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Campinarte

Editorial

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NÓS SOMOS JOVENS NÓS SOMOS JOVENS

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TENHO CARA DE PALHAÇO?

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Baseado nas últimas eleições o que ficou muito claro é que o eleitor está de saco cheio dessa farsa. Não vou me alongar, vou apenas tentar traduzir o sentimento (em particular) daquele eleitor morador de Nova Campinas: nenhum eleitor morador de Nova Campinas alimentava qualquer esperança em qualquer que fosse o candidato nessas eleições / 2016; nenhum eleitor morador de Nova Campinas alimentava qualquer esperança em qualquer candidato no que diz respeito a melhora na educação, saúde, transporte, esporte e lazer, etc. O eleitor há muito já percebeu que na política o voto só serve para o eleito, quando que para ele (o eleitor), as mudanças vem base do contagotas (em muitos casos nem mesmo assim). O eleitor não se conforma em ajudar a eleger um candidato (por exemplo) a vereador e vê-lo ganhar um polpudo salário e mais: verba de gabinete, um monte de assessores e mais um caminhão de privilégios enquanto ele continua desempregado, sem água, pagando tarifas absurdas num transporte coletivo inadequado, um sistema de saúde que não funciona e só deixa a desejar, o mesmo acontece na educação e o que também é muito grave – cercado de violência por todos os lados. Nessa democracia o eleitor [a cada eleição] vem ficando cada vez mais exposto ao passo que o eleito tende a ficar cada vez mais blindado, mais protegido, por isso essa enormidade de votos brancos, nulos e abstenções. Se fosse uma democracia (de verdade) o voto valeria tanto para o eleito como para o eleitor, mas não é assim com a “noooossa democracia”, certo? Bem, se o eleitor morador de Nova Campinas não esperava quase nada desses candidatos, afinal o que resta dessa festa? Apenas o orgulho de ter um filho da terra eleito à Câmara de Vereadores de Duque de Caxias? Apenas isso é quase nada! Mas, até esse sonho ficou bastante comprometido por causa da quantidade enorme de candidatos moradores de Nova Campinas, dividindo, fatiando, fragmentando o eleitorado local que desiludido ficou indeciso na hora do voto e o resultado final acabou sendo o pesadelo de sempre.

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Huayrãn Ribeiro

A Outra Origem do Natal

A comemoração do Natal nos moldes atuais é coisa recente, inventada pelos norte-americanos para conter a violência original desta festa e - lógico - incrementar o comércio. Mas nem sempre o aniversário de Jesus foi o motivo da festa em dezembro. Muito antes de Cristo, já havia na Europa mitos e rituais relacionados ao solstício de inverno. Na Escandinávia, em 21 de dezembro, era comemorado o Yule, ocasião em que os chefes de família queimavam grandes toras em adoração ao sol. Na Alemanha, honrava-se o temido deus Oden, que em seus vôos noturnos escolhia quem iria se dar bem e quem seria desafortunado no ano seguinte. Em Roma fazia-se uma homenagem - Saturnália - ao deus da agricultura. Era um mês de bacanais, comida, fartura e desregramento total. Também comemorava-se, no dia 25 de dezembro, o dia do deus Mithra, uma divindade infantil muito popular, nascida de uma pedra. Com o advento do cristianismo, não se festejava o nascimento de Jesus, mas apenas a Páscoa ou a Ressurreição. Somente no século VI a Igreja achou conveniente instituir o feriado relativo ao aniversário de Cristo, mas havia um problema: a Bíblia não informava qual era essa data. 1866, surge o primeiro Papai Noel com a aparência próxima da atual 1885, um Papai Noel imundo após descer pela lareira anuncia o sabão Ivory 1928, o bom velhinho indica a carabina Stevens como presente para as crianças 1909, o Noel francês vira alquimista para vender perfumes 1920, ele fuma e recomenda os cigarros Murad. Foi então que, apesar das referências de que o Nazareno nascera na primavera, o imperador Julius achou por bem determinar que Cristo veio ao mundo no inverno, em 25 de dezembro, e assim absorver a milenar festa pagã de Mithra, comemorada na mesma data, e os festejos libertinos da Saturnália. Pouco a pouco, a manifestação católica se sobrepôs às demais comemorações originais por toda a Europa e, depois, no mundo. Vitória da Igreja. Mas nem sempre e nem em todos os lugares o Natal foi uma festa familiar e de paz. Na Inglaterra, no século 17, a data era sinônimo de bagunça: costumava-se eleger um indivíduo desocupado como "Lord da Baderna" e, sob suas ordens, os pobres iam às casas dos ricos para exigirem a melhor comida e bebida. Quem não fornecesse, era ameaçado e tinha sua casa atacada violentamente. Era tal o pavor das famílias com a proximidade do Natal, que a comemoração chegou a ser proibida durante vários anos pelos britânicos. Na América, o Natal só começou a ser comemorado no século 19, época de desemprego e luta de classes, prevalecendo o violento modelo de comemoração inglês. As brigas de gangues em Nova Iorque atingiram seu auge na época natalina, levando o Conselho Municipal a criar, em 1828, a primeira força policial da cidade, que surgiu com a missão específica de combater os conflitos de Natal. Mais recentemente, atendidos os interesses católicos, o nascimento de Jesus passou a servir ao novo poder mundial: o capitalismo. Data máxima do marketing e do comércio a partir do século 20, o Natal desde então arrasta multidões aos shoppings e supermercados, em obediência à ordem suprema da publicidade para o consumo desenfreado e irracional. A mensagem é tentadora: compre e será feliz! Fonte: www.serqueira.com.br

Dia do Palhaço 10 de Dezembro

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Traçar a história do palhaço é contar como o circo nasceu, a arte de espetáculo e entretenimento mais antiga que existe no mundo. A data de seu surgimento ninguém sabe ao certo, mas seus fundadores foram os povos nômades. Pesquisas feitas com pinturas de cerca de 5.000 anos na China, mostram algumas figuras de acrobatas e equilibristas. A partir dessa descoberta, surge a hipótese de que o circo tenha nascido em terras chinesas. Outra evidência disso é que na época, os guerreiros utilizavam a acrobacia como forma de treinamento para dar mais agilidade e força durante as guerras. Já o palhaço vem da antiga função que tinha o bobo da corte de fazer o Rei se divertir. O bobo da corte surgiu há mais de 2.500 anos antes de Cristo e de acordo com o Ministério dos Palhaços foi durante a Dinastia do Faraó Dadkeri-Assi que o bobo da corte começou suas primeiras atividades como profissão. A Comédia Del Arte, que surgiu na Europa na Itália no século XVI, acabou por utilizar o modelo do bobo da corte, para criar seus espetáculos. Máscaras divertidas e diferentes, roupas largas e sapatos engraçados foram as características mais marcantes das comédias produzidas por esses grupos de teatro. Além das típicas piadas criadas para divertir o público, com uma pitada de sarcasmo e até romantismo. A fusão entre o bobo da corte, os atores da Comédia Del Arte e o Circo, acabou dando origem ao palhaço que conhecemos hoje. Sua história é um misto de criatividade, evolução e mudanças.

Será que eles pensam realmente que todo mundo tem cara de palhaço, assim como eu?

Huayrãn Ribeiro

Campinarte Dicas e Fatos - Edição - Nov. / 2016  

Informação e análise das realidades e aspirações comunitárias

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