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setembro/2011

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Ano XXII – Nº 220 – Setembro/2011 ASSOCAP – Associação dos Fornecedores de Cana de Capivari. CANACAP – Cooperativa dos Plantadores de Cana da Região de Capivari Ltda. CREDICAP – Cooperativa de Crédito Rural dos Plantadores de Cana da Região de Capivari.

Reflexão do mês “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela requer da gente é coragem”. Guimarães Rosa

BRASIL VERDE QUE ALIMENTA

P

rodutores r urais chegaram a Brasília na tarde do dia 27 para o lançamento oficial do grupo Brasil Verde que Alimenta. O movimento representa cerca de 40 mil pequenos, médios e grandes produtores rurais de soja, milho, feijão, frutas, amendoim, cana, eucalipto e trigo, além de carnes bovina, suína e de aves. O movimento tem a intenção de aumentar a representatividade do setor nas discussões sobre o Código Florestal, em tramitação no Senado e foi lançado oficialmente no dia 28 de setembro, durante o 3º Seminário da Frente Parlamentar do Cooperativismo, no Senado Federal, em Brasília (DF). Como representante do movimento, o Presidente da Orplana Ismael Perina, lembrou que os trabalhos começaram

desde a época das discussões da matéria na Câmara dos Deputados. “Nossa missão é levar aos parlamentares a percepção do homem do campo, do interior, sobre o que deve conter uma legislação ambiental funcional e coerente com a realidade do nosso país”, disse. Segundo Perina, o grupo está confiante de que o novo Código seja aprovado rapidamente no Senado. “Esperamos que seja respeitado o texto validado na Câmara e que as alterações sejam poucas, se forem realmente necessárias”. O projeto já foi apreciado na Comissão de Constituição e Justiça, mas precisa passar ainda por mais três comissões na Casa antes de ser levado a plenário. Os produtores rurais acreditam que a apresentação de um relatório conjunto

desses colegiados pode acelerar os trabalhos. Excelente iniciativa dos produtores rurais. Representando a ASSOCAP, CA-

NACAP e CREDICAP, estiveram em Brasília O Sr. Antonio Carlos Cerezer, Presidente da CANACAP e Sr. Fernando Quibáo Jr, Gerente da CANACAP.

Composição da mesa do 3º Seminário da Frente Parlamentar do Cooperativismo.

FOCCAR: FORNECEDORES DE CANA COM ALTA RENTABILIDADE

N

PALESTRA TÉCNICA: “VARIEDADES E AMBIENTES DE PRODUÇÃO”

o último dia 14 de setembro, com presença de 68 participantes, foi realizada uma excelente palestra sobre “Variedades e Ambientes de Produção”. O evento foi organizado pela RAÍZEN em parceria com a ASSOCAP, CANACAP e CREDICAP. O projeto FOCCAR foi reapresentado aos fornecedores de cana e técnicos presentes pelo Gerente Agrícola Regional, o Engenheiro Agrônomo José Eduardo

Nehring, e consiste de assistência técnica integral nas etapas de planejamento, instalação da cultura, manejo (tratos) e colheita, alinhada ao sistema de produção Raízen, com o objetivo de ganho de produtividade nas áreas de fornecedores. A palestra foi brilhantemente proferida pelo Supervisor Técnico da Regional de Piracicaba do Grupo Raízen, Antonio Luiz Palhares, que dentre outras coisas enfatizou a necessidade proeminente de se elevar a

produtividade média da cana-de-açúcar na região através do conhecimento das variedades de cana-de-açúcar, dos ambientes de produção e manejo. Para isso os produtores devem estudar e planejar bem a variedade a ser plantada, a época do plantio, o local a ser plantado, a época de colheita e tratos culturais. Se houver uma preocupação e ação efetiva dos produtores em relação a essas questões é possível aumentar e muito a produtividade. Enfatizou

também a necessidade das sistematizações das áreas e da formação de blocos para a maior viabilização da colheita mecanizada, que garantirá a permanência do pequeno fornecedor de cana, a grande maioria na região, na atividade canavieira. Os associados que não tiveram a oportunidade de participar podem procurar melhores e maiores informações no Departamento Técnico da­ CANACAP.

Índice página 2 • Coragem para retomar o Etanol • Certificações

página 3 • Circular CONSECANA • Workshop Intergovernamental

página 4 • Compromisso nacional • Nova Secretaria para o cooperativismo

José Eduardo Nehring apresenta o Foccar.

Antonio Luiz Palhares durante sua apresentação.

ATR DE FATURAMENTO PARA AGOSTO/2011 R$ 0,4951 / kg

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www.canacap.com.br


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CORAGEM PARA RETOMAR O ETANOL

O

etanol brasileiro acabou? Estamos nos tornando importadores de etanol? São essas as indagações que mais tenho ouvido nos últimos tempos e me conduzem a escrever este artigo, até para evitar que elas erroneamente virem afirmações. A redução da oferta de etanol no Brasil tem três explicações. Primeiro, o setor reduziu seu crescimento após a crise financeira de 2008, que atingiu fortemente as empresas que mais haviam investido naquele momento. Um terço do setor entrou em dificuldades e passou por forte reestruturação financeira e societária. Em vez de novas unidades, os investimentos deslocaram-se para a compra de empresas endividadas e a expansão caiu de 10% para 3% ao ano, não acompanhando as vendas de carros flex. Segundo, nos últimos seis anos o custo de produção do etanol aumentou mais de 40%, ao mesmo tempo que o diferencial tributário do produto ante a gasolina se estreitou. Terceiro, as três últimas safras foram marcadas por graves problemas climáticos e produtividade em queda, numa incrível sequência de chuvas e seca em excesso, além da geada deste ano. Para evitar problemas de abastecimento e reduzir a volatilidade dos preços o governo, as distribuidoras e os produtores vêm se reunindo desde o início do ano para monitorar com lupa a produção e o mercado. Deveremos importar este ano 1 bilhão de litros de etanol, o equivalente a 4% da produção brasileira, valor compreensível diante de uma

A

consumidor brasileiro dispõe hoje no mundo. Entendemos que, no longo prazo, o País tem interesses ambientais e de saúde pública que justificam que os carros flex utilizem volumes cada vez maiores de etanol em seus motores. Mesmo com a dádiva do pré-sal, que certamente fará do Brasil um grande exportador de petróleo e derivados, não devemos abrir mão do nosso compromisso de ter uma matriz energética cada vez mais limpa e renovável. E isso passa pela definição clara do papel dos biocombustíveis e da bioeletricidade na matriz energética brasileira. Portanto, é preciso desde já definir políticas públicas e privadas que restabeleçam a competitividade e ampliem a participação do etanol na matriz de combustíveis do País. Diversos são os caminhos possíveis para isso, mas os mais inteligentes são: 1) Ganhos de eficiência que reduzam custos agrícolas, agroindustriais e de logística e 2) mudanças efetivas na estrutura tributária que reconheçam os benefícios econômicos, ambientais e de saúde pública do etanol para a sociedade. Boa parte dos países do planeta tem graves restrições em termos de clima, água, solos ou tecnologia agrícola. Esse não é o caso do Brasil. Hoje a cana-de-açúcar ocupa menos de 3% de nossas terras aráveis (9,7 milhões de hectares), uma área quase 20 vezes inferior à ocupada apenas por pastagens (180 milhões de hectares). Já duplicamos a produção de etanol por área desde os anos 1970 e podemos duplicá-la novamente nos próximos dez anos. Portanto, não se trata de

optar entre açúcar e etanol ou entre mercado interno e mercado externo. Nossa verdadeira meta deveria ser duplicar a quantidade de cana produzida no País até 2020 para atender a todos esses mercados, começando, obviamente, pelo atendimento ao flex, mas não deixando de lado nenhum mercado atual e potencial. A presidente Dilma foi muito feliz ao citar em seu discurso de posse uma frase do mestre Guimarães Rosa que reproduzo aqui, pois serve com perfeição para ilustrar o atual momento que vive o etanol brasileiro. “A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela requer da gente é coragem”. Tivemos imensa coragem ao lançar, em 1975, o primeiro programa mundial de substituição de petróleo por um combustível renovável em larga escala, o Proálcool. No momento em que estamos completando 50% de frota de flex, precisamos novamente da mesma coragem para completar essa bela jornada brasileira e mostrar ao mundo que, mesmo tornando-nos grandes produtores e exportadores de petróleo, continuaremos contando com alternativas energéticas do mundo de baixo carbono pós-petróleo - o etanol e a bioeletricidade da cana-de-açúcar, segunda fonte da nossa matriz energética exemplar. Marcos Sawaya Jank

Marcos Sawaya Jank é Presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) (Webpage: www.unica.com.br) – Publicado no Jornal “O Estado de São Paulo”,20/09/2011.

CERTIFICAÇÕES

s diferentes certificações têm características distintas em relação ao conteúdo e ao modo como foram criadas. Os selos podem tratar da sustentabilidade do processo produtivo, da característica do produto final (por exemplo, orgânico), ou da maneira como são comercializados (comércio justo). Além disso, as certificações podem ter sido elaboradas por uma única instituição ou por um colegiado de partes interessadas. Na hora de escolher, é importante que o consumidor saiba o que “está comprando”. CERTIFICAÇÕES DE SUSTENTABILIDADE: Estabelecem critérios sócio-ambientais na produção agrícola e florestal que vão além do que é demandado por lei. Rainforest Alliance Certified É uma iniciativa elaborada pela Rede Agricultura Sustentável, um conjunto de ONGs de diferentes países latino-americanos e liderada pela ONG internacional Rainforest Alliance. Esta certificação gera o reconhecido selo do “sapinho verde”. Pode ser usada para certificar a maioria dos produtos agrícolas.

INFORME PUBLICITÁRIO EDITORA EME

quebra de produtividade que atingirá 20% em produto nesta safra. Importar etanol ainda é melhor e mais barato, econômica e ambientalmente, do que importar gasolina. Aliás, por se tratar de um combustível de origem agrícola e, portanto, sujeito aos conhecidos riscos climáticos, é preciso estar sempre preparado para recorrer a eventuais importações. Agora, imaginar que o Brasil se tornará “importador estrutural” de etanol (ou de alimentos básicos) é simplesmente desconhecer o enorme potencial do País. Só o seremos se formos muito incompetentes, no médio e no longo prazos. O monitoramento estrito e as importações aumentaram a segurança de abastecimento do sistema. A ampliação das linhas de crédito proposta pelo governo permitirá uma recuperação dos canaviais afetados pelos problemas climáticos. Em breve novas medidas serão implementadas, como a ampliação do programa de financiamento de estocagem de etanol e o sistema de contratação prévia de etanol anidro pelas distribuidoras no início da safra, vinculado à compra de gasolina. Vale destacar ainda que o setor está disposto a buscar novos mecanismos contratuais para alongar ainda mais o compromisso de oferta de etanol anidro e garantia de abastecimento de longo prazo. Etanol anidro é aquele misturado na gasolina a uma taxa de 18% a 25%. O hidratado é o que é vendido puro nas bombas e compete diretamente com a gasolina. Os carros flex foram desenvolvidos para usarem etanol ou gasolina indistintamente, e essa livre escolha é uma vantagem de que só o

• FSC – Forest Stewardship Council Um dos principais selos de certificação florestal, o FSC é uma ONG formada por um conjunto de instituições, desde empresas até representantes da sociedade civil. Certifica produtos das áreas florestais, como toras de madeira, móveis, lenha, papel, nozes e sementes. • Global GAP O Global GAP é uma entidade privada, de origem europeia, que desenvolveu um selo que atua nos setores de frutas e vegetais; flores ornamentais; fazendas leiteiras, de carne bovina e de ovinos, de frangos, de suínos e de grãos; e café. • UTZ Certified Selo específico para plantações de café, cacau e chá, desenvolvido pela UTZ, empresa de origem holandesa. • Bonsucro É uma iniciativa internacional voltada aos produtos da cana-de-açúcar, como, por exemplo, o etanol e o açúcar. Foi desenvolvido por uma mesa redonda que juntou produtores, ONGs e indústria consumidora de diversos países do mundo. Produtos que utilizam estas commodities em sua composi-

Comunidade Psicossomática

Nova Consciência

• T R ATA M E N T O PA R A D E P E N D Ê N C I A D E Á L C O O L , MACONHA, COCAÍNA E CRACK • CLÍNICA MASCUL I N A E P E R Í O D O D E R E C U P E R A Ç Ã O P O R Q U AT R O MESES • DESINTOXICAÇÃO • CONSCIENTIZAÇÃO • GRUPOS TERAPÊUTICOS E ESPIRITUAL • E Q U I P E M U LT I P R O F I S S I O N A L

Rua Jacub Pain, 187 - Jardim Recanto Cancian - 13360-000 - Capivari-SP Fone/contato: (19) 3491-6597 / 9112-3033 / 9788-4380 www.comunidadenovaconsciencia.com.br | contato@comunidadenovaconsciencia.com.br

ção, como refrigerantes ou sorvetes, também podem usar o selo para confirmar a origem do insumo utilizado. • ISO 14001 Diferente dos outros selos de certificação para produtos agrícolas, a ISO 14001 é uma norma que verifica a gestão ambiental de empresas de qualquer setor, mas também pode ser conferido às empresas do ramo agrícola. Também é diferente por ser uma certificação de gestão. Em outras palavras, não estabelece requisitos específicos, mas regras para os processos internos da empresa. A ISO 14001 não apresenta um carimbo visível nos produtos. Para saber se uma empresa tem o certificado é preciso consultar o site ou os centros de atendimento ao cliente. CERTIFICAÇÕES DE ORGÂNICOS: Garantem, principalmente, que não foram usados agroquímicos na produção dos alimentos que possuam estes selos. Normalmente, incluem também alguns critérios sócio-ambientais. • Diversas empresas A certificação de orgânicos, diferente das

outras iniciativas voluntárias, é regulada. De acordo com a lei da agricultura orgânica de 2003, “para sua comercialização, os produtos orgânicos deverão ser certificados por organismo reconhecido oficialmente, segundo critérios estabelecidos em regulamento”. Assim, existem diversas empresas que certificam este tipo de produto. Ao comprar um produto orgânico, é importante checar se a empresa está cadastrada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) CERTIFICAÇÕES DE COMÉRCIO JUSTO: Promove a repartição dos lucros da venda do produto agrícola, com o objetivo de beneficiar o pequeno produtor. • Fairtrade A Fairtrade é uma organização não governamental internacional estabelecida na Alemanha. Não é exclusiva para agricultura, já que certifica também produtos de pequenas manufaturas como camisetas, artesanato, etc. Com foco em pequenos produtores, uma das principais regras é que eles devem receber, necessariamente, um preço mais alto pelos seus produtos.

J o r n a l C A N A E M FO CO Jornal Informativo das Entidades: ASSOCAP, CANACAP e CREDICAP. Chácara Coriolano, s/nº – Cx. Postal 1880 – Cep. 13360­‑000 – Capivari­‑SP Fone: (019) 3492­‑8100 / Fax: (019) 3491­‑4049. Coordenação: Roberto de Campos Sachs. Conselho Editorial: João Carlos de Menezes, Fernando Bresciani, Luís Roberto Jolo, Dorival Veronezi, Fernando Quibáo Júnior e Reinaldo A. Municelli e­‑mail: canacap@canacap.com.br Editoração, fotolitos e impressão: Editora EME – Fone/fax: (019) 3491­‑7000 / 3491­‑5449. Tiragem: 2.400 exemplares Periodicidade: Mensal


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ESTATÍSTICAS DO PAGAMENTO DE CANA PELA QUALIDADE Conselho de Produtores de Cana-de-Açúcar, Açúcar e Etanol do Estado de São Paulo

Preços de ATR de faturamento 0,60

0,5736

0,55

0,5148

0,45

0,3888

0,40

ABMI 66,24 59,73 54,91 64,33 68,49 65,33

ABME 49,67 48,49 48,06 51,24 47,35 49,51

AVHP 40,82 40,00 40,45 45,33 40,68 42,58

EAC 2.375,00 1.380,70 1.244,60 1.298,90 1.352,80 1.384,20

EHC 1.387,50 1.005,90 1.113,70 1.136,80 1.193,00 1.204,60

EAI 2.253,70 1.463,90 1.238,70 1.301,00 1.382,00 1.409,60

EHI 1.424,80 1.054,70 1.078,80 1.165,90 1.234,00 1.207,10

0,4952

0,4959

0,4942 0,4951

0,3597 0,3528 0,3477 0,3475 0,3524

0,3912 0,4022 0,3766 0,3842

0,3677

0,30 0,25

2010/2011

mar/12

fev/12

jan/12

dez/11

nov/11

out/11

ago/11

set/11

0,20

O preço de faturamento do açúcar no mercado interno e externo e os preços do etanol anidro e hidratado, destinados aos mercados interno e externo, levantados pela ESALQ/CEPEA, nos meses de abril a setembro de 2011 e acumulados até SETEMBRO, são apresentados a seguir: Mês Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Acumulado Até Setembro

0,3696

0,35

abr/11

A seguir, informamos o preço médio do kg do ATR para efeito de emissão da Nota de Entrada de cana entregue durante o mês de SETEMBRO de 2011. O preço médio do kg de ATR para o mês de SETEMBRO, referente à Safra 2011/2012, é de R$ 0,4951.

R$ / kg ATR

0,50

jul/11

CIRCULAR Nº 07/11 DATA: 30 de setembro de 2011

jun/11

-

mai/11

CONSECANA

2011/2012

O gráfico acima compara os preços do Kg de ATR por tonelada de cana das safras 2010 e 2011

EAE EHE 1.342,95 971,08 1.185,45 950,97 1.127,36 994,44 1.195,27 1.030,84 1.253,20 1.083,27 1.436,11 1.189,63

Comparativo de ATR 160 155 150 145

63,42 48,81 41,77 1.504,31 1.177,41 1.455,88 1.191,84 1.251,42 1.039,18 kg de ATR / t

Os preços do Açúcar de Mercado Interno (ABMI) incluem impostos, enquanto que os preços do açúcar de mercado externo (ABME e AVHP) e do etanol anidro e hidratado, carburante (EAC e EHC), destinados à industria (EAI e EHI) e ao mercado externo (EAE e EHE), são líquidos ´ (PVU/PVD).

140 135 130 125 120 115 110 105

Os preços líquidos médios do kg do ATR, em R$/kg, por produto, obtidos nos meses de abril a setembro de 2011 e acumulados até SETEMBRO, calculados com base nas informações contidas na Circular 01/11, são os seguintes:

100

1AB

2AB 1MA 2MA 1JN

2JN

1JL

2JL

1AG 2AG 1SE

2SE 1OU 2OU 1NO 2NO 1DE 2DE

118,7 123,1 129,6 131,3 132,2 133,4 137,7 140,5 146,0 151,1

11/12

10/11 120,2 126,7 130,1 128,4 132,8 137,1 142,7 139,7 144,2 147,3 151,8 153,5 146,0 142,1 137,0 139,0

Finalmente a qualidade da cana de 2011 melhora a partir da 1º quinzena de setembro

Roberto Rezende Barbosa – Vice­‑Presidente

1AB

Hermínio Jacon – Presidente

e 26 a 29 de setembro, Ribeirão Preto sediou o 2º Workshop Intergovernamental sobre Açúcar e Diversificação, com a presença de representantes de 25 países da Ásia, África, América Central, além do Caribe. O evento é organizado pelo CFC - Common Fund for Commodities e pela ISO - Organização Internacional do Açúcar. O CFC é uma entidade que atua junto à Organização das Nações Unidas para o financiamento de produtores ao redor do mundo, e a ISO, sediada em Londres, é uma entidade intergovernamental com o objetivo de desenvolver os mercados do açúcar. Os cerca de 40 representantes dos diversos governos estavam interessados em conhecer os processos de produção do Brasil e estudar alternativas para diversificação, levando em consideração o etanol, a cogeração de energia e os bioplásticos. O encontro teve a participação da Orplana - Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul do Brasil e o apoio institucional do Ministério da Agricultura. Estiveram presentes, o presidente da Orplana, Ismael Perina Júnior, a diretora vice-presidenta, Christina Pacheco, o presidente da Canaoeste, Manoel Ortolan, lideranças do agronegócio do Brasil, além do embaixador do CFC, Ali Mchumo, e o diretor executivo da ISO, Peter Baron.

Quinzenas 11/12

10/11

Pelo gráfico acima, compara-se as entregas de canas de fornecedores durante as safras de 2010 e 2011

Índices pluviométricos 2011 X 2010

500 400

mm

D

ORPLANA PARTICIPA DO WORKSHOP INTERGOVERNAMENTAL SOBRE AÇÚCAR E DIVERSIFICAÇÃO EM RIBEIRÃO PRETO

300 200 100 -

2010 2011 Méd.Histórica

JAN 400 268 253

FEV 109 147 189

MAR 112 159 153

ABR 85 102 54

MAI 18 7 74

JUN 15 54 38

JUL 76 3 53

AGO 0 45 25

SET 51 1 62

OUT 85 0 109

NOV 124 0 121

DEZ 230 0 180

Mêses

O índice pluviométrico de setembro de 2011 foi de apenas 1mm

Convite Palestra: “Ambientes de produção e suas aplicações no manejo dos solos” • Data: 13/10/2011.

• Horário: 18h30. • Local: Anfiteatro da Canacap. • Organização: Canacap, Assocap, Credicap e Raízen. • Palestrante: Prof. Jairo Mazza.

Luiz Carlos Dalben, Chistina Pacheco e Ismael Pereira Júnior

2DE

0,3850

1DE

0,4443

2NO

0,4416

1NO

0,5169

2OU

0,4362

1OU

0,5341

2SE

0,4849

1SE

0,5643

450 400 350 300 250 200 150 100 50 0

2AG

0,5904

Toneladas de canas entregues na região de Capivari

2JL

EHE 0,3598 0,3523 0,3684 0,3819 0,4014 0,4408

1AG

EAE 0,4768 0,4209 0,4002 0,4243 0,4449 0,5098

1JL

EHI 0,5279 0,3908 0,3997 0,4320 0,4572 0,4472

2JN

EAI 0,8001 0,5197 0,4398 0,4619 0,4906 0,5004

1JN

EHC 0,5141 0,3727 0,4126 0,4212 0,4420 0,4463

2MA

EAC 0,8432 0,4902 0,4419 0,4611 0,4803 0,4914

1MA

AVHP 0,4738 0,4643 0,4695 0,5262 0,4722 0,4943

2AB

ABME 0,5743 0,5606 0,5556 0,5924 0,5474 0,5724

Milhares

ABMI 0,6167 0,5561 0,5112 0,5990 0,6377 0,6082

Toneladas

Mês Abril Maio Junho Julho Agosto Setembro Acumulado Até Setembro


setembro/2011

4

A

COMPROMISSO NACIONAL

padronização das melhores práticas trabalhistas no setor sucroenergético conquistou um novo patamar com o início das verificações do cumprimento do Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, firmado em 2009 entre empresários, trabalhadores e o governo. Desde 23 de agosto, empresas de auditoria devidamente credenciadas para a tarefa estão autorizadas a iniciar o processo de verificação, nas usinas signatárias, das práticas adotadas pelo Compromisso. Após a verificação de cada empresa, ficando comprovado o cumprimento dos termos do Compromisso, a empresa receberá um selo e terá seu nome inserido em uma lista positiva, que ficará disponível no site da Secretaria-Geral da Presidência da República. Os detalhes sobre o selo ainda

estão sendo definidos pelos representantes dos trabalhadores, empresários e governo federal que desenvolveram e hoje administram o Compromisso. “A verificação do cumprimento pelas empresas do que está estipulado é um aspecto muito importante, talvez um dos mais relevantes desde a criação do Compromisso Nacional. É um processo que vai resultar na comprovação de que as melhores práticas trabalhistas estão se tornando padrão no setor sucroenergético,” afirma Elimara Assad Sallum, consultora para Assuntos Trabalhistas da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). Nos próximos meses, todas as usinas signatárias do Compromisso serão visitadas por uma das empresas de auditoria credenciadas para esse trabalho.

S

BIOELETRICIDADE

ão Paulo avança na adoção de políticas públicas para bioeletricidade A desoneração do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para bens de capital utilizados em cogeração de energia é a mais recente medida adotada pelo governo de São Paulo para incentivar o crescimento da bioeletricidade nos canaviais do interior paulista. Em visita ao estande do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis (CEISE Br) na abertura da Fenasucro&Agrocana 2011, no dia 30 de agosto, em Sertãozinho (SP), o secretário Estadual de Energia de São Paulo, José Aníbal, reafirmou que o governo está trabalhando para que a bioeletricidade prospere.

Assinado originalmente no início de junho, durante a abertura do Ethanol Summit 2011, o decreto zera a cobrança do ICMS na aquisição de equipamentos usados na cogeração de energia elétrica. Na presença de diversas lideranças do poder público e do setor sucroenergético nacional e internacional, também foi firmado um Protocolo de Cooperação que cria o primeiro certificado de energia verde do estado de São Paulo. O documento, fruto de um esforço conjunto da UNICA, do governo paulista e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), vai identificar produtores e usuários de energia elétrica gerada de forma limpa e renovável a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar.

NOVA SECRETARIA PARA COOPERATIVISMO

O

ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, anunciou a criação de uma secretaria específica para tratar de um dos assuntos que serão prioridade na sua gestão: cooperativismo. A declaração ocorreu durante a abertura do 3º Seminário da Frente Parlamentar do Cooperativismo, no dia 28 de setembro, em Brasília. Segundo Mendes Ribeiro Filho, os exemplos de cooperativismo em estados como o Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná comprovam que a atividade associada tem papel fundamental na cadeia produtiva brasileira. Para o ministro, o desenvolvimento da agricultura do Brasil passa pelo fortalecimento do cooperativismo, por isso é fundamental a criação de uma secretaria exclusiva para apoiar as empresas e os agricultores deste setor. “O cooperativismo é muito importante na vida de todos os brasileiros, dos mais humildes aos mais poderosos, porque promove a cadeia do desenvolvimento e possibilita que as pessoas possam trabalhar e comercializar. O cooperativismo é o grande elo de crescimento do Brasil. Tenho muita fé no cooperativismo e, se ele continuar ajudando a agricultura do Brasil, nós vamos alimentar o mundo por muito tempo”, declarou.

Cooperativismo Cerca de 50% de tudo o que é produzido no Brasil passam, direta ou indiretamente, por uma cooperativa agropecuária. Além de papel determinante no abastecimento interno, os produtos cooperativistas registraram uma receita de US$ 3,9 bilhões em exportações de janeiro a agosto de 2011, com a expectativa de chegar aos US$ 5,8 bilhões até o final do ano. Hoje, as 1.548 cooperativas que atuam no campo reúnem praticamente um milhão de associados. A maioria desses cooperados – 92% no total – é de produtores rurais de pequeno porte, que têm propriedades de até 100 hectares. Se levarmos em conta suas famílias, o total de beneficiados chega a três milhões de brasileiros. O cooperativismo é fonte de trabalho e de renda para muitas pessoas e gera 146 mil empregos diretos. Além disso, na média do país, o indicador é 5,3% superior naqueles municípios que observam a presença da cooperativa, e 7,3% melhor na região Norte. Tais dados comprovam que a função social do cooperativismo brasileiro, com efeitos mais contundentes nas regiões mais carentes. Fonte: DCI

PIADA NARIZTUPITO No interior de Minas, um casal de amigos caminhava pelo pasto de uma fazenda, até que viram um cavalo transando com uma égua, e a amiga logo perguntou: – Carzarbertoo... O que é aquilo? – Eis tão casalano, sô! A égua tá no cio, o cavalo percebeu isso e tá mandano brasa!!! – Mais cumé co cavalo sabe que ela tá no cio, Carzarbertoo? – Aaara! É co cavalo sente o chero da égua no cio, sô!

Passaram mais adiante, e tinha um bode transando com uma cabra, e a amiga perguntou de novo, e o amigo deu a mesma resposta. Mais à frente, lá estava um touro pegando uma vaca, e ela tornou a perguntar, e ele deu a mesma resposta: que o boi também sentia o cheiro da vaca no cio. Foi aí que a amiga perguntou: – Ô Carzarbertoo, se eu perguntá uma coisa pr’ocê, ocê jura que num vai ficá chatiado? – Craro que não, miga! Ocê pode perguntá! – OCÊ TÁ COM O NARIZTUPIDO??

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