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bate-papo

“Os doces que são referência em ou-

tros países agora fazem sucesso

com boas produções no Brasil. Ao

Os participantes de Campinas (ao centro) entre outros competidores, os jurados e o apresentador do programa

Como foi o envolvimento de um publicitário com a confeitaria? Eduardo Bezerra: Eu já gostava de cozinhar, fazia algumas receitas salgadas, até que comecei a me interessar por doces e um dia fiz um cheesecake que ficou muito bom, diferente de todos os que eu já tinha provado. Pesquisei e preparei receitas de vários chefs e fui testando a variação de coberturas. Nas reuniões de família e com os amigos, eu sempre levava a sobremesa, até que meu pai sugeriu que eu começasse a vender os doces. Abracei a ideia. Montei um site com uma loja online e procurei um local para ter contato direto com o público. Comecei na feira de artesanato de Sousas, onde fiquei por quase três anos contando com o reforço da minha esposa, Karine, que é da área administrativa e deu uma super ajuda para viabilizar o negócio. Por ter criado um vínculo com o distrito, foi ali que montei minha loja física. Como foi o processo para participar do programa Que Seja Doce? Eu me inscrevi em junho de 2016 e nem imaginava que seria selecionado até que, em maio do ano passado fui chamado para fazer uma entrevista com o diretor do programa, que me falou como seria a quarta temporada, toda baseada em contos. Minha esposa gravou um depoimento dizendo porque ela gostaria de

me ajudar no programa e, por fim, houve uma entrevista por escrito. E acabou dando tudo certo! E quando aconteceu a gravação do episódio? Foram dois dias de gravação, que aconteceram em agosto do ano passado. No primeiro, exploramos o cenário e nos apresentamos e no segundo dia aconteceram as provas. Os competidores já entram com um doce cartão de visita, que se leva pronto. O meu foi cheesecake de cenoura. E como foram as provas? Baseado no conto “Seis atravessam o mundo inteiro”, em que o rei queria assar os súditos, tivemos que fazer uma sobremesa assada. A Karine foi minha assistente e optamos pelo bolo de chocolate divino, que é um dos mais vendidos em nossa loja, acompanhado de sorvete de laranja, que foi o destaque da prova. O Lucas Corazza disse até que viria para Campinas para comer esse bolo. A segunda prova foi sobre o trecho do conto em que o rei queria congelar os súditos e então, como a sobremesa precisaria ser congelada, fizemos uma torta sorvete de cheesecake com crocante de amêndoas e cobertura de morango, que também foi o doce que eles mais gostaram. Com isso, levamos o troféu.

mesmo tempo, nossos doces, como

o brigadeiro, ganham espaço lá fora”

E vocês guardaram esse segredo desde então? Sim, assinamos um contrato de confidencialidade e, por isso, não pudemos contar nada para ninguém até que a produção liberasse a divulgação, uma semana antes de o episódio ir ao ar, em 16 de março. Como vocês avaliam essa experiência única? Cozinhar em um ambiente diferente e para jurados que são referência na confeitaria deu um certo frio na barriga. Mas, com certeza, foi a experiência mais significativa de nossa carreira profissional. Agora, nos concentramos no projeto de fazer nosso negócio crescer. Vamos aumentar nossa cozinha e, consequentemente, a produção. Como você vê o futuro da confeitaria no Brasil? Vejo que os profissionais da área buscam cada vez mais aprimoramento. Além disso, o uso de bons equipamentos e de matéria-prima de maior qualidade resulta em itens mais saborosos e com excelente apresentação. A consequência é que os doces conquistam cada vez mais fãs. Além disso, receitas tradicionais de outros países estão se fortalecendo por aqui, enquanto nossos doces também fazem sucesso lá fora. ABRIL 2018 37

Campinas Cafe | edição 282 | abril 2018  
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