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Dicas & Fatos

Campinarte Dicas & Fatos

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Colaboram: Dra. Sandra Borges (Cirurgiã Dentista), Dr. Máximo G. Costa (Direito), Miss.Maria da Gloria (Religião - Assembléia de Deus), AVLADUC - (Associação de Vôo Livre e Amigos de Duque de Caxias - Instrutor: Jaú - Transporte), Carlito do Sal (Radialista Comunitário), Giselle Miranda (Espaço Saúde), Professor Joacil (Esporte), Danilo Alves (Espiritismo). Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores, onde nem sempre refletem o pensamento do Campinarte Dicas e Fatos, O Informativo. Tiragem: 2.000 exemplares.

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Escritores Brasileiros / Resumos e Contos Baleia / Graciliano Ramos Baleia é um dos capítulos da obra Vidas Secas de Graciliano Ramos. Esta história começa com a fuga de uma família da trágica seca do sertão nordestino: Fabiano, o pai, Sinhá-Vitória, a mãe, os dois filhos e a cachorra Baleia. Fabiano é um vaqueiro, homem bruto que tem enorme dificuldade em articular palavras e pensamentos, que se sente um bicho e muitas vezes age como tal, grunhindo e se portando como um selvagem. Sinhá-Vitória, sua esposa, se sai melhor em seus pensamentos e diálogos, apesar de restritos. O menino mais novo parece não ter nome e nem uma forma comum de se comunicar. Sua única aspiração é ser como Fabiano. Nas mesmas situações está o filho mais velho, que só quer um amigo, conformando-se com a presença da cachorra Baleia. Esta, muitas vezes, parece ter um pensamento mais linear e humano que o resto da família, portando-se não só como um bicho, mas como um ser humano, uma companheira que ajuda Fabiano e sua gente a suportar as péssimas condições. A história se desenvolve com o estabelecimento da família numa fazenda e a contratação de Fabiano como vaqueiro. Em um dado momento da história, Baleia adoece e Fabiano se vê na árdua tarefa de sacrificála. Fere o pobre bicho com um tiro, mas não consegue matá-lo, já que este foge para longe. Baleia vem a falecer durante a noite, perto da casa, sonhando com um mundo cheio de lebres...

Uma senhora / Marques Rebelo Dona Quinota é empregada, casada com seu Juca e mãe de Élcio, Élcia e Elcina. Trabalha o ano todo para extravasar no carnaval, esta festa é o único momento em que Dona Quinota esbanja e vive intensamente, fantasia a si e à família e aluga um carro para desfilar. Após o término do baile, o vizinho invejoso, Adalberto, pergunta se os vizinhos se divertiram e dona Quinota responde “assim, assim”, mas na verdade Quinota apenas esconde sua realização da inveja do vizinho. O conto termina com a indignação de Quinota diante do resultado de um concurso de blocos.

ANOS 40/50 MODERNOS, MADUROS, LÍRICOS Em torno da primeira metade do século, nossos escritores estão mais maduros. Escrevem numa língua que também amadureceu, está mais uniforme e representativa daquela usada no cotidiano pelos brasileiros educados, de qualquer lugar do país. O passado rural começa a desaparecer efetivamente, tornando-se objeto mais de nostalgia do que de rejeição. As relações afetivas passam a constituir a verdadeira utopia do brasileiro, e também exibem seu lado difícil. Descompassos na família. Saudades. Lirismos. Na época da consagração definitiva do movimento modernista, predominam na literatura o romance, a crônica e a poesia, mas a amostra apresentada nesta seção revela que alguns dos mais belos clássicos do conto brasileiro moderno foram publicados nesse período. (Ítalo Moriconi)

Morre Ivanil Tavares * 06/04/1951 - + 06/10/2016 É com imenso pesar que comunicamos o falecimento de Ivanil Tavares. Morador há mais de 20 anos em Nova Campinas, natural da Cidade do Rio de Janeiro (Madureira). Ivanil teve boa parte de sua vida dedicada ao samba em particular a Escola de Samba Império Serrano. Em Duque de Caxias foi diretor do Bloco Esperança de Nova Campinas, fundador e presidente dos Acadêmicos de Nova Campinas e atualmente era o presidente de honra do recém-criado Bloco Unidos de Nova Campinas. Viúvo deixa uma filha. Neste momento de dor e consternação, só nos cabe pedir a Deus que lhe ilumine e lhe dê paz, e que Deus dê conforto à sua família para que possa enfrentar esta imensurável dor com serenidade.

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HISTÓRIA, ARTE E CULTURA

Alvarenga Peixoto

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Produziu pequena obra, ambientada na realidade mineira e caracterizada pelo sentimento nativista. Em seus poemas laudatórios (de louvação) é possível perceber uma postura crítica em relação à sociedade. Entre os autores árcades, foi o mais envolvido na Inconfidência Mineira. Nasceu no Rio de Janeiro em 1744 ou 1748. Estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janeiro e depois na Universidade de Coimbra, em Portugal, onde conviveu com Basílio da Gama, que se tornaria um grande amigo. Em 1776 tomou posse no Senado de São João del-Rei, cidade próspera e evoluída, com vida cultural bastante rica. Ali, exerceu as funções de ouvidor da Comarca do Rio das Mortes. Dedicou-se à agricultura e à mineração, aplicando em suas lavras as mais recentes técnicas de exploração. Seu caráter entusiasta e generoso, mas ambicioso e perdulário, conquistou amigos, inimigos e, sobretudo, muitas dívidas. Alvarenga Peixoto viveu as contradições de seu tempo, comuns aos demais intelectuais da época. Amigo dos governadores e dos poderosos, partilhava ao mesmo tempo das idéias libertárias difundidas pelo Iluminismo. Pressionado pelas dívidas e pelos pesados impostos, acabou envolvendo-se na Inconfidência Mineira, tendo nela papel destacado. Uma outra vertente da poesia de Alvarenga Peixoto é a de temática amorosa. A imagem de mulher ideal construída sob os moldes do Iluminismo aliava a inteligência e a sensibilidade à beleza. Em São João del-Rei, Alvarenga Peixoto encontra em Bárbara Eliodora os atributos correspondentes a esse perfil e se apaixona pela jovem de 18 anos, que passa a ter grande ascendência sobre o poeta. De seus amores nada convencionais nasceu uma filha, Maria Efigênia. Pode-se imaginar o escândalo que envolveu o fato, uma vez que não houve por parte do ouvidor nem do pai da noiva o mínimo empenho em legitimar a união, que só aconteceu dois anos após o nascimento da criança, provavelmente por interferência do bispo de Mariana. Amigo de Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antônio Gonzaga, freqüentou Vila Rica. Denunciado como participante da Inconfidência Mineira, foi deportado para Angola, onde faleceu em 1793.

A D. BÁRBARA HELIODORA Bárbara bela, Do Norte estrela, Que o meu destino Sabes guiar, De ti ausente Triste somente As horas passo A suspirar. Por entre as penhas De incultas brenhas Cansa-me a vista De te buscar; Porém não vejo Mais que o desejo, Sem esperança De te encontrar. Eu bem queria A noite e o dia Sempre contigo Poder passar; Mas orgulhosa Sorte invejosa, Desta fortuna Me quer privar. Tu, entre os braços, Ternos abraços Da filha amada Podes gozar; Priva-me a estrela De ti e dela, Busca dous modos De me matar! (Poema dedicado à sua esposa, remetido do cárcere da Ilha das Cobras.)

Campinarte Dicas e Fatos - Edição - Nov. / 2016  

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