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perfil desenvolvidos projetos relacionados ao movimento pastoral, esteve muito presente nas funções atreladas aos cargos de grão-chanceler da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) e presidente da mantenedora da Sociedade Campineira de Educação e Instrução, trabalhou para viabilizar a restauração do antigo Solar do Barão, onde funcionava o campus central da instituição, lutou para que o Hospital da PUC se modernizasse e continuasse oferecendo atendimento à população. “Em qualquer área, as ações são movidas pela fé. O dinamismo vai permanecer e a igreja continuará o trabalho”, defende. Sobre o legado que deixa para Campinas, ele diz apenas que sua pretensão foi realizar bem o seu papel. Sua posse canônica em Mariana está marcada para 23 de junho, mas até lá Dom Airton exerce aqui o papel de administrador diocesano.

A vida religiosa

Natural de Bom Repouso, no sul de Minas Gerais, Dom Airton acredita que sua aproximação com a igreja se deu quando ele nasceu. Primeiro filho de uma família católica, na qual todos os homens têm José no

“A relação com a igreja não é social. É existencial” nome e as mulheres têm Maria, em referência aos pais de Jesus Cristo, ele guarda boas recordações de seu estado natal, mas é do período em que viveu entre São Bernardo do Campo e Santo André que as lembranças são mais fortes. “Saímos de Minas Gerais em 1964, quando eu tinha oito anos, mas eu sempre voltava para passar férias. Morei 40 anos no ABC. Foi ali que vivi o fim da infância, a juventude, entrei no seminário, me tornei padre, fui eleito bispo auxiliar no final de 2001e fiquei até meados de 2004, quando fui transferido para Mogi das Cruzes”, relata. Embora sempre perto da igreja e já tivesse manifestado seu desejo de ser tornar padre aos 15 anos, o jovem Airton trabalhou como operário na fábrica da Lorenzetti, no bairro do Belém, em São Paulo, e depois em uma fábrica em São Bernardo. “Comecei aos 12 anos no setor de

aprendizes”, conta. Pensou em cursar História ou Filosofia, mas preferiu seguir sua vocação e após participar da reflexão vocacional, aos 22 anos entrou no seminário. “Foi um processo natural”, considera.

Inspirações e devoção

Entre as personalidades que o inspiram, ele cita Dom Cláudio Hummes, Dom Hélder Câmara, o Papa João Paulo II, Santa Teresa de Calcutá e ainda Padre Antônio Vieira e G. K. Chesterton. São José, São Judas Tadeu e Nossa Senhora do Carmo são os santos de sua grande devoção. Mas ao longo da vida, se deu conta de que desde que entrou no seminário sempre esteve em paróquias dedicadas à Nossa Senhora. “No ABC estive nas de Nossa Senhora Auxiliadora, Imaculada Conceição, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora do Carmo”, revela. Depois, ao se mudar para Mogi das Cruzes, Sant’Anna, a mãe de Nossa Senhora, era a padroeira da cidade e em Campinas, é Nossa Senhora da Conceição. “Agora, em Mariana, a padroeira da arquidiocese é Nossa Senhora da Assunção e da cidade é Nossa Senhora do Carmo. Sempre me deparo com Nossa Senhora”, diz.

Campinas Cafe | edição 283 | maio 2018  
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