à decoração do século 20 (apesar de um elevador ter sido adaptado para acessibilidade), lindos vitrais e uma varanda com vista para o clássico edifício Maletta. Visitar o Museu da Moda, portanto, além de ensinar sobre esse segmento, leva-nos a conversar com os pequenos sobre a história da nossa cidade, que teve início nessa região central. 


4padecendo no paraíso

FOTO: PIXABAY

Maternidade e vida social

NOSSO RITMO MUDA depois dos filhos. Alguns amigos somem, não estão vivendo a mesma fase. Sentimos falta das conversas, dos encontros. É possível conciliar as duas coisas. Programas diurnos que incluem os filhos, um café com as amigas enquanto eles estão na escola. Importante saber que continuamos tendo uma vida além da maternidade. Os filhos crescem, seguem suas vidas, e a nossa vida fica e precisa continuar cheia, sendo preenchida com as coisas de que nós gostamos. Precisamos fazer ajustes, trocar as noitadas em boates por passeios em parques, pracinhas.

As responsabilidades mudam, aumentam. É verdade que a gente fica desanimada de sair, que os assuntos mudam, que os amigos sem filhos não vão entender várias das nossas questões e horários. É verdade que ficamos cansadas e tudo o que queremos é sossego. Mas, quando a gente sai, encontra amigos e joga conversa fora, a gente volta para casa com as energias renovadas – e isso faz muito bem, não faz? Vamos procurar amigas que estão vivendo o mesmo momento ou vamos fazer novas amizades, outras turmas. Que tal chamar as mães da escolinha para um café ou um chope? Elas

estão no mesmo momento, têm filhos da mesma idade do seu, na mesma escola, com os mesmos interesses. Lembre-se: você é mãe, mas os outros papéis da sua vida não deixaram de existir por causa disso. Você ainda é você e continua merecendo aproveitar a sua vida em boa companhia! =

Coordenado pela arquiteta Bebel Soares e pela designer Tetê Carneiro, o grupo Padecendo no Paraíso nasceu em março de 2011, no Facebook, e é formado atualmente por mais de 6.000 mães. Na Canguru, as fundadoras do Padecendo discutem assuntos como saúde, alimentação, sexo, viagens, educação, estética e beleza. www.padecendo.com.br


FOTO: THIAGO ROMANO

4artigo | Ticiana Iyomassa

Crianças e suas diferenças PAIS FREQUENTEMENTE apresentam dúvidas sobre o desenvolvimento de seus filhos nas aulas esportivas. Quais motivos explicam que crianças da mesma idade manifestem desempenhos diferentes? Ou por que uma criança já consegue realizar uma habilidade e outra não? Como justificar a mudança de turma de uma criança enquanto as outras permanecem na mesma? Diferenças anatômicas e funcionais entre as crianças geram distinções na aprendizagem motora, assim como o  ambiente e o convívio familiar influenciam na resposta cognitiva da criança. Entender como o ser humano aprende é um assunto que vem sendo estudado há muito tempo. Várias teorias de aprendizagem formam hoje a área de estudo denominada aprendizagem motora. O conceito de aprendizagem motora está relacionado à mudança permanente no comportamento motor. Muitas dessas mudanças são devidas  a experiências anteriores, justificando a capacidade de uma criança realizar determinado movimento e outra não. Mudanças também são promovidas por meio da prática. Portanto, a frequência das crianças nas aulas é muito importante, o que pode explicar o motivo de uma criança assídua mudar de nível mais rápido que outras. A  idade também é um importante fator que influencia  na diferença do desenvolvimento. Por

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A frequência das crianças nas aulas é muito importante, o que pode explicar o motivo de uma criança assídua mudar de nível mais rápido que outras isso, nada de comparar crianças de diferentes faixas etárias. Cada etapa define um momento de desenvolvimento ao longo do qual a criança constrói certas estruturas cognitivas.  Crianças em diferentes estágios maturacionais do sistema nervoso, sob as mesmas condições de treino, podem alcançar desempenhos diferentes. Nesse sentido, podemos concluir que cada criança é única e que devemos evitar comparações entre elas. Mais importante do que comparar é  incentivar a atividade física e respeitar sua velocidade de aprendizado. O desenvolvimento geral permite limites bem flexíveis para aquisição de habilidades, e cada criança apresenta características que devem ser respeitadas, assim como suas experiências, sua história e sua individualidade.=

Ticiana Iyomassa,

34, é licenciada e bacharela em educação física pela UFMG e pós-graduada em atividades físicas para grupos especiais. É coordenadora de Acqua e Kids da Bodytech Savassi.


FOTO: ARQUIVO PESSOAL

FOTO: THIAGO ROMANO

4artigo | Viviane Paixão

Rotina e organização do espaço SE VOCÊ NÃO ORGANIZA sua casa, nada flui, e sua vida vira uma bagunça! Parece exagero, mas não é. Viver em um local organizado te faz ganhar mais tempo no dia a dia para cuidar de outras atividades. Você trabalha e estuda com mais facilidade em um local pensado para as suas necessidades. Com isso, a sua produtividade e o bem-estar aumentam, sem estresse. Pais que buscam uma rotina para despertar em seus filhos vontade de comer, estímulos para os estudos ou um sono tranquilo precisam entender que o ponto inicial é um espaço apropriado e convidativo, pois, sem isso, o foco se dispersa e a improdutividade aumenta. Como a vida da maioria das pessoas tem ficado cada vez mais corrida, com muitas atividades dentro e fora de casa, é importante buscar apoio de profissionais, para que as famílias tenham um espaço organizado e funcional com o mínimo de esforço e baixo custo. Chame um arquiteto ou decorador para conhecer o ambiente, fale das suas necessidades e do dia a dia da sua família, do que deseja mudar e, aí sim, comece a planejar. Se você é do tipo de pessoa que se espanta com a quantidade de coisas que seu filho tem e que você acaba guardando em cima do armário, ou que vê a mesa de jantar transformando-se em local de estudo e trabalho, surge um desafio: fazer um projeto para facilitar, atrair, despertar interesse e estimular.

Atitudes impensáveis, como chegar da escola e guardar a mochila e tênis em seus devidos lugares, ter um cantinho só da brincadeira ou um espaço apenas para focar os estudos, tornam-se coisas naturais. Com o ambiente readequado, o retorno é sempre positivo, As coisas que ficavam “escondidas” no alto passam a ser mais usadas, por estarem em locais mais fáceis de serem alcançados pelas crianças. Os brinquedos são mais bem aproveitados e as crianças poderão guardá -los em seus devidos lugares, de maneira fácil e acessível. Com tudo isso criado, bons hábitos acabam fluindo para dentro de sua casa. Atitudes impensáveis, como chegar da escola e guardar a mochila e tênis em seus devidos lugares, ter um cantinho só da brincadeira ou um espaço apenas para focar os estudos, tornam-se coisas naturais. Limites físicos, que estabelecem rotinas e horários para cada tarefa do seu filho.=

Viviane Paixão,

31, é graduada em arquitetura e urbanismo e especialista em projetos arquitetônicos e interiores.

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O que eu não esperava O QUE ESPERAR quando você está esperando. É esse o título do livro que me acompanhou durante a gravidez – muito aguardada, embora não planejada. Depois de perder duas gestações em meu primeiro casamento, “decidi” não mais fazer planos, a fim de me blindar de uma nova decepção. Com a surpresa de ter Francisco a caminho, o guia foi uma espécie de troféu – que eu alisava e lia diariamente, curiosa sobre a nova vida que crescia em mim. Com ele adquiri uma lista de outros livros, empenhada em caprichar no papel de mãe. Coerente com a promessa de seu título, o livro não previu o inesperado: uma viuvez em plena gestação. Nos últimos meses, embora me houvesse sobrado tempo, faltou fôlego. Francisco trouxe o oxigênio, mas tive de aprender a maternidade em pleno luto, como quem se aventura a mergulhar com cilindro. Troquei páginas impressas por folhas em branco. Escrevi mais do que li – foi minha forma de respirar. À minha espera ficou a pilha de livros, aguardando tempos mais serenos. Fiel, me acompanhou nas mudanças de casa, como um membro da família. Outro dia tropecei num exemplar de Limites sem trauma, de Tania Zagury. O marcador jazia no capítulo “Entre 1 e 4 anos”. No alto da página já amarelada, o item “Tarefas dos pais” falou por si: ali eu interrompera a leitura. Se a mim coube ser ambos os pais, mal fiz o papel de um só. Enquanto Francisco crescia, tateei no escuro tentando impor autoridade. A solidão gritava, a insegurança tapava os ouvidos e uma certeza me cegava: o resultado seria um desastre. Francisco tinha acesso ao raio X da minha fragilidade: testava insistente a minha capacidade de acreditar nos limites que eu impunha. Eu era uma motorista recém-licenciada, rodando a Grande BH sem GPS. “Isso só tende a piorar”, eu ima-

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cris guerra e o filho francisco

Se a mim coube ser ambos os pais, mal fiz o papel de um só. Enquanto Francisco crescia, tateei no escuro tentando impor autoridade. ginava. O tempo parece passar mais rápido quando estamos correndo contra ele. E passou. Francisco já beira os 10 anos. Ainda há tempo para o capítulo “Dos 8 aos 11” do livro sobre limites (embora não sem trauma). Talvez seja cedo para dizer se errei ou acertei. Talvez em vão: não há chance de tentar de novo. Olho para o menino e me alumbro. Quantas vezes duvidei de mim. A adolescência já faz sombra em meu quarto, as broncas são mais frequentes, mas, não me pergunte como, Francisco teme a mãe. Longe de ser um exemplo, reviso a matéria atrasada e descubro: caminhando, aprendi. Construímos nossas regras, lapidamos conflitos e, ao que tudo indica, demos conta do recado. Seu quarto nunca está arrumado, livros não são o seu forte, nem sempre somos amigos. Mas ele vai bem na escola e, o mais importante: conhece o valor do afeto. A tormenta passou. Aproveito pra tomar fôlego. Tenho em casa um pré-adolescente. Vem mais emoção por aí.=

Cris Guerra é publicitária, escritora e palestrante. Fala sobre moda e comportamento em uma coluna na rádio BandNews FM e a respeito de muitos outros assuntos em seu site www.crisguerra.com.br. Na Canguru, escreve sobre a arte da maternidade. crisguerra@cangurubh.com.br


FOTO: FLÁVIO DE CASTRO

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Canguru | BH | Março de 2017 | Número 18  

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