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internet. “Uma fã mandou uma mensagem no Facebook: ‘Vocês não podem fazer uma música sobre fralda e sobre desfralde?’”, lembra a dupla. As sugestões de pais são cada vez mais frequentes nas redes sociais, mas ainda é a experiência com os pequenos que rendem mais histórias e músicas. “Não escolhi ser mãe, mas sempre me inspiro nas crianças com quem convivo, como o meu sobrinho de 10 anos, Felipe”, afirma Sandra. Vindo de uma família grande, Paulo aproveitou as sobrinhas para formar o que ficou conhecido como o “coro das primas”, vozes infantis com participação nas gravações do início de carreira. Suas filhas, Lua, de 34 anos, e Luiza, de 9, também já fizeram parte do vocal. Há um ano, ele virou avô de Fidel. “Nessa fase, você volta a conviver de novo com crianças e com a chupeta, revive tudo”, diz. Ao lado de pais e filhos, outro público-alvo muito especial para o Palavra Cantada são os professores. O duo credita aos docentes parte importante do sucesso que alcançou. “Foram os professores que levaram as

nossas músicas para as salas de aula e multiplicaram muito o nosso trabalho”, frisa Sandra. Arranjos elaborados e letras criativas são marcas do repertório do Palavra Cantada. “Não fazemos música com ‘nhenhenhém’, queremos falar diretamente para a criança, buscamos o que funciona para ela”, explica. E como funciona! Eles já venderam mais de 4,5 milhões de discos. O mais recente, lançado em julho, é uma coletânea com versões remixadas e mais animadas de hits das últimas duas décadas. Baladinha é o nome do álbum que quer deixar músicas delicadas, como Ciranda, prontas para competir com o barulho de uma festinha infantil e fazer sucesso, do quarto ao salão de festa, de geração a geração. 

Canguru | BH | Outubro de 2017 | Número 25  

Acesse a plataforma #Canguru em www.canguruonline.com.br

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