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especial Ao longo desses 17 anos, foram muitos desafios e também uma enorme satisfação ao ver a Campinas Decor se firmar como a principal mostra do interior. “Ajudamos a movimentar o mercado local”, afirma Sueli. A seguir, elas revelam um pouco do trabalho desenvolvido ao longo do ano para a exposição acontecer e destacam a parceria com os profissionais da região que se superam a cada edição.

Como vocês avaliam o crescimento da Campinas Decor?

mais de 100 pessoas ajudando a reorganizar tudo para reabrimos. Na ocasião, foi só uma noite que ficamos sem dormir.

Como é o cronograma de organização da mostra? Stella Tozo: Assim que uma edição finaliza, começam os trabalhos para a próxima. O primeiro passo é achar o local. Depois partimos para os projetos considerando as características do imóvel escolhido com atenção especial à circulação. Também criamos uma família fictícia e os ambientes que serão necessários de acordo com o perfil desses “moradores”.

Vocês interferem nos projetos? Sueli: Aqui é o único lugar em que o profissional consegue apresentar seu gosto pessoal, pois não há um cliente a ser atendido. Ele mostra para os visitantes as tendências, as cores e o estilo que prefere. Só interferimos quando há algum empecilho para a circulação.

Como são os bastidores? Quanto tempo leva essa etapa?

Sueli Cardoso: Na primeira edição que fizemos, em 2002, houve um crescimento significativo de público e os profissionais abraçaram a nossa ideia de sempre inovar. Fizemos algumas edições em locais que são patrimônio histórico da cidade, como a Estação Guanabara. Ali tivemos um grande reconhecimento. Já em termos de beleza e número de ambientes, a edição de 2009 no Instituto Agronômico de Campinas (IAC) marcou muito. Foi gratificante pela beleza, pelo recorde de público, pela história do prédio e pelos ambientes.

Stella: Fazemos isso em cerca de15 dias. O que demora mais é para encontrar o imóvel. Para a edição atual, enquanto procurávamos, recebemos a ligação da Unicamp e foi agendada uma reunião em que foi disponibilizada a Fazenda Argentina. Visitamos o local na companhia de três representantes da instituição em setembro e saímos de lá sabendo o que queríamos fazer. A fazenda nos encantou. Havia tucanos, garças... era um local perfeito que, pelo contato com a natureza, faz da visita um passeio especial.

E quais foram os principais desafios?

O que acontece a seguir?

Sueli: Um deles aconteceu nessa edição. Um profissional que assinaria o ambiente da bilheteria teve um problema pessoal e a sete dias do evento tivemos que assumir e construir tudo do zero. Ligamos para fornecedores e conseguimos pintar, decorar, iluminar e deixar tudo pronto para a inauguração. Fiquei três noites sem dormir de ansiedade e de medo de que não desse tempo. O outro foi em 2016, quando aconteceu aquela microexplosão. A mostra já estava em andamento no Palácio de Cristal, no Largo do Café, e houve destruição. Na manhã seguinte já havia

reservamos dois ou três lugares para novos talentos, que são profissionais com até três anos de formados. Os escolhidos são comunicados, assinam o contrato e começam a desenvolver os projetos.

Sueli: Geralmente em outubro fazemos o lançamento para os profissionais do setor, que podem se inscrever em três ambientes. Verificamos o que foi proposto e pegamos as fichas de inscrição, montamos uma grande planilha e vamos selecionando quem irá participar.

Stella: Ficamos dois meses e meio enlouquecidas. São mais de mil pessoas envolvidas. Há ainda atividades relacionadas, como conferir e fotografar os ambientes. A vida pessoal fica de lado e a despensa da casa, vazia. O foco é a mostra. Os únicos para quem eu consigo dar atenção nesse período são meus netos.

Com o encerramento da visitação, a finalização dos trabalhos é rápida? Sueli: Ainda ficamos cerca de 60 dias acompanhando o trabalho dos expositores, que precisam deixar os ambientes tal como acordado com o proprietário.

O que mudou na vida após assumir a Campinas Decor?

Stella: Eu atuava na área de telecomunicações e, apesar de ter cursado Artes Plásticas, nunca tinha trabalhado com isso. Quando participei da primeira mostra, adorei a experiência e ao assumir o projeto, abracei algo que gosto muito.

Quais são os critérios usados? Sueli: Conta tempo de mercado, quantas edições já participou, outros eventos que fez, premiações recebidas e matérias espontâneas na mídia. Vamos pontuando e definindo as participações. Mas sempre

E no seu caso? Sueli: No passado, eu me incomodava quando ouvia as pessoas dizerem que nada acontecia em Campinas. Antes, a busca por profissionais e lojas era apenas MAIOMAIO 2018 13 2018 13

Campinas Cafe | edição 283 | maio 2018  
Campinas Cafe | edição 283 | maio 2018  
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