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criando filhos melhores para o mundo

dez 2017 | nº 27 | Belo Horizonte

120 anos de Beagá:

Nossos cantinhos favoritos PARA PASSEAR COM OS PEQUENOS

Tania Zagury:

‘Filhos são projeto para,

NO MÍNIMO, 20 ANOS’

Papai Noel

passa pela sua casa?

‘Família Nalu’

vive aventuras

Pode vir,

verão

EM ALTO-MAR

Conheça os principais clubes da cidade e o que eles oferecem para as crianças


4nesta edição

34

[1]

seções Primeiras palavras Nossos leitores Missão Instagram www.canguruonline.com.br Eles dizem cada coisa Corrente do bem Comprinhas Mundo Kids Moda, por Roberta Paes Canguru viu e curtiu

30 34 40 42 44

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Viagens, modo de usar, por Luís Giffoni Para ler com seu filho, por Leo Cunha Na Pracinha, por Flávia Pellegrini Padecendo no Paraíso, por Bebel Soares Artigo, por Cláudia Navarro Artigo, por Iara Mastine Crônica, por Cris Guerra

Reportagens

26

Para encarar o calorão: clubes são boa opção de passeio em família

Comportamento | Papai Noel não é unanimidade nas famílias e nas escolas

Cidade bonita: capital chega aos 120 com belos cartões-postais

40

[3]

BH 120 anos | Colunistas da Canguru dizem onde celebrar aniversário da capital Verão | Conheça os clubes da cidade e o que eles oferecem para as crianças Aventura | ‘Família Nalu’ viaja o mundo praticando surfe e encanta na tevê Entrevista | Tania Zagury fala sobre criação de filhos e educação Entretenimento | A história de sucesso da Galinha Pintadinha, que faz aniversário neste mês

Surfe também é pra crianças: Belinha, de 10 anos, já nadou com golfinhos e tubarões

Nossa capa Juan, 7 anos, filho de Bruna Araújo Moura e Leandro Leite Campos. FOTO: GUSTAVO ANDRADE

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Canguru

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FOTOS: [1][3] DIVULGAÇÃO; [2] GOOGLE EARTH

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FOTO: GUSTAVO ANDRADE

primeiras palavras

O melhor está por vir Ivana e os filhos Pedro e Gabriel

E, DE REPENTE, o ano acabou. Já estamos com a cabeça em 2018, com planos e sonhos para o novo ano. Adoro este espírito de esperanças renovadas que dezembro traz. Se o balanço não é exatamente o que eu esperava, tudo bem: tenho um calendário em branco, novinho em folha, para escrever outra história. O ano de 2017 não foi fácil lá em casa. E estou tentando transmitir aos meus dois filhos essa confiança no recomeço e na possibilidade de aprendermos com os erros e de construirmos coisas muito boas a partir de tudo que assimilamos, de nos tornarmos melhores a cada dia. E eu, como mãe, aprendi muito, demais. Por causa da Canguru, estive, nos últimos meses, com especialistas que me marcaram profundamente, que mexeram com as minhas convicções e que acenderam ainda mais dentro de mim o desejo de mudança, de renovação. Em novembro, tive o privilégio de participar de um fim de semana de treinamento para coaches de pais e filhos com a inglesa Lorraine Thomas. Tudo que aprendi com ela não cabe nesta página de revista. Mas posso garantir: entendi que posso (e quero, e vou conseguir!) tornar minha relação com os meninos mais harmônica. E muito, muito, muito mais divertida. Consultora da Disney em filmes como o megassucesso Divertida Mente e considerada uma das pioneiras mundiais neste trabalhado de coaching parental, com quatro livros publicados, Lorraine virá ao Brasil no próximo mês de maio, como palestrante do 4º Seminário Internacional de Mães. Estou ansiosa por essa oportunidade de ver outras mães serem tão tocadas quanto eu fui. Não importa quantos anos seus filhos tenham, se eles mal saíram das fraldas – ou se eles já até saíram de casa. Sempre é tempo de repactuar – para melhor! – a relação entre pais e filhos. O próximo ano será sensacional lá em casa, tenho certeza. E, na Canguru, 2018 também será incrível, cheio de novidades (que em breve anunciaremos) para os leitores e para as escolas parceiras. Independentemente de quais sejam suas convicções religiosas, de como você escolhe celebrar o Natal e o Réveillon ou outras tradições, transformem esse momento em uma oportunidade para inspirar esperança e fé nas suas crianças. O melhor está por vir!

Ivana Moreira, DIRETORA DE CONTEÚDO ivana@canguruonline.com.br

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Canguru

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Carinho e aconchego para sentir o maior amor do mundo.


Canguru Não podia deixar de elogiar e agradecer pelo envio da Canguru, repleta de matérias úteis, atuais e de muito esclarecimento. Ficamos encantados, e o retorno de vários responsáveis aumentou o meu desejo de escrever parabenizando pela iniciativa tão válida e valiosa. A qualidade da impressão e a sabedoria dos textos tornaram imperiosos os elogios que a Canguru merece. — Maria da Glória Vasconcellos, em nome da direção e do corpo docente das Escolas Paraíso Infantil Popeye, na Lagoa e no Leblon, no Rio de Janeiro

Acompanho a revista Canguru e estou apaixonada pelo trabalho de vocês! — Tatiane Guimarães

Aplaudo de pé o texto! Realmente, nossa sociedade ainda precisa evoluir muito. Criar nossos filhos passando para eles a certeza de que serão respeitados, independentemente de suas escolhas, é um ato de amor extremo. — Érika Figueiredo Gomes, de Belo Horizonte

Hoje a vida das meninas é mais fácil do que era no meu tempo. Minhas filhas jogam futebol, têm pista e carrinho. Tiveram fantasias de super-heróis e, claro, muitas bonecas! — Jane Gusmão Freitas, de Belo Horizonte

FALE COM A CANGURU Entre em contato pelo e-mail redacao@canguruonline.com.br ou deixe um comentário em nossas redes sociais.

Missão cumprida! Próxima fase! Estou agradecido pela oportunidade de colaborar com a reportagem de capa da edição de novembro. Aproveito para saudar o excelente trabalho realizado! — Cássio Frederico Veloso, psicólogo e psicopedagogo, criador do Núcleo de Desenvolvimento Bora Brincar em Belo Horizonte

Enquete Canguru Qual a pergunta que você mais odeia que te façam sobre seus filhos?

14%

Mistérios por toda parte A matéria sobre Detetives do Prédio Azul ficou demais, Canguru! Adorei! Beijo para vocês.

12%

39%

11%

— Pedro Henriques Motta, ator de D.P.A.

4% 4% 8%

Padecendo no Paraíso Belo texto, “Filhos e as questões de gênero” [publicado na edição de novembro da Canguru]. Minha filha brinca de varrer a casa e de boneca, joga futebol, brinca com carrinhos. Ela não tem 2 anos ainda e tem o direito de se interessar por atividades diferentes. Quero criá-la para ser feliz, desenvolvida... não tirada de um molde, engessada. — Bruno Valle

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8%

Ele/ela ainda mama no peito? Ele/ela é grande/pequeno demais para a idade, não? Quando vem o próximo? São gêmeos? É seu/sua? Parece mais com o pai/a mãe, não? Será que ele/ela não está com fome? Ele/ela é sempre agitado/agitada assim? Outras

Fique de olho em nossas novas enquetes!

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Elas são sempre divulgadas em nossa página do Facebook: www.facebook.com/canguruonline


DIRETOR EDITORIAL: Eduardo Ferrari DIRETORA DE PROJETOS ESPECIAIS: Ivana Moreira

A Canguru é uma publicação mensal da Scrittore Comunicação e Editora Ltda. CNPJ 12243254/0001-10 CONSELHO EDITORIAL: Cristina Moreno de Castro, Eduardo Ferrari, Guilherme Sucena, Ivana Moreira, Márcio Patrus, Suellen Moura e Thiago Barros

SER KUMON É ACREDITAR NA EDUCAÇÃO POR MEIO DE UM BOM NEGÓCIO.

DIRETORA DE CONTEÚDO: Ivana Moreira EDITORA-CHEFE: Cristina Moreno de Castro EDITORAS: Luciana Ackermann e Sabrina Abreu REPÓRTER: Rafaela Matias ESTAGIÁRIAS: Catarina Ferreira e Gabriela Willer EDITORA DE ARTE: Aline Usagi PROJETO GRÁFICO: Chris Castilho (Mondana:IB) EDITORA DA TV CANGURU: Juliana Sodré REVISORA: Thalita Braga Martins COLABORADORES DESTA EDIÇÃO: Bebel Soares, Cris Guerra, Leo Cunha, Luís Giffoni e Roberta Paes FOTÓGRAFOS: Daniel Mello, Gustavo Andrade, Ricardo Borges e Willians Moraes DIRETOR DE COMUNICAÇÃO E MARKETING: Thiago Barros

LEA SANTANA FRANQUEADA DESDE JULHO/2004

GERENTE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING: Camila Capone Durante ESTAGIÁRIO DE MARKETING: Filipe Cerezo DIRETORA COMERCIAL: Suellen Moura (suellen@canguruonline.com.br) EQUIPE COMERCIAL: Dária Mineiro (daria@dmineiro.com.br), Laura Ramos (laura@canguruonline.com.br), Simone Dianni (simone@canguruonline.com.br), Roberto Pinheiro (robertopinheiro@rcpinheiro.com.br) e Vera Belini (vera@ canguruonline.com.br)

DIRETOR DE NOVOS NEGÓCIOS: Guilherme Sucena (guilhermesucena@ canguruonline.com.br)

ATENDIMENTO A LEITORES E ESCOLAS PARCEIRAS: Janna Souza (janna@ canguruonline.com.br)

EQUIPE ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA: Roberto Ferrari (roberto@ canguruonline.com.br) e Gabriela Linhares (gabriela@canguruonline.com.br) FALE COM A REDAÇÃO

BELO HORIZONTE

Avenida Flávio dos Santos, 372, Floresta  CEP 31.015-150 (31) 3656-7818

SEJA UM FRANQUEADO. O Kumon acredita no progresso da sociedade por meio da educação. Neste modelo de negócio, o franqueado é o educador e o gestor da unidade, sendo o responsável pelo sucesso do negócio. Por isso, mais do que ter uma franquia, ser Kumon é atuar no desenvolvimento do Brasil.

RIO DE JANEIRO

Praça Mahatma Gandhi, 2, sala 1.115, Centro  CEP 20.031-100 (21) 3864-3791

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IMPRESSÃO: Log Print S.A. DISTRIBUIÇÃO: SM Log*

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@canguruonline TV Canguru canguruonline.com.br

* Distribuição gratuita para as escolas parceiras Canguru, uma rede de instituições particulares de educação infantil que se comprometem a enviar a revista aos pais de seus alunos na mochila dos estudantes. A relação das escolas parceiras em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo pode ser consultada por anunciantes. Artigos assinados são de inteira responsabilidade dos autores e não representam, necessariamente, a opinião da revista e de seus responsáveis.

Saiba mais sobre a maior microfranquia do segmento de educação em

franquiakumon.com.br ou entre em contato pelo telefone

0800 728 1121


@fernanda.bandeira22

É impressionante a quantidade de pequenos músicos que existe por aí! Nossa timeline ficou cheia de crianças tocando (ou brincando com) violões, flautas, baterias, violinos, guitarras e tambores. Você vê todas as imagens em nosso site e redes sociais.

São Paulo / SP

@teia_rosa São Paulo / SP

Diogo, de 7 anos adora dançar e cantar e não se cansa de ouvir Despacito.

@felipeporai Belo Horizonte / MG

Felipe, também de 3, tem tanto orgulho de seus instrumentos musicais que enfileirou todos eles e pediu para a mãe, Mariana, fazer uma foto!

Próxima missão: Tem criança na cozinha! Você já deixou seu filhote te ajudar em alguma receita especial? Fotografe seu filho ou filha, sozinho(a) ou ao seu lado, e poste no Instagram com a hashtag #canguruonline. Seu mestre-cuca pode sair na próxima revista Canguru e em nossas redes sociais.

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FOTOS: REPRODUÇÃO INSTAGRAM

Cecília, de 3 anos, viajando em sua flautinha!


DIÁLOGO

EQUILÍBRIO

TRABALHO p l a n e j a m e n t o . m g . g o v. b r

É ASSIM QUE O GOVERNO DO ESTADO MANTÉM MINAS GERAIS FUNCIONANDO. Apesar da crise, Minas está trabalhando e se preparando para um futuro melhor. Com planejamento, temos priorizado o que é importante. Contratamos 50 mil novos educadores, distribuímos 1 milhão de kits escolares, mais policiais estão nas ruas, a frota da PM foi renovada e o salário dos servidores está sendo pago. Em Minas Gerais, crise a gente enfrenta é com diálogo, equilíbrio e trabalho.


www.canguruonline.com.br

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Promoção

Brinque de montar sua própria casinha com a Canguru A PROMOÇÃO DE dezembro é para aqueles que adoram usar a imaginação. A Canguru, em parceria com a empresa Eu Amo Papelão, vai sortear uma casinha. Mas não é qualquer casinha: esta tem 1,10 m de altura e faz a festa da criançada. E tem um detalhe divertido e sustentável: é toda feita de papelão e pode ser montada e desmontada quantas vezes as crianças quiserem, além de pintada e enfeitada à vontade pelos pequenos. A empresa gaúcha Eu Amo Papelão nasceu em 2013 com a proposta de criar e produzir brinquedos e móveis a partir do material, que é versátil, resistente, leve e sustentável. A ideia do novo negócio partiu de uma necessidade do casal Thiago Cestari da Costa e Simone Buksztejn Menda de curtir mais momentos de comunicação com os filhos, Renato e Roberta, na época com 6 e 3 anos, respectivamente. “Chegávamos em casa do trabalho e sentíamos falta de momentos de maior interação com as crianças, do olho no olho, de brincar e aprender juntos. Nós nos demos conta de que esses preciosos momentos estão cada vez mais escassos neste mundo cada dia mais corrido e tecnológico”, explica Simone, sócia do empreendimento. Hoje a empresa vende, além de casinhas tão fofas

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Canguru

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quanto a que sortearemos na promoção de dezembro, mais uma porção de brinquedos, como carrinho, foguete, avião, castelo e fazendinha. Também produz móveis de papelão, como cadeira, mesa infantil e bancos. E tem até árvore de Natal de papelão! Acesse o portal da Canguru e saiba como participar dessa superpromoção: www.canguruonline.com.br. Ah, e quem ganhar a casinha não pode se esquecer de fotografar para mostrar como ficou a obra-prima! E TEM MAIS! Os leitores da revista têm 10% de desconto nas compras realizadas na loja virtual da Eu Amo Papelão. Basta utilizar o cupom de desconto: CANGURUEAP no e-commerce loja.euamopapelao.com.br.

NA BANDNEWS FM às terças e sextas-feiras, às 13h40, com reprise às 16h17 e também aos sábados e domingos, ouça a coluna de Ivana Moreira, diretora de conteúdo da Canguru. Ouça as gravações em www.canguruonline.com.br/radio.


apresenta

O VELHO DITADO já ensinava: prevenir é melhor do que remediar. Além de ser mais barato, é mais simples, causa menos impacto à saúde, e, se descoberta alguma doença, ela será diagnosticada no início, e os médicos poderão atuar com mais precisão e de forma menos agressiva ao paciente. Eis aí a medicina preventiva, fortemente defendida pelo doutor Ricardo Dupin, diretor executivo do Grupo Laboratório São Marcos. Não é à toa que em outros países a medicina preventiva tem ganhado espaço. Nos Estados Unidos, por exemplo, há uma organização (www. uspreventiveservicestaskforce.org) que pratica uma força-tarefa preventiva de acordo com o perfil do paciente. Se a pessoa é de uma família com histórico de problemas cardíacos, ela e os parentes devem ficar mais atentos a

essa questão. Se existe obesidade na família, que fiquem atentos ao sobrepeso ou a qualquer alteração e/ou excessos. O perfil das faixas etárias de cada paciente também deve ser levado em conta. “É importante que o trabalho que se faz com a criança perdure pela vida toda”, aconselha Dupin. “Os mesmos cuidados que se têm nos primeiros 2 anos de vida, com altura, peso, desenvolvimento, alimentação e vacinas, é preciso ter ao longo da vida”, completa. A indicação vale tanto para as crianças como para os pais. Campanhas como o Outubro Rosa e o Novembro Azul são importantes para popularizar a prevenção. “Mas a gente deve se prevenir de tudo o ano inteiro”, observa Dupin. Se a família possui crianças de 9 anos ou mais, por exemplo, é impor-

tante, nesse momento, prestar atenção à educação sexual, oferecendo a vacina contra o HPV. Com os pré-adolescentes, a prevenção deve passar pela saúde mental e pela orientação sobre drogas, assim como uma mãe entre 30 e 40 anos vai preocupar-se com a prevenção das doenças de útero e seios. No Brasil, hoje, não é mais tão comum termos o médico da família. A medicina atua principalmente de forma curativa, específica e setorizada. E aquele médico que acompanhava as famílias durante anos, conhecendo históricos e perfis, é mais visto em comunidades assistidas por programas de governo. Para solucionar isso, o que o doutor Ricardo Dupin sugere é a volta aos médicos clínicos periodicamente. “Não há criança saudável em família doente. A questão é de tribo mesmo”, finaliza o médico.

FOTO: SHUTTERSTOCK

A prevenção tem que ser periódica


www.canguruonline.com.br

Novidade

Novas blogueiras no time A Canguru anuncia, com orgulho, a criação de dois novos blogs, com estreia agora, em dezembro: Coaching para Pais, de Iara Mastine, e Entre Batons e Crayons, de Laura Ladeira e Priscila Peres. Iara é psicóloga e coach de pais e filhos, com extenso currículo: formada pela UNESP e pela Sociedade Brasileira de Coaching, possui forte parceria com Lorraine Thomas, pioneira em coach para pais e considerada a número 1 do Reino Unido, representando-a e coordenando os treinamentos no Brasil. É considerada a primeira facilitadora brasileira treinada presencialmente pela médica americana doutora Amy Saltzman, precursora da técnica. Coordenou e escreveu o livro Coaching para Pais: Estratégias e Ferramentas para Promover a Harmonia Familiar. Laura e Priscila são amigas-irmãs há 17 anos, têm trabalho premiado na Disney, mas o que mais curtem é a criação das filhotas de 3 anos, Sofia e Valentina, que as inspiraram a criar o blog. Na Canguru, elas vão ensinar a produzir brinquedos feitos em casa ou falar de suas dores e alegrias, sempre com muito amor. Leia nossos blogs em www.canguruonline.com.br.

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Roteiro

Uma das prioridades da Canguru é oferecer serviços completos e atualizados para seus leitores. Por isso, já trouxemos os melhores restaurantes com estrutura de espaço kids na cidade e todos os dias atualizamos a programação local em nosso site (www. canguruonline.com.br/roteiros). Neste fim de ano, estamos fazendo uma compilação de quase todos os programas natalinos, como lugares com decoração bonita para visitar ou para tirar foto com o Papai Noel. Também vamos informar as programações de colônias de férias e as festas de Réveillon mais apropriadas para levar crianças pequenas. Acompanhe tudo em www.canguruonline.com.br.

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FOTO: [1] DIVULGAÇÃO; [2][3] ARQUIVO PESSOAL; [4] MATEUS BARANOWSKI

Papai Noel, colônias de férias e Réveillon na cidade


Corrente do Bem

Veja dez instituições para você apoiar neste fim de ano A Canguru acredita no espírito natalino – e gostaria que essa vontade de contribuir e se solidarizar com o próximo existisse o ano todo. Pensando nisso, selecionamos dez instituições sérias que atuam em Belo Horizonte para quem quiser fazer uma boa ação neste fim de ano. Todas elas ajudam crianças carentes ou em alguma situação de vulnerabilidade que vivem na cidade. Acesse a lista completa em www. canguruonline.com.br e faça sua parte.

s a i r Fé

divertidas

18 PISTAS AUTOMÁTICAS

FLIPERAMAS

porções, petiscos e pizzas Shopping Del Rey - 2º Piso

Av Presidente Carlos Luz, 3001, loja 2000 - Caiçara CEP: 31250-010 | Belo Horizonte - MG (31) 3415-7535 www.bolichedelrey.com.br


POR Cristina

Moreno de Castro

O que você espera de 2018? A Canguru perguntou nas redes sociais e os filhotes dos nossos leitores responderam.

Quero q ue tenha muitos feriados, como ne ste ano, menos d everes d e casa e um presi dente m elhor pa ra o país.

ISABELA, de 10 anos, filha de Simone Santos e Wagner Martins.

STELLA, de 6 anos, filha de Adriane Diniz Cabral de Oliveira e Sergio Willian Miranda Santos.

Espero que não tenha muita tristeza no mundo. Estou cansada de ver tantas pessoas deitadas no chão, sem moradia, sem comida, pedindo dinheiro.

Quero um mundo melhor e ve r as pessoas so rrindo.

Eu quero que o Temer saia, que as pessoas sejam melhores e que não aconteçam mais assaltos.

MATHEUS, de 6 anos, filho de Cláudia Elizabete da Silva Barbosa e Cléber Ferreira Barbosa.

LAURA, de 9 anos, filha de Viviane Castro e Affonsinho Heliodoro.

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Se seu filho também diz pérolas, envie a frase para o e-mail redacao@canguruonline.com.br.

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

Eu quero que acabem os preconceitos, o bullying, e que seja eleito um presidente bom pro país.

TERESA, de 9 anos, filha de Kely Cristine Aparecida Fonseca Lana e Marcílio José Sabino Lana.


Crianças na Praça O PROJETO ASSISTENCIAL Novo Céu, entidade filantrópica que acolhe crianças com paralisia cerebral, acaba de lançar o projeto Crianças na Praça, que promove ações de integração social entre a instituição, que fica no Bairro Jardim Laguna, em Contagem, e a comunidade local. Para ampliar a experiência da inclusão e da solidariedade, a instituição convida empresas a patrocinarem um dia do Crianças na Praça, com brincadeiras diversas, comidas, bazar aberto ao público e visita aos abrigados pelo Novo Céu. Se você deseja patrocinar um dia do Crianças na Praça em 2018, entre em contato com a instituição pelo telefone 3368-6860 (Nathália Simões ou Elisa) ou pelo e-mail novoceucomunica@gmail.com.

A Associação de Diabetes Infantil (ADI) realizará, no dia 17 de dezembro, sua confraternização de Natal, quando várias crianças que têm a doença vão se reunir para brincar bastante. Será um dia de alegria e sorrisos. Se você quiser doar brinquedos novos ou produtos dietéticos (guloseimas, gelatinas e outros alimentos com zero açúcar) para as famílias atendidas pela ADI, pode levar direto à sede ou entrar em contato para que eles façam o recolhimento. Informações: 3442-3997 ou contato@adibrasil.org.

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Consulte a premiação, os regulamentos e as lojas participantes em patiosavassi.com.

FOTO: DIVULGAÇÃO

Crianças com diabetes


EDIÇÃO Cristina

Moreno de Castro

Em clima de Natal As crianças geralmente adoram enfeitar a casa para as festas de fim de ano! Por isso, demos uma mãozinha neste mês, com sugestões para a família se divertir junto neste momento. LIVRO-PRESÉPIO Montagem dispensa tesoura e cola

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FOTOS: DIVULGAÇÃO

www.americanas.com.br


apresenta

Teatro: um poderoso aliado do desenvolvimento infantil MUITAS SÃO AS dúvidas quando o assunto é apresentar à criança o universo da arte. Os pais se perguntam por onde começar e quais seriam as contribuições para o desenvolvimento do pequeno. Temos uma dica para você: o teatro, seja como espetáculo ou como curso. Segundo Cínthia Maria Silva, psicóloga do Sesc São Francisco, o teatro é um espaço para afastar as tensões, entrar em contato com o eu e o outro, estimular a criação e auxiliar a terapia das doenças emocionais. O teatro afeta quem assiste e desperta aspectos

biopsicossociais e motores. “Há estudiosos que pesquisam os efeitos biológicos da arte, como o alívio à dor, à ansiedade e à depressão”, afirma a psicóloga. Os benefícios dessa relação não param por aí. Esse contato promove o despertar da fantasia, garante consciência corporal e emocional, a melhoria da coordenação motora e a socialização por meio da interação com outras pessoas e experiências. Além disso, as artes cênicas ajudam a desenvolver a linguagem e o interesse pela leitura.

Yupi! Vamos ao Teatro O nome já é convidativo e a programação também. O Yupi! Vamos ao Teatro é um projeto do Sesc Palladium e uma ótima opção para você que quer inserir o seu filho nesse universo. Com cinco anos de existência, a ação já teve mais de 44 mil alunos de escolas municipais, estaduais e particulares, fez mais de 38 espetáculos no Brasil inteiro e atendeu mais de mil instituições. A ação faz parte do Programa Educativo do centro cultural e também recebe público espontâneo aos domingos, com espetáculos a R$ 5 (inteira). A curadoria é pensada observando-se aspectos visuais que despertem a atenção das crianças, além do conteúdo

que foge dos padrões da cultura de massa. A ideia é que se apresente outro olhar sobre a produção cênica, com espetáculos que surpreendam, tanto pelas histórias quanto pelo formato. “O pilar da ação é contribuir para a formação do público e despertar o interesse pelo teatro, entendendo o quanto essa vivência é importante para a ideia de coletividade e o compartilhamento de experiências”, diz Diogo Horta, responsável pela curadoria. GOSTOU? Conheça a programação infantil do Sesc em www.sescmg.com.br

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FOTO: HENRIQUE CHENDES / SESC

Conheça os benefícios para a criança e a iniciativa realizada pelo Sesc Palladium


POR Rafaela

Matias e Luciana Ackermann

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CONSULTAS DE PRÉ-NATAL são o mínimo indicado, conforme a Organização Mundial da Saúde.

É moda ou saúde? VOCÊ PODE ATÉ não saber o que é ou para que serve o colar de âmbar, mas é improvável que ainda não tenha visto bebês desfilando por aí com o acessório de cor amarelada. A correntinha, feita com pedrinhas de âmbar (uma resina fóssil, com consistência de cera, derivada de uma espécie de pinheiro) ficou famosa por apresentar supostas propriedades terapêuticas. Isso porque o princípio ativo do material é o ácido succínico, substância usada para fortalecer o sistema imunológico e melhorar a atividade cerebral, além de ter funções analgésicas e anti-inflamatórias que poderiam amenizar as dores das cólicas e da dentição. Apesar das crenças, a comunidade médica alerta para a falta de estudos científicos que comprovem os benefícios da peça. Além disso, um estudo realizado pela Sociedade de Pediatria Canadense mostrou que ela causa riscos de estrangulamento por ficar pendurada no pescoço da criança, que também pode se engasgar caso uma pecinha se solte.

[1]

Se você for o socorrista O choque anafilático é uma reação alérgica grave, de evolução rápida e que pode causar a morte. De acordo com o Departamento de Alergia e Imunologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), até 25% dos óbitos ocorrem na escola, e a maior parte deles é pelo atraso no socorro. Por isso, é importante saber identificar e lidar com uma criança nessas condições, para garantir os primeiros socorros imediatos. Conheça os principais sintomas:

» urticária, inchaço, coceira, vermelhidão; » dor de barriga, náusea, vômitos e diarreia; » coriza, espirros, obstrução nasal, coceira na garganta, inchaço nos lábios e na língua, dificuldade para engolir, mudança na voz, tosse, aperto no peito, chieira e falta de ar;

» queda de pressão, desmaio e taquicardia.

VEJA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE CAUSAS E TRATAMENTO EM: wwww.canguruonline.com.br

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eu já fui

criança

FOTO: [1] PIXABAY; [2] ARQUIVO PESSOAL

Rita Lee ELA ACHAVA QUE iria fazer cinema. Chegou até a declarar que gostava mais da sétima arte do que da música. Mas, fala sério, dá [2] para imaginar o nosso velho e bom rock’n’roll sem a ovelha negra da família? Impossível! De franja, loirinha, ruivinha ou grisalha, Rita Lee Jones sempre brilha. É a cantora que mais vendeu discos no Brasil: 55 milhões. Seja na fase d’Os Mutantes, inclusive com direito a participar da Tropicália, seja na banda Tutti Frutti, seja na carreira solo, Rita trouxe vigor, atitude e irreverência à cena musical e cultural brasileira. Em 2016, a roqueira brilhou mais uma vez ao apresentar o livro Rita Lee – Uma Autobiografia, um best-seller, com mais de 200 mil exemplares vendidos, narrando fatos curiosos, divertidos e dramáticos de sua vida. Foi por meio da escrita que Rita diz ter conseguido superar a violência sexual que sofreu na infância pelo técnico que fora consertar a máquina de costura de sua mãe. Em sua honesta narrativa, não falta humor: “Contavam que eu, ainda bebezinha dormindo no bercinho, quase morri asfi xiada quando Virgínia [uma de suas irmãs] despejou uma lata de talco na minha cara. Sister dearest”, escreve Rita. As letras e as músicas da roqueira fazem parte da trilha sonora da vida de muitos, embalando diferentes gerações. Há tempos, Rita leva uma vida sossegada, em meios a bichos e hortas. Quis aposentar-se dos palcos, mas não da música: segue compondo e gravando demos caseiras. A roqueira é uma avó daquelas e não esconde que foi a chegada da neta Isabella, há 12 anos, que a fez parar definitivamente com as drogas. No dia 31 de dezembro, a capricorniana completará 70 anos. E 2018 promete fortes emoções, já que Rita será vovó de novo, desta vez de um menininho. Curta muito, Rita! Você já fez um monte de gente feliz.


moda

Tropical

cool

O tema tropical está sempre presente no verão, mas, neste ano, vem repaginado com um ar latino e grande inspiração em Cuba. As roupas têm cores quentes e estampas de flores, como hibiscos, carros antigos e motivos de praia. Para os nossos pequenos, babados, bordados e ombros de fora para meninas e peças estampadas e superlavadas para meninos. Vamos entrar nesse clima de otimismo e alto-astral e deixar esse final de ano tropical bem “cool”! DESCOLADÍSSIMO

Miguel Rodrigues, de 5 anos, veste esta blusa com linda estampa tropical, que ficou um charme com a bermuda jeans.

R$ 39,90

SUPERLAVADA

Olha que linda esta blusa da Calvin Klein Kids, superlavada e com uma discreta estampa floral e esportiva nas costas.

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FOTO: GUSTAVO ANDRADE


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Nada como um estímulo

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Os primeiros passos de um bebê são uma conquista não só para ele, mas para os pais que estão ali, acompanhando a evolução do filhote. E, para isso acontecer, às vezes é preciso um estímulo. Veja essa sapeca menininha, arriscando seus primeiros passinhos em busca de uma batata frita. Assista usando nosso QR Code Canguru ou pelo link bit.ly/nadacomoumestimulo


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O velhinho

sempre vem? POR Sabrina

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Abreu e Catarina Ferreira

ILUSTRAÇÃO: ALINE USAGI

Apesar de ser considerado um dos principais símbolos do Natal no mundo, Papai Noel não é unanimidade entre famílias e escolas


UMA DAS MAIS conhecidas canções natalinas conta a história de alguém que deixou o sapatinho na janela e recebeu, em troca, um presente do Papai Noel. Os versos da música dizem: “Seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem”. Mas nem todas as famílias aceitam que Papai Noel seja atração principal nas celebrações do Natal. Curitibana residente em São Paulo, a cozinheira Priscila Fiori sempre estimulou Manuella, sua primogênita, hoje com 11 anos, a acreditar em Papai Noel. “Falava que íamos deixar a chupeta para ele, incentivava-a a escrever cartinha todos os anos, passeávamos no shopping para tirar foto, porque ela amava”, lembra. O resultado foi que, até o ano passado, Manuella continuou acreditando na existência do “bom velhinho” e curtindo essa fantasia. Porém, com a filha mais nova, Alice, de 4 anos, Priscila começou a notar outra reação a essa crença. A associação entre o Natal e o consumismo fez soar um alarme. “A pequena começou a falar coisas do tipo ‘se você não me der, o Papai Noel vai dar’, e isso me deixou incomodada”, conta. A saída encontrada pela mãe foi revelar parte do segredo. “Permito que ela pense que o Papai Noel vai trazer uma lembrancinha, mas deixo claro que os presentes mais caros são dados pelo papai Rodrigo”, conta, referindo-se ao marido, o bancário Rodrigo Victor Silva. Priscila crê que a diferença de personalidade entre as duas meninas contribuiu para a forma como cada uma lidou com a figura do Papai Noel, mas a mãe também credita o problema ao grande apelo do consumo na infância. Estimular a gratidão a quem de fato é responsável por presentear a criança é uma das razões pelas quais as instituições de ensino ligadas à logosofia preferem se manter neutras quando o assunto é Papai Noel. “Temos na escola famílias de diferentes orientações religiosas e também famílias não religiosas. Respeitamos a forma como cada uma escolhe tratar esse assunto em casa, mas, na escola, nossa opção é pela neutralidade”, explica a diretora do Colégio Logosófico de Belo Horizonte, Liara Moreira Salles. Pais de Helena, de 4 anos, a secretária Cíntia e o professor de inglês José Caetano são evangélicos e fazem questão de mostrar para a filha que Jesus é a razão do Natal. “Para não causar confusão, acabamos deixando Papai Noel de lado”, explica Cíntia. Porém, se Helena fala algo sobre o “bom velhinho”, a mãe não reprime a

imaginação. “Deixo bem à vontade, porque as crianças se desenvolvem a partir da fantasia. Até já a levei para tirar foto com Papai Noel no shopping, porque ela pediu”, conta.

Personagens “As crianças pequenas vivem entre o mundo da fantasia e a realidade, um mundo cheio de super-heróis, princesas e vilões. Elas se identificam com alguns desses personagens e formulam histórias com eles, para amenizar seus medos e angústias”, esclarece a psicóloga Cristina Castro Aguiar, de Belo Horizonte. A especialista lembra que, a certa altura, os pequenos amadurecem e, naturalmente, param de crer, sem maiores transtornos. Ela não vê essa fantasia como algo nocivo: “Na atualidade, com tanta falta de respeito e tantos valores distorcidos, que mal há em utilizar a imagem do “bom velhinho” para incentivar a criança a ter respeito ao próximo, educação ligada à moral e bons costumes?”, questiona. A psicóloga carioca Luciana Genial alerta para o perigo de chantagens feitas em relação ao amor do Papai Noel. “Isso é uma maldade com a criança e com uma figura tão


fofa”, define. Ela também reforça que, naturalmente, as crianças que deixam de acreditar passam para o outro lado, o daqueles que sabem o segredo. “Em casa, estou experimentando isso: meu filho não acredita mais e vai ajudar a construir a fantasia da irmã, tudo com leveza”, diz, sobre João, de 10, e Helena, de 4 anos. No Colégio Visconde de Porto Seguro, em São Paulo, Papai Noel é mero figurante. Graças à tradição alemã, base do currículo bilíngue da instituição, o destaque é o Menino Jesus, que é o responsável por colocar os presentes no sapatinho. Sim, num sapatinho, igual ao dos versos daquela canção de Natal, na qual quem presenteia é o Papai Noel. Esse exemplo só serve para mostrar como, ao longo dos séculos e até hoje, as tradições se misturam e, em família ou na sala de aula, com ou sem “bom velhinho”, os ritos e, especialmente, os desejos natalinos têm muito em comum.

A carta de Virginia Em 1897, chegou ao jornal The Sun, de Nova York, uma carta escrita por uma garotinha de 8 anos chamada Virginia O'Hanlon, com a seguinte pergunta: “Existe Papai Noel?". A resposta foi escrita pelo editor Francis Pharcellus Church e publicada pelo jornal como um editorial, no dia 21 de setembro daquele ano. Desde então, tornou-se um dos textos mais importantes da história do jornalismo mundial, com inúmeras traduções, tendo aparecido em vários livros, filmes e outras publicações ao redor do planeta. Leia essa famosa resposta na íntegra em nosso site: www.canguruonline.com.br.

Papai Noel dos Correios Há 28 anos, um grupo de funcionários dos Correios se uniu com um propósito: levar sorrisos às crianças que escreviam cartas ao “bom velhinho” no Natal. Hoje a campanha Papai Noel dos Correios está presente em praticamente todos os Estados do país e atende cartinhas por envio espontâneo de crianças e também de ONGs, escolas, abrigos e hospitais. As cartas podem ser adotadas por pessoas físicas ou empresas. Não há limite para a adoção de cartas, e os interessados podem retirá-las em agências dos Correios – neste ano também é possível adotar cartinhas pela internet em algumas cidades. Para proteger a identidade das crianças, a localização delas não é divulgada a quem adota, por isso os presentes devem ser entregues às agências dos Correios. As datas para adoção e entrega dos presentes podem variar de acordo com a localidade: no Rio de Janeiro, a adoção de cartas foi até o dia 30 de novembro; em Belo Horizonte, os pedidos podem ser adotados até o dia 2 de dezembro; já em São Paulo, as cartas podem ser adotadas presencialmente até o dia 15 de dezembro. No Blog dos Correios há informações sobre datas e pontos de entrega. TIRE SUAS DÚVIDAS E PARTICIPE: bit.ly/vceopapainoelCORREIOS 3003-0100 - capitais e regiões metropolitanas 0800 725 7282 - outras localidades

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 BH 120 ANOS

Meu cantinho

em beagá

[1]

Colunistas da Canguru contam quais são seus locais preferidos para passear com as crianças na cidade, que faz aniversário de 120 anos no dia 12 de dezembro. Inspire-se! Matias

Lagoa da Pampulha

[2]

“A Lagoa da Pampulha é o meu lugar preferido em Beagá. Um passeio pela orla remete a lembranças queridas da minha infância: pedaladas, voltas na lagarta do Parque Guanabara, domingos de clássico no Mineirão, fotos em família em frente à Igrejinha e inúmeras buscas pelo famoso jacaré… A Pampulha também é palco de brincadeiras das minhas filhas, Cecília e Olivia. Nos mais diversos cenários do seu entorno – praças, parques, museus. Estamos sempre por lá, curtindo a nossa cidade ao ar livre.” – Flávia Pellegrini, mãe de Cecilia, 7 anos, e Olivia, 3 anos SOBRE O LOCAL: Cartão-postal de Belo Horizonte, a Lagoa da Pampulha faz parte de um dos principais complexos representantes da modernidade arquitetônica no Brasil dos anos 40. O projeto de Oscar Niemeyer é rodeado por painéis de Candido Portinari, esculturas de Ceschiatti, Zomoiski e José Pedrosa e paisagismo de Roberto Burle Marx. O seu conjunto arquitetônico recebeu, no ano passado, o importante título de Patrimônio da Humanidade, pela UNESCO.

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FOTO:S: [1] ADÃO DE SOUZA; [2] TANTO MAR FOTOGRAFIA; [3] PBH / FLICKR

POR Rafaela


Avenida dos Bandeirantes

lei federal de

“Adoro passear pela Bandeirantes com meu filho, André. Aos domingos, a avenida vira um grande corredor para o pessoal caminhar, andar de skate, patins e bicicleta. Ela e a Praça JK viram uma coisa só.” – Leo Cunha, pai do André, de 9 anos, e Sofia, de 17 SOBRE O LOCAL: A construção dessa via, uma das principais da cidade, terminou em 1979. Aos domingos, uma das faixas do corredor fica fechada para a passagem de carros, da Praça JK até a Praça da Bandeira, das 8h às 15h.

[3]

Praça JK “Um espaço que eu sempre frequentei e para o qual, hoje, vira e mexe levo meus pequenos para passear. Um parque que todo mundo chama de praça. Lugar completo para passar uma manhã inteira: dá pra andar de bicicleta, correr no gramadão, aproveitar os brinquedos e até tomar água de coco no final.” – Miriam Barreto, mãe de Sara, 6, e Raul, 2 SOBRE O LOCAL: A Praça JK foi fundada em julho de 1990, quando era chamado de Parque do Acaba Mundo. Ocupa uma área de 28 mil m² e tem quadra de futebol, equipamentos de ginástica, pista de caminhada e brinquedos. Fica na Avenida dos Bandeirantes, 240, no Sion.

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Parque das Mangabeiras “Meu lugar preferido em Beagá é o Parque das Mangabeiras. Tem cheiro de mato, abriga espécies exclusivas de animais e vegetais, tem ar puro, tem riachos ainda límpidos e tem, ainda, a beleza da Serra do Curral, nosso símbolo tão agredido pelo míope interesse financeiro. Dentro do parque, a cidade respira a paz que a caracterizava.” – Luís Giffoni, avô de Luiza, 12; Giulia, 10; Marina, 9; Vitor, 7; Maria, 6; e Teresa, 3 SOBRE O LOCAL: Criado em 1982, o parque é hoje a maior área verde da cidade e um dos mais importantes redutos ecológicos de Minas. O projeto paisagístico assinado por Roberto Burle Marx é rodeado por 2,3 milhões de metros quadrados de matas nativas. Além de trilhas para apreciar os animais silvestres, o local oferece quiosques, quadras poliesportivas, brinquedos, arenas para shows e teatros e pista de skate. O parque está localizado na Avenida José do Patrocínio Pontes, 580, no bairro que dá nome ao local. O telefone de contato é 3277-8277.

Praça Nova York “Como a praça fica próximo à nossa casa, fazemos dela uma espécie de quintal – com o benefício de ter outras pessoas, em um espaço coletivo e gostoso. É onde o Fran pode andar de bicicleta e se divertir ao ar livre. Já eu gosto de meditar ali. É um dos lugares mais vivos dentro do bairro Sion, cheio de crianças brincando, com muita energia. É o nosso lugar predileto.” – Cris Guerra, mãe de Francisco, de 10 anos

Bairro Cidade Jardim “Foi na Avenida Prudente de Morais, que fica fechada para o lazer aos domingos, que ensinamos o Felipe a andar de bicicleta sem rodinha. Ali, ele também começou a aprender a andar de skate e de patins. Sempre aproveitamos o passeio para dar uma volta no Museu Histórico Abílio Barreto e para brincar na Praça Professor Godoy Betônico. O bairro é muito arborizado, cheio de construções modernas das décadas de 40 e 50 que gostamos de apreciar.” – Bebel Soares, mãe de Felipe, de 8 anos SOBRE O LOCAL: O bairro foi planejado, entre as décadas de 40 e 50, com o intuito de garantir um espaço destinado à classe alta da capital. Foram construídas moradias elegantes e modernas – muitas delas existentes até hoje. Uma das

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SOBRE O LOCAL: Localizada em uma das entradas do bairro Sion, o espaço fica repleto de crianças, praticantes de atividades físicas e moradores passeando com seus pets. Equipamentos de ginástica, brinquedos e parquinho fazem parte da infraestrutura.

[5]

[6]

principais atrações é o Museu Histórico Abílio Barreto, inaugurado em 1943. Ele guarda uma parte significativa da história da capital mineira, no interior de um casarão secular, sede da antiga Fazenda do Leitão. Na área externa, ainda estão conservados os abrigos para o bonde elétrico e a locomotiva a vapor, alguns dos principais meios de transporte da antiga Beagá.

FOTO:S: [4] PBH / FLICKR; [5] CRIS GUERRA; [6] GILVAN RODRIGUES / PBH

[4]


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VERÃO

Diversão refrescante: Juan se diverte em uma das piscinas do PIC.

Para dar as

boas-vindas

ao calor Saiba mais sobre os principais clubes da cidade e veja o que eles oferecem para o seu pequeno POR Rafaela

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Matias e Juliana Sodré

[1]


AH, O VERÃO! A temporada que mais combina com a infância. Céu azul, temperaturas que ultrapassam os 30°C e férias escolares. Esse conjunto é um verdadeiro convite para a diversão, especialmente se o passeio for refrescante. Por isso, os clubes investem em atrativos para a criançada nesta época do ano e se tornam um

ponto de encontro disputado. A Canguru fez um roteiro com os principais estabelecimentos da cidade e o que cada um deles oferece*. Se você ainda não tem uma cota, escolha o que mais combina com o seu filhote e com sua família.

RECREATIVO

FOTO: [1] GUSTAVO ANDRADE; DEMAIS IMAGENS: DIVULGAÇÃO

MINAS TÊNIS CLUBE Fundado em 1935, o clube é referência em formação esportiva no país, além de ter uma das infraestruturas mais cobiçadas pelos belohorizontinos. Com quatro unidades, o clube oferece um total de 25 piscinas e três toboáguas. As áreas de recreação infantil contam com brinquedos infláveis, parquinho e atividades diárias para crianças, como teatro de fantoches, oficinas de artes e desenho, atividades lúdicas, modelagem de balão, brincadeiras de dança, pintura facial e ciranda. Nos meses de janeiro e julho, o clube promove uma colônia de férias para crianças de 4 a 13 anos. A próxima edição será realizada entre os dias 9 e 27 de janeiro, com atividades aquáticas, esportivas, arvorismo, escalada, gincanas e oficinas de artes. Cota: R$ 25 mil (Minas I, II e Country) e R$ 8.000 (Minas Náutico). Associados do Minas Tênis podem frequentar o Náutico desde que paguem uma taxa de adesão, que custa R$ 43,10. Mensalidade: R$ 319,70 Número de sócios: 80 mil Endereços: Rua da Bahia, 2.244, Lourdes (Minas I); Avenida Bandeirantes, 2.323, Mangabeiras (Minas II); Avenida Country Club de Belo Horizonte, 3.700, Taquaril (Minas Country); Avenida Princesa Diana, 200, Condomínio Alphaville Lagoa dos Ingleses, Nova Lima (Minas Náutico) Informações: 3516-1000 (Minas I) / 3516-2000 (Minas II) / 35173050 (Minas Country) / 3517-3000 (Minas Náutico) www.minastenisclube.com.br *Informações consultadas em novembro; a Canguru não se responsabiliza por alterações feitas pelos clubes. Os valores de cotas e mensalidades referem-se a pacotes para toda a família.

O Clube Recreativo Mineiro foi fundado em 1954 com o nome de Clube dos Viajantes e Vendedores Comerciais. Em 1967, já integrado à comunidade do Bairro Carmo-Sion e às suas imediações, passou a se chamar Clube Recreativo Mineiro. Dispõe de duas churrasqueiras, playground, salão de jogos, um restaurante, dois quiosques e três piscinas, com lanchonete e sendo duas térmicas. Possui também piscina infantil com tobogã, ginásio poliesportivo, um campo society, duas quadras de peteca, uma de voleibol e uma de basquete. Além de academia, escola de balé e levantamento de peso, oferece salão social para locação de eventos de pequeno e médio porte. Cota: R$ 5.500 Mensalidade: R$ 249 Número de sócios: 1.100 Endereço: Rua Grão Mogol, 197, Carmo-Sion Informações: 2111-7715 www.cluberecreativo.com.br

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LABAREDA Com 35 mil metros quadrados, o clube oferece ginásio de peteca e futsal, campo de futebol, quadras de vôlei, parque infantil, piscina com toboágua e sala de sinuca com oito mesas. O Labareda disponibiliza ainda escolinhas de futebol masculino e hidroginástica. O clube tem quatro piscinas, sendo uma infantil e três para adultos. Cota: R$ 600 Mensalidade: R$ 195 Número de sócios: 2.000 famílias* Endereço: Avenida Portugal, 4.020, Itapoã Informações: 3499-1313 www.atletico.com.br *O clube não informou o número total de sócios

CRUZEIRO O terreno onde está localizada a Sede Campestre do clube foi doado pelo ex-prefeito Américo Renné Giannetti, e a edificação começou a ser construída no fim dos anos 50. Em seus 55 mil metros quadrados, o clube possui sete piscinas, sendo uma delas olímpica e aquecida, toboágua, parquinho com brinquedos, vestiário infantil, seis quadras de futsal e basquete, três quadras de vôlei, 14 quadras abertas de peteca e três cobertas, ginásio esportivo com bocha, boliche, mesas de sinuca, totó e pinguepongue, três campos de futebol, campo de futebol com grama sintética, pista de caminhada e mesas para jogar baralho, dama e xadrez. Há parquinhos, espaço kids e piscinas infantis. Nos finais de semana, uma equipe de recreação ajuda a entreter a meninada com brincadeiras, gincanas, torneios e oficinas. No último domingo de cada mês, acontece o projeto Domingo da Criança, com uma programação especial. A cota dá direito também ao Parque Esportivo do Barro Preto, que fica junto ao centro administrativo e conta com mais de 11 mil metros quadrados de espaço para lazer. Cota: Não possui Mensalidade: R$ 270 Número de sócios: 4.500 Endereços: Rua das Canárias, 254, Santa Branca (Sede Campestre); Rua Guajajaras, 1.722, Barro Preto (Parque Esportivo Barro Preto) Informações: 3348-5500 www.cruzeiro.com.br

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PAMPULHA IATE CLUBE Mais conhecido como PIC, o Pampulha Iate Clube possui uma ampla estrutura com cinco piscinas e dezenas de quadras. O Espaço Criança é um dos mais modernos complexos de lazer infantil da cidade, voltado para sócios de 2 a 12 anos. São três andares com diferentes atrativos para as crianças, incluindo jogos eletrônicos, cama elástica, pingue-pongue, totó, sinuca, xadrez, dama, dominó e minicampo de futebol com grama sintética. No último piso funciona uma espécie de parque aquático, com esguichos de várias formas e tamanhos. Nesse andar ainda funcionam vários brinquedos, como ponte, rodaroda, tobogãs, balanços e muro de escalada, entre outros. Cota: Não possui Mensalidade: R$ 398 Número de sócios: 14 mil Endereço: Rua Ilha Grande, 555, Jardim Atlântico Informações: 3516-8282 www.pic-clube.com.br


MACKENZIE Fundado em 1943, o Mackenzie Esporte Clube foi criado com o objetivo de ser um espaço destinado ao lazer e à prática de esportes. A história do clube começou com jogos de basquete e vôlei na pequena quadra de saibro localizada à Avenida João Pinheiro. Em 1961, foi inaugurada a atual sede, no Bairro Santo Antônio. O Mackenzie é uma referência no cenário esportivo nacional por sua excelência na formação de atletas, tendo como foco o vôlei, a natação e o basquete. Muitos atletas olímpicos do vôlei, por exemplo, saíram de lá. Para os sócios, o Mackenzie oferece quatro piscinas, sendo uma semiolímpica, uma coberta e duas infantis, todas aquecidas, e um parquinho para crianças. Também tem um ginásio com capacidade para 1.100 pessoas e outras quatro quadras externas, academia,

sauna seca e a vapor, além de uma sala de fisioterapia e pilates e um salão de festas para 500 pessoas. Para as crianças, há recreação infantil todos os finais de semana, além de duas colônias de férias por ano. Há também diversas programações culturais e corpo técnico para atividades esportivas. Cota: R$ 6.000 Mensalidade: R$ 270 Número de sócios: 850 famílias* Endereço: Rua Benvinda de Carvalho, s/n, Santo Antônio Informações: 3223-2611 www.mackenziebh.com.br *O clube não informou o número total de sócios

JARAGUÁ COUNTRY CLUB

IATE TÊNIS CLUBE

O clube conta com piscina olímpica, piscina da passarela, piscina coberta e três piscinas infantis. Uma delas fica dentro do parquinho, que tem ainda brinquedos, casinhas construídas e área de piquenique. A sala de recreação é um espaço fechado, com mobiliário, material e brinquedos voltados para crianças de 0 a 5 anos. Será instalado no início do próximo ano um minipalco para realização de teatros de fantoches e contação de histórias. As atividades de recreação acontecem toda sexta, das 10h às 11h30 e das 14h às 15h30. O clube promove também eventos especiais ao longo do ano, como festival de pipas e papagaios, campeonato de futebol, oficina gourmet e gincana da família. Cota: R$ 13.080 Mensalidade: R$ 264,82 Número de sócios: 16 mil Endereço: Rua Amável Costa, 7, Jaraguá Informações: 3490-9109 www.jaraguaclub.com.br

A edificação é uma das obras do arquiteto Oscar Niemeyer que compõem o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, Patrimônio da Humanidade reconhecido pela UNESCO. Os associados podem usufruir de piscinas para adultos, sendo uma semiolímpica aquecida, piscina infantil, quadras de peteca, futevôlei e de tênis e salão de sinuca. O parque infantil está em processo de revitalização, mas continua em funcionamento, com monitores oferecendo atividades de recreação. Somente associados têm acesso à estrutura. Cota: R$ 10 mil Mensalidade: R$ 323 Número de sócios: 1.300 famílias* Endereço: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 1.350, São Luiz Informações: 3490-8400 www.iatebh.com.br *O clube não informou o número total de sócios

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FOTO: MARCELO ARAÚJO

BARROCA TÊNIS CLUBE

GINÁSTICO

Considerado o clube vertical da capital mineira, o BTC é uma das agremiações mais tradicionais da cidade e acaba de completar 60 anos. Os associados têm acesso a ginásios poliesportivos, quadras de tênis, vôlei, futsal, handebol, basquete e peteca, campos de futebol, duas piscinas aquecidas – sendo uma semiolímpica – e três piscinas infantis, playground, saunas, salão de jogos, sala de tevê e uma biblioteca. Cota: R$ 4.500 Mensalidade: R$ 275 Número de sócios: 900 Endereço: Rua Américo Macedo, 348, Gutierrez Informações: 3330-9800 www.barroca.com.br

Fundado em 1946, o Esporte Clube Ginástico surgiu de um grupo de amigos apaixonados pelo basquete. O clube já teve várias sedes e ainda hoje possui tradição no basquete, com títulos em várias categorias e escolinha para crianças de 9 a 16 anos. A sede possui piscina adulta semiolímpica aquecida, piscina infantil, quadras poliesportivas, quadra de peteca e vôlei, quiosques com churrasqueira, sala de tevê com sinuca, saunas e lanchonete. Para crianças, as principais atrações são a piscina infantil e o playground. O ginásio com quadra de basquete fica localizado no Centro de Treinamento, no Bairro Buritis. O GInástico oferece atividades regulares e gratuitas para os associados como zumba, hidroginástica, recreação de futebol para crianças e adolescentes, escolinha de basquete infantojuvenil, basquete de veteranos e happy hour com música ao vivo uma vez ao mês. Cota: R$ 3.000 Mensalidade: R$ 220 Número de sócios: 900 Endereço: Avenida Afonso Pena, 3.328, Cruzeiro (Clube); Rua José Rodrigues Pereira, 441, Buritis (Centro de Treinamento) Informações: 3221-8044 www.ginastico.com.br

OLYMPICO A história do clube começou na década de 40, quando 11 jovens que viviam na região do Bairro Serra decidiram montar um grupo improvisado para reunir os amigos. Foi o segundo clube esportivo e social de Belo Horizonte e passou por diversas reformas ao longo dos anos para ampliar e modernizar a estrutura. Hoje, o Olympico conta com piscinas infantil, semiolímpica e recreativa, parquinho, churrasqueira e quadras de tênis, squash, peteca, vôlei, basquete e futsal, além de salão de jogos e mesa de sinuca. Cota: R$ 10 mil Mensalidade: R$ 245 Número de sócios: 6.000 Endereço: Rua Professor Estêvão Pinto, 735, Serra Informações: 3073-9111 www.olympico.com.br

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BELO HORIZONTE Fundado em 1904, é um dos clubes mais tradicionais da cidade. A estrutura é completa para lazer e esporte. Há piscinas infantil, para adulto e olímpica. Possui botão de prevenção de pânico para acidente nas piscinas. Além das piscinas com toboágua, o CBH, como é chamado, conta com o Espaço Criança, um playground completo com áreas para crianças de até 6 anos (com monitores) e para crianças de até 12 anos. São 24 mil metros quadrados de área de convivência cercada de verde, à margem da Lagoa da Pampulha. Valoriza a prática de esportes com campo society, quadras de tênis, peteca, vôlei, futsal, handebol e basquete e quadra de areia. A escolinha de esportes oferece quase 20 modalidades para sócios e não sócios. As que mais agregam a criançada são: ginástica rítmica, caratê

e futebol. Além disso, tem sete quiosques com churrasqueiras e um quiosque máster para 200 pessoas, além dos salões de festas com vista para a Lagoa da Pampulha. Cota: R$ 3.000 Mensalidade: R$ 160 Número de sócios: 6.000 Endereço: Avenida Otacílio Negrão de Lima, 4.288, Bandeirantes, Pampulha Informações: 3491-1323 www.clubebh.com.br

PALMEIRAS

CAMPESTRE Localizado no Vale do Mutuca, o clube conta com uma área de aproximadamente 96 hectares e uma estrutura que inclui duas piscinas para adulto – sendo uma aquecida –, duas infantis aquecidas e uma de água natural, que pode ser acessada por trilha. Entre as atrações para a garotada estão campo de futebol gramado, quadras de futebol de salão, tênis, peteca e tênis de praia e sala de sinuca. O restaurante e os bares do clube oferecem opções de pratos infantis, e a escola de esportes tem aulas de natação infantil e baby. Cota: Não informado Mensalidade: R$ 657 Número de sócios: 3.000 Endereço: BR-040, KM 443, Condomínio Serra Del Rey, Nova Lima Informações: 3581-1100 www.ccbh.com.br

Fundado por filhos de imigrantes italianos, o clube surgiu a partir de uma turma de amigos que jogavam bocha em uma quadra de forma e dimensões oficiais. Da brincadeira no quintal da casa de Antônio Papini, que começou em 1951, formou-se a Sociedade Recreativa Palmeiras, em 1957. Aos poucos, o espaço foi recebendo melhorias e se consolidou como o clube que hoje é conhecido como Palmeiras, na zona Leste de Belo Horizonte. O espaço conta com quadra de areia, de peteca e de outros esportes, sauna seca e a vapor, salão de festa, espaço e churrasqueira gourmet, bar e restaurante, salão de jogos, ginásio de bocha e piscina semiolímpica aquecida. Específico para as crianças há a piscina infantil (com hidro e aquecida), espaço família e parquinho. Cota: R$ 7.500 Mensalidade: R$ 283 Número de sócios: 830 Endereço: Rua Grão Pará, 589, Santa Efigênia Informações: 3241-1543 www.clubepalmeirasmg.com.br

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4Aventura

Alma de surfista da ‘Família Nalu’ Everaldo ‘Pato’, Fabiana Nigol e Isabelle Nalu viajam o mundo, encantam os espectadores e, de quebra, ensinam que é possível viver de um jeito bem diferente

FOTOS: DIVULGAÇÃO; ILUSTRAÇÕES: DEPOSITPHOTOS

POR Luciana

Ackermann

ELA VIVE SOBRE as ondas. Nasceu em Honolulu, no Havaí (EUA), começou a surfar antes mesmo de andar, mergulhou com tubarões, navegou com os golfinhos, ajudou o pai a pescar o jantar da família e foi de standup paddle, com a mãe, comprar pão na ilha próximo ao veleiro, onde viveu por meses. Voou de helicóptero e pulou de pontes em rios de uma altura significativa – missão impossível para muita gente grande. Isabelle Nalu é filha do casal Everaldo Teixeira, conhecido como “Pato”, e Fabiana Nigol. Pato é surfista profissional, especialista em ondas gigantes. Fabiana é cinegrafista, registra o marido surfando e o dia a dia da família, pilota veleiros e dá aulas a Belinha. Os três estão sempre em lugares paradisíacos. Juntos, já atravessaram cinco continentes atrás de novas experiências, de culturas diferentes e, claro, de ondas perfeitas. Fiji, Polinésia Francesa, Indonésia, Austrália, África do Sul, China, Portugal e França são alguns dos lugares que a família já desbravou. Com 1 mês e 20 dias de vida, Belinha viajou, de

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carro, do Sul do Brasil ao Chile, e, aos 10 anos, já conhece 38 países. A família leva um estilo de vida inspirador, e as incríveis cenas de suas aventuras transbordam amor, afeto, aprendizado, cumplicidade e um íntimo e encantador contato com a natureza – além de alguns perrengues. O reality show Nalu pelo Mundo tem sete temporadas, que foram exibidas pelo canal Multishow. Já o Nalu a Bordo, em que um veleiro se torna a casa da família, está na segunda temporada, no Canal Off, até janeiro.


Quando Isabelle nasceu, em 2007, o casal já se aventurava pelo mundo havia cinco anos. Os dois decidiram que continuariam as viagens mesmo após a chegada da bebê, e é o que vem acontecendo até hoje. “O essencial para que tudo corresse bem foi a nossa decisão de nos adaptarmos a cada viagem, a cada fase da vida da Belinha, respeitando sempre as necessidades dela, levando ainda uma vida simples, sem muita frescura e com muita liberdade”, diz Fabiana. Sobre as constantes viagens na rotina da menina, é a própria pequena grande surfista quem responde: “Penso que sou muito sortuda por ter uma vida assim, mas eu queria que todo o UNIVERSO tivesse uma vida igual, porque é muito LEGAL mesmo. Todos os dias eu agradeço a Deus pela minha vida maravilhosa!”, escreve Belinha para a Canguru, grifando as palavras com letras maiúsculas. Fabiana explica que a filha frequenta escolas pelo mundo, especialmente nos países onde ficam por mais tempo. Isabelle estudou no Chile, na Indonésia, no Brasil e no Havaí, onde, anualmente, frequenta a mesma

escola pelos meses em que a família Nalu se instala por lá. “Quando moramos no barco, fizemos homeschooling, ensino doméstico, e é uma experiência muito válida também”, afirma a mãe, que aparece em diversos episódios ensinando a pequena, com o maior carinho e entusiasmo. Fabiana reforça que, apesar de não ser comum no Brasil, os três conhecem muitas famílias com crianças que nunca foram à escola: “Estudam a distância e têm um conhecimento incrível do mundo como realmente ele é. Aprendem outras línguas, têm amigos de diferentes nacionalidades e estudam na prática o que muitos só veem nos livros. Acho importante frequentar a escola também, conviver com outras crianças. Mixar as duas coisas vem dando certo, e ela gosta, que é o mais importante para nós, como pais”. Em janeiro, Belinha voltará às aulas no Havaí. Para Fabiana e Pato, o mais importante nesse estilo de vida é conviver e acompanhar, de forma intensa e próxima, o crescer da filhota. “Temos tempo para ensinar e desfrutar de muitos momentos bacanas que nunca mais voltarão”, conclui a mãe.


4Entrevista

‘Criar os filhos é um projeto de, no mínimo,

20 anos de trabalho’ Referência em educação e família no país, Tania Zagury fala com a Canguru sobre seu novo livro POR Juliana

Sodré

FILÓSOFA COM MESTRADO em educação, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e autora de 26 livros publicados no Brasil e no exterior, Tania Zagury é referência no quesito educação e família no país. Na entrevista a seguir, ela fala não só sobre o tema do seu novo livro, Os Novos Perigos que Rondam Nossos Filhos, mas também sobre ética e formação. Quais são os novos perigos que rondam nossos filhos?

TANIA ZAGURY – Os maiores perigos hoje são o mau uso das novas tecnologias pelos filhos e a acomodação dos jovens pais, já que uma criança com o tablet na mão dá muito pouco trabalho, mas corre muito mais risco. A geração de pais hoje é mais voltada para o próprio prazer do que para o dever, então, muitas vezes, os pais vão dizer que já orientaram o filho, mas, se é uma criança de 4 anos, ela é fácil de ser cooptada. Essa constante vigilância sobre os filhos dá muito trabalho, é cansativa e faz com que os pais tenham que abrir mão do seu próprio tempo. E não são todos que estão dispostos a isso. Os pais não estão preparados para abrir mão das próprias vidas pelos seus filhos?

Eles não precisam abrir mão da própria vida, apenas terão que dedicar uma parte dela. Lidar com criança é diferente, ainda mais se essa criança é seu filho e depende de você. Isso significa que você tem que se engajar nesse

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projeto, que é de, no mínimo, 20 anos de trabalho. Muitos se deixam levar pelo encantamento de olhar para o bebê de uma amiga no colo quando ele está todo fofo e de bom humor e não pensam que aquela mãe acorda até dez vezes na mesma noite, convive com vômitos na roupa, “caquinha” pra lá e pra cá, prisão de ventre, diarreia, médicos. Os novos pais têm que ter a consciência de que, ao decidir ter filhos, estarão abrindo mão de uma parte, pelo menos, de sua vida independente e pessoal. Uma frase chamou atenção no seu novo livro: ‘Nem sempre os pais são culpados por todas as falhas dos filhos’. Você pode comentá-la?

Numa mesma família com dois filhos, por exemplo, pode ter um filho que “deu certo” e outro que parou de estudar ou não quis trabalhar. A primeira coisa importante para você não se sentir culpado é você saber qual é o seu trabalho como pai/mãe. Porque ser pai/mãe não é muito mais dever do que prazer. Então, se ao longo dos primeiros sete anos de vida, que são os anos básicos para você fazer a formação ética do ser humano, você fez de tudo, mas o filho não correspondeu, você tem que entender que entra o livre-arbítrio. Principalmente depois que ele atinge a maioridade, quando ele se torna responsável perante a lei. Enquanto ele não é maior, você tem que continuar lutando, é um trabalho de longuíssimo prazo.


Guru da educação: Tania Zagury escreveu 26 livros para famílias

Na sua trajetória de educação, qual o maior erro que você viu os pais cometerem em relação às escolas? Seria a transferência de compromisso?

Eu tenho um livro que trata só disso, o Escola sem Conflito, em que tento mostrar para os pais que eles precisam entender o trabalho da escola e que cabe à família a formação moral e ética da criança, os hábitos, o desenvolvimento de competências. A escola complementa, aprofunda, fixa isso, mas ela não pode assumir esse papel. As famílias que estão inseguras, que não estão conseguindo educar, tentam transferir para a escola os itens nos quais elas não tiveram êxito. Também é preciso pensar que os valores do professor podem não ser os mesmos que os meus. É isso que eu quero que meu filho aprenda? É preciso que os pais tenham essa consciência: se eles vão delegar, vão ter que assumir as consequências.

FOTO: PAULA JOHAS; ILUSTRAÇÕES: DEPOSITPHOTOS

“Educando em tempos de crise” é o título de um dos capítulos do novo livro. Como ensinar que o mundo não é dos espertos e que a moral e a ética têm valor?

Primeiro: o pai tem que acreditar naquilo que ele está falando. Você não vai conseguir ensinar o que você não faz. Não é a primeira vez na história que temos governantes e legisladores desonestos. É a primeira vez, talvez, que isso chega a tanta gente de forma tão rápida. Não significa que os homens hoje estão menos honestos do que eram. Não! Sempre existiram desonestos, assim como pessoas éticas. O problema é que hoje, quando se desmascara um, isso fica muito visível, o que não era comum. Isso não pode abalar os seus próprios conceitos sobre ética.

Não só a corrupção, mas as pequenas coisas do dia a dia...

A formação da ética é feita com as pequenas coisas do dia a dia. É o seu exemplo que vai ensinar para o seu filho o que é certo e o que é errado, e pode ter certeza que a ética se ensina em todos os momentos: pelas suas atitudes, pelas suas falas. O slogan da Canguru, “Criando filhos melhores para o mundo”, vai ao encontro do que você fala no livro sobre “gente do bem”. Como criar filhos melhores para o mundo?

Primeira coisa: você quer um mundo melhor? Para poder concretizar essa ideia, você tem que melhorar, começando dentro da sua casa. Você precisa acreditar que você quer isso e não se pode deixar abalar. E precisa saber que isso tem um custo alto e afetivo. 

Leia a entrevista na íntegra em www.canguruonline.com.br

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4 Entretenimento

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Galinhas pintadinhas:

tradição, novidade e mais de uma década de sucesso À personagem veterana se uniu, há um ano, sua versão mini, e o balanço dessa mistura é aprovado pelas crianças e por seus pais POR Sabrina

Abreu

“QUE BOM ENCONTRAR você! Por sua causa tenho minutos de sossego em casa”, diz uma mãe para a Galinha Pintadinha. A cena, que faz parte do musical que leva o nome da personagem, é relembrada por Juliano Prado, administrador – que junto com Marcos Luporini, músico, criou a marca –, como um momento de grande identificação entre os pais e a galinha mais famosa do Brasil. “O público sempre ri muito nessa hora, mostrando que concorda”, conta. Desde 2006, a Galinha Pintadinha arranca sorrisos e tranquiliza o choro de milhões de crianças. O sonho dos empresários é que sua criação chegue à segunda

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geração de fãs, com os filhos dos primeiros admiradores ouvindo as músicas e divertindo-se com as histórias. E, pelo jeito, eles vão conseguir. Há mais de uma década os números não param de crescer, e, para manter seu público engajado, a Galinha Pintadinha, o Galo Carijó, o Pintinho Amarelinho e outros fiéis escudeiros sempre aparecem com alguma novidade. Neste mês, um especial natalino vai ser colocado no YouTube. Também em dezembro, completa-se um ano do mais novo membro da turminha, a Galinha Pintadinha Mini. Enquanto a personagem veterana estrela clipes musicais, a Mini se aventura em historinhas. Seria


FOTO:S: [1] DIVULGAÇÃO; [2] RICARDO DETTMER

isso mudar um time que está ganhando? “Na verdade, é ampliar esse time. Agora, contamos histórias com começo, meio e fim e com atividades educativas”, explica Marcos. A resposta positiva é vista em números: no canal exclusivo da caçulinha há mais de 850 mil inscritos. Já a Galinha Pintadinha original tem mais de 8,5 milhões de inscrições em seu canal. A dupla de criadores não consegue explicar o motivo do sucesso estrondoso da personagem, apesar de tentar responder a isso ao longo de mais de uma década dando entrevistas sobre o assunto. “Dizemos que é algo entre a Galinha e as crianças, só elas sabem a razão”, brinca Juliano. Mas os dois têm uma pista para explicar a parceria tão bem-sucedida. O maior diferencial da Galinha Pintadinha foi sua conexão com a cultura popular brasileira. Todos os primeiros clipes foram dedicados a versões do cancioneiro popular, com novos arranjos idealizados por Marcos. É inegável a capacidade de versos, como os de O Sapo Não Lava o Pé e Escravos de Jó, de atravessarem gerações e de uni-las. Juliano e Marcos se beneficiaram disso, ao mesmo tempo em que valorizaram essas canções, colocando-as de novo em evidência. Mesmo depois de a penosa redonda e azulzinha ter chegado ao mercado internacional, o cuidado para que sua raiz brasileira se mantivesse fez a diferença. Desde 2015, ela ganhou as versões Lottie Dottie Chicken e La Gallina Pintadita, sendo vista hoje nos Estados Unidos, no Canadá, no México e na Espanha, entre outros países de língua inglesa ou hispânica. A personagem chegou também à Alemanha e ao Japão e segue mirando novas conquistas, como a China. “Mas o nosso foco sempre é o Brasil, somos daqui, a Galinha nasceu dessa cultura”, afirma Marcos. Os “pais” da Galinha Pintadinha acompanham de perto as traduções para se certificarem de que a essência será mantida. O cuidado se dá, especialmente, em relação às canções. O trabalho é feito por nativos de cada língua, selecionados pessoalmente por Juliano e Marcos. Eles participam do processo, comparando as letras.

“Alguém traduz, por exemplo, para o alemão, depois mostra como foram as mudanças em português, para a gente entender o que aconteceu”, explica Juliano. “É muito trabalhoso criar as rimas, não sair do sentido, driblar as barreiras culturais”, afirma. Amigos desde a adolescência, os criadores, que nasceram e vivem em Campinas, no interior de São Paulo, foram membros da mesma banda de rock, moraram numa mesma república enquanto estudavam na capital paulista e se aproximaram ainda mais graças à sociedade. São eles que assinam o roteiro da série Galinha Pintadinha Mini e das peças musicais. O trabalho criativo é feito quando ambos fogem do escritório e se refugiam, ora na casa de um, ora na do outro. Donos de uma marca milionária, eles são discretos e evitam falar sobre números do faturamento e sobre a vida pessoal. Até pouco tempo atrás, nem revelavam se tinham ou não filhos. Hoje, continuam omitindo os nomes, mas já se sabe que têm dois filhos cada um. Juliano é pai de duas meninas, de 20 e 17 anos, e Marcos tem um casal, um menino de 6 anos e uma menina de 5. Ao contrário de sua criação, que no musical é perseguida por fãs que querem um autógrafo, Juliano e Marcos raramente são reconhecidos pelo público. “Só sabem quem eu sou na padaria do meu bairro”, diz o administrador. E Marcos completa: “É proposital, preferimos observar e ouvir a reação das pessoas sem chamar atenção. A estrela é a Galinha Pintadinha”. E a Galinha Pintadinha Mini também.  [2]

Dupla que deu certo: Juliano e Marcos são amigos desde a adolescência e hoje criam e gerenciam os negócios da Galinha Pintadinha

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FOTO: GUSTAVO ANDRADE

viagens, modo de usar

Praia e paz Luís Giffoni

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Para quem pratica kitesurfe ou windsurfe, dizem que a Ponta do Santo Cristo é o melhor point no Brasil para o esporte. Se alguém preferir andar de bicicleta ou a cavalo, as opções de roteiros são muitas. Uma dica para todos, grandes e pequenos: a caminhada até a praia de Tourinhos compensa cada passada de seus 4 km. Ali se entende por que é tão louvada a beleza do Atlântico Sul. Com os pescadores, pode-se combinar uma saída ao mar de jangada, até os pesqueiros, e tentar a sorte com o anzol. As crianças também podem ajudar a puxar as enormes redes de arrastão e descobrir a variedade dos peixes. Para quem busca um proseado, a população local está sempre disposta a trocar ideias com seu jeito recatado que esbanja sabedoria.

Gostoso tem pousadas simples e sofisticadas, todas com o espírito acolhedor de quem optou por continuar em um lugar pequeno. Frutos do mar são presença constante no cardápio. Os restaurantes preservam a culinária local. São Miguel do Gostoso logo vai perder seu ar de paz e passado. É gostoso demais para ficar desconhecido e pacato. Aproveite enquanto ainda oferece o tempo a um ritmo que passa devagar, prolongando as férias na praia. Isso não tem preço, mas, infelizmente, não vai durar muito. 

Luís Giffoni é cronista, romancista e palestrante. Autor de 26 livros, tem nas viagens uma de suas paixões. Nelas aprende a diversidade do mundo e das pessoas, experiência que acaba traduzindo em suas obras. Neste espaço, dá dicas sobre como aproveitar o mundo com os pequenos. giffoni@canguruonline.com.br

FOTO: OTÁVIO NOGUEIRA / FLICKR

CHEGOU DEZEMBRO, CHEGARAM as férias. Quase sempre, a dúvida: aonde ir com as crianças? Que tal fugir com elas para um cantinho bem quieto, que faz questão de ficar quieto, tranquilo, sem barulho de rádio e som alto de carro? Um cantinho onde se escutam o vento e as ondas mansas do mar durante toda a noite? Um cantinho perfeito para um detox digital de toda a família? Esse lugar fica no Rio Grande do Norte e tem um nome que é uma delícia: SÃO MIGUEL DO GOSTOSO. É gostoso curtir Gostoso. No lugarejo, a 100 km de Natal, tudo é feito a pé. As crianças podem ficar soltas. Viram nativas desde o primeiro dia, sem preocupação com trânsito ou segurança, integradas ao clima tropical e hospitaleiro.


FOTO: GUSTAVO ANDRADE

para ler com seu filho

A arte que nos envolve

leo cunha e os filhos, Sofia e André

A ARTE NOS mostra o mundo em outras cores e formas. Nos deixa ver a vida pelo olhar de narradores e personagens, cada um com dores, sonhos e desejos muito distintos dos nossos. Ela nos faz repensar nossas certezas, descobrir caminhos inesperados, sentir novas emoções. Quem tem medo da arte? Os livros infantis, felizmente, não têm.

Em Griso, o Único – publicado originalmente em 1997 e relançado recentemente pela editora Global –, o escritor e ilustrador Roger Mello nos convida a duas viagens. A primeira é a jornada do solitário Griso, o último dos unicórnios, em busca de um semelhante. A segunda é um deslumbrante passeio pela história da arte e por seus diversos estilos. Cada página dupla é criada em um estilo visual diferente, da arte rupestre ao surrealismo, da arte indiana à egípcia. Livro delicioso para o coração e para os olhos. SOBRE O AUTOR: Roger Mello, nascido em Brasília, é o mais premiado ilustrador brasileiro no campo da literatura infantil, com trabalhos publicados e expostos em diversos países.

GRISO. Texto e ilustrações de Roger Mello. Ed. Global, 2016.

A PEQUENA GILDA NO MUSEU. Texto de Flávia Azevedo, ilustrações de Bruno Nunes. Editora Aletria, 2017.

Em A Pequena Gilda no Museu, a personagem principal é uma menina que, todo dia, a caminho da escola, passa diante de um museu repleto de pinturas, esculturas e outras manifestações artísticas. Um dia, acaba entrando no imenso prédio e ali encontra o senhor Manuel, que explica a ela como funciona um museu e lhe mostra obras de grandes artistas brasileiros, como Guignard, Tarsila, Portinari, Volpi e Oiticica, além de artefatos indígenas e da cultura popular. Assim como em Griso, a produção gráfica é primorosa, digna da arte que nos envolve.

Leo Cunha O escritor Leo Cunha publicou mais de 50 livros, como Um Dia, um Rio (Ed. Pulo do Gato) e Cachinhos de Prata (Ed. Paulinas). Recebeu os principais prêmios da literatura infantil brasileira, como Jabuti, Nestlé, FNLIJ e João-de-Barro. leocunha@canguruonline.com.br

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IMAGENS: REPRODUÇÃO

SOBRE OS AUTORES: Flávia Azevedo, mineira, é curadora de artes e está estreando na literatura infantil. Bruno Nunes, mineiro, é ilustrador e designer, com trabalho em diversos livros.


4na pracinha

FOTO: TANTO MAR FOTOGRAFIA

Verão! Vamos brincar lá fora?

AH, O VERÃO! Que delícia poder brincar ao ar livre, seja na cidade, pelos parques e pelas praças, no campo ou na beira do mar. O contato com a natureza estimula todos os sentidos, torna a criança mais cooperativa e potencializa toda a sua criatividade. Desemparedar, permitir que os pequenos brinquem do lado de fora, em um ambiente natural, é importante para o desenvolvimento pleno: intelectual, emocional, social, espiritual e físico. É um aprendizado vivo. As crianças que vivem a natureza de perto aprendem a amá-la e respeitá-la. Para brincar na natureza, é preciso desacelerar e experimentar. Esquecer os prazos presentes na rotina cotidiana, libertar-se da ansiedade

e conceder tempo e espaço para o brincar de forma livre. Andar descalço, pisar na grama, tomar banho de chuva, olhar para o céu, subir em árvores, observar os insetos, notar as nuances da vegetação, fazer comidinhas com terra, areia, folhas e água – essas são atividades que possuem em si uma carga de encantamento e ludicidade. Brincadeiras simples, como coletar elementos naturais e criar uma forma de registrá-los, são sempre muito prazerosas para as crianças. Pode ser uma caixa de tesouros, um álbum de memórias, um livro de recordações, com desenhos e montagens, um diário de férias ou até mesmo várias colagens para presentear a família e os amigos.

A natureza traz uma infinidade de possibilidades para as crianças. E, se todo mundo da família brincar junto, compartilhando sorrisos, dividindo momentos e registrando memórias afetivas, a infância se tornará ainda mais significativa. Experimentem! 

O Na pracinha é um movimento que incentiva o brincar na infância, próximo à natureza e em todo lugar. A ação promove eventos brincantes pela capital mineira, e suas idealizadoras, Flávia Pellegrini e Miriam Barreto, são autoras do guia Beagá pra Brincar. Na Canguru, a publicitária Flávia compartilha dicas de passeios e brincadeiras em família. www.napracinha.com.br

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É VERDADE, MEU marido não me ajuda. Depois de 14 anos casados me dei conta disso. Talvez seja porque ele morou sozinho por muito tempo e tenha aprendido que: » As roupas não entram no cesto de roupa suja e aparecem limpas dentro do armário; » A casa não é autolimpante; » As louças não saem da mesa e aparecem, milagrosamente, limpas dentro da cristaleira; » As camisas não saem da máquina passadas; » A despensa e a geladeira não se abastecem sozinhas.

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Meu marido não me ajuda. Ele divide as tarefas da casa comigo, porque a casa também é dele e ele também mora aqui. E quando nosso filho nasceu, ele também não me ajudou, ele fez a parte dele. Trocava fraldas, cuidou do umbigo, fazia mamadeiras, fazia a papinha. E continua fazendo o papel de pai. Pai que cuida, que trabalha, que paga contas e que também ensina a andar de bicicleta, que passeia, que dá bronca. Pai que não ajuda é exemplo para os filhos, os meninos. Eles veem o pai fazendo e entendem que cuidar da casa não é coisa de me-

Bebel Soares e o filho Felipe

nina, é coisa de quem vive naquela casa. Com o tempo, podemos dar pequenas tarefas para eles, como passar aspirador de pó no sofá, lavar vasilhas que não quebrem nem cortem, arrumar o quarto. Quando a mãe não tem ajudante, tem parceiro, não fica sobrecarregada e tem mais disposição para ser mulher, amante e companheira.

Bebel Soares é fundadora da plataforma de apoio a mães Padecendo no Paraíso. Na Canguru ela fala sobre educação, saúde, alimentação, sexo, inclusão e viagens. www.padecendo.com.br

FOTO: DEPOSITPHOTOS

Meu marido não me ajuda

FOTO: MOACYR LOPES JUNIOR / MALAGUETA

padecendo no paraíso


FOTO: DIVULGAÇÃO

4artigo | Cláudia Navarro

A maternidade após o câncer de mama

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diagnóstico de câncer de mama é uma notícia que pode pegar de surpresa mulheres abaixo dos 40 anos, embora essa faixa etária não seja a mais acometida pela doença. Além do impacto pela identificação do tumor, a paciente sente temor não somente pela vida, mas por como aproveitá-la. E ainda questiona: será que serei mãe depois de tudo isso?

Na medicina, a mulher encontra respostas para o sonho de se tornar mãe após um tratamento bemsucedido contra o câncer de mama. A resposta está na medicina, que trabalha pelas pessoas, por suas esperanças, sonhos e desejos. Além de as chances de cura serem cada vez mais altas no caso do câncer de mama, na medicina a mulher encontra também respostas para o sonho de se tornar mãe após um tratamento bem-sucedido contra o tumor maligno: congelamento de óvulos e fertilização. O congelamento de óvulos (criopreservação) é uma alternativa que deve ser ofertada à mulher antes do tratamento contra o câncer. As terapias que envolvem o combate ao tumor maligno, principalmente a quimioterapia, podem impactar a fertilidade, de forma que uma concepção natural seja dificultada posteriormente.

Então, para fazer o congelamento, os óvulos são coletados após uma indução da ovulação. Isso é feito com medicamentos seguros, que não vão piorar a doença. E, na maioria das vezes, o atraso no início da quimioterapia, tempo necessário para o congelamento, não vai trazer prejuízos ao tratamento. Vale ressaltar que a mulher que opta pelo congelamento não precisa ser casada ou ter um parceiro. A decisão de uma gravidez fica a cargo dela, após o tratamento contra o câncer, podendo contar com um doador anônimo, por exemplo. O gameta feminino ficará, assim, armazenado para quando a mulher estiver em plenas condições de saúde para passar pelo processo de fertilização in vitro – ou seja, em laboratório. Essas são algumas das respostas da medicina para o sonho da maternidade após a turbulência do câncer de mama. Quando a medicina apresenta esse tipo de alternativa, de cuidado, de zelo com a mulher que ainda deseja gerar um filho, vem também uma visão, uma esperança pelo término do tratamento bem-sucedido, com uma nova vida de saúde, ao lado da família e de quem estará no ventre, para chegar.

Cláudia Navarro é graduada em medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, mestre e doutora em medicina (obstetrícia e ginecologia) também pela UFMG. É diretora clínica da Life Search e membro do corpo clínico do Laboratório de Reprodução Humana do Hospital das Clínicas da UFMG.

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Afinal, o que é coaching para pais?

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oaching é um processo de desenNós nos deparamos com diversas teorias e literaturas volvimento humano, que prepara a para compreender melhor nossas dúvidas e angústias, pessoa para atingir seus objetivos de mamas a realidade é que não existe um manual. neira eficaz e mais assertiva. Possui o foco família em construção. no futuro do cliente, levando em conta o Então, o ideal é trocar os manuais por repertórios. aprimoramento das habilidades e das múltiplas compeSim, um repertório trará as diversas formas de atuação tências de cada indivíduo. perante um desafio familiar – e por que não pensar em Quando falamos em coaching para pais, visamos à um repertório para toda a sua vida? construção de estratégias para os diversos desafios do A questão é que existem, sim, muitas formas de mundo parental. E, quando falamos em diversos, são educar os filhos, e a mais correta é aquela que faz mais diversos mesmos, não são? Primeiro vem a questão do sentido para você, desde que vise ao crescimento pleno puerpério, os desafios da amamentação, as noites male ao desenvolvimento saudável da família. dormidas, os choros que não compreendemos, a falta Sendo assim, é importante que você tenha clareza de comunicação, a vontade de resgatar quem somos. E sobre quais princípios e valores quer transmitir aos seus quem somos nós, agora? filhos, e, para ter essa clareza, precisa se conhecer, olhar Nós nos deparamos com diversas teorias e literatupara dentro de si e tentar compreender suas necessidaras para compreender melhor nossas dúvidas e angúsdes. Precisa construir seu repertório. tias, mas a realidade é que não existe um manual. De O coaching para pais tem este objetivo, ou seja, te fato, se existisse um manual, esse manual não teria funajudar a exercer este papel da melhor maneira possível, damentos: um manual fala exatamente o que se deve possibilitando um autoconhecimento e uma visão clara fazer em uma situação específica. No caso, as relações de como transmitir uma educação de qualidade ao seu nunca serão pautadas em uma situação específica, cada filho, alinhada com os valores da sua família e com seu ser é único, e cada interação produz milhares de oupropósito de vida.  tros comportamentos e sentimentos que nem sempre entendemos. Eu defendo a teoria de que um manual não serviria para proporcionar harmonia familiar e conexão entre as pessoas, simplesmente pelo fato de estarmos em constante construção. Cada um possui sua maneira de ser, cada filho tem seu jeito de se expressar, de dividir suas particularidades. Existe, sim, uma ordem natural para o desenvolvimento humano, mas cada família é uma

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Iara Mastine é psicóloga, coach de pais e filhos e a mais nova blogueira da Canguru. Formada pela UNESP e pela Sociedade Brasileira de Coaching, possui diversos cursos na área. Coordenou e escreveu o livro Coaching para Pais: Estratégias e Ferramentas para Promover a Harmonia Familiar. Também possui a certificação internacional em Mindfulness para Crianças. É a primeira facilitadora brasileira treinada presencialmente pela médica americana doutora Amy Saltzman, pioneira na técnica.

FOTO: DIVULGAÇÃO

4artigo | Iara Mastine


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FOTO: FLÁVIO DE CASTRO

crônica

O presente cris guerra e o filho, francisco

VÉSPERA DE FERIADO. Aguardo minha amiga chegar à minha casa para uma noite de papo e vinho – só nós duas. Enquanto ela não chega, Francisco sai com três amigos e a mãe de um deles. Rumam a pé para o prédio vizinho, levando um colchão emprestado. Os quatro meninos vão passar a noite brincando e dormirão por lá. A mãe do amigo aproveita a visita para me apresentar o coelho Jack, mais novo integrante da família. Enquanto todos se movimentam, Jack esconde o focinho no colo da dona, aproveitando o chamego. Os meninos dão risadas da tentativa de carregar o colchão, pesado e molengo. Depois de muitas trapalhadas, finalmente compreendem que o melhor é saírem enfileirados, equilibrando o objeto sobre suas cabeças. Seguem cantarolando, animados para a farra que os aguarda. Fecho o portão e entro no prédio, deixando lá fora os sons que desenham uma noite tranquila. Crianças correm, cachorros latem, adultos conversam – harmonia interrompida por um ou outro carro que passa. Entro em casa com uma certeza: ela está aqui. E desta vez, olha que sorte, foi recebida de portas abertas, com um sorriso de quem confia. Ela, de cuja ausência sempre me ressinto e da qual passo a vida tentando adivinhar a fórmula. Sem aviso, chegou para mostrar que tudo pode ser simples. Eu só preciso aprender a prestar atenção. Ou serei feliz sem perceber, como das outras vezes. E de novo me postarei à espera de algo que nunca virá. Não ganhei na loteria, não estou apaixonada, nenhuma viagem à vista. Ainda não consigo ir à academia com frequência, dezenas de tarefas da agenda ficaram para amanhã. Na cabeceira da cama, livros novos me aguardam ansiosos. Não sei se poderei lê-los todos. O que importa é que me sinto feliz – e o reconheço no momento em que isso acontece, o que me deixa ainda mais feliz. E não encontro um motivo racional para isso, o que torna essa alegria ainda mais genuína.

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Canguru

. D E Z E M B R O 2 01 7

Tão bonito descrever os planos com todos os detalhes que prevemos para ele: felicidade ‘photoshopada’ e perfeitinha. Depois do brinde, eu e minha amiga filosofamos. Sobre essa felicidade que só encontrávamos no que já passou ou no que ainda virá – as pessoas que perdemos, a infância que não volta, a viagem que um dia será. É mais fácil emoldurar o passado, aplicar-lhe filtro e legenda para, então, tocar nele. Tão bonito descrever os planos com todos os detalhes que prevemos para ele: felicidade “photoshopada” e perfeitinha. Entre um argumento e outro, ouvimos um som da flauta vindo do apartamento de baixo. Meu vizinho e o tempo se dão muito bem. Amanhã ele estenderá a corda de slackline entre duas árvores da praça, sem pressa de se equilibrar. É sábio o vizinho. Sua maior ambição é viver o agora. Penso nesse aprendizado de hoje, que veio sem encomenda. Como fui capaz de percebê-lo, enfim, depois de tanto bater a portas erradas? Passei a vida buscando uma palavra com outro sentido, até me cansar da procura. E, então, aconteceu. Aquele espaço rápido entre uma ansiedade e outra, em que tudo parece perfeito. E é. Preciso ensinar para o Francisco. Estar ao lado dele e apontar, como quem chama atenção para uma estrela: “Sabe este momento brilhando, filho? A gente está sendo feliz agora”. 

Cris Guerra é publicitária, escritora e palestrante. Fala sobre moda e comportamento em uma coluna na rádio BandNews FM e a respeito de muitos outros assuntos em seu site www.crisguerra.com.br. Na Canguru, escreve sobre a arte da maternidade. crisguerra@canguruonline.com.br


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Canguru | BH | Dezembro de 2017 | Número 27  
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