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Construção deverå manter tendência de queda

Perspectivas pouco abonatórias para 2010 A tão esperada retoma no sector da construção ainda não faz parte do horizonte próximo. Em 2010, o sector deverå manter a tendência de queda, registada consecutivamente nos anos anteriores. Segundo um estudo da FEPICOP – Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas, as perspectivas de evolução no sector não são favoråveis, prevendose uma queda de produção na ordem dos 6 por cento este ano. Em 2009, o sector caiu 9 por cento, sendo que o segmento com pior desempenho a nível nacional foi o da habitação que registou variaçþes negativas (-22,0% em 2009, sendo que a previsão para 2010 Ê de -17,0%). Esta situação estå intimamente relacionada com a conjuntura económica que se repercutiu na contracção na concessão de crÊdito e na menor procura de habitação, devido à deterioração da situação económica

das famĂ­lias. A conjuntura econĂłmico-financeira UHĂ HFWLXVHQRGHFUpVFLPR do investimento novo em habitação, medido pelo respectivo licenciamento, sendo que o ano de 2009 foi o que registou, mais uma vez, a maior quebra desde 1994 (ano em que o INE iniciou a disponibilização desta informação) – Coimbra destacou-se, no entanto, pelo inverso, tendo registado praticamente o dobro de licenciamentos em relação a 2008 (ver notĂ­cia “Coimbra duplicou nĂşmero de fogosâ€?). O nĂşmero de fogos novos licenciados, atĂŠ Novembro, situou-se nos 23,9 mil, o que representou uma quebra de 45% face ao perĂ­odo homĂłlogo de 2008. IdĂŞntico cenĂĄrio estĂĄ previsto para o mercado nĂŁo residencial, cujo decrĂŠscimo da produção deverĂĄ alcançar os 7,5 por cento (contra os 10,5 por cento registados em 2009), isto apesar de se prever um aumento de 5 por cento na componente pĂşblica

que poderĂĄ dar “um forte contributo para a criação de novos postos de trabalho, a par com o investimento em outras ĂĄreas de actividadeâ€?. As perspectivas, contudo, nĂŁo sĂŁo muito animadoras, na medida em que a progressĂŁo da economia estĂĄ refĂŠm do elevado endividamento externo e do peso da dĂ­vida pĂşblica no PIB. Esta situação deverĂĄ UHĂ HFWLUVH QD PDQXWHQomR GDV GLĂ€FXOGDGHV GH DFHVVR (essencialmente devido ao principal preocupação do nhece que esta evolução ao crĂŠdito. O pessimismo dos reforço do investimento sector que tem um impacto tĂŁo desfavorĂĄvel tem tido pĂşblico em alguns tipos VLJQLĂ€FDWLYR QD HFRQRPLD graves repercussĂľes a nĂ­vel agentes econĂłmicos do do desemprego no sector. sector da construção, meGH REUDV HVSHFtĂ€FRV FRP nacional. O clima econĂłmico nĂŁo Citando dados do IEFP, dido atravĂŠs do InquĂŠrito destaque para o programa de reabilitação de edifĂ­cios estĂĄ “de feiçãoâ€? ao sector a FEPICOP sublinha que Mensal Ă  Actividade FEPIescolares, a cargo da em- da construção que registou “enquanto o nĂşmero total COP/ComissĂŁo Europeia, em 2009 o seu pior ano dos de desempregados inscritos ĂŠ corroborado pelo boletim presa Parque Escolar). nos centros de emprego de Outono da ComissĂŁo A Ăşnica excepção de- Ăşltimos oito. A FEPICOP, que tem cresceu, em Dezembro, Europeia que aponta para verĂĄ ser a componente da engenharia civil, cuja activi- FRPRDVVRFLDo}HVĂ€OLDGDVD 27% em termos homĂł- uma nova quebra, em 2010, dade se deverĂĄ comportar AECOPS – Associação de logos, o nĂşmero de de- no investimento em conspositivamente em 2010 (3 Empresas de Construção e sempregados oriundos da trução, de 3,7% em termos por cento), tal qual jĂĄ suce- Obras PĂşblicas e Serviços, construção disparou 56% reais. A redinamização do secdera, aliĂĄs, no ano passado AICCOPN – Associação no mesmo perĂ­odo, repre(que registou um acrĂŠscimo dos Industriais da Constru- sentando jĂĄ 14,2% do totalâ€?. tor estarĂĄ, porventura, depenção Civil e Obras PĂşblicas A esperança do sector dente da aposta nacional na de 5 por cento). Perante estas estima- e ANEOP – Associação reside nomeadamente no UHTXDOLĂ€FDomR H UHDELOLWDomR tivas, a FEPICOP aponta Nacional dos Empreiteiros incentivo ao investimento urbana, situação que tem sido o desemprego como a de Obras PĂşblicas, reco- QDUHDELOLWDomRGRHGLĂ€FDGR protelada no tempo.

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Casas construĂ­das de 2008 para 2009

Coimbra duplicou número de fogos O número de fogos construídos em Coimbra durante 2009 quase duplicou, em relação a 2008, segundo dados da Câmara Municipal, o que demonstra que o arrefecimento na actividade da construção civil não se fez sentir tão intensamente, provavelmente devido a muitas obras que jå se encontravam em curso. 1RDQRSDVVDGR¿FDUam concluídos 486 fogos no concelho de Coimbra, enquanto em 2008 o número foi de 249, representando um crescimento de 95,18 por cento, o que p VLJQL¿FDWLYR$ TXHVWmR que se coloca serå a da entrada no mercado imobiliårio destas novas habitaçþes, sabendo-se que as vendas encontram-se em quebra. Quando a actividade económica tiver um novo impulso hå, em Coimbra, para o sector da construção civil, a atender pelos licenciamentos camarårios, um bom volume de trabalhos. É que, em 2009, a årea bruta de construção total, de acordo com os alvarås de loteamento aprovados, foi de 93 776 metros quadrados, FICHA TÉCNICA

cinco de prÊdios mistos. $HVWDWtVWLFDLQGLFDDLQGDTXHHP¿FDUDP concluídos, no concelho de Coimbra, 594 edifícios, dos quais 539 para habitação familiar, correspondendo a um total de 1 791 fogos. Os edifícios de apartamentos foram 122, enquanto as moradias IRUDP$VDPSOLDo}HV alteraçþes e reconstruçþes abrangeram apenas 38 edifícios. O parque habitacional de Coimbra era, em 2008, de 39 209 edifícios de habitação familiar, corEm 2009 foram concluídos 486 fogos no concelho de Coimbra, respondendo a 77 080 um crescimento de 95,18 por cento alojamentos. No ano anmais 64,36 por cento do 2008, um acrÊscimo de 5HJLmR &HQWUR GR ,1( terior (2007) o número de que relativamente a 2008 274 por cento). referente a 2008 (o último edifícios era de 38 703, (acrÊscimo de 36 720 met$ ³FULVH´ SDUHFH WHU disponível), no concelho enquanto os alojamentos ros quadrados). afectado mais as per- de Coimbra os contratos eram 75 223. $ iUHD EUXWD GH FRQ- spectivas futuras de con- de compra e venda de prÊNa årea do Baixo strução para habitação foi strução, dado que foram 11 dios ascendeu, nesse ano, Mondego, o concelho da de 61 111 metros quadra- os alvarås de loteamento a um total de 309,80 mil- Figueira da Foz Ê, a seguir dos (mais 13 658 do que entrados, no ano passado, hþes de euros, correspon- a Coimbra, o que regista em 2008, um acrÊscimo na Câmara Municipal de dendo a 2 854 transacçþes. maior volume de contrade 28,78 por cento), a de Coimbra, menos nove do Destas, 2 175 foram de tos de compra e venda de comÊrcio e outros foi de que em 2008 (decrÊscimo prÊdios urbanos, 1 596 em prÊdios, tendo em 2008 as28 499 metros quadrados de 45 por cento). Os adita- propriedade horizontal, cendido a 99,86 milhþes de (mais 20 008 do que em mentos e alteraçþes tam- 674 de prÊdios rústicos e euros (correspondendo a 1 2008, um acrÊscimo de bÊm sofreram um redução, 235 por cento), enquanto a tendo baixado de 40 em årea bruta para construção 2008, para 37 em 2009, de equipamento foi de diminuindo 7,5 por cento. 4 166 metros quadrados (mais 3 053 do que em Compra e venda: 309,80 milhþes de euros

849 prĂŠdios), vindo depois Montemor-o-Velho, com 30,27 milhĂľes de euros (541 prĂŠdios), Cantanhede com 28,59 milhĂľes (949 prĂŠdios), Condeixa-aNova (18,13 milhĂľes (325 prĂŠdios), Mira com 14,18 milhĂľes (262 prĂŠdios), Soure com 12,71 milhĂľes (582 prĂŠdios) e Penacova com 5,53 milhĂľes (307 prĂŠdios). No interior do distrito de Coimbra, temos o concelho da LousĂŁ com 25,14 milhĂľes de euros em contratos de compra e venda (571 prĂŠdios), seguindo-se Oliveira do Hospital com 16,18 milhĂľes (711 prĂŠdios), TĂĄbua com 13,69 milhĂľes (812 prĂŠdios), Vila Nova de Poiares com 9,69 milhĂľes (293 prĂŠdios), $UJDQLOFRPPLOK}HV (653 prĂŠdios), Miranda do Corvo com 8,85 milhĂľes (467 prĂŠdios), Penela com 6,61 milhĂľes (1 030 prĂŠdios), GĂłis com 3,36 milhĂľes (321 prĂŠdios), e Pampilhosa da Serra com 3,18 milhĂľes (633 prĂŠdios).

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TEXTOS Benedita Oliveira, Geraldo Barros e LuĂ­s Santos PUBLICIDADE Departamento Comercial do “CampeĂŁo das ProvĂ­nciasâ€?

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ConcessĂŁo do Pinhal Interior

Investimento fundamental para alavancar desenvolvimento As expectativas e reivindicaçþes das populaçþes dos concelhos do Pinhal Interior foram, durante largos anos, colocadas em segundo plano por sucessivos governos. Contudo, as obras e investimentos previstos no âmbito da concessão rodoviåria do Pinhal Interior, tendente à requaliÀFDomRHFULDomRGHQRYRV eixos rodoviårios atravÊs do IC3 (Tomarr – Coimbra) e IC8 (Pombal – Vila Velha de Rodão),SHUÀODPVH como a alavanca que poderå contribuir para potenciar o desenvolvimento de um conjunto de concelhos que, à mercê da sua localização geogråfica e sem vias de comunicação capazes, têm visto as expectativas de futuro passar-lhes ao lado. A concessão rodoviåria do Pinhal Interior, que serå desenvolvida em regime de parceria público-privada e faz parte de um pacote de dez concessþes que o Governo tem vindo a lançar desde Novembro de 2007, prevê, alÊm da construção do IC3 (entre Tomar e Coimbra) e da conclusão do IC8 (entre Proença-a-Nova

HD$ DUHTXDOLĂ€FDomRGD via que liga Pombal a AnsiĂŁo. A constatação da evidente e urgente necessidade de “melhorar a acessibilidade e a mobilidade da regiĂŁo Centroâ€? esteve na base da decisĂŁo tomada pelo conselho de ministros em meados de 2008, quando aprovou a concessĂŁo do Pinhal Interior. A obra foi lançada de imediato a concurso, contudo, a adjudicação da concessĂŁo rodoviĂĄria que contempla os novos traçados, quer do IC3 quer do IC8, sĂł foi adjudicada ao consĂłrcio liderado pela Mota-Engil no inĂ­cio de 2010, depois de algumas reformulaçþes do projecto e, mais recentemente, de um compasso de espera motivado pelas objecçþes levantadas pelo Tribunal de Contas Ă s concessĂľes da Auto-Estrada Transmontana, Douro Interior, Baixo Alentejo, Algarve Litoral e Litoral Oeste. Para evitar igual desfecho, o ministĂŠrio das Obras PĂşblicas e a Estradas de Portugal protelaram a adjudicação da obra atĂŠ que fosse possĂ­vel seguir as regras definidas pelo ĂłrgĂŁo fiscalizador. A concessĂŁo do Pinhal Interior

IRLÀQDOPHQWHDGMXGLFDGDKi pouco mais de um mês, a 10 de Janeiro deste ano, em Ansião, numa cerimonia presidida pelo primeiro-ministro, JosÊ Sócrates. O prazo de concepção e construção da concessão rodoviåria do Pinhal Interior Ê de 36 meses, estando previsto que o primeiro lanço seja concluído em Fevereiro de 2012 e o segundo daí a um ano, em 2013. O adjudicatårio Ê a Ascendi e o prazo de concessão Ê de 30 anos (atÊ 2040). A concessão rodoviåria do Pinhal Interior, respeitante à construção e requaOLÀFDomRGDVYLDVGHDFHVVR ao IC3 e ao IC8 terå, depois de concluídas todas as intervençþes, uma extensão total superior a 500 quilómetros. As obras previstas incluem a construção da ligação entre Tomar e Coimbra (incluindo o acesso a Condeixa-a-Nova); a conclusão do IC8, entre Proença-aNova e Perdigão; a EN 236-1 variante do Troviscal; o troço entre Cernache do Bonjardim e Sertã (IC8); a estrada EN238, entre Oleiros e Sertã; e a via que ligarå os concelhos de Lousã,

GĂłis, Arganil e Coja (com acesso depois ao IC6). A concessĂŁo prevĂŞ ainda a requalificação do IC3, na variante IC3-Tomar; do IC8, entre Pombal e AnciĂŁo; e das ligaçþes PedrĂłgĂŁo Grande-SertĂŁ, SertĂŁ-Vila de Rei, GĂłis-Portela do Vento, Ferreira do ZĂŞzereCernache do Bonjardim e Penela-Castanheira de Pera. Estima-se que, com este conjunto de intervençþes, seja completamente alterado o mapa de eixos rodoviĂĄrios GR 3LQKDO ,QWHULRU EHQHĂ€ciando aproximadamente 415 000 habitantes. 3DUD DOpP GD UHTXDOLĂ€cação de 135 quilĂłmetros de estrada, este projecto prevĂŞ a construção de 173 quilĂłmetros de novos eixos rodoviĂĄrios e a concessĂŁo Ă  exploração de 220 quilĂłmetros de via. O investimento de 1 244 milhĂľes de euros permitirĂĄ reduzir a sinistralidade e o tempo do percurso entre as vĂĄrias localidades, as sedes de concelhos e as capitais de distrito, com acesso mais rĂĄpido tambĂŠm Ă  chamada “rede de alta capacidadeâ€?, onde se integram os principais eixos rodoviĂĄrios.

Variante ao IC2 atrasada ano e meio A construção da variante ao ItinerĂĄrio Complementar (IC) 2 a Poente de Coimbra, destinada a ligar Vale Gemil aos arredores de Cruz de Morouços, jĂĄ leva pelo menos ano e meio de atraso. O concurso pĂşblico para a variante foi aberto em 2005. O nosso jornal remeteu, por correio electrĂłnico, um pedido de informaçþes sobre a previsĂŁo de abertura do troço, nĂŁo tendo obtido resposta em tempo Ăştil. A solução rodoviĂĄria projectada para a margem esquerda do rio Mondego visa desagravar a saturação de trĂĄfego na Guarda Inglesa e no Rossio de Santa Clara, situação que se acentuou com a abertura do FĂłrum Coimbra. Por dia passam na ponte-açude mais de 70.000 veĂ­culos. Com a extensĂŁo de 5,5 quilĂłmetros e duas vias em cada sentido, o troço tem inĂ­cio junto Ă  ponte-açude e termina com a ligação Ă  EN 1, prĂłximo de Cruz de Morouços. AlĂŠm dos nĂłs nas duas extremidades, estĂĄ prevista outra ligação Ă  rede viĂĄria existente atravĂŠs de um nĂł com a EN 341, junto Ă  localidade da PĂłvoa de SĂŁo Martinho do Bispo. Na parte inicial do traçado, a variante aproxima-se do perĂ­metro da Escola Superior AgrĂĄria, sendo que o nĂł para articulação com a chamada via estruturante de SĂŁo Martinho e Santa Clara jĂĄ se encontra aberto ao trĂĄfego. Considerado como “absolutamente essencialâ€? para a cidade pelo presidente da Câmara de Coimbra, Carlos Encarnação, o troço vai permitir criar um corredor de circulação entre as zonas Sul e Poente, desviando assim o trĂĄfego de carĂĄcter regional da ĂĄrea citadina e facilitando as condiçþes de acesso a equipamentos e serviços, com destaque para a Escola Superior AgrĂĄria e Hospital dos CovĂľes. Com a construção do ÂŤAnel da PedrulhaÂť (a Norte), previsto para se articular com uma ligação que vĂĄ desembocar na futura variante ao IC2, haverĂĄ lugar Ă  construção de outra ponte sobre o rio Mondego, a implantar a jusante do açude.

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CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS

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O vereador com o pelouro da Habitação na Câmara Municipal de Coimbra, Francisco Queirós, mostra-se preocupado com o crescimento urbano da cidade. Defensor dos Planos Locais de Habitação, como instrumento preferencial para organizar o território, o autarca considera que cada concelho deve fazer um “diagnóstico exaustiYRµHGHÀQLUXPDSROtWLFD tendente a responder às necessidades de habitação de uma região. Campeão das Províncias – Como caracteriza o parque habitacional de Coimbra? Francisco Queirós (FQ) – Se estamos a falar de questões de urbanismo, diria que Coimbra, como outras cidades, sofre de um grave problema: tem casas a mais vazias e muita gente sem casa. Esse é um problema nacional. No país há cerca de 40.000 pedidos de habitação nas câmaras municipais (só em Lisboa e Porto há 16.000 pedidos); em Coimbra essa situação não é tão grave, mas, não há dúvida, que há casas a mais por vender. Em 2009, ano de crise, a área bruta de construção e número de fogos em Coimbra cresceu quase para o dobro

Francisco Queirós

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linhas de orientação em matéria de política de habitação. CP – Que devem constar no Plano Local que muitos outros municí- de Habitação. FQ – Para nós, e tenho pios. Agora há um número crescente de situações e a certeza que é assumido de pessoas a viverem em pelo próprio presidente da condições deficientes. A Câmara, que esteve nesse Câmara vai dando respos- encontro e manifestou na ta, sendo que, temos de própria reunião de Câmara ter presente que, não são seguinte, os Planos Locais as autarquias locais que de Habitação é um instruvão resolver os problemas mento fundamental para de habitação neste país. definir as políticas nesta Compete ao Estado suprir matéria (concretamente o as condições que são fun- que é necessário construir, damentais para a qualidade arrendar para depois sude vida das pessoas e que é barrendar...) Julgo que era um direito fundamental do fundamental a cedências cidadão e está consagrado de fogos para o município na Constituição e portanto quando os loteamentos são tem de haver políticas do aprovados, para ajudar a Governo que permitam suprir as carencias do muniesta realidade. Tem de ser cípio a este nível. Esta meo IHRU (Instituto da dida, aliás, é feita noutros Habitação e Reabilitação países da Europa e em conUrbana) a tomar um con- creto em Paris. Por que não junto de iniciativas, renovar estabelecer que cinco por programas... tem de haver cento de fogos (ou outra novas políticas no que res- percentagem) revertem a peita ao mercado dos solos favor do município em vez e mesmo em relação ao de cedência de terrenos? novo regime de arrenda- Isso permitiria também ir mento urbano – a própria disseminando a habitação legislação referia que no social pela cidade – foi um prazo de seis meses devia erro tentar concentrar na haver um regime especial zona do Planalto do Ingote de arrendamento urbano um conjunto vastíssimo de para habitações sociais e habitações sociais. CP – Mas esse plano até hoje não existe. Dadas as muitas la- MiHVWiGHÀQLGR" FQ – Estamos agora a cunas, consideramos (e À]HPRVUHFHQWHPHQWHXPD dar o pontapé de saída. O acção nesse sentido) que é próprio Plano Estratégico importante que cada con- de Habitação do Governo celho faça um diagnósti- anterior deixou-o apenas no co exaustivo a este nível. tinteiro. Não há legislação Sobre algumas das zonas que obrigue os municípios de Coimbra temos alguns a caminhar para Planos indicadores, mas depois é Locais de Habitação – o SUHFLVR GHÀQLU DV JUDQGHV

Coimbra tem casas vazias a mais em relação a 2008, com quase 500 fogos aprovados. Estamos a construir imenso para uma cidade que devia construir de uma forma muito mais regrada. É que isto pode complicar a forma de viver em Coimbra, porque isto tem implicações ao nível dos transportes, qualidade de vida, infraestruturas, escolas, trânsito, estacionamento... Por outro lado, estamos a ter situações cada vez mais graves de pedidos de realojamentos, de urgência, no Departamento de Habitação. Estão a crescer com a crise social e económica, que não é de agora, mas que se tem vindo a agravar. No ano de 2009, houve 230 pedidos, o que é superior a anos anteriores e sobretudo registou um SLFR QR ÀQDO GR DQR 1R início deste ano já há um conjunto muito considerável de pedidos de habitação e há claramente a tendência de situações de pobreza envergonhada, novos pobres; pessoas que seriam da classe média/baixa que perderam o emprego, famílias em que houve divórcios... isso

Vereador da Habitação salienta que crise gerou maior necessidade de casas sociais

acarreta imediatamente uma situação de pobreza para um ou para os dois conjugues. Há situações graves que têm vindo a ser dirigidas a este Departamento e que tem sido muito difícil que uma Câmara municipal responda. CP – Há bairros projectados, mas neste momento não há capacidade de realojamento. FQ – A Câmara Muni-

cipal de Coimbra (CMC) tem 772 fogos nos bairros municipais. Tem um conjunto de 113 habitações, espalhadas ainda pela cidade, arrendadas que depois a Câmara subarrenda a moradores carenciados. Em 2009 houve 82 realojamentos e 37 pedidos de habitação enquadrados em situação de emergência. A situação de Coimbra é de longe muito melhor do

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CONTINUAĂ‡ĂƒO

Auto-estrada Coimbra-Viseu e concessĂŁo Serra da Estrela

único que avançou voluntariamente foi o de Lisboa. Independentemente disso penso que Ê uma peça fundamental. CP – AtÊ para homogeneizar a cidade que tem um centro degradado e um parque habitacional em crescimento na orla. FQ – A reabilitação do centro histórico Ê uma questão fundamental e Ê um caminho que estå de algum modo a ser feito pelo município atravÊs da SRU. Com vantagens atÊ ao nível da segurança e animação. Queria tambÊm referir uma nota que acho importante. É que sou vereador da CMC com competências delegadas na årea da habitação, mas para todos os efeitos sou vereador da CMC e portanto intervirei sempre em todas as outras åreas. O balanço que faço da minha intervenção política enquanto vereador da CDU nestes três meses Ê jå bastante positivo. E quase faria XPGHVDÀRQRPHDGDPHQWH ao partido socialista, para que prove, se isso Ê possível, onde Ê que estå a aliança PSD-CDU de que tantas vezes fala. Porque nas questþes cruciais que têm vindo às reuniþes de Câmara Ê mais fåcil encontrar coincidência de opiniþes e votos semelhantes entre o PS e PSD, do que entre o PSD e a CDU, e recordo que foi o que aconteceu logo na primeira reunião de Câmara em relação à presença dos jornalistas nas reuniþes – o vereador da CDU votou contra e apenas um dos vereadores do PS votou contra, os outros abstiveram-se. Mas posso dar outros exemplos importantes como foi a votação do orçamento das à guas de Coimbra, que a meu ver não merecia outro voto que contra – fui o único que votou contra.

(VWUDGDVSRGHPÀFDUQDJDYHWD A construção de vårias estradas na região Centro perspectivava que o sector das obras públicas tivesse mais investimentos nos próximos tempos, mas depois dos vårios anúncios feitos pelo Governo, no ano passado (antes das eleiçþes), são muitas as dúvidas sobre a concretização dos projectos. Recentemente, o ministro Teixeira dos Santos veio dizer que não haverå mais adjudicaçþes no plano rodoviårio nacional, pelo que paira a dúvida sobre o avanço da concessão de auto-estradas do Centro, que inclui, entre outras, uma nova ligação entre Coimbra e Viseu. No projecto lançado, a concessão incluía a concepção, construção, alargamento do número de vias, ÀQDQFLDPHQWRH[SORUDomR e conservação dos lanços de auto-estrada Trouxemil/Faíl (IP3), Mealhada/ Oliveira de AzemÊis (IC2), Mealhada (IC12), Santa Comba Dão (IC12/ IP3) e Canas de Senhorim/Mangualde (IC12). O investimento estimado Ê de 740 milhþes de euros, para um total de 360 quilómetros, dos quais cerca de metade são para construir de raiz. As Estradas de Portugal jå adiaram por três vezes o prazo para entrega das propostas para o concurso da concessão, com o imbróglio a começar quando os dois consórcios que GLVSXWDYDPDIDVHÀQDOGD auto-estradas do Centro – a Mota-Engil e a Edifer – receberam, em Agosto do ano passado, uma carta da Estradas de Portugal que dava conta da avaliação negativa das suas propostas e da intenção de jå não adjudicar a concessão. Os desvios entre os preços

apresentados pelas empreVDVQDSULPHLUDIDVHHDĂ€QDO eram, na altura, superiores a 100 por cento. Depois foi a vez do Tribunal de Contas ter recusado a atribuição de visto prĂŠvio a vĂĄrias concessĂľes rodoviĂĄrias, lançadas pela Estradas de Portugal, criando um imbrĂłglio jurĂ­dico e polĂ­tico, ainda sem solução Ă  vista. Recorde-se que o anĂşncio do lançamento do concurso para a concessĂŁo da auto-estrada do Centro foi efectuado pelo primeiroministro, JosĂŠ SĂłcrates, a 9 de Março de 2008, em MortĂĄgua, tendo na altura sublinhado que era “um dos investimentos mais importantes para a RegiĂŁo Centroâ€?. Conforme foi acentuado, sĂł no IP3 sĂŁo 11 000 os veĂ­culos que circulam diariamente, numa via reconhecidamente perigosa, pelo que ĂŠ uma necessidade transformar este itinerĂĄrio principal em perfil de auto-estrada, com 68 quilĂłmetros de traçado novo, e o tempo de viagem entre Coimbra e Viseu a ser encurtado para quase metade.

IP3: Uma via reconhecidamente perigosa

ĂŠ que pretende manter o lançamento do concurso para a construção dos IC6, IC7 e IC37 suspenso. JosĂŠ Carlos Alexandrino nĂŁo escondia, assim, o seu inconformismo com a decisĂŁo da tutela de adiar o concurso da concessĂŁo rodoviĂĄria da Serra da Estrela, prometendo “uma luta dura, com consequĂŞncias imprevisĂ­veisâ€?. “Como presidente da Câmara de Oliveira, depois das expectativas criadas, das promessas polĂ­ticas feitas, e dos anos de atraso que esta regiĂŁo leva, nĂŁo vou deixar cair isto, e gostaria que se solida-

rizassem com esta luta�, apelou, dando a conhecer o conteúdo de uma missiva que um conjunto alargado de autarquias da região tem estado a subscrever, no sentido de pedir uma audiência com caråcter urgente ao ministro das Obras Públicas. O documento, assinado por cerca de três dezenas de autarcas dos distritos de Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco, que representam ao todo uma população de mais de um milhão de habitantes, lembra ao Governo que a construção de infraestruturas rodoviårias que

interliguem estes distritos â€œĂŠ uma condição absolutamente imprescindĂ­vel e, portanto, necessĂĄria para dar condiçþes de desenvolvimento para a regiĂŁo, que se encontra numa situação muito desfavorĂĄvelâ€?. A concessĂŁo Serra da Estrela integra as seguintes estradas em regime de concepção, construção, exploração: ItinerĂĄrio Complementar 6, entre TĂĄbua e CovilhĂŁ (IP2/A23); IC7, entre Oliveira do Hospital (IC6) e Fornos de Algodres (IP5/A25); IC37, entre Viseu (IP5/A25) e Seia (IC7), num total de 150 quilĂłmetros. Para requalificação e exploração a concessĂŁo abrange 207 quilĂłmetros e abrange a Estrada Nacional 231, troço entre Seia (IC7) e Trigais (IC6); EN232, entre Mangualde (IC12) e Belmonte; Estrada Regional (ER) 338, troço entre Vide (IC6) e Manteigas (entroncamento da EN232); ER339, troço entre Seia e Lagoa Comprida e entre Nave e CovilhĂŁ; EN345, ligação de Belmonte ao IP/A23.

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Protestos no interior

De Coimbra Ă  Serra da Estrela os protestos dos autarcas nĂŁo se fizeram esperar, com o anunciado “travĂŁoâ€? Ă  concretização de melhorias nas vias rodoviĂĄrias, tĂŁo necessĂĄrias nesta zona interior e cuja concretização se aguarda hĂĄ muito. O presidente da Câmara de Oliveira do Hospital YHLRDS~EOLFRGHVDĂ€DUTXH o ministro da Obras PĂşblicas diga, “cara a caraâ€? aos autarcas, por quanto tempo

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