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ESTE ESTE CADERNO ES CADERN CA RNO NO N O FAZ FAZ PARTE FA PAR ART RTE INTEGRANTE INTEG IN GRA RAANT NTE DA EDIÇÃO EDIÇ DIÇÃO ÃO DE DE 27 2 JUNHO JUNHO O DE DE 2013 220013 E NÃO NÃO PODE NÃ POD ODE SER SER VENDIDO VEN ND DIIDO SEPARADAMENTE D SEPA PPAR ARAD AADA DAAMENT D NTE

DIRECTORA LINA VINHAL | Junho 2013


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FICHA TÉCNICA Directora Lina Vinhal Coordenador Luís Santos E-mail jornalcp@mail.telepac.pt Marketing e Publicidade Adelaide Pinto E-mail adelaide.pinto@mail.telepac.pt Contactos Tel. 239 497 750 Fax 239 497 759 Site www.campeaoprovincias.com Paginação e Maquetagem Nuno Miguel Peres Impressão FIG Coimbra Os lapsos que possam ter sido cometidos serão devidamente rectificados ectificcados nas páginas do “Campeão das Províncias”.

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EDITORIAL

Brinde aos 95 anos A ACM COIMBRA faz 95 anos. Não falarei sobre o movimento acemista, a história da ACM, das suas secções e do seu desenvolvimento. Sei que, nestas páginas, esses termos estão exaustivamente bem tratados. Proponho-me fazer de croniqueiro narcissoide. Com uma paulada mato dois coelhos: satisfaço a minha preguicite crónica e dou tempo ao leitor para ler outras coisas com interesse, passando em frente. Quando, no muito distante ano de 1958, dei entrada no movimento associativo estava longe de pensar que mais de 54 anos volvidos teria o enorme privilégio de poder integrar um elenco duma vintena de pessoas com a qualidade humana, intelectual, cultural e cívica como as que constituem os órgãos sociais da ACM Coimbra. Então não tivera o menor mérito de acompanhar, na aventura, Mário Marques, Norberto José Lemos Seguro, Manuel Antunes, Urbano Duarte e outros. Hoje a história repete-se. Há nestas mulheres e homens qualquer coisa que nos provoca emoção. Ou porque ao ouvir os registos magníficos da voz de Portugal livre parece-me sentir agora os meus 25/27 anos, ou porque me sinto a dedilhar uma guitarra que não sei tocar, ou a ouvir-me um fado que não sei cantar. Mas é como soubesse! É patologicamente estranho sentir-me público sem nunca o ter sido, fadista sem fado e poeta sem poemas. O Prof. Júlio Machado Vaz ou o Prof. Amaral Dias devem ter uma explicação. Certeza tenho, porém, que é saudável e reconfortantemente feliz sentir a companhia, ainda que demasiado ausente fisicamente, de todos estes acemistas: Jorge Pimentel, Mário Pinto, Sabina Martins, Fernando Regateiro, Fausto Carvalho, Teresa Portugal, Nuno Carvalho, Francisco Oliveira, Tó Mané Abreu, José Pereira, Vasco Esperança, Kátia Tralhão, Marília Júlia, Rita Pimentel, Nuno Cunha, Victor Espírito Santo, Manuel António e José da Costa. O que faço no meio deste escol? Donde me advém a legitimidade desta pertença? Se São Tomás de Aquino fosse contemporâneo acrescentaria mais uma prova à existência de Deus. Mas para que o júbilo seja pleno também a descoberta de um Homem Bom - Graciano Marques. Depois do elogio que lhe fez o Prof. Barbosa de Melo, seria ousadia da minha parte, falar, aqui e agora, do nosso associado número um. Quando chego à sede e encontro o senhor Graciano, o dia tem outro gosto. Ouço, com respeito e agrado, as suas palavras e os seus silêncios e já ouvi pedir o seu conselho. É enorme a tarefa de que todos estamos incumbidos para honrar os caminheiros anteriores. Como em Mateus 9-37, “A massa é grande mas os trabalhadores são poucos”. Poucos mas bons! Por isso ouso levantar a taça e dizer com todo o vigor. Pela ACM não vai nada, nada, nada? TUDO! F.R.A. F.r.á.! Américo Baptista dos Santos Presidente da Mesa da Assembleia Geral

Dirigimos uma saudação muito especial aos Associados e a todos os Acemistas, neste ano de luz de 2013, em que comemoramos e celebramos o 95.º Aniversário da ACM de Coimbra. Num tempo de dificuldades que, a todos afecta, a ACM de Coimbra, com o inestimável suporte e ânimo dos seus Associados, vai procurando voltar as costas à crise que o país e a Europa atravessam. Mas se procuramos a superação dos males que nos atingem não esquecemos, por humanamente inaceitável, as regiões do Mundo, populações e gerações que se vão seguindo em que a crise foi e é o quotidiano e não conheceram outra dimensão social que não a pobreza, a desconsideração e o esquecimento, apesar de medidas mais ou menos profiláticas com que se procura apaziguar as consciências. Mas voltar as costas à crise não nos transporta para uma vivência e sentimento do virtual, antes nos desperta a consciência para as dificuldades que impedem o processo de desenvolvimento social, cultural e desportivo que a ACM É, Tem e Vive como Projecto para a Comunidade, muito em particular os Associados sem esquecer a sua integração na comunidade local, nacional e mundial. A ACM, no exercício da sua função social potenciada pelos valores e princípios assumidos que são os pilares do ser da Instituição, é uma referência e um agente de intervenção sempre na busca de mais solidariedade e mais fraternidade, de mais cidadania, de mais Humanismo e verdade, de respeito e compreensão entre as gentes. Ser acemista é comungar desta filosofia que nos anima e faz transmitir aos nossos jovens, colaborando na construção efectiva da sua educação cívica objectivada no advento de um Mundo mais harmonioso, mais acolhedor, mais sadio e mais justo para as gerações futuras. Estar na ACM é ter a preocupação e porfiar na aplicação destes valores e princípios, na missão que a cada um cabe, na área da sua intervenção cultural, desportiva, da acção social, da recreação e pedagógica. Os jovens são quem há-de prosseguir o Movimento Acemista aqui e no mundo, ajudando a construir uma civilização em que o Homem volte a ser ou passe a ser o sujeito e o objecto das preocupações e determinações do Mundo. No momento em que a ACM comemora e celebra 95 anos de vida do Movimento Acemista, em Coimbra, é o tempo para reforçarmos o ideal humanista que o sustenta e justifica com a compreensão para os problemas que quotidianamente se nos apresentam, mas com o querer e a determinação de os superar e contribuir para o equilíbrio e harmonia do desenvolvimento do espírito, da mente e do corpo, a trilogia do triângulo vermelho, que simboliza a valorização do Homem na sua plenitude. Daremos continuidade à Obra que a ACM de Coimbra se propôs, honrando os que nos antecederam e nos privilegiaram com o mérito de podermos prosseguir o caminho que nos anunciaram e desbravaram na assumpção de uma Causa Maior ao serviço do Homem, Aqui e no Mundo. Calorosa e afectuosas Saudações Acemistas 20 de Junho de 2013 O Presidente da Direcção Fausto Martins Carvalho


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O percurso de uma Instituição de Valores Humanistas

ACM de Coimbra: Um processo sempre em crescimento Estamos, acemistas de Coimbra, a viver um ano especial para o Movimento YMCA, por celebrar o que foi mais um marco no seu Projecto de Desenvolvimento Mundial e, muito particularmente, para o Movimento em Coimbra por aqui se ter oficialmente assumido e implantado, há 95 anos. Foi em 20 de Junho de 1918, concomitantemente com a inauguração do seu belo edifício-sede, que, ainda hoje, nos acolhe, que foi oficialmente criada a ACE, Associação Cristã dos Estudantes de Coimbra, mais tarde ACM, Associação Cristã da Mocidade de Coimbra, a partir de 1955, com os Estatutos da ACM a serem aprovados, pelo Ministério da Educação Nacional, apenas em 14 de Abril de 1959 e alterados em 23 de Março de 1984, 14 de Junho de 2000, e mais recentemente, em 15 de Novembro de 2011. As ideias do Movimento que geraram a YMCA de Londres, em 1844, por acção de George Williams, foram-se disseminando, ao longo do séc. XIX, com a criação das YMCA de Monteral e Bóston, em 1851, e de Paris e Geneve, em 1852, levando à organização da Conferência de Paris, em 1855, donde emana a Aliança Mundial. Ideias que chegaram a Portugal, dando azo à criação da ACM do Porto, em 1894, e à ACM de Lisboa, em 1898, que, em 1901, criaram a Aliança Nacional. O Movimento chega a Coimbra no início do séc. XX, referenciando-se a data de 10 de Março de 1912 e 1914, como o ano da sua fundação, com a criação da filial da Federação Mundial de Académicos que deu origem à ACE, em 1916, com sede na desaparecida rua do Cosme.

O lançamento em 1916 Foi relevante a presença, em Coimbra, de Myron Clark, a partir de 1916, vindo do Brasil, Secretário Executivo da Divisão Internacional da YMCA dos Estados Unidos, para colaborar na orientação da construção do edifício-sede para que fora recebida a contribuição de 30.000 dólares por força das diligências de

A ginástica é bem antiga na ACM, onde as mulheres tiveram o primeiro espaço para a praticar

John Raleigh Motte, dirigente da Federação Mundial dos Estudantes, que estivera, em Coimbra, após o Terceiro Congresso da Aliança Nacional, realizado na Sala de Portugal da Sociedade de Geografia de Lisboa, de 20 a 23 de Maio de 1909, e assumira o compromisso de conseguir fundos para a construção de uma sede para a Associação Cristã dos Estudantes, na cidade de Coimbra. O Movimento Acemista, em Coimbra, ACE, com as suas instalações, tidas como óptimas, pôde proporcionar aos jovens estudantes condições, até então inexistentes, para a sua promoção intelectual e integração social com a oferta de uma biblioteca, espaços para estudo e convívio, sala de música, ginásio, campo de jogos, bar e balneários que, por muitos anos, foram os únicos ao serviço da comunidade coimbrã. Em Janeiro de 1919 a ACE de Coimbra elegeu a sua primeira Direcção constituída por Basílio Lopes Pereira, A. Riley da Mota, José Maria d’Oliveira Miguel, João Rodrigues da Silva Couto, António Celorico Drago, Carlos Clímaco, Octávio Rego Costa, Carlos da Cunha Vasconcelos e pelo Secretário Geral William H. Stallings.

Precursora no desporto

Pelo atletismo da ACM passou Aniceto Simões e José Carvalho, que viriam a ser olímpicos

A ACE foi a grande dinamizadora do Desporto em Coimbra, como comprova Filipe Geraldo Jorge na sua dissertação para obtenção do grau de licenciado em Ciências do Desporto e de Educação Física, em 1998, intitulada “A Educação Física e o Desporto em Coimbra, nos anos 20”. Basquetebol, Voleibol, Ténis e Ténis de Mesa foram introduzidos, em Coimbra, em 1921 pela ACE. Mas já em 1920, começara a proporcionar a prática da Natação, com aulas no poço do Almegue. De 1918 a 1939 foram anos de grande sucesso do Movimento Acemista, em Coimbra, seguindo-se o período negro


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da Associação, até meados dos anos 50 por força das crises financeiras e do cerco que certas forças anti-associativas lhe moveram. Por força do prestígio do Dr. José Maria Vieira de Assis Pacheco, nomeado delegado do Internacional Committe of YMCA´s em Portugal, que fora encarregado de reorganizar a Associação, a partir de 1955 designada por ACM, integrou uma Comissão de reestruturação com Graciano Marques, o nosso Associado n.º 1, e António Dias Cipriano, que iniciaram uma difícil tarefa de reabilitação da Instituição. Com a aprovação dos Estatutos, em 1959, a ACM teve os primeiros Corpos Sociais eleitos presididos por António Miranda Velosa (Assembleia Geral), José Maria Vieira de Assis Pacheco (Conselho de Administração), Eduardo Bettencourt de Ávila (Comissão Executiva) e José Maria Júnior (Conselho Fiscal).

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Judocas no tapete, em 1963, colchão de palha coberto por lona, no antigo ginásio da ACM

Reorganização e expansão Com Pedro Reza Blanco, em 1967, que aqui se manteve até 1973, vindo do Brasil para Coimbra, ocupando o cargo de Secretário Geral, cujo salário era pago pelo Comité Internacional, a ACM pode dar sequência à sua reorganização e expansão, gerando um processo acentuado de desenvolvimento da vivência acemista e o início da criação do Clube de Campo e da construção do edifício anexo à sede. Marco referencial foi também a nomeação do senhor Graciano Marques, actual Associado n.º 1, Secretário-Geral da ACM de Coimbra, em 1973, cargo que ocupou ininterruptamente, até 2009, com grande empenho e dedicação e que muito contribuiu e contribui para a boa imagem, a dinâmica e a força da ACM perante a Comunidade e o Movimento Acemista. Como o foi a Revolução de Abril de 1974, no percurso de vida da ACM de Coimbra com alguma agitação interna, a demissão dos Órgãos Sociais e nomeação de uma Comissão Directiva, sendo restabelecida a normalidade da vida associativa com a eleição de novos Corpos Sociais, a que presidiram o Dr. António Barbosa de Melo (Assembleia Geral), Dr. Custódio Pais Rodrigues (Direcção) e Dr. António Portugal (Conselho Fiscal). A ACM de Coimbra esteve sempre presente nas diversas formas de participação e intervenção social do Movimento Acemista nacional, com a participação internacional que as condições socio-económicas foram permitindo. Dever-se-á destacar neste contexto os Torneios da Primavera, nos anos 50, e a organização da “Acemíade – 91 Anos 2000” que, na abertura, contou com a presença de Sua Excelência o Ministro da Educação.

Presença Olímpica Muito tem sido a contribuição da ACM no processo de desenvolvimento social, cultural e desportivo de Coimbra. Instituição de Utilidade Pública, desde 20 de Julho de 1984, a ACM de Coimbra é uma associação de direito privado sem fins lucrativos que tem vindo a acolher, ao longo dos anos, milhares de conimbricenses, muito particularmente jovens, contribuindo decisivamente para a construção de cidadãs e cidadãos que foram e são portugueses de referência nas diversas áreas de intervenção social, desde a cultura ao desporto, passando pela política e pela organização social e empresarial, na base do princípio social e estatutário de repúdio por qualquer tipo de descriminação política, religiosa ou de raça.

No desporto, sem ter como fim absoluto a obtenção de títulos, os seus atletas sempre assumiram os valores e os princípios do Movimento Acemista e honraram a Instituição nas suas prestações nacionais e internacionais, com a conquista de lugares de destaque, designadamente títulos nacionais e internacionais e a presença, em quatro Jogos Olímpicos (1992, Barcelona; 2000, Sidney; Atenas, 2004 e Pequim, 2008), de atletas da modalidade do Judo.

Figuras de referência A ACM é efectivamente uma referência viva do Movimento Acemista e do Movimento Associativo, em Coimbra, em Portugal e no Mundo. Na sua memória relembramos figuras de inestimável valor, de grandeza espiritual e de elevada perfeição atlética. Nela se revê o verdadeiro significado do Triângulo Vermelho que, em 1981, o jovem médico da YMCA dos USA, Luther Gulick, concebeu como símbolo do Movimento e incorpora a ideia do Homem integral na harmonia e equilíbrio do global desenvolvimento do espírito, da mente e do corpo. Com ligação às artes e à literatura Aurélio Quintanilha, Jorge de Brito, Antero de Seabra, António Paulo Menano, Octávio Rêgo Costa, José Carlos Moreira, Armindo Abreu Brandão, Carlos Gonçalves, Belisário Pimenta, Vitorino Nemésio, Maximino Correia, António de Sousa, João Farinha,

SECÇÃO DE JUDO/JU-JITSU SAÚDA A A.C.M. PELO SEU 95º ANIVERSÁRIO

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ACM Coimbra Rua Alexandre Herculano n.º 21 A - 3000-019 Coimbra acmcoimbra@gmail.com - 239823633/918024130


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Umberto de Araújo, Vítor de Matos, Carlos Mota Pinto, Francisco Lucas Pires e muitos outros. No desporto António Almeida Santos, Veiga Simão, Carlos Gonçalves, Escobar, Alberto Gomes, Carlos Faustino, José Cid, José Carvalho, Aniceto Simões, Arnaldo Abrantes, Joaquim Melo, Juciano Seruca, Sandra Godinho, Nuno Carvalho, César Nicola, João Neto, Joana Ramos, António Manuel Carvalho. Grandes dirigentes fizeram escola na ACM de Coimbra, José Maria Vieira de Assis Pacheco, António Miranda Veloso, Ramos de Carvalho, Horácio Pinto, António Portugal, Agostinho Caeiro, António Santos Monteiro, Armando Alves Miguel, Juvenal Marques, Maria da Conceição Lobato Guimarães, Augusto Marini Castanheira, Caseiro Alves, Levy Abrantes, António M. Fernandes Cardoso e Jorge Anjinho, alguns dos que passaram ao eterno. Na sua missão de interventora a ACM sempre esteve na procura dos meios e das metodologias tidos como adequados à melhoria do processo de desenvolvimento sócio-cultural e desportivo da comunidade que acolhe e a rodeia com a assumpção permanente dos valores ecuménicos e humanistas. A ACM de Coimbra acolhe todos aqueles que a procuram para aqui desenvolverem as suas actividades culturais, desportivas e de educação física, sem qualquer tipo de descriminação politica, de raça ou de credo. É o Homem na fundamentação do Ser que orienta a filosofia da ACM.

Leque de actividades A ACM de Coimbra só pode ser vista e tida como um forte pilar de sustentabilidade da vida Cultural, Desportiva e de Apoio Social, em Coimbra. Hoje, como ontem, é diversificado o leque de actividades cuja prática decorre diariamente, nas instalações da ACM, em Coimbra. Ballet, Dança Jazz, Dança Contemporânea, Dança Zumba, Danças de Salão, Danças Afro-Latinas, Saxofone, Órgão, Ten Chi Tessen, Aikido, Kendo, Krav Maga, Taekwondo, Esgrima, Ténis de Mesa, Damas, Pesca Desportiva, Judo, Ju-Jitsu, Ginástica Acrobática, Ginástica Rítmica, Ginástica de Manutenção, Ginástica Aeróbica, Voleibol, Natação. Com a intervenção nas áreas de reinserção social, designadamente, CPCJ – Comissão de Protecção de Crianças e Jovens de Coimbra, Rede Social, Obra de Promoção Social do Distrito de Coimbra - Casa Mãe, Pequena Sereia, CEIFAC, a

Equipa de Basquetebol da ACE, anos 20 (séc. XX) – (3.º) Carlos Gonçalves, (7.º) António de Sousa

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No ainda ginásio da ACE, a assistência e os jogadores de “Volley”

ACM de Coimbra cumpre, também aqui, uma outra vertente da sua missão.

Campo de Foz de Arouce O Campo “Conde de Foz de Arouce” é uma estrutura e um espaço de enorme riqueza ambiental que todos temos de aprender a visitar e habituarmo-nos a utilizar. Espaço elogiado pelos nossos amigos de ACM’s internacionais, escolas, empresas, grupos de intervenção social, organizações desportivas, continuamos a gerar formas, mecanismos, procedimentos e processos para o seu enriquecimento material e humano, reconhecendo as dificuldades com que, hoje, nos debatemos para a sua manutenção e requalificação, mas o espírito acemista que nos acompanha, impele-nos a apostar na sua progressiva requalificação e melhoria. As Medalhas de Bons Serviços Desportivos, atribuídas em 3 de Maio de 1988 e de Ouro da Cidade de Coimbra, atribuída em 4 de Julho de 1993, para além da concessão do Estatuto de Instituição de Utilidade Pública, em 21 de Julho de 1984, são o reconhecimento da obra e do mérito da ACM de Coimbra. É este espírito responsável e criterioso o garante da nossa determinação e crer num futuro de maior riqueza e engrandecimento acemista, em honra da memória dos que nos antecederam e, também, acreditaram no Movimento de, e para Homens Bons. A ACM de Coimbra, a comemorar o seu 95.º Aniversário perdurará, ad eternum.

O campo Conde de Foz de Arouce é uma estrutura e um espaço de enorme riqueza ambiental


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A prática do Judo na época de 60

Foto tirada no Ginásio do ACM, com os velhos espaldares como pano de fundo, e onde se pode ver, entre outros, o Mestre Koboyashi, Mestre Bastos Nunes e Arlindo de Carvalho, Tavares Lopes, Paisana, A. Meliço-Silvestre, Marques de Andrade, Mamede Albuquerque, Augusto Coutinho, Sousa Dias, Sacramento, João Cruz, Almeida (bigodes), além do Paquim, Mário Lousada e do Fausto Martins de Carvalho, hoje 7.º Dan

Por ordem do Presidente do Conselho de Ministros, Dr. Oliveira Salazar, o Palácio dos Grilos, de entre outros edifícios Académicos, foi mandado encerrar. Entretanto, a agitação social tinha tomado conta do país, dando-se início, bruscamente, à Crise Académica dos primórdios dos anos sessenta, numa manifestação que abanou o Regímen, centrada em Lisboa e Coimbra, com grande aparato militar, da Guarda Republicana a cavalo até à polícia de choque que tudo levou pela frente. Expulsos da nossa “sede”, ainda que provisória, por indirecta decisão do Dr. Salazar, sede que apesar de alguns deficits estruturais tinha cumprido bem a sua missão desde 1961, fomos confrontados com uma posição bastante complexa, quando da imprescindível procura de um lugar digno para sediarmos a nossa nova sede acima do Mondego, ainda sob a orientação directa do Mestre Arlindo de Carvalho que, posteriormente, por politicamente comprometido, se ausentou do país.

a Fausto Martins de CarE foi nessa altura critica e valho e Norberto Canha, preocupante que ACM (AssoPresidentes do ACM e que ciação Cristã da Mocidade) se indiscutivelmente têm sido cruzou pela primeira vez cona ponte desses tempos tão nosco, os judocas da altura. gloriosos, o do arranque do ACM, uma organização projecto em que militamos, solidária e fraterna, sediada até aos dias de hoje, em na rua de Alexandre Herculaque já só nos cruzamos à no, ali tão perto da casa onde distância, por imperativos nasci, ao Penedo da Saudade, da Vida. em Coimbra. Ao Paisana e ao Coutinho, Gesto de humanismo, que tão cedo nos deixaram, gesto de solidariedade, de que descansem em paz lá no quem cedeu o seu Ginásio em Oriente Eterno. condições muito aceitáveis para a prática desportiva do António Meliço-Silvestre Judo, situação que se manProfessor Catedrático de tém até aos dias de hoje, uma Medicina, Presidente da época bem comemorativa em Assembleia da Faculdade que se deu início, a tão promissor projecto, e de onde viriam a surgir grandes campeões. E assim se tem caminhado, R. DE TOMAR, 2 | COIMBRA sempre na ACM, TM 963 785 605 ultrapassando os eventuais obstáculos sempre s0!2%#%2%3-²$)#/3 com grande agras*5.4!32%#523/ do, em atitudes sempre tão fraternas com que a http://mamede-albuquerque.com direcção nos vem http://albuquerqueelima.com envolvendo, no 0%2)4!'%--²$)#! abraço fraterno

O MAMEDE R ALBUQUERQUE T O P E D I A

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Nos primórdios da época de sessenta institucionalizou-se a prática do Judo, em Coimbra, tendo como sede o Palácio dos Grilos na velha Alta de Coimbra. Foi nesse ambiente histórico que foi montado o primeiro” Dojo”, sempre sob a superior orientação do Mestre Koboyashi, que periodicamente se deslocava de Lisboa para estar entre nós, como exemplo e referência principal. O nosso Mestre mais directo foi Arlindo de Carvalho (2.º Dan na altura), homem de grande elegância de movimentos, num ensino prático de superior execução e de formatação da mente, com que nos coordenava, das tardes de sábados às manhãs de domingo, num ritmo que soube imprimir e a que entusiasticamente aderimos. Frequentes vezes, o velho Mestre Japonês delegou também no Mestre Bastos Nunes, na altura 2.º Dan, que nos transmitia um forte espírito de equipa que, paulatinamente, se foi entre nós consolidando e reforçando, com confraternizações muito agradáveis e cheios de mística, com os célebres almoços na lona, Kagami-biraki, que tanto recordo. Por vezes aumentávamos o nosso período de camaradagem, sempre tão agradável, após o intensivo treino dos domingos de manhã, reunindo-nos para almoço na “República do Prakistão”, ali bem próximo do Cinema Sousa Bastos. E os treinos lá iam decorrendo com grande empenho e entusiasmo para um jovem do 6.º/7.º ano do liceu D. João III, hoje, ”de novo”, José Falcão. Mas, num ápice, surge um veredicto que tudo altera.

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Nuno Carvalho no top da arbitragem mundial Iniciou-se no Judo no Algarve e em 1988 veio para a ACM de Coimbra, tendo sido campeão nacional em juniores, esperanças, juniores e seniores, obtendo títulos a nível individual e por equipas, alguns dos quais a nível internacional. Nuno Carvalho, advogado, membro da Direcção da ACM de Coimbra, responsável pela área do desporto, é actualmente um dos 20 árbitros do circuito mundial de Judo, que percorre todos os continentes, e em Agosto vai estar no Campeonato do Mundo no Rio de Janeiro (Brasil). Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Judo, depois de ter deixado de ser atleta, Nuno Carvalho, 4.º Dan,

mantém uma estreita ligação à modalidade, quer praticando diariamente no tapete, quer treinando classes de competição. Sobre a área pela qual é responsável, na ACM, o dirigente destaca, nomeadamente, a boa participação e resultados das modalidades desportivas federadas, acentuando, contudo, as dificuldades que passam a nível económico, pela falta de apoios, onde se inclui os subsídios regulamentados pela Câmara Municipal de Coimbra e que ainda não foram cumpridos. Conforme sublinha, “não há crise de praticantes, mas de apoios que possibilitem a participação em várias provas competitivas”, numa associação que tem no seu historial a participação de atletas em quatro Olimpíadas.

É da ACM Coimbra o árbitro português de Judo mais cotado a nível internacional

Testemunho da dupla atleta Olímpica Sandra Godinho, judoca da ACM, na década de 90 e início de 2000, foi a primeira atleta, de todos os tempos, a representar uma colectividade de Coimbra, nos Jogos Olímpicos, em 1992, Barcelona. Esteve também nos Jogos Olímpicos Sandra Godinho de Sidney, 2000. Foi Campeã Nacional, individual e por equipas, também vencedora da Taça de Portugal, ao longo de vários anos pela ACM, com participação assídua nos Campeonatos da Europa e do Mundo, ao longo do seu percurso desportivo, como atleta da ACM. Hoje é uma profissional do Desporto e uma treinadora de Judo de sucesso. Eis o depoimento de Santa Godinho: “É com enorme prazer que fiz, ou, aliás, faço parte desta

grande família que é a ACM - Coimbra. Poder testemunhar os seus 95 anos de existência é uma honra e um orgulho pelos excelentes profissionais que lá trabalham e conseguem levar a bom porto os objectivos a que a ACM se propõe, apesar de todas as dificuldades da conjuntura que se vive actualmente. Estou longe, na Ilha da Madeira, mas o meu coração está bem pertinho de vós, foi e será sempre assim que senti a ACM. Passei bons momentos nessa casa que me acolheu como se fosse sua filha. Deu-me a educação que tenho agora e que muito me tem valido na minha vida tanto pessoal e profissional, e isso devo a um grande Homem o Dr. Fausto Carvalho, para mim o meu segundo pai. A ele um grande bem-haja por tudo o que fez por mim e tem feito pela ACM”.

Graciano Marques, o sócio n.º 1 A ACM de Coimbra orgulha-se de receber, quase diariamente, nas suas instalações, o seu sócio n.º 1. Aos 83 anos de idade, Graciano Marques não dispensa a presença na associação onde começou a frequentar com 17 anos e se fez associado em 1953, ainda se designava ACE (Associação Cristã de Estudantes). Muito novo, saltava o muro e ia jogar para o campo de futebol (onde agora se encontram as instalações arrendadas ao NB) e depois estiveram destinadas para uma piscina, que a falta de verbas inviabilizou. Foi campeão regional de badminton e sempre ligado ao desporto. “Esta sempre foi uma casa aberta a toda a gente e o primeiro local, em Coimbra, a ter ginástica para senhoras”, recorda Graciano Marques, que ingressou na Direcção da ACM em 1955, reeleito para vários mandatos e foi secretário-geral a partir de 1973. Graciano Marques é um livro aberto de memórias, recordando-se da primeira equipa de basquetebol em Coimbra, na então ACE, da escola de canoagem onde se fabricavam os barcos em madeira e dirigida por Câmara Pestana, e, também, da escola de atletismo onde começaram a correr José Carvalho e Aniceto Simões (ambos

viriam a ser atletas olímpicos) e Arnaldo Abrantes (pai). Homenageado como sócio n.º 1 pela ACM, em 23 de Junho de 2007, ali se enalteceu a deliadeza com que Graciano Marques lidava com os associados, a prontidão que apreendia os problemas e sugeria e apresentava soluções. Conforme sublinham, unaGraciano Marques é sócio da ACM desde 1953 nimemente, este verdadeiro acemista é um Homem impoluto e de carácter, de paz e de valores, com amigos em todas as actividades que desenvolveu. Graciano Marques foi árbitro de futebol do quadro nacional, dirigente da Associação de Desportos de Coimbra e de várias modalidades como o badminton, ginástica, natação e atletismo. Presidiu à Junta de Freguesia da Sé Nova (1996/99) e trabalhou durante 40 anos na Secretaria da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.


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Uma casa onde se cresce César Nicola é um ex-associado, agora na Madeira, por razões profissionais, que foi um dos grandes atletas internacionais do Judo da ACM, na década de 90 e início de 2000. Eis o seu depoimento: «Quando fui para a ACM a convite do Mestre Fausto Martins de Carvalho tinha sensivelmente 18 anos e praticava no Judo Clube do Algarve, onde tinha iniciado

esta modalidade também com Mestre Fausto. Essa “casa” ajudou-me a crescer formando-me a nível intelectual, físico e culturalmente transmitindo valores que ajudaram a minha formação como pessoa. Lá passava muito tempo do dia treinando, que era o principal motivo, mas também o convívio com as diversas pessoas que frequentavam esta instituição

tornavam o ambiente enriquecido e alegre. Recordo-me de algumas situações passadas que me levam a ter saudades, situações essas que me marcaram para o resto da minha vida. Muito mais havia para dizer mas faltam-me palavras para descrever os momentos lá passados, quer de alegria, de saudade, de tristeza, de sacrifício e muitas outras emoções».

César Nicola integra a Comissão Nacional de Graduações da Federação Portuguesa de Judo

Vaz Vieira é 17 vezes campeão de Damas Já ganhou 15 campeonatos nacionais de Damas em partidas lentas e mais dois em partidas rápidas. É Vaz Vieira, o campeão da secção de Damas da ACM de Coimbra, que conquistou, também, dois títulos mundiais nas damas clássicas. O professor de Matemática, aposentado, integra a secção de Damas desde a fundação, em 1980, foi seu presidente durante muitos anos, com este cargo a ser agora exercido por Óscar de Almeida. Vaz Vieira pertenceu à comissão que consti-

tuiu a Federação de Damas e a respectiva secção da ACM de Coimbra já conquistou duas taças de Portugal, por equipas, foi vice em várias disputas do troféu e em todos os campeonatos obtém o primeiro ou o segundo lugar do pódio. As Damas da ACM têm 12 praticantes federados, num desporto que Vaz Vieira diz cativar os jovens, pois podem jogar com os pais, ou os avós. “É barato, desenvolve as capacidades de atenção e de raciocínio”, destaca, defendendo a sua prática assídua nas escolas.

O maior campeão nacional nas Damas é do ACM de Coimbra

Pesca desportiva tem muitos triunfos to, arquitecto), participações nas selecções A secção de Pesca desportiva e de nacionais de rio e de mar, vários campeões lazer da ACM de Coimbra data de 03 de nacionais em seniores e veteranos, sendo de Janeiro de 1992 e possui, actualmente, destacar cinco anos consecutivos no pódio 24 praticantes, seniores e veteranos, (1.º e 2.º) no campeonato de mar, assim com com vários títulos mundiais, europeus e um vice-campeão da Europa, título obtido nacionais. há dois anos, em França, e vários primeiros Com pesca de rio e de mar, a secção lugares em provas espanholas. é dirigida por Vítor Monteiro, treinador Há cinco anos consecutivos Dos dirigentes da secção de Pesca, que de nível I com autonomia, promove anuque a pesca ocupa os primeiros lugares tem António Cabanas como secretário, faz almente um concurso nacional nos dois no pódio no campeonato de mar parte José Rodrigues Pereira, vice-presidente meios aquáticos e tem igualmente a seu da Direcção da ACM e responsável pelas cargo a organização de campeonatos nacionais e regionais do Inatel. Colocada no mais alto nível da instalações da associação, que anuncia como próximas grandes competição, a Pesca da ACM de Coimbra teve dois campeões do obras a recuperação do telhado do edifício-sede, assim como no mundo de juniores (Tó Carvalho, agora engenheiro, e Paulo Sarmen- campo de Foz de Arouce, afectado pelo temporal deste ano.

.M. Felicita a A.C ário Anivers pelo seu 95.º


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Ténis de Mesa a alto nível A Secção de Ténis de Mesa da ACM de Coimbra era dirigida, no ano de 1980, por António Sequeiros e Octávio Estêvão. O primeiro resultado de maior relevo nacional surgiu em Maio de 1985, com a ACM a ascender à 1.ª Divisão Nacional em seniores masculinos e a alcançar a final da Taça de Portugal. Em 1987 o atleta João Paulo Costa decide assumir a formação dos jovens atletas e cria um fantástico grupo de oito miúdos. Perante todo este sucesso os dirigentes da ACM de Coimbra são convidados a fundar a Associação de Ténis de Mesa de Coimbra em Julho de 1989. Em Abril de 1990 o Ténis de Mesa da ACM vive os maiores êxitos que mudam a sua história - os irmãos Gonçalo e Sérgio Castanheira sagram-se campeões nacionais de pares iniciados, na Marinha Grande, e a partir daí entram na “alta competição”, arrecadando imensos títulos.

Em 1995, no Campeonatos da Europa YMCA em Malta, a ACM obtém dois títulos Europeus: Pares e equipas júniores masculinos. Em 2003, nos Campeonatos da Plantel Ténis de Mesa 2013: Europa YMCA Horsens/Dina- Rafael Pedra, Sérgio Castanheira, Paúl Diaz (treinador), marca, três medalhas de ouro: Equipas, individuais e pares Gonçalo Castanheira e Jorge Tito seniores masculinos. Actualmente o ténis de mesa da ACM de Coimbra está bem cotado a nível nacional ambicionando o regresso ao escalão máximo da modalidade no presente ano de 2013, após ter vencido o Campeonato Nacional da 2.ª Divisão e a recente conquista da medalha de prata nos Campeonatos da Europa YMCA na Suécia.

Danças de salão: Hobby, desporto e arte A prática das danças de salão pode ser entendida de várias formas, dependendo do ponto de vista. Para muitos será um hobby, para outros um desporto, e pode ser também considerada uma arte. Para a maior parte dos praticantes da modalidade uma aula de dança é uma forma de convívio e um escape das pressões do dia-a-dia, sendo também uma forma divertida de praticar exerNo ACM existe, igualmente, ginástica acrobática e rítmica cício físico moderado, adquirindo conhecimentos que lhe permitam desenvolver as suas capacidades na área da dança. É possível praticar a modalidade na ACM, existindo actualmente uma de iniciação e outra de nível intermédio. O programa lectivo está de acordo com os Syllabus do ISTD (Imperial Society of Teachers of Dancing) para as danças Standard e do IDTA (International Dance Teachers’ Association) para as danças Latino-Americanas.

As danças de salão são um conjunto de 10 danças padronizadas, divididas em dois grupos: cinco danças Standard e cinco danças Latino-americanas. As cinco danças Standard foram as primeiras a ser desenvolvidas, têm a sua origem em antigas danças das cortes europeias, e são a Valsa Vienense, Valsa Inglesa, Slow Foxtrot, Quicksetp e Tango. Mais tarde, com a chegada dos ritmos do Caribe, forma padronizadas cinco novas danças, chamadas Latinas ou Latino-Americanas (Cha-cha-chá, Rumba, Pasodoble, Samba e Jive). Existem outras danças cuja pratica ocorre um pouco por todo o mundo como a Salsa, Merengue, Kisomba, Tango Argentino, Bachata, etc., mas para as quais não foi desenvolvida uma técnica que se possa considerar universal e como tal não fazem parte do conjunto das danças de salão. Conforme explica Joaquim Santos, numa fase inicial o objectivo foi uniformizar o ensino da dança numa vertente social, mas depressa começaram a organizar-se competições, desenvolvendo-se assim uma vertente desportiva na dança. Mas para além de um desporto, a dança é também considerada uma arte, aliando elegância, beleza e destreza numa única actividade, para além do prazer que proporciona aos seus praticantes.

Ballet, dança contemporânea e modern jazz Uma das actividades mais pujantes da ACM é, sem dúvida, o ballet. Ministrado por duas professoras, Helena Jardim e Rita Grade, as alunas e os alunos distribuem-se por classes, organizadas por idades e de acordo com o seu estado de aprendizagem. As várias dezenas de alunos de ambas as professoras, nos dois casos em classes que vão dos 3 anos até à idade adulta, têm, no final de cada ano, um tradicional Serão de Ballet, habitualmente realizado no TAGV, em que fazem prova pública do trabalho desenvolvido nas aulas da ACM. Existem ainda na ACM duas outras classes de dança contemporânea e modern jazz, a cargo da professora Sara Martins. Os vários géneros de dança mostrar-se-ão, este ano, em dois dias consecutivos: 02 e 03 de Julho, pelas 21h00 no TAGV. Do programa do dia 02 constarão, na 1.ª parte, as classes de

ballet da prof.ª Helena Jardim e, na 2.ª parte, as alunas de dança contemporânea e modern jazz da prof.ª Sara Martins. Os alunos de ballet dançarão quadros com música de Tchaikovsky, Johan Strauss, Frederico de Brito, Ferrer TrinO Ballet é orientados pelas dade e Carlos Paredes e ainda prof.s Helena Jardim e Rita Grade as vozes de Dulce Pontes e Amália Rodrigues. O tema da 2.ª parte será “ A menina do mar”. Quanto ao dia 03, será integralmente preenchido com as classes da prof.ª Rita Grade, que apresentará a conhecida “Carmen “, de Bizet, complementada com música de Bernardo Sassetti, Paco de Lucia, Carlos Saura e Benise.


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Aikido, Kendo e Taekwondo O Aikido baseia-se nos princípios da harmonia, da não resistência e da não violência. É a presença de espírito que permite ao Aikidoca colocar-se no centro da acção, reduzindo o ataque do parceiro, retirando-lhe a sua violência. Ele conduz a força do parceiro, transformando o antagonismo em harmonia. A técnica a utilizar e a forma de o fazer dependerão de todo um conjunto de factores que incluem a velocidade, intenção, tempo e distância. Mestre Morihei Ueshiba viria a criar na primeira metade do séc. XX aquela que seria a última arte do budo a ser divulgada no ocidente, presente na ACM de Coimbra.

Espada dos Samurai O Kendo é uma arte marcial japonesa inspirada nas técnicas de luta com espada dos Samurai (guerreiros japoneses). No treino de Kendo são utilizados os shinai (espadas de bambu) e um conjunto

Natação com equipa renovada A secção de Natação sempre marcou a sua actuação pelos mesmos princípios que regem a histórica ACM de Coimbra, facultando aos seus associados actividades físicas e de lazer que promovam o seu bem-estar e proporcionem um desenvolvimento integral enquanto pessoa, através da aprendizagem e aperfeiçoamento da natação, actividade física por excelência para a obtenção e manutenção de óptimos e salutares níveis de desenvolvimento físico. Foi recentemente integrada nova equipa técnica que veio renovar esta secção, composta pelos professores Abel Monteiro e Guilherme Monteiro, técnicos com longos anos de experiência, quer na prática e ensino da modalidade, como também na prática pedagógica com jovens, adolescentes e adultos. Esta secção tem, igualmente, como preocupação, possibilitar a prática da natação acessível a todos os que desejem através de preços módicos, pautando a sua actuação pelo ensino individualizado, proporcionando assim elevada qualidade técnica e humana no ensino da natação em Coimbra.

Aulas de música na ACM Em Outubro de 2012, tiveram início, na ACM, as aulas de saxofone e iniciação de órgão, leccionadas pela professora Ivone Carvalho, que se encontra, de momento, a terminar a licenciatura em Música, na Universidade de Aveiro, tendo concluído em 2010 o 8.º grau do Curso Complementar de Saxofone no Conservatório de Música de Coimbra. As aulas são individuais, permitindo, assim, uma aprendizagem e aperfeiçoamento da prática de saxofone e de órgão, através de um estudo personalizado, englobando também noções de formação musical. A partir de Setembro de 2013, além daqueles instrumentos, irão iniciar-se, também, aulas de iniciação de piano e de formação musical (estas últimas, em grupo) para diversas faixas etárias, a partir dos 5 anos.

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de protecções (bogu) que permitem a prática livre, mas de uma forma segura. Está igualmente incluído na prática desta arte o treino de No Kendo são utilizados os shinai (espadas de bambu) e um conjunto de protecções (bogu) kata - formas pré-definidas em que se utiliza o boken (espada de madeira). As classes de Kendo estão presentes na ACM de Coimbra há mais de 10 anos, e os seus praticantes participam regularmente e de forma activa em vários eventos da modalidade, quer nacionais quer internacionais.

Modalidade medalhada O Taekwondo foi introduzido oficialmente em Coimbra no ano de 2000 e em 2010 foi criada a Associação Distrital de Taekwondo de acordo com as directivas provenientes da Federação Portuguesa da modalidade. Mais recentemente, em 2012, foi criada a secção de Taekwondo da ACM. Apesar de jovem esta promissora secção já arrecadou este ano três medalhas (uma ouro, uma prata e uma bronze) no Internacional de Sintra e outras três medalhas no Open de Portugal (duas de prata e uma de bronze).


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Festa de aniversário com a YMCA Europa O secretário-geral da Aliança Europeia YMCA/Europa, Juan Simões Iglésias, organismo a que a ACM de Coimbra pertence, foi o convidado de honra da festa do 95.º aniversário, que se realizou, sábado (dia 22), no Campo Conde Foz de Arouce. Juan Iglésias, que faz parte da organização não governamental com a maior rede da Europa (5 500 centros, 100 000 voluntários e 2 milhões de participantes), foi agraciado com uma distinção de reconhecimento, tendo a ACM/Coimbra entregue igual galardão à Câmara Municipal da Lousã. “Estamos orgulhosos de vós”, declarou o dirigente da Aliança Europeia, numa referência à ACM de Coimbra, o

O corte do bolo comemorativo foi acompanhado dos parabéns

qual saudou igualmente o anúncio, que aconteceu nesse dia, de a Universidade, a Alta e a rua da Sofia serem Património Mundial da Humanidade. “As pessoas são o centro do movimento acemista e YMCA”, referiu Juan Iglésias, apelando à unidade, justiça e solidariedade europeia, acentuando, igualmente, a preocupação de se construir a “Europa dos cidadãos” e conseguir

atenuar o elevado desemprego jovem. Perante mais de uma centenas de pessoas, no almoço de aniversário, o vereador Hélder Bruno, da Câmara da Lousã, destacou os valores da formação, do humanismo, do altruísmo e do desporto da ACM, assim como o contributo que tem dado ao concelho, aspecto também realçado por Augusto Padrão, presidente da Junta de Freguesia de Foz de Arouce.

Teresa Portugal, Juan Iglésias, Fausto Carvalho, Hélder Bruno (vereador da Câmara da Lousã), Graciano Marques, Graça Carvalho

Juan Simões Iglésias, secretário-geral da Aliança Europeia YMCA, e Fausto Carvalho, presidente da ACM de Coimbra

Abertura da exposição fotográfica sobre a actualidade da ACM

A Orquestra de Tangos dos Antigos Tunos da Universidade de Coimbra, dirigida pelo maestro Augusto Mesquita

O Grupo Ad Libitum Gospel, dirigido pelo maestro Nuno Mendes, tendo como solista Ana Goulart

Parola Gonçalves, responsável operacional do Campo Conde Foz de Arouce e colaboradoras

Isabel Pinto (treinadora/seccionista de Ginástica Rítmica e Acrobática), Maria Sofia Pereira, Maria Eduarda Aleixo, Madalena Trindade


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Américo Baptista, presidente da Assembleia Geral da ACM agracia Victor Queiroz por 50 anos de associado, distinção também atribuída a Fausto Carvalho e Alfredo Gomes

Jorge Pimentel recebe a medalha de 25 anos de associado, distinção também para Armando Gonçalves, Marco Correia, Manuel João Correia e Manuel Fernando Correia

João Castelo Branco (Judo, infantil)

Teresa Silva (Judo, juniores/seniores)

Nuno Carvalho (Judo, árbitro mundial)

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José Lino (director/seccionista das Damas), troféu mérito desportivo

Vaz Vieira (o campeão de Damas com mais títulos nacionais)

Francisco Oliveira (técnico de Ginástica Manutenção)

João Marcelino Lopes (Judo, iniciado)

João David Fernando (Judo, campeão nacional juvenil 2013)

Luísa Silva (Judo, vice-campeã nacional cadetes e juniores, Taça da Europa de Cadetes, 2013)

Rodrigo Antunes (Judo, 3.º lugar campeonato nacional de cadetes, 2013)

Filipe Lopes (Judo, juniores/seniores)

António Morais (Judo, técnico de formação)

Jorge Pimentel (Judo, árbitro)

Graça Carvalho (Judo, directora/seccionista)

José Rodrigues Pereira (Pesca Desportiva, director/ seccionista), tendo também sido agraciados António Gaspar Santos, Victor Santos Lopes, Armando Simões, José Carvalho Ferreira e Bruno Costa (atletas, ausentes em competição) e Victor Monteiro (treinador)

Graciano Marques, associado n.º 1 da ACM de Coimbra, prémio de reconhecimento

Catarina Stricker, da empresa Paul Stricker SA

José Augusto Padrão, presidente da Junta de Freguesia de Foz de Arouce

Fotos da autoria de: Hugo Costa Marques e António Abreu (Secção de Fotografia da ACM de Coimbra)


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Secção de Judo faz bodas de prata O nível técnico do judoca é reconhecido pela Graduação que vai alcançando ao longo do período de aprendizagem em todo o seu percurso que, em muitos casos, é uma vida. A ACM de Coimbra tem, nos seus quadros, judocas possuidores de altas graduações, Fausto Carvalho, 7.º DAN, e Nuno Carvalho, 4.º DAN, e outros, aqui formados que, hoje, são 3.ºs, 4.ºs e 5.ºs DAN. Com a crise Académica de 1962, o ACM assegurou a continuidade da prática de Judo, mas, em 1964, com a abertura das novas (actuais) instalações académicas, junto à Praça da República, o Judo deixou de ser praticado, na ACM. No primeiro quadrimestre do ano de 1988, pela persuasão do secretário-geral, da ACM, Graciano Marques, junto de Fausto M. Carvalho, judoca que praticara a modalidade, na Instituição, de 1962 a 1964, o Judo regressou à ACM, em 11 de Abril de 1988, 24 anos depois. Assim se criou a Secção de Judo da ACM, sob a responsabilidade técnica e desportiva de Fausto M. Carvalho.

Competição São muitos os títulos nacionais alcançados pelos judocas da ACM, em todos os escalões: Nuno Carvalho, Marco Correia, Sandra Godinho, Paula Rodrigues, Rita Pimentel, César Nicola, Ricardo Pimentel, Bruno Amaro, Humberto Fernandes,

Sérgio Morais, Joana Ramos, João Neto, Rui Abreu, Bruno Carvalho, Marcos Carvalho, André Alves, Rui Silveirinha, Marta Amaro, Ana Sousa, Hugo Ângelo, Antoine Massart, Sergiu Oleinic, João Antunes, João Santos, João Botelho, Rodrigo Antunes, Luísa Silva, João David Fernando. Os judocas da ACM participaram, ao longo destes 25 anos, em Torneios Internacionais, Taças do Mundo, Campeonatos da Europa de Esperanças, Juniores e Seniores, Campeonato do Mundo de Juniores e Seniores, Jornadas Olímpicas da Juventude e Jogos Olímpicos: Marco Correia, Nuno Carvalho, Bruno Amaro, Paula Rodrigues, Rita Pimentel, Sandra Godinho (3.º lugar, 1993, a primeira judoca portuguesa a subir ao pódio no Torneio Internacional de Paris), Marta Amaro, César Nicola, Sérgio Morais, Hugo Ângelo, Marcos Carvalho, Antoine Massart, Joana Ramos, Ana Sousa, João Neto, Sergiu Oleinic, Luísa Silva. No desporto Universitário: Nuno Carvalho, 3.º lugar no Campeonato Mundial Universitário, individual e vice-campeão mundial por equipas nacionais, 1998, Praga. Nos Campeonatos da Europa e Mundiais: João Neto, 3.º lugar no Campeonato do Mundo Sénior, Osaka, Japão, 2003; Marta Amaro, 5.º lugar, no Campeonato do Mundo Júnior, 2005; Joana Ramos, 3.º lugar, Campeonato Europeu,

João David Fernando, Campeão Nacional Juvenil, 2013

Marco Correia e Nuno Carvalho, os primeiros campeões, distritais e regionais, da ACM

Sub. 23 Liubliana, Eslováquia, 2004; João Neto, Campeão da Europa, Sénior, Lisboa 2008; Nuno Carvalho e João Neto, vice-campeões da Europa, equipas seniores nacionais, 2001.

Jogos Olímpicos Sandra Godinho é a primeira atleta a representar Coimbra nos Jogos Olímpicos. Paula Rodrigues era outra judoca da ACM, com mínimos alcançados em Madrid para participar nos Jogos de Barcelona, 1992, mas cujos resultados não foram reconhecidos pela equipa técnica do Comité Olímpicos Português, para as atletas femininas. Devido a lesão, Sandra Godinho não participou nos Jogos Olímpicos de Atlanta, 1996. Classificando-se em 7.º lugar no Campeonato do Mundo de Birmingham, obtém os mínimos e participa pela segunda vez nos Jogos Olímpicos, Sidney, 2000. Também João Neto participa nos Jogos de Atenas alcançando o 7.º lugar e nos Jogos Olímpicos de Pequim, onde obtém o 9.º lugar. Sendo o Judo uma modalidade individual, por excelência, as provas por equipas revestem um cariz muito especial. O Judo da ACM tem o 1.º título para Coimbra de uma prova nacional, por equipas: Campeã Nacional, 1992, com Sandra Godinho, Paula Rodrigues, Rita Pimentel, Catarina Marques, Cristina Rocha e Fausto Car-

valho (responsável técnico). Desde essa altura, o palmarés é grande e as equipas seniores feminina e masculina receberam, em 2005, a Medalha de Ouro de Mérito Desportivo, distinção atribuída pela Câmara Municipal de Coimbra.

Dirigismo Fausto Carvalho, dirigente da secção, foi presidente da Federação Portuguesa de Judo, de 1990 a 1993 e membro do C.O.P. em Olympia, 1995. A ACM apostou sempre na formação de árbitros, destacando-se Nuno Carvalho, Internacional-Mundial, Fausto Carvalho, Internacional-Continental, e Jorge Pimentel, elite. A secção de Judo agregou o Ju-Jitsu, no ano de 1999, às suas actividades, tendo a ACM sido um dos fundadores da Federação de Ju-Jitsu e Desportos Associados de Portugal, filiada nas Federações Europeia e Internacional de Ju-Jitsu. A secção é dirigida pelos seccionistas Graça Maria C. M. Carvalho, Nuno Miguel Martins de Carvalho e Jorge Manuel Neves Pimentel. Fausto Carvalho, Nuno Carvalho, António Figueiredo e António Morais constituem o corpo técnico, com o apoio de Jorge Pimentel, Brunos Neves, Carlos Silva e Francisco Oliveira, da modalidade de Judo, sendo Ricardo Morais, José Araújo e Rui Costa os responsáveis técnicos do Ju-Jitsu.


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Uma viagem pela Europa, em 1958 Em Agosto de 1958 a ACM organizou uma “Excursão Cultural” a Espanha, França e Bélgica, tendo editado um “Canhenho Pessoal”, em que instruía os excursionistas de pormenores vários, sobre a organização da viagem, os cuidados a ter por cada um e caracteriza os países e as suas gentes. Horário, bagagem, vestuário, artigos de toucador, medicamentos e pequenos socorros, dinheiro, diversões, normas sociais, foram temas e recomendações do “Canhenho” com uma saudação inicial, “É com o maior prazer que a Direcção da Excursão e o Conselho de Administração da ACM de Coimbra apresentam a todos os excursionistas os mais afectuosos cumprimentos e os melhores votos para que a viagem decorra com a maior alegria e inteiro proveito para a finalidade cultural que se pretende. Figuram entre os excursionistas, respeitáveis senhoras e gentis meninas, engenheiros e funcionários, médicos, advogados, comerciantes e industriais e simples empregados. Todos sócios da ACM e a quem a ACM, com o apoio do International Commitee e da Aliança Mundial das Associações Cristãs, vai proporcionar alguns dias de salutar convívio. Para que tudo decorra dentro do melhor espírito de compreensão e não haja oportunidades para sucederem factos que possam ser lamentáveis, gostaríamos que todos se dessem à maçada de ler o que segue”.

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As empresas presentes felicitam a A.C.M. pelo seu 95.º Aniversário

OURIVESARIA COSTA Rua Ferreira Borges - Coimbra

medalhisticalusatenas@netc.pt www.medalhisticalusatenas.co.pt

Ilda Peres Gravo Taças

Telef.: 239 108 592 - Telem.: 919 484 321 E-mail: ildaperes@live.com.pt Rua Martins de Carvalho, 60 - 3000-274 Coimbra

Contributos para o 95.º aniversário A Direcção da ACM de Coimbra agradece, reconhecidamente, o contributo dos seguintes associados para as comemorações do 95.º aniversário: Graciano Marques Fausto Martins de Carvalho José da Costa José Manuel Monteiro Mendes Freire.

PEDRO SÊCO TRANSPORTES, LDA. ALVARÁ N. 6426/2001

Sede: PONTE DO AREAL - 3200-107 LOUSÃ 919761892


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Revista 95 Anos ACM