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Ex-consultor jurĂ­dico da PT insiste estar impedido de dizer o que sabe

SĂłcrates sob pressĂŁo de Paulo Penedos Tratamento das coronĂĄrias atinge excelĂŞncia em Coimbra

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A Cardiologia de Intervenção Ê um caso de sucesso nos Covþes, uma unidade do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), onde se salva a vida de pessoas acometidas de enfarte de miocårdio e se evita o recurso a muita cirurgia. TambÊm os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC), com a inauguração de um novo espaço de hemodinâmica, vão na mesma linha e, em conjunto, fazem da cidade um lugar de excelência na desobstrução das coronårias, o que evita muito recurso à cirurgia. Pågina 11

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CMC espreita encaixe de 15 milhĂľes

Arroz e Lampreia convidam a descobrir o Baixo-Mondego

A Câmara de Coimbra, que q se reuniu ontem com a Ă guas de Portugal, advoga que a transferĂŞncia do objecto da AC (empresa municipal) para uma sociedade do Grupo p AdP seja j acompanhada p da fusĂŁo dos sistemas multimunicipais Ă guas do Mondego (AdM) e SimLis, apurou o “CampeĂŁoâ€?. Continua na pĂĄgina 11 PUBLICIDADE

Memória, criatividade e inovação marcam a oitava edição do Festival do Arroz e da Lampreia, certame de referência na agenda gastronómica nacional, que irå decorrer em Montemor-o-Velho entre os dias 05 e 14 de Março. Caderno de 8 påginas

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vista concedida ao Jornal i pelo advogado Ricardo SĂĄ Fernandes causou desconforto aos camaradas indefectĂ­veis de JosĂŠ SĂłcrates, apurou o “CampeĂŁoâ€?. PĂĄgina 3

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Entrevista

(proprietĂĄria da TVI) por parte da Portugal Telecom. O primeiroministro estĂĄ, parcialmente, ÂŤnas mĂŁosÂť de Paulo Penedos, ex-consultor jurĂ­dico da Portugal Telecom, e uma recente entre-

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“NinguĂŠm mais do que eu quereria poder falar sem restriçþesâ€?, afirmou Paulo Penedos, ex-dirigente do PS/Coimbra, na semana passada, no Parlamento, ao ser interpelado pelo deputado JoĂŁo Semedo (BE). O desabafo seguiuse Ă  indicação de que afastava “o risco de violar o segredo de Justiçaâ€?, quando o jurista foi instado a dizer quem inviabilizou a compra de 30 por cento da Media Capital

Dia Internacional da Mulher 8 de Março


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SEVER DO VOUGA

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De amanhã e atÊ dia 14 de Março

Uma rota para apreciar a lampreia e a vitela O concelho de Sever do Vouga associa dois sabores tradicionais para convidar os apreciadores a fazer a “Rota da Lampreia e da Vitelaâ€?, iniciativa que decorre entre amanhĂŁ (dia 5) e 14 de Março, com vĂĄrias iniciativas de animação e o repasto nos restaurantes aderentes. PUBLICIDADE

Conhecido pela vitela assada com arroz de forno, Sever do Vouga nĂŁo deixa escapar a oportunidade para celebrar tambĂŠm a lampreia, que tem agora a sua ĂŠpoca, e que por estas terras, desde os tempos da Idade MĂŠdia, servia igualmente como forma de pagamento de impos-

tos aos senhores feudais. Renovam-se os tempos, renovam-se as vontades... e com eles os sabores de uma boa cozinha tradicional, numa terra de gente hospitaleira e onde a mĂŁe natureza foi generosa. SĂŁo estes sabores fortes e naturais, da gastronomia local, que vincam a identidade do

concelho, pelo que a iniciativa “Rota da Lampreia e da Vitelaâ€? pretende, tambĂŠm, “manter a genuĂ­na arte de bem cozinhar e divulgĂĄ-la para o bom saborear de quem a apreciaâ€?. Foi com este objectivo que a Confraria GastronĂłmica de Sever do Vouga aceitou organizar este even-

WRUHVSRQGHQGRDRGHVDĂ€R lançado pela Câmara de Sever do Vouga, contando para o efeito com a colaboração do MunicĂ­pio, da AGIM - Associação para a GestĂŁo, Inovação e Modernização do Centro Urbano de Sever do Vouga e da SEMA - Associação Empresarial. Trata-se, segundo os promotores, de “fazer justiça Ă s tradiçþes gastronĂłmicas do concelho, desde logo com a realização da 10.ÂŞ edição da Festa da Lampreia, sem esquecer a outra especialidade da regiĂŁo, a vitela assada com arroz do forno. Com inĂ­cio nesta sextafeira, dia 5, e a decorrer atĂŠ dia 14, um domingo, a iniciativa conta com a participação de alguns restaurantes (“Santiagoâ€?, “Quinta do Barcoâ€?, “ O Recanto - Praia Fluvialâ€? ,“ O Cortiçoâ€? e o “O Vitorinoâ€?), que convidam a saborear a gastronomia local, nomeadamente o arroz de lampreia, a lampreia Ă  bordalesa e a vitela assada com arroz do forno.

Esta realização, assim como outras tantas promovidas no municĂ­pio, visa promover, divulgar e contribuir para o desenvolvimento econĂłmico do concelho, atravĂŠs da “concertação de meios e sinergias na valorização de produtos locais, como a lampreia e a vitela, que, por si sĂł, jĂĄ sĂŁo um motivo de visita. Para a organização, esta p´DDĂ€UPDomRGHXPDLPDgem de marca que pretende divulgar o concelho, atravĂŠs da criação de programas alternativos de turismo cultural temĂĄticos, suscitando deste modo o surgimento de grupos ou clientelas fidelizadas, considerados de grande importância para o desenvolvimento localâ€?. “SĂŁo segredos de um povo que do saber e do imaginar temperam e aconchegam os sentidos gustativos de quem aprecia estes sabores fortes e requintadosâ€?, refere-se, sem esquecer os doces tradicionais, como os beijinhos, as bateirinhas e outras delĂ­cias feitas com mirtilo, como as tartes e os gelados.

ReuniĂŁo de confrarias e rali de carros antigos Dia 5 10h30 – Concentração junto Ă  Câmara de Sever do Vouga e desfile das confrarias atĂŠ ao Centro de Artes e do EspectĂĄculo, onde decorrerĂĄ a sessĂŁo solene. SessĂŁo solene e lançamento da 1.ÂŞ edição de receitas antigas do concelho. 21h30 – Teatro com a peça “Vai-se andandoâ€?, com o actor JosĂŠ Pedro Gomes e encenação de AntĂłnio Feio, no CAE. Dia 13 21h30 – Actuação da Banda Amizade - Banda SinfĂłnica de Aveiro, sob a direcção artĂ­stica de Carlos Marques, no CAE. Dia 27 Rali Museu Bairrada - TrofĂŠu Nacional de Ralis de Regularidade HistĂłrica: 10h00 – Partida de Anadia (1.ÂŞ sessĂŁo - Anadia/Sever do Vouga); 11h45 – Super-especial de Sever do Vouga (1.ÂŞ prova de slalom na pista do Alto do Roçario); 15h00 – Partida de Sever do Vouga, junto Ă  Câmara Municipal (2.ÂŞ sessĂŁo - Sever do Vouga/Vouzela); 15h40 – 2.ÂŞ prova de slalom na pista do Alto do Roçario;

Restaurantes aderentes São cinco os restaurantes aderentes à Rota da Lampreia e da Vitela, distribuídos pelo concelho de Sever do Vouga, o que permite fazer um percurso e conhecer melhor este município. Santiago – Pessegueiro do Vouga (telef. 234 551 125). Quinta do Barco – Pessegueiro do Vouga (aberto todos os dias e vitela só por encomenda, telef. 234 556 246). O Recando – Paradela do Vouga, Praia Fluvial (aberto se efectivar reserva prÊvia, telef. 234 551 723). O Cortiço – Sever do Vouga (aberto todos os dias, telef. 234 555 753). O Vitorino – Sever do Vouga (aberto todos os dias, telef. 234 551 156).


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POLĂ?TICA

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Ex-consultor jurĂ­dico da PT insiste estar impedido de dizer o que sabe

SĂłcrates estĂĄ parcialmente “nas mĂŁosâ€? de Paulo Penedos R.A.

O primeiro-ministro estĂĄ, parcialmente, ÂŤnas mĂŁosÂť de Paulo Penedos, outrora dirigente do PS/Coimbra e exconsultor jurĂ­dico da Portugal Telecom (PT), e uma recente entrevista concedida ao Jornal i pelo advogado Ricardo SĂĄ Fernandes causou desconforto aos camaradas indefectĂ­veis de JosĂŠ SĂłcrates, apurou o “CampeĂŁoâ€?. O desconforto de alguns dirigentes do PS ĂŠ potenciado pela provĂĄvel criação de uma comissĂŁo parlamentar de inquĂŠrito, perante a qual poderĂŁo vir a ser chamados a depor SĂłcrates e Penedos. A entrevista, em que o causĂ­dico imputa a JosĂŠ SĂłcrates a tentativa de “esconder-se atrĂĄs do segredo de Justiçaâ€?, foi publicada trĂŞs dias depois de Paulo Penedos ter deposto perante a ComissĂŁo de Ética da Assembleia da RepĂşblica. A avaliar pelo teor de escutas divulgadas pelo semanĂĄrio Sol e pelo diĂĄrio Correio da MaQKm3HQHGRVHUDFRQĂ€GHQWHGR antigo gestor da PT Rui Pedro Soares, que terĂĄ debatido com o chefe do Governo os moldes em que a empresa iria assegurar RFRQWURORDFFLRQLVWDGDĂ€UPD proprietĂĄria da TVI. SĂĄ Fernandes, que foi secretĂĄrio de Estado do segundo Governo de AntĂłnio Guterres, disse ao i que, por ocasiĂŁo da primeira divulgação de escutas feita pelo referido semanĂĄrio, Paulo Penedos “parecia uma espĂŠcie de criatura que, com um administrador da PT, engendrara um esquemaâ€? para controlar a estação de televisĂŁo.

Ora, acrescentou o advogado de Penedos, “isso ĂŠ em si mesmo muito pouco plausĂ­vel e absurdoâ€?. Segundo o causĂ­dico, o outrora consultor jurĂ­dico da Portugal Telecom “actuou no quadro das suas funçþes SURĂ€VVLRQDLVQRUHVSHLWRSHODV obrigaçþes deontolĂłgicasâ€?. “NĂŁo ĂŠ claro ainda como viu a PTâ€? a oportunidade de compra de parte do capital VRFLDOGDĂ€UPDSURSULHWiULDGD TVI, “a Portugal Telecom tem de tomar uma posição sobre isto; se o primeiro-ministro soube ou nĂŁo, isso tem de ser esclarecidoâ€?, assinalou Ricardo SĂĄ Fernandes. O ex-governante acrescentou que, “se este assunto GRSULPHLURPLQLVWURQmRĂ€FDU esclarecidoâ€? em termos convincentes, serĂĄ incapaz de votar outra vez em JosĂŠ SĂłcrates. “NinguĂŠm mais do que eu â€œâ€Ś

Comum Ă  entrevista concedida por SĂĄ Fernandes, Ă s palavras do ex-consultor da PT perante a ComissĂŁo de Ética da AR e a uma declaração proferida pelo advogado, em representação do seu cliente, ĂŠ a apresentação de Penedos como “respeitador de todos os ĂłrgĂŁos de comunicação social, cuja independĂŞncia e liberdade encara como valores sagrados num Estado de Direito democrĂĄticoâ€?. De resto, o jurista Paulo Penedos admitiu, hĂĄ um mĂŞs, vir a autorizar a divulgação de parte de escutas telefĂłnicas de que foi alvo no âmbito do caso “Face ocultaâ€?, limitando-

se para o efeito a pĂ´r algumas condiçþes. “NinguĂŠm mais do que eu quereria poder falar sem UHVWULo}HVÂľDĂ€UPRX3HQHGRV na semana passada, no Parlamento, ao ser interpelado pelo deputado JoĂŁo Semedo (BE). O desabafo seguiu-se Ă  indicação de que afastava “o risco de violar o segredo de Justiçaâ€?, quando Paulo foi instado a dizer quem inviabilizou a compra de 30 por cento da Media Capital (proprietĂĄria da estação televisiva de Queluz) por parte da PT. O jurista limitou-se a dizer que a sua intervenção em prol do negĂłcio começou em Maio de 2009, prestando assessoria a Rui Pedro Soares, e acrescentou ter a convicção de que o assunto foi desencadeado pela ComissĂŁo Executiva da Portugal Telecom. Paulo Penedos invocou o instituto do segredo de Justiça, inerente ao caso “Face ocultaâ€? (em que ĂŠ arguido), e o segredo SURĂ€VVLRQDOGHFRUUHQWHGDDQtiga relação com a PT para dar meias respostas a quase todas as perguntas dos membros da ComissĂŁo de Ética da AR. “A minha formação nĂŁo se compadece com desrespeito SRUFHUWRVYDORUHVÂľDĂ€UPRX Penedos no âmbito de uma resposta ao seu camarada Manuel Seabra. Noutro contexto, o antigo consultor jurĂ­dico da PT indiFRXWHUĂ€FDGRSHUSOH[RFRP “a forma como determinadas coisas estĂŁo a ser conhecidasâ€?. “Estou disponĂ­vel para ser escrutinado a respeito dos meus actos profissionaisâ€?,

Câmara de Coimbra

acrescentou Paulo Penedos, vincando que vai “ter de continuar a trabalharâ€?. A insistĂŞncia de Penedos, segundo a qual nada teria a esconder aos deputados caso nĂŁo estivesse abrangido pelas limitaçþes invocadas, levou fontes auscultadas pelo “CampeĂŁoâ€? a vaticinarem que um depoimento dele perante uma eventual comissĂŁo de inquĂŠrito poderĂĄ fazer mossa a JosĂŠ SĂłcrates. Outro cenĂĄrio, improvĂĄvel, segundo as nossas fontes, mas susceptĂ­vel de se revelar potencialmente explosivo, prende-se com a hipĂłtese de o procurador JoĂŁo Marques Vidal (do MinistĂŠrio PĂşblico de Aveiro) vir a optar pela suspensĂŁo provisĂłria do processo “Face ocultaâ€? no tocante a Paulo Penedos. A suspensĂŁo provisĂłria, prevista no CĂłdigo de Processo Penal, poderia permitir ao arguido uma espĂŠcie de ilibação mediante a sua contribuição para o cabal esclarecimento daquele caso e de outros desencadeados pela investigação do mesmo. O jurista admitiu, no Parlamento, que o controlo accionista da TVI podia ser encarado “como interessanteâ€? pela PT, “face Ă  necessidade de conteĂşdos para a plataforma Meoâ€?, mas declinou responder se achava provĂĄvel o chefe do Governo estar Ă  margem da compra apesar de o Estado ser detentor de uma acção dourada na empresa. “NĂŁo tenho com o primeiro-ministro uma relação que permita responder se isso me parece plausĂ­velâ€?, rematou Paulo Penedos.

de 2005 e preterida volvidos três anos. A jurista pediu a anulação de dois despachos do presidente da CMC, Carlos Encarnação, sendo um deles o de abertura de procedimento concursal para provimento do cargo por ela ocupado durantes seis anos; o outro despacho posto em xeque Ê o da homologação da não renovação da comissão de serviço. A funcionåria entende TXHWHULDGHVHUQRWLÀFDGDSRU escrito, acerca de uma decisão fundamentada. Do seu ponto de vista, a CMC terå incorrido em vício de violação de lei (por eventual

omissĂŁo de notificação, em tempo e por escrito), em vĂ­cio de violação do procedimento por preterição de formalidades essenciais (preterição da audiĂŞncia de interessados) e em vĂ­cio do dever de fundamentação de acto administrativo. SĂ­lvia Serens, que propĂ´s o protelamento da abertura de procedimento concursal, preconizou a cessação da comissĂŁo de serviço da anterior chefe da DivisĂŁo de Estudos e Pareceres face Ă  alegada “necessidade de imprimir nova orientação Ă  gestĂŁo dos serviçosâ€?. Para LĂ­dia Gomes, a cessação da comissĂŁo de serviço

RUI AVELAR RUIDAVELARď˜łGMAIL.COM

A desconcertante ingenuidade do PGR O titular da Procuradoria-Geral da RepĂşblica (PGR), Fernando Pinto Monteiro, responsĂĄvel mĂĄximo do MinistĂŠrio PĂşblico (MP), diz ter “muita consideraçãoâ€? pelo magistrado aveirense JoĂŁo Marques Vidal, procurador que extraiu uma certidĂŁo do processo “Face ocultaâ€? e sugeriu a abertura de outro inquĂŠrito destinado a aferir se JosĂŠ SĂłcrates cometeu um crime de atentado ao Estado de Direito democrĂĄtico. Em recente entrevista concedida Ă  revista VisĂŁo, o procurador-geral acentua, porĂŠm, nĂŁo estar “obrigado a concordar com as opiniĂľes jurĂ­dicasâ€? de Marques Vidal. Acossado por frequentes crĂ­ticas ao seu desempenho, Pinto Monteiro diz-se confortado por ter pedido a colaboração de outros magistrados e tambĂŠm eles nĂŁo terem vislumbrado indĂ­cios a apontar para o cometimento de tal crime. “As simples escutas nĂŁo chegam, de forma alguma, para indiciar o cometimento do ilĂ­cito que era apontadoâ€?, declarou o procurador-geral da RepĂşblica.

Segundo Freitas do Amaral, Pinto Monteiro optou por uma “decisĂŁo juridico-polĂ­ticaâ€?

$DÂżUPDomRGHTXHQmRSRGHDEULULQTXpULWRVEDVHDGRV em escutas que o presidente do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Noronha Nascimento, nĂŁo autorizou nem validou pXPDUJXPHQWRPLVWLÂżFDGRU3RUXPODGRKiHVFXWDVVREUH as quais nĂŁo se pronunciou o presidente do STJ e cujo WHRUMXVWLÂżFDDDEHUWXUDGHLQTXpULWRSRURXWURGXYLGRTXH o titular da PGR tenha andado bem ao submeter Ă  apreciação de Noronha Nascimento escutas em que SĂłcrates foi ouvido fortuitamente. Acresce que, a avaliar pelos excertos de escutas recentemente divulgados, hĂĄ razĂľes para crer que alguns arguidos do processo “Face ocultaâ€? foram alertados para a intercepção das suas comunicaçþes. Houve conversas que, atĂŠ 25 de Junho de 2009, evidenciaram sempre determinados indĂ­cios e, depois dessa data, houve outras cujo teor parece ter sido concebido para baralhar os investigadores. 2UDpDTXLTXHVHPHDÂżJXUDDYXOWDUDLQJHQXLGDGH do procurador-geral da RepĂşblica, pois hĂĄ despachos dele LQDGPLVVLYHOPHQWHIHFKDGRVDVHWHFKDYHV DMXVWLÂżFDUD nĂŁo abertura de outro inquĂŠrito com base em conversas que Marques Vidal e inspectores da PolĂ­cia JudiciĂĄria conVLGHUDPÂłSODQWDGDV´ OHLDVHÂżFFLRQDGDV SDUDLOXGLUSROtFLDV e magistrados. Ricardo SĂĄ Fernandes, advogado do ex-consultor jurĂ­dico da Portugal Telecom Paulo Penedos, disse, hĂĄ dias, com base na invocação feita ao Jornal i, que urge apurar “se existem ou nĂŁo indĂ­ciosâ€? pela directora do Gabinete de que o chefe do Governo praticou um crime de atentado JurĂ­dico pressupunha a prĂŠvia ao Estado de Direito democrĂĄtico mediante a eventual intervenção num plano destinado a mexer com o controlo audição da interessada. A funcionarĂĄ alega, por accionista da TVI e dos jornais PĂşblico e Correio da ManhĂŁ. De resto, o ex-secretĂĄrio de Estado SĂĄ Fernandes outro lado, que o concurso aberto por Carlos Encarnação pSHUHPSWyULRDDÂżUPDUTXHÂłRSUREOHPDQ~PHURXPGD QRĂ€QDOGHHVWiIHULGRGH Justiça portuguesa ĂŠ a falta de escrutĂ­nio pĂşblico das deLQYDOLGDGHGHYLGRDGHĂ€FLHQWH cisĂľes judiciĂĄrias e nĂŁo a violação do segredo de Justiçaâ€?. composição do jĂşri, presidido “HĂĄ segredo a mais e escrutĂ­nio pĂşblico a menosâ€?, adverte pela directora do Gabinete o advogado. Neste contexto, o catedrĂĄtico de Direito Administrativo JurĂ­dico. AlĂŠm de SĂ­lvia Serens, foi Diogo Freitas do Amaral acaba de considerar que o titular designada para integrar o jĂşri a da PGR “optou por uma interpretação muito restritivaâ€? do chefe da DivisĂŁo de Contencio- conceito de atentado ao Estado de Direito democrĂĄtico. Entende Freitas do Amaral que o caso passou do munso, opinando LĂ­dia Gomes que ClĂĄudia PatrĂ­cio dos Santos estĂĄ do do Direito para o da polĂ­tica por meio de uma “decisĂŁo impedida por ser subordinada jurĂ­dico-polĂ­ticaâ€? de Pinto Monteiro. Apesar, digo eu, de sĂł se esperar do procurador-geral que faça Justiça e nĂŁo polĂ­tica. da referida presidente.

Ex-chefe de divisĂŁo reclama indemnização de 35 000 euros A anterior chefe da DivisĂŁo de Estudos e Pareceres do Gabinete JurĂ­dico da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), LĂ­dia Gomes, reclama uma indemnização de 35 000 euros por danos morais alegadamente inerentes ao processo da sua nĂŁo recondução, soube o “CampeĂŁoâ€?. A jurista instaurou para o efeito uma acção administrativa especial. FuncionĂĄria da CMC desde 1999, LĂ­dia Gomes ascendeu a chefe de divisĂŁo em Dezembro de 2002, tendo sido reconduzida em Novembro

C O M E N T Ă R I O


ENTREVISTA

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Maria AmĂŠlia Saraiva, directora do 1.Âş Jardim-Escola JoĂŁo de Deus de Coimbra

Ensino bĂĄsico ĂŠ fundamental O 1.Âş Jardim-Escola JoĂŁo de Deus de Coimbra inicia as comemoraçþes do centenĂĄrio no prĂłximo mĂŞs. Apesar da longevidade, a directora, Maria AmĂŠlia Saraiva, defende que o mĂŠtodo do poeta JoĂŁo de Deus continua actualizado. É que, salienta, a par do raciocĂ­nio lĂłgico, a escola privilegia a instrução cĂ­vica e moral. Manifestandose confiante quanto ao futuro, Maria AmĂŠlia Saraiva considera que os problemas resolvem-se com “atitudes construtivas, empenho, trabalho e energiaâ€?. “Porque nĂŁo ĂŠ lamentando-nos que resolvemos as questĂľesâ€?, afirma a directora. BENEDITA OLIVEIRA

Campeão das Províncias (CP) – Este JardimEscola João de Deus faz 100 anos em 2011. Como vão assinalar esta data? AmÊlia Saraiva (AS) – Farå 100 anos a 2 de Abril de 2011. Vamos iniciar as comemoraçþes agora a 8 de Março, que Ê a data em que se comemora o nascimento do poeta João de Deus, autor da Cartilha Maternal. A 8 de Março faria 170 anos se fosse nascido. Em princípio, vamos colocar um outdoorr no exterior com um contador para registar o decrÊscimo dos dias e no próprio dia YDPRVGHSRUà RUHVQDHVWiWXD que estå no Penedo da Saudade com um grupo de alunos e depois a seguir vamos fazer uma sessão solene bem curta, onde vamos ter presentes todos os alunos do Jardim-Escola com uma pequena representação a cantar (começamos sempre pelo hino nacional). Depois temos mais duas peças – uma dramatização e uma poesia, da autoria de João de Deus –, uma palestra onde vai estar presente o sr. presidente da Câmara, o nosso presidente da Associação e o dr. Seabra Pereira. Temos tambÊm como convidados de honra a srª. ministra da Educação (não temos ainda confirmação). Terminamos depois com a dramatização

de mais duas fåbulas de João de Deus e com o nosso coro. Finalmente, tencionamos juntar em palco todos os alunos e os nossos ex-alunos presentes na altura para cantarem o hino da escola. CP – Quantos alunos tem este Jardim-Escola? AS S – Tem 360 alunos, dos três aos dez anos. CP – E os três estabelecimentos João de Deus de Coimbra? AS S – Passam os mil alunos. CP – O que Ê que têm previsto ao longo do ano e em que Ê que vão culminar as comemoraçþes? AS – Pensåmos, por exemm plo, numa mega exposição que à partida serå feita num local cedido pela Câmara Municipal. Esta exposição tem a ver com todo o historial da Associação, GRSRHWDGRÀOKRHPRVWUDUiD documentação mais relevante... Temos tambÊm um concerto a 27 de Maio com a Orr questra Clåssica do Centro que Ê patrocinado pela Câmara Muu nicipal. Mas temos vårias coisas previstas, entre elas, eventos desportivos, culturais, sessþes pedagógicas – vamos, por exemplo, fazer uma sessão em que se vai debater o MÊtodo da Cartilha Maternal e a sua actuaa lidade. Vamos promover uma corrida solidåria por Timor, um torneio de Golfe, proposto por um clube de golfe de Lisboa, entre outras iniciativas. Ainda não temos agendadas todas as actividades. CP – O que Ê que distinn gue os Jardins-Escolas João de Deus? AS – Não sei o que se passa nas outras escolas. Fui sempre uma professora que me interessei por esta escola, aprendi pelo mÊtodo João de Deus, mas não tenho legitimidade para falar sobre todas. Mas posso efectivamente dizer que os nossos princípios gerais sobre a obra João de Deus dos primórdios continuam com alguns aspectos bastante actuais: que Ê formar cidadãos livres, responsåveis, solidårios, membros de uma sociedade mais justa e verdadeira. João de Deus quando fundou esta escola inicialmente tinha como princípio não apoiar as pessoas com melhores condiçþes de vida, mas sim os pobres. A ideia na altura era criar uma escola

[O prÊ-escolar e o 1.º ciclo] são pilares båsicos para um melhor sucesso e desenvolvimento global da criança

Apostamos nos nossos alunos, caminhando em direcção ao futuro com base em valores intemporais: a tolerância, respeito na igualdade e diversidade

onde as crianças das classes desfavorecidas pudessem ter a mesma possibilidade de se desenvolverem e crescerem com educação como as outras classes. Criou este jardim-escola para que as mães pudessem traa balhar e as crianças pudessem ÀFDURFXSDGDVQDVVXDVDSUHQdizagens. Tinha uma intenção social. Havia e continuamos a ter o culto pelos valores nacionais, a exaltação do ambiente familiar (pleno de amor e alegria, harmonia e tranquilidade), sempre em clima de simpatia, no sentido de criar um bom clima de escola e fomentar o gosto pelo trabalho. CP – Incentivar a iniciaa tiva das crianças e dandolhes espaço para elas manii festem as suas qualidades... AS – Exacto, visamos a educação integral, respeitando os ritmos e maturidades; insti-i tuir uma cultura de tolerância de crenças e convicçþes; educação física; respeitar a espontaneidade e criatividade; desenvolver gradualmente o raciocínio apoiado nas suas competências e materiais lúdicos; promover uma educação que tem como ÀQDOLGDGHXPDIRUPDomRGH cidadão, numa perspectiva de conhecimento e intervenção cívica, que acho que Ê cada vez mais importante; a disciplina activa, de algum modo tentando não dar prÊmios e casti-i gos. A metodologia prende-se com esta diferença: o ensino precoce na iniciação à leitura, por intermÊdio da Cartilha. Normalmente considera-se que a idade ideal de aprendizagem Ê aos cinco anos, que Ê uma fase muito imporr tante na formação de cada LQGLYtGXR'HSRLVGHÀQLPRV os objectivos como garante da instrução cívica e moral dos nossos alunos. Apostamos nos nossos alunos, caminhando em direcção ao futuro com base em valores intemporais: a tolerância, respeito na igualdade e diversidade, defendendo e preconizando essa pråtica que vem jå dos primórdios e que nos foi transmitido por este grande pedagogo que foi João de Deus Ramos, que implementou esta escola. Por exemplo, este jardimescola, com 100 anos, tem uma parte circundante extremamenn te enriquecedora. Ele criou

um ambiente físico exterior de modo a que as crianças aqui puu dessem ser felizes, brincarem, e tivessem tambÊm um ambiente jardim-escola (jardim para brinn carem e escola para aprenderem). Não Ê por acaso que no jardim encontramos laranjeiras, nespereiras, amoreiras, que temos uma horta pedagógica... Temos vårias årvores de fruto e de ornamentação tambÊm para criar o gosto pelo belo, pela natureza e fazer disto base para aprendizagens. São muito importantes as liçþes sobre a vida que nos rodeia. Ele dizia que atÊ nas paredes se ensina. No nosso salão, as paredes têm motivos ligados à agricultura e ao campo. CP – Quando Ê que o João de Deus deixou de ter essa vocação social e se afirmou como alternativa privada de qualidade? AS S – Neste momento, a ideia que se tem Ê que o João de Deus Ê uma escola de elite e se p paga g muito caro. CP – É de elite, não Ê? AS S – Depende. Acho que muitas pessoas Ê que não conhecem verdadeiramente o que se faz cå e não conhecem verdadeiramente o que Ê que as crianças pagam. Inicialmente tinha uma intenção social que era colaborar com as famílias mais necessitadas e ajudar as crianças a desenvolverem-se FRPRRVÀOKRVGHRXWUDFODVse social. A verdade Ê que o ensino que cå se oferecia era tão bom que a alta sociedade e as pessoas ligadas a esta zona (temos a Universidade muito SHUWR FRPHoDUDPDYHULÀFDU que efectivamente isto era muito bom para todos os aluu QRVHLQFOXVLYHSDUDRVÀOKRV deles. Com o tempo, então, começou-se a observar quase que o inverso e a ideia que se criou, numa determinada fase, pTXHHQWUDYDPDTXLVyRVÀOKRV T T das pessoas ricas. É verdade que tenho o maior número de alunos em quotas måximas. As pessoas acham que isto Ê particular, mas nós somos considerados uma instituição privada de solidariedade social (IPSS) e portanto, praticamos os preços que muitas escolas praticam ai. Temos sete escaa lþes, sendo que o måximo Ê 323 e o mais pequeno anda próximo dos 30 euros.

CP – Como Ê que encontram o valor das mensalidades? AS – Temos vårias hipóteses e portanto vårias famílias podem facilmente aceder a esta escola e ter direito a educação de igual modo a pessoas que têm outras possibilidades As

sim: ninguÊm vive bem na desorganização. Temos de ter regras, mÊtodo, disciplina, aprender a reconhecer a autoridade e para isso temos de ser disciplinados. Isso Ê uma das coisas que nós preconizamos. Depois o mÊtodo aplica-se de acordo com as capacida-


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QUINTA-FEIRA

ENTREVISTA

DE MARÇO DE 2010 CAMPEĂƒO DAS PROVĂ?NCIAS

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AS – De maneira geral, damos preferĂŞncia aos alunos gum nĂşmero de palavras, ouu que vĂŞm da nossa creche, aos tras hĂĄ que estĂŁo mais atrĂĄs. HĂĄ manos que jĂĄ cĂĄ tĂŞm manos e que respeitar o ritmo da criança DRVPHQLQRVTXHVmRĂ€OKRVGH e a sua maturidade, mas quann nossos antigos alunos. Condo chegam normalmente ao tudo, entram aqui crianças de Ă€QDOGRDQRHODVHVWmRPDLVRX todos os estratos sociais. NĂŁo menos todas ao mesmo nĂ­vel. fazemos testes de QI Ă  entrada, CP – O mĂŠtodo de enn nem de riqueza. A pessoa vem, sino sofreu mudanças ao faz uma prĂŠ-inscrição que ĂŠ relongo deste sĂŠculo? cebida por ordem de chegada. AS – Mantivemos o espĂ­pĂ­ CP – EstĂŁo abertas as rito e os mĂŠtodos. É evidente inscriçþes para o prĂłximo que temos de acompanhar ano lectivo... os aspectos relacionados com AS – JĂĄ nĂŁo tenho vagas as exigĂŞncias de hoje e com para nenhuma classe. JĂĄ tenho uma ĂĄrea que ĂŠ cada vez mais 53 meninos inscritos p para o importante que ĂŠ a da inovação prĂłximo ano lectivo. Ă€s vezes, e a evolução do conhecimento. custa-nos nĂŁo atender Ă s neNĂŁo podemos estagnar. NĂłs cessidades das famĂ­lias que, por prĂłprios evoluĂ­mos como qualquer situação, se atrasaram pessoas em muitos aspectos e na prĂŠ-inscrição. tambĂŠm ao nĂ­vel da educação CP – Qual ĂŠ a sua opii nĂłs criamos aspectos de forma niĂŁo sobre o sistema de a que a criança se desenvolva de ensino portuguĂŞs? uma forma integral, mais moAS – NĂŁo gosto de me derna e actualizada, mantendo pronunciar sobre coisas que sempre como base o espĂ­rito da nĂŁo estĂŁo sob a minha alçada. Cartilha Maternal. A Cartilha Penso que haverĂĄ coisas muito Maternal sĂł se pode dar daque- interessantes e positivas, outras la maneira; funciona muito pela TXHQmRSUHĂ€URQmRPHSURlĂłgica e visa ajudar os alunos a nunciar sobre isso. ter capacidades, destrezas, haa CP – Mas acha que hĂĄ bilidades e conhecimentos que uma degradação do ensino contribuirĂŁo para o sucesso na ou nĂŁo? vida e integração na sociedade AS – Como depois nĂŁo do conhecimento. apanho os alunos, nĂŁo sei. NĂŁo CP – Quais sĂŁo as valĂŞnn gosto de fazer comparaçþes, cias disponibilizadas pelos mas se compararmos com trĂŞs espaços JoĂŁo de Deus outras escolas, com certeza, em Coimbra? haverĂĄ diferenças. AS S – NĂŁo se podem con n&3²(VWiFRQĂ€DQWHQR fundir os trĂŞs espaços. Cada um futuro do paĂ­s? A educação tem a sua autonomia, direcção ĂŠ a chave para o desenvolvii e projectos. Este tem prĂŠ- mento... escolar e 1.Âş ciclo, o lĂĄ de baixo AS S – Sem dĂşvida. Penso tambĂŠm. Depois o do Penedo que a educação estĂĄ na base da Saudade, que nĂŁo ĂŠ nosso, de toda a sociedade, nomeamas estĂĄ sob a nossa gestĂŁo, damente estĂŁo tambĂŠm estes tem creche e prĂŠ-escolar. anos do prĂŠ-escolar e 1.Âş ciclo. CP – E depois os alunos Parece-me que as pessoas, da creche tĂŞm preferĂŞncia por vezes, nĂŁo valorizam a no jardim-escola? importância destas idades. CONTINUAĂ‡ĂƒO

HaverĂĄ cidades que tĂŞm crescido culturalmente muito mais do que a nossa e ĂŠ pena

NinguÊm vive bem na desorganização (...) temos de ser disciplinados

Sou suspeita, mas para mim Ê aqui que se deve investir. Deve-se investir desde muito cedo no prÊ-escolar e no 1.º ciclo. Quanto a mim são os pilares båsicos para um melhor sucesso e desenvolvimento global da criançaa e adolescente em termos de futuro. CP – Então, estå conÀDQWHQRIXWXUR AS S – Temos de estar sempre confiantes no futuro. A sociedade passa por estas crises, tem altos e baixos, mas temos de ser todos nós, com atitudes construtivas, positivas, empenho, trabalho e energia, que temos de fazer da sociedade uma sociedade melhor, porque não ã Ê lamentando-nos que resolvemos as questþes. Acho que acima de tudo temos de gostar do que fazemos, do nosso país, saber que temos um país com excelentes condiçþes a vårios níveis – não temos tudo que queremos ou desejamos, mas em nenhum país isso acontece. Acredito e sei que temos de melhorar vårios aspectos, agora, todos nós Ê que temos de fazer esse esforço. Cabenos a nós empenharmo-nos e sermos construtivos no nosso dia-a-dia. Temos a sorte de viver num país que ainda tem muita qualidade de vida. CP – Coimbra jå foi capital nacional da cultura. Acha que Coimbra Ê uma cidade com dinamismo cultural? AS S – Ela Ê tida como uma cidade culturalmente muito importante, mas tambÊm não gosto muito de falar sobre esta årea, porque temos sempre de falar de política. Mas, com certeza, haverå cidades que têm crescido culturalmente muito mais do que a nossa e Ê pena, n porque acho que Ê preciso estimular os mais jovens. Temos uma universidade bastante

grande, com muitos adolescentes e gente a crescer e que precisa efectivamente desses estímulos. Hå que defender a cultura portuguesa, de formar e informar a nível cultural e defender as nossas raízes culturais que acho que, cada vez, serå mais importante. A nossa identidade como nação tambÊm só avança se nós a ajudarmos a melhorar e se nós QRVLGHQWLÀFDUPRVFRPHOD CP – Qual Ê a sua opinião sobre o acordo ortoJUiÀFR" AS – As alteraçþes não são assim tão grandes. Neste momento, por indicação da direcção da Associação de Jardins-Escolas jå estamos a trabalhar com o novo acordo e não se vê que eles tenham GLÀFXOGDGHSRUTXHDVDOWHUDçþes não são assim tantas. Se as indicaçþes vêm do ministÊrio são para se cumprirem. Neste aspecto, não sou eu que decido e tenho de me limitar a cumprir. E a verdade Ê que jå escrevo naturalmente segundo o acordo ortoJUiÀFRHRVQRVVRVDOXQRV tambÊm. Só quando escrevo para entidades Ê que tenho a preocupação de indicar que estou a utilizar o novo acordo. As pessoas que sabem muito sobre as raízes da nossa língua Ê que poderão talvez falar melhor acerca dos benefícios ou dos malefícios. CP – Quando Ê que a escola aderiu ao novo acordo? AS S – Começåmos a implementå-lo no ano lectivo de 2008. Tinha saído essa inforr mação e o presidente da nossa Associação, que Ê uma pessoa muito actualizada – estå, aliås, ligado ao Plano Nacional da Leitura –, quando acha que hå coerência manda-nos pôr as coisas em marcha.

P E R F I L

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A I N D A

“Desde criança dizia que gostava de ser professora e quando sai do grupo das crianças os primeiros anos foram, para mim, de algum modo, complexos. Pela complexidade que tinha o aspecto da direcção e porque tambĂŠm me fazia muita falta o aspecto emocional e a ligação que me prendia Ă s crianças. Obviamente com o tempo a pessoa apercebe-se que pode fazer muitas outras coisas e muito interessantes em prol da escola e das crianças.â€? “Primeiramente era o receio, a inexperiĂŞncia... tinha uma equipa com idades muito heterogĂŠneas. AlĂŠm disso, ia sair da parte do ensino para a parte de gestĂŁo administrativa, pedagĂłgica. Tudo era diferente para mim.â€? “Os primeiros anos foram de muita ansiedade, preocupação, mas tambĂŠm de muita aprendizagem. Ainda agora estou a aprender.â€? “O cargo de direcção ĂŠ como que uma bola de pinguepongue, porque estamos entre a direcção da Associação, professores, educadores, alunos e pais. A gestĂŁo da escola ĂŠ muito complexa, visto que toda ela se revela na parte da gestĂŁo humana.â€? â€œĂ‰ [um cargo] solitĂĄrio nalgum tipo de decisĂľes, que tĂŞm sempre de passar por nĂłs, mas, regra geral, partilho muito com o Conselho Escolar todas as situaçþes. Temos sempre uma reuniĂŁo por mĂŞs, pelo menos – e todas as que forem necessĂĄrias para tal –, e partilhamos muito as coisas boas e menos boas e em que precisamos de conversar e discutir para que as coisas corram melhor.â€? “Por vezes, levamos para casa umas certas agruras e outras em que levamos o coração repleto de alegria e felicidade. VĂŁo sempre connosco estas angustias de saber se estĂĄ tudo muito bem a nĂ­vel pedagĂłgico, se as famĂ­lias estĂŁo satisfeitas, se as crianças sĂŁo felizes, se os docentes e nĂŁo docentes tĂŞm tambĂŠm um bom desempenho e, de algum modo, tambĂŠm se revĂŞem de uma forma positiva no seu dia-a-dia e na sua atitude como funcionĂĄrios.â€? “Para mim, a aprendizagem sĂł ĂŠ boa se as crianças se sentirem seguras, se tiverem auto-estima, se se sentirem amadas e se tiverem num clima de bem-estar e felicidade. Para mim, o trabalho dos docentes e nĂŁo docentes acaba tambĂŠm por passar um pouco por ai. SĂł se trabalha bem, com prazer e empenho, se efectivamente nos sentirmos bem no local onde trabalhamos.â€? “Uma luta que temos de ter no dia-a-dia ĂŠ a de criar o tal bom clima de escola a vĂĄrios nĂ­veis e para isso temos de ser rigorosos, disciplinados e exigentes. Quer com as crianças, quer com docentes e nĂŁo docentes, e comigo prĂłpria. Acho que para que tudo corra bem e tenhamos um bom desempenho temos de partir muito pela responsabilidade, disciplina e cumprimentos de regras. Acho que sĂŁo aspectos extremamente importantes no desenvolvimento das crianças e tambĂŠm no bom desempenho do trabalho docente e nĂŁo docente.â€?

“Acordamos, muitas vezes, a pensar em “nâ€? problemas ligados Ă  escola. Mesmo nas fĂŠrias a pessoa sai, distrai-se, mas tem sempre aquele bichinho... Porque acho que o emprego, o trabalho, aquilo que fazemos diariamente, contribui tambĂŠm para a nossa felicidade e realização pessoal. De algum modo, Natural de Seia, Maria AmĂŠlia Saraiva dirige o 1.Âş Jardim- Administração Escolar. g Ă quilo que fazemos. Escola JoĂŁo de Deus de Coimbra hĂĄ 23 anos. &DVDGDVHPĂ€OKRV0DULD$PpOLD6DUDLYDpXPDSURĂ€VVLRQDO nĂłs estamos muito intimamente ligados A directora do estabelecimento, que comemora a partir do empenhada e preocupada com o bem-estar de toda a comuni- É muito bom isso e sinto esse prazer.â€? prĂłximo mĂŞs o seu centenĂĄrio, formou-se na Escola Superior de dade. Com uma gestĂŁo focalizada nas pessoas, procura criar um “Nunca me custou vir trabalhar, penso sempre: ‘FelizmenEducação JoĂŁo de Deus, em Lisboa – os professores e educadores ambiente escolar onde se “respire tranquilidade, camaradagem e das instituiçþes da Associação de Jardins Escolas JoĂŁo de Deus haja serenidade e muito respeito entre todos os intervenientesâ€?. te tenho trabalho e estou num sĂ­tio onde gosto de trabalhar’.â€? ´6HQmRKRXYHUWUDEDOKRGHHTXLSDĂ H[LELOLGDGHFRPSUHHQVmRH sĂŁo, em regra, formados pelo MĂŠtodo JoĂŁo de Deus. “Se tivesse de voltar atrĂĄs continuaria a trabalhar no mesmo Coimbra foi a cidade onde estagiou, em 1979, e acabou por SDUWLOKDGLĂ€FLOPHQWHQyVSRGHPRVWHUXPERPFOLPDGHHVFRODÂľ local, com todas as adversidades e coisas que, Ă s vezes, correm Ă€[DUUDt]HV2ž-DUGLP(VFROD-RmRGH'HXVIRLSUHFLVDPHQWH defende. o primeiro estabelecimento de ensino JoĂŁo de Deus por onde A Associação de Jardins Escolas JoĂŁo de Deus ĂŠ sucedânea menos bem. Sinto-me feliz e quase diria que sou privilegiada passou. Em Março de 1980 mudou-se como professora para o da Associação de Escolas MĂłveis pelo MĂŠtodo JoĂŁo de Deus que por viver num meio tĂŁo interessante como ĂŠ viver entre as 2.Âş Jardim Escola JoĂŁo de Deus. alfabetizou entre 1882 e 1920 mais de 28.000 adultos e crianças. crianças.â€? Sete anos depois transitou para o 1.Âş Jardim Escola JoĂŁo Actualmente, a Associação de Jardins Escolas JoĂŁo de Deus “Gosto de ler, cozinhar, passear e viajar. TambĂŠm gosto de Deus, para desempenhar as funçþes de directora, cargo que ĂŠ uma instituição particular de solidariedade social devotada ao muito de receber amigos em casa.â€? ainda hoje ocupa. Entretanto fez ainda uma especialização em serviço da educação do povo e da criança portuguesa.

Professora ofessora por vocação


FIGURAS DA SEMANA

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www. campea o p r o vi n c i a s .co m

A S C E N S O R A

S U B I R

João Rebelo – O anterior vice-presidente da Câmara 0XQLFLSDOGH&RLPEUDLUiLQWHJUDURSUy[LPR&RQVHOKR de Administração da sociedade MetroMondego (MM), FRQFHVVLRQiULDGR6LVWHPDGH0RELOLGDGHGR0RQGHJR Quadro da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, o engenheiro sucede ao economista -RmR &DVDOHLUR ,QGLFDGR SDUD R FDUJR SHOD &kPDUD GH Coimbra, João Rebelo assumirå funçþes de gestor executivo, a par do presidente da MM e de outro vogal da $GPLQLVWUDomR2&$GDVRFLHGDGHpFRPSRVWRSRUVHWH gestores (quatro administradores não executivos), cabendo ao Estado indicar a maioria deles. Um lugar de gestor não executivo estå por preencher desde que, hå três meses, Nuno Moita renunciou ao cargo para assumir a função GHYRJDOGR&RQVHOKR'LUHFWLYRGR,QVWLWXWRGH*HVWmR )LQDQFHLUDHGH,QIUDHVWUXWXUDVGD-XVWLoD Carlos Faro – A Associação Portuguesa de Bioindústrias acaba de transferir a sua sede e todas as operaçþes SDUDR%LRFDQW3DUN$GLFLRQDOPHQWHWDPEpPD%LRWUHQG SDVVDUi D IXQFLRQDU QR  3DUTXH 7HFQROyJLFR GH &DQWDnhede. A capacidade de atrair importantes organismos e HPSUHVDVQDiUHDGDELRWHFQRORJLDDÀJXUDVHFRPRUHFRnhecimento cabal da dinâmica e do trabalho que Carlos )DURWHPGHVHQYROYLGRHQTXDQWRGLUHFWRUFLHQWtÀFRGR Biocant Park.

Fernanda Maçãs Ex-vereadora da Câmara de Coimbra (indeSHQGHQWH HOHLWD SHOR 36  de 54 anos, jurista, acaba de ser nomeada para vogal do Conselho Directivo da EnWLGDGH5HJXODGRUDGRV6HUYLoRVGHÉJXDVH5HVtGXRV (56$5  2 RUJDQLVPR substituiu, hĂĄ quatro meses, R ,QVWLWXWR 5HJXODGRU GH ÉJXDVH5HVtGXRV ,5$5  sendo que a nova designação tem subjacente um regime jurĂ­dico destinado a reforçar D YRFDomR GH HQWLGDGH UHJXODGRUD &ULDGD DWUDYpV GD OHL RUJkQLFDGR0LQLVWpULRGR$PELHQWHDĂ€ORVRĂ€DGHVHUYLoR GD(56$5IRLLQVWLWXtGDSHOR'HFUHWR/HLQž A jurista Fernanda Maçãs sucedeu Ă  engenheira quĂ­mica Dulce PĂĄssaro, que transitou do Conselho Directivo (CD) GR,5$5SDUDWLWXODUGR0LQLVWpULRGR$PELHQWH'R&' GD (56$5 ID]HP SDUWH WDPEpP -DLPH 0HOR %DSWLVWD SUHVLGHQWH H6LPmR3LUHV YRJDO 5HFRQKHFLGDFRPRXPD ´PXOKHUGRVVHWHRItFLRVÂľSHUVSLFD]HPSHQKDGDHFRHUHQWH Fernanda Maçãs, natural de Cantanhede, era coordenadora do Departamento JurĂ­dico do Banco de Portugal (BP) e docente da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde intervinha em cursos promovidos pelos centros de estudos de Direito PĂşblico e Regulação e de Direito do 2UGHQDPHQWR8UEDQLVPRH$PELHQWH7HPFRODERUDGR com o Centro de Estudos JudiciĂĄrios e intervindo em cursos de formação no âmbito do contencioso administrativo SURPRYLGRV SHOR ,QVWLWXWR GH *HVWmR H $GPLQLVWUDomR 3~EOLFDHSHOR,QVWLWXWR1DFLRQDOGH$GPLQLVWUDomR(Vteve no Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da 5HS~EOLFDFRPRMXULVWDGHUHFRQKHFLGRPpULWRWHQGRVLGR HTXLSDUDGDDSURFXUDGRUDJHUDODGMXQWD4XLVVHUPpGLFD IRLHQIHUPHLUDPDVpQR'LUHLWRTXHVHUHDOL]DHWHPYLQGR DWULOKDUFDPLQKRGHIRUPDPHULWyULD

Carlos Carvalhal ² $ H[SUHVVLYD YLWyULD IUHQWH DR )XWHERO &OXEH GR 3RUWR SHUPLWLX DR WpFQLFR OHRQLQR UHFRQFLOLDUVHFRPRVDGHSWRVHWUDQTXLOL]DUSRUDJRUD RVGLULJHQWHVGR6SRUWLQJ)RLHP$OYDODGHMRJDQGRHP casa, que a equipa orientada por Carlos Carvalhal voltou jVYLWyULDVPRVWUDQGRJDUUDHDWLWXGHGHTXHPTXHUHVpantar a mĂĄ sorte, subir na tabela e honrar o historial da FDPLVRODTXHYHVWHPHGRFOXEHTXHUHSUHVHQWDP$RQ]H pontos do Futebol Clube do Porto e do terceiro lugar, com o GuimarĂŁes no seu encalço, a apenas dois pontos, Castro e Sousa – O anterior director da Faculdade de Carvalhal terĂĄ de mostrar serviço se quiser manter-se Medicina de Coimbra desistiu, anteontem, da queixa outrora FRPRWUHLQDGRUGR6SRUWLQJ apresentada contra o cirurgiĂŁo Linhares Furtado, tendo aceitado explicaçþes do acusado (vide as ediçþes do “CampeĂŁoâ€? de 11 e 25 A D E S C E R de Fevereiro). O arguido, que estava sob suspeita de ter cometido um crime de difamação, nega ter prestado ao semanĂĄrio Expresso Pedro Coimbra – Recentemente investido no cargo alegadas declaraçþes subjacentes a uma notĂ­cia publicada a 30 de GHSUHVLGHQWHDGMXQWRGD)HGHUDomRGH&RLPEUDGR36 Julho de 2005. assumiu papel de relevo no âmbito de uma comissĂŁo inJoĂŁo Moura - O presidente da Câmara Municipal de Cancumbida de preparar a fusĂŁo de secçþes partidĂĄrias de acção sectorial. O processo tem o senĂŁo de parecer assumir tanhede integra a comitiva que acompanha o primeiro-ministro FRQWRUQRVGHŠFDoDjVEUX[DVÂŞVHQGRS~EOLFRTXHROtGHU QDYLVLWDRĂ€FLDOD0RoDPELTXHDWpDPDQKmVH[WDIHLUD-RmR GLVWULWDO GR 36&RLPEUD 9LFWRU %DSWLVWD FRQYLYLD PDO 0RXUDIRLFRQYLGDGRQDVHTXrQFLDGDYLVLWDTXH-RVp6yFUDWHV com o protagonismo de apoiantes de MĂĄrio Ruivo no seio efectuou, em 9 de Fevereiro, ao Biocant Park, em Cantanhede, GD6HFomRFHVVDQWHGH$PELHQWH3HGUR&RLPEUDGHOĂ€P onde tomou conhecimento da cooperação que o Ăşnico parque GH%DSWLVWDWHPWRGRRGLUHLWRDGHVHPSHQKDURVSDSpLV FLHQWtĂ€FRHWHFQROyJLFRSRUWXJXrVHVSHFLDOL]DGRHPELRWHFQRORque entende; acontece que, sendo opositor de Ruivo no JLDHVWiDGHVHQYROYHUFRPR0LQLVWpULRGD&LrQFLDH7HFQRORJLD SODQRSDUWLGiULRpFRDGMXWRUGHOHQD6HJXUDQoD6RFLDOGH de Moçambique. JoĂŁo Moura integra a comitiva na qualidade Coimbra, onde exerce a função de director-adjunto do de presidente do Conselho de Administração do Biocant Park, Centro Distrital. Que tal, Pedro, renunciar ao cargo na juntamente com empresĂĄrios e representantes de diversas enti6HJXUDQoD6RFLDOHPFRHUrQFLDFRPDRSRVLomRPRYLGDD GDGHVQXPDYLVLWDTXHWHUiXPDIRUWHFRPSRQHQWHHFRQyPLFD HVWDQGRLQFOXVLYDPHQWHLQVFULWDQRSURJUDPDDUHDOL]DomRGHXP 5XLYRQRkPELWRGD)HGHUDomRGR36&RLPEUD" VHPLQiULRVREUH5HODo}HV(FRQyPLFDV3RUWXJDO0RoDPELTXH Castanheira Barros – O advogado de Coimbra, 2DFRUGRTXHR%LRFDQWPDQWpPFRPR(VWDGR0RoDPELFDQR opositor convicto da co-incineração na cimenteira de LQVFUHYHVHQXPDRULHQWDomRHVWUDWpJLFDTXHYLVDFRQVROLGDUD 6RXVHODV DĂ€UPRX HP GHYLGR WHPSR GLVSRQLELOLGDGH H posição do Parque de Biotecnologia de Portugal como ponte YRQWDGHGHVHFDQGLGDWDUjOLGHUDQoDQDFLRQDOGR36'$Wp entre os centros de investigação a que estĂĄ ligado na Europa e jĂĄ terĂĄ conseguido reunir as cercas de 1 500 assinaturas nos Estados Unidos, quer com os PALOP quer com o Brasil, necessĂĄrias para o efeito. Contudo, se nem em Coimbra tirando partido do facto de serem paĂ­ses que partilham a mesma conseguiu patrocinar uma lista de delegados ao Congresso OtQJXDHWrPDĂ€QLGDGHVFXOWXUDLV H[WUDRUGLQiULR GR 36' VHUi SUXGHQWH TXH &DVWDQKHLUD Fernando Regateiro e Manuel Santos Rosa – ConfeBarros persista na vontade de ser o timoneiro dos socialUHQFLVWDVFRQYLGDGRVSDUDGHEDWHURWHPD´$0HGLFLQDDWUDYpV democratas? PUBLICIDADE

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QUINTA-FEIRA

DE MARÇO DE 2010 CAMPEĂƒO DAS PROVĂ?NCIAS

dos Mediaâ€?, Fernando Regateiro, presidente do Conselho de Administração dos Hospitais da Universidade de Coimbra e MaQXHO6DQWRV5RVDSURIHVVRUGH,PXQRORJLDHGLUHFWRUGR&HQWUR GH,PXQRORJLDYmRHVWDUSUHVHQWHVKRMHSHODVKQRFHQWUR FRPHUFLDO'ROFH9LWDDSURSyVLWRGHXPDLQLFLDWLYDGHVHQYROYLGD SHOD)DFXOGDGHGH0HGLFLQDQRkPELWRGD;,,6HPDQD&XOWXUDO da Universidade de Coimbra. AntĂłnio Lobo Antunes – Psiquiatra e escritor aclamado, $QWyQLR/RER$QWXQHVHVWDUiDPDQKmHP&RLPEUDSDUDXPD conversa informal com os leitores. O encontro, de entrada livre, decorre na livraria Almedina EstĂĄdio, a partir das 17h45 e abordarĂĄ, VREUHWXGRDFRPSOH[LGDGHGDHVFULWDGHVWHDXWRUGHVDĂ€DQWHSDUD RVOHLWRUHV3RUTXHHFRPRHVFUHYH/RER$QWXQHV"4XHHVWyULDV JXDUGDPWUrVGpFDGDVGHGLFDGDVDXPSHUFXUVROLWHUiULRVLQJXODU" O que pensa Lobo Antunes de Lobo Antunes? E o que podemos esperar mais da escrita antuniana? Eis algumas das questĂľes levantadas por Ana Paula Arnaut, Ă s quais se procurarĂĄ dar resposta, FRPDFRODERUDomRGRHVFULWRUQDTXHODTXHpDVHJXQGDVHVVmR do Ciclo Comunidade de Leitores, em 2010. Ao cair da noite, no &DVLQRGD)LJXHLUD$QWyQLR/RER$QWXQHVpWDPEpPRFRQvidado de mais um “125 minutos com...â€?, programa de FĂĄtima Campos Ferreira. A partir das 22h00, a jornalista entrevista o homem, o psiquiatra e o autor de inĂşmeros livros, descobrindo a KLVWyULDHPXLWDVHVWyULDVTXHUHYHODPDSHUVRQDOLGDGHDSDL[RQDQWH GH$QWyQLR/RER$QWXQHVGLVWLQJXLGDDRORQJRGRVDQRVFRP LQ~PHURVSUpPLRVQDFLRQDLVHLQWHUQDFLRQDLV JosĂŠ Amado Mendes - 2LQYHVWLJDGRU-RVp$PDGR0HQGHV pRDXWRUGRPDLVUHFHQWHOLYURVREUHDKLVWyULDGRDEDVWHFLPHQWR de ĂĄgua no concelho de Coimbra. A obra foi apresentada em VHVVmRUHDOL]DGDQR0XVHXGDÉJXDGH&RLPEUDSRU-RmR5HEHOR antigo vereador da Câmara Municipal de Coimbra, conhecedor da KLVWyULDGRV6HUYLoRV0XQLFLSDOL]DGRVGH&RLPEUDHGRWUDEDOKR desenvolvido por Amado Mendes, no domĂ­nio da investigação VREUHRSDWULPyQLRLQGXVWULDOFXOWXUDOHGDPXVHRORJLD(VWDREUD sucede ao 1.Âş volume, editado em Junho de 2007, que compilaYDDKLVWyULDGHVGHDWp&RPHVWHVHJXQGRYROXPH FRQFOXLVHXPSURMHFWRH[DXVWLYRHLQpGLWRGHH[SORUDomRDQiOLVH HLQYHVWLJDomRGRDUTXLYRGDÉJXDVGH&RLPEUDTXHUHVXOWDQXP FRQWULEXWRDVVLQDOiYHOSDUDXPUHWUDWRVRFLRHFRQyPLFRGDFLGDGH na perspectiva da gestĂŁo dos seus recursos bĂĄsicos. Jaime Soares - O municĂ­pio de Vila Nova de Poiares, presidiGRSRU-DLPH6RDUHVIRLGLVWLQJXLGRFRPDŠ&DQDGH2XURÂŞFRPR Entidade do Ano 2009, no âmbito da X Gala de Pesca Desportiva GDV%HLUDVRUJDQL]DGDSHOD$VVRFLDomR5HJLRQDOGDV%HLUDVGH Pesca Desportiva em parceria com o MunicĂ­pio de Vila Nova de 3RLDUHV1DFHULPyQLDTXHFRQWRXFRPDSUHVHQoDHQWUHRXWURV do Presidente da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva, IRUDPDWULEXtGRVSUpPLRVHPYiULDVFDWHJRULDVLQFOXLQGRDWOHWDV TXHJDQKDUDPSURYDVDQtYHOLQWHUQDFLRQDO-DLPH6RDUHVDJUDGHFHX a distinção e lembrou a nova confraria, jĂĄ devidamente registada, a Confraria do Peixe do Rio. Esta confraria tem uma perspectiva ambiental, com a criação de viveiros para garantir a preservação GDVHVSpFLHVSLVFtFRODV JoĂŁo Severino Neto - 2SDVWRU-RmR6HYHULQR1HWRIRLDJUDFLDGRSHOD&kPDUD0XQLFLSDOGD)LJXHLUDGD)R]FRPD0HGDOKD GH0pULWR6RFLDOHP3UDWD'RXUDGD1DWXUDOGH/LVERDHP IRLQRPHDGRSHOD,JUHMD(YDQJpOLFD3UHVELWHULDQDGH3RUWXJDO SDVWRUGD,JUHMD3UHVELWHULDQDGD)LJXHLUDGD)R]DVVXPLQGRD responsabilidade de dar assistĂŞncia pastoral Ă s pequenas comunidades presbiterianas existentes nos arredores. Com uma visĂŁo inovadora, agora reconhecida pela autarquuia, lançou as sementes para o desenvolvimento de trabalho comunitĂĄrio, pioneiro nos DQRVHFRPHVSHFLDOLQFLGrQFLDQDV$OKDGDVHQD&RYDH*DOD “Pessoa de grande afabilidade, prestou ao longo dos anos serviços relevantes na promoção e apoio Ă  causa dos mais desfavorecidos, PDVWDPEpPQDHGXFDomRVRFLDOGRVPDLVMRYHQV23DVWRU-RmR Neto, com a sua humildade, com a sua sabedoria, com o seu trabalho, contribuiu de forma indiscutĂ­vel, para a notoriedade e o ERPQRPHGD)LJXHLUDGD)R]QDiUHDVRFLDOÂľUHIHUHDDXWDUTXLD Ă€JXHLUHQVHHPFRPXQLFDGR


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FACTOS DA SEMANA

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FoliĂľes do Carnaval receberam prĂŠmios

Pingo Doce e ACAPO juntos na integração

O executivo da Junta de Freguesia de Santos AntĂłnio dos Olivais participou na entrega dos prĂŠmios aos melhores grupos de foliĂľes do Carnaval do Bairro Norton de Matos. Falando em nome de todos, o presidente, Francisco Andrade, agradeceu o empenho dos grupos presentes na concretização do desfile, que paulatinamente começa a ser reconhecido na cidade, e exortou-os a nĂŁo desistirem. O prĂŠmio de Melhor Traje foi para o grupo do Bairro de Celas - “As papoilasâ€?; o de Melhor Coreografia e MĂşsica foi atribuĂ­do ao Grupo Desportivo da Arregação que evocou Ă frica, na dança, nos trajes e nas personagens; com a Melhor Mensagem Ambiental apresentou-se o grupo Jardins Floridos (da Rua Adolfo Loureiro), preocupado em sensibilizar a população para a reciclagem; o Melhor Carro este ano foi o da AssisArt, com uma decoração alusiva ao faroeste, e foi tambĂŠm premiado o grupo que melhor representou o Velho Entrudo, sempre muito portuguĂŞs e divertido. O S. Pedro nĂŁo ajudou com o tempo, mas Francisco Andrade tomou a chuva que caiu Ă  hora do cortejo como uma prova Ă  resistĂŞncia e Ă  verdadeira carolice dos foliĂľes. O autarca aproveitou o momento para deixar no ar que novas iniciativas estĂŁo na forja e precisam do empenho dos moradores da freguesia.

Nem tudo sĂŁo mĂĄs notĂ­cias nos dias que correm. A colaboração entre a delegação de Coimbra da Associação dos Cegos e AmblĂ­opes de Portugal (ACAPO) e o Pingo Doce permitiu, esta semana, a contratação de duas SHVVRDVFRPGHĂ€FLrQFLDYLVXDOSDUDIXQFLRQiULDVGDVXperfĂ­cie comercial que o grupo JerĂłnimo Martins detĂŠm na zona da Portela, em Coimbra. Rosa Esteves, invisual, 41 anos vai trabalhar nas ĂĄreas da padaria (embalamento e reposição de produtos) e serviços administrativos (sistema operacional de informĂĄtica) enquanto que Eunice Santos, 33 anos, amblĂ­ope, vai desempenhar funçþes na VHFomRGHIUXWDULDHĂ RUHV UHSRVLomRGHSURGXWRV $V duas contrataçþes surgem na sequĂŞncia de um estĂĄgio de trĂŞs semanas, destinado a avaliar a capacidade para o GHVHPSHQKRGDVIXQo}HVHPFDXVD5RVD(VWHYHVH(XQLFH6DQWRVVmRDVSULPHLUDVIXQFLRQiULDVFRPGHĂ€FLrQFLD visual a trabalhar na ĂĄrea operacional do Pingo Doce, uma vez que, habitualmente, estas pessoas sĂŁo contratadas para desempenhar apenas funçþes de telefonista ou recepcionista. Para o responsĂĄvel do Pingo Doce na regiĂŁo Centro, “foram superadas todas as expectativasâ€?, visto que a intenção inicial era contratar apenas uma pessoa. Ă€s QRYDVIXQFLRQiULDVpDJRUDGDGDDSRVVLELOLGDGHGHFUHVFHUHPHVHLQWHJUDUHPSURĂ€VVLRQDOPHQWH´VHPSURWHFFLRnismoâ€?, salientou Rui Moreira. A contratação das duas funcionĂĄrias surge no âmbito de uma parceria com grupo -HUyQLPR0DUWLQVYLVDQGRDLQWHJUDomRODERUDOGHSHVVRDVFRPGHĂ€FLrQFLDGHYLVmRH[SOLFRX7HUHVD3HGURGR 'HSDUWDPHQWRGH$SRLRDR(PSUHJRH)RUPDomR3URĂ€VVLRQDOGD$&$32

prego Protegido, uma estrutura criada na Cercipenela com RDSRLRGR,QVWLWXWRGH(PSUHJRH)RUPDomR3URÀVVLRQDO com o objectivo de promover a inserção dos formandos na vida activa. Três aspectos ressaltam desta união de esforços: a Cercipenela assegura trabalho aos seus utentes, o Município contribui para a integração efectiva de cidadãos portadores GHGHÀFLrQFLDHRFRQFHOKRPDQWpPVHOLPSRHDLURVR

SEF e CES celebram protocolo de cooperação O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e o Centro de Estudos Sociais (CES) celebraram um protocolo de cooperação entre as duas entidades. De acordo com o documento rubricado pelos respectivos responsĂĄveis, o CES compromete-se a organizar cursos de formação avançada HVSHFLĂ€FDPHQWHGHVWLQDGRVDSURĂ€VVLRQDLVGR6()QDiUHD da sociologia, do direito, da cidadania e das migraçþes, e a ISA presente na CeBIT 2010 Capril experimental na aldeia da Ferraria de S. JoĂŁo diligenciar junto da coordenação dos programas de mesA ISA marca presença na CeBIT, que estĂĄ a decorrer A Câmara Municipal de Penela aprovou um projecto de trado e de doutoramento a possibilidade de articular com atĂŠ ao dia 6, em HanĂ´ver, na Alemanha. Instalada no pavi- recuperação de seis currais da aldeia a da Ferraria de SĂŁo JoĂŁo, R6()DSUHVHQoDGHVHXVSURĂ€VVLRQDLVTXHGDtYHQKDPD lhĂŁo “Learning + Knowledge Solutionsâ€?, dedicado Ă s mais com vista a construir um capril experimental, algo inovador fazer cursos de mestrado ou de doutoramento, designadainovadoras soluçþes de gestĂŁo de ensino e conhecimento, a na regiĂŁo. Os seis espaços permitirĂŁo o alojamento de 20 mente nos programas de ÂŤDireito, Justiça e Cidadania no empresa de Coimbra oferece uma entrada gratuita vĂĄlida por cabeças de gado e o consequente arranque do projecto, que SĂŠculo XXIÂť. O SEF deverĂĄ solicitar ao CES a organização um dia na CeBIT. A ISA aposta nas novas tecnologias de em princĂ­pio serĂĄ gerido pela Associação de Moradores da dos referidos cursos, a realizar em instalaçþes do SEF ou informação e comunicação, criando produtos e serviços na Aldeia da Ferraria de SĂŁo JoĂŁo, com o apoio do MunicĂ­pio, CES em Coimbra ou Lisboa ou qualquer outra localização ĂĄrea da gestĂŁo dos seus edifĂ­cios atĂŠ aos prĂłprios processos de da Direcção Regional da Agricultura e Pescas do Centro, a acordar. No âmbito do mesmo acordo, o SEF deverĂĄ ensino e currĂ­culos escolares. As soluçþes dedicadas Ă s escolas da Escola Superior AgrĂĄria de Coimbra e de investidores partilhar com os investigadores do CES dados estatĂ­sticos FRQGX]HPDSRXSDQoDVVLJQLĂ€FDWLYDVHPWHUPRVHFRQyPLFRV privados que se associem. O valor estimado da recupera- e outra informação relevante acessĂ­vel nos termos legais HHQHUJpWLFRVEHPFRPRDEHQHItFLRVVLJQLĂ€FDWLYRVDRQtYHO ção dos seis currais ĂŠ de 20.790,00 (c/ IVA), sendo 50 por sobre a circulação e a integração de imigrantes em Portuda saĂşde individual, da cidadania e da sustentabilidade. cento comparticipado pelo MunicĂ­pio de Penela e a outra gal, bem como no espaço da UniĂŁo Europeia; bem como PHWDGH Ă€QDQFLDGD SHOR (($ *5$176 XP PHFDQLVPR SDUWLFLSDU DWUDYpV GRV VHXV SURĂ€VVLRQDLV HP JUXSRV GH IPO de Coimbra obteve reacreditação internacional Ă€QDQFHLURTXHYLVDDSRLDUDFRHVmRVRFLDOHHFRQyPLFDQR estudo ou outros instrumentos de recolha de informação O Instituto PortuguĂŞs de Oncologia (IPO) de Coimbra espaço comum composto pelos 25 Estados Membros da RXHPHYHQWRVFLHQWtĂ€FRVTXHSURPRYDPRGHGHEDWHHD - Francisco Gentil obteve a reacreditação da ÂŤCHKS – He- UniĂŁo Europeia e os trĂŞs paĂ­ses nĂŁo membros – Islândia, UHĂ H[mRVREUHRVWHPDVGHLQYHVWLJDomRQR&(6QRkPELWR althcare Accreditation Quality UnitÂť, entidade sedeada no Liechtenstein e Noruega. das competĂŞncias e actividades do SEF. Reino Unido, com larga experiĂŞncia na validação dos padrĂľes e normas de qualidade para a ĂĄrea da saĂşde, adoptados em SPRC assinala centenĂĄrio do Dia da Mulher Russo julgado em Coimbra vĂĄrios hospitais do mundo. A auditoria externa, realizada em O Sindicato dos Professores da RegiĂŁo Centro (SPRC) por conduzir alcoolizado Novembro do ano passado, “teve como principal objectivo a assinala nos dias 8 e 13 de Março, o primeiro centenĂĄrio do Um cidadĂŁo russo foi condenado, anteontem, pelo YHULĂ€FDomRGRFXPSULPHQWRGDVQRUPDVLQVFULWDVQRPDQXDO Dia Internacional da Mulher, instituĂ­do em 1910, em Cope- Tribunal Criminal de Coimbra, por ter sido interceptado a de qualidade do CHKS que abrange, numa visĂŁo integrada da nhaga, por 100 mulheres de 17 paĂ­ses. Com a colaboração do conduzir com uma taxa de ĂĄlcool de 2,48 gramas por litro de prestação de cuidados, aspectos essenciais Ă  qualidade organi- MDM – Movimento DemocrĂĄtico das Mulheres e da Editora sangue, soube o “CampeĂŁoâ€?. O arguido, 39 anos de idade, zacional e clĂ­nicaâ€?. Segundo Manuel AntĂłnio Silva, presidente CalendĂĄrio, nos dias 8 e 13 de Março, o SPRC realizarĂĄ um cuja defesa esteve a cargo do advogado Ricardo Ferreira do Conselho de Administração do hospital, “a reacreditação da conjunto de iniciativas abertas a toda a comunidade, com es- GD6LOYDIH]XPDFRQĂ€VVmRLQWHJUDOHVHPUHVHUYDVGRV instituição premeia fundamentalmente o esforço de todos os pecial enfoque e interesse para os docentes. Dia 8, no Atrium factos imputados pelo MinistĂŠrio PĂşblico. Nos termos da colaboradores que, um vez mais demonstraram as boas prĂĄticas Solum, Ă s 17h30, Ana Maria Lopes (professora do Ensino lei, hĂĄ lugar Ă  detenção de um condutor quando este apreque desenvolvem e o empenhamento na melhoria contĂ­nua SecundĂĄrio) e Helena Lopes (aposentada) abordam o tema sentar uma taxa de alcoolemia superior a 1,20. CrĂŞ-se que da qualidade dos cuidados que prestam aos doentesâ€?. O IPO ÂŤAlguns Marcos da Luta das Mulheres em Portugal – O Con- uma taxa entre 1,80 e 3,00 provoca excitação e confusĂŁo, a Coimbra foi acreditado pela primeira vez em 2005, facto que, tributo das Mulheres de CoimbraÂť. Ă€s 18h30, ĂŠ apresentado ponto de poder causar descoordenação muscular. AlĂŠm da adianta o responsĂĄvel, o colocou como a primeira instituição o Livro ÂŤ40 Anos – Uma HistĂłria com FuturoÂť, da autoria de FRQĂ€VVmRPLOLWDUDPDIDYRUGRFRQGXWRURDOHJDGRDUUHSHQna cidade a obter esta distinção, mantendo-se ainda como “a Manuela Silva, professora Aposentada, Dirigente do MDM, dimento, a sua inserção social e a presumĂ­vel inexistĂŞncia Ăşnica instituição de Coimbra com acreditação internacionalâ€?. do SPN e da FENPROF. Simultaneamente estarĂĄ patente de antecedentes criminais. O cidadĂŁo russo, proibido de XPDH[SRVLomRIRWRJUiĂ€FDVREUHDLQLFLDWLYDŠ2&RPERLR guiar viaturas durante seis meses, foi ainda punido com Câmara renova com Cercipenela da PazÂť organizada por um grupo de mulheres de Coimbra. uma multa no montante de 900 euros. Em alternativa ao Os utentes da Cercipenela vĂŁo continuar a prestar ser- Dia 13, Ă s 15h00, na Associação Nacional dos MunicĂ­pios pagamento, pode o condenado proceder Ă  prestação de 90 viços de limpeza urbana e vĂŁo assegurar a manutenção de Portugueses (Penedo da Saudade), realiza-se a conferĂŞncia ÂŤA horas de trabalho em prol da comunidade. Se nĂŁo acatar espaços pĂşblicos e ajardinados, na vila de Penela e em todas Mulher, A Cidadania e a RepĂşblicaÂť, com Irene Vaquinhas uma das modalidades da punição por que pode optar, o as sedes de freguesia do concelho. Dando continuidade a um (docente do Departamento de HistĂłria da Universidade de arguido incorre em pena de prisĂŁo por 60 dias. O juiz do projecto pioneiro iniciado 1996, o MunicĂ­pio de Penela e a Coimbra), Mulheres Portuguesas na Luta Anti-fascista (Maria I JuĂ­zo Criminal de Coimbra preveniu o infractor que a Cercipenela renovaram a parceria que ajudou jĂĄ a Penela a Lamas, Maria Isabel Aboim InglĂŞs, VirgĂ­nia Moura, Maria condenação serĂĄ substancialmente agravada caso ele seja conquista do tĂ­tulo de Vila Mais Limpa. O protocolo entre as Machado, entre outras) e Margarida Tengarrinha (Docente interceptado a conduzir durante o meio ano em que isso duas instituiçþes foi celebrado no âmbito do Centro de Em- de HistĂłria de Arte). lhe estĂĄ vedado.


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DE MARÇO DE 2010 CAMPEĂƒO DAS PROVĂ?NCIAS

Carlos Encarnação aponta o dedo ao centralismo de Lisboa

Limpar Portugal

Obras em Coimbra demoram 30 anos

Grupo de Coimbra do PLP reĂşne-se com voluntĂĄrios

L.S.

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra constata que existe uma diferença de 30 anos entre o momento em que as obras sĂŁo pensadas para a cidade e a sua execução, porque a autarquia â€œĂŠ incapaz de fazer o que nĂŁo depende delaâ€? e o Estado “concentra o grosso do investimento em Lisboa e no Portoâ€?. Carlos Encarnação, que escolheu o tĂ­tulo “Por dentro do paĂ­sâ€? para o jantardebate da Fundação InĂŞs de Castro, na Quinta das LĂĄgrimas, na passada quinta-feira, disse que se foi construindo “um paĂ­s profundamente desequilibrado, litoralizado e com esquecimento das outras regiĂľesâ€?. “Concentraram-se in-

vestimentos em Lisboa que lhe dĂŁo um poder de fogo verdadeiramente notĂĄvelâ€?, referiu, para considerar que “nĂŁo pode nem deve continuar a capital com grandes Ă€QDQFLDPHQWRVDLQYHQWDU formar de aplicar dinheiro dos fundos comunitĂĄrios e apenas pequenos projectos para o resto do territĂłrio, PHVPRDVVLPFRPGLĂ€FXOdade para angariar fundosâ€?. Para “dar a volta a esta situaçãoâ€? e fazer com que “o Orçamento de Estado nĂŁo continue desigual e apenas para as populaçþes de Lisboa e Portoâ€?, Carlos Encarnação defende uma alteração na representação eleitoral para que o poder “nĂŁo continue a satisfazer as suas clientelasâ€?. Isto passa, segundo o autarca, por dar força Ă s ĂĄreas mais

extensas e com menor população, conforme jĂĄ acontece em relação aos cĂ­rculos eleitorais da emigração, Açores e Madeira. Voltando ao exemplo de Coimbra, o social-democrata Carlos Encarnação, que cumpre o terceiro mandato na presidĂŞncia da Câmara, diz estar-se perante uma “luta desigual, com projectos emblemĂĄticos a demorarem muito tempo a concretizar-seâ€?. Como exemplos, apontou a circular externa, o novo hospital pediĂĄtrico, o parque tecnolĂłgico de empresas, a recuperação do Convento de SĂŁo Francisco, o metro, o desassoreamento do rio Mondego, a nova estação ferroviĂĄria e o tribunal. A propĂłsito do elĂŠc-

SIADAP agita autarcas de Coimbra

O Grupo de Coimbra do Projecto Limpar Portugal (PLP) reunir-se-ĂĄ, depois de amanhĂŁ (sĂĄbado), pelas 15h00, trico ligeiro de superfĂ­cie, QRDQĂ€WHDWURGR'HSDUWDPHQo autarca declarou estar to de Engenharia InformĂĄtica preocupado com a falta da Faculdade de CiĂŞncias e GH GHĂ€QLomR SRU SDUWH GR Tecnologia (PĂłlo II da UniverGoverno do modelo de sidade), para preparar a grande exploração da linha urba- acção ecolĂłgica prevista para na. Considerando que a 20 de Março. Linha da LousĂŁ serĂĄ um O encontro, aberto a en“facto de desequilĂ­brioâ€?, o tidades parceiras do PLP, visa autarca disse querer ainda facultar informação Ă s pessaber como serĂŁo, no fu- soas interessadas e distribuir WXUR VXSHUDGRV RV GpĂ€FHV os voluntĂĄrios por grupos de exploração e se haverĂĄ de actuação em lixeiras prĂŠâ€œindemnizaçþes compen- seleccionadas. satĂłrias e como serĂŁo ad“Portugal estĂĄ repleto de ministradasâ€?. belas paisagens, mas, infelizCarlos Encarnação re- mente, todos os dias as vemos cordou que a Câmara jĂĄ serem invadidas por lixoâ€?, depaga os serviços de trans- clarou ao “CampeĂŁoâ€? a coorportes urbanos, ao con- denadora distrital de Coimbra trĂĄrio do que acontece em do projecto, Ana Reis. Lisboa e Porto, e teme que AlĂŠm da acção concreta de sejam as trĂŞs autarquias limpeza, o PLP prossegue uma que constituem a sociedade acção pedagĂłgica, esperando Metro Mondego a suportar a coordenadora concelhia coos prejuĂ­zos. nimbricense, VerĂłnica Ferreira, que o mesmo tenha o papel de semente em termos de reforço das preocupaçþes ecolĂłgicas dos cidadĂŁos. Quem quiser ajudar como voluntĂĄrio(a) deverĂĄ consultar na Internet o sĂ­tio www.limparportugal.org . O Grupo de Coimbra, acessĂ­vel atravĂŠs de disse ter deixado de con- http://limparportugal.ning. correr a dois procedimen- com/group/cbrcoimbra e do tos concursais por falta de endereço de correio electrĂłniavaliação de desempenho. Segundo a deputada municipal, ĂŠ “por incompetĂŞnciaâ€? da edilidade que hĂĄ trabalhadores sem terem recebido os montantes A LegiĂŁo da Boa Voninerentes aos prĂŠmios da avaliação de desempenho tade (LBV) completou, na terça-feira, 21 anos de acde 2008. “A Câmara nĂŁo pagouâ€?, ção em Portugal, possuinalega a autarca, “porque a do instalaçþes em Coimavaliação de desempenho bra, Lisboa e no Porto, ĂŠ mal aplicada, sem rigor, mas com programas que sem respeito pela lei, sem abrangem vĂĄrios pontos cumprimento e respeito do paĂ­s. Para a LBV, “estes 21 pelos prazosâ€?. A vereadora anunciou, anos de existĂŞncia demonsentretanto, o estabeleci- tram o quanto o povo pormento de uma parceria tuguĂŞs ĂŠ solidĂĄrio Ă s carĂŞnentre a CMC e o Instituto cias dos seus semelhantesâ€?. Nacional de Administra- “Por isso, neste novo e tĂŁo ção para “optimização do QHFHVViULRGHVDĂ€RD/HJLmR da Boa Vontade agradece, SIADAPâ€?.

Oposição impþe comissão à CMC, mas maioria reage R.A.

A Assembleia Municipal de Coimbra impĂ´s Ă  maioria que governa a Câmara a constituição de uma comissĂŁo para acompanhamento da aplicação do Sistema Integrado da Avaliação do Desempenho da Administração PĂşblica (SIADAP) aos trabalhadores municipais, mas a coligação de Centro-Direita ainda vai reagir, apurou o “CampeĂŁoâ€?. Segundo a vereadora e jurista Maria JoĂŁo Castelo Branco, por analogia com a reserva de competĂŞncias do Governo face ao Parlamento, importa averiguar se tal comissĂŁo se coaduna com as atribuiçþes do ĂłrgĂŁo Ă€VFDOL]DGRUGD&kPDUD A medida foi aprovada

pelas bancadas do PS, CDU e Bloco de Esquerda, cujos representantes (27) superaram os 23 da coligação “Por Coimbraâ€? presentes na Ăşltima reuniĂŁo da Assembleia (AM) na altura da votação. A comissĂŁo, formada pelos autarcas Eliana Pinto e AndrĂŠ Oliveira (PS), Margarida Fonseca (CDU) e Serafim Duarte (BE), tambĂŠm se pronunciarĂĄ sobre a gestĂŁo de recursos humanos, designadamente ao nĂ­vel do recrutamento, procedimentos concursais e reestruturação orgânica com impacto na eventual listagem de trabalhadores passĂ­veis de entrarem em mobilidade. CaberĂĄ a um membro da Mesa da AM assegurar a ligação da comissĂŁo aos serviços camarĂĄrios.

A autora da proposta, a jurista Eliana Pinto, estranhou que a edilidade nĂŁo tenha pagado, em 2009, prĂŠmios de desempenho relativos a 2008 e, em declaraçþes ao “CampeĂŁoâ€?, comparou a avaliação a “uma farsaâ€?. FuncionĂĄria da autarquia, mas presentemente a exercer a função de directora do Serviço de Recursos Humanos da DirecçãoGeral de Reinserção Social, em regime de comissĂŁo de serviço, a jurista admitiu, recentemente, accionar a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) devido a eventual responsabilidade civil extracontratual por omissĂŁo. Ao intervir na Ăşltima reuniĂŁo camarĂĄria de carĂĄcter pĂşblico, Eliana Pinto

co limparportugalcoimbra@ googlegroups.com, possui um blogue cujo domĂ­nio ĂŠ http:// plpcoimbra.wordpress.com . No concelho de Coimbra hĂĄ perto de 90 lixeiras para limpar, sendo que cerca de 90 por cento sĂŁo de entulhos. AlĂŠm da poluição quĂ­mica e visual, o lixo aumenta os ULVFRVGHGHĂ DJUDomRHGHSURpagação de incĂŞndios, entope as linhas de ĂĄgua e fomenta o desenvolvimento de pragas. A Câmara Municipal de Coimbra (CMC) deliberou, esta semana, tornar-se parceira do PLP, conferindo-lhe, assim, contentores, sacos de plĂĄstico e ferramentas. O vereador do PS Carlos Cidade, que lamentou o facto de o processo ter estado “perto de seis meses a marinarâ€? na praça de 08 de Maio, estranhou que haja dezenas de lixeiras no concelho e acrescentou que a autarquia “nada tem feito para as erradicarâ€?. A empresa ConstruCentro (Eiras) tem sido a mais empenhada na prestação de apoio ao projecto, indicaram Ana Reis e VerĂłnica Ferreira. A 20 de Março, com a colaboração do Instituto de Conservação da Natureza e da Plataforma do Choupal, o Projecto Limpar Portugal irĂĄ proceder Ă  plantação de ĂĄrvores na margem direita do rio Mondego (em Coimbra).

LBV estå hå 21 anos em Portugal a todos os seus voluntårios e benfeitores, todas as contribuiçþes que lhe destinam, permitindo que a ajuda chegue a muitos coraçþes Dà LWRV¾UHIHUHDLQVWLWXLomR As próximas campanhas de recolha de alimentos são as seguintes: hoje, dia 4, em Lisboa (Jumbo de Cascais); dia 6 no Porto (Pingo Doce de Valongo); e dias 6 e 7 em Coimbra (Pingo Doce da Portela e Pão de Açúcar de Eiras); dias 13 e 14 em Lisboa(Jumbo do Fórum Almada).

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“DOIS DEDOS DE CONVERSA� esta semana com:

Manuel Teixeira Administrador da PEREIRA & SANTOS, SA Apresenta:

Domingo das 12 às 13 horas - Ouça em 96.2 ou www.radioregionalcentro.com


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Gonçalo Amaral, nos Serões da Província

“Não há ninguém à procura de Maddie” I.C.

Gonçalo Amaral é o autor do “primeiro livro proibido em Portugal depois do 25 de Abril de 1974” e vincou isso mesmo, em Coimbra, onde foi o convidado de mais uma tertúlia «Serões da Província», promovida pelo «Campeão das Províncias». Em resposta à proibição de venda do livro «Maddie – a Verdade da Mentira», decorrente de uma providência cautelar requerida pelo casal McCann, o antigo inspectordaPolícia,umavezmais, manifestou a sua indignação em forma de livro, agora com o título «A Mordaça Inglesa». A mordaça, seja ela de que nacionalidade for, impos ao palestrante as devidas cautelas, para não contrariar a justiça, e acabou por amornar a tertúlia. Ainda que impedido de dissertar sobre o conteúdo do “livro proibido”, Gonçalo Amaral partilhou o seu estado de alma com os presentes. Mágoa, foi o sentimento que mais expressou e deixou transparecer. Sobre «Maddie – A Ver-

O antigo inspector Gonçalo Amaral está determinado a percorrer todos os passos em defesa da sua própria imagem

dade da Mentira», disse apenas que não se trata de uma tese, mas “a narração de uma investigação”, impelida pela necessidade de limpar a sua imagem pessoal e a da equipa que liderou durante seis meses, depois de terem sido afastados do caso e apelidados de “incompetentes” pela comunicação social britânica.

A indignação é tal, que Gonçalo Amaral fez um levantamento dos números das vezes (148) em que foi chamado de incompetente, entre outros adjectivos pouco abonatórios, como “bêbados”. Segundo o antigo inspector, de 50 anos, licenciado em Direito, o livro é um relato factual dos seis meses de inves-

Uma vez mais, a sala do restaurante do parque de campismo esteve bem composta

tigação que dirigiu, ao qual não alteraria “uma única vírgula”, e uma forma de informar a opinião pública acerca dos passos que foram dados. “Melhor ÀFDULDPHVFODUHFLGRVVHROLYUR fosse traduzido e publicado em Inglaterra”, considerou. Pensa que depois do seu afastamento, “o que veio a acontecer a seguir não veio alterar nada”. Crê de igual modo que o processo está fechado e, neste momento, “não há ninguém à procura de Maddie”. À indignação, Gonçalo Amaral adiciona a necessidade de encontrar respostas para muitas perguntas que o inquietam e para limpar a sua imagem está determinado a percorrer todos os passos, até chegar ao Tribunal dos Direitos do Homem. O que realmente aconteceu à pequena Madeleine é algo que ele, também pai de uma menina da idade da miúda inglesa, gostaria de descobrir. Como disse, ao trabalhar para a Justiça sempre trabalhou “para a descoberta da verdade”.

Congresso do PSD

Rangel obteve mais delegados em Coimbra Dos cinco delegados pela secção de Coimbra ao próximo congresso do PSD, a candidatura de Paulo Rangel obteve quatro, contra um pela lista que aliava apoiantes de Pedro Paços Coelho e de Aguiar Branco. Se o resultado é valorizado pelos vencedores (lista A - 229 votos), que elegeram o líder concelhio Manuel Oliveira, João Paulo Barbosa de Melo,

Filipe Carrito e Fausto Rodrigues, os vencidos (lista B - 77 votos), representados por Massano Cardoso, preferem acentuar que o congresso de 13 e 14 de Março é extraordinário e só para discutir a situação do partido. Recorde-se que as eleições directas para o líder serão a 26 de Março e ainda haverá novo sufrágio para delegados ao congresso de 9 a 11 de Abril, onde

serão escolhidos os membros dos órgãos nacionais do partido. A diferença no resultado dos delegados terá mais a ver com alinhamentos internos quem está com quem e contra quem -, do que uma primeira indicação sobre a tendência para a eleição do líder do PSD, segundo uma leitura feita ao “Campeão” por um dirigente social-democrata. Amanhã, o distrito é vi-

sitado por Pedro Passos Coelho, que começa às 10h30 pela Pampilhosa da Serra e termina, às 20h30, com um jantar no Hotel D. Luís, em Coimbra. Entretanto, estará na Misericórdia da Lousã (12h00), Cáritas de Coimbra (13h15), Instituto Pedro Nunes (15h30), APPACDM da Figueira da Foz (17h00) e Câmara de Montemor-o-Velho (18h15).

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Como membro da Confraria da Lampreia de Penacova

António Almeida Santos «encarna» Fernando Vale I.C.

No salão da Casa do Povo de Penacova, apenas iluminado pela luz do dia, devido a um corte de energia que afectou a vila até ao cair da noite de sábado, a Confraria da Lampreia entronizou Fernando Vale, a título póstumo, como um dos seus membros, dando assim cumprimento a um desejo do médico de Arganil, que não foi possível concretizar em vida. António Almeida Santos foi investido confrade em representação do fundador do PS, de quem era amigo e admirador desde 1949, ano em que o ouviu discursar pela primeira vez, no Teatro Avenida, no âmbito da campanha do general Humberto Delgado para a presidência da República. “O melhor discurso foi o do dr. Fernando Vale. Comecei a admirá-lo a partir desse dia”, recordou o antigo presidente da Assembleia da República ao intervir na cerimónia, pouco depois do ritual em que recebeu as vestes, jurou defender a lampreia e deu-a como provada e aprovada.

No palco, uma fotograÀDHDSDVWDDFDGpPLFDGH Fernando Vale marcavam o cenário, assim como um busto da República; não só Penacova é a terra natal de António José de Almeida (Presidente da República de 1919 a 1923), como também estava a ser evocada a memória de alguém que pautou a vida pelos princípios basilares do pensamento republicano: a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Almeida Santos disse sentir-se honrado por “estar na pele” de um homem que foi uma das suas “referências políticas e humanas”. Falou com particular entusiasmo e manifesta saudade das conversas entre o fundador do PS Fernando Vale e o escritor Miguel Torga a que teve o privilégio de assistir, retirando daí muita aprendizagem. “Torga dizia que Fernando Vale foi o único médico que empobreceu com a medicina”, recordou e subscreveu o advogado ao enaltecer a generosidade e entrega do fundador do PS no exercício da Medicina em prol dos povos serra-

R.A.

O líder da minoria federativa socialista de Coimbra, Mário Ruivo, disse ao “Campeão” que a fusão de secções partidárias de acção sectorial se insere numa “estratégia de busca de sucessor” do líder distrital do PS/Coimbra. Na perspectiva do jurista Mário Ruivo, director do Centro Distrital de Coimbra da Segurança Social, o seu camarada Victor Baptista, deputado à Assembleia da República, está “sem condições” para se candidatar a quarto mandato como presidente da Federação distrital conimbricense do Partido Socialista. Opositor de Baptista em 2008, Ruivo entende que a fusão de secções de acção sectorial representa

O b i t u á r i o Joel Canhão

Deixa obra e pupilos agradecidos

O maestro Joel Canhão faleceu aos 82 anos, em Coimbra, cidade onde se radicou e deixou uma marca indelével no ensino da música, na composição, na direcção de coros, como o Orfeão Académico de Coimbra e o Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, na condição de organista António Almeida Santos foi entronizado mem- da Capela da Universidade, bro da Confraria da Lampreia de Penacova em entre outras actividades que desenvolveu ao longo da nome do fundador do PS, Fernando Vale sua carreira. nos que o faziam percorrer norâmico [restaurante] o Natural de Leiria, conquilómetros, muitas vezes a rio Mondego”. cluíu o Curso Superior A homenagem deu um de Música em Piano no troco de nada. Uma plateia atenta e cunho especial ao capítulo, Conservatório de Lisboa, composta por representan- segundo a mordomo-mor. cursou órgão no Centro tes de diversas confrarias Foi feita a vontade de as- de Estudos Gregorianos e gastronómicas ouviu e re- sociar o nome do ilustre diplomou-se no Liceu Norgistou que naquela sala se médico à Confraria e esta mal de Pedro Nunes, com falava de um homem bom, “sente-se enriquecida” por o Curso de Professores de de um ser extraordinário e entronizar “um grande Canto Coral para o Ensino de pensamento livre, con- senhor”. Secundário. Na apresentação do hoforme foi referido pelos Em 1987, Joel Canhão menageado, António Pires foi galardoado pelo então intervenientes. Fernanda Pimentel, Carvalho, da Confraria do Presidente da República, agora no papel de mordo- Bucho de Arganil, disse um Mário Soares, com o grau mo-mor, em substituição poema de Manuel Alegre de oficial da Ordem do de Manuel Flórido (presen- dedicado a Fernando Vale, Infante D. Henrique, um te na cerimónia), trouxe à que lhe serviu de mote para reconhecimento que mais memória o gosto com que o elogio ao homem “de tarde, em 2007, viria ser seFernando Vale “saboreava diálogo” e de “pensamento guido também pela Câmara a lampreia olhando do Pa- livre”. Municipal de Coimbra ao atribuir-lhe a Medalha de Mérito Cultural. Polémica fusão de secções no PS/Coimbra A pretexto da homenagem camarária, uma sua antiga aluna de liceu, recordou, nessa data, no blogue «Ensinar e Aprender», de que é autora, o professor “o cumprimento de uma ções acerca de “eventuais de secções residenciais sem “pequeno” e “aprumado” ameaça” alegadamente feita picardias” entre camaradas. funcionamento, insurge-se que sempre entrava na sala Embora Mário Ruivo “contra o método, a opor- de aula com um leitor de pelo líder partidário de âmbito distrital. Segundo o ju- tenha declinado “fulanizar tunidade da medida e o seu cassetes portátil. É um tesrista, por ocasião da última a questão”, o “Campeão” alcance”. temunho sentido de quem “A extinção foi con- aprendeu com Joel Canhão reeleição de Baptista, esse assinala que, por exemplo, seu camarada manifestou- a Secção cessante de Am- cebida para secções que a ver a música clássica com se agastado com algumas biente é coordenada por Joel não funcionem”, adverte o “outros olhos”, como ela Vasconcelos, um dos prin- jurista, fazendo questão de própria diz. secções sectoriais. As 10 secções socialis- cipais apoiantes do líder da se demarcar de uma “lógica “Primeiro explicava o tas de acção sectorial até referida minoria federativa. de «caça às bruxas»”. que iríamos ouvir: a dança Sem pôr em causa a dos violinos, a resposta do Instado a pronunciaragora existentes no distrito de Coimbra irão passar a se, Joel Vasconcelos ad- legitimidade do Secreta- piano, a entrada dos tromquatro, mediante critérios mitiu discordar da decisão riado partidário de âmbito petes, e aguçava a nossa de fusão propostos por de fusão, mas escusou-se a distrital para proceder à curiosidade. Depois comeuma comissão constituída prestar declarações sobre fusão, acrescentou estra- çava a música e tudo estava nhar a opção pelo pedido lá! Aprendemos todas as por Pedro Coimbra, pre- o assunto. “Tratou-se de um dis- GHUDWLÀFDomRGDPHGLGDHP épocas musicais e as caracsidente-adjunto da Federação, José Silva e Fernando parate”, alega Ruivo, em sede de Comissão Política teristicas de cada uma delas. cujo ponto de vista o pro- da Federação. Ramos. Demos valor aos talentos Mário Ruivo assinala, portugueses e começámos 'HOÀPGH9LFWRU%DS- FHVVR QmR GLJQLÀFD D )Htista no Secretariado da deração de Coimbra do ainda, que talvez tenha a apreciar a sua música. havido secções de acção Por ter tido esta formação Federação e coadjutor de Partido Socialista. O jurista, que lamenta sectorial a reunirem-se mais musical tão rica, tenho pena Ruivo na Segurança Social, Pedro Coimbra, interpe- a falta de reuniões prévias frequentemente do que o dos meus alunos quando lado pelo nosso Jornal, à tomada de decisão e a Secretariado da Federação dizem que não gostam declinou fazer considera- opção pela não extinção do PS/Coimbra. de música clássica. Não a

Mário Ruivo diz pressentir que Baptista não irá recandidatar-se

DE MARÇO DE 2010 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

percebem e far-lhe-á muita falta esta cultura musical enquanto adultos. Apreciar o belo e compreendê-lo foi o que de melhor me deu este grande professor”, escreve a professora Eulália Tadeu. Este é apenas um exemplo, entre muitos, de antigos pupilos de Joel Canhão, nada parcos em palavras no que às qualidades pedagógicas que possuía. Manuel Rocha, director do Conservatório de Música de Coimbra, onde o falecido maestro ensinou, enaltece o pedagogo e a vasta obra que deixou como legado para as futuras gerações de músicos. Joel Canhão foi o primeiro maestro do Coro dos Antigos Orfeonistas do Orfeon Académico de Coimbra. José Miguel Baptista, médico e membro deste conhecido e, e mundialmente reconhecido, agrupamento coral, disse ao “Campeão” que o extinto foi um “ilustre humanista” e um “insigníssimo maestro”, que aliava a discrição a um currículo brilhante. Não mesmo generoso em elogios é Manuel Rebanda, presidente do referido coro. “Quem, como eu, teve o privilégio de conviver de perto com o Prof. Joel Canhão, apercebeu-se, certamente, de que estava perante uma pessoa de rara sensibilidade artística, mas simultaneamente de grande dimensão humana. Na verdade, o Prof. Joel Canhão, para além do músico inspirado e exigentíssimo H GR SRHWD GH ÀQR UHFRUte, era uma personalidade cativante e de trato muito afável”, começa por dizer o advogado e coralista em artigo que publicamos na página 14 desta edição. Na tese de mestrado realizada em 1992, sobre a História do Orfeon Académico, Virgílio Caseiro, actual maestro do Coro dos Antigos Orfeonistas e também antigo maestro do Orfeon, insere uma ELRJUDÀDGH-RHO&DQKmRGH onde ressalta um rico percurso enquanto pedagogo, investigador e regente de grupos corais.


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ACTUALIDADE

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Intervenção bem sucedida evita recurso à cirurgia

Desobstrução das coronárias coloca Coimbra em destaque LUÍS SANTOS

O recurso a uma cirurgia para efectuar um “bypass” torna-se cada vez mais evitável com o sucesso de uma intervenção de desobstrução das coronárias, através de angioplastia, salvando muitas vidas em caso de enfarte do miocárdio. No Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Coimbra (CHC), nos Covões, existe uma unidade que é de excelência, com óptimos resultados e mais de 1 000 intervenções no ano passado. A angioplastia coronária é realizada com o auxílio de um delicado e sofisticado catéterbalão, que é posicionado no local da lesão obstrutiva. A seguir este balão é expandido (insuflado) sob pressão, “esmagando” assim a placa contra as paredes do vaso, desobstruindo a artéria e permitindo que o fluxo sanguíneo retorne ao normal. Mesmo no tratamento de lesões complexas, como são os casos em que a circulação está totalmente ocluída, os procedimentos são feitos com anestesia local, com o doente consciente e colaborante, através da introdução de cateteres (com diâmetros de 2 milímetros) por acesso femural ou radial e que permitem depois a dilatação com balão e a desobstrução da circulação coronária. A intervenção termina normalmente com a colocação de uma prótese endovascular cilíndrica (stent), que assegura um melhor resultado a longo prazo. A Unidade de Cardiologia

de Intervenção do CHC, dirigida por António Leitão Marques, efectuou no ano passado mais de 1 000 intervenções, das quais 880 às coronárias, chegando a uma taxa de sucesso de 95 por cento. A comprovar que este é um dos centros de excelência, realizou-se na passada sexta-feira uma sessão de trabalho, com a presença do especialista espanhol José Rumoroso, que congregou médicos de vários pontos do país. No caso particular das oclusões totais crónicas uma GDVGLÀFXOGDGHVSUHQGHVHFRP o facto de não se visualizar directamente o trajecto da artéria coronária. Para isso, recorre-se, hoje em dia, frequentemente à AngioTAC coronária para melhor caracterizar a lesão em causa. “Estes avanços são importantes para permitir o tratamento de um maior número de doentes, que doutra forma só podiam ser revascularizados cirurgicamente por by-pass”, explica o especialista. Conforme referiu ao “Campeão” o director da Unidade e do Serviço de Cardiologia do CHC, a angioplastia coronária, no caso de ser feita por via radial (no braço), em vez da femoral, permite que o doente possa sair duas a três horas depois. A vantagem desta técnica - que pode ser repetida no caso de surgirem mais situações - em relação à cirurgia, é óbvia, com custos mais baixos, uma percentagem mínima de internamento e muito menos sofrimento para a pessoa intervencionada.

António Leitão Marques dirige o Serviço de Cardiologia do CHC, onde se fazem mais de 1 000 intervenções às coronárias

Saliente-se que o CHC é um dos locais do país com urgência 24 horas para vítimas de enfarte de miocárdio, cujo taxa de sucesso nas primeiras horas é essencial. Mesmo assim, a intervenção pode ser feita algum tempo depois, ou a pessoas a quem o enfarte até passou despercebido. Hemodinâmica nos HUC

A doença coronária é uma das mais importantes causas de morte nos países ocidentais e apresenta prevalência crescente em Portugal. Conforme sublinha António Leitão Marques, “é considerada uma epidemia do século XXI”, devido aos três “esses”: sedentarismo,

superalimentação e stress. A adopção de estilos de vida saudável é a melhor prevenção, dado que a aterosclerose agrava-se com o avanço da idade, em fumadores, com uma alimentação incorrecta, hipertensão arterial e colesterol. Também os Hospitais da Universidade de Coimbra, com a inauguração de uma nova sala na Unidade de Hemodinâmica, no Serviço de Cirurgia, passam a poder tratar 12 pessoas por dia que sofram de cardiopatias, incluindo o cateterismo. O espaço, um investimento na ordem de um milhão de euros, inaugurada terça-feira pelo secretário de Estado da Saúde, está equipa com o melhor a nível mundial, e reforça as condições para salvar vidas.

Água e saneamento

CMC espreita encaixe de 15 milhões de euros Continuação da página 1

fornecimento de água ao domicílio. A provável fusão da AdM e da SimLis, encarada à margem do processo de eventual passagem da distribuição de água ao domicílio para a alçada de uma sociedade do Grupo AdP, poderá proporcionar à Câmara Municipal de Coimbra (CMC) uma receita aproximada a 15 milhões de euros.

Na mesma reunião tomaram parte câmaras cujos municípios são membros de empresas controladas pelo Grupo AdP, a AdM e a SimLis (concessionária do sistema de saneamento da bacia do rio Lis). Com vista a usufruir de uma da candidatura da AdP ao Quadro Comunitário de Apoio (actual QREN), várias autarquias subscreveram um protocoCanha tenta lo de parceria com o grupo baldar Geada empresarial tutelado pelo Estado, medida que podePaulo Canha, ex-timorá vir a estar na génese de neiro da Águas de CoimXP QRYR ÀJXULQR SDUD R bra e administrador da

AdM mediante indicação da CMC, estará a diligenciar no sentido de suceder a Nelson Geada na presidência da Comissão Executiva do sistema multimunicipal do Baixo Mondego e Bairrada. Arguido devido a actos praticados quando presidiu à AC, Canha receia que Carlos Encarnação comprometa a sua continuidade na Águas do Mondego, disseram ao “Campeão” fontes da AdP. O presidente da CMC apeou, recentemente, Jorge Temido da liderança da Águas de Coimbra, sendo que o outrora gestor se encontra na

mesma situação processual de Paulo Canha. A indicação por parte da CMC de um membro executivo do Conselho de Administração da AdM é objecto de um acordo parasocial celebrado entre a autarquia e a AdP, atendendo ao volume de negócios que Coimbra representa no âmbito do sistema multimunicipal do Baixo Mondego e Bairrada. Foi impossível falar, imediatamente antes do fecho desta edição, com o administrador da AdP Martins Soares, que se deslocou, ontem, a Coimbra.

FPP defende aposta na prevenção das doenças respiratórias A Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP) propôs ao Governo um plano de intervenção na área das doenças respiratórias, que afectam quatro milhões de portugueses. A organização liderada por Teles Araújo defende que o futuro Plano Nacional de Saúde 2011 – 2016 integre um Plano Nacional de Prevenção e Controle das Doenças Respiratórias assente “na educação para a saúde respiratória, na defesa da qualidade do ar e melhoria das condições de vida das populações desfavorecidas, na luta contra o tabagismo e na universalidade e equidade no acesso aos cuidados de saúde, assentes na criação duma rede de cuidados integrados de saúde respiratórias”. Intitulado de Manifesto Nacional de Saúde Respiratória, o documento com 16 medidas concretas foi apresentado na passada sexta-feira, em conferência de Imprensa. Desenvolvido no âmbito do Ano Internacional do Pulmão, este manifesto tem como principal objectivo consciencializar as autoridades e comunidade em geral para a situação das doenças respiratórias em Portugal e para a necessidade de se intervir no sentido de minimizar a sua incidência e os danos que causam. Ao invés de centrar a acção nos tratamentos,

o Estado deve investir na prevenção, considerou Teles Araújo, reconhecendo que este tipo de enfer midade ainda é bastante “neglig enciada”, pese embora as muitas doenças crónicas existentes a nível respiratório. Mais de 30 por cento da população sofre de doenças respiratórias crónicas que matam anualmente cerca de 15.000 portugueses e têm custos directos que ultrapassam os 600 milhões de euros anuais. “A mortalidade por doenças cardiovasculares – chamadas as grandes doenças da humanidade – estão em regressão em todo o mundo e as doenças respiratórias a evoluir”, afirmou Jaime Pina, também membro da FPP, lembrando que esta tendência está correlacionada com o aumento da poluição, concentração da população e mudanças climáticas. A FPP atribuiu, no mesmo evento realizado no Café Santa Cruz, o seu prémio anual à Associação RESPIRA (Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas), que se dedica aos doentes insuficientes respiratórios crónicos. Recebido por Luísa Soares Branco, o prémio reconhece como exemplar, muito útil e meritório o trabalho da associação.

Jaime Pina e Teles Araújo são dirigentes da Fundação Portuguesa do Pulmão


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EMPRESAS & NEGĂ“CIOS www. campea o p r o vi n c i a s .co m

Foz PrĂłtese

LaboratĂłrio aposta em novas instalaçþes FUNDAĂ‡ĂƒO Novembro de 1999 RAMO SaĂşde MORADA R. Cardoso Marta 7, 3080-012 Figueira da Foz ENDEREÇO ELECTRĂ“NICO fozprotese@iol.pt

mais perto das cirurgiasâ€?, observa, reconhecendo que a expansĂŁo vai passar ainda pelo recrutamento de mais pessoal tĂŠcnico – actualmente a Foz PrĂłtese tem 14 funcionĂĄrios. Cuidar da dentição jĂĄ ĂŠ uma prĂĄtica mais enraizada entre os portugueses, destaca Armando BrĂĄs, notando que hĂĄ 20 anos os aparelhos ortodĂ´nticos eram raros atĂŠ nas crianças. Houve uma mudança cultural determinante, considera o tĂŠcnico, DĂ€UPDQGRTXHDVSHVVRDV “reconhecem que ĂŠ preferĂ­vel investir na boca do que comprar um carroâ€?. “Parecendo que nĂŁo, um problema com um dente afecta todo o organismo, podendo causar rupturas musculares, dores de ouvidos e atĂŠ desequilĂ­brioâ€?, acrescenta, dando como exemplo o caso dos desportistas que “tĂŞm todos a boca bem tratada, porque jĂĄ bastam as lesĂľes ao longo da ĂŠpocaâ€?. A implantologia ĂŠ uma das ĂĄreas que registaram maior crescimento nos Ăşltimos tempos, sendo que, relata, esta tĂŠcnica ainda ĂŠ “infelizmente tida como um luxo e nĂŁo essencialâ€? ao bem-estar das pessoas.

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Reduçþes e velharias regressam a Cantanhede Cà TIA FIGUEIREDO

SĂŁo quatro as baixas que a Feira de Reduçþes regista na XV edição, marcada para o Ă€PGHVHPDQDGHDGH Março. A organização reduz este ano um mĂłdulo no espaço total da Feira, o equivalente a quatro participantes. “Tem havido algumas baixas, as coisas nĂŁo estĂŁo fĂĄceisâ€?, confessa o presidente da Associação Empresarial de Cantanhede (AEC), entidade organizadora. LuĂ­s Roque reforça que “ainda assim ĂŠ bomâ€? olhar para as 24 inscriçþes na iniciativa. Durante trĂŞs dias a Praça MarquĂŞs de Marialva, no centro de Cantanhede, volta a encher-se de tĂŞxteis, vestuĂĄrio, calçado, bijutaria e marroquinaria a preços atractivos. Os moldes das ediçþes anteriores mantĂŞm-se. TambĂŠm as lojas participantes e os concelhos de proveniĂŞncia permanecem idĂŞnticos aos das ediçþes Elisabete e Armando BrĂĄs sĂŁo os principais transactas. rostos da Foz PrĂłtese Esta iniciativa pensada pela AEC “em boa horaâ€? todo o sorriso antes da ci- presa prevĂŞ abrir um labovem dar resposta a “vĂĄrias rurgia, mas Ă s vezes somos ratĂłrio, em parceria com situaçþesâ€?, explica a vice-precondicionados pelo osso especialistas locais. Na mira sidente da Câmara Municipal (ou falta dele)â€?, conta. estĂĄ ainda a cidade invicta. de Cantanhede, entidade paViana do Castelo ĂŠ o Estes novos laboratĂłrios trocinadora. Helena TeodĂłsio prĂłximo local onde a em- “vĂŁo-nos permitir estar adianta que esta ĂŠ uma forma de responder Ă  “situação preoSalĂŁo de cabeleireiro e instituto de beleza cupanteâ€? vivida a nĂ­vel econĂłmico. Proporciona ao mesmo tempo, aos lojistas, a hipĂłtese de ecoarem os seus produtos, Graça Maria Gomes de cabeleireiro Davicati, MourĂŁo, by Narcisus, em e actuou o grupo vocal Ad mĂŁe e uma boa esposa que e Ă s famĂ­lias, a possibilidade Amaro Taborda nĂŁo con- com instituto de beleza, TentĂşgal, com a presença Libitum e o cantor brasi- faz o seu tempo esticar atĂŠ de adquirirem “produtos de teve as lĂĄgrimas perante que fica na Quinta das de cerca de quatro centenas leiro Duda Ribeiro, com aos limites, para dar aten- qualidadeâ€? a preços reduzidos. as palavras de carinho Relvas (lote 7, loja B), de convidados, clientes e a apresentação de SansĂŁo ção a todos os que lhe sĂŁo Em paralelo decorre tamqueridosâ€?. e as felicitaçþes que lhe em S. Martinho do Bispo, amigos, onde se realizou Coelho. bĂŠm a jĂĄ habitual programação O salĂŁo Davicati (que cultural. No primeiro dia, Nas palavras da colaboXPGHVĂ€OHGHPRGDHSHQforam dirigidas, no do- Coimbra. As comemoraçþes re- teados com o apoio da radora Catarina Carvalho junta o nome dos dois sexta-feira, o Grupo Etnomingo, na festa do 10.Âş aniversĂĄrio do seu salĂŁo alizaram-se na Quinta do SMK, Levis e Festinoivos, Ferreira, que elogiou Graça Ă€OKRV GH *UDoD 7DERUGD JUiĂ€FRGH'DQoDVH&DQWDUHV Taborda, “por detrĂĄs da David e CĂĄtia) tem serviços do Zambujal anima o espaço H[FHOHQWH SURĂ€VVLRQDO WH- de cabeleireiro, de estĂŠtica a partir das 21H30. No sĂĄmos a garra de uma grande e da ĂĄrea da saĂşde e bem bado, ĂŠ a vez do EmCantos mulher, tambĂŠm uma boa estar. – Grupo de MĂşsica Popular trazer a animação musical ao recinto da feira, quando forem 22H00. A fechar o programa de animação estĂĄ o Grupo Musical Tradicional Gandareira, com actuação marcada SDUDDV+GHGRPLQJR As portas da XV Feira de Reduçþes abrem Ă s 19H00 GDSUy[LPDVH[WDIHLUDGLD JĂĄ no sĂĄbado e no domingo, a Feira de Reduçþes funciona a partir das 10H00. O horĂĄrio de encerramento, nos trĂŞs dias, ĂŠ Ă s 23H00. Rua JosĂŠ Gomes Ferreira, Lote 121 R/C, Dto. Bairro Sta. ApolĂłnia Catarina Carvalho, Graça Taborda, proprieNo Ăşltimo dia, domingo, Coimbra - Telef.: 239 439 189 - Telem.: 919 243 284 realiza-se em simultâneo a FeitĂĄria do Davicati, e Maria do CĂŠu Vicente, da E-mail: r.n.trans@hotmail.com ra de Velharias e Antiguidades. Quinta do MourĂŁo

Formado na ĂĄrea, Armando BrĂĄs lançou o neO laboratĂłrio de prĂł- gĂłcio logo apĂłs acabar o teses dentĂĄrias Foz PrĂłtese FXUVR QR 3RUWR FRQĂ€DQWH Lda vai mudar de morada que “para os melhores hĂĄ dentro de meses. Instala- sempre lugarâ€?. da numa ĂĄrea adjacente Ă s Certo ĂŠ que em meAbadias, na Figueira da Foz, nos de dez anos, a ema empresa liderada por Ar- presa afir mou-se, tormando BrĂĄs precisa de novas nando-se parceira das instalaçþes para fazer face ao principais clĂ­nicas e mĂŠcrescimento. A Foz PrĂłtese dicos dentistas da cidade. vai ocupar dois andares, na Alicerçando o seu trabalho parte nascente da cidade, QR SURĂ€VVLRQDOLVPR H QD junto Ă  estação ferroviĂĄria. qualidade, a Foz PrĂłtese “Trata-se de um edifĂ­- expandiu paulatinamente cio envidraçado, que bene- a actividade a clĂ­nicas e Ă€FLDUiGHPXLWDOX]QDWXUDO hospitais de outras zonas o que ĂŠ bastante vantajoso do paĂ­s, com destaque para para o nosso trabalhoâ€?, re- o Norte e Centro. fere Armando BrĂĄs, gerente “Deslocamo-nos includa empresa, comentando sivamente Ă s clĂ­nicas para que o consultĂłrio terĂĄ vista acompanhar as cirurgias para o rio Mondego. A luz de implantologiaâ€?, refere natural, assegura o respon- Armando BrĂĄs, explicando sĂĄvel tĂŠcnico, â€œĂŠ importan- que muitas vezes a escolha te a nĂ­vel fotocromĂĄtico do local onde ĂŠ colocado o aquando da escolha da cor implante ĂŠ feita pelo tĂŠcnidos dentesâ€?. co. “Temos de jogar com Numa dĂŠcada de acti- o aspecto tĂŠcnico e com o vidade, esta serĂĄ a terceira estĂŠtico para conseguir o mudança da empresa – a melhor resultadoâ€?, reforça, Foz PrĂłtese começou por comentando que este ĂŠ um ter instalaçþes na rua da trabalho “em conjuntoâ€?. RepĂşblica. “Costumamos planificar BENEDITA OLIVEIRA

Davicati assinalou 10 anos

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A CAMINHO DO MUNDIAL

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Magia brasileira Ă  conquista do campeonato do mundo

TITO BANHO

Seleccionador Dunga deixa “canarinhaâ€? apĂłs o Mundial

outros, pode atĂŠ dar-se ao luxo de deixar de fora (serĂĄ que irĂĄ deixar mesmo?!) Ronaldinho GaĂşcho. A torcidaa e a imprensa pressionam a chamada do jogador do AC Milan e o seleccionador, para jĂĄ, nĂŁo fecha a porta. “Todos os jogadores tĂŞm chance, nĂłs analisamos e procuramos achar as soluçþes do grupo e neste momento ele nĂŁo faz parteâ€?, diz. Scolari tambĂŠm deixou de fora, contra tudo e todos, RomĂĄrio, e foi campeĂŁo do mundo. A histĂłria repete-se?!

O Brasil chega Ă  Ă frica do Sul apĂłs vencer a Copa AmĂŠrica e a Taça das Confederaçþes da FIFA, tambĂŠm disputada em solo sulafricano, e onde derrotou os Estados Unidos por 3-2. A qualificação para a 19ÂŞ edição do Mundial nĂŁo foi tĂŁo fĂĄcil como seria de supor. Os empates em casa com Argentina, BolĂ­via e ColĂ´mbia chegaram a fazer temer o pior, mas as cinco YLWyULDVĂ€QDLVFRQVHFXWLYDV colocaram os brasileiros a festejar. A “canarinhaâ€? ergueu

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pela última vez o trofÊu em 2002, na Coreia/Japão, então sob o comando de Luiz Felipe Scolari. Quatro anos depois, com Kakå, Ronaldinho Gaúcho, Ronaldo e Adriano, era apontada como a grande favorita ao Alemanha2006, todavia, não SDVVRXGRVTXDUWRVGHÀQDO caindo aos pÊs da França de Zidane e Thierry Henry. Agora a primeira missão Ê passar a fase de grupos, onde o Grupo G se adivinha muito disputado. Brasileiros, portugueses e marfinenses lutam por dois lugares, com a Coreia do Norte a correr por fora. Chegados os oitavosGHÀQDLV IXWHERO H VDPED irão juntar-se na festa sulafricana, irmanados na alegria contagiante que só os brasileiros são capazes. A equipa de Dunga defronta a Coreia do Norte (15 GH-XQKR &RVWDGR0DUÀP (20 de Junho) e Portugal (25 de Junho). Depois, se Cristiano Ronaldo andar nos seus melhores dias, pode seguir-se a Espanha. Livra!

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Abriu as portas ao futebol em Janeiro passado, quando trĂŞs dos principais clubes do paĂ­s (Supersport United, Kaizer Chiefs e Bidvest Wits) disputaram um quadrangular com o Brondby da Dinamarca. O principal clube da cidade ĂŠ o Real Rovers que milita na primeira divisĂŁo nacional. Polokwane, centro econĂłmico e cultural da provĂ­ncia de Limpopo, no norte do paĂ­s, ĂŠ descrita como “um lugar vibrante, colorido e animado, uma cidade cercada por montanhas cinematogrĂĄĂ€FDVFRPSHVVRDVIDVFLQDQtes e uma diversidade cultural Ăşnicaâ€?. Adeptos franceses, argelinos, eslovenos, mexicanos, argentinos, gregos, paraguaios, neo-zelandeses e outros amantes do futebol terĂŁo oportunidade de o comprovar.

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cleos de serviçosâ€?, descreve o site da FIFA. Foi baptizado como o nome de Peter Mokaba, em homenagem “ao ilustre militante da luta p pela emancipação da Ă frica do Sul contra o regime do apartheidâ€?.

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“O desenho da enorme estrutura foi inspirado no BaobĂĄ, a ĂĄrvore sĂ­mbolo da regiĂŁo, com quatro ´troncos´ gigantes em cada canto do estĂĄdio sustentando a cobertura e acomodando rampas de circulação vertical e nĂş-

O

O Estådio Peter Mokaba vai receber quatro jogos do Mundial. A infra-estrutura, construída para a prova sulafricana, tem capacidade para 45 mil espectadores e foi ediÀFDGR D FLQFR TXLOyPHWURV da cidade de Polokwane.

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AGORA EM CANTANHEDE

A ĂĄrvore BaobĂĄ


OPINIĂƒO

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“Chipadosâ€??! A Liberdade‌! SerĂĄ que – ainda – existe? Direito que se “esfumaâ€?? Em razĂŁo de outros valores? Que admitimos nĂŁo despicientes. Como a Segurança. Contudo, nĂŁo deve o “poderâ€? – independentemente de quem o exerça – “estiolarâ€? um bem supremo,

como a Liberdade. Que temos a consciĂŞncia – todos – que nĂŁo existe uma definição “taxativaâ€?. Mas, sentimos! Algo que “interiorizamosâ€?. Porque a aquilatamos como um valor exponencial. DaĂ­, entendermos, que nĂŁo deve ser “beliscadaâ€?. Sendo certo que “uns

P A N O R A M A

A ti, mulher

ANĂ?BAL DUARTE DE ALMEIDA

Mulher-Menina, Maria concebida, Para os feitos heróicos do Amor, Pelo Evangelho foste a escolhida, Para Mãe de Jesus, Nosso Senhor!... Antes cometeste o pecado, Tentada pela serpente, do Adão, Com promessas de um lugar abençoado No Paraíso celestial e com perdão. Mesmo assim semeaste as virtudes, Neste mundo polvilhado de mal-querer, Onde às vezes se tomam atitudes, Que esquecem os predicados da Mulher. De alma sofredora, carinhosa, No lar, na vida em comunhão, És a mulher ideal, bem portuguesa, Que traz sempre Amor no coração!...

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sĂŁo mais livres que outrosâ€?. Assim ĂŠ! Por muito que se “teorizeâ€? sobre a Igualdade. Donde, reafirmamos da desigualdade existente “do ser livreâ€? entre cidadĂŁos. A colocação de “chipsâ€? nas viaturas ĂŠ uma medida que – pelo que ouvimos de inĂşmeros cidadĂŁos – desagrada. Com o respeito devido, as razĂľes que conduziram a essa tomada de decisĂŁo, nĂŁo “colhemâ€? junto do cidadĂŁo comum. Pessoas houve, que nos confidenciaram nĂŁo usarem a “via verdeâ€? – apĂłs o anĂşncio da instalação de “chipsâ€? – como forma de “mostrarâ€? o seu desagrado. Porque entendem que vai colidir com “a sua liberdadeâ€?. Reconhecemos que em matĂŠria de combate ao crime, seria mais fĂĄcil localizar determinada viatura. Contudo – e, “vale o que valeâ€? – segundo alguns entendidos em telecomunicaçþes, os telefones mĂłveis, podem desempenhar “papelâ€?

idĂŞntico. Porque esses aparelhos, tambĂŠm, permitem a localização dos portadores dos mesmos. Entendemos que nĂŁo devemos permitir que se “vagueieâ€? quando se trate de salvaguardar o bem comum. Mas, pelo que nos foi dado a conhecer, no que concerne Ă  celeridade – com eficiĂŞncia e eficĂĄcia – das nossas polĂ­cias, em particular, da PolĂ­cia JudiciĂĄria. Renomada e reconhecida em todo o mundo. Pela sua alta capacidade em matĂŠria de investigação. Que estĂĄ bem “espelhadaâ€?, Ă  saciedade. E, que saibamos, nĂŁo careceram do “auxĂ­lioâ€? de “chipsâ€?. O talento, a sagacidade e o elevado profissionalismo tĂŞm “substituĂ­doâ€? a preceito outros “meios auxiliaresâ€?. Nos “casosâ€? que se conhecem e o trabalho desenvolvido nĂŁo “convidamâ€? ao direito ao contraditĂłrio. HĂĄ mĂŠrito! Ponto. Somos intransigentes

PEDRO SOUSA LOPES

defensores da tranquilidade pĂşblica. O que nĂŁo invalida que estejamos em desacordo com a implementação de “chipsâ€?. Porque importa defender, sempre, a liberdade individual. DaĂ­, sermos “avessosâ€? Ă s “escutasâ€?. Sim, no estrito cumprimento de mandado judicial. Temos para nĂłs, que as “escutasâ€? sĂŁo uma clara violação Ă  liberdade individual dos cidadĂŁos. Preceito constitucional que deve ser respeitado e cumprido. Como acima o referimos, somos – sem tibiezas – defensores desse “expedienteâ€?, aquando da existĂŞncia de mandado judicial. Porque importa ao cumprimento da justiça. Como meio de auxiliar Ă  investigação. Particularmente no

que ao crime econĂłmico concerne. Estamos convictos que, exceptuando os eventuais “prevaricadoresâ€?, os portugueses estarĂŁo de acordo que “as escutasâ€? devam ser “validadasâ€?. Num recente “casoâ€? no futebol portuguĂŞs, o ĂłrgĂŁo disciplinar da LPFP (Liga), entendeu “validarâ€? as escutas como meio de prova. Posteriormente, o Conselho de Justiça da FPF, anulou aquela decisĂŁo. Pelo que – consabidamente – foi mandado arquivar. Urge uma clarificação! Para que a investigação nĂŁo seja uma “panaceiaâ€?! Pela Justiça! REGISTO: A Crise na GrĂŠcia!

Na morte de Joel Canhão Quem, como eu, teve o privilÊgio de conviver de perto com o Prof. Joel Canhão, apercebeu-se, certamente, de que estava perante uma pessoa de rara sensibilidade artística, mas simultaneamente de grande dimensão humana. Na verdade, o Prof. Joel Canhão, para alÊm do músico inspirado e exigentíssimo e do poeta de fino recorte, era uma personalidade cativante e de trato muito afåvel. Por isso ainda agora, quase vinte anos após a sua saída do Coro dos Antigos Orfeonistas (enquanto seu Maestro, pois que, sempre que lhe era possível, honrava-nos com a sua presença nas nossas festas, particularmente por altura do Natal ou no convívio que costumamos fazer antes do

Telefone 239 497 750 | Fax 239 497 759 | E-mail jornalcp@mail.telepac.pt Editor/Propriedade REGIVOZ, Empresa de Comunicação, Lda. Rua Adriano Lucas, 216 Az. D - Eiras 3020-430 Coimbra | NIPC: 504 753 711 Director-Adjunto Rui Avelar | Gerente da Redacção JosÊ Fidalgo 239 497 750 (ext. 38) Coordenador de Edição Luís Santos | Redacção Luís Santos (C.P. 722), Rui Avelar (C.P. 613), Benedita Oliveira (C.P. 6622), Geraldo Barros (C.P. 6555), Iolanda Chaves (C.P. 2508), Luís Carlos Melo (C.P. 2555), e Lino Vinhal (C.P. 190), Telefone 239 497 750 (ext. 55, 56 e 57), Fax 239 497 759

perĂ­odo de fĂŠrias) um grupo de amigos, constituĂ­do por Antigos Orfeonistas, muitos dos quais jĂĄ afastados do palco, se reunia Ă  sua volta uma vez por mĂŞs, naquilo a que chamam a “ TertĂşlia do Joelâ€?. O Prof. Joel CanhĂŁo veio para Coimbra na dĂŠcada de 60 com uma tarefa que nĂŁo era fĂĄcil: tratava-se de substituir, na direcção artĂ­stica do Orfeon AcadĂŠmico, o carismĂĄtico Maestro Raposo Marques, que durante 30 anos tinha marcado, de forma indelĂŠvel, o mais antigo agrupamento coral portuguĂŞs. PorĂŠm, a exigĂŞncia e o perfeccionismo do Maestro Joel CanhĂŁo rapidamente deram frutos, tendo o Orfeon AcadĂŠmico atingido, sob a sua direcção artĂ­stica, grande prestĂ­gio nacional e internacional.

MANUEL REBANDA *

Mais tarde, em 1980, viria a aventura dos Antigos Orfeonistas. E uma vez mais o talento de Joel Canhão foi posto à prova: como fazer de um grupo tão heterogÊneo, representando vårias geraçþes de orfeonistas, alguns dos quais jå em idade avançada, um coro que, em poucos anos de existência, conquistava um lugar importante no panorama coral português. Connosco permaneceu enquanto a saúde lho foi permitindo. Mas a par da sua actividade de direcção coral foi tambÊm um compositor inspirado e um instrumentista de reconhecido mÊrito, tendo

sido, durante 30 anos, organista titular da Capela da Universidade. Coimbra perdeu, na verdade, alguĂŠm que, ao longo de mais de quatro dĂŠcadas, foi, como bem o caracterizou o meu amigo JosĂŠ Miguel Baptista “um pilar discretoâ€? da cultura CoimbrĂŁ. Nunca precisou de se pĂ´r em bicos de pĂŠs, mas as suas qualidades intrĂ­nsecas enquanto homem e enquanto mĂşsico sĂŁo reconhecidas por todos quantos tiveram a oportunidade de com ele se cruzar. AtĂŠ sempre, Joel! (*) Presidente da Associação dos Antigos Orfeonistas do Orfeon AcadĂŠmico de Coimbra

Sede/Redacção: Rua Adriano Lucas, 216 Az. D - Eiras 3020-430 Coimbra Director Comercial Carlos Gaspar Directora de Marketing e Publicidade Adelaide Pinto 239 497 750 (ext. 27), adelaide.pinto@mail.telepac.pt Paginação e Maquetagem Nuno Miguel Peres | Impressão),*,QG~VWULDV*Ui¿FDV6$Rua Adriano Lucas, 3020-265 Coimbra | Distribuição VASP - Sociedade de Transportes e Distribuição, Lda. R. da Tascoa, n.º 16 - 4.º Piso, 2745-003 Queluz, Telef. 214 398 500, Fax 214 302 499 Registo 65,3VRERQ¾,661,&6_Depósito Legal n.º 127443/98 Preço de cada número 0,75\ Assinatura anual 29,93\ | Tiragem média: 9.000 exemplares


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ConcessionĂĄria Seat passou a ter a Hyundai

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A empresa do ramo automĂłvel concessionĂĄria da marca Seat, em Coimbra, passou tambĂŠm a ser a representante da Hyundai, apostando no aumento do volume de negĂłcios e na GLYHUVLĂ€FDomRGDDFWLYLGDGH â€œĂ‰ importante, nesta altura, que se aproveitem as oportunidades de negĂłFLRÂľMXVWLĂ€FRX3DXOR1HWR director-geral da CJR Motors, no programa “Dois dedos de conversaâ€?, realizado na GĂłis Joalheiro e transmitido, domingo, na RĂĄdio Regional do Centro )0  Segundo o responsĂĄvel pela empresa, a Hyndai â€œĂŠ GH LQHTXtYRFD ERD UHODomR SUHoRTXDOLGDGH JUDQGH fiabilidade e possui veĂ­culos comerciais complementares da Seatâ€?, referiu, acentuando que “as vendas HVWmR D VXUSUHHQGHU SHOD positiva, apesar de terem a PDUFDDSHQDVKiXPPrVÂľ 3DUDD+\XQGDLIRLGHVtinado o stand que a empresa possuĂ­a na avenida GH)HUQmRGH0DJDOKmHVH

DVRĂ€FLQDVQDUXDGH3DGUH (VWrYmR&DEUDOHP&RLPbra, enquanto a Seat ocupa DVQRYDVLQVWDODo}HVGDHPSUHVDQD5LEHLUDGH(LUDV A CJR Motors nasFHX GD DOWHUDomR VRFLHWiULD YHULĂ€FDGD QD 5DPDOGD SA (concessionĂĄrio Seat GHVGH   FRUUHVSRQGHQGR j LQWHJUDomR GHVWD empresa no grupo “Jaime & Rodrigues SAâ€?, de Anadia, que jĂĄ trabalhava com aquela marca automĂłvel e tambĂŠm com os YHtFXORV SHVDGRV '$) “Mais do que uma simples DOWHUDomRGHQRPHLQLFLRX se um processo de profunGD PXGDQoD HQJOREDQGR novos procedimentos, com investindo em novos meios tĂŠcnicos e humanos, assim como em novas instalao}HVÂľH[SOLFRX3DXOR1HWR Sobre a Seat, considera “tratar-se de uma marca fantĂĄstica, que teve o ponto de viragem com a integraomRQRJUXSR9RONVZDJHQ com qualidade de fabrico e design, um bom suporte para ter crescido e ter modelos para todos RV VHJPHQWRV HWiULRVÂľ

“Os portugueses querem muitos extras nos automĂłveisâ€?, destaca o director-geral da CJR Motors

(P3RUWXJDOVHJXQGR3DXOR 1HWR R PHUFDGR ´p PDLV H[LJHQWH HP WHUPRV GHTXHUHUDOJXQVH[WUDVQDV viaturas, tanto nos ligeiros como nos pesados, tendo de se oferecer mais pelo PHVPR GLQKHLURÂľ $ HVWH propĂłsito, refere que “a imagem que se tem do vendedor automĂłvel estĂĄ XOWUDSDVVDGDÂľ “Quando recrutamos QmRpSRUDSHVVRDVHUXP fala barato, saber tudo e mais alguma coisa e quando QmRVDEHLQYHQWDÂľGL]SDUD MXVWLĂ€FDUTXH´KRMHHPGLD as empresas modernas e

com futuro têm de possuir nos seus quadros tÊcnicos comerciais que conhecem bem o produto, incluindo os dados tÊcnicos, e saibam encontrar as melhores soluo}HVSDUDRFOLHQWH¾ 3DUD R GLUHFWRUJHUDO GD &-5 0RWRUV ´D IRUoD de uma marca passa pela QRomR SHUFHSFLRQDGD GH qualidade, do status que då H QmR DSHQDV SRU FXPSULU as necessidades do dia-aGLD¾´7HPGHVHGHÀQLUR WLSRHRSHUÀOGRVHJPHQWR de clientes que se quer e, QLVWR WXGR R PDUNHWLQJ p HVVHQFLDO¾VXEOLQKD


CULTURA

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0~VLFDHDUWHVFpQLFDVQD2Ă€FLQD0XQLFLSDOGR7HDWUR Julia Blomgren dĂĄ voz ao grupo Norman Bates, que integra ainda Jenny (baixo), Christian (guitarra) e Pär (bateria). O nome deste quarteto sueco, criado em 2004, foi inspirado na personagem SULQFLSDOGRĂ€OPH´3V\FKRÂľGH$OIUHG+LWFKFRFN O grupo apresenta-se hoje Ă  noite, pelas 22h00, HP HVSHFWiFXOR QR HVSDoR 7DEDFDULD GD 2Ă€FLQD Municipal de Teatro (OMT), em Coimbra, com forte sonoridade e impressionante energia ao vivo, argumentos que tĂŞm seduzido pĂşblicos por toda a Europa. O espectĂĄculo ĂŠ co-produzido pel’O TeatrĂŁo pela X-Productions. JĂĄ na Sala Grande da OMT, mas no sĂĄbado, a partir das 21h30, ĂŠ apresentada a peça de teatro “Canção do Valeâ€?, de Athol Fugard, um dos mais importantes dramaturgos de lĂ­ngua inglesa. Esta ĂŠ uma produção da companhia Teatro dos AloĂŠs, inspirada na original, estreada um ano depois da eleição de Nelson Mandela como presidente da Ă frica do Sul. Carla GalvĂŁo e JosĂŠ Peixoto dĂŁo corpo a uma encenação de contadores de histĂłrias que faz do pĂşblico cĂşmplice.

PatrĂ­cia Reis apresenta romance no Casino da Figueira

“Antes de Ser Felizâ€? ĂŠ o tĂ­tulo do mais recente livro de PatrĂ­cia Reis, romance cuja acção decorre na Figueira da Foz, no imenso areal, entre idas a Buarcos e festas no casino. A obra ĂŠ lançada hoje, pelas 18h30, no Casino da Figueira, com a apresentação a ser feita por Rui Cardoso Martins. PatrĂ­cia Reis começou a sua carreira como jornalista em 1988, no semanĂĄrio O Independente. Passou pela revista SĂĄbado e realizou um estĂĄgio na revista norteamericana Time, em Nova Iorque. De volta a Portugal, ĂŠ convidada para o semanĂĄrio Expresso. Colaborou ainda nas revistas Marie Claire, Elle e em projectos especiais do diĂĄrio PĂşblico. Na televisĂŁo, participou na produção do programa Sexualidades. Editora da revista EgoĂ­sta, PatrĂ­cia Reis tem participado em projectos de diversas ĂĄreas. É ainda autora da curta ELRJUDĂ€DGH9DVFR6DQWDQD H GR URPDQFH IRWRJUiĂ€FR “Beija-meâ€? – em co-autoria com JoĂŁo Vilhena –, da novela “Cruz das Almasâ€? e dos romances “Amor em Segunda MĂŁoâ€? e “Morderte o Coraçãoâ€?.

A propĂłsito “do monĂłlogo, coisa pĂşblicaâ€? O Teatro AcadĂŠmico de Gil Vicente e o Teatro da Cerca de SĂŁo Bernardo acolhem atĂŠ ao prĂłximo

sĂĄbado um conjunto de espectĂĄculos, no âmbito do ciclo “do monĂłlogo, coisa pĂşblicaâ€?, integrado no programa da XII Semana Cultural da Universidade de Coimbra. A par de AntĂłnio Pinho Vargas, CustĂłdia Galego e CĂĄndido PazĂł, Ana Bustorff e Denise Stoklos sĂŁo os artistas que, a convite da reitoria da Universidade de Coimbra (UC) e da companhia de teatro A Escola da Noite, prometem, atĂŠ ao prĂłximo sĂĄbado, sempre Ă s 21h30, animar as noites de Coimbra, dedicadas a falar do monĂłlogo e outras realidades, transformadas, pela actividade cultural e pelos artistas, em coisa pĂşblica. A par desta iniciativa, concebida pel’A Escola da Noite para a Semana Cultural da UC, o programa inclui ainGDXPDRĂ€FLQDGHWUDEDOKR sobre o tema “A oralidade no actorâ€?, dirigido por CĂĄndido PazĂł (co-organizado com o Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra) e um conjunto de dois debates, que reunirĂŁo especialistas em artes cĂŠnicas e os artistas presentes na semana, numa iniciativa conjunta da Reitoria e do Curso de Estudos ArtĂ­sticos da Faculdade de Letras.

TAGV acolhe gala da Rede Universidade de Coimbra Evento anual de referĂŞncia, a gala da Rede Universidade de Coimbra (UC) vai realizar-se no prĂłximo sĂĄbado, dia 06 de Março, a partir das 21h30, no Teatro AcadĂŠmico de Gil Vicente. “A Inovação na Canção de Coimbraâ€? ĂŠ o tema da quarta edição deste evento, organizado pela Rede de Antigos Estudantes da UC em parceria com a reitoria e a empresa municipal Turismo de Coimbra. Com o objectivo de evocar alguns dos movimentos que mais

contribuĂ­ram para uma permanente reinvenção da mĂşsica de Coimbra que, ao longo das Ăşltimas dĂŠcadas, contou com diferentes geraçþes de antigos estudantes, para alĂŠm da actuação do Conjunto OrfeĂŁo e da banda de Coimbra “Anaquimâ€?, liderada por JosĂŠ Rebola, a gala contarĂĄ com tambĂŠm a apresentação do documentĂĄrio “Filhos do TĂŠdioâ€?, de Rodrigo Fernandes e Rita Alcairem, baseado na histĂłria do grupo “TĂŠdio Boysâ€?; e da peça jornalĂ­stica “Antigos Estudantes Perto de Siâ€?, que mostra o universo das associaçþes de antigos estudantes de Coimbra espalhadas pelo paĂ­s e pelo Mundo. Outro dos intervenientes na gala da Rede UC ĂŠ ainda Pedro Tochas, conhecido humorista e antigo estudante da UC. O preço de entrada na Gala UC varia entre os 10 euros (bilhete com desconto) e os 14 euros (preço para o pĂşblico em geral).

Holofotes – Se noutras semanas negras para o governo houve notĂ­cias que mais pareciam ser fabricadas com o intuito de desviar atençþes, na que passou nĂŁo foi necessĂĄrio. A mĂŁe natureza encarregou-se de fazer desviar os “holofotesâ€? mediĂĄticos para a Madeira. Mesmo com a oposição de JoĂŁo Jardim, a “pĂŠrola do Atlânticoâ€? tem sido sucessivamente notĂ­cia pelas piores razĂľes. E depois ainda hĂĄ quem ache que o nosso primeiro nĂŁo tem sorte nenhuma. É que quem anda Ă  chuva, molha-se! (A)normal – Os trabalhos prosseguem a bom ritmo para repor a normalidade na Madeira. O que nĂŁo ĂŠ normal, ĂŠ a forma com o governo regional lidou com o nĂşmero das vĂ­timas. Ao que parece, a inabilidade demonstrada deve-se a uma deliberada estratĂŠgia de “controlo de danosâ€?, para resguardar a imagem turĂ­stica do arquipĂŠlago. Por muito que pese este sector na economia PDGHLUHQVH QDGD MXVWLĂ€FD tal procedimento que, ainda que inadvertidamente, acaba por reforçar a fama que hĂĄ muito persegue aquele executivo governamental. “Em casa onde nĂŁo

0RVWUDGHIRWRJUDÀDV hå pão...� – Jå lå vão seis no CafÊ com Arte anos desde que a obra

No âmbito da programação da XII Semana Cultural da Universidade de Coimbra, estĂĄ patente ao pĂşblico no CafĂŠ com Arte, em Coimbra, a exposição ´$ IRWRJUDĂ€D FRPR PHLR de revelação mediĂĄtica de causas pĂşblicasâ€?. A mostra, que pode ser visitada atĂŠ ao dia 28 de Março, integra trabalhos da autoria de JoĂŁo Costa, JoĂŁo Miguel SimĂľes, Pedro Frias e Raquel Vida, representando o contributo GD6HFomRGH)RWRJUDĂ€DGD AAC para o tema “Causa PĂşblica. O PĂşblico e o MediĂĄticoâ€?.

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estĂĄ concluĂ­da, mas continua a fazer parangonas nos jornais. O estĂĄdio que acolheu o Euro 2004 em Coimbra continua a ser alvo controvĂŠrsia. Agora nĂŁo propriamente devido ao enquadramento urbano, mas aos elevados custos de manutenção que o recinto desportivo acarreta para o erĂĄrio autĂĄrquico. E a polĂŠmica nĂŁo ĂŠ exclusiva da cidade dos estudantes. Em Leiria, hĂĄ quem defenda que o inacabado recinto deve dar lugar a um centro comercial; em Aveiro jĂĄ se falou em deitar abaixo o actual estĂĄdio para se construir um novo. É como diz o velho ditado “em casa onde nĂŁo hĂĄ pĂŁo, todos ralham e ninguĂŠm tem razĂŁoâ€?.

Imoral – Preocupado FRPDDFWXDOVLWXDomRÀQDQceira das autårquicas, o economista Augusto Mateus veio a público recentemente defender que algumas autarquias devem mesmo considerar a demolição dos estådios construídos para o Euro 2004 como uma forma de responder ao controlo de custos que lhes serå exigido pelo Orçamento de Estado para 2010. Tal opinião pode ser considerada, por alguns, como radical, mas o facto Ê que estas estruturas são responsåveis por autênticos buracos financeiros. Lidar com dívidas de algo que não gera riqueza nem representa um bem público em si Ê realmente quase imoral dados os sacrifícios que o Estado impþe desde hå alguns anos aos cidadãos portugueses. Exemplar – A Câmara de Aveiro tomou uma decisão histórica: vai demolir dois pisos a mais num prÊdio em construção no centro da cidade. Ao contrårio do que Ê habitual em Portugal, a autarquia não vai deixar passar em branco a intransigência da firma proprietåria em cumprir as sucessivas ordens para repor a legalidade e vai dar o exemplo. O expediente, que Ê assumido como último recurso, deverå ser o derradeiro episódio de uma novela que dura hå quase uma dÊcada. E desenganese quem achar que a acção Ê penalizadora para o erårio público, porque a demolição coerciva vai ser feita a expensas da visada. Assim

ĂŠ que ĂŠ! Os prevaricadores nĂŁo podem ser recompensados. Iluminado por Santo AntĂłnio – Na singela cerimĂłnia de entrega dos prĂŠmios do Carnaval do Bairro Norton de Matos, Francisco Andrade mais parecia um candidato em campanha eleitoral, do que um autarca em inĂ­cio de novo mandato, tal o entusiasmo com que falou da obra feita e da que se segue. As Vinagretas arriscam-se a dizer que o presidente da Junta de Freguesia de Santo AntĂłnio dos Olivais parecia iluminado pelo santo popular. Se os ouvintes nĂŁo saĂ­ram motivados, ĂŠ porque Ă quela hora jĂĄ sĂł estavam Ă  espera da estatueta e “ala para casaâ€? jantar... Piropo via televisĂŁo – Ao que parece, Francisco Andrade tinha motivos para estar com o astral em alta. As Vinagretas nĂŁo viram nem ouviram, mas, segundo fontes bem informadas, uma senhora da freguesia, concorrente ao Preço CerWR GD 573 FRQĂ€UPRX DR actor Fernando Mendes que o presidente da Junta de Freguesia â€œĂŠ bonitoâ€?. A concorrente poderia ter aproveitado a hora de antena, para tambĂŠm dizer que Francisco Andrade, WUHLQDGRU SURĂ€VVLRQDO IRL professor de Mourinho e de Carlos QueirĂłs nos respectivos cursos de treinadores. (QFDUQDomRFRQĂ LWXDO QXP SDtV FRQĂ LWXRVR – No jantar-debate “Quintas Ă  quintaâ€?, no Hotel da

Temos animadora! Graça Oliveira, vogal da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais, Ê a mais recente animadora cultural encartada. A simpåtica autarca e militante social-democrata, terminou o curso na Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC) e estå agora a pôr a aprendizagem ao serviço da Junta. Do estågio, faz parte uma Feira das Colectividades no início do próximo Verão. Resta-nos dar-lhe os parabÊns e desejar-lhe as maiores felicidades nesta nova etapa da vida.


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VINAGRETAS

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V I N A G R E T A S

A L H E I A

´6HWRPDUPRVD1DWXUH]DFRPRRPRQVWURTXHp capaz de ser e dela tivermos medo, defendemo-nos melhor. Uma geração de madeirenses vai pensar e sentir assim e pensa e sente bem. Quando o tempo YROWDUDID]HUHVTXHFHUQRYDWUDJpGLDLUiDFRQWHFHUÂľ JosĂŠ Pacheco Pereira, na revista SĂĄbado de 25/02/2010 Quinta das LĂĄgrimas, o presidente da Fundação InĂŞs de Castro, entidade promotora, fez o lançamento do convidado, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra. Rui AlarcĂŁo, reitor honorĂĄrio da Universidade, que em tempos esteve na primeira linha no apoio ao anterior edil socialista Manuel Machado, apontou ao social-democrata Carlos Encarnação, que vai no terceiro mandato, as seguintes virtudes: inteligente, culto, trabalhador, cidadĂŁo activo, democrata. Disse, ainda, que o autarca coloca o humanismo no seu estilo pessoal e polĂ­tico, VHQGR FRQĂ LWXDO PDV QmR FRQĂ LWXRVR 3DUD TXH QmR Ă€FDVVHPG~YLGDVRSURIHVsor de Direito explicou: “A democracia envolve diferenças, luta de ideias, ĂŠ conĂ LWXDOÂľ0DVRTXHVHWHP passado no paĂ­s, segundo Rui AlarcĂŁo, tem sido “conĂ LWXRVRÂľFRUUHVSRQGHQGR a um acrĂŠscimo de “agressiYLGDGHQDVRFLHGDGHÂľFRP “uma prĂĄtica belicosa, em que parece que todos estĂŁo contra todos, com falta de pWLFDHGHVHOHJkQFLDÂľ Viva a AcadĂŠmica – Os custos com a construção do EstĂĄdio Cidade de Coimbra, para o Europeu de futebol de 2004, tĂŞm pesado - e vĂŁo continuar - no orçamento camarĂĄrio, retirando verbas que podiam ser aplicadas em outros investimentos. O presidente da Câmara voltou a recordar isso, ao falar na Quinta das LĂĄgrimas, mas lĂĄ foi acentuando que, comparativamente com outros estĂĄdios, a situação de Coimbra era melhor. E nĂŁo se esqueceu de desejar que a AcadĂŠmica/OAF se mantenha “por muitos e bons DQRVÂľ QD GLYLVmR SULQFLSDO GD /LJD GH IXWHERO SURĂ€VPUBLICIDADE

sional. â&#x20AC;&#x153;Se nĂŁo for assim, nĂŁo sei onde vou buscar uma equipa de solteiros e FDVDGRVSDUDOiMRJDUHPÂľ - ironizou. Contudo, Carlos Encarnação nĂŁo se pode queixar muito, dado que a Câmara paga anualmente 1,2 milhĂľes de euros pelo EstĂĄdio, enquanto a AcadĂŠmica suporta 2,0 milhĂľes pela manutenção. Afinal o autarca tem jeito para o negĂłcio. Sociais-democratas pouco nortenhos â&#x20AC;&#x201C; Fez-se bem notar a presença do presidente da Assembleia Municipal de Coimbra no jantar-debate em que o lĂ­der do executivo camarĂĄrio era o protagonista. 6RERWHPD´3RUGHQWURGR SDtVÂľ &DUORV (QFDUQDomR nĂŁo fez propriamente uma ´HQGRVFRSLDÂľ DSRQWDQGR mais o diagnĂłstico para o centralismo de Lisboa. )RLHQWmRTXH0DQXHO3RUto aproveitou a ocasiĂŁo SDUD ´DOĂ&#x20AC;QHWDUÂľ GRLV GRV candidatos Ă  liderança do 36' 1XPD UHIHUrQFLD LQGLUHFWD D 3DXOR 5DQJHO e JosĂŠ Aguiar Branco, o professor deu conta da sua desilusĂŁo ao nĂŁo ouvir esses protagonistas a pu[DUHP SHOR 1RUWH UHJLmR que no seu entender estĂĄ a perder para as vizinhas espanholas Galiza e Castilha e LeĂŁo. Quem parece ter escapado, nas palavras, IRL 3HGUR 3DVVRV &RHOKR um lisboeta nascido em Coimbra... â&#x20AC;&#x153;Yes, ministerâ&#x20AC;?! e a CMC â&#x20AC;&#x201C; A Câmara de Coimbra tratou a recente visita da vereadora Maria -RmR j 3ROtFLD 0XQLFLSDO pela cartilha da sĂŠrie teOHYLVLYD ´<HV PLQLVWHUÂľ As redacçþes dos jornais tomaram conhecimento do facto mediante uma nota do Gabinete de Co-

municação da autarquia, redigida sob a forma de notícia. A avaliar pelo afã de fazer divulgação à revelia de jornalistas independentes, o

â&#x20AC;&#x153;As enxurradas na Madeira destaparam por cĂĄ tal gabinete esqueceu-se da recomendação de Sir Hum- incontĂĄveis especialistas em ordenamento urbano, SKUH\1DGDFRPRDFUHGLWDU hidrologia e geologia. Alguns acumulam com a ponaquilo que ĂŠ desmentido OtWLFDRXWURVJRVWDULDPGHDFXPXODUÂľ Alberto Gonçalves, RĂ&#x20AC;FLDOPHQWH na revista SĂĄbado de 25/02/2010 ´3ROtWLFRV H HQJHQKHLURV WrP DJRUD FRP HVWD brutal lição [tragĂŠdia na Madeira], o dever de arrepiar caminho â&#x20AC;&#x201C; contra todos os interesses instalados e VHPFRQWHPSODo}HVÂľ Alexandre Pais, na revista SĂĄbado de 25/02/2010 ´2 SURFXUDGRUJHUDO GD 5HS~EOLFD WHP XPD qualidade rara: pode sempre contar-se com ele. HĂĄ dias, pressionado pelas revelaçþes das escutas do processo Face Oculta, o primeiro-ministro exigiu SXEOLFDPHQWHTXH3LQWR0RQWHLURGHVFREULVVHXPD forma de acabar com a violação do segredo de justiça. Em vez de explicar a JosĂŠ SĂłcrates as inconveniĂŞncias de fazer leis novas para salvar a prĂłpria pele, o SURFXUDGRURSWRXSRUDFDWDUDRUGHPÂľ Editorial da revista SĂĄbado de 25/02/2010

Pompa e circunstâncias â&#x20AC;&#x201C; Face Ă s circunstâncias SRUTXHVHWHPSDXWDGRDYLGDGD3ROtFLD0XQLFLSDOGH Coimbra, a vereadora Maria JoĂŁo Castelo Branco efec´$FKDTXHQRWRSRGDFDUUHLUDR3*5>SURFXtuou, na semana passada, uma visita Ă  corporação, onde UDGRUJHUDOGD5HS~EOLFD@YDLHVWUDJDUDYLGDGHOHRX foi recebida pelo novo comandante, Euclides Santos. PXGDURVHXIHLWLRSDUDID]HUDOJXPIDYRU"1mRID] Conhecidas as circunstâncias, a pose de um agente nada VHQWLGRÂľ Ă&#x20AC;FDDGHYHUjSRPSDGRDFWR Cândida de Almeida, directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal, ao Jornal de NegĂłcios de 22/02/2010 Zaug CARTOON

â&#x20AC;&#x153;O segredo de justiça nĂŁo ĂŠ uma vaca sagrada. 1mRSDVVDDOLiVGHXPPDOQHFHVViULR3RUVLYDOH zero, jĂĄ que vale apenas por aquilo que tenta salvaJXDUGDUHPFDGDPRPHQWRRXFDVRÂľ Pedro Camacho, na VisĂŁo de 25/02/2010 â&#x20AC;&#x153;Os media tĂŞm feito vĂĄrias asneiras, ao longo do tempo, e seguramente tambĂŠm em matĂŠria de segredo de justiça. Mas a pergunta pertinente ĂŠ apenas uma. O que ĂŠ que tem, verdadeiramente, acontecido de excessivo? (...) Estranho paĂ­s seria o nosso se os media tivessem deixado os portugueses na ignirância de WXGRRTXHVHSDVVRXQRV~OWLPRVDQRVHPPDWpULD GHJUDQGHVHVFkQGDORVÂľ Idem, Ibidem â&#x20AC;&#x153;Sou um democrata. Se isso faz de mim um KRPHPGHHVTXHUGDRXGHGLUHLWDQmRIDoRLGHLDÂľ Fernando Nobre, presidente da AssistĂŞncia MĂŠdica Internacional e candidato Ă  PresidĂŞncia da RepĂşblica, na VisĂŁo de 25/02/2010 ´2SDUDGLJPDHVTXHUGDGLUHLWDHVWiHVJRWDGRÂľ Idem, Ibidem

Escadas monumentais

â&#x20AC;&#x153;Eu nĂŁo vou dividir. Vou recrutar apoios em todos os quadrantes, porque sou o candidato da FLGDGDQLDÂľ Idem, Ibidem


PASSATEMPOS

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04

QUINTA-FEIRA

www. campea o p r o vi n c i a s .co m

PALAVRAS CRUZADAS â&#x20AC;&#x201C; Problema n.Âş 161

CINCO NOMES DE MULHER COMEĂ&#x2021;ADOS POR â&#x20AC;&#x153;Fâ&#x20AC;?

Tema de hoje â&#x20AC;&#x201C; LETRA â&#x20AC;&#x153;Fâ&#x20AC;? (Todos os enunciados das horizontais começam pela letra â&#x20AC;&#x153;fâ&#x20AC;?)

PROBLEMA N.Âş 161/A

HORIZONTAIS 1 â&#x20AC;&#x201C; Filhote. Mulher morena. 2 â&#x20AC;&#x201C; Camareira. Patroa. Galengue. 3 â&#x20AC;&#x201C; BabĂĄ. Pedregulho. Obrigaçþes do Tesouro (abr). 4 â&#x20AC;&#x201C; Justiça. Guinde. 5 â&#x20AC;&#x201C; Nome prĂłprio masculino. Cidade de Portugal. 6 â&#x20AC;&#x201C; Nome de letra grega. Trouxa. Sobre. 7 â&#x20AC;&#x201C; Embaraços. 8 â&#x20AC;&#x201C; SĂ­mbolo de electrĂŁo-volt. Salvar. Mulo. Âą*UDQGHVGLÂżFXOGDGHV$QWLJDSRUFHODQDGR2ULHQWH3LJmento. 10 â&#x20AC;&#x201C; Vazios. Observa. 11 â&#x20AC;&#x201C; Relembrados. VERTICAIS 1 â&#x20AC;&#x201C; FĂŞmea do bode. Mais pequeno. 2 â&#x20AC;&#x201C; Embocadura. SĂ­mbolo de bromo. MercĂŞ. 3 â&#x20AC;&#x201C; Transitava. Leonesa. Jeito. 4 â&#x20AC;&#x201C; Amargor. Transitivo (abr). Catedral. 5 â&#x20AC;&#x201C; Nome prĂłprio masculino. Zona. 6 â&#x20AC;&#x201C; Nome prĂłprio feminino. Supremacia. Âą3UDWLTXHL$SURYHLWiYHOÂą)RUoD6XÂż[RGHDFWLYLGDGH Ruim. 9 â&#x20AC;&#x201C; SĂ­mbolo de prata. PĂĄssaros. Nome prĂłprio masFXOLQRÂą6XÂż[RGHRULJHP6tPERORGHDPHUtFLR+DELWR 11 â&#x20AC;&#x201C; Pai. Brisas.

Utilizando todas as sĂ­labas constantes do quadro, formar cinco nomes de mulher começados por â&#x20AC;&#x153;Fâ&#x20AC;?. HORIZONTAIS 1 â&#x20AC;&#x201C; Firmar. FinĂłria. 2 â&#x20AC;&#x201C; Fugaz. Finalidade. Ferir. 3 â&#x20AC;&#x201C; FĂşrias. Fervor. Fala. 4 â&#x20AC;&#x201C; Faculta. Feroz. Frequentais. Fugir. 5 â&#x20AC;&#x201C; Ficavam. Falho. 6 â&#x20AC;&#x201C; Fechara. Fragrâncias. 7 â&#x20AC;&#x201C; Flanco. Forma. Faro. 8 â&#x20AC;&#x201C; Fezes. FavorĂĄvel. Figura. 9 â&#x20AC;&#x201C; Ficas. Filete. FĂ´lego. Forte. VERTICAIS 1 â&#x20AC;&#x201C; Famintos. Fundagem. 2 â&#x20AC;&#x201C; Falsa. Os. 3 â&#x20AC;&#x201C; Olaria. Mulher. 4 â&#x20AC;&#x201C; Fidelidade (pl). Fuljo. 5 â&#x20AC;&#x201C; Falange. Esfaqueio. 6 â&#x20AC;&#x201C; Catre. Outra pessoa. 7 â&#x20AC;&#x201C; Nota musical. Hospedeira. 8 â&#x20AC;&#x201C; Fraco. Tia. 9 â&#x20AC;&#x201C; Massa. Nome de letra. 10 â&#x20AC;&#x201C; Sorteio. 6XÂż[RGHDFWLYLGDGHÂą$HUyGURPRGH7UkQVLWR DEU  Consolido. 12 â&#x20AC;&#x201C; MartĂ­rio. IgnomĂ­nias. 13 â&#x20AC;&#x201C; Guinde. Ombro. 14 â&#x20AC;&#x201C; Hitleriano. Feres. 15 â&#x20AC;&#x201C; Galgas. Investigador.

DE MARĂ&#x2021;O DE 2010 CAMPEĂ&#x192;O DAS PROVĂ?NCIAS

PRĂ&#x2030;MIOS â&#x20AC;&#x201C; Obra literĂĄria, oferta da PORTO EDI725$SUpPLRVXUSUHVDRIHUWDGH0('9(7HQRÂżQDO do mĂŞs, mais um prĂŠmio especial â&#x20AC;&#x201C; DicionĂĄrio de Verbos Portugueses, valiosa e Ăştil oferta da PORTO EDITORA. PRAZO PARA REMESSA DE SOLUĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES â&#x20AC;&#x201C; AtĂŠ ao dia 15 do prĂłximo mĂŞs. ENVIO DE SOLUĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES â&#x20AC;&#x201C; Ernesto Lopes Nunes, Beco dos Unidos, n.Âş 3, Espadaneira, 3045 â&#x20AC;&#x201C; 162 Coimbra. PREMIADOS Passatempos n.Âş 153: JoĂŁo HorĂĄcio Barata Lourenço, de Coimbra, com livro da PORTO EDITORA; e Miguel JosĂŠ Pessanha, de Lisboa, com prĂŠmio surpresa, oferta de Ă GUIA.

SOLUĂ&#x2021;Ă&#x2022;ES

ENIGMA FIGURADO

Palavras Cruzadas â&#x20AC;&#x201C; Problema n.Âş 153: Horizontais â&#x20AC;&#x201C; 1 â&#x20AC;&#x201C; oxalĂĄ, pia, olarĂŠ. 2 â&#x20AC;&#x201C; leve, tumba, atar. 3 â&#x20AC;&#x201C; ate, timores, ara. 4 â&#x20AC;&#x201C; lĂĄ, sul, roo, ar. 5 â&#x20AC;&#x201C; i, hum, alĂ´, i. 6 â&#x20AC;&#x201C; leoa, t, a, alto. 7 â&#x20AC;&#x201C; APR, hĂłmessa, ais. 8 â&#x20AC;&#x201C; ralĂŠ, ira, viva. 9 â&#x20AC;&#x201C; caspitĂŠ, luroso. Verticais â&#x20AC;&#x201C; 1 â&#x20AC;&#x201C; olarila, c. 2 â&#x20AC;&#x201C; xeta, EPRA. 3 â&#x20AC;&#x201C; ave, horas. 4 â&#x20AC;&#x201C; le, sua, LP. 5 â&#x20AC;&#x201C; ĂĄ, tum, hei. 7 â&#x20AC;&#x201C; pum, mie. 8 â&#x20AC;&#x201C; imo, er. 9 â&#x20AC;&#x201C; ABR, sal. 10 â&#x20AC;&#x201C; era, as, u. 11 â&#x20AC;&#x201C; o, soa, AVC. 12 â&#x20AC;&#x201C; la, olĂĄ, ir. 13 â&#x20AC;&#x201C; ata, Olavo. 14 â&#x20AC;&#x201C; rara, tias. 15 â&#x20AC;&#x201C; erĂĄrios, o. Problema n.Âş 153/A: Horizontais â&#x20AC;&#x201C; 1 â&#x20AC;&#x201C; travar, unar. 2 â&#x20AC;&#x201C; ramal, usada. 3 â&#x20AC;&#x201C; upa, tiro, em. 4 â&#x20AC;&#x201C; zĂŠ, fumo, ali. 5 â&#x20AC;&#x201C; Ă­caro, amor. 6 â&#x20AC;&#x201C; p, Eça, Ana, o. 7 â&#x20AC;&#x201C; rara, agora. 8 â&#x20AC;&#x201C; ola, emas, um. 9 â&#x20AC;&#x201C; si, alas, Ari. 10 â&#x20AC;&#x201C; acara, tapar. 11 â&#x20AC;&#x201C; rede, calosa. Verticais â&#x20AC;&#x201C; 1 â&#x20AC;&#x201C; truz, prosar. 2 â&#x20AC;&#x201C; rapei, Alice. 3 â&#x20AC;&#x201C; ama, cera, ad. 4 â&#x20AC;&#x201C; vĂĄ, faça, are. 5 â&#x20AC;&#x201C; altura, ela. 6 â&#x20AC;&#x201C; r, imo, ama, c. 7 â&#x20AC;&#x201C; uro, agasta. 8 â&#x20AC;&#x201C; uso, anos, al. 9 â&#x20AC;&#x201C; na, amar, apo. 10 â&#x20AC;&#x201C; adelo, auras. 11 â&#x20AC;&#x201C; Ramiro, mira. Sete interjeiçþes: Pudera, caramba, apre, irra, hurra, chiça, ufa. (QLJPDÂżJXUDGR HĂĄ belas interjeiçþes.

Interpretando correctamente todos os símbolos e operaçþes apresentadas, encontrar-se-à uma conhecida expressão popular.

PALPITANDO

AcadĂŠmica traiu as expectativas A jogar em casa, frente ao Rio Ave, a AcadĂŠmica foi derrotada por 0-1 e traiu os vaticĂ­nios de vitĂłria dos elementos deste painel, com o ex-presidente da Assembleia Geral do clube, Ă lvaro Amaro, a ser o Ăşnico a acertar no

PALPITANDO

desfecho desde encontro e tambĂŠm a ser caso isolado QRWRWDOGRVGHVDĂ&#x20AC;RV6HP ninguĂŠm a adivinhar os resultados, houve, contudo, quem conseguisse prever o triunfo da Naval na recepção ao MarĂ­timo (Francisco Andra-

FRANCISCO ANDRADE

JOSĂ&#x2030; ALBERTO COELHO

Ă LVARO AMARO

de e Marta Brinca) e do 6SRUWLQJDR3RUWR 0iULR Nogueira, Miguel Correia H 0DUWD %ULQFD  )HLWDV as contas, assinale-se que o presidente da Junta de )UHJXHVLDGH6DQWR$QWynio dos Olivais, Francisco Andrade, alcançou a lide-

CARLOS ENCARNAĂ&#x2021;Ă&#x192;O

JOSĂ&#x2030; M. CANAVARRO

rança, que partilha agora com JosÊ Alberto Coelho, com o líder da Fenprof, 0iULR 1RJXHLUD D ILFDU tambÊm empatado com o líder da bancada parlamentar do Bloco de Esquerda, -RVp0DQXHO3XUH]D 2 FDOHQGiULR GD �

MĂ RIO CAMPOS

jornada da Liga principal de futebol ĂŠ o seguinte: sexta-feira, dia 5 â&#x20AC;&#x201C; /HLULD/HL[}HV jV K 6SRUW7Y  sĂĄbado, dia 6 â&#x20AC;&#x201C; 3RU WR2OKDQHQVH jV K 6SRUW7Y  5LR Ave-Naval, Ă s 19h00, 6HW~EDO%UDJD jV K

MĂ RIO NOGUEIRA

JOSĂ&#x2030; M. PUREZA

HELENA FREITAS

MIGUEL CORREIA

6SRUW7Y domingo, dia 7 â&#x20AC;&#x201C; MarĂ­timo-AcadĂŠmica, Ă s 16h00, Belenenses6SRUWLQJjVK 6SRUW7Y  %HQILFD3DoRV GH )HUUHLUDjVK 573  segunda-feira, dia 8 â&#x20AC;&#x201C; GuimarĂŁes-Nacional, Ă s K 6SRUW7Y 

FĂ TIMA RAMOS

MARTA BRINCA

MARĂ?TIMO X ACADĂ&#x2030;MICA

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RIO AVE X NAVAL

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SL BENFICA X P FERREIRA

2-0 180

2-0 180

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1-0 199

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3-0 210

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PONTOS PUBLICIDADE

FUTEBOL

Jogada a jogada, golo a golo, a Briosa joga nesta rĂĄdio...

MARĂ?TIMO - ACADĂ&#x2030;MICA Ouça na Internet em www.radioregionalcentro.com

Relato: LuĂ­s Carlos Melo

ABC

DOMINGO, DIA 7, Ă&#x20AC;S 16H


04

SÃO PAULO DE FRADES

DE MARÇO DE 2010 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

QUINTA-FEIRA

19

w w w .c a m p e a o p r o vi n c i a s .co m PUBLICIDADE

No próximo domingo

Passeio TT sobe à serra da Aveleira No próximo domingo, dia 7, realiza-se em S. Paulo de Frades, no concelho de Coimbra, o 6.º Passeio Todo-o-Terreno (TT), promovido pela Associação Social, Cultural e Recreativa e pela Junta de Freguesia. Todos os que desejarem participar, com jipes, motos 4 e motos, basta comparecer pelas 08h30, junto à associação,efectuar a inscrição (20 euros) e inteirarem-se do percurso HGDVUHJUDVQR´EULHÀQJµ a realizar pela organização. O passeio realizar-se-à, essencialmente, pelas matas da zona Norte da freguesia de S. Paulo de Frades e do concelho, particularmente na serra da Aveleira, onde, junto ao moinho, será servido (se o tempo o permitir) uma merenda de reforço do pequeno-almoço e um reconforto do estômago para o almoço tardio. Com muita lama nos veículos e episódios para contar, os participantes reúnem-se, à tarde, na Associação Social, Cultural e Recreativa de S. Paulo de Frades, onde terão o almoço e um convívio, com karaoke. A colectividade organizadora deste passeio TT, presidida por José Abranches, promove, ao longo do ano, actividades culturais,

cicloturismo, sem esquecer as festas de S. João e a celebração do Natal. A associação, que no próximo dia 14 de Março terá o almoço comemorativo do 26.º aniversário, tem em funcionamento um ATL (actividades de tempos livres) e o serviço de apoio domiciliário. As instalações da associação encontram-se em obras, as quais se destinam à constr ução de um Centro de Dia e de uma Creche. Este importante investimento tem o apoio do programa PARES, que visa o alargamento da rede de equipamentos sociais, da Câmara Municipal de Coimbra e da Junta de Freguesia. Para chegar a S. Paulo de Frades, idos da zona urbana de Coimbra, bastam pouco mais que cinco minutos. Deixando o cento da cidade, pode-se seguir pela conhecida estrada de Coselhas, em direcção a Norte, passa-se pelo lugar de Lordemão e após um pequeno alto desce-se até ao vale onde está a povoação anteriormente designada como Almaziva. Este topónimo, foi substituído, em meados do século XVIII, pelo nome de S. Paulo de Frades.

S. Paulo de Frades fica num vale, no concelho de Coimbra PUBLICIDADE

Vale Velho - S. Paulo de Frades - 3020-424 Coimbra Telf.: 239 491 571 - Fax: 239 496 385 Telm: 967 068 499

27460

SERRALHARIA CIVIL

27459

FERRO E INOX


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QUINTA-FEIRA

DE MARĂ&#x2021;O DE 2010 CAMPEĂ&#x192;O DAS PROVĂ?NCIAS

Autoridades acusadas de ignorar ameaças em caso do Monte Formoso

Suposto homicida jĂĄ era alvo de queixa A mulher de Fernando Mota, presumivelmente assassinado pelo sogro, anteontem,

no Monte Formoso (Coimbra), tinha apresentado hĂĄ dois meses uma queixa contra

27445

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o pai, apurou o â&#x20AC;&#x153;CampeĂŁoâ&#x20AC;?. A agora viĂşva e Fernando Mota queixaram-se ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra de que JoĂŁo H. lhes infernizava a vida hĂĄ meses a esta parte. Interpelada pelo nosso Jornal, a advogada ArmĂŠnia Coimbra disse estranhar que o MinistĂŠrio PĂşblico e as polĂ­cias â&#x20AC;&#x153;nada tenham feitoâ&#x20AC;?. Fernando Neves Mota, 69 anos de idade, foi baleado, presumivelmente pelo sogro, de 81 anos, e o suposto homicida foi capturado volvidas cerca de sete horas. Num documento entregue ao DIAP, em Janeiro, os participantes alegaram que -RmR+OKHVLQĂ LJLDPHGRD ponto de temerem pela integridade fĂ­sica e atĂŠ pela vida. Neste contexto, Mota e Maria de Lurdes, invocando aparente desequilĂ­brio psicolĂłgico do familiar, imputaramlhe a autoria de crimes de ameaça e injĂşrias. JoĂŁo H. terĂĄ dito a uma QHWDSRVVXLUGHVFRQĂ&#x20AC;DQoDGH que os pais dela andavam a envenenĂĄ-lo progressivamente. PUBLICIDADE


Edição 513_04_03_2010