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SEMANÁRIO À QUINTA-FEIRA | EDIÇÃO COIMBRA

Líder distrital do PS/Coimbra queixou-se de cabeça de lista do Bloco

Pureza dos princípios põe Baptista a atirar barro à parede do MP

Por vontade de Victor Baptista, José Manuel Pureza será constituído arguido e acusado por eventual autoria de um crime de difamação. Por isso, o dirigente do PS entregou ao Ministério Público (MP) uma queixa contra o cabeça da lista de candidatos do BE a deputados à Assembleia da República pelo círculo de Coimbra. Acontece que Baptista só poderá deduzir acusação particular a Pureza (Bloco de Esquerda) se o DIAP entender que tal queixa configura um eventual crime do foro privado, apurou o “Campeão”. Poderá ser este o cenário a prevalecer, mas o líder distrital do PS/Coimbra apostou na dedução de acusação por parte do MP.

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N e s t a

e d i ç ã o

Semana dedicada à classe

Sector farmacêutico em reajustamento Páginas 11 e 12 Penela

São Miguel conjuga tradição e modernidade Páginas 19 e 20

Mais do que os mandatos

Legislativas com 13 listas em Coimbra Os 10 assentos a que o círculo eleitoral de Coimbra tem direito na Assembleia da República serão disputados, domingo, por 13 listas. Além das forças políticas com representação parlamentar – PS, PSD, CDU, CDS/PP e Bloco de Esquerda (vide a pág. 4) –, disputam mandatos em Coimbra o Partido Nacional Renovador (PNR), Movimento Mérito e Sociedade (MMS), Frente Ecologia e Humanismo (FEH), Movimento Esperança Portugal (MEP), Partido Popular Monárquico (PPM), Partido Trabalhista Português (PTP), Partido Operário de Unidade Socialista (POUS) e PCTP/MRPP. De acordo com o sorteio efectuado no Tribunal de Coimbra - Vara Mista, é a seguinte a disposição das forças políticas no boletim de voto: BE, PNR, MMS, FEH, CDS/PP, MEP, PSD, PPM, PS, PTP, POUS, PCTP/MRPP e CDU. José Manuel Pureza (Bloco de Esquerda), Vítor Ramalho (PNR), Raul Esteves (MMS), Natacha Mota (FEH), João Serpa Oliva (CDS/PP), Pedro Góis (MEP), Paulo Mota Pinto (PSD), Miguel Pignatelli Queiroz (PPM), Ana Jorge (PS), Andreia Gonçalves (PTP), Margarida Pagarete (POUS), João Cardoso (PCTP/MRPP) e Manuel Rocha (CDU) são os cabeças das listas de candidatos a deputados ao Parlamento pelo círculo conimbricense. PUBLICIDADE

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PREÇO 0,75\ | 2ª SÉRIE | ANO 10| Nº 490| 24 DE SETEMBRO DE 2009 DIRECTOR LINO VINHAL | www.campeaoprovincias.com

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“Dois dedos de conversa” com Jorge Catarino

Busto na avenida de Dias da Silva homenageia fundador da Casa do Gaiato

A melhor obra em Cantanhede foi pôr as pessoas a acreditar

“Obrigado, padre Américo!” IOLANDA CHAVES

L.S.

“A minha melhor obra que concretizei em Cantanhede foi a de fazer com que 96 por cento das pessoas acreditassem que era possível fazer uma mudança, com inteligência e planeamento”, considera o ex-presidente da Câmara Municipal, que há quatro anos retomou a actividade empresarial e diz não ter qualquer intenção de voltar à autarquia. Jorge Catarino, convidado do programa “Dois dedos de conversa”, realizado na Góis Joalheiro e transmitido no passado domingo, na Rádio Regional do Centro (96.2 FM), afirmou-se satisfeito por ter “alterado o espírito de que nada mudava em Cantanhede”, conforme comprovou através do resultado de um estudo de opinião, o qual revelava que cerca de 70 por cento dos eleitores votariam nele, se concorresse. “Foi um ciclo que se fechou e se quisesse mais dois mandatos tê-lo-ia feito”, referiu, para acrescentar que “não tem saudades, mas sente um prazer e uma honra enormes em ter estado à frente dos destinos do município, em ter sido porta-voz

dos anseios da população e um enorme orgulho no trabalho realizado”. O economista, administrador do grupo Catarino, destacou positivamente o trabalho realizado na Câmara pelas “perspectivas de futuro, de novas dinâmicas de desenvolvimento económico, pelo grau de inovação que transmitiu à gestão camarária e o espírito de grupo dos funcionários”, conseguindo fazer vingar a ideia de que “se quisermos, fazemos”. Como razão para o seu sucesso e ter feito com que fossem concretizados muitos projectos em Cantanhede, o economista e administrador do grupo Catarino destacou “a capacidade de liderança, a organização, a criação de espírito de grupo, o querer fazer e nunca ser reactivo, mas pró-activo”. “Se não tivermos horizontes rasgados, a médio e longo prazo, se não perspectivarmos o que queremos ser, passamos a gerir o quotidiano em cima do joelho, com mexidas casuísticas”, declarou Jorge Catarino que, na gestão autárquica, no associativismo, como na vida empresarial, diz ser “sempre a mesma pessoa, com autenticidade”. “Tenho muitos de-

Carlos Góis e Jorge Catarino têm em comum serem empresários e naturais de Febres

feitos, mas sou verdadeiro, honesto e autêntico”, concretizou. Muitas vezes questionado sobre teria outras ambições políticas, ao deixar a presidência da Câmara, Jorge Catarino recordou que sempre disse “não ter vocação nenhuma para ser deputado” e ter utilizado uma “expressão jocosa” ao referir que “o lugar de deputado poderia dar-lhe ferrugem e teias de aranha no rabo”. “Isto é para transmitir que sou um homem de acção, de executivo, nunca expectante e reactivo ao que se passa”, concretizou. Para explicar o êxito, nomeadamente também no

grupo empresarial Catarino, o ex-autarca revelou que este assenta “na vontade, na força interior, no espírito de equipa e em trabalhar, trabalhar, trabalhar”. “Há semelhança de Cantanhede, Coimbra, Aveiro e outras cidades têm tudo, mas é preciso fazer as coisas”, referiu para realçar a capacidade de “se ser sonhador, projectar num horizonte largo, mas com poder de concretização”. De bem com a vida, Jorge Catarino apenas fica irritado com “os vigaristas, os mentirosos e os pequeninos que mais não fazem do que colocarem-se nos galhos do poder, seja ele rosa, laranja, ou azul”.

Centro de acolhimento nocturno está instalado na “Baixa” de Coimbra

“Telha Amiga” ajuda idosos a combater a solidão G. B.

Em alternativa aos lares, os idosos da cidade de Coimbra dispõem, desde o início desta semana, de um centro de acolhimento que lhes permite manter a sua independência e também as suas habitações. O centro “Telha Amiga”, inaugurado na última segunda-feira, pretende minimizar a solidão que muitos sentem durante os períodos nocturnos, asse-

gurando um espaço onde os utentes podem jantar, fazer a sua higiene pessoal e, se assim o entenderem, pernoitar e tomar o pequeno-almoço. São oito os idosos servidos pelo centro nesta fase inicial. Equipado com cozinha, refeitório, elevador e zona para pessoal, a “Telha Amiga” dispõe de 12 quartos – dois individuais e cinco duplos –, todos equipados com casas de banho privativas.

Prestar aos idosos um apoio efectivo sem que estes tenham de abandonar definitivamente as suas habitações, às quais podem regressar sempre que o desejem, é o objectivo deste equipamento social criado pelo Município, cuja gestão está confiada à Casa de Repouso de Coimbra, mediante protocolo. O centro de noite está instalado na travessa da rua Velha, num edifício que a autarquia decidiu requalificar e co-

locar ao serviço da população idosa da cidade de Coimbra. As paredes e o arco manuelino da entrada do imóvel são, actualmente, o único vestígio das casas e armazéns em ruínas, recuperadas no âmbito de um projecto orçado em cerca de 400 000 euros e comparticipado pelo Programa Operacional Emprego, Formação e Desenvolvimento Social (intervenção operacional do III Quadro Comunitário de Apoio).

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Antigos e actuais moradores da Casa do Gaiato participaram na homenagem que Coimbra prestou ao fundador daquela obra de beneficiência, o Padre Américo; carinhosamente tratado como “pai” pelos rapazes, hoje homens feitos, para quem ele foi mais do que um sacerdote que os livrou da fome e da miséria. José Araújo e Vítor Agostinho, contemporâneos do padre e dois dos seus primeiros protegidos, recordaram isso mesmo, durante a cerimónia de inauguração do busto que a Junta de Freguesia da Sé Nova e a Câmara Municipal colocaram na Avenida Dias da Silva. Embargado pela comoção, José Araújo, um dos primeiros rapazes a entrar na Casa do Gaiato de Miranda do Cor vo, pouco mais conseguiu dizer que um sentido “muito obrigado” ao “pai Américo”. Vítor Agostinho, de 75 anos, outro antigo morador da Casa do Gaiato, também agradeceu e sublinhou que esta era uma homenagem que já tardava. Segundo disse, nasceu num berço de ouro mas a morte do pai deixou-o a ele e à família em grandes dificuldades e sem perspectivas de futuro. Decorria a década de 40 e só uma mão amiga, a do padre Américo, o ajudou a superar as dificuldades e a preparar-se para a vida. Na Casa do Gaiato, matou a fome e aprendeu a desenvencilhar-se na vida; a cozinhar, a lavar a loiça, a passar a ferro. Aprendeu também a ser um homem de bem. Para exemplificar o quão bem formado foi na escola da vida e dos valores que o

Padre Américo lhe proporcionou, salientou o facto de ter sido recompensado pelo patrão com um carro por uma vida trabalho dedicado. O bispo de Coimbra D. Albino Cleto começou por agradecer a concretização da homenagem à Junta de Freguesia da Sé Nova, na pessoa do seu presidente, Hélder Abreu, e disse que o busto (da autoria do escultor Alves André) “é um sinal cristão a dizer aquilo que alguns não querem”. “Este é um sinal de fé numa das ruas mais movimentadas de Coimbra. Não é preciso uma cruz ou um sino, as pessoas quando aqui passarem irão interrogar-se sobre esta personagem aqui retratada”, afirmou. O presidente da Câmara agradeceu ao bispo a lembrança para a homenagem, que entendeu como “uma censura surda à falta de memória de Coimbra” e enalteceu a Igreja pelas obras de beneficiência que promove, face à impossibilidade de o Estado dar resposta a todas as necessidades sociais. O Padre Américo nasceu a 23 de Outubro de 1887, numa pequena localidade de Penafiel e faleceu em 1956. Ordenado sacerdote em 1929, iniciou a sua actividade apostólica na Rua da Matemática, com a “sopa dos pobres”, criando, depois, na Azinhaga do Cidral, um lar para crianças desprotegidas. E porque o momento era de festa, actuou a Tuna Feminina da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e a Junta de Freguesia da Sé Nova ofereceu um beberete ao ar livre, junto à obra inaugurada.

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“DOIS DEDOS DE CONVERSA” com:

Carlos Faro Presidente do Biocant Domingo das 12 às 13 horas - Ouça em 96.2 ou www.radioregionalcentro.com


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Iniciativa de confraria gastronómica leva chefes de cozinha a Vila Nova de Poiares

Oferta de Junta

Chanfana (a)provada de mil e uma maneiras

Doada carrinha à Cozinha Económica

G. B.

Quatro chefes de cozinha, com a ajuda de pequenos aprendizes, provaram esta semana que a tradicional chanfana de Vila Nova de Poiares é uma iguaria que pode ser confeccionada e apreciada de maneiras bem diferentes da habitual, sem ser servida no tradicional caçoilo de barro ou acompanhada de grelos e batata cozida. Os reputados chefes de cozinha Albano Lourenço, Hélio Loureiro e Luís Lavrador, a que se juntou Lurdes Silva, do restaurante O Confrade, orientaram quatro oficinas de cozinha no mercado municipal, onde cerca de 500 crianças e jovens do concelho tiveram a oportunidade de confeccionar pratos originais à base da carne de chanfana. Crepes, empadas, lasanha, almôndegas e até pizza foram algumas das es-

pecialidades criadas durante a iniciativa “Chanfana é Fixe”, dinamizada pela Confraria da Chanfana, em parceria com a Câmara Municipal de Poiares. Madalena Carrito, mordomo-mor da confraria gastronómica faz um balanço extremamente positivo da iniciativa e considera que “ficou provado que é possível fazer pratos ao agrado dos mais jovens utilizando ingredientes de qualidade e seguindo o receituário tradicional português”. Entusiasmados com as instruções dos chefes de cozinha, os jovens aplicaram-se na confecção de cada um dos pratos. No final, após a degustação do original menu, todos foram unânimes em aprovar com distinção as originais propostas e o resultado final, apelativo à vista, ao olfacto e ao palato. Demonstrar aos mais

Crianças e jovens empenharam-se na confecção das receitas, seguindo as instruções dos chefes de cozinha

jovens a diversidade e versatilidade da chanfana, valorizando o receituário tradicional e os ingredientes de qualidade e, ao mesmo tempo, contribuir para a reeducação dos seus hábitos alimentares são alguns dos objectivos que Madalena Carrito admite terem sido alcançados com esta acção.

Para além das oficinas de trabalho de carácter gastronómico, esta iniciativa contou também com uma sessão prática de técnicas de bar, designadamente, a confecção de bebidas sem álcool e um “peddy-paper”, actividade que ocuparam o dia de crianças e jovens do primeiro ciclo do ensino básico e secundário.

Horários dos SMTUC também acessíveis através de telemóvel

Centro de (Info)Mobilidade presta informações e vende bilhetes Todos os cidadãos que pretendam comprar bilhetes, carregar passes, saber horários, entre outras informações relacionadas com SMTUC, Joalto, Moisés Correia de Oliveira, Transdev ou até mesmo da CP, têm esses serviços concentrados no Centro de (Info)Mobilidade, localizado na Baixa de Coimbra, próximo do Palácio da Justiça. Este novo espaço, pertencente aos SMTUC, funciona todos os dias úteis, das 7h30 às 19h30 e aos sábados até às 13h00. Era uma ideia que o serviço municipalizado de transportes urbanos de Coimbra tinha pronta a arrancar há dois dois, mas para a qual faltava o lugar PUBLICIDADE

considerado ideal, pela proximidade em relação aos transeuntes que tratam dos seus assuntos na Baixa, ou aí têm os seus empregos. Paralelamente, os SMTUC estrearam um novo serviço de consulta de horários, através do telemóvel, alternativo ao papel. Tratase de uma aplicação que permite a consulta dos horários das linhas dos Transportes Urbanos em dispositivos móveis (PDA´s e telemóveis). Essa aplicação permite a qualquer momento saber quantos minutos faltam para determinado autocarro, calcula o horário do autocarro mais próximo em determinada paragem e, de acordo

com o site da empresa, “o seu uso não acarreta quaisquer custos ao utilizador, uma vez que a informação necessária se encontra armazenada no interior da aplicação.” Em termos de utilização, o software contém um interface amigável de fácil leitura e manuseamento, possuindo uma elevada compatibilidade com os dispositivos móveis. Para carregar o programa SMTUC Mobile o telemóvel, o passageiro deverá aceder ao site dos SMTUC, onde poderá efectuar, gratuitamente, o seu download, abrindo a página www.smtuc.pt/mobile; Ao aparecer o menu, o cidadão clica em Download SMTUC Mobile versão 1.0,

podendo a transferência ser feita por bluetooth ou ligando por cabo o telemóvel ao computador. O aparelho receptor deverá ter data e a hora acertadas. Clica-se no ícone SMTUC Mobile e escolhe-se a linha que serve o destino pretendido; a época do ano e a paragem de início da carreira. Instantaneamente, o cursor posicionase na hora da próxima viagem (hora a que a viatura iniciou a carreira). E, note-se, ainda, que fazendo deslizar o cursor do telemóvel, permite-lhe ver todos os horários da linha escolhida. Esta aplicação foi desenvolvida por um aluno do Instituto de Engenharia de Coimbra.

A Cozinha Económica da Rainha Santa Isabel (Coimbra) desfruta, desde segunda-feira, de uma carrinha (de caixa fechada) oferecida pela Junta de freguesia de São Bartolomeu. Segundo José Carlos Clemente, presidente da autarquia, trata-se de uma “viatura multifunções”, cuja utilização será feita, mais frequentemente, ao serviço do apoio domiciliário prestado pela Associação das Cozinhas Económicas. A assistente social Ana Cristóvão indicou que, até agora, a cobertura da “Baixa” conimbricense era efectuada a pé. O autarca explicou que a oferta da viatura foi precedida pela doação de uma máquina de tipo industrial para lavagem de

roupa e de equipamento ambulante destinado a transportar comida. A entrega do furgão, que custou cerca de 23 000 euros, permite tirar melhor rendimento daquele equipamento, considerou Carlos Clemente. A Cozinha Económica de Coimbra, situada no terreiro do Mendonça, proporciona respostas em três valências: refeitório social, centro de dia e apoio domiciliário. Serve, diariamente, perto de 500 refeições e assegura apoio domiciliário a cerca de 30 pessoas. Ana Cristóvão relevou a ajuda concedida pela congregação das Criaditas dos Pobres. O pároco de São Bartolomeu, Jesus Ramos, procedeu à benção da carrinha.

Violência doméstica

DIAP de Coimbra aposta em “justiça restaurativa” O director do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra, Euclides Dâmaso, define um protocolo outorgado pelo Ministério Público (MP), GNR, PSP, Hospital de Sobral Cid e Direcção-Geral de Reinserção Social (DGRS) como “puro exercício de justiça restaurativa”. A adopção daquele instrumento foi, de resto, precedida de oito anos de cooperação inter-institucional. Subjacente à violência doméstica há intrincadas relações familiares, com afectos corroídos, medos e ódios sedimentados, numa ambivalência de sentimentos difícil de gerir, advertiu o procurador-geral adjunto. A suspensão provisó-

ria do processo – apesar de, como disse o procurador-geral adjunto Braga Temido, a violência doméstica ser “um problema velho com nova visibilidade” – constitui uma aposta do MP e dos órgãos de polícia criminal (PJ incluída). O objectivo do protocolo pauta-se por “soluções restaurativas e ressocializadoras”. “Nos casos em que se revele violência grave, mas em que a vítima persista na manutenção do vínculo familiar, o órgão de polícia criminal incumbido da investigação contacta o MP no sentido de este avaliar da necessidade de intervenção da DGRS com vista a uma eventual suspensão provisória do processo”, assinalou a procuradora Paula Garcia.


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Cinco partidos de olho nos 10 assentos de Coimbra no Parlamento

Líder do PS/Coimbra atira barro à parede do DIAP

BE aspira a estreia, CDU e CDS esperam voltar a ter representante

Acusação de Baptista (PS) a Pureza (BE) à mercê do MP

O Bloco de Esquerda insiste com a candidatura de José Manuel Pureza a deputado à Assembleia da República, na expectativa de conquistar, domingo, o seu primeiro mandato pelo círculo de Coimbra. A CDU (coligação constituída pelo PCP e pelo Partido Os Verdes) e o CDS/PP acalentam a esperança de reconquistar o assento parlamentar que Coimbra já lhes confiou (a Coligação Democrática Unitária fez eleger um deputado em 1987, pela última vez, e idêntica proeza do CDS ocorreu em 1985).

De resto, o BE é a única das forças políticas com representação parlamentar a repetir a aposta feita, há quatro anos, em José Manuel Pureza (professor universitário de Relações Internacionais). Manuel Rocha, director do Conservatório de Música de Coimbra, sucede ao sindicalista Mário Nogueira como cabeça de lista da CDU e o médico Serpa Oliva surge no lugar ocupado (em 2005) pelo então ministro Luís Nobre Guedes. Ana Jorge, ministra da Saúde, substitui Matilde Sousa Franco à cabeça do elenco de candidatos do PS, que pou-

co mexeu nos lugares cimeiros da lista apresentada há quatro anos. Victor Baptista, Horácio Antunes, Maria Antónia Almeida Santos e João Portugal perfilam-se do segundo ao quinto lugares, havendo a registar a saída de Teresa Alegre Portugal. Quanto ao PSD, Paulo Mota Pinto substitui Zita Seabra e para as três posições seguintes foram indigitadas novas figuras. Pedro Saraiva, Maria do Rosário Águas e Nuno Encarnação surgem nos lugares que couberam, em 2005, a Paulo Pereira Coelho, Jaime Soares e Fernando An-

tunes. Miguel Almeida permanece na quinta posição. O BE, que obteve 4 545 sufrágios em 1999, alcançou 2,44 por cento da votação no círculo conimbricense nas eleições legislativas de Março de 2002 e duplicou a percentagem na eleição de eurodeputados efectuada em Junho de 2004. Nas últimas legislativas, averbou 6,32 por cento e, há três meses, nas últimas europeias, registou 11,62 por cento. Em 2005, era de 7,60 por cento a cifra mínima para a eleição de um parlamentar.

Louçã graceja vaticinando aspiração do PS e do PSD sar de ser nele que reside a soberania. Numa intervenção assente na ideologia, perante cerca de 500 pessoas reunidas no Teatro Académico de Gil Vicen-

O coordenador do Bloco de Esquerda disse, em Coimbra, segunda-feira, que, “por este andar”, o PS e o PSD só poderão aspirar a propor a demissão do povo, ape-

te (TAGV), Francisco Louçã considerou que os dois principais partidos pressentem a soma de votos mais baixa de sempre. “Cada dia gosto mais des-

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AVISO Em cumprimento do despacho proferido, no passado dia 21 de Agosto, pelo Exmo. Senhor Presidente do Conselho Directivo da AIRC, Jaime Carlos Marta Soares, torna-se público que a AIRC promove estágios no âmbito da 3ª Edição Programa Estágios Profissionais na Administração Local (PEPAL), nos termos regulamentados pelo Decreto – Lei nº326/99, de 18 de Agosto, aplicado à Administração Local pelo Decreto-Lei 94/ 2006, de 26 de Maio, e pela Portaria 1211/2006, de 13 de Novembro, na redacção dada pela Portaria 286/2008, de 11 de Abril com as seguintes características: Jovens com idade compreendida entre 18 e 30 anos (inclusive, à data da apresentação da candidatura) possuidores de Licenciatura que se encontrem nas seguintes condições: - Recém – saídos dos sistemas de educação; - Desempregados à procura de novo emprego; e - Que não tenham frequentado o PEPAP - Programa de Estágios Profissionais na Administração Pública Central

Destinatários

Nº de Estágios Por Habilitação e Área Funcional

Referência PEPAL/GPA – 3 Licenciados em Gestão Pública e Autárquica (ou equivalente) Referência PEPAL/EIS – 3 Licenciados em Engenharia Informática e de Sistemas

Duração dos Estágios

12 Meses

Método de Selecção

Entrevista Profissional de Selecção

Aos estagiários será concedida, mensalmente, uma Bolsa de Formação, no valor de € 900, acrescida de subsídio diário de refeição, no valor de € 4,27, sendo ainda assegurado Seguro de Acidentes Pessoais.

Remuneração

Prazo para formalização das candidaturas

As candidaturas deverão ser formalizadas no prazo de 10 dias úteis contados da data de publicação deste aviso.

A informação sobre o perfil pretendido, a área de actuação, os parâmetros de avaliação dos métodos de selecção, bem como o sistema de classificação final, a forma das notificações e da publicação dos resultados, a constituição do respectivo Júri de Avaliação, bem como as indicações necessárias à formalização das candidaturas, encontra-se na Bolsa de Emprego Público (www. bep.gov.pt) bem como no site oficial da AIRC (www.airc.pt em recrutamento). Coimbra, 11 de Setembro de 2009.

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O Presidente do Conselho Directivo Jaime Carlos Marta Soares

ta campanha eleitoral”, afirmou o coordenador do BE ao proclamar “fidelidade à palavra”. Ao sustentar que o Bloco se dirige a “todos os votantes cujo coração está ao lado da Esquerda”, o economista aludiu ao desemprego como consequência de uma visão política da sociedade e “imposto pelo abuso sem regras”. “Há pobreza, mas nunca, nos pós-25 de Abril de 1974, a riqueza foi tão ostensiva”, alegou. Ao referir-se à nacionalização do BPN, considerou que o Governo perdeu autoridade moral ao “pôr a mão por baixo do crime económico” e opinou que “nenhuma telenovela chega à realidade da nata de alguns banqueiros”. O cabeça da lista de candidatos a deputados do BE pelo círculo de Coimbra tinha dado o mote ao fazer uma radiografia do distrito e ao descrever algumas situações como aspectos de “violência social”. José Manuel Pureza, na expectativa de “um resultado histórico” do Bloco em Coimbra, afirmou estranhar que José Sócrates “se mostre cúmplice” com determinadas situações. O candidato agradeceu a presença de Jorge Leite, especialista do Direito do Trabalho (outrora militante do PCP), e da sindicalista Fátima Carvalho (ex-vereadora independente da Câmara de Coimbra eleita pelo PS). O catedrático de História Luís Reis Torgal também compareceu no TAGV.

R.A.

O líder distrital do PS/ Coimbra só poderá deduzir acusação particular a José Manuel Pureza (Bloco de Esquerda) se o Ministério Público (MP) entender que uma queixa apresentada por Victor Baptista configura um eventual crime do foro privado, apurou o “Campeão”. Se o Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) encarar a participação como capaz de configurar a prática de um crime semi-público sem, contudo, constituir como arguido o cabeça da lista de candidatos do BE a deputados pelo círculo de Coimbra, restará a Baptista requerer a abertura de instrução ou reclamar, hierarquicamente, do despacho do magistrado do MP. Baptista, que se constituiu assistente por ocasião da entrega de uma queixa-crime visando o bloquista, revelou que espera ver Pureza constituído arguido devido ao teor de uma entrevista, por ele concedida ao diário As Beiras na qualidade de candidato a deputado ao Parlamento. Vários juristas auscultados pelo nosso Jornal opinam que uma queixa-crime entregue pelo líder distrital do PS/Coimbra não habilita o DIAP a constituir Pureza como arguido por presumível autoria do crime de difamação. As mesmas fontes invocam eventual inexistência de relevância penal subjacente ao caso, por se tratar de matéria do domínio do combate político, e também duvidam que, sem José Manuel ter referido o nome de Victor Baptista, a queixa legitime o MP para proceder à abertura de inquérito. Nos termos do Código de Processo Penal, se o desenrolar do caso ficar à mercê da dedução de acusação particular, caberá ao Departamento de Investigação e Acção Penal de Coimbra notificar o assistente para este, querendo, agir em conformidade. Se prevalecer o cenário da acusação particular, também o participado poderá requerer a abertura de instrução e, nessa altura, caberá a um juiz reiterar a acusação (mediante despacho de pronúncia) ou rejeitá-la (através de despacho de não pronúncia). Em caso de despacho de não pronúncia, a última palavra, antes de eventual au-

diência de julgamento, seria da competência do Tribunal da Relação. Contactado pelo “Campeão”, o potencial arguido afirmou aguardar “com serenidade” o eventual desenrolar do processo. Interpelado pelo nosso Jornal, o entrevistado disse registar que Victor Baptista se sinta acusado num contexto em que, sem referência a nomes, Pureza se insurgiu contra malfeitores. “Trata-de de uma reacção significativa”, considera o cabeça de lista do Bloco pelo círculo conimbricense. Em artigo de opinião, Baptista lamentou “a atitude, o comportamento, a calúnia e a mentira” alegadamente lançados sobre ele, imputando a José Manuel uma postura de desrespeito pelo nome do dirigente do PS. “A acusação de que existe um «Bloco Central de Malfeitores» e, simultaneamente, ao envolver-me, é uma indignidade de quem não sabe estar na política, (...) perde facilmente a cabeça e recorre a todos os meios para atingir os seus fins”, sustenta Victor Baptista. José Manuel Pureza replica ter-se referido “a casos de que toda a gente fala”, inscrevendo a sua atitude no desejo de, “sem envolver nomes, dar voz ao sentimento de muitos cidadãos”. Em entrevista, José Manuel Pureza aludiu a “uma elite política a que toda a gente imputa comportamentos reprováveis no que respeita à fronteira entre boa e má política, entre a boa e a má conduta”. “Quando se fala em «Bloco central de interesses», em Coimbra é muito pior do que isso, é um «Bloco central de malfeitores”, alegou Pureza, em cujo ponto de vista “nada estava a dizer do que não seja sabido ou que entre numa esfera judicialmente incompleta ou perigosa”. Fonte próxima do líder distrital do PS/Coimbra disse ao “Campeão” tratar-se de afirmações lesivas da “honra e da imagem” de Victor Baptista e da “consideração que lhe é devida”. Tal fonte imputa a José Manuel Pureza o desejo de, em crítica subjectiva, associar o dirigente socialista a negócios alegadamente corruptos em que intervieram representantes de entidades públicas, como se ele fosse membro de um «Bloco central de malfeitores».


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Por ocasião do regresso de Costa Andrade

Marcelo incentiva Manuela Marcelo Rebelo de Sousa viajou, sábado, de Lisboa a Coimbra, com a expectativa de as suas escolhas funcionarem como um estímulo para a presidente do PSD. Discreto, outro catedrático de Direito, Manuel Costa Andrade (este de Coimbra), voltou a fazer aquilo de que se tinha arredado “há uns pares de anos” – foi a uma sessão de esclarecimento do seu partido. “Quem quiser apear José Sócrates da chefia do Governo terá de votar no PSD”, preveniu o antigo líder socialdemocrata ao dirigir-se a cerca de três centenas de correlegionários reunidos no pavilhão Centro de Portugal. E Marcelo Rebelo de Sousa fez outra advertência:

“Desengane-se quem diz que tanto faz votar no PSD como no CDS/PP”! O conhecido analista político começou por dizer que, há ano e meio, se esperava do seu partido capacidade para retirar ao PS a maioria absoluta; hoje em dia, acentuou o orador, crê-se que o PSD poderá chegar, domingo, ao triunfo. Num elogio a Paulo Mota Pinto, cabeça da lista de candidatos social-democratas a deputados pelo círculo conimbricense, Marcelo afirmou que o filho do antigo primeiro-ministro Carlos Mota Pinto “representa aquilo que devemos querer para Portugal” – um político a saber fazer mais do que política.

A um canto da sala, discreto, estava Manuel Costa Andrade, que esteve na iminência de ser vice-presidente do PSD em 1999, quando Durão Barroso sucedeu a Rebelo de Sousa na liderança social-democrata. Instado pelo “Campeão”, o catedrático de Direito Penal admitiu ter estado “uns pares de anos” arredado de actividades partidárias, mas alegou que “a Senhora merece” o regresso dele a estas andanças. “Se não for alterada, a linha de declínio em que Portugal entrou arrastar-nos-á, rapidamente, para uma situação de decadência”, advertiu Manuela Ferreira Leite ao alertar para o desemprego e para a dívida externa.

Um programa de reabilitação urbana, capaz de privilegiar o restauro do parque habitacional degradado, recuperação do património arquitectónico e melhoria de equipamentos sociais foram as novidades com que a ex-ministra acenou. O ataque à “asfixia democrática” esteve, desta feita, a cargo do cabeça de lista social-democrata. Mota Pinto rejeitou “um país onde se instalaram a desconfiança e o medo” e aludiu a “liberdades insidiosamente em perigo”. Entre frequentes apelos à mudança, o professor universitário considerou que “prevalece em Portugal o desânimo colectivo”.

CDU confiante na eleição de um deputado A contestação ao “voto útil” dominou os discursos do comício da CDU, que juntou centenas de militantes em Coimbra no passado dia 16. O mandatário distrital da CDU, Mário Nogueira, considerou mesmo que a mudança é urgente, realçando que “não podemos mais eleger deputados inúteis ao interesse do nosso distrito e país e que adoptam as políticas que interessam aos partidos”. Manifestando-se confiante no reforço da coligação no distrito eleitoral de Coimbra, o actual dirigente da FENPROF criticou o desinvestimento do Governo na educação, sector que, considerou, é crucial para “tirar Portugal da cauda da Europa”. “A defesa de uma escola pública, democrática e inclusiva para todos” é, apontou o profes-

sor, uma das bandeiras da coligação que, no passado, frisou, “deu corpo a propostas que correspondem às preocupações das pessoas”. Comparando a política educativa deste Governo à do anterior, o dirigente sindical refutou que haja falhas de comunicação entre os professores e a “obstinada dupla Sócrates/Maria de Lurdes Rodrigues. “O que este Governo fez na educação e como tratou os profissionais terão agora consequências no dia 27”, observou, adiantando que “nem o despedimento antecipado da ministra atenua a política”. Lembrando dados da OCDE, Mário Nogueira referiu que “a realidade não se compadece com demagogia e artimanhas”, defendendo uma “aposta efectiva” no sec-

tor, sem facilitismo nem passagens administrativas. “A rede pública sem encargos para todas as famílias e trabalhadores não se constrói”, no entanto, alertou, “sem os recursos humanos”, apontando, por isso a “suspensão do modelo de avaliação, melhores condições de trabalho e a libertação dos professores de tarefas burocráticas”. O voto na CDU nestas eleições “tem uma importância acrescida quando se prevê que nenhum partido terá maioria”, acrescentou, sublinhando que “o importante é saber se à Esquerda há um reforço efectivo de quem tem propostas concretas e dá a cara por um país mais justo”. O cabeça de lista da CDU pelo distrito de Coim-

bra às legislativas, Manuel Rocha, destacou, por sua vez, que enquanto o “’Bloco Central’ nos distrai com políticas de calculo económico, a CDU propõe investimentos sérios para o distrito”, como seja a electrificação do Ramal da Lousã, a aceleração da obra de regadio do Baixo Mondego e “o fim da ditadura económica das grandes superfícies”. Manifestando-se contra o voto no “Bloco Central”, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, afirmou-se convicto que “é possível aumentar número de votos, de mandatos e alcançar o objectivo de eleger um deputado por Coimbra”. A CDU não tem um representante na Assembleia da República por Coimbra desde 1991.

AR dissolvida seis vezes em menos de 30 anos

Apenas quatro legislaturas completas As eleições parlamentares de 27 de Setembro de 2009 são o ponto de partida para a 11.ª legislatura. Em cerca de 30 anos, só houve quatro completas (a que agora terminou e três consecutivas - 1987, 1991 e 1995). Eleita pela primeira vez em 1976, a Assembleia da República do pós-25 de Abril de 1974 já foi dissolvida seis vezes: em 1979, 1983, 1985, 1987, 2002 e 2004. Apenas em três legislatura (nas de 1987-91, 199195 e 2005-09) houve maio-

ria absoluta no Parlamento sem recurso a alianças, tendo o PS desfrutado de maioria relativa no quadriénio 199599. Em 1979 e 1980 triunfou com maioria absoluta a AD, mas o sufrágio de 1979 destinou-se a completar a primeira legislatura e o de 1980 não garantiu que a segunda tivesse a duração de quatro anos. Na segunda metade da década de 70 [do século XX] houve três executivos da iniciativa do Presidente da

República, após a «queda» dos dois primeiros (de Mário Soares), sendo que o V Governo (liderado por Lourdes Pintasilgo) foi formado para preparar a realização das eleições convocadas para 02 de Dezembro de 1979. O VIII e o IX governos – ambos de coligação, o primeiro da AD e o segundo do «Bloco central» – ficaram aquém de completar os respectivos mandatos apesar de desfrutarem de apoio parlamentar maioritário.

À semelhança do que tinha acontecido com o VIII Governo face às eleições locais de 1982, as autárquicas de 2001 implicaram a saída de cena do XIV Executivo (segundo de António Guterres). De resto, o último Executivo de Guterres e o seguinte, de Durão Barroso, cumpriram metade dos respectivos mandatos, sendo que o de Pedro Santana Lopes ficou-se por escassos meses de vigência.


POLÍTICA

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C O M E N T Á R I O

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Transparência que tarda Em meados de Agosto de 2009, o Jornal Público, de Belmiro de Azevedo, dirigido por José Manuel Fernandes, indicou a existência, no Palácio de Belém, de suspeitas de que a Presidência da República terá estado a ser espiada pelo SIS (Serviço de Informações e Segurança), cuja tutela funciona na dependência do chefe do Governo. O primeiro-ministro, José Sócrates, aludiu, então, ao episódio como se se tratasse de um “disparate de Verão”. O Presidente, Aníbal Cavaco Silva, outrora chefe do Governo durante 10 anos, adoptou pose de Estado, mas privilegiou o «nim». Há meia dúzia de dias (a 18 de Setembro), o Diário de Notícias, de Joaquim Oliveira, «resolveu» a questão. Na versão do Jornal dirigido por João Marcelino, a coisa resume-se a “uma encomenda”, alegadamente feita por um assessor qualificado do PR, Fernando Lima (ex-director do DN). Tanto ruído para nada, pensaram, por certo, muitos portugueses, pois algo que parecia tenebroso não passará, segundo o Jornal de Oliveira e de Marcelino, de uma trama, urdida em Belém com a hipotética cumplicidade de Cavaco. A 19 de Setembro, ainda mediante leitura do DN, pressente-se que o caso poderá fiar mais fino. O Jornal noticiou que o Presidente “assume suspeitas” acerca de alegadas escutas e promete “pedir mais informações sobre questões de segurança”. Volvidos dois dias, o PR exonerou Fernando Lima. Jorge Bacelar Gouveia, anterior presidente do Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (onde se inclui o SIS), teve a sensatez de sugerir ao Ministério Público a abertura de um inquérito do foro criminal antes das legislativas. Acresce que Cavaco foi alimentando as suspeitas, num registo impróprio de um Chefe do Estado, e, confrontado com o cenário de poder ser Fernando Lima a estar em xeque, o PR tinha afirmado que não é ingénuo. Vasco Pulido Valente assinalou, sábado, no Público, estar em causa “um atestado da corrupção do regime”. Ao que parece, entende o historiador, “o Estado de Direito democrático, que por aí hipoteticamente existe, acabou por se transformar num manicómio onde as grandes personagens se traem e vigiam”. O que quer que se passe – alegada intromissão indevida na Presidência ou uma eventual trama, usando o Público – implica o cabal esclarecimento dos portugueses. Se, como parece sugerir, o PR possui razões para suspeitar que membros da sua Casa Civil andaram a ser vigiados, deve-nos uma intervenção enérgica; se tudo não passa de um embuste para prejudicar Sócrates, a omissão de Cavaco é indigna de um Chefe do Estado. A seis dias de eleições legislativas, o Presidente, calado como quase sempre, exonera um assessor sob suspeita de ter posto o Governo em xeque. Será que a eventual recondução de Sócrates dará jeito à hipotética reeleição de Cavaco? Uma coisa é certa: a inclinação do Presidente para fingir que fala das coisas (a comunicação acerca do Estatuto Politico-administrativo dos Açores foi a excepção) releva de um conceito em que a República sofre tratos de polé. Com direito a toda a verdade, os portugueses não podem estar sujeitos a um calendário de supostas oportunidades; ainda por cima, Cavaco fica sob suspeita de gerir esse calendário em nome de interesses inconfessáveis. Haja transparência, Senhor Presidente!

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José Sócrates apelou à unidade do partido na defesa do Estado social

Alegre ambiente no comício do PS em Coimbra José Sócrates partilhou com Manuel Alegre o protagonismo no comício em Coimbra, no último sábado, em acção de campanha para as legislativas. O secretário-geral do Partido Socialista discursou imediatamente a seguir ao ex-candidato presidencial e começou por agradecer-lhe o “sinal claro da unidade do PS”, afirmando que “nunca ninguém ficou fora dos combates nem foi excluído por razões de divergência política”. Sócrates foi a Coimbra apelar ao voto no PS, em nome da manutenção do Estado social e do Serviço Nacional de Saúde (SNS), que, segundo o líder socialista, está seriamente em risco caso o PSD chegue ao poder

nas eleições de 27 de Setembro. Depois do apoio manifestado por Mário Soares, no Porto, durante a manhã, a solidariedade de Alegre, em Coimbra, levou Sócrates a afirmar o envolvimento de “toda a História do PS” neste combate político pela “igualdade, equidade e dignidade da vida humana”. Perante os militantes e simpatizantes que encheram quase por completo o pavilhão da Académica/O. A. F., Manuel Alegre disse estar de acordo com “o essencial” da mensagem socialista e defendeu que o regresso de um Governo PSD seria “um retrocesso” gerador de “asfixia social” e, em consequência, de “asfixia democrática”.

Ovacionado pela multidão, Alegre afirmou que Portugal “não precisa do regresso da Direita, mas sim da Esquerda possível, e essa Esquerda é a do governo socialista”. Recomendou, no entanto, “um Governo capaz de se renovar e de procurar novas soluções para a crise”, uma ideia que repetiu ao afirmar que “o poder não é um fim em si mesmo, mas sim um meio para fazer política com as pessoas e para as pessoas”. O ex-cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Coimbra, considera que, neste momento, “o essencial é derrotar o PSD, impedir que venha um Governo de Direita que rasgue as políticas sociais e instaure um Estado mínimo para os pobres e um Estado

máximo para os poderosos”. Em causa, segundo Manuel Alegre, estão os direitos sociais consagrados na Constituição da República. Em tom crítico, deixou ainda o aviso perante a possibilidade de um Governo liderado por Manuela Ferreira Leite constituir “uma regressão na economia, nas políticas públicas, nos direitos sociais e na qualidade da democracia”. Partilhando as preocupações de José Sócrates e de Ana Jorge, cabeça de lista pelo círculo eleitoral de Coimbra, Alegre considera que “a lógica do Estado mínimo, a retirada do Estado das políticas públicas sociais, traz consigo uma lógica de asfixia social; e com asfixia social, sim, é que há asfixia democrática”.

Portas e Nuno Melo incentivam Serpa Oliva Norteado pelo objectivo de eleger um candidato por Coimbra, no caso o médico João Serpa Oliva, cabeça de lista, o CDS-PP já se fez representar na cidade pelo seu presidente, Paulo Portas, e pelo recém-eleito deputado europeu Nuno Melo. A presença de Paulo Portas não passou despercebida, especialmente de quem circulava pela “Baixa” à mesma hora que os candidatos e respectiva comitiva fizeram uma arruada. O líder centrista distribuiu abra-

ços, beijos e apertos de mão, dançou no Mercado D. Pedro V e até cantou “Coimbra é uma lição”. Picado por alguns populares e pelos jornalistas, Portas foi lançando algumas das suas palavras de ordem para esta eleição, apelando ao voto “na mudança”. O presidente do CDS-PP foi dizendo que o povo “está angustiado” e não quer votar no PS nem no PSD. O dia da passagem de Paulo Portas por Coimbra incluiu também reuniões com médicos e enfermei-

ros, nas sedes das respectivas ordens profissionais, e terminou com o regresso do candidato a primeiro-ministro para os estúdios de televisão da SIC aonde era aguardo para a gravação do programa “Gato Fedorento esmiúça os sufrágios”. “O humor não se prepara, ou se tem piada ou não se tem”, disse aos jornalistas à partida para a capital. Aquele que foi o terceiro programa da nova série protagonizada pelos “conhecidos quatro humoristas” bateu o recorde de audiências,

depois de José Sócrates e de Manuela Ferreira Leite, com 1,93 milhões de telespectadores. Ontem, João Serpa Oliva contou com o apoio do deputado europeu Nuno Melo, num almoço nas Piscinas do Mondego, na margem esquerda com militantes e simpatizantes. Serpa Oliva e a sua campanha, animada pelo slogan “Uma Direita com Valores”, têm percorrido o distrito e tem hoje, dia 24, como principal acção uma visita ao bispo da Diocese de Coimbra, D. Albino Cleto.

Sociedade estatal acciona Miguel Almeida

EGF imputa dívida a candidato do PSD A Empresa Geral de Fomento (EGF) imputa uma dívida de 9 640 euros ao seu ex-presidente Miguel Almeida, que é candidato a deputado do PSD à Assembleia da República pelo círculo de Coimbra, apurou o “Campeão”. A sociedade apresentou ao Tribunal Judicial da Figueira da Foz uma proposta de acção de condenação em processo sumário. Miguel Almeida, conotado em termos partidários com Pedro Santana Lopes, também é candidato a vereador da Câmara da Figueira da Foz (através da lista em que Duarte Silva se propõe alcan-

çar a recondução para exercer terceiro mandato consecutivo como presidente). A EGF, cujo capital social pertence ao Grupo Águas de Portugal (detido pelo Estado), alegar ter pagado 7 115 euros correspondentes a 13 mensalidades da utilização de um telemóvel feita por Miguel Almeida depois da sua saída da sociedade. A título de juros de mora (vencidos e vincendos), a demandante reclama do réu mais 2 525 euros. Segundo a autora da acção cível, tratou-se de uma utilização ilícita e até abusiva de um telefone portátil que

tinha sido atribuído a Miguel Almeida na qualidade de presidente (na vigência do anterior Governo). A utilização alegadamente ilícita corresponde a um período compreendido entre Maio de 2005 e meados de 2006. Em Janeiro de 2009, a Empresa Geral de Fomento interpelou o ex-presidente no sentido de ele a ressarcir; este respondeu, em Maio, através do advogado Carlos Tenreiro, sem reconhecer a pretensão da sociedade. Mediante uma carta, incluída nos autos pela autora do processo, o advogado re-

plica que o demandado paga os encargos inerentes à utilização do referido telemóvel desde que a EGF “entendeu deixar de suportar os custos operativos”. “Não se encontra fundamento de natureza legal para obrigar Miguel Almeida a restituir qualquer importância” à EGF, alega o representante do demandado. Carlos Tenreiro declinou, por ora, prestar declarações sobre a acção cível e também não foi imediatamente possível o “Campeão” obter uma reacção do ex-presidente da Empresa Geral de Fomento.


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FIGURAS E FACTOS

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A S C E N S O R A

S U B I R

Carlos Encarnação – O centro de acolhimento nocturno “Telha Amiga” acaba de entrar em funcionamento na “Baixa” de Coimbra, servindo para já oito utentes. O Município de Coimbra reitera assim o seu compromisso social, proporcionando aos idosos da cidade um espaço acolhedor onde estes podem jantar, fazer a sua higiene pessoal, pernoitar e tomar o pequeno-almoço, mantendo, no entanto, a sua independência e também as suas habitações. Gerido pela Casa de Repouso de Coimbra, este espaço é um bom exemplo de novas formas de apoio social, pensando naqueles que tantas vezes são esquecidos ou “arrumados” longe da vista e do coração. Paulo Mota Pinto – Seja qual for o resultado das próximas eleições legislativas, seja qual for o futuro político que Paulo Mota Pinto venha a ter, uma certeza já temos adquirida: estamos perante um jovem de cuja capacidade intelectual ninguém duvidará e que nestes últimos anos despertou para a vida pública com a força e a determinação dos vencedores. Se muito do passado do PSD foi pensado, escrito e congeminado em alguns dos passos aproveitados desta terra, o actual programa eleitoral do partido para uma eventual governação nos próximos anos teve o dedo e o cunho decisivos do jovem Mota Pinto. Mas não apenas por isso o referimos aqui hoje. Nem também pela sua passagem, também ela cheia de prestígio, pelo Tribunal Constitucional. Não, ainda, pela sua carreira académica, cheia de mérito e geradora de enorme expectativa. Não só por alguma dessas facetas, mas por todas elas, valorizadas pela forma humilde, séria e eficaz como se entregou à sua primeira campanha política a sério. Se outro mérito o PSD de Manuela Ferreira Leite não tiver, credite-se-lhe a confiança depositada neste homem, em cujos genes mora seguramente a vontade de servir Portugal. Carlos Clemente – A Junta de freguesia de S. Bartolomeu deu, há dias, uma carrinha à Cozinha Económica. Não faltará quem veja neste simples gesto um acto gratuito de campanha partidária. Não interessa. O mundo também é feito de ideias curtas. Mas não é pela carrinha que queremos referir aqui o trabalho do presidente da Junta, o conhecido Carlos Clemente. Um metro e oitenta de dinamismo e determinação. Como empresário e como cidadão. Às vezes, mais bruto do que o betão em que é feito o Pólo II. Como ainda se viu recentemente, quando pediu contas por se sentir preterido nas suas funções públicas. Mas se, apesar de não calar sentimentos nem ser hipócrita, goza do prestígio de que goza, só o consegue pela sua verticalidade, pela forma como exerce a sua cidadania, pela forma como respeita quem o respeita a si. Claramente um homem de Coimbra, no melhor que a expressão pode ser entendida. E se, para ganhar as eleições na sua freguesia, não precisa de dar carrinhas a ninguém, fez muito bem em não adiar a entrega com receio das más línguas. Para se fazer política não é preciso perder a vergonha. Embora haja quem o faça. A

D E S C E R

João Pedro Pimentel – O presidente da ARS/Centro teve nas suas mãos, durante 10 meses, uma carta do outrora fiscal-residente da obra do Hospital Pediátrico de Coimbra e ninguém lhe ouviu uma palavra acerca do assunto. O “Campeão” tornou público o teor referida carta e eis que o coadjutor da ministra Ana Jorge, cabeça da lista de candidatos do PS a deputados pelo círculo conimbricense, passou a ter opinião acerca da missiva. Há actos de frontalidade que só despontam em vésperas de eleições. Nuno Ribeiro – Afinal, o triunfo na 71ª. edição da Volta a Portugal em bicicleta coube a David Blanco. As substâncias dopantes traíram Nuno Ribeiro. PUBLICIDADE

Jorge Gouveia Monteiro Vereador da CDU, em final de mandato, Jorge Gouveia Monteiro vai suceder a António Luzio Vaz na vicepresidência dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (SASUC), cuja liderança cabe ao reitor por inerência de funções. Amigos de longa data, Fernando Seabra Santos escolheu o jurista Jorge para substituir outro, António, que, durante décadas, executou um trabalho exemplar. Tal como o irmão Carlos, que dirigiu os Serviços Académicos, António Luzio Vaz vai aposentar-se. Os SASUC, a que Monteiro procurá imprimir o dinamismo incorporado pelo seu antecessor, servem anualmente cerca de dois milhões de refeições e possuem um parque residencial com perto de 1 400 camas. Carlos Fiolhais – Amanhã, o cientista vai trocar a Física pelo teatro e participar na peça “Nascer da Evolução”, que será apresentada, às 21h30 e às 23h00, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra. Carlos Fiolhais será um dos 14 cientistas que se juntam a actores profissionais na “Noite Europeia dos Investigadores”, que inclui, também, as peças “Stupid Design”, (19h00 e 21h30) - que como a anterior é de David Marçal, humorista do “Inimigo Público” - e “Sr. de Chimpazé” (21h30 e 23h00), do Teatro Marionet sob texto de Júlio Verne. Mas no Museu da Ciência a “Noite dos Investigadores” não se esgota apenas no teatro, decorrendo, das 21h00 às 24h00, em frente ao Laboratorio Chimico, uma sessão de speed-dating, onde o público terá oportunidade de questionar, individualmente, uma equipa de investigadores convidados. Num programa pensado para todas as idades, as crianças poderão também participar em ateliers sobre Darwin e a Evolução e sobre Galileu e a Astronomia. Estes ateliers têm início às 14h00 e prolongam-se até ao final da noite, com demonstrações de experiências científicas ao vivo. Beatriz Gomes – A canoísta olímpica Beatriz Gomes, de 28 anos, sagrou-se campeã do mundo de maratonas, na prova de 25,8 quilómetros disputada no Rio Douro, em Crestuma. Depois da medalha de bronze no K4 200 com Teresa Portela, Joana Sousa e Helena Rodrigues nos mundiais de pista (disciplina olímpica) do

Canadá, a atleta, residente em Montemor-o-Velho, conquistou agora um inédito título mundial nas maratonas, depois da prata em 2004 e bronze em 2006. Beatriz Gomes fez a prova em 1h58m41s, batendo ao sprint a húngara Renata Csay por um segundo e a inglesa Lani Belchser por 11 segundos. Com o feito desta professora universitária e atleta do Clube Fluvial de Coimbra, as selecções de Portugal já somam 12 medalhas em 2009 entre europeus e mundiais. Margarida Mano – Gestora cessante da Universidade de Coimbra, Margarida Mano vai coadjuvar Fernando Seabra Santos como pró-reitora no âmbito de uma reestruturação dos Serviços Administrativos. Professora auxiliar da Faculdade de Economia, será substituída naquela função por Célia Cravo (directora cessante de Administração da Faculdade de Medicina). Os restantes pró-reitores são Pedro Ramos, José António Bandeirinha, Raimundo Silva e José Saraiva da Cunha. José Manuel Canavarro e António Pimentel vão cessar funções, sendo que este passou a dirigir o Museu de Grão Vasco (Viseu). Pedro Saraiva, potencial deputado à Assembleia da República (PSD), renuncia ao cargo de vice-reitor e António Avelãs Nunes seguirá o mesmo caminho por força da jubilação. Henrique Madeira irá completar um elenco de vice-reitores formado por Cristina Robalo Cordeiro e António Gomes Martins. TEUC com formação – O Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra,

organismo autónomo da Associação Académica de Coimbra, abre as portas do septuagenário Teatro de Bolso, a partir de Novembro, para todos aqueles que queiram partilhar o palco da aprendizagem, comunhão, descoberta e experimentação, tendo como pano de fundo a formação na área do teatro. O curso de formação teatral TEUC 2009/2010, representa “uma experiência única de enriquecimento pessoal e colectivo, bem como uma forma de perpetuação de um dos espaços culturais estudantis mais importante de Coimbra”. Todos os interessados em aceitar este desafio devem dirigir-se, até 10 de Outubro, à Direcção do TEUC, no 3.º piso da AAC, e fazerem a sua inscrição. HUC assinalam padroeiro – Na próxima quarta-feira, dia 30, os Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) assinalam o dia de S. Jerónimo. Pelas 10h00 haverá uma celebração inter-religiosa (Anfiteatro 2) e pelas 11h00 uma sessão solene (auditório principal) com intervenção do presidente do Conselho de Administração, Fernando Regateiro, culminando com a entrega de medalhas aos funcionários que completaram 25 anos de serviço e homenagem aos que se aposentaram. Ágata distinguida com Prémio Jóia Pro – A Ágata Joalharias foi uma das nove lojas do sector (e a única no distrito de Coimbra) contempladas com o Prémio Jóia Pro. Entregue ontem, dia 23, no certame PortoJóia, o galardão da responsabilidade da revista Jóia Pro distingue os melhores lojistas nacionais. Liderada por António Cruz, a Ágata Joalharias completou este ano o 28.º aniversário e é uma das mais prestigiadas da região. Orgulhoso, o empresário, que já soma 45 anos de profissão, considera, que a distinção se deve “ao enfoque no cliente e a valores como humildade, qualidade e honestidade”. Basicamente, notou, este prémio foi atribuído pelos fornecedores que “nos consideram óptimos parceiros, porque somos muito criteriosos a comprar e rigorosos a fazer negócios”.

Grupo Catarino no Green Festival – As empresas 4 Bio Inova, Oryzon Energias e Santos & Santos, do grupo Catarino, estiveram presentes no espaço Agrobio do Green Festival. O certame, que decorreu este fim-de-semana no Estoril, tem por missão divulgar e promover os produtos biológicos de origem nacional, área em que o grupo de Febres tem apostado fortemente. Enquanto a Santos & Santos se dedica à produção de substratos e fertilizantes biológicos, Oryzon Energias é a empresa responsável pela produção agrícola de produtos 100 por biológicos que, por sua vez, são transformados e distribuídos pela 4Bio Inova para todo o país, como compotas com e sem açúcar, purés, bombons de figo e diversas variedades de arroz. Agir promove concurso de fotografia – A associação Agir pelos Animais promove, até meados de Outubro, o seu primeiro concurso de fotografia. “Animais de rua…?!” é o tema do concurso que visa angariação de fundos para a campanha “Agir para prevenir”, o programa de esterilização de animais de rua da associação. A esterilização, defende a associação em comunicado, é o caminho certo para controlar as comunidades de animais abandonados. “Com tantos casos a precisar de atenção, tínhamos de ser criativos na forma de angariar fundos e assim surgiu a ideia do concurso. Além de que chegar às pessoas com a mensagem, exige por si só uma dose imensa de criatividade e originalidade! A imagem está sempre associada à denúncia, à publicidade, ao entretenimento… Uma foto pode provocar-nos uma gargalhada, um sorriso ou uma lágrima de tristeza ou comiseração… Tal como os animais com que lidamos todos os dias e, muitas vezes, as situações em que sobrevivem. Ainda por cima, os animais em geral são altamente fotogénicos!”, refere Anabela Gonçalves, presidente da associação. O regulamento do concurso está disponível em www.agirpelosani mais.blogspot.com. Os resultados serão divulgados no dia 08 do mês de Novembro.


EMPRESAS & NEGÓCIOS

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V Películas

Empresa abre filial em Coimbra ABERTURA 7 de Setembro de 2009 RAMO Automóvel MORADA Av. Elísio de Moura, 367, Coimbra ENDEREÇO electrónico www.valdemarpeliculas.pt BENEDITA OLIVEIRA

A colocação de películas escurecidas em automóveis é o principal sector de actividade da empresa V Películas que acaba de abrir uma filial em Coimbra. Com regulamentação legar desde há dois anos, as películas em automóveis obedecem a critérios de qualidade e segurança, sendo que os diversos agentes a trabalhar no sector têm de estar homologados e reconhecidos pelo Instituto de Mobilidade de Transportes Terrestres. Com actividade em

todo o país, a V Películas é líder de mercado no segmento de película solar para automóveis, trabalhando com marcas homologadas, certificadas e com garantia vitalícia. “Temos materiais de muito boa qualidade e que só utilizamos no nosso grupo. Não cedemos a outros”, refere o sócio-gerente da empresa. Seja para efeitos publicitários, por uma questão estética ou funcionalidade, as películas, nota, são um instrumento eficaz contra roubos. A protecção solar é outra das razões aponta-

das para a instalação de películas. A empresa, conta Valdemar Viana, começou a trabalhar com películas para a arquitectura, no entanto, a procura de serviços para escurecer os vidros dos carros fê-lo alargar a actividade ao sector automóvel. Hoje, adianta, as duas áreas são complementares. No que respeita aos veículos, todos os vidros podem ser intervencionados, sendo que, alerta, os vidros do lado do condutor, do “pendura” e do para-brisa “só podem levar películas de segurança, menos escura”. “Não desmontamos nada na viatura e estes serviços podem até ser pedidos directamente aos stands”, vaticina.

Estes serviços podem ser pedidos até nos próprios stands de automóveis

A V Películas, destaca o sócio-gerente Valdemar Viana, trabalha com marcas homologadas

Com uma gama de soluções na ordem das nove dezenas, as películas têm características muito variáveis, de modo a adaptarem-se às mais diversas finalidades. “Temos películas transparentes ou solares, sendo que umas permitem que não se veja de fora para dentro e outras retêm os ultravioletas em 99,9 por cento”, observa, destacando que a opção de colocar esta matéria “é mais barata que trocar um vidro por outro mais escuro”. Além disso, sublinhou, “temos películas que são bem mais eficazes do que grades porque simplesmente não quebram nem se cerram, ou seja, funcionam como uma autêntica

rede de segurança”. No caso das películas para residências, escritórios, montras e indústria, a empresa oferece garantia de dez (interior) e quatro anos (exterior). “Aconselhamos os clientes, fornecemos orçamentos grátis e deslocamonos ao local para ver as condições, de modo a propor a melhor solução”, acrescenta. Na arquitectura, a redução de perdas de calor pode ir até aos 80 por cento, o que pode resultar, exemplifica, numa poupança de 60 por cento no consumo de energia de um ar condicionado. “Então quando conjugados com vidros duplos, as películas são extremamente eficazes”.

A empresa com sede em Linda-a-Velha tem 34 lojas – 22 das quais em parceria – em todo o país, prevendo abrir mais cinco unidades, três das quais ainda este ano. “O pessoal é todo formado por nós ou na marca nos Estados Unidos, porque fazemos questão de ter só à frente das lojas técnicos habilitados”, assegura, argumentando que este é um “trabalho muito manual e minucioso e se não for bem feito cria imperfeições”. “Num ano de crise abrimos seis lojas e temos tido bastante trabalho e aceitação”, comenta o empresário que pretende ainda abrir representações em Viseu, Aveiro e Angola.

Pinheiro francês ajuda a tratar disfunção eréctil Novo comprimido natural à base de extractos de pinheiro francês ajudou homens a terem melhores erecções e o dobro da actividade sexual Um comprimido com extractos de pinheiro marítimo francês pode ser uma nova esperança para os homens com disfunção eréctil. O Inês Veiga segredo está nos comFarmacêutica ponentes biologicamente activos do pinheiro martítimo francês (os falvonóides) que estimulam a produção de óxido nítrico (uma substância natural produzida pelo corpo) provocando um relaxamento dos vasos

sanguíneos e um consequente aumento do fluxo de sangue por todo o corpo. O pinheiro francês é uma espécie que se desenvolve exclusivamente na costa sudoeste de França e de onde é extraído o Pycnogenol, que em conjunto com a L-arginina - um aminoácido muito usado em comprimidos para a disfunção eréctil – compõe a associação patenteada e clinicamente testada deste comprimido. Este suplemento alimentar, Prelox, foi testado num grupo de 50 homens1: aqueles que o tomaram relevaram sinais de melhoria relativamente aos outros que tomaram outros comprimidos sem substancia activa. Os homens que tomaram Prelox, que se encontra disponível em farmácias, revelaram ter tido erecções normalizadas e o dobro da actividade sexual. Outro estudo realizado nos Estados Unidos, citado pelos produtores deste comprimido, avaliou o efeito de Prelox em 37 homens com disfunção eréctil ligeira. Resultado: em apenas 6 semanas, 81% dos homens obteve um aumento no índice internacional da função eréctil – indicador que

mede o nível de ereção necessária para que o paciente inicie, mantenha e finalize a relação sexual. Uma solução natural e sem efeitos secundários

Os produtores deste comprimido, a Horphag Research, garantem que, ao contrário de outros medicamentos utilizados para tratar a disfunção eréctil que devem ser convenientemente administrados 30 minutos antes da relação sexual, Prelox restaura a função sexual permanentemente e permite reagir espontaneamente perante uma estimulação sexual. Além disso, no referido estudo feito a um grupo de 50 homens não foram detectados quaisquer efeitos secundários diferentes entre os homens que tomaram Prelox e os que não tomaram. 1 – O estudo referido designa-se “Improvement of erectile function with Prelox: a randomized, double-blind, placebo-controlled, crossover trial”, publicado no International Journal of Impotence Research e no European Drug Research


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É urgente criar novas valências sociais na freguesia

Campeão das Províncias (CP) – Que balanço faz do actual mandato? José Barroca (JB) – O mandato correu bem, embora não tenha corrido como nós queríamos, porque nunca estamos contentes com as coisas. O maior desgosto que tenho é realmente não ter conseguido iniciar as obras da extensão do Centro de Saúde. É realmente a necessidade número um para Taveiro ter um Centro de Saúde condigno, para que os profissionais possam desempenhar melhor as suas funções. Outra coisa que eu gostava era que fosse criada uma Unidade de Saúde Familiar, porque isso iria dar um melhor serviço para os nossos utentes não só da freguesia como de outras – a extensão serve ainda Ribeira de Frades, Ameal e Argila... Tem muita gente e como tal se for possível criar ali uma Unidade de Saúde Familiar era excelente, porque seria bom para todos. CP – Que é que os utentes ganham com a constituição de uma USF? JB – Têm um horário de funcionamento mais alargado; os profissionais de saúde estabelecem objectivos e por isso têm outra dedicação e quem ganha com isso são os utentes. Penso que todos ficavam a ganhar, porque os utentes terão outro atendimento e qualidade de serviço e, por outro, os profissionais poderão usufruir de outras condições também vantajosas. A outra necessidade urgente é novas valências sociais. A IPSS que existe em Taveiro é o Centro Paroquial e Social de Taveiro e

como todos sabemos é gerido sempre pelo pároco da freguesia e o que é certo é que as pessoas é que ficaram a perder. CP – Porquê? JB – Porque, por exemplo, se compararmos com as nossas freguesias vizinhas todas elas desenvolveram um projecto de IPSS com múltiplas valências e a nossa continua a ser apenas um refeitório. Uma IPSS tem múltiplas valências, creche, infantário, acompanhamento, transporte de doentes... Precisamos de um centro de dia a funcionar como tal e de um lar de idosos para a nossa freguesia. Ora a Junta de Freguesia não pode, por si, erguer uma infra-estrutura dessas. A nossa obrigação é promover e apoiar essas instituições e é nesse sentido que nós estamos disponíveis para colaborar, uma vez que agora se abriu uma nova era no Centro Paroquial e na paróquia de Taveiro. Estou convicto que as coisas vão seguir em frente e é nesse sentido que iremos agora trabalhar no próximo mandato. Neste momento, até temos de encontrar uma solução para a Casa da Criança (o nome oficial é CPI - Centro Educativo para a Infância), já que o Ministério da Educação está a fugir às suas responsabilidades, porque não quer continuar a assumir os CPI. É uma casa que ainda tem condições e acho que deve ser a IPSS da terra a gerir isso, porque se esse CPI for para a rede pública, como a DREC e Ministério de Educação querem, nós só passamos a ter jardim de infância e o que nós pretendemos também é creche, que é muito importante - desde há dois anos não estão a aceitar matriculas para a creche e no próximo ano é para encerrar. E é isso que não gostaria que acontecesse em Taveiro, porque não temos mais nenhuma creche. Ao acontecer isto, acho que deve ser a rede solidária a tomar conta disto e a única IPSS que existe na terra é realmente o Centro Social e Paroquial. A Junta de Freguesia deve dar todo o apoio necessário para que isso seja gerido pela IPSS de Taveiro e promover todos os esforços para que se crie um centro de dia / lar de idosos capaz e por em prá-

tica todas as valências que são possíveis numa IPSS. CP – As IPSS representam também postos de trabalho... JB – Essa é uma das nossas preocupações, porque as IPSS hoje em dia também são importantes na criação de postos de trabalho e em Taveiro há pessoas que precisam de emprego, como, aliás, em todo o lado, cada vez mais, infelizmente. Taveiro é uma zona industrial e se a IPSS funcionar em pleno com certeza vai ter mais ajudas – não igual a alguns anos atrás, porque as empresas também estão a sofrer desta asfixia económica, mas grão-a-grão enche a galinha o papo e acho que se conseguia fazer um projecto muito simpático em Taveiro. Às vezes, perdem-se oportunidades. Por exemplo, perdeu-se a oportunidade de nos podermos candidatar ao Programa PARES que disponibilizava um apoio financeiro a fundo perdido de 75 por cento para construir de raiz um lar e centro de dia. E não estamos em tempo de desperdiçar, porque eventualmente os quadros comunitários acabam. É tempo de renovar e reforçar essa IPSS com outros horizontes e gente dinâmica para que se possam apanhar essas oportunidades e não as deixar fugir. CP – E o que é que destaca de positivo nestes quatro anos? JB – Aquilo de positivo que mudou é uma coisa que não é palpável, mas que está aos olhos de todos. Hoje Taveiro é uma marca, porque conseguiu uma projecção tão grande que as pessoas hoje imaginam que é uma grande freguesia. É um nome que está sempre associado à cultura, ao associativismo e às colectividades. E uma das coisas que me satisfaz é termos apoiado bastante as colectividades da terra. Nós directa e indirectamente, através da Câmara Municipal de Coimbra, tivemos todo o apoio para ajudar as colectividades, nas suas infra-estruturas, na cedência de terrenos para a construção de uma sede... CP – Está a referirse à Filarmónica? JB – A Filarmónica de Taveiro ainda não tem, mas também gostaria que tives-

José Maria Barroca, presidente da Junta de freguesia de Taveiro

se uma sede condigna. A Filarmónica é a colectividade da terra que tem mais prestígio. É a mais antiga e toda a gente tem um carinho especial, porque também é uma Filarmónica que tem muita qualidade. E tem uma sede (que no fundo é a sala de visitas de Taveiro) que já não tem condições acústicas para os executantes e maestros trabalharem. A Filarmónica atingiu um nível de qualidade tão alto que qualquer coisa interfere para que eles continuem a fazer um trabalho de grande qualidade. Mesmo sendo uma Filarmónica de músicos amadores consegue uma qualidade excepcional, que é reconhecida pelos profissionais e grandes mestres da música. Não é por acaso que a maior parte das grandes orquestras quer de Coimbra, quer do Norte vêm recrutar e pedir os músicos da nossa

terra – prova disso mesmo é que ganharam um prémio a nível nacional como uma das melhores bandas amadoras e civis. Como todos os taveirenses, gostava que fizessem uma sede com todas as condições, com um bom salão polivalente, que tivesse multiusos e salas para a escola de música (é dali que nascem todos os anos músicos para a banda). É o fermento e o garante da filarmónica e, por isso, é das mais velhinhas, mas precisa de melhores condições.

CP – Numa fase mais avançada está a nova da sede do Grupo Folclórico... JB – Com o Grupo Folclórico de Taveiro, que também tem levado o nome de Taveiro a todo o país, para lá do Atlântico e pela Europa fora, vamos assinar um protocolo brevemente para cedência de um terreno para construção de uma sede própria. O Grupo Amador de Teatro de Taveiro também CONTINUA

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José Maria Barroca, presidente da Junta de Freguesia de Taveiro, lamenta que a IPSS da freguesia restrinja a actividade a centro de dia e afirma-se disponível para “promover e apoiar” a instituição no alargamento de valências sociais. Uma creche e um lar de idosos são apontadas pelo autarca como valências prioritárias.


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tem prémios a nível nacional como grupo amador. É um grupo de prestígio e está a construir uma sede própria em que nós não apoiamos directa, mas indirectamente, ajudando a conseguir os apoios necessários. Foi ainda comigo, como presidente da Junta, que conseguimos um apoio significativo do Estado, ainda no outro Governo, para que arrancasse a obra, com anfiteatro, e também interferimos junto da Câmara Municipal que já disponibilizou vários apoios monetários para que possa ser inaugurada tão breve quanto possível. O novo espaço vai ser importante e vai servir não só a freguesia, mas o concelho. Tem excelentes condições, é feita de raiz e vai acolher quer grupos de teatros quer conferências, porque vai ter um anfiteatro com todas as condições. Outra coisa que queremos resolver uma vez por todas é a situação da Capela de S. Francisco, em Reveles, cujas obras estão paradas há mais de 20 anos. Uma vez que se abriu uma nova era na paróquia, estou convicto

que vamos chegar a bom consenso com o sr. Bispo, que demonstra ser uma pessoa compreensiva e disponível para colaborar em tudo, e que reunimos todas as condições para construirmos a capela. É uma ambição de Taveiro e em especial das pessoas do lugar de Reveles que essa obra seja realmente terminada. CP – Mas também estão previstas obras para o centro da vila... JB – Efectivamente vamos também reformular todas as condutas de água antigas da freguesia. A Águas de Coimbra já adjudicou e as obras vão começar ainda este ano, para que a água seja mais potável e tenha outra qualidade. Depois disso é que vamos pavimentar a maior parte das ruas de Taveiro. Outra obra importantíssima que vai ser feita no centro da vila é a via estruturante que vai atravessar a freguesia toda e que vai ajudar a resolver os problemas de trânsito nas horas de ponta. Essa via, que vai ser uma espécie de circular, vai ter duas faixas de rodagem, passeios, estacionamentos, ciclovia, e é onde vai nascer o novo centro de saúde.

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Se clube da terra continuar impedido de usar Estádio Sérgio Conceição

Barroca defende construção de novo campo Uma piscina e dois campos sintéticos de futebol de 7 estão projectados para o Estádio Sérgio Conceição, em Taveiro. As novas valências, no entanto, de nada valem ao União Desportiva Taveirense que continua impedido de receber adversários naquele recinto. “É outra grande mágoa que tenho. O estádio é municipal, é certo, mas fico triste quando a equipa de futebol da minha terra que recebe clubes como o Penafiel, Amora, Belenenses (clubes que jogaram na primeira liga) tem de ir para fora de Taveiro para jogar, porque é-lhes impedido de jogar lá e isso para mim é como uma faca que trago espetada no peito e que espero resolver nos próximos meses”, referiu José Maria Barroca, defendendo que, a manter-se a actual situação, a

alternativa passa pela construção de um novo campo de futebol. “Vou fazer um campo novo para que os homens do futebol da terra possam receber os outros clubes e fazer uma escola de futebol. Neste momento, não faz sentido fazê-la para pôr as crianças a jogar noutra terra. O bairrismo ainda é uma coisa saudável”, contou ao nosso Jornal o autarca, sublinhando que “a família Norton fez um sacrifício muito grande ao abandonar a sua própria residência para poder dar uma infra-estrutura à terra onde eles viviam”. “Hoje fico triste quando vejo as dificuldades em ceder-nos o estádio. Entendemos que o estádio deve servir outros clubes, mas é uma pena que sirva só um ou dois e que o clube da terra nunca

é respeitado. Ou o clube da terra é respeitado ou eu tenho de encontrar uma solução. Já a tenho na cabeça e irei colocá-la em prática, caso não se consiga chegar a entendimento. A família Norton continua a sofrer na pele por ter cedido antecipadamente o espaço, para servir a cidade e a Académica OAF. Todos nos orgulhamos da nossa Académica, mas também nos devemos orgulhar dos outros todos: do União de Coimbra, do Vigor... Temos é de respeitar o da terra, porque foi lá que foi feito e foi por famílias da terra que o terreno foi cedido”. Para ultrapassar o impasse, José Maria Barroca conta com “o bom senso e a compreensão do sr. vereador do desporto”. Luís Providência, notou, “já se disponibilizou para me ajudar a encontrar uma solução”.

Passagem pedonal em estudo

Aspiração antiga, a construção de três viadutos sobre a linha do caminho de ferro já está em curso. As passagens destinam-se, no entanto, em exclusivo à circulação rodoviária, razão por que a Junta de Taveiro está empenhada “em salvaguardar a passagem pedonal das pessoas em segurança”. “Estamos em negociações com a REFER e a Câmara Municipal, porque na altura em que fizeram os projectos, há alguns anos atrás, quer a REFER quer a CM não foram alertadas ou os técnicos esqueceramse das pessoas”, referiu José Maria Barroca, sublinhando que esta é “uma falha técnica que só agora foi levantada por nós”.

Vila ganha posto de abastecimento de combustível Confiante que a nova sociedade de gestão vai “imprimir outro ritmo” ao Parque Empresarial de Taveiro, José Maria Barroca considera que o complexo industrial e a própria zona comercial continuam a ser apetecíveis para os investidores. É também para esta zona que o novo quartel da GNR, que terá “condições mais dig-

nas” e dará “uma maior segurança à sua zona de actuação”, está projectado. A GNR esteve “40 anos para ir para Taveiro e quando cheguei à Junta levei-a, mas as condições das instalações actuais são exíguas”. O crescimento económico da freguesia é motivo de orgulho para o autarca, que se congratula por o gru-

po Alves Bandeira ter investido num posto de abastecimento de combustível. “Está muito completo e veio colmatar uma carência que existia na nossa vila que é tão industrial. Temos o centro de distribuição dos Correios que funciona toda a noite, o próprio Mercado Abastecedor do Centro também dá um grande movimento a Tavei-

ro”, observou. “A via-rápida, o facto de estarmos junto ao nó da principal auto-estrada do país, tudo isso são características que dão a Taveiro uma pujança muito grande e terei muito gosto em pelo menos mais um mandato continuar a dar-lhe vida, para que Taveiro não pare. Comigo Taveiro não vai parar”.

Uma freguesia sui generis ao nível do associativismo cultural. É como José Maria Barroca caracteriza Taveiro que, segundo o autarca, tem conseguido manter o espírito colectivo enraizado, apesar do crescimento populacional. Mesmo estimando que a vila triplique o número de habitantes dentro de poucos anos, mercê das novas urbanizações, o presidente da Junta de Taveiro conta com a capacidade de integração das colectividades para manter a unidade. “Temos também um fenómeno engraçado que nasceu há quatro anos que

são as marchas. Elas fomentam as boas relações entre vizinhos, as ruas começam a ter bairrismo e durante o ano é motivo de convívio. Foi uma coisa que nasceu precisamente com o Dia Mundial do Vizinho, que estava praticamente a acabar na cultura portuguesa”, destacou, acrescentando que em Taveiro “há sempre a preocupação de ir buscar pessoas novas e, assim, vai-se renovando os órgãos colectivos da colectividade”. “Tenho muito gosto que os novos residentes se integrem aos poucos e que as

pessoas que estão à frente das colectividades tenham olho para cativar os novos residentes para os levar para as associações para que as tradições nunca acabem”, continuou, regozijando-se pelo 25.º aniversário das Jornadas Culturais de Taveiro. Organizada pela Junta, a iniciativa este ano foi, contou, “foi um grande acontecimento”. Dentro das “nossas parcas possibilidades”, referiu o autarca, “procuramos ajudar as nossas colectividades e para isso temos contado muito com a colaboração da Câmara Municipal de Coim-

bra que nos tem apoiado incondicionalmente”. “Muitas coisas estão ainda por fazer, mas enquanto eu puder nunca deixarei Taveiro parar. O meu espírito bairrista é que me dá força interior para continuar a trabalhar por Taveiro e a fazer dela uma vila sui generis e para que continue a ser projectada quer a nível nacional quer internacional (para isso também tem contribuído o facto de ser membro do Conselho Directivo da Associação Nacional de Freguesias). Sinto-me também como um embaixador de Taveiro.

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Confiança e qualidade marcam iniciativa

Semana do Farmacêutico culmina no sábado A Ordem dos Farmacêuticos (OF) está a comemorar mais uma Semana do Farmacêutico. Até sábado são vários os eventos e iniciativas destinados à comunidade farmacêutica, assim como à população em geral. Um dos momentos altos da Semana do Farmacêutico 2009 foi a primeira edição das Jornadas da Qualidade, que decorreram ontem, dia 23, no Auditório da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. O evento foi organizado pelo Conselho Nacional da Qualidade da Ordem dos Farmacêuticos (CNQOF), que recentemente sofreu uma reestruturação de modo a agilizar a sua actuação e facilitar o desenvolvimento e concretização de projectos na área da qualidade. O princípio que está na base da constituição do CNQOF é o de proporcionar um fórum de debate de ideias que visa procurar mais diálogo e mais partilha de informação em todas as matérias relacionadas com a qualidade nas diferentes áreas de actividade da profissão, para encontrar modelos e novas metodologias que orientem o propósito comum de servir

o doente e a sociedade que espera de nós produtos de alto valor. A par do debate da importância da qualidade no sector, o evento ficou ainda marcado pela entrega dos Prémios de Qualidade e Excelência da OF. Já hoje, dia 24, a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa serve de palco ao lançamento do livro “Dicionário de Farmácia”, da autoria de Pedro Cruz, e à recepção aos novos especialistas. Amanhã, dia 25 de Setembro, o destaque vai para a “Viagem pelo Mundo Farmacêutico”, na qual serão destacadas as áreas da indústria farmacêutica e a distribuição grossista.A Semana do Farmacêutico culminará no sábado, dia 26 de Setembro, dedicado no calendário litúrgico a S. Cosme e S. Damião, com a celebração do Dia Nacional do Farmacêutico. Assinalado há vários anos pela OF, o Dia Nacional do Farmacêutico visa promover o encontro de várias gerações e áreas de actividade de farmacêuticos, produzindo para a sociedade mensagens relevantes em termos da promoção da saúde e melhoria dos cuidados de saúde prestados por estes profissionais.

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A Ordem dos Farmacêuticos promove no dia 26 o encontro de várias gerações no âmbito do Dia Nacional do Farmacêutico PUBLICIDADE

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Actual presidente da Secção Regional de Coimbra

Batel Marques não se recandidata BENEDITA OLIVEIRA

A Ordem dos Farmacêuticos (OF) convocou eleições antecipadas. O sufrágio está agendado para o próximo dia 20 de Outubro, sendo que duas listas concorrem aos cargos directivos da Secção Regional de Coimbra, para o triénio 2009-2012. Após a demissão dos órgãos sociais da OF, a Assembleiageral extraordinária antecipou em cerca de um ano o acto eleitoral. O presidente da Secção Regional do Centro da OF, Batel Marques, uma das vozes que mais reivindicou a antecipação das eleições, depois de a Bastonária eleita se ter demitido em Ju-

nho de 2008 por motivos de saúde, não se vai recandidatar ao cargo, figurando apenas como mandatário da lista liderada por Paulo Fonseca, director-geral da Plural – Cooperativa Farmacêutica CRL. “Muita gente entendia que queria deitar abaixo a Bastonária, para me candidatar a este órgão social da OF”, comentou o professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, destacando que a sua intenção foi apenas “legitimar democraticamente e com transparência o cargo de Bastonário, tal qual definem os Estatutos da OF”. A lista de Batel Marques foi a mais expressiva

de sempre nas eleições para a Secção Regional de Coimbra, tendo obtido 64 por cento dos 733 votos escrutinados em 2007.À Secção Regional de Coimbra, que abrange os distritos de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, candidatam-se nas próximas eleições duas listas, uma delas liderada por Paulo Fonseca (da Plural) que integra a actual Direcção Regional. Após um mandato, Batel Marques, com 50 anos de idade, abandona os órgãos sociais da OF. Formado em Coimbra e doutorado no Reino Unido, Batel Marques é professor da Faculdade de Farmácia de Coimbra e dirige uma far-

mácia em Aveiro. Entre outros cargos, o docente ocupou o cargo de director adjunto do Instituto da Qualidade em Saúde e consultor do secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde. Batel Marques foi responsável pela coordenação do estudo sobre a reavaliação dos medicamentos constantes da lista de medicamentos comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde, fundou e coordenou o Núcleo de Far macovigilância do Centro e foi, no INFARMED, perito avaliador far macoterapêutico de processos de pedido de comparticipação de medicamentos.

Batel Marques obteve 64 por cento dos votos no sufrágio de 2007

Criação da carreira farmacêutica reivindicada

Em dois anos

Sector em constante reajustamento

Alteração de proprietário em mais de 400 farmácias

O sector farmacêutico vive um relativo período de reajustamento devido à recente liberalização do mercado. Para o presidente da direcção da Secção Regional de Coimbra da Ordem dos Farmacêuticos (OF) o desafio do sector passa precisamente pela Lei do Exercício Profissional que, frisou, “foi revogada por este Governo”. “Neste momento, não existe nenhuma e julgo que esta deve ser a grande prioridade externa”. Na frente interna, destaca o farmacêutico, o principal desafio deve ser a reorganização da OF. Para Batel Marques, os mais recentes acontecimentos vieram dar razão aos que defendem a renovação de estatutos. “Na minha opinião, o estatuto da OF é demasiadamente presidencialista, por outro lado, revelou-se inoperante no que respeita à clarificação de quando há a

demissão de órgãos sociais, como a mais recente crise que se prolongou por mais de um ano”, afirma o professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. O estatuto desta classe profissional deve ainda, considera Batel Marques, reconhecer a venda de medicamentos sem receita médica fora das farmácias, sob pena de permanecer desactualizado face à realidade nacional. Na prática a liberalização do sector resultou “numa transferência da quota de mercado das farmácias para as grandes empresas de distribuição alimentar. Tudo o resto é periférico nesta matéria”, critica, acrescentando que esta situação “acima de tudo põe em causa o grande argumento de que a alteração legislativa era a questão da acessibilidade aos medicamentos”. A criação da carreira farmacêutica é outra das fren-

tes de batalha destes profissionais, que, através da OF, já tem procurado sensibilizar a ministra da Saúde, Ana Jorge, para esta reivindicação. A OF defende uma reflexão conjunta acerca das conclusões relativas ao relatório do Grupo de Trabalho de Apoio à Revisão das Carreiras dos Técnicos Superiores de Saúde (TSS) e dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica (TDT), nomeado pelo Ministério da Saúde, tendo já pedido uma audiência junto da tutela. Com efeito, as conclusões finais do relatório vão de encontro às pretensões da OF e do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos, uma vez que, recomenda a manutenção da carreira dos TDT e dos TSS, criando, a carreira farmacêutica como carreira autónoma. O mesmo relatório adianta ainda um vasto leque de vantagens, considerando que este

cenário terá uma “impacto positivo no âmbito da reorganização e/ou redefinição do campo e natureza de intervenção das várias profissões analisadas”.A carreira farmacêutica já existiu outrora, contudo foi incluída na carreira de TSS num contexto completamente diferente de organização dos recursos humanos do Sistema Nacional de Saúde.

Desde a entrada em vigor da nova legislação, há dois anos, mais de 400 farmácias mudaram de proprietário. A mais recente legislação veio permitir que estes estabelecimentos sejam propriedade de não farmacêuticos. A medida motivou a alteração de estatuto em mais de 400 estabelecimentos.Segundo a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), em 2008 registaram-se 208 alterações de propriedade de farmácias de oficina. Já este ano, a mudança de propriedade verificou-se em 230 farmácias. De acordo com a Infarmed, em Portugal existem actualmente 2 674 farmácias de oficina. Dada a conjuntura nacional e as recentes alterações legais, a conquista de novos mercados é cada vez mais encarada pelas empresas farmacêuticas lusas. A Phar maPortugal, que integra 15 farmacêuti-

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cas portuguesas, é uma das que avançou precisamente esta semana com uma missão empresarial na Rússia. Encontrar parceiros para entrar num mercado que vale 8 mil milhões de euros é o objectivo da iniciativa. As empresas portuguesas estão interessadas no mercado russo, quer em termos de distribuição quer de produção de medicamentos naquele país, e perceber como é que cada empresa pode definir a sua estratégia para entrar no mercado. Primeiro, considerou um dos responsáveis, há que estudar como é que o mercado está organizado e qual o quadro regulatório existente. Para a PharmaPortugal, o mercado russo tem múltiplos interesses, estando em cima da mesa não só a comercialização como a produção de fármacos naquele país. O mercado farmacêutico russo vale cerca de 8.000 milhões de euros, mas os medicamentos importados representam mais de 50 por cento deste valor. A PharmaPortugal vai estar representada na Rússia por quatro empresas nacionais: Laboratório Azevedos, Medinfar, Tecnimede e grupo Vida/Antral Cipan.


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OPINIÃO

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Escola Secundária de Avelar Brotero – Pedaços da sua História (3) Ao abrigo do decreto n.º 18 420, de 4 de Junho de 1930, sob a tutela do Ministro da instrução Pública, Gustavo Cordeiro Ramos, surgiu mais uma organização (do Ensino Técnico Profissional), que, ganhando nova forma com o decreto n.º 20 420, de 20 de Outubro de 1931, constituiu um importante marco na história do ensino técnico em Portugal e vigoraria até 1948, portanto durante dezassete anos. Segundo ela, seria ministrado na Escola Brotero o ensino dos ofícios de pintor cerâmico, modelador cerâmico, serralheiro mecânico, serralheiroferreiro artístico, electricista, marceneiro, costura e bordados, dos cursos de habilitações complementares para a matrícula nos Institutos Industriais e Comerciais (a funcionar num número restrito de escolas) e ainda o Curso Complementar de Comércio. Contudo, profundamente inovadora seria a reforma do Ensino Técnico Profissional, levada a efeito pelo Ministro da

Educação Nacional, Fernando Andrade Pires de Lima, a 25 de Agosto de 1948, através dos decretos n.º 37 028 e 37 029 (contendo este o estatuto do Ensino Técnico Profissional). O Decreto n.º 37 029, que pôs de lado definitivamente, no dizer de alguém, o ensino profissional de índole artesanal, estabelecia a existência de dois graus: o 1.º grau, constituído por um Ciclo Preparatório (o Ciclo Preparatório de E.T.P.), uma das suas maiores inovações, com exame de admissão a dar-lhe acesso; e o 2.º grau, integrado por cursos complementares de aprendizagem, cursos de formação profissional, cursos de mestrança e cursos de habilitação para o ingresso nos Institutos e nos cursos de pintura e escultura das escolas de belas-artes. E estabelecia, paralelamente, o ensino de aperfeiçoamento, a ser ministrado normalmente no período nocturno, substituindo-se a dicotomia ensino diurno e ensino nocturno por ensino de formação e ensino de

aperfeiçoamento, de estrutura diferente. Os cursos atribuídos pelo Decreto à Escola Industrial e Comercial Brotero foram os seguintes: Ciclo Preparatório; Cursos de Formação de Serralheiros; Montadores Electricistas; Carpinteiros-marceneiros, Ceramistas, Curso de Formação Feminina (a funcionarem quatro ou três anos, conforme constituísse ou não habilitação para o Magistério Primário, Bordados); Curso Geral de Comércio; secções Preparatórias para os Institutos Industriais e Comerciais; Cursos de Especialização (em regime de ensino de formação) de Mecânica de Automóveis, Desenhador de Construção Civil e Modista de Vestidos (e outros, que não vieram a funcionar) Curso de Mestrança de Construtor Civil, incluindo um ano preparatório. Quanto ao Ensino de Aperfeiçoamento – comercial e industrial – sabe-se ter o Conselho Escolar da Brotero, juntamente com o de outras escolas, nos

termos do Estatuto, procedido à elaboração de planos desse ensino relativos a algumas profissões, tendo sido homologado por despacho ministerial o parecer, que lhes foi favorável, do Conselho Permanente da Acção Educativa. Este sistema de ensino manter-se-ia até aos finais da década de sessenta, terminando então o que poderemos considerar a primeira fase do sistema educativo da Escola Brotero. Enriquecida pela introdução sucessiva de cursos tecnológicos/profissionais e artísticos ligados a variadíssimas áreas, a Brotero identificou-se ao longo de todo este período, desde a sua criação, por um pendor profissionalizante. Foi, de facto, sempre, preocupação geral que se tornasse uma verdadeira escola de cariz prático. Dizia, em Outubro de 1890, Joaquim Martins de Carvalho, director do jornal O Conimbricence: “É mister dar à Escola Industrial todo o carácter prático. Se se limitarem ao ensino teórico, sem o

MARIA DE LOURDES FIGUEIRA

acompanharem da prática, apenas teremos aí um outro liceu, com todos os seus defeitos, só com a diferença, de os alunos não serem cabides de batina.” (In J. Ferreira Gomes, Achegas para a História da Escola Brotero de Coimbra nos sete primeiros anos da sua existência (1884-1891), Biblos, vol. LIX (1983), p. 464). E a Brotero tornou-se, na realidade, uma verdadeira escola de profissionais. O seu objectivo era a consecução de um “produto bem acabado”. Mãode-obra que, apoiada numa formação geral cada vez mais ampla e mesmo metodizada e insistente prática oficinal, servisse com prestígio Coimbra e o país. Sem acesso direc-

to à universidade, os diplomados da Brotero eram técnicos que a vida activa de imediato aguardava. E não era uma constante para estes jovens o desemprego. As empresas contratavam-nos já nas salas de aula. Os alunos da Brotero eram admitidos nalgumas das maiores empresas do país, (TAP, CTT, EDP, Triunfo, Cimpor, CUF, Lisnave, Portucel); em serviços públicos diversos; em indústrias artísticas; em variadíssimos serviços e empresas; nos melhores gabinetes de desenho técnico nacionais e até do estrangeiro (África do Sul, Austrália, Brasil), por vezes em lugares de chefia.

(Continua)

Hora… X Às Urnas! Deveria ser o “grito de alma” de todos os portugueses – com capacidade eleitoral – no próximo domingo, 27 de Setembro. Consabidamente – para os mais atentos e interessados – serão em número de quinze as forças políticas que concorrem às eleições legislativas. Para além das cinco – PS, PPD/PSD, CDU, BE e CDS/PP – representadas – hoje – no hemiciclo de S. Bento – a Assembleia da República, propuseram-se mais dez partidos ou movimentos com o objectivo de atingir o desiderato de “ter assento” no nosso Órgão Legislativo. São apelidados de “pequenos partidos” . Alguns deles são recentes.

FICHA TÉCNICA EDIÇÃO COIMBRA www.campeaoprovincias.com

Contudo, e porque é nosso firme propósito contribuir para a desigualdade “gritante” com que são brindados pela esmagadora maioria dos órgãos de comunicação social, particularmente, pelo audiovisual. Para não adjectivar de “desprezados”. Lamentavelmente, só lhes dão “guarida” , aquando dos actos eleitorais. Daí, trazermos à vossa presença os partidos concorrentes e sem assento parlamentar. A saber, e por ordem alfabética: - FEH – Frente Ecologia e Humanismo (centro-esquerda); - MEP – Movimento Esperança Portugal (centro-radical); - MMS – Movimento Mérito e Sociedade (cen-

tro-direita); - PND – Partido da Nova Democracia (centro-direita); - PCTP-MRPP – Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (maoísta); - PNR – Partido Nacional Renovador (nacionalista); - POUS – Partido Operário de Nacionalidade Socialista (trotskista); - PPM – Partido Popular Monárquico (monárquico); - PPV – Partido pro Vida (doutrina social da Igreja) e - PTP – Partido Trabalhista Português (centro-esquerda). Todos sabemos que quem “vende” são os

“grandes”. É a lei do mercado. Temos como adquirido que a bipolarização tem “os dias contados”. E, as percentagens que os partidos irão obter, traduziram à saciedade o que supra referimos. Novos tempos! Creiam! Quiçá, benéfico para a democracia. Convictos que o Parlamento será o “centro das decisões políticas”. Uma nova “página” na nossa democracia parlamentar. E, para quando limite de mandatos para os parlamentares? E, a introdução do sistema de exclusividade? Têm a decisão os futuros deputados! ” Você está por fora

PEDRO SOUSA LOPES

que nem dedão de Franciscano”, dizia-nos um amigo brasileiro. De facto, “ser Juiz em causa própria…”! Coragem e desprendimento, é preciso, temos para nós! E, para quando as tão “badaladas” – repetidas e continuadamente – prometidas eleições UNINOMINAIS? De certo, o nível da abstenção que “grassa” , diminuiria drasticamente. E – com o devido respeito – elevaria o nível dos nossos representantes parlamentares. Se tomassem aque-

las duas decisões, ficariam na História! Vamos às urnas! Cada um opte segundo a respectiva consciência! Obrigação que nos assiste e um dever cívico. Não “imitem”Pilatos! O VOTO continua a ser… SECRETO! REGISTO: A nossa homenagem à coragem, dedicação e profissionalismo de todos os jornalistas e trabalhadores que laboram no “Campeão”, superiormente liderados por Lino Vinhal.

Telefone 239 497 750 | Fax 239 497 759 | E-mail jornalcp@mail.telepac.pt Editor/Propriedade REGIVOZ, Empresa de Comunicação, Lda. Rua Adriano Lucas, 216 Az. D - Eiras 3020-430 Coimbra | NIPC: 504 753 711 Director-Adjunto Rui Avelar | Gerente da Redacção José Fidalgo 239 497 750 (ext. 38) Coordenador de Edição Luís Santos | Redacção Luís Santos (C.P. 722), Rui Avelar (C.P. 613), Benedita Oliveira (C.P. 6622), Geraldo Barros (C.P. 6555), Iolanda Chaves (C.P. 2508), Luís Carlos Melo (C.P. 2555),

750 (ext. 55, 56 e 57), Fax 239 497 759 | Sede/Redacção: Rua Adriano Lucas, 216 Az. D - Eiras 3020-430 Coimbra

Paula Alexandra Almeida (C.P. 2906) e Lino Vinhal (C.P. 190), Telefone 239 497

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OPINIÃO

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DE SETEMBRO DE 2009 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

A minha homenagem Dei por mim a pensar nas minhas professoras e nos meus professores, em Viseu, Lisboa, Coimbra, Espanha, França e Bélgica. Além da família (que é e será sempre a melhor escola da vida), a quantas professoras e a quantos professores, devo o que fui e sou?! No Jardim-Escola João de Deus, em Viseu, comecei com a directora Dona Amélia que dezenas de anos depois haveria de estar a receber o meu filho mais novo, no Jardim-Escola João de Deus em Coimbra! Depois, na Escola Primária, tive a sorte de ter como professora a minha tia Aurora: na antiga 1.a classe, em S. Miguel de Outeiro (Conc. de Tondela) e em Travassos de Orgens (Conc. de Viseu), nas antigas 2.ª, 3.ª e 4.ª classes. No Liceu Alves Martins, em Viseu (antigo Liceu Nacional de Viseu), das dezenas de professores, não posso deixar de referenciar, como exemplo maior de pedagogia, o dr. Simões Gomes, de quem tive a honra de ser aluno na disciplina de Português, nos antigas 3.ª, 4.ª e 5.º anos. Onde estiver, que me desculpe por não ter apreendido tudo o que nos ensinava, tão magistralmente, na interpretação e na redacção. Já naquele tempo,

quem podia, mesmo com grandes sacrifícios, não deixava de ter explicadores e explicadoras a quem se recorria. Em Viseu, ficaram com fama: na Matemática, o dr. Alcino Sampaio, o sr. Sérgio e a D. Silvina; nas línguas, a miss Lavallen, a D. Augusta Cid e a D. Teresa Perdigão e, nos primeiros anos, a D. Maria Helena e sua irmã. Depois foi o ano de caloiro, na Faculdade de Medicina de Lisboa, com professores famosos: como o Prof. Xavier Morato, Histologista e o seu assistente, Dr. David Ferreira, no Departamento onde haveria de ter ocasião de ver o 1.° microscópio, de Microescopia Electrónica, instalado em Portugal; em Anatomia, não fiquei com boas recordações dum grande anatomista e psiquiatra, mas demasiado exigente, Prof. Vítor Fontes, mas fui recompensado por ter tido como assistente o Dr. Armando Ferreira, futuro catedrático e que já seguia não um maçudo tratado de Testut, mas sim o Rouviére; na Fac. de Ciências, em Química Médica, o Prof. Kurt Jacobson. Já se vê que beirão, provinciano de Viseu, não se deu bem em Lisboa e transferiu-se para Coimbra onde foi caloiro estrangeiro. Para não ser injusto, nas cadeiras laboratoriais

e médicas, refiro apenas os Prof. Belo (Fisiologia e Química Fisiológica), o Prof. Renato Trincão (Anatomia Patológica) e o Prof. Bruno da Costa (Propedêutica Médica), o primeiro pelo seu espírito de justiça, o segundo que assegurava as bases fundamentais da Ciência Médica e o terceiro, pelo seu humanismo. Como optei por uma especialidade cirúrgica, não posso deixar de referir, todos os professores desta área, de quem fui apenas aluno e/ou assistente, em Medicina Operatória (Prof. Luís José Raposo) e em Ortopedia (Prof. Norberto Canha). Este último que projectou um serviço de Ortopedia e Traumatologia com 600 camas e que, por isso, foi considerado megalómano! Pois acabou num serviço com 300 camas que, mesmo assim, por si só constituiria um hospital. Costumava dizer: “não me tire as ideias, senão fico sem nada”! Deve-se-lhe e aos colaboradores, a criação e desenvolvimento dum grande serviço, bem como a coragem e o arrojo da transferência do velho para o novo hospital. Além do Prof. José Bacalhau, recordo o Prof. Fernando de Oliveira, a quem fiz a prova oral mais pitoresca da minha vida. “Sabe o que é uma angina intestinal?”.

D i r e i t o

d e

Respondi: “Não sei. Só se for uma angina do apêndice, uma vez que se diz que o apêndice é a amígdala abdominal”. O Prof. disse: “Não é. Mas, sabe o que é uma angina de peito?”. Respondi: “É uma contractura espasmódica das coronárias”. O Prof. retorquiu: “Então o que será a angina intestinal?”. Respondi: “Será uma contractura das mesentéricas”. “E quando é que se dá a angina de peito?”, perguntou. Disse eu: “Dá-se com um esforço”. “Então quando é que surgirá a angina intestinal?”, inquiriu o Prof. Respondi: “No período digestivo”. Prof. e aluno, foram dignos um do outro, e ainda deu para uma nota com distinção. No estrangeiro assinalo: em Madrid, o Prof. Vaquero Gonzalez, em Barcelona, o Prof. Viladôt, em Pamplona, o Prof. Canádel, em Bruxelas, o Prof. Burny, em Paris, o Prof. Seringe, cada um dirigindo serviços prestigiados, cultivando algumas sub-especialidades. E no final, vai a minha singela homenagem, a um Prof, a quem Coimbra ficou a dever muito e que nunca foi homenageado como devia ser. Trata-se do saudoso Prof. Bártholo do Valle Pereira, mestre que dei-

JOAQUIM LEITÃO COUTO *

xou uma Escola de Cirurgia, onde o expoente máximo é o Prof. Alexandre Linhares Furtado, autor do primeiro transplante em Portugal, em 1979. Junto do Prof. Bártholo estava-se como se fosse um colega e Coimbra ficou a dever-lhe: essa Escola de Cirurgia; a criação e/ou fomento da Estomatologia, da Cirurgia Plástica, da Cirurgia Cárdio-Toráxica (sabiamente actualizada e em progresso, pelo Prof. Manuel Antunes) e ainda a Ortopedia. Na verdade, foi o primeiro serviço de cirurgia a ter um ortopedista ao seu serviço (Dr. Alarcão e Silva). Sucedeu que, entretanto, o Dr. Alarcão foi mobilizado para o Serviço Militar e, nessa altura, o Prof. Bártholo abriu as portas das suas enfermarias (4.ª CH e 4.ª CM). Pela primeira vez, nos anos 70, houve um ortopedista de serviço ao Banco (duas vezes por semana e um fim de semana por mês, correspondentes às escalas de serviço das 4.ª CH e 4.ª CM). A título voluntário,

sem qualquer remuneração, durante três anos, foram ortopedistas de serviço ao Banco dos HUC, o Prof. Norberto Canha e os seus colaboradores (Drs. Rodrigues Fonseca, Almeida Rocha, Pinho Marques, Pinto de Sá e eu próprio). Pelo exposto, fica a minha modesta homenagem ao Prof. Barthólo do Valle Pereira, com os votos de que a Universidade, os HUC e a Câmara Municipal, venham a prestar-lhe a homenagem a que tem direito, para que conste para as actuais e futuras gerações. Deve ser uma homenagem à altura do homenageado e, desde logo, com o direito a figurar, condignamente, na toponímia de Coimbra, que nunca lhe pagará quanto lhe deve. Felizmente, que o nível alcançado pelos Serviços Hospitalares atrás referidos, tem feito as honras à saudosa memória do mestre. (*)Ex-assistente da Fac. de Medicina de Coimbra e ex-Chefe de Serviço de Ortopedia dos HUC

r e s p o s t a

Posição da ARSC acerca do Pediátrico Tendo em atenção a notícia intitulada “«Caixinha de surpresas» do Pediátrico de Coimbra continua a dar que falar”, assinada por Rui Avelar e publicada na edição de 17 de Setembro de 2009 do “Campeão”, vem a Administração Regional de Saúde do Centro, I.P., considerar o seguinte: 1º. O novo Hospital Pediátrico não é uma caixinha de surpresas no sentido pejorativo que lhe é conferido pelo o ar t i g o e m q u e st ão. É uma obra de dimensão maior, que dará como produto final o mais moderno hospital pediátrico da Europa, que servirá

as crianças de Coimbra, da região Centro e do país, e seus familiares, e que possibilitará aos seus profissionais condições de trabalho num espaço moderno e digno. 2º. A obra de dimensão extraordinária que vai ser o novo Hospital Pediátrico de Coimbra foi auditada pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e pela Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS) e acompanhada pelo Tribunal de Contas. A intervenção destas entidades, idóneas, no processo de construção do novo hos-

pital afasta, de imediato, qualquer suspeição de crime, fraude ou comportamento menos lícito por parte da dona da obra, a ARSC. 3º. A ARSC considera haver, na referida notícia, um comportamento deliberado do seu autor em usar a obra do novo Hospital Pediátrico de Coimbra, e a cessação do contrato de prestação de serviços do Sr. João Costa, como móbiles de arremesso político em época de campanha eleitoral. Refirase que, nas suas edições online sobre o mesmo assunto, o “Campeão” negou, sis-

tematicamente, à ARSC o direito do contraditório e o jornalista Rui Avelar nunca usou, nem aludiu sequer, quer na edição online quer na edição em papel, às respostas dadas por este instituto público às questões técnicas por ele colocadas sobre a obra do novo hospital. Este comportamento é, assim, sinónimo de falta de rigor informativo e atentatório da garantia de liberdade de Imprensa. Assim, e porque a ARSC considera o artigo “«Caixinha de surpresas» do Pediátrico de Coimbra continua a dar

DR. JOÃO PEDRO PIMENTEL

que falar” lesivo do bom nome da instituição, omisso e impreciso no que diz respeito ao direito à informação isenta e rigorosa dos leitores do “Campeão”, exige, ao abrigo da Lei de Imprensa, a publicação, na ín-

tegra, desta carta de esclarecimento.

Com os melhores cumprimentos, O presidente do Conselho Directivo da ARSC, I.P., Dr. João Pedro Pimentel


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Região Centro atrás da Serra da Estrela G. B.

Um estudo divulgado esta semana, em Coimbra, pela Turismo de Portugal, I. P., coloca a região Centro em nono lugar, atrás da Serra da Estrela, numa lista que ordena 13 destinos turísticos nacionais tendo em conta a sua atractividade para os consumidores. O presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal, Pedro Machado, desvaloriza as conclusões deste estudo, que classifica de “demasiado preliminar” e “sujeito a conclusões falaciosas”. Lembra ainda que “a marca Centro está consolidada” e que os indicadores de atractividade postos à consideração dos inquiridos são susceptíveis de induzir em erro as conclusões finais. Luís Patrão, presidente da Turismo de Portugal, I. P. sustenta que esta análise, apresentada na úl-

tima terça-feira às entidades regionais de turismo, na Escola de Hotelaria de Coimbra, permite “conhecer as virtudes, os pontos fortes e fracos de cada uma das regiões” e perceber qual é a atractividade de cada um dos destinos turísticos. Porto e Norte de Portugal, Douro e Algarve são as marcas que lideram a lista de destinos turísticos analisados e avaliados em inquérito aos consumidores, elaborado pela empresa Brandia Central. Os resultados detalhados vão ser divulgados num relatório final que só será apresentado no mês de Dezembro. Pedro Machado recomenda “cautela” na apreciação e alerta para o facto de, sendo este um estudo prévio, os indicadores tidos em consideração poderem vir a sofrer alterações até lá, influenciando a cotação de cada uma das marcas/regiões.

Dolce Vita e Abraço lançam campanha Os centros comerciais Dolce Vita associam-se à primeira campanha de recolha e reciclagem de cabos eléctricos usados (de electrodomésticos, carregadores de telemóveis e de equipamento informático para posterior reciclagem e extracção do cobre), que visa angariar fundos para a construção da “Casa Ser

Criança” da Abraço, no Funchal. O montante necessário para reconstruir e adaptar a casa cedida pelo Governo Regional da Madeira é de 500 mil euros e a recolha dos cabos eléctricos decorre nos centros comerciais Dolce Vita de Coimbra, Tejo, Ovar, Porto, Douro, Miraflores e no Funchal.


CULTURA

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Guitarra e guitolão lembram José Afonso O Teatro Académico de Gil Vicente recebe a 26 de de Setembro, pelas 21h30, um espectáculo de homenagem a José Afonso. Em “Meditherranios, assim intitulada esta incursão musical, Luísa Amaro pega na guitarra portuguesa, instrumento tradicionalmente interpretado por homens, e explora novas sonoridades, fora da comum associação ao fado de Lisboa e à Canção de Coimbra. Neste concerto, de entrada gratuita, Luísa Amaro é acompanhada por António Eustáquio (guitolão), Gonçalo Lopes (clarinete soprano e baixo) e Baltazar Molina (percussão oriental). Para além de uma concepção muito própria de execução musical da guitarra portuguesa, “Meditherranios” propõe uma feliz aliança com os clarinetes, a percussão oriental e o guitolão, uma guitarra barítono de que apenas existem dois exemplares no mundo, concebida pelo mestre Carlos Paredes e desenvolvida por Gilberto Grácio, herdeiro de uma ilustre família de construtores de guitarras.

Espectáculo a pensar no mais novos

Fantasia musical da autoria de João Didelet e Isabel Campelo, a pensar no público mais jovem, “O Abecedário Infantil” é o primeiro vislumbre de uma trilogia que integrará produções posteriores dedicadas aos números e às cores, dedicada às crianças que frequentam o 1.º Ciclo do ensino básico. O espectáculo sobre ao palco do Centro de Artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz a 26 de Setembro, pelas 16h00, e pretende transmitir conteúdos didácticos de uma forma divertida e lúdica, sempre com uma componente musical muito presente. Com encenação de João Didelet e interpretação de Célia Maria e Isabel Campelo, “O Abecedário Infantil” conta a história de Zeca, um miúdo que não está muito entusiasmado com a perspectiva de aprender o abecedário na escola. Ao adormecer numa das aulas, o aluno é acordado por um ser misterioso, Azim, que, sem ele dar por isso, lhe vai mostrar como pode ser divertido aprender o abecedário. Os bilhetes têm o custo de três euros e encontram-se à venda no CAE, FNAC Coimbra e em www.cae.pt.

Galeria Santa Clara à descoberta de Cuba A cultura, a história, as tradições, o património e a identidade de Cuba são algumas das vertentes que

a Galeria Santa Clara, em Coimbra, propõe descobrir durante o mês de Setembro, numa iniciativa de carácter cultural que conta com diversas actividades e convidados das áreas mais diversas. Em parceria com a Embaixada de Cuba, Ivette Gonzalez é a convidada para uma conversa sobre a identidade e cultura da nacionalidade cubana, amanhã, pelas 22h00, na Galeria Santa Clara em Coimbra. No sábado, entre as 18h00 e as 20h00, há uma oficina de trabalho sobre danças cubanas, orientada por Javier Vassalo e Tâmara, uma actividade que requer inscrição prévia e tem o custo de cinco euros. A fechar, a 27 de Setembro, a partir das 22h00, será exibida uma selecção de curtas metragens, preparada pelo Projecto Videolab, que pretende apresentar uma amostra generalista desta vertente cinematográfica em Cuba.

Pintura de Pedro Olayo e Santiago Ribeiro No âmbito da Vit’arte Dolce Vita, iniciativa de carácter cultural que está a decorrer no Dolce Vita Coimbra com o objectivo de proporcionar aos artistas um espaço privilegiado para exporem publicamente os seus trabalhos, poder ser apreciada até ao fim do mês uma mostra de pintura que integra obras de Pedro Olayo (filho) e Santiago Ribeiro. A exposição está patente ao público no piso 2 de espaço comercial Dolce Vita Coimbra. Natural de Coimbra, Pedro Olayo (filho) teve como mestres José Contente e Edmundo Tavares, estudou ainda em Paris com os grandes mestres da pintura impressionista, prosseguiu formação em Itália e licenciou-se em Belas Artes, pela Academia Aráldica Internacionale Il Marzocco (Firenze, Itália). Santiago Ribeiro nasceu em

Coimbra e viveu a infância e juventude entre o ambiente rural de Condeixa e o revolucionário académico de Coimbra. Estudou na Escola Avelar Brotero e terminou o curso de Tecnologias das Artes e dos Ofícios. Para além da participação regular em exposições artísticas individuais e colectivas numerosas, o seu trabalho está representado em diversas colecções, designadamente, no espólio de arte contemporânea do Museu Nacional Machado de Castro e na Fundação de Bissaya Barreto em Coimbra.

Obra de Puccini pela Companhia Portuguesa de Ópera “Madame Butterfly”, ópera em três actos de Giacomo Puccini, é apresentada pela Op – Companhia Portuguesa de Ópera a 10 de Outubro, pelas 21h30, no Centro de Artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz. Inspirada no drama de David Belasco, o qual se tem por base uma história escrita por John Luther Long, esta obra conta com libreto da autoria de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa. A encenação do espectáculo é de António Pires e a direcção musical de Giovanni Andreoli. O elenco é composto por Ana Ester Neves, Pedro Chaves, José Corvelo, Larissa Savchenko, Samuel Vieira, João Oliveira, Ana Barros e Jorge Martins. À venda no CAE, FNAC Coimbra e em www.cae.pt, os bilhetes têm o custo de 25 euros.

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V I N A G R E T A S

Falhas de memória – Há pessoas que podem dar graças a Deus pela memória que têm. Lembram-se de tudo e mais alguma coisa. Como é o caso do conhecido Aníbal Duarte de Almeida, presidente (e bom) da Casa dos Pobres de Coimbra. Ele tem uma memória invejável, que muito lhe tem valido na vida, quanto mais não seja para recordar a alguns os chamados esquecimentos de conveniência. Mas vem isto a propósito de, há dias, o redactor das Vinagretas ter lido algures os nomes da equipa que trabalha directamente com Manuela Ferreira Leite – o «task force» com quem congemina a sua estratégia eleitoral. Eram seis ou sete. Não é que, passado um bocado, eu já não me lembrava de nenhum? Esta minha memória anda mesmo pelas ruas da amargura!... O PSD anda anémico? – Não sabemos se é politicamente correcto dizer isto, nesta altura, mas sente-se no ar um ambiente de diminuída euforia por parte do PSD, depois de umas semanas de grande galvanização. E é bom reconhecer que a presidente do partido até tem tido razoáveis prestações. Mas dá ideia que capou o partido. Feito de gente do povo, animado pelo povo, é entre o povo que o PSD se sente em casa. Está muito urbanizado, trocou a cachaça pelo wisky, o que não parece ser boa opção. Para mais, tratando-se de wisky de Santarém. Victor Baptista fulo da vida – O eminente Vítor Baptista (PS) ficou mesmo fulo com aquela história do «Bloco central de malfeitores» e parece ter-se sentido atingido. Mas cremos que abusivamente. Se se lhe reconhece uma natural falta de jeito para fazer política com elevação, se se lhe não desmente um feitio truculento, também cremos ninguém lhe imputar com-

portamentos de suspeita legalidade. E até foi um dinâmico governador civil e é um deputado trabalhador. Cá por Coimbra é que é danado para jogar à sueca, fazendo macete atrás de macete. Pina Prata com ela fisgada – Horácio Pina Prata anda com ela fisgada. Ai anda, anda. O homem vai a todas. Trabalha que nem um doidinho. Nem por nada se fica pelas covas nem se cala por nada. Querem ver que o homem ainda vai baralhar aquela gaita toda? Se ganhar seria um manifesto abuso da sua parte, às tantas ainda consegue ficar lá por mais um mandato e em posição privilegiada. E olhem que quem fica por mais quatro também fica por mais oito. Campanha pouco verde – Sábado à tarde, um sol entre nuvens, com temperatura agradável. Estava-se bem no Parque Verde do Mondego, em Coimbra, nas esplanadas, a passear o cão, a jogar à bola com os miúdos, a ver

os patos, a observar os que aprendiam a velejar, ou simplesmente a passear. O silêncio sabia bem, mas alguém o resolveu estragar! Os “laranjas” surgiriam só ao cair da tarde, mas outros acordaram mais cedo e foram estacionar um carro com as colunas a vomitarem as frases de campanha, repetidamente, durante horas. Quantos votos terá ganho a CDU?!... Guerra e paz – O candidato independente à Câmara Municipal de Coimbra, ex-vice presidente da autarquia, tem feito, como vereador, “guerra” à maioria PSD. Pina Prata tem prosseguido a sua “luta” eleitoral, com afinco, de forma temática, com a passada segundafeira a ser dedicada à paz! A iniciativa, com uma visita à PSP e à Polícia Municipal, visou passar a mensagem de que deseja “uma cidade pacífica, de bons costumes e bom ambiente, sem mendicidade, e/ ou perturbações de ordem social”. Só que, a candidatura de Pina Prata con-

Que alívio! – Neste tempo de “poluição” sonora e de proliferação de palavras, que vai durar até 11 de Outubro, eis que surge um paraíso para os ouvidos. Trata-se da “Sinfonia Amphíbia”, com 17 minutos e 45 segundos de som de rãs! A gravação ocorreu no pequeno lago do Parque de Mandanelho, em Oliveira do Hospital, que em Julho se enche de centenas de rãs e que ali dão autênticos concertos diurnos e nocturnos. Numa edição de You Are Not Stealing Records, pode ouvir-se em http://youarenotstealingrecords.blogspot.com. É ouvir e imaginar quem está a coaxar!...


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VINAGRETAS

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S E A R A

A L H E I A

“Assessor do Presidente encomendou caso das escutas” Título do Diário de Notícias de 18/09/2009

fundiu as efemérides e disse que estava a comemorar, a 21 de Setembro, o Dia Mundial da Paz. Para que conste, esse dia é assinalado a 1 de Janeiro de cada ano e foi instituído, em 1967, pelo Papa Paulo VI. O que agora ocorreu é o Dia Internacional da Paz, criado pela ONU em 1981. Apesar de todas as trocas, não houve tréguas na “guerra” de palavras, em tempo de campanha.

ção do PCP e Verdes há muito não via em Coimbra uma tão “grande moldura humana”. Porventura, o mandatário distrital é um dos argumentos de maior peso, mas também não é de menosprezar que o fenómeno esteja relacionado com a jovem vocalista da Brigada Victor Jara. Durante a actuação do grupo, houve mesmo quem a apelidasse de “Maravilhosa!”.

Contra todas as expectativas – No comício de Coimbra, o mandatário distrital da CDU, Mário Nogueira, dirigiu as suas “farpas” para a política educativa simbolizada por Maria de Lurdes Rodrigues – em terras de estudantes e de professores é sempre matéria obrigatória. Já o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, teve uma visão mais abrangente, criticando inclusivamente a cobertura jornalística de uma televisão que, dia após dia, constatava que o PCP “ainda tem alguma influência” nas diversas terras por onde passava a comitiva. O líder comunista congratulou-se com a capacidade de mobilização da coligação, destacando que “afinal – e contra todas as expectativas – ainda a CDU é uma força imensa no plano político nacional e no plano eleitoral”.

Excesso de zelo I – As campanhas eleitorais são sempre momentos de excessos. Já se sabe que o mais importante é passar a mensagem, nem que para isso se tenha de recorrer às mais espampanantes estratégias. Mas, por vezes, o facto é que a criatividade também pode gerar amargos de boca aos partidos. Foi o que aconteceu lá para os lados do Barreiro, quando uma patrulha da GNR mais zelosa da legalidade apreendeu três carrinhas da caravana do PS, por se apresentarem cobertos por uma película autocolante com o slogan do PS “Avançar Portugal”. Os militares entenderam que os veículos não podiam circular com os vidros integralmente tapados e, por isso, já não integraram a comitiva que ia participar numa acção de campanha que contava com a participação do secretário-geral do PS.

Maravilhosa – Pelo menos a julgar pelas centenas de militantes que a CDU reuniu no comício de Coimbra, as divisões da esquerda estão a favorecer os partidos mais pequenos. Os próprios oradores, não se escusaram a reconhecer que a coliga-

Excesso de zelo II – Três dias depois de as carrinhas da comitiva rosa terem sido apreendidas numa fiscalização da GNR – infracção que viria a ser zelosamente “apagada” por ordem da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária –,

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nova infracção é detectada, desta vez, na zona de Coimbra. Ao que parece, dois monovolumes da caravana eleitoral foram apanhados pelo radar na A1 em excesso de velocidade. Um dos condutores nem quis ouvir falar em pagar a coima. “Reencarnou” sozinho – Carlos Encarnação foi o único edil da Câmara de Coimbra a comparecer na sessão de esclarecimento protagonizada, sábado, no pavilhão Centro de Portugal, pela líder do PSD, Manuela Ferreira Leite. De «candeias às avessas» com o ex-delfim Pina Prata e sem lograr mobilizar Luís Providência (CDS/PP), o prefeito

também não teve a companhia de João Rebelo, Marcelo Nuno e Mário Nunes (por coincidência, os vereadores de que Carlos prescinde ao perfilarse para terceiro mandato como presidente). Rebelo esteve ausente devido ao casamento de uma filha e Marcelo por causa do aniversário de um filho. Mário Nunes, independente, é, naturalmente, aquele cuja falta de comparência menos dá nas vistas. Carlos, cuja «reencarnação» como candidato se revela um acto solitário, partilhado apenas com a sua Filomena, teria ido ao pavilhão se o filho não fizesse parte da lista de candidatos a deputados do PSD ao Parlamento pelo círculo de Coimbra?

“O TGV está de tal forma desgovernado que até encontrou um defensor inesperado, o PCP. É extraordinário, este TGV até converte os comunistas à militância europeísta activa e à alta velocidade, levando-os a defender o gasto de milhões que poderiam ser usados para muitos outros objectivos mais consentâneos com as teses tradicionais daquele partido”. Pedro Camacho, Visão de 17/09/2009 “No meu tempo, todos os cartazes e pichagens de parede tratavam o povo por tu. Até o CDS pedia, muito coloquialmente, «Vota CDS». Agora, até o PCP trata as pessoas com cerimónia, e não arrisca mais do que um educado «Vote PCP». O povo era da família – logo, tratava-se por tu, como fazem as famílias, com excepção das que residem em Cascais”. Ricardo Araújo Pereira, na Visão de 17/09/2009 “Somos um país provinciano. Estou-me nas tintas para aqueles que passam o tempo na blogosfera. Não alimento territórios marcados por terrorismo verbal. A blogosfera é uma estupidez”. Judite de Sousa, na TV Guia de 11/09/2009 “[José Sócrates] É uma máquina de fazer política. Um robô político. Funciona de modo quase perfeito nas inaugurações e nos debates (...) mas dá a impressão de não saber fazer mais nada além da política nem ter interesses fora da política. (...) Fora do palco ou do estúdio é um peixe fora do aquário”. José António Saraiva, no Sol de 18/09/2009 “Em final de legislatura, é natural que a ministra Maria de Lurdes Rodrigues já vá lavando daí as suas mãos. Mas as nódoas que deixa na Educação não saem com gel, nem com sabão macaco ou pedra-pomes... só com lixívia, que é a receita antiga mais eficaz”. Mário Ramires, no Sol de 18/09/2009 “Este discurso ultramontamo contra os espanhóis já foi chão que deu uvas e ela [Manuela Ferreira Leite] não é a nova padeira de Aljubarrota, não, não!”. José Lello, no Sol de 18/09/2009

Cores figueirenses – O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz é conhecido por surpreender com as cores que usa na sua indumentária, e não apenas nas gravatas. Sábado, para acompanhar a líder do PSD e candidata a primeira-ministra, Duarte Silva vestiu um blusão cor de salmão, enquanto que Manuela Ferreira Leite trajava de vermelho. Por dentro, o autarca tinha uma camisa, que para uns era cor de laranja, para outros tendia mais para um tom cor-de-rosa! Já o recandidato a deputado Miguel Almeida, que integra também em terceiro lugar a lista para a Câmara, preferiu uma camisa cor de rosa, enquanto o cabeça de lista ao Parlamento, Paulo Mota Pinto, optou por uma azul muito clara. Já o presidente da Distrital do PSD, Pedro Machado envergava uma camisa às riscas vermelhas, com um blusão azul. Numa cidade em que a bandeira é amarela e verde, os protagonistas políticos revelaram-se muito policromáticos!

“A questão que o líder do PS tem pela frente é simples: ou (e nada o indica) tem uma vitória folgada ou sofre um destino de agonia política”. Henrique Monteiro, no Expresso de 19/09/2009 “Sócrates tomou todas as críticas e ataques políticos, incluindo os justos e injustos, como afrontas pessoais. Zangouse, irritou-se, tornou-se irascível – enquanto pensou que teria facilmente a maioria absoluta outra vez – pesporrente, arrogante, olímpico”. Idem, Ibidem “Ou muito me engano ou este caminho não tem recuo. Neste momento José Sócrates já decidiu que vai fazer tudo para apear Cavaco Silva de Belém. E está mais que disposto a engolir Manuel Alegre como candidato conjunto do PS, do Bloco e do PCP, cujo candidato vai desistir na véspera das presidenciais. E Cavaco está decidido em arrumar José Sócrates numa página irrelevante da história. E nós, temos mesmo que assistir a isto?”. Ricardo Costa, no Expresso de 19/09/2009


PASSATEMPOS

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PALAVRAS CRUZADAS – Problema n.º 138

PROBLEMA N.º 138/A

CINCO PEÇAS DE VESTUÁRIO

Tema de hoje – VESTUÁRIO

DE SETEMBRO DE 2009 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

Utilizando todas as sílabas constantes do “quadro”, formar o nome de cinco peças de vestuário. HORIZONTAIS 1 – Vestuário, Vestuário. 2 – Nome próprio masculino. Ressoa. Vestuário (pl). 3 – Raça. Vestuário. Espécie de saia de algodão usada pelos timorenses. 4 – Nome próprio masculino. Algumas. 5 – Antes de Cristo (abr). Continuação. Olhar. Esses. 6 – Existe. Andais. Segundo. Banto. 7 – Vestuário (pl). Vestuário. 8 – Vestuário. Argola. Natural da Síria. 9 – Fêmea de leão. Vestuário. Medianas. VERTICAIS 1 – Vestuário. Aprendizagem baseada em computador (sigla inglesa). 2 – Adora. Casa de campo no estilo das aldeias suíças. 3 – Vestuário. Arrufo. 4 – Da Arábia. Nome próprio feminino. 5 – Com. Nome próprio feminino. 6 – Comentário. 7 – Sozinho. Vai à rua. 8 – Dispor. Réis (abr). 9 – Brisa. Grandes Opções do Plano (abr). 10 – Escutar. 11 – Sufixo de origem. Vestuário (pl). 12 – Pelejar. Cheguei. 13 – Nome próprio feminino (pl). Equilibre com tara. 14 – Tailandês. Vestuário.15 – As. Contracção.

PRÉMIOS – Obra literária, oferta da PORTO EDITORA; prémio surpresa, oferta de ÁGUIA; e, no final do mês, mais um prémio especial – “Teatro Nacional de S. João”, valiosa obra ilustrada e encadernada, edição e oferta da PORTO EDITORA. PRAZO PARA REMESSA DE SOLUÇÕES – Até ao dia 15 do próximo mês. ENVIO DE SOLUÇÕES – Ernesto Lopes Nunes, Beco dos Unidos, n.º 3, Espadaneira, 3045 – 162 Coimbra. PREMIADOS Passatempos n.º 130: Cacilda Pacheco Ferreira, do Porto, com livro da PORTO EDITORA; José Carlos Araújo M. Dias, de Braga, com prémio surpresa, oferta de ÁGUIA; e Alcino Luís Serras, de Tomar, com “Teatro Nacional de S. Carlos”, oferta da PORTO EDITORA.

HORIZONTAIS 1 – Proveito. Queimado. 2 – Família. Paladar. 3 – Inundar. Rosto. 4 – De preço elevado. Óxido de cálcio. 5 – Atmosfera. Estrondosas. 6 – Austral. 7 – Damos picadas em. Calcante. 8 – Convento. Superfície. 9 – Gastar. Caixeiro-viajante. 10 – Interessantes. Ril. 11 – Caprichos. Escumilha. VERTICAIS 1 – Cartaz. Evasão. 2 – Moer. Textualmente. 3 – Rezar. Bicara. 4 – Ar. Queridos. 5 – Gasolinas. Ermo. 6 – Contracção de em + um. 7 – Andar aos... = cambalear. Povoadores. 8 – Tirar com violência. Anuência. 9 – Sacudir. Verdadeira. 10 – Sofrimento. Menino. 11 – Pregas. Conjunto das velas de uma embarcação.

SOLUÇÕES

ENIGMA FIGURADO

Interpretando correctamente todos os símbolos e operações apresentadas, encontrar-se-á uma conhecida expressão popular.

Palavras Cruzadas – Problema n.º 130: Horizontais – 1 – bário, lis, rádio. 2 – o, nó, radon, ir, u. 3 – ra, d, bromo, d, LR. 4 – or, olé, zoa, io. 5 – ga, u, l, pt. 6 – pousam, decair. 7 – anta, prata, arou. 8 – i, o, platina, r, m. 9 – sora, asilo, saio. Verticais – 1 – boro, pais. 2 – a, argon, o. 3 – rn, autor. 4 – iodo, sa, a. 5 – o, lua, p. 6 – RBE, MPLA. 7 – lar, rás. 8 – ido, ati. 9 – som, til. 10 – noz, dano. 11 – r, olé, a. 12 – Aida, cá, s. 13 – dr, parra. 14 – lítio, i. 15 – ouro, rumo. Problema n.º 130/A: Horizontais – 1 – prata, drago. 2 – latina, ocam. 3 – al, riba, uma. 4 – cas, serosas. 5 – adir, lesa, o. 6 – ales, ainda. 7 – p, amir, aora. 8 – sabedor, res. 9 – ita, osam, na. 10 – lava, amimar. 11 – orada, aliso. Verticais – 1 – placa, psilo. 2 – ralada, atar. 3 – at, silabava. 4 – tir, reme, ad. 5 – anis, sido, a. 6 – Abel, Rosa. 7 – d, área, rama. 8 – ro, osia, mil. 9 – acusador, mi. 10 – gama, arenas. 11 – omaso, asaro. Sete elementos químicos: Cálcio, chumbo, cobre, ferro, gálio, níquel. Enigma figurado: Prata falsa de noite passa.

PALPITANDO

Prevê-se mau tempo para Académica e Naval A Académica, que se desloca ao campo do Rio Ave, e a Naval, que vai à Madeira jogar com o Marítimo, terão dificuldades em amealhar pontos, segundo a previsão da maioria dos elementos deste painel de prognósticos dos

PALPITANDO RIO AVE X ACADÉMICA

resultados da Liga de futebol. Para estes vaticínios nada positivos para as equipas de Coimbra e da Figueira da Foz não será estranho os maus resultados até agora alcançados, sendo as duas últimas da tabela classificativa. Em

JOSÉ M. CANAVARRO

1-0

FRANCISCO ANDRADE

1-0

relação ao desafio PortoSporting é curioso verificar que ninguém aposta numa vitória dos “leões” no campo dos “dragões”. Neste fim-de-semana, devido a domingo, dia 27, decorrerem a eleições legislativas, os jogos da Liga

JOSÉ ALBERTO COELHO

1-0

MÁRIO CAMPOS

0-0

FÁTIMA RAMOS

2-0

realizam-se maioritariamente na véspera. Quanto às alterações classificativas no “Palpitando”, após a passada ronda do campeonato, assinala-se a ascensão do presidente da Junta de Freguesia dos Olivais, Francisco Andrade, ao

MÁRIO NOGUEIRA

ÁLVARO AMARO

2-1

1-0

pódio, assim como do jurista José Alberto Coelho. O calendário dos jogos da 6.ª jornada é o seguinte: sexta-feira, dia 25 – Olhanense-Braga, às 10h15 (SportTv); sábado, dia 26 – Setúbal-Paços Ferreira, Marítimo-Naval e

JOSÉ M. PUREZA

CARLOS ENCARNAÇÃO

Rio Ave-Académicas, todos às 16h00, Porto-Sporting, às 19h15 (SportTv), Benfica-Leixões, às 21h15 (RTP1); Guimarães-Leiria, às 20h15 (SportTv). O jogo Belenenses-Nacional será disputado no dia 10 de Outubro.

MIGUEL CORREIA

HELENA FREITAS

MARTA BRINCA

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MARÍTIMO X NAVAL

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FC. PORTO X SPORTING

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PONTOS

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Relato: Luís Carlos Melo

ABC

SÁBADO, DIA 26, ÀS 16H00


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PENELA

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Feira de S. Miguel e FAGRIP decorrem de 25 a 29 de Setembro

Mensagem de optimismo marca festas do concelho G. B.

Penela assinala a 29 de Setembro, próxima terça-feira, o Dia do Munícipio, contudo, o ambiente de festa tem início já amanhã, com o início das festas do concelho, onde se insere a tradicional Feira de S. Miguel e mais uma edição da FAGRIP – Feira Agrícola, Comercial e Industrial do concelho. Cinco dias de animação, com música, teatro, animação de rua, exposições, gastronoA tradicional venda das nozes é dos momentos mais aguardados da mia e artesanato, são a plena Feira de S. Miguel demonstração da vitalidade social, económica e cultural do território de Penela e das suas vidades como a Casa de Be- tradição e a inovação. segundo o autarca, pretexto gentes. Paulo Júlio considera que justificativo para que, durante neficiência Oliveira GuimaUm conjunto de investi- rães, a Cáritas, a Associação o actual modelo do evento os próximos dias, “todos sinmentos públicos e privados Cultural e Recreativa de Po- “corresponde a uma evolu- tam essa dinâmica e energia”. em execução ou prestes a ar- dentes e o Centro Cultural e ção natural dos tempos, que Paulo Júlio sustenta que o conrancarem levam o presidente Polivalente do Rabaçal, que acabou por conferir ao arte- celho está prestes a iniciar um do Município, Paulo Júlio, a têm em comum o facto de, sanato, aos produtos agríco- ciclo de obra que “transforconsiderar que estão reunidas há muitos anos, evidenciarem las e às empresas da região um mará a base económica local, todas as condições para fazer uma actividade consistente e espaço dedicado para divul- por isso há motivos acrescido feriado municipal e dos profícua nas suas áreas. gação das suas actividades”. dos para o concelho comedias que o antecedem uma Assim surgiu a mostra de ac- morar”. ocasião de festa. Tradição tividades que, pujante em diOs objectivos do evento “Transmitir uma mensae modernidade nâmica e diversidade, contará repetem-se e renovam-se a gem de optimismo em relaeste ano, 17.ª edição, com a cada ano, no entanto, no enção ao futuro do concelho”, As festas de Penela, que presença de mais de uma cen- tender do presidente da Câeis a ideia que vai marcar o decorrem a partir de amanhã tena de expositores, oriundos mara, “este tipo de mostras discurso do autarca na sessão e até ao próximo domingo, do concelho e da região. serão mais temáticas e terão, solene de terça-feira. Paulo são actualmente o resultado Ao considerar que o ac- cada vez mais, relação com Júlio quer transmitir aos pe- da evolução dos tempos, tual momento é marcado as características específicas de nelenses o estímulo de que com dois eventos de marca- por uma “dinâmica e energia cada concelho e território”. “com o trabalho de todos, é da importância, designada- positiva”, motivada por um Paulo Júlio admite o esforço possível desenvolver um con- mente, a Feira de S. Miguel conjunto de investimentos de cada território em atrair vicelho que, já hoje, tem uma (também conhecida por “fei- privados no concelho, o edil sitantes e a validade deste qualidade de vida excelente”. ra das nozes”) e a FAGRIP – admite que as festas de S. Mi- modelo de feira/mostra desEste ano, no âmbito das Feira Agrícola, Comercial e guel ganham um alento su- de que tenha uma identidade comemorações do Dia do Industrial, capazes de unir a perior. Esta força positiva é, própria. “O nosso em partiMunicípio, a autarquia de Penela vai distinguir quatro entidades com Serralharia Civil - Caixilharia medalhas de Tanques para combustíveis - Carroçarias De: Vasco Santos Rodrigues e Atrelados - Estruturas Metálicas e Lurdes C. S. Rodrigues mérito cultural, Casamentos | Baptizados desportivo e de: Almiro Avelar Bento & Filhos, Lda. Outros eventos | Almoços e Jantares social, colectiZona Industrial Lote 2 - 3230-347 Penela

cular, tem a noz como imagem de marca secular e é, por aí, que deve ser consolidado no futuro”, refere autarca. Programa de lazer convida a conhecer Penela

Visitas gratuitas ao museu da Villa romana do Rabaçal e à gruta Talismã, a par de espectáculos de teatro, animação de rua, exposições, artesanato e gastronomia são algumas das componentes de um cartaz de animação que, até domingo, integra também a divulgação dos produtos endógenos do concelho como tema central. Na vertente musical, passam pelo palco de Penela os “Táxi”, popular banda dos anos 80 [séc. XX] que actua a 26 de Setembro, e o grupo Canta Brasil, no dia 28. O programa de animação da presente edição conta com o orçamento mais bai-

xo dos últimos anos, relevando “análise de custo-benefício” condizente com o actual momento de contenção financeira. Contudo, segundo o edil de Penela, “mantém-se tudo o que confere a identidade específica do concelho e a atractividade das suas festividades”. Independentemente de trazer a Penela este ou aquele artista, Paulo Júlio assume como fundamental “dignificar os penelenses, divulgar as suas actividades e promover os produtos locais, juntando a gastronomia e a animação, pretextos suficientes para que as várias gerações se possam encontrar”. O autarca defende ainda que o modelo de atracção da Feira de S. Miguel “está e estará sempre na valorização dos seus recursos endógenos de forma sustentável, valorizando a feira ancestral das nozes que obviamente pode receber inovação e criatividade no futuro”.

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Penela aposta na criação de emprego

Gala anual incentiva a educação para a excelência

Desenvolvimento ao ritmo de novos investimentos

Município distingue mérito académico

As aldeias do Xisto, o eixo da Romanização, a valorização da natureza e da Serra da Lousã através do programa By-Nature são alguns dos vectores de desenvolvimento em que o concelho tem apostado. Paralelamente, Penela e os seus autarcas encaram as

verbas e financiamentos disponíveis no âmbito do Quadro Referência Estratégico Nacional como oportunidades privilegiadas para alavancar o desenvolvimento do concelho. Entre os projectos cuja comparticipação no financiamento está garantida

pelas verbas comunitárias destacam-se a Casa da Cultura e o Museu do Mel do Espinhal, a criação de centros educativos, a regeneração urbana e a execução de diversas obras na rede viária que serve o concelho. A convicção do presi-

Concelho está em festa durante cinco dias, apostando na divulgação dos produtos endógenos, gastronomia e artesanato

dente do Município de Penela é de que só é possível atrair e fixar mais pessoas através da criação de empresas capazes de gerar postos de trabalho. Um concelho onde a qualidade de vida combina com a oferta de emprego é, segundo Paulo Júlio, a única forma de evitar que o concelho perca população, como aconteceu na década de 60 [séc. XX]. O “Habitat” de Inovação dos Sectores Estratégicos, espaço destinado a acolher 15 empresas, é um dos projectos que, implantado na Quinta do Vale do Espinhal, permitirá gerar oportunidades de emprego para muitos jovens do concelho. Paulo Júlio acredita que “reafirmar a capacidade de Penela conseguir gerar atracção de novos investimentos privados” é um factor essencial para o futuro do município.

Jovens dos vários níveis de ensino viram premiado o seu esforço e dedicação

Pelo segundo ano consecutivo, o Município de Penela associou-se ao Crédito Agrícola para distinguir os alunos do ensino básico, secundário e superior que se destacaram pelo seu desempenho a nível académico e do desporto escolar. “Educação para a excelência” foi o mote da II Gala Anual de Educa-

ção que, no último sábado, juntou várias dezenas de jovens no Pavilhão Multiusos de Penela, para uma cerimónia onde Paulo Júlio, presidente do Município, afirmou a convicção de que “o futuro de Penela e de Portugal merece uma aposta de base na educação e formação dos jovens”.

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Há investimentos em curso, sublinha o presidente da ACIFF

Tecido económico revela capacidade de resistência No concelho da Figueira da Foz a maioria das empresas tem resistido à situação económica difícil, verificando-se mesmo o avanço de alguns investimentos. O sector mais afectado foi a indústria de componentes automóveis, sem esquecer o pequeno comércio. O presidente da Direcção da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) começa por sublinhar que “está-se a viver, como é vulgar dizer, uma das piores crises financeiras do último século e a situação actual é bastante difícil”. Relativamente ao concelho da Figueira da Foz, João Cardoso destaca que houve um sector mais afectado, o da indústria de componentes automóvel, com duas grandes empresas nesta área de actividade que sofreram bastante pela quebra de encomendas no início do ano. No âmbito geral, e tendo em atenção a situação económica do país e da região, o presidente da ACIFF refere que “a Figueira da Foz não está assim tão mal”, apresentando uma taxa de desemprego de 5,5 por cento, enquanto a nível nacional é de 10 por cento. Segundo João Cardoso, “não fechou nenhuma empresa nestes últimos meses e há capacidade de resistência”. “Não estamos mal posicio-

nados”, comenta, para dar conta da central de ciclo combinado da EDP, em Lares, que iniciou a actividade; o investimento da Celbi, que se encontra na fase final; as obras do molho Norte, que decorrem a bom ritmo; a abertura da variante a Tavarede, que serve o trânsito da EN 109 para Norte; o forte investimento da Lusiaves; e a fábrica Unitd Resins, que se está a instalar na zona industrial da Figueira da Foz. “Face a isto, e não tendo havido nenhuma baixa, estou moderadamente optimista”, confessa o dirigente associativo e administrador do grupo Litocar. Neste tempo eleitoral, a ACIFF falou com os candidatos que o solicitaram, dado que no desenvolvimento do concelho a associação é um parceiro importante, estando envolvida em vários projectos com a Câmara Municipal. Um dos importantes projectos é o da regeneração urbana da Figueira da Foz (ver texto na página seguinte), através da agência de desenvolvimento regional Estruturas e Investimentos do Mondego, de que a ACIFF, a Misericórdia e a Câmara fazem parte. “É uma candidatura que tem como principal parceiros os privados, está em fase de execução e é dinamizadora de mais inves-

timentos”, sublinha João Cardoso. O presidente da ACIFF destaca, igualmente, a importância do desenvolvimento da Plataforma Logística, em torno do Porto da Figueira da Foz, pelo que o concelho pode ganhar em novos serviços, assim como a participação da associação nas iniciativas da Paraindústria, no Parque Industrial. Comércio preocupa

Recentemente, a ACIFF apresentou os apoios existentes à modernização do comércio, estando aprovada uma candidatura relativa à animação e nova imagem para o comércio de proximidade. Este é um sector que preocupa particularmente a associação, dado que, para além da crise económica, verificou-se a desertificação da cidade, com as pessoas a deixarem de viver no centro, e as grandes superfícies instalaram-se na periferia. “O comércio é uma área onde há perda de activos, quer em número de empresários quer de postos de trabalho”, refere o engenheiro João Cardoso, com uma “situação social preocupante, dado que os empresários não têm subsídio de desemprego e respondem com os seus bens”. Outro sector importan-

João Cardoso considera que o concelho não está assim tão mal, comparativamente com a situação de crise económica que se vive no país

te na Figueira da Foz é o do turismo, com o presidente da ACIFF a referir que o Verão “correu bem”, com as novas vias de comunicação a reforçarem a cidade como praia de proximidade. Também quanto a investimentos nesta área, o presidente da ACIFF destaca o lançamento da primeira pedra da reconversão do Paço de Maiorca em hotel de charme, o avanço da unidade hoteleira da Ponte do Galante e o grupo Visabeira que quer construir um hotel de 5 estrelas na zona das Abadias. Realça, contudo, que “interessa captar uma nova classe turística, pelo que o golfe é fundamental e deve ser um projecto que não pode cair

no esquecimento”. Nesta fase difícil da economia, João Cardoso aproveita para transmitir uma palavra de confiança aos empresários. “Está na mão de cada um de nós inverter os acontecimentos e não nos podemos desmotivar e deixar ficar. É importante acreditar e não parar investimentos previstos, porque se todos tiverem uma perspectiva negativa é pior”, refere. Por outro lado, para o presidente da ACIFF, “é importante o factor de estabilidade política e de que se consiga criar condições nesse sentido”. “Espero que haja bom senso e uma plataforma de estabilidade governativa”, declara.

A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz tem 1 200 associados, com o mandato dos actuais corpos sociais a terminar no final do ano, devendo o acto eleitoral decorrer até 31 de Março. João Cardoso recorda que, quando assumiu funções, disse “estar disponível para um mandato e não mais” e aproveita para apelar à participação, “essencial na vida colectiva”. “A ACIFF só conseguirá fazer obra se houver uma equipa de colaboradores motivada e uma Direcção coesa e disponível, porque, não pode funcionar só com uma pessoa, mas em equipa”, considera.

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Um investimento total de 13,048 milhões de euros

Zona urbana da cidade vai regenerar-se A regeneração urbana da cidade da Figueira da Foz está em marcha, num projecto de parceria entre várias entidades, já aprovado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), cujo investimento total é de 13,048 milhões de euros. A iniciativa, apresentada no passado mês de Julho, tem como objectivos qualificar e integrar os distintos espaços da cidade; fortalecer e diferenciar o capital humano, institucional, cultural e económico da cidade; qualificar e intensificar a integração da cidade na região envolvente; e inovar nas soluções para a qualificação urbana. Estes objectivos têm em vista a promoção da coesão e a inclusão social; a promoção dos factores de igualdade entre homens e mulheres; a estimulação da revitalização sócio-económica dos espaços urbanos; a qualificação do ambiente urbano e a qualidade de vida; o reforço da atractividade das cidades; e o reforço da participação dos cidadãos. Nas palavras do presidente da Câmara Municipal, proferidas na ocasião, “a Figueira da Foz, cidade marítima localizada no Centro litoral da Região Centro do país, tem contribuído para um desenvolvimento regional harmonioso, através da valorização das funções logísticas do seu porto de mar e da atractividade dos seus elementos de cidade, como espaço de criatividade, de consumo, de qualidade de vida, de animação e de re-

Pretende-se reforçar a vertente marítima da Figueira da Foz, valorizando toda a frente aquática

levância turística”. “É exactamente por isso que dentro de uma política de cidades, a valorização da cidade da Figueira da Foz e de todos os benefícios que daí resultam para o concelho, tem de ser tidas em atenção na sua relação com a frente aquática, para assim se obter um incremento global da sua qualidade e competitividade”, declarou Duarte Silva. A aposta, segundo o autarca, é o “reforço da posição da Figueira da Foz como cidade marítima”, sendo, para isso, “da maior importância conseguir uma maior aproximação da autarquia aos seus munícipes e à sociedade civil em geral, sendo para tal necessário o desenvolvimento de parcerias estratégicas com a sociedade e com a comunidade, aumentado a base de apoio,

assumindo-se de forma clara a política como um acto de compromisso perante os munícipes de uma forma bi-unívoca”. A apresentação ao QREN do projecto de

parceria para a regeneração urbana da cidade, entretanto aprovado, “abre a oportunidade de dar um novo impulso à competitividade da Figueira da Foz e do seu concelho e será,

certamente, uma âncora no desejado envolvimento de parcerias entre o Município e os seus cidadãos”, nas palavras de Duarte Silva. Os parceiros do projecto, liderado pela Câma-

ra Municipal, são a Estruturas e Investimentos do Mondego, Agência de Desenvolvimento Regional, SA, (de que a Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz é um dos principais impulsinadores, assim como a Misericórdia – Obra da Figueira e a Câmara Municipal); a Administração do Porto da Figueira da Foz, SA; o Clube Náutico da Figueira da Foz; o Tennis Club da Figueira da Foz; a Sociedade Figueira Praia, SA; a Figueira Grande Turismo, EEM; e a Figueira Parques, EEM. A candidatura implica um investimento total de 13,048 milhões de euros, com um investimento elegível de 10,598 milhões de euros, um investimento não elegível de 2,450 milhões de euros, um apoio do FEDER aprovado de 6 milhões de euros e uma taxa de comparticipação de 56,61 por cento.

O que vai ser feito O projecto de regeneração urbana da Figueira da Foz tem uma estratégia global de intervenção que contempla a entrada da cidade, a revitalização da frente ribeirinha e marítima e a requalificação do núcleo de Buarcos. Em termos práticos o projecto traduz-se, em termos parcelares, na renovação da entrada da cidade; reordenamento, circulação e estacionamento; reabilitação do Mercado Municipal e área envolvente. Nesta parte, as entidades envolvidas são a Câmara Municipal e a agência de desenvolvimento regional Estruturas e Investimentos do Mondego, implicando uma despesa total de 4,040 milhões de euros, dos quais 2,227 milhões comparticipados pelo FEDER. Está também prevista a requalificação da envolvente do Forte de Santa Catarina e Porto de Recreio, com o envolvimento da Câmara, Administração do

Porto, Tennis Club e Clube Náutico, num investimento de 5,808 milhões de euros, dos quais 3,368 milhões do FEDER. Outra aspiração importante que está contemplada é a revitalização do Bairro Novo, projecto no valor de 2,850 milhões de euros e comparticipado em 201 160 euros pelo FEDER, envolvendo a Sociedade Figueira Praia, a Figueira Grande Turismo e a Figueira Parques. A isto acresce a revitalização do percurso do “Americano” (entre a Figueira da Foz e Buarcos) e a requalificação da Rua de 5 de Outubro. Como projectos complementares, de iniciativa privada, são apontados a regeneração urbana do quarteirão do Castelo Eng.º Silva, modernização e expansão do Hotel Wellinton, requalificação do quarteirão do edifício “O Trabalho” e do edifício “Habiserve”, assim como a requalificação da Ilha da Murraceira.

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Baixa de 1,3 por cento no primeiro semestre deste ano

Quebra de mercadorias no porto inferior a congéneres nacionais A mercadoria transportada via porto da Figueira da Foz no primeiro semestre de 2009 (Janeiro a Junho) atingiu as 550 mil toneladas sendo que, em termos homólogos, se traduz numa quebra ligeira de 1,3 por cento face a idêntico período do ano anterior. Os dados constam do primeiro boletim informativo da Comunidade Portuária,agora divulgado, no qual se realça que “na actual conjuntura, este é um valor sem paralelo no panorama nacional das infra-estruturas portuárias que registaram uma quebra de volumes movimentados de cerca de 10 por cento (dados do 1.º trimestre). O número de navios que escalou a Figueira da Foz decresceu em 9 por cento, sendo que a carga média por navio foi de 3 041 toneladas. “Dado o clima instalado de crise económica e financeira e os actuais condicionalismos da barra no início do ano, 2009 começou algo contido nas transacções comerciais efectuadas, sendo que apresentou boas perspectivas de evolução ao longo do 1.º trimestre”, refere-se na “newsletter”, onde se acrescenta: “Tal prognóstico não se veio a concretizar para os demais meses, com o ‘estrangulamento’ progressivo da economia real, sendo que no 2.º trimestre estabilizou em baixa”.

De acordo com os dados avançados, verifica-se que 76,9 por cento das trocas comerciais efectuada através do porto da Figueira da Foz são realizadas com a União Europeia (UE), sendo que as exportações têm um peso ligeiramente superior às importações. A carga movimentada de/ para a zona Extra UE representa 14,3 por cento do total, enquanto que a cabotagem tem um peso de 8,8 por cento da carga total transportada. Relativamente ao modo de acondicionamento da carga verificase que a carga geral é o modo mais usado, com um peso de 45,9 por cento, seguido de perto pelos graneis sólidos com 41,4 por cento do total. A carga contentorizada representa 12,7 por cento. A expedição de mercadoria para a UE é efectuada maioritariamente por carga geral, sendo também expressiva em termos de graneis sólidos e com algum significado em carga contentorizada, enquanto que a descarga dos mesmo locais se faz prioritariamente a granel, sendo também usada a carga geral. Pasta para papel leva a dianteira

As trocas comerciais com os países exteriores à UE é efectuada 100 por cento em carga geral na

expedição e em contentor na recepção de mercadorias. A cabotagem é todo efectuada em contentor. Quanto à natureza das mercadoria transportadas no 1.º trimestre deste ano, verifica-se que a pasta para papel é volume principal, com 35,4 por cento da carga total, seguido respectivamente pelo vidro moído, com 18,0 por cento, seguidos pelo gesso e pelos rolos de eucalipto, com respectivamente 8,2 por cento e 7,9 por cento de toda a carga movimentada neste porto. Esta é o primeiro número da “newsletter” da Comunidade Portuária da Figueira da Foz (CPFF), que se propõe informar os seus associados, e demais “stakeholders”, das actividades por esta encetadas, tendo em conta o acompanhamento da evolução da actividade do porto e respectivo impacto na actividade empresarial e social dos agentes económicos da sua esfera de influência. “Pretendemos, desta forma, demonstrar a colaboração e postura proactiva desta comunidade com as entidades com poderes executivos na gestão desta infraestrutura portuária, aportando a experiência e boas práticas dos seus utilizadores e tendo por objectivo uma gestão eficiente dos meios e o desenvolvimento do tecido empre-

sarial que a suporta”, refere-se. Prolongamento do molho Norte

Segundo o boletim da CPFF, “a obra mais aguardada pelos utilizadores do porto, após demasiados invernos de sofrimento perante as dificuldades sentidas decorrentes das condições adversas de fundos navegáveis da barra, está em marcha a bom ritmo”. “A opinião de especialistas prevê que os problemas de assoreamento da barra e canal interior não vão cessar, mas prevê-se uma melhoria muito significativa, que em conjunto com um adequado plano light de dragagens poderá trazer a regularidade desejada aos operadores económicos da região e demais stakeholder”, acrescenta. Informa-se, ainda, que “a obra foi adjudicada ao consórcio CPTP/Etermar, em Abril 2008, tendo começado em Agosto seguinte. O seu términus está previsto para o primeiro trimestre de 2010, pese embora o prolongamento propriamente dito, bem como a instalação de um farolim de sinalização, se preveja para o início do Outono próximo, com evidentes melhoramentos para a navegação (diurna e nocturna). O restante período será dedicado ao reforço e acabamentos da estrutura ora construída”.

No primeiro semestre deste ano passaram pelo porto 550 mil toneladas de mercadoria

Actualmente, a obra de alongamento do molhe já se encontra executada em cerca de 50 por cento, graças às boas condições atmosféricas e de mar. O boletim dá também conta de que “a navegabilidade do porto da Figueira da Foz está profundamente dependente das dragagens da barra e canal interno, sendo absolutamente vitais, pelo menos, até ao términus da obra do prolongamento do molhe”. “Para prevenção de eventuais problemas gravosos à operação foi adjudicada a extracção de 1 milhão de toneladas de areia no período de dois meses, a ter início dentro em breve e assim que este-

jam cumpridos os formalismos legais, tendo como objectivo a garantia de navegabilidade do canal interno”, adianta a CPFF. A Comunidade do Porto da Figueira da Foz informa, ainda, que está prevista para breve a execução pela Administração do porto do Plano de Estratégico de desenvolvimento, dando conta que “já manifestou a sua disponibilidade para colaborar, dentro das suas competências, para o sucesso desta iniciativa, aportando a sua experiência enquanto parte interessada de um funcionamento racional do porto, dinamizador da região, bem como do país e do seu hinterland alargado”.

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Celbi

Maioria da produção destina-se ao mercado europeu A Celbi produz pasta de fibra curta de elevada qualidade, a partir da espécie Eucalyptus globulus. As propriedades da fibra desta espécie conferem à pasta produzida pela Celbi características especiais, bastante superior às restantes, destinando-se preferencialmente para a produção de tipos de papel e cartão, cujo fabrico pressupõe matéria-prima de nível superior. Toda a sua pasta, do tipo Bleached Eucalyptus Kraft Pulp (BEKP), é colocada no mercado. A Celbi tem como principal mercado as papeleiras europeias que produzem

desde papéis finos até ao tissue. Produtor de referência europeu, a fábrica destaca-se por aliar a um produto de qualidade um serviço ao cliente de excelência. De referir ainda que a marca Celbi PP é reconhecida no mercado pela sua elevada qualidade, destacandose devido ao baixo nível de sujidade, à brancura que apresenta e pela consistência das suas propriedades e características físicas, químicas e papeleiras. Em comparação com pastas produzidas a partir de outras espécies de eucalipto,

a pasta da Celbi distingue-se pelas suas especificidades de resistência, boa opacidade e elevada porosidade. Estas características são ideais para a produção de papéis finos para impressão, papéis para laminados decorativos e papéis ou cartões destinados a servirem de suporte a impressões de elevada qualidade. O mercado

Cerca de 96 por cento da pasta de fibra curta produzida pela Celbi destina-se a mercados da União Europeia, nomeadamente Bene-

lux, Espanha, Alemanha, Reino Unido, França e Itália. O mercado interno também tem consume parte da produção, absorvendo anualmente cerca de quatro por cento do volume de vendas da unidade industrial da Leirosa. Para a excelência do produto muito tem contribuído o desenvolvimento de programas de cooperação técnica com os seus principais clientes, esforço que tem contribuído para um substancial aperfeiçoamento da pasta de fibra curta de eucalipto. Esta cooperação estratégica tem permitido consolidar a Cel-

A maior empregadora do concelho

Grupo Lusiaves prevê investimentos de 127 milhões O Grupo Lusiaves, dedicado à produção de aves, com sede na Marinha das Ondas, concelho da Figueira da Foz, e um entreposto em Leiria, tem projectos de investimento envolvendo mais de 127 milhões de euros, que representam a criação de 405 postos de trabalho, dos quais uma centena é qualificada. Os investimentos em curso (localizados em várias unidades do Grupo Lusiaves, situadas nos concelhos da Figueira da Foz, Mangualde, Nelas, Tondela, Cantanhede, Pombal, Estarreja, Abrantes, Mafra, Torres Vedras, Santarém e Lourinhã) permitirão ainda aumentar as suas expor-

tações, essencialmente para o mercado espanhol, que passarão a significar 20 por cento do seu volume de negócios.Refira-se que, dos cerca de 2 mil trabalhadores da empresa, 800 estão no concelho da Figueira da Foz, local onde já foram investidos mais de 25 milhões de euros.O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, entregou recentemente os contratos de quatro projectos de investimento, celebrados entre o Grupo Lusiaves e a Autoridade de Gestão do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).Jaime Silva enal-

teceu o investimento do grupo nacional, que “decidiu arriscar e inovar, no meio de uma crise nacional e internacional”. Para o ministro, a receita do sucesso desta empresa é a “inovação, acreditar no futuro, conhecer o mercado e saber quais os grandes factores de competitividade no futuro”.“O importante nesta fábrica é a utilização do subproduto. Temos toda a fileira que vai desde a produção até ao consumidor final, através do que há de mais moderno em termos de tecnologia”, salientou Jaime Silva.Avelino Gaspar, presidente do Conselho de Administração do Grupo Lusiaves, afirmou que

independentemente dos contratos com o PRODER, os investimentos iam avançar: “já os iniciámos há dois anos”, disse.A empresa está no sector desde 1986 e, desde sempre, desenvolveu a sua actividade na produção, abate, transformação e comercialização de aves e produtos alimentares, fabrico e comercialização de alimentos compostos para animais. A Lusiaves, Indústria e Comércio Agro-Alimentar S.A., foi a primeira empresa do sector avícola certificada com a nova norma NP EN ISO 22000, atribuída pela SGS ICS, Sistema de Gestão da Segurança Alimentar.

bi como uma produtora de referência não só a nível europeu, como a nível mundial. O reforço da competitividade é notório com a aposta no aumento da capacidade produtiva. Com efei-

to, os investimentos – que estarão concluídos no segundo semestre de 2009 – duplicarão a duplicará a sua capacidade de produção anual de 300 mil toneladas para 600 mil toneladas de pasta BEKP.

A SGS ICS, multinacional líder em serviços de certificação, reuniu o inédito consenso internacional no estabelecimento desta norma e ao concedê-la à Lusiaves contribuiu para que a empresa reforce o controlo rigoroso de todos os processos de produção, bem como assegurar maior transparência de todos os operadores da cadeia alimentar e uma comunicação interactiva entre todas as partes interessadas até ao consumidor final. Carlos Caldeira, membro da Administração da Lusiaves e responsável pela coordenação e gestão do Sistema de Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar, reconhece que a adopção do referencial NP EN ISO 22000 é fundamental para

quem pretende manter uma comunicação interactiva com os clientes e, necessariamente, com o consumidor final. “Face às crescentes crises que têm afectado o nosso sector, primeiro os nitrofuranos e agora a gripe das aves, o cliente procura alimentos seguros e produzidos por empresas que lhe garantam qualidade e confiança. A Lusiaves está atenta e, por isso, organizou-se internamente para reforçar o controlo dos perigos resultantes dos processos internos. Apostamos também num plano de comunicação mais claro e integrado, tanto a nível interno como externo. Hoje estamos conscientes de que produzimos cada vez melhor e com um risco menor”, esclarece.

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Indústrias representam 3,2 por cento do PIB nacional

Grupo Portucel Soporcel apoiou acção sobre certificação florestal Promover uma reflexão sobre o processo de certificação florestal, assim como a sua relevância para o desenvolvimento e competitividade da fileira florestal nacional, foram os objectivos do seminário que decorreu, no passado dia 17, na Câmara Municipal da Figueira da Foz e reuniu centena e meia de proprietários da região Centro e entidades institucionais locais. Sob o lema “Certificação florestal, um passo decisivo para o desenvolvimento da floresta portuguesa”, este seminário foi promovido pelo Município e pela Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF), com o apoio do grupo Portucel Soporcel, tendo contado com a presença de alguns dos melhores especialistas nacionais na área florestal e do papel. A gestão florestal sustentável e o seu processo de certificação são palavras-chave associadas a processos e formas de actuar que afectam não só o sector florestal, como também a sociedade em geral, que tenderá a encarar a floresta e o seu ordenamento de uma forma integrada, com implicações muito importantes em termos ambientais, económicos e

sociais. Este seminário contou com a participação de especialistas na área da investigação que fizeram uma reflexão sobre o sector, começando por uma caracterização florestal da região da Figueira da Foz. Posteriormente foram apresentados e debatidos temas relacionados com a importância e necessidade da certificação florestal, a sua aplica��ão prática e as melhores experiências. Na sessão de abertura, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Duarte Silva, realçou a importante parceria com o grupo Portucel Soporcel neste evento, que visou chamar a atenção para o papel da certificação florestal na protecção da floresta e na garantia da competitividade dos produtos florestais. As apresentações dos diversos temas estiveram a cargo de Rui Pedro Oliveira, da Associação de Produtores Florestais do Baixo Mondego, de Serafim Tavares, do RAIZ (Instituto de Investigação da Floresta e do Papel) e Victor Coelho e Paula Guimarães, do grupo Portucel Soporcel. Estes, colocaram a tónica no papel decisivo da certificação florestal para a sustentabilidade das indústri-

as de base florestal que representam 3,2 por cento do PIB nacional. Foram ainda apresentados os passos mais importantes a seguir num processo de certificação florestal, bem como as melhores práticas florestais capazes de aumentar a produtividade e competitividade da floresta portuguesa. A sessão de encerramento contou com a presença de José Honório, presidente da Comissão Executiva do grupo Portucel Soporcel, que classificou a certificação florestal como “um passo decisivo no processo de constante melhoria da gestão florestal, visando optimizar a rentabilidade dos activos florestais e, simultaneamente, dar continuidade ao cumprimento das responsabilidades ambientais e sociais do Grupo”. Os sistemas de certificação florestal podem ter impactes bastante positivos no reforço dos normativos sobre melhores práticas na gestão florestal - quando as florestas são certificadas por esquemas reconhecidos e credíveis, há a garantia de que estes procedimentos são sistematicamente satisfeitos. Exemplo disto é a importância dada à preservação de

valores naturais, com a integração da conservação dos serviços dos ecossistemas, e da biodiversidade em particular, no modelo de gestão florestal. No grupo Portucel Soporcel realiza-se a avaliação e monitorização sistemática desses valores e a definição das medidas para a sua preservação no âmbito das práticas de gestão. São, assim, identificadas zonas de conservação ou protecção, e áreas de alto valor de conservação no seio das áreas de plantação, onde se mantém ou melhora o estado de conservação de manchas de vegetação natural ou semi-natural relevante, bem como ecossistemas ribeirinhos, habitats classificados e corredores ecológicos para as espécies. Posição de relevo

Com uma posição preponderante na fileira florestal do eucalipto, o grupo Portucel Soporcel é responsável pela gestão de cerca de 120 mil hectares de floresta. O Grupo obteve muito recentemente a certificação florestal do património florestal sob sua gestão pelo prestigiado sistema do PEFC - Programme for the Endorsement of Forest Certification

A fábrica da Figueira da Foz constitui uma referência na indústria europeia de papéis finos não revestidos

Schemes, tendo também obtido a certificação pelo FSC – Forest Stewardship Council em Dezembro de 2007, o que representava, em Dezembro de 2008, 54 por cento da floresta certificada em Portugal. Grande produtor europeu de papéis finos não revestidos, o grupo é ainda o maior produtor da Europa e um dos maiores a nível mundial de pasta branca de eucalipto, tento uma unidade fabril em Lavos, no concelho da Figueira da Foz, que arrancou em 1984. Ao dispor de uma capacidade produtiva de 1,55 milhões de toneladas de papel e de 1,35 milhões de toneladas de pasta (das quais cerca de 765 mil integradas em papel), o grupo gera um volume de negócios anual superior a 1,100 milhões de euros, exportando mais de

950 milhões de euros para cerca de 90 países dos cinco continentes, o que representa aproximadamente 90 por cento das suas vendas de papel e de pasta. É assim responsável por cerca de 3 por cento das exportações portuguesas de bens que, em conjunto com as vendas no mercado português, correspondem a 0,7 por cento do PIB nacional. O plano de desenvolvimento em curso no grupo tem como projecto central a nova fábrica de papel, que já está em funcionamento no seu complexo industrial de Setúbal. A nova fábrica do grupo tem a maior e mais sofisticada máquina de papel a nível mundial para a produção de papéis finos não revestidos, com uma largura útil de 10,4 metros e capacidade para produzir cerca de 500 000 toneladas/ano.

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Central de ciclo combinado

EDP já produz electricidade em Lares A central de ciclo combinado da EDP, em Lares, Figueira da Foz, já está a produzir electricidade, tendo o 1.º grupo entrado em produção em Agosto e o 2.º grupo em Setembro deste ano. A central é constituída por dois grupos de 431 MW cada e a sua produção anual de electricidade estima-se em 4.000 GWh, sendo o seu combustível principal o gás natural. Lares é assim a primeira das centrais de ciclo combinado licenciadas em 2006 a entrar em operação. A obra, que teve início em Junho de 2007, implicou um investimento de cerca de 400 milhões de euros e teve o envolvimento de cerca de 250 empresas, das quais 31 por cento da região da Figueira da Foz e de Coimbra, e criou cerca de 1.000 postos de trabalho directos. Durante todo o processo de construção, a EDP interagiu sempre com a comunidade local, realizando reuniões mensais e promo-

vendo várias visitas às obras de forma a que toda a população acompanhasse o processo de instalação da central. Ao construir esta central, a EDP contribui para o reforço de segurança do sistema eléctrico do país. As unidades de ciclo combinado, complementam as fontes de produção renováveis, respondendo a picos de consumo com menores impactes ambientais do que outras tecnologias térmicas. A entrada em funcionamento desta unidade contribui assim para a redução de emissões do parque electroprodutor. O Grupo tem como objectivo atingir 2012 com mais de 2/3 da sua produção livre de emissões de CO2. A EDP tem actualmente quatro centrais a ciclo combinado em operação: Ribatejo e Lares em Portugal e Castejon e Soto de Ribera em Espanha totalizando 3267 MW. As centrais de ciclo combinado representam

13% da capacidade instalada e 16% de energia produzida pelo Grupo. Oferecido polidesportivo

A inauguração, no passado dia 17, de um campo polidesportivo na Quinta das Recolhidas, freguesia de Vila Verde, integralmente comparticipado pela EDP, veio colmatar uma falha urbanística naquela zona habitacional, que não contemplou esta infra-estrutura na sua construção, segundo explicou, João Carronda, presidente da Junta de Freguesia. Este autarca agradeceu publicamente a total dedicação do presidente da Câmara Municipal, Duarte Silva, por, desde a primeira hora, ter apelado à EDP para concretizar esta infraestrutura desportiva. Também Marino Ferreira, responsável pela Central de Lares, explicou que a EDP tudo tem feito para dar resposta às contrapartidas sugeridas pela população, que

A central de ciclo combinado de Lares contribui para a redução das emissões de CO2

também tiveram para com a empresa “a noção correcta das necessidades e dos anseios”.Marino Ferreira disse, ainda, que ainda faltam concretizar alguns investimentos, nomeadamente um centro de dia e, provavelmente, uma horta ecológica, em Lares, só possível após o levantamento do estaleiro da obra.O polidesportivo e um pequeno par-

que infantil, bem como obras de repavimentação contíguas a este espaço, orçaram em 300 mil euros, integralmente suportados pela EDP.Duarte Silva explicou que esta obra foi sugerida à EDP numa viagem feita a Espanha para visitar uma central semelhante àquela que foi construída em Lares e que dois anos depois se tornou realidade, agradecen-

do à EDP a construção do polidesportivo, que representa muito para os jovens da freguesia. Também António Ferreira Costa, director de produção da EDP historiou um pouco a construção desta obra, em dois anos, ao mesmo tempo que manifestou o seu regozijo pela postura da população em receber bem a instalação da Central de Lares.

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VIII

250 MAIORES EMPRESAS DA FIGUEIRA DA FOZ www.campeaoprovincias.com

24

QUINTA-FEIRA

DE SETEMBRO DE 2009 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

Volume de vendas cresceu 23 milhões relativamente a 2007

Negócios atingem 1,63 mil milhões de euros As 250 maiores empresas do concelho da Figueira da Foz tiveram, em 2008, um volume de negócios que ascende a 1,63 mil milhões de euros, segundo os dados da listagem elaborada para o “Campeão das Províncias” pela credenciada Informa D&B, líder no mercado de informação para negócios e com uma carteira de mais de 12 000 clientes empresariais. Na liderança das empresas do concelho da Figueira da Foz continua a Soporcel, desde sempre a primeira, com a Celbi a manter-se em segundo lugar, ambas do sector da transformação da pasta de papel.

A ACIFF está envolvida em vários projectos de desenvolvimento, em parceria com a Câmara e outras entidades

O terceiro lugar do pódio vai para a Lusiaves, empresa sediada na Mari-

nha das Ondas, que tem em curso importantes investimentos, não apenas na

Figueira da Foz como em outros pontos do país. Segundo os dados for-

necidos, em destaque, com a quarta posição, está a Saint-Gobain Mondego, situada na Fontela, do sector do vidro, e no quinto lugar a Sorefoz – Electrodomésticos e Equipamentos. Nas seguintes posições do “top 10” estão a Plasfil – Plásticos da Figueira; a Figueiradis – Sociedade de Distribuição; a Sociedade Figueira Praia, que detém o Casino; a empresa Canas -Electro-Montagens, com sede no Paião; e a Centro-Cerro – Empresa de Construção Civil e Obras Públicas. De destacar que só as 10 primeiras empresas da listagem tiveram um volu-

me de negócios de 1,09 mil milhões de euros, o que realça a sua importância. Refira-se, igualmente, que a maioria destas empresas são do sector industrial, seguindo-se os serviços e o comércio. A Informa D&B, que elaborou a listagem que publicamos nas páginas seguintes, tem como actividade a recolha de informação de marketing, económica e financeira sobre empresas e disponibilizar online vários produtos, serviços e soluções de informação sobre a maior base de dados nacional e internacional, tendo mais de 650 mil registos activos em Portugal.

Pelo porto passa a maioria das exportações das duas maiores empresas

FICHA TÉCNICA COORDENAÇÃO EDITORIAL E TEXTOS Luís Santos PUBLICIDADE Ivone Crespo

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24

QUINTA-FEIRA

DE SETEMBRODE 2009 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

250 MAIORES EMPRESAS DA FIGUEIRA DA FOZ

IX

www.campeaoprovincias.com

N.º

MORADA

NOME

LOCALIDADE

ACTIVIDADE

N.º Trabalha dores

VOLUME NEGÓCIOS 2008

1 SOPORCEL - SOCIEDADE PORTUGUESA DE PAPEL, S.A.

LAVOS

COSTA DE LAVOS

Fabricação de pasta

771

608.780.349,87

2 CELULOSE DA BEIRA INDUSTRIAL (CELBI), S.A.

LEIROSA

PRAIA DA LEIROSA

Fabricação de pasta

217

128.390.930,02

3 LUSIAVES - INDÚSTRIA E COMÉRCIO AGRO-ALIMENTAR, S.A.

RUA DA FONTE

MARINHA DAS ONDAS

Abate de aves (produção de carne)

478

98.725.911,08

4 SAINT-GOBAIN MONDEGO, S.A.

RUA VIDREIRA, 68

FONTELA

Fabricação de vidro de embalagem

237

83.619.751,19

5 SOREFOZ - ELECTRODOMÉSTICOS E EQUIPAMENTOS, S.A.

RUA OLAIAS, 85L - PARQUE IND. FIGUEIRA DA FOZ

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Comércio por grosso de electrodomésticos, aparelhos de rádio e de televisão

83

47.585.883,34

6 PLASFIL - PLÁSTICOS DA FIGUEIRA, S.A.

ZONA INDUSTRIAL DA GALA, LOTE 6

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Fabricação de outros artigos de plástico, n.e.

223

38.789.040,24

7 FIGUEIRADIS - SOCIEDADE DE DISTRIBUIÇÃO, S.A.

LUGAR QUATRO CAMINHOS

TAVAREDE

147

24.854.453,46

8 MICROPLASTICOS, S.A. 9 SOCIEDADE FIGUEIRA PRAIA, S.A.

COVA DA SERPE - APARTADO 69 BAIRRO DA ESTAÇÃO

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho em supermercados e hipermercados Componentes em plástico para indústrias eléctrica, electrónica e automóvel

24.719.737,83

RUA DOUTOR CALADO, 1

FIGUEIRA DA FOZ

Lotarias e outros jogos de aposta

165

24.392.611,00

10 CANAS - ELECTRO-MONTAGENS, S.A.

RUA DO FERRADOR, 11

PAIÃO

Instalação eléctrica

262

22.078.554,23

11 CENTRO-CERRO - EMPRESA DE CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PÚBLICAS, S.A.

RUA DAS ACACIAS, LOTE 34 - ZONA INDUSTRIAL DA GALA

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

12 ERNESTO MORGADO, S.A.

RUA PROFESSOR CASIMIRO DE OLIVEIRA, 21 - BARRA

CALVETE

Descasque, branqueamento e outros tratamentos do arroz

13 COFISA - CONSERVAS DE PEIXE DA FIGUEIRA, S.A.

TERRAPLENO DO PORTO DE PESCA - BAIRRO DA ESTAÇÃO

CARRITOS

Salga, secagem e outras actividades de transformação de produtos da pesca e aquicultura

14 SPECIALITY MINERALS (PORTUGAL) - ESPECIALIDADES MINERAIS, S.A.

LAVOS

FIGUEIRA DA FOZ

Extracção de outros minerais não metálicos, n.e.

15 SOMITEL - TELECOMUNICAÇÕES, S.A.

RUA DAS OLAIAS, LOTE 78 - ZONA INDUSTRIAL DA GALA

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Comércio a retalho de equipamento de telecomunicações, em estabelecimentos especializados

16 VIDROCICLO - RECICLAGEM DE RESÍDUOS, LDA

PARQUE INDUSTRIAL DA GALA, LOTE 26/27

FIGUEIRA DA FOZ

Tratamento e eliminação de outros resíduos não perigosos

22

17 SUPERFOZ - SUPERMERCADOS, LDA

ESTRADA NACIONAL 109 - CHÃ

CHÃ

Comércio a retalho em supermercados e hipermercados

48

9.215.612,82

18 ÁGUAS DA FIGUEIRA, S.A.

RUA DOUTOR MENDES PINHEIRO

FIGUEIRA DA FOZ

Captação e tratamento de água

106

9.149.010,11

19 STICLA - SOCIEDADE TÉCNICA E INDUSTRIAL DE CONSTRUÇÕES, LDA

AVENIDA DOUTOR MANUEL GASPAR DE LEMOS, 15 R/C DTO.

20 CLIPER CERÂMICA, S.A.

RUA DAS OLAIAS, 119 - ZONA INDUSTRIAL GALA

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Fabricação de ladrilhos, mosaicos e placas de cerâmica

21 LUSIFROTA - TRANSPORTES, S.A.

RUA DA FONTE

MARINHA DAS ONDAS

FIGUEIRA DA FOZ

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

Transportes rodoviários de mercadorias

107

21.473.360,12

54

20.874.422,91

160

18.812.225,49

13

15.914.976,03

125

10.294.837,82

61

9.727.798,07

8.603.327,77

74

8.149.986,35

119

7.711.400,31

22 SOMARO, LDA

PRAÇA 8 DE MAIO, 64

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de combustível para veículos a motor, em estabelecimentos especializados

23 SUPERLAVOS - SUPERMERCADOS, LDA

BAIRRO ALTO - SANTA LUZIA

BAIRRO ALTO

Outro comércio a retalho de produtos alimentares, em estabelecimentos especializados, n.e.

27

7.687.962,29

24 ERTECNA - EMPRESA DE REVESTIMENTOS TECNICOS, LDA

ESTRADA NACIONAL 109

ARAÚJOS

Comércio por grosso de outros bens intermédios, n.e.

34

44

7.256.241,41

7.694.254,49

25 TRANSPORTES MARIANO & FILHOS, LDA

ESTRADA COIMBRA, BAIRRO DA ESTAÇÃO

FIGUEIRA DA FOZ

Transportes rodoviários de mercadorias

62

7.051.497,93

26 A.V.M.COSTA - COMERCIO DE COMBUSTIVEIS E PNEUS, LDA

ESTRADA DE COIMBRA

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de combustíveis para uso doméstico, em estabelecimentos especializados

27 SOCORTEL - SOCIEDADE DE CORTE DE PAPEL, S.A.

LAVOS -, EDIFICIO INDUSTRIAL DA SOPORCEL

FIGUEIRA DA FOZ

Fabricação de outros artigos de pasta de papel, de papel e de cartão

28 GASPROCAR - DISTRIBUIÇÃO COMBUSTIVEIS, LDA

MORRACEIRA

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio por grosso de combustíveis sólidos, líquidos e gasosos, não derivados do petróleo

11

7.021.999,25

3

6.936.727,00

13

6.538.706,66

29 HÉLIX - INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES, S.A.

RUA DOS FARIAS, S/N

PAIÃO

Confecção de vestuário interior

200

6.460.114,36

30 MÁRIO DE ALMEIDA CAETANO, LDA

ESTRADA DE COIMBRA, 97

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio de veículos automóveis ligeiros

32

6.266.502,47

31 GUILHERME GONÇALVES CORREIA & FILHOS, LDA

RUA MAURÍCIO PINTO, 9

FIGUEIRA DA FOZ

Outras actividades especializadas de construção diversas, n.e.

42

32 RUIJOCAR - SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES, LDA

RUA DOS LAGOEIROS, 40

MARINHA DAS ONDAS

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

57

5.606.461,13

33 ALFARROXO TRADING, LDA

RUA DOUTOR LUÍS CARRIÇO, 1A 3ºESQ.FTE.

FIGUEIRA DA FOZ

Outra produção animal, n.e.

7

5.540.607,67

34 HELENOS, S.A.

RUA 1' DE MAIO, 4

FERREIRA-A-NOVA

Instalação eléctrica

104

5.488.002,78

186

5.160.470,00

36

5.065.348,82

1

4.968.310,00

188

4.508.675,34

35 UNITEFI - INDÚSTRIAS TÊXTEIS DA FIGUEIRA, S.A.

6.256.138,67

CARRITOS

CARRITOS

Fabricação de outro vestuário de malha

36 DELTAFISH - PRODUTOS ALIMENTARES, S.A.

MURRACEIRA

GALA

Congelação de frutos e de produtos hortícolas

37 ZUME - CONSTRUÇÕES, S.A.

RUA REPÚBLICA, 187 1ºDTO. FRACÇÃO T

FIGUEIRA DA FOZ

Construção de outras obras de engenharia civil, n.e.

38 C.W.J. - COMPONENTES ELECTRICOS E ELECTRONICOS, LDA

RUA DAS ACACIAS, LOTE 75 - PARQUE INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ - ZONA INDUSTRIAL ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Fabricação de componentes electrónicos

39 ESPAÇO CINCO MIL E TRINTA - SOCIEDADE IMOBILIARIA, LDA

ZONA INDUSTRIAL, LOTE 34

FIGUEIRA DA FOZ

Actividades de mediação imobiliária

40 MANUEL SILVA BATATA & FILHOS, LDA

RUA CAPELA, 59

TROMELGO

Outras instalações em construções

41 TRANSACTOR, LOGÍSTICA - TRANSPORTES E SERVIÇOS, LDA

RUA MOLEIROS, 35/37

SAMPAIO

Transportes rodoviários de mercadorias

9

4.327.170,47

42 TRANSPORTES GAMEIRO, S.A.

CARRITOS

FIGUEIRA DA FOZ

Transportes rodoviários de mercadorias

53

4.289.801,82

43 INLAND GEO, LDA

RUA DE SÃO JORGE

BAIRRO ALTO

Outro comércio por grosso de bens de consumo, n.e.

17

4.127.374,42

44 PETROFOZ - GESTÃO DE AREAS DE SERVIÇO, LDA

RUA DO ENGENHEIRO SILVA, 96B R/C DTO.

TAVAREDE

Comércio a retalho de combustível para veículos a motor, em estabelecimentos especializados

6

45 OPERBRAVO, LDA

RUA DA REPÚBLICA, 15

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de combustíveis para uso doméstico, em estabelecimentos especializados

10

3.882.200,13

46 BRIOSA - CONSERVAS DE PESCADO, LDA

PORTO DE PESCA DO CABEDELO

CABEDELO

Salga, secagem e outras actividades de transformação de produtos da pesca e aquicultura

52

3.857.415,02

47 S.MOBILE - EQUIPAMENTOS E REPRESENTAÇÕES, LDA

RUA DAS OLAIAS, LOTE 78 - ZONA INDUSTRIAL DA GALA

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Comércio a retalho de equipamento de telecomunicações, em estabelecimentos especializados

40

3.807.445,17

48 INDUSTRIA DE CARNES DA GANDARA, LDA

4.882.009,98 4.538.884,10

3.945.601,89

RUA SENHORA DA SAUDE, 16

QUINTA DOS VIGÁRIOS

Fabricação de produtos à base de carne

28

3.787.926,48

49 SILVAS, S.A.

RUA DO CAMARIDO, 27

PORTO CARVALHAL

Fabricação de outras máquinas diversas para uso específico, n.e.

66

3.689.953,97

50 CIPROS - COMERCIO E INDUSTRIA DE PRODUTOS DE SEGURANÇA, LDA

ESTRADA NACIONAL 109

ARAÚJOS

Outras actividades especializadas de construção diversas, n.e.

19

51 SUBSONIZA, LDA

RUA DA REPÚBLICA, 15 1º

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de combustível para veículos a motor, em estabelecimentos especializados

5

3.390.577,62

52 FERNANDO AZENHA & FILHO, LDA

RUA ANTENA, 32

LOUREIROS

Comércio a retalho de material de bricolage, equipamento sanitário, ladrilhos e materiais similares, em estabelecimentos

3.356.435,92

26

3.514.561,53

53 LUPA PROFISSIONAL - COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS PARA CABELEIREIRO, LDA

RUA DAS TILIAS, 85I - ZONA IND. FIGUEIRA DA FOZ

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Comércio por grosso de produtos farmacêuticos

54 REGIVIR - EMPRESA DE TRABALHO TEMPORÁRIO E FORMAÇÃO DE PESSOAL, LDA

LARGO ALVIDEIRO, 5

PAIÃO

Actividades das empresas de selecção e colocação de pessoal

269

3.292.056,93

55 FOZ BRICO - SOCIEDADE DE DISTRIBUIÇÃO DE BRICOLAGE, LDA

ESTRADA NACIONAL 109

TAVAREDE

Comércio a retalho de material de bricolage, equipamento sanitário, ladrilhos e materiais similares, em estabelecim

20

3.171.570,63

56 FOZNETO - CONSTRUÇÕES, LDA

RUA RANCHO DAS CANTARINHAS, 11

TAVAREDE

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

10

3.118.944,37

57 LITOFISH, LDA

RUA ANTÓNIO SANTOS TRÓIA, 4

GALA

Comércio por grosso de outros produtos alimentares, n.e.

9

3.067.194,24

58 ELITE - SISTEMAS AMBIENTAIS, LDA

RUA DAS ACÁCIAS, LOTE 52

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Outras actividades especializadas de construção diversas, n.e.

17

3.041.235,79

59 RIBEIRO & VIDIGUEIRA, LDA

2

3.297.761,97

RUA DOUTORA CRISTINA TORRES, 8

FIGUEIRA DA FOZ

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

60 ESTALEIROS NAVAIS DO MONDEGO, S.A.

RUA MORRACEIRA

GALA

Construção de embarcações metálicas e estruturas flutuantes, excepto de recreio e desporto

51

3.014.271,65

61 CALDEIRA & CALDEIRA, LDA

ESTRADA DE MIRA, 96 FRACÇÃO A

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio de veículos automóveis ligeiros

13

2.911.441,00

3.019.437,89

62 OPERFOZ - OPERADORES DO PORTO DA FIGUEIRA DA FOZ, LDA

AVENIDA SARAIVA DE CARVALHO, 58/60

FIGUEIRA DA FOZ

Manuseamento de carga

12

2.882.345,65

63 CAVALEIRO & CA., LDA

RUA DO CABECINHO, 30

SERRA DAS ALHADAS

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

20

2.810.766,46

64 J.CARDOSO & FILHOS, LDA

COPEIRO

COPEIRO

Comércio a retalho de material de bricolage, equipamento sanitário, ladrilhos e materiais similares, em estabelecim

16

2.786.015,42

65 RECICOM - RECICLAGEM E SERVIÇOS, LDA

ZONA INDUSTRIAL DE FERREIRA A NOVA, 6

QUERIDAS

Valorização de resíduos não metálicos

93

2.758.663,43

104

2.649.868,99

66 JTP 2 - CONSTRUÇÃO E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, LDA

RUA DAS TÍLIAS, LOTE 64A - ZONA INDUSTRIAL DE GALA

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Outras actividades de limpeza, n.e.

67 AZENHA & GONÇALVES, LDA

RUA DAS CAVADAS, 69

SANTANA

Comércio de veículos automóveis ligeiros

68 TRANSNIZA - SOCIEDADE DE TRANSPORTES, LDA

RUA DA REPÚBLICA, 15 1º

FIGUEIRA DA FOZ

Transportes rodoviários de mercadorias

RUA MIGUEL BOMBARDA, 89 R/C.

FIGUEIRA DA FOZ

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

69 IMOALPES - SOCIEDADE IMOBILIÁRIA, LDA 70 FOZTRAFEGO - AGENCIA MARITIMA DA FIGUEIRA, LDA

TRAVESSA RUA FERNANDES TOMAS, 5 1º

FIGUEIRA DA FOZ

Outras actividades auxiliares dos transportes terrestres

71 FARMACIA SAUDE, LDA

LUGAR DE QUATRO CAMINHOS, CENTRO COMERCIAL E'LECLERC LOJA 7

TAVAREDE

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

72 LUSOTORRE - EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS, LDA

RUA RANCHO CANTINHOS, 91 1º ESQ.

FIGUEIRA DA FOZ

73 MARIA INÁCIA CHAVES TELES GRILO, UNIPESSOAL, LDA

RUA DE JOSE INACIO CASTELO BRANCO, 55

74 COLEGIO DE QUIAIOS, LDA 75 A.P.A. - IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO, LDA

6

2.623.072,78

28

2.595.246,23

3

2.531.920,00

6

2.482.638,25

18

2.409.559,79

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

3

2.294.308,60

SANTANA

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

8

2.272.321,74

RUA DOUTOR AFONSO HENRIQUES DE MIRANDA, 70

QUIAIOS

Outras actividades educativas, n.e.

69

2.261.524,23

ZONA INDUSTRIAL DA GALA, LOTE 123/124

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Aluguer de outras máquinas e equipamentos, n.e.

15

2.260.370,97

33

2.250.290,17

76 OPTICEL - TELECOMUNICAÇÕES CELULARES, S.A.

RUA OLAIAS, LOTE 78

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Comércio a retalho de máquinas e de outro material de escritório, em estabelecimentos especializados

77 COSTA & FIGUEIREDO, LDA

RUA DA FONTE NOVA

FONTE NOVA

Comércio por grosso de outros produtos alimentares, n.e.

17

78 SOMISIS - SOCIEDADE DE MANUTENÇÃO DE SISTEMAS INDUSTRIAIS, LDA

RUA ROGERIO REINAUD, 22 LOJA 14 - CENTRO COMERCIAL SOLMAR

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio por grosso de outras máquinas e equipamentos

29

2.216.622,42

RUA FILARMONICA, 24

CALVETE

Comércio por grosso de máquinas e equipamentos, agrícolas

11

2.203.654,42

Outro comércio por grosso de bens de consumo, n.e.

79 AGRO-MONDEGO - REPRESENTAÇÕES AGRICOLAS, LDA 80 MICHAEL FOLKE WIBERG - IMPORTAÇÃO E EXPORTAÇÃO, LDA

FONTE DO CASAL

FONTE DO CASAL

2.237.139,43

13

2.147.153,07

81 PEREIRA & CRUZ, LDA

CASTANHEIRO

CASTANHEIRO

Comércio por grosso de animais vivos

5

2.140.730,13

82 MARIA MURTA - FARMÁCIA, S.A.

RUA DA REPÚBLICA, 116/118

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

8

83 SUPERAZEMEIS - SUPERMERCADOS, LDA

RUA DAS FLORES

MAIORCA

Outro comércio a retalho de produtos alimentares, em estabelecimentos especializados, n.e.

84 INTERAGUA - TECNOLOGIA E GESTÃO DA AGUA, LDA

RUA DAS TILIAS, LOTE 52 - PARQUE INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Tratamento de águas residuais

85 BRASTEC - CONSTRUÇÃO, LDA

ESTRADA NACIONAL 109 AO KM 3, EDIFICIO CENTRAFEGO

ARAÚJOS

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

2.130.997,73

31

2.117.148,37

8

2.112.684,38

30

2.081.396,35

86 IBERTRADE - EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO E IMÓVEIS, S.A.

RUA DAS OLAIAS, 85-L - PARQUE INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio por grosso de electrodomésticos, aparelhos de rádio e de televisão

87 MARQUES & IRMÃO, LDA

RUA 1. DE MAIO, 67

CHÃ

Comércio por grosso de bebidas alcoólicas

88 CIL - CLÍNICA DE IMAGIOLOGIA DA LAPA, UNIPESSOAL, LDA

RUA DA LAPA, 9

FIGUEIRA DA FOZ

Outro comércio por grosso de bens de consumo, n.e.

89 EMPRESA FIGUEIRENSE DE PESCA, LDA

MORRACEIRA

GALA

Pesca marítima

30

1.960.769,44

90 BRAZ & BRAZ, LDA

RUA ÂNGELO DE CARVALHO, 25 - VARZEA

TAVAREDE

Comércio por grosso de têxteis

13

1.813.914,62

91 MARPAIXÃO - PRODUÇÃO E COMERCIO DE PEIXE, LDA

RUA DE LUÍS GONÇALVES SANTIAGO, 46 4ºS - GALA

GALA

Comércio por grosso de peixe, crustáceos e moluscos

6

1.808.271,49

92 E.P.C.I.- ELECTRÓNICA E PNEUMÁTICA DE CONTROLE INDUSTRIAL, LDA

PRAÇA 8 DE MAIO, 5A 2º SALA J

FIGUEIRA DA FOZ

Reparação de televisores e de outros bens de consumo similares

93 MAQUITUDO - SOCIEDADE DE MAQUINAS E FERRAMENTAS, LDA

RUA PRINCIPAL, 83

SANTANA

Comércio por grosso de outras máquinas e equipamentos

94 PONTEFOZ - CONSTRUÇÃO CIVIL E OBRAS PUBLICAS, UNIPESSOAL, LDA

PRIMEIRA TRAVESSA DE NOSSA SENHORA DE FATIMA., 3

TROMELGO

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

95 GIL & PEDROSA, LDA

RUA DA CAPELA, 6

MARINHA DAS ONDAS

Transportes rodoviários de mercadorias

96 LUPABIOLÓGICA - LABORATÓRIOS COSMÉTICA, S.A.

RUA DAS TILIAS, 85J

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Fabricação de perfumes, de cosméticos e de produtos de higiene

97 FOZOVO - AGRO PECUARIA, LDA

RUA JOSE PINTO, 4.

BARRA

Avicultura

98 MACODAL - COMERCIO E TRANSPORTES DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO, LDA

ESTRADA NACIONAL 109, 19

CASAL NOVO

Comércio a retalho de material de bricolage, equipamento sanitário, ladrilhos e materiais similares, em estabelecim

99 CONDUCTOR MANUTENÇÃO E SERVIÇOS, LDA

LARGO ALVIDEIRO

FIGUEIRA DA FOZ

Outras actividades de serviços de apoio prestados às empresas, n.e.

100 NAVEGADOR MOR - CONSTRUÇÃO NAVAL, UNIPESSOAL, LDA

RUA AMIZADE, 4

BUARCOS

Construção de embarcações não metálicas, excepto de recreio e desporto

101 MANUEL PEDROSA OLIVEIRA & FILHOS, LDA

RUA DA ESCOLA, 47

PORTO GODINHO

Transportes rodoviários de mercadorias

102 CARLOS CABETE CAÇÃO, LDA

2.078.856,79 2.041.711,90

13

1.980.884,16

44

1.794.953,63

9

1.794.484,65

105

1.787.427,05

21

1.783.465,47

11

1.771.712,45

9

1.656.180,07

12

1.621.626,48

55

1.620.566,70

1

1.619.075,60

12

1.611.877,48 1.606.438,12

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de combustível para veículos a motor, em estabelecimentos especializados

2

103 FIGUEIRA DOMUS - EMPRESA MUNICIPAL DE GESTÃO DE HABITAÇÃO DA FIGUEIRA DA FOZ, E.E.M.

RUA FONTE, 54

FIGUEIRA DA FOZ

Actividades de mediação imobiliária

8

104 SILVA TOMÉ IRMÃOS, LDA

RUA AZENHA, 30

CASAL DA ROBALA

Comércio a retalho de bebidas, em estabelecimentos especializados

6

1.532.835,24

105 CCEL - CASA DAS CARNES DO ERVEDAL, LDA

RUA DE QUIAIOS, 3 - ERVEDAL

CASAL NOVO

Fabricação de produtos à base de carne

15

1.528.859,59

106 AGENCIA MARITIMA EUROFOZ, LDA

AVENIDA SARAIVA CARVALHO, 62 3º

FIGUEIRA DA FOZ

Organização do transporte

3

1.507.616,61

107 ISOCENTRO - ISOLAMENTOS, IMPERMEABILIZAÇÕES E CONSTRUÇÃO CIVIL, LDA

RUA DO ATENEU, S/N - ALHADAS

6 12

RUA ACÁCIAS, 54

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Outras instalações em construções

1.540.229,17

34

1.502.925,21

108 FOZMAQUINA - SOCIEDADE DE MAQUINAS E FERRAMENTAS DA FIGUEIRA, LDA

RUA FERNANDES TOMAS, 40/46

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio por grosso de máquinas e equipamentos, agrícolas

8

1.501.581,47

109 SANDRA OLIVEIRA E SILVA - UNIPESSOAL, LDA

LARGO DE LUÍS DE CAMÕES, 11

TAVAREDE

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

9

1.487.663,02

110 COFRAFOZ - CONSTRUÇÃO CIVIL, LDA

RUA ALTO DA CARREIRA, 24

FONTE DO RAMILO

Outras actividades especializadas de construção diversas, n.e.

111 SOUSA MACEDO, UNIPESSOAL, LDA

RUA DOUTOR ADELINO MESQUITA, 10

PAIÃO

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

8

1.479.694,51

112 FIGUEIRA GLOBAL SUPERMERCADOS, LDA

LARGO CARAS DIREITAS, 69

BUARCOS

Comércio a retalho em supermercados e hipermercados

2

1.454.774,00

113 ALVAMARISPEIXE - COMERCIO DE PEIXE, LDA

RUA RANCHO DAS CANTARINHAS, 103

TAVAREDE

Comércio por grosso de peixe, crustáceos e moluscos

6

1.437.158,52

114 FIGUEIRAPÃO - INDÚSTRIA E COMÉRCIO ALIMENTARES, LDA

RUA REPÚBLICA, 100 2º

FIGUEIRA DA FOZ

Panificação

70

1.418.149,80

40

1.479.982,67

115 BEATRIZ GODINHO - LABORATÓRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS MARIA DE LOURDES BEJA CACHULO, S.ARUA DA REPÚBLICA, 24 1º

FIGUEIRA DA FOZ

Laboratórios de análises clínicas

21

116 TRANSPORTES JOSE MIGUEL SARAIVA, UNIPESSOAL, LDA

RUA DA LIBERDADE, NETOS

BUARCOS

Transportes rodoviários de mercadorias

12

1.402.752,97

117 TAVAREDE CAR - CENTRO DE MANUTENÇÃO DE VEICULOS, LDA

ESTRADA NACIONAL 109

CHÃ

Manutenção e reparação de veículos automóveis

19

1.393.450,47

1.404.200,74

118 DAPAVAL - DISTRIBUIDORA DE PRODUTOS ALIMENTARES, AZEITES E REFRIGERANTES, LDA

RUA DOUTOR DUARTE SILVA, 69

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio por grosso de outros produtos alimentares, n.e.

10

119 ANDRADE & TELES, LDA

RUA DE SÃO TOME, 47

FERREIRA-A-NOVA

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

19

1.376.296,38

120 WELL-HOME - INVESTIMENTO E PROMOÇÃO URBANA, LDA

RUA DOS LUSÍADAS

FIGUEIRA DA FOZ

Compra e venda de bens imobiliários

1

1.371.214,87

121 ELISIO FERREIRA CARDOSO & FILHO, LDA

RUA DE SÃO BENTO, 33

PAIÃO

Instalação eléctrica

18

1.352.732,79

122 TRANSPORTES FERREIRA & OLIVEIRA, LDA

RUA DO CEMITÉRIO, 17

Transportes rodoviários de mercadorias

14

SANTANA

1.380.517,61

1.320.010,77

123 M.F. METALURGICA FIGUEIRENSE, LDA

PARQUE INDUSTRIAL DA GALA, RUA DAS ACACIAS-LOTE 32

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Fabricação de outros produtos metálicos diversos, n.e.

34

1.318.636,67

124 IRMÃOS NORINHO, LDA

PORTO LICEIA

PORTO LICEIA

Comércio por grosso de peixe, crustáceos e moluscos

6

1.277.171,36

125 PAVINETTO - INDÚSTRIA E CONSTRUÇÃO, LDA

MARINHA DAS ONDAS

MARINHA DAS ONDAS

Fabricação de produtos de betão para a construção

7

1.273.724,74

Listagem elaborado por:


X

250 MAIORES EMPRESAS DA FIGUEIRA DA FOZ www.campeaoprovincias.com

N.º

MORADA

NOME

126 GIL DIAS - SOCIEDADE DE CONSTRUÇÃO CIVIL, LDA

RUA DOLMEN DAS CARNIÇOSAS, 43

LOCALIDADE SERRA DAS ALHADAS

24

QUINTA-FEIRA

DE SETEMBRO DE 2009 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

ACTIVIDADE Construção de outras obras de engenharia civil, n.e.

N.º Trabalha dores

VOLUME NEGÓCIOS 2008

18

1.261.176,76

127 SINEIRO C.I. - COMERCIO INTERNACIONAL DE BIOCIDAS, LDA

RUA DOUTOR LUÍS CARRIÇO, 1A 5ºESQ.

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio por grosso de produtos químicos

1

128 HABITAFOZ - SOCIEDADE DE CONSTRUÇÕES, LDA

RUA DO CALVARIO, 14 - COPEIRO

COPEIRO

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

9

1.226.850,00

129 LOOK BIKINI - INDÚSTRIA DE CONFECÇÕES, LDA

RUA CAMÉLIAS, 22 - BOM SUCESSO

REGATEIROS

Confecção de outros artigos e acessórios de vestuário

29

1.226.446,16

130 JOSÉ FERREIRA, UNIPESSOAL, LDA

LUGAR DE ARMAZENS

ARMAZÉNS

Comércio a retalho de combustível para veículos a motor, em estabelecimentos especializados

131 VILA ELITE - CONSTRUÇÕES, LDA

LUGAR DE GESTINHA

BOM SUCESSO

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

132 COELHO NETTO & CA., LDA

MARINHA DAS ONDAS

MARINHA DAS ONDAS

Construção de outras obras de engenharia civil, n.e.

3

1.235.789,92

1.225.179,17

2

1.221.835,71

26

1.219.813,51

133 MICROPROJECTO - PROJECTOS E ENGENHARIA, LDA

RUA DOS COMBATENTES DA GRANDE GUERRA, 51-1º

FIGUEIRA DA FOZ

Actividades de engenharia e técnicas afins

80

1.218.198,59

134 POOLPLACA PORTUGUESA PLÁSTICOS, LDA

ZONA INDUSTRIAL DA GALA, LOTE 61

FIGUEIRA DA FOZ

Fabricação de outros artigos de plástico, n.e.

21

1.210.193,70

135 LOPES & COUTO, LDA

ARAUJO BRENHA

ARAÚJOS

Transportes rodoviários de mercadorias

21

1.209.426,10

136 FERNANDO CAMELO - UNIPESSOAL, LDA

ESTRADA NACIONAL 109, 390

PEDROS

Agentes do comércio por grosso de madeira e materiais de construção

137 GRACINDA MANUELA ANTUNES - FARMÁCIA, UNIPESSOAL, LDA

AVENIDA REMIGIO FALCÃO BARRETO, 61 R/C.

COVA

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

6

1.203.382,22

138 FACHAIMPER - PINTURAS DA CONSTRUÇÃO CIVIL, LDA

RUA ARNALDO SOBRAL, 49-ESCRITORIO 218 - CENTRO DE ACTIVIDADES

FIGUEIRA DA FOZ

Pintura e colocação de vidros

14

1.188.207,03

139 COFOTRANS - EMPRESA DE EXPLORAÇÃO FLORESTAL, S.A.

LAVOS, EDIFÍCIO INDUSTRIAL DA SOPORCEL

COSTA DE LAVOS

Actividades dos serviços relacionados com a silvicultura e exploração florestal

11

1.171.219,00

RUA AFONSO ALBUQUERQUE, 76

FIGUEIRA DA FOZ

Actividades dos estabelecimentos de saúde com internamento

22

1.170.809,43

140 DIAGNOSTICUM - CLÍNICA DE DIAGNÓSTICO DA FIGUEIRA DA FOZ, LDA

2

1.208.047,34

141 QUIAIOS HOTEL - EMPREENDIMENTOS TURISTICOS, S.A.

ALDEAMENTO TORRICENTRO, PRAIA DE QUIAIOS

MURTINHEIRA

Outros estabelecimentos hoteleiros com restaurante

27

1.152.603,46

142 CELIA MARQUES, UNIPESSOAL, LDA

RUA DOS CALDEIREIROS, 43

MARINHA DAS ONDAS

Exploração florestal

10

1.147.373,78

143 ARMINDO RUIVO & FILHOS, LDA

RUA DA LIBERDADE, 14

FRANCO

Fabricação de outros produtos metálicos diversos, n.e.

144 SOMAFE - COMERCIO DE ARTIGOS PARA O LAR, LDA

RUA DA REPÚBLICA, 38/40

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de outros artigos para o lar, n.e., em estabelecimentos especializados

145 FABRICA DA COMIDA - EXPLORAÇÃO HOTELEIRA DE RESTAURAÇÃO E BEBIDAS, LDA

AVENIDA DE 25 DE ABRIL, S/N (JUNTO AO FORTE DE SANTA CATARINA) - TENIS CLUB

FIGUEIRA DA FOZ

Restaurantes tipo tradicional

146 PETROLIVEIRA, SOCIEDADE UNIPESSOAL, LDA

RUA ALHADAS, 14

BRENHA

Comércio a retalho de combustível para veículos a motor, em estabelecimentos especializados

147 FOZTERRA - SOCIEDADE DE DEMOLIÇÕES E MOVIMENTO DE TERRA, LDA

RUA DO ENGENHEIRO SILVA, 92 R/C

TAVAREDE

Demolição

148 CMDI - CENTRO MEDICO E DENTARIO INTEGRADO, LDA

RUA MIGUEL BOMBARDA, 66

FIGUEIRA DA FOZ

Outras actividades de saúde humana, n.e.

RUA PRINCIPAL, 8

CASAL DO GRELO

149 CERAMICA DAS ALHADAS, S.A.

Fabricação de outros produtos cerâmicos para a construção

150 FORTRAL - FORNECIMENTO DE PEÇAS PARA TRANSPORTES, LDA

RUA DOS MOLEIROS, 35/37 - SAMPAIO

SAMPAIO

Comércio a retalho de peças e acessórios para veículos automóveis

151 POLICLINICA CENTRAL DA FIGUEIRA DA FOZ, LDA

RUA CALOUSTE GULBENKIAN

FIGUEIRA DA FOZ

Actividades dos estabelecimentos de saúde com internamento

152 QUICARMOTORS, LDA

RUA BELA VISTA

QUIAIOS

Comércio de veículos automóveis ligeiros

153 FOZPOR - EMPRESA DE TRABALHO PORTUARIO DA FIGUEIRA DA FOZ (E.T.P.), LDA

1.135.594,08

6

1.118.648,21

17

1.116.574,26

1

1.113.668,27

20

1.111.078,57

9

1.109.638,45

24

1.104.550,59

13

1.072.793,85

6

1.069.679,99

1.100.325,09

FIGUEIRA DA FOZ

Actividades das empresas de selecção e colocação de pessoal

29

1.064.901,36

154 ANTÓNIO PERES SANCHES, LDA

AVENIDA DOM JOÃO II, 70

BUARCOS

Restaurantes tipo tradicional

26

1.061.494,64

155 ACURCIO & FILHOS, LDA

PEDROS

BOM SUCESSO

Manutenção e reparação de veículos automóveis

4

1.034.152,31

18

1.021.198,36

156 METALOMECANICA CURADOS, LDA

AVENIDA SARAIVA DE CARVALHO - CAIS COMERCIAL

9

ZONA INDUSTRIAL DA GALA, LOTE 7C

TAVAREDE

157 FOZ - SOCIEDADE COMERCIAL DE MOTOCICLOS, LDA

AVENIDA SARAIVA DE CARVALHO, 126/130

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio por grosso e a retalho de motociclos, de suas peças e acessórios

5

1.013.859,94

158 HENRIQUE NOGUEIRA MARIANO & CA., LDA

RUA DA REPÚBLICA, 15 1º

FIGUEIRA DA FOZ

Transportes rodoviários de mercadorias

20

1.013.262,41

159 EDIFIG - ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO, LDA

ARAÚJO

ARAÚJOS

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

43

998.913,77

160 TRANSGANDARA - TRANSPORTES DA GANDARA, LDA

ESTRADA NACIONAL 109, 390

PEDROS

Transportes rodoviários de mercadorias

3

161 RIDER GLASS - INDÚSTRIA DE VIDRO, LDA

RUA DO PAÇO, 2 2º

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de tintas, vernizes e produtos similares, em estabelecimentos especializados

4

995.028,63

162 FOZMEL - MONTAGENS ELECTRICAS, LDA

PRAÇA 8 DE MAIO, 5A 2ºANDAR FRACÇÕES I J

FIGUEIRA DA FOZ

Instalação eléctrica

44

993.396,30

163 SABIR HOTEIS, LDA

RUA LUSÍADAS - HOTEL APARTAMENTOS SOTTO MAYOR

FIGUEIRA DA FOZ

Hotéis sem restaurante

35

992.821,91

23

983.650,25

164 J.M.S.S. - SERRALHARIA MECANICA E CIVIL, LDA

Reparação e manutenção de máquinas e equipamentos

997.413,57

LUGAR DE BRENHA

BRENHA

Reparação e manutenção de produtos metálicos (excepto máquinas e equipamento)

165 ALFREDO FARRECA RODRIGUES, LDA

RUA 10 DE AGOSTO, 130

FIGUEIRA DA FOZ

Outros transportes terrestres de passageiros diversos, n.e

25

166 FEZEMETAL - SOCIEDADE TUBAGENS INDUSTRIAIS E METALOMECANICAS, LDA

RUA DE DONA MARIA, 48

BUARCOS

Fabricação de outros produtos metálicos diversos, n.e.

16

977.274,81

167 NOGUEIRAS & SOBRINHO, LDA

AVENIDA 25 DE ABRIL, 62/64 APARTADO 1015

FIGUEIRA DA FOZ

Fabricação de gelados e sorvetes

24

974.622,95

168 ELFIDIS - SUPERMERCADOS, UNIPESSOAL, LDA

RUA BECO DA SAUDADE

COVA

Outro comércio a retalho de produtos alimentares, em estabelecimentos especializados, n.e.

169 ÁREA CELULAR - COMUNICAÇÕES, LDA

RUA DE CANDIDO DOS REIS, 5

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de equipamento de telecomunicações, em estabelecimentos especializados

21

944.605,76

170 MOREIRA & CANATÁRIO - MÉDICOS ASSOCIADOS, S.A

RUA ALTO DO VISO, 50, FRACÇÃO S

FIGUEIRA DA FOZ

Actividades dos estabelecimentos de saúde com internamento

12

942.734,89

LOUREIROS

2

978.252,44

970.737,06

171 FIGUEIRAPET - AVES E ALIMENTAÇÃO, LDA

LUGAR DE LOUREIROS

Agentes do comércio por grosso de matérias-primas agrícolas e têxteis, animais vivos e produtos semi-acabados

10

941.097,15

172 FOZARCOS - RESTAURAÇÃO RAPIDA, LDA

LUGAR DO PATRACOL, LOJA 107 - CENTRO COMERCIAL FOZPLAZA

FIGUEIRA DA FOZ

Restaurantes tipo tradicional

18

940.559,67

173 CARNES CIPRESTE, LDA

MATAS

MATAS

Abate de gado (produção de carne)

9

940.387,14

174 MADIFOZ - FÁBRICA DE URNAS PAIONENSE, LDA

RUA DO FERRADOR, 6

PAIÃO

Fabricação de caixões mortuários em madeira

28

937.948,48

175 FARMACIA AVOPEL, LDA

LOMBA POÇO FRIO

LOMBA DO POÇO FRIO

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

4

926.572,21

176 ÁLVARO JOSÉ PEREIRA OLIVEIRA, LDA

PORTO LICEIRA

FIGUEIRA DA FOZ

Transportes rodoviários de mercadorias

11

923.730,78

177 TRANSPRADO - TRANSPORTES NACIONAIS E INTERNACIONAIS, LDA

RUA DO PINHAL - SANTO AMARO DA BOIÇA

MAIORCA

Transportes rodoviários de mercadorias

11

913.027,01

TAVAREDE

Outras actividades especializadas de construção diversas, n.e.

179 TRANSPORTES DIOBRUNO, LDA

RUA JOSE MANUEL LEITE, 19

COSTA DE LAVOS

Transportes rodoviários de mercadorias

10

888.429,62

180 MORTAGUA & SILVA, LDA

178 FIGASFOZ - SISTEMAS DE GAS, LDA

RUA CÂNDIDO DOS REIS, 65

FIGUEIRA DA FOZ

Restaurantes tipo tradicional

18

885.153,60

181 CONSTRUMEC - CONSTRUÇÕES METALOMECÂNICAS, LDA

RUA DO PINHAL AMARO, 18

14

909.294,11

ZONA INDUSTRIAL DA GALA, LOTE 30

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Fabricação de máquinas para as indústrias do papel e do cartão

9

884.785,73

182 FERREIRA & LÉ, LDA

RUA DA SENHORA DA ENCARNAÇÃO, 31

BUARCOS

Pesca marítima

21

878.222,20

183 NIVELCAR - COMERCIO DE AUTOMOVEIS, LDA

RUA DO 1.DE MAIO, 155

SOBRAL

Comércio de veículos automóveis ligeiros

10

877.923,53

184 CESAR & CESAR, LDA

RUA RANCHO DAS CANTARINHAS, 2L - URBANIZAÇÃO CAMPO E MAR

TAVAREDE

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

5

877.280,00

185 ENGEMALIA - ENGENHARIA E MONTAGENS ELECTROMECÂNICAS INDUSTRIAIS, UNIPESSOAL, LDA

LUGAR DO ARAÚJO, S/N

ARAÚJOS

Actividades de engenharia e técnicas afins

8

871.757,44

186 FREITAS & SOBRAL - COMERCIO DE AUTOMOVEIS, LDA

RUA DE JOAQUIM SOTTO MAYOR, 107

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio de veículos automóveis ligeiros

2

861.284,53

187 SOCIEDADE DE PESCA JOÃO & LÉ, LDA

RUA DO MAJOR SOARES CORREIA, 13-R/C

FIGUEIRA DA FOZ

Pesca marítima

31

851.180,32

188 SEDUTA - COMERCIO DE VESTUARIO, LDA

RUA DOS FARIAS

PAIÃO

Comércio por grosso de vestuário e de acessórios

14

843.199,41

189 ZE-GAZ - JOSE M. F. VICENTE, LDA

RUA RIO DE BAIXO, 9

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de combustíveis para uso doméstico, em estabelecimentos especializados

4

827.277,99

190 VIRGILIO CARDOSO DE OLIVEIRA & FILHOS, LDA

ESTRADA DE COIMBRA, 26

CACEIRA DE BAIXO

Serração de madeira

34

819.288,87

191 FAIAMÓVEL - ARMAZENS DE MÓVEIS, LDA

RUA DAS ACÁCIAS, LOTE 38 - ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ

CARRITOS

Comércio a retalho de mobiliário e artigos de iluminação, em estabelecimentos especializados

11

815.587,18

PRAIA DE BUARCOS

813.529,20

Restaurantes com lugares ao balcão

21

193 NAVAL DECK - MANUTENÇÃO NAÚTICA, UNIPESSOAL, LDA

RUA SANTO AMARO, 1 - SERRA DA BOA VIAGEM

FIGUEIRA DA FOZ

Outras actividades de serviços de apoio prestados às empresas, n.e.

15

194 SIMPLESMENTE MAR, LDA

192 SNACK - BAR O FERNANDO - HOTELARIA, LDA

RUA SENHORA DA ENCARNAÇÃO, 31

AVENIDA DO BRASIL, 57 R/C

BUARCOS

Pesca marítima

1

793.322,05

195 SOPORCEL 2000 - SERVIÇOS COMERCIAIS DE PAPEL, SOCIEDADE UNIPESSOAL, LDA

EDIFICIO FABRIL, DA SOPORCEL

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio por grosso de artigos de papelaria

7

792.087,00

196 ANACLETO CARDOSO CAÇÃO, UNIPESSOAL, LDA

RUA DETRAS DA ESCOLA, 37

BOM SUCESSO

Comércio a retalho de ferragens e de vidro plano, em estabelecimentos especializados

3

787.016,29

799.360,39

197 PECUARIA VIEIRA & JESUS, LDA

CASA NOVO - PAIÃO

PAIÃO

Outra produção animal, n.e.

7

783.174,24

198 ESTEVES & MARTINS, LDA

RUA BERNARDO LOPES, 85-R/C

FIGUEIRA DA FOZ

Restaurantes tipo tradicional

14

781.888,25

199 FOZTUBO - MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO, LDA

RUA JOSE NUNES MEDINA, 44/48

CHÃ

Agentes do comércio por grosso de madeira e materiais de construção

6

781.783,42 781.397,51

200 CARLOS MANUEL DE SOUSA LOUREIRO EDIÇÕES, COMPRA E VENDA LIVROS, SOCIEDADE UNIPESSOARUA FLORES DA BEIRA MAR, 13

BUARCOS

Edição de livros

5

201 ANA ALVES & RODRIGUES, LDA

RUA CONDADOS, URBANIZAÇÃO PATRACOL CC FOZ PLAZA LOJAS 231 E 232

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

3

202 MELODIAS DO MAR - TABACARIA, UNIPESSOAL, LDA

CENTRO COMERCIAL E'LECLERC - LUGAR DE 4 CAMINHOS, LOJA 1

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de tabaco, em estabelecimentos especializados

203 RECI 21 - RECICLAGEM DE RESIDUOS INDUSTRIAIS, LDA

ZONA INDUSTRIAL DE FERREIRA-NOVA, 10

QUERIDAS

Recolha de resíduos inertes

FIGUEIRA DA FOZ

Fabricação de gases industriais

205 OFFSETARTE - ARTES GRAFICAS, LDA

RUA MORRACEIRA, S/N

GALA

Outra impressão

206 TRANSMARNOTO - TRANSPORTES, LDA

204 EMULSER GÁS - DISTRIBUIÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE GÁS E ELECTROMÉSTICOS, LDA

RUA DA FONTE DA MEDICA, 1

SANTA LUZIA

Transportes rodoviários de mercadorias

207 MARCO - AGÊNCIA DE VIAGENS E TURISMO, LDA

RUA DE ROGÉRIO REYNAUD, 8

RUA MAESTRO DAVID SOUSA, 103 R/C

FIGUEIRA DA FOZ

Actividades das agências de viagem

208 HOTELARIA DO CABO MONDEGO, LDA

MARGINAL OCEANICA

BUARCOS

Outros estabelecimentos hoteleiros com restaurante

209 VASTERVAL - MARKETING E SERVIÇOS, LDA

RUA DAS COURELAS, 27

MATAS

Outra investigação e desenvolvimento das ciências físicas e naturais

210 MEGO - INDUSTRIA DE MOLDES, LDA

RUA DA VIDREIRA - FONTELA

TAVAREDE

Fabricação de moldes metálicos

211 PAULA GONÇALVES PEREIRA, UNIPESSOAL, LDA

RUA CRISTIANO RIBEIRO DE SOUSA, 48

PRAIA DA LEIROSA

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

776.674,98

4

759.231,53

16

757.239,73

15

743.117,16

9

742.359,02

750.021,00

3

741.105,03

14

739.964,65

2

739.669,53

30

722.192,72

5

719.121,50

212 J.SERRA RAMOS, LDA

RUA RANCHO DAS CANTARINHAS, 34

TAVAREDE

Outras culturas temporárias, n.e.

36

714.443,38

213 EXPERTWORLD - ENGENHARIA INDUSTRIAL, UNIPESSOAL, LDA

RUA DA GUINÉ, 63

FIGUEIRA DA FOZ

Actividades de engenharia e técnicas afins

29

707.174,70

214 MONDEFOZ TRANSPORTES, LDA

RUA DA ARROTEIA, 7

MAIORCA

Transportes rodoviários de mercadorias

9

702.507,11

215 FERREIRA & SOUTO, LDA

VILA VERDE

VILA VERDE

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

4

216 AUGUSTOS - INDUSTRIA DE EQUIPAMENTOS, LDA

RUA PRINCIPAL, 88

CASAL DO GRELO

Comércio por grosso de máquinas para a indústria extractiva, construção e engenharia civil

217 LEIRIRESTE - ACTIVIDADES HOTELEIRAS, LDA

QUINTA DA SALMANHA

SALMANHA

Restaurantes tipo tradicional

218 PISCIARTE - EQUIPAMENTOS PARA PISCINAS, LDA

TRAVESSA SEIXAL, 12

NETOS

Comércio por grosso de máquinas para a indústria extractiva, construção e engenharia civil

219 OCTOSTONE - ADMINISTRAÇÃO DE BENS, S.A.

RUA MANUEL LONTRO, 6.ESQ.

QUIAIOS

Promoção imobiliária (desenvolvimento de projectos de edifícios)

220 CRISNOVO, LDA

RUA DAS FLORES, 6

CASAL NOVO

Comércio por grosso de outros produtos alimentares, n.e.

221 SOCIEDADE AGRÍCOLA DA QUINTA DE FOJA, S.A.

QUINTA DE FOJA - SANTO AMARO DA BOIÇA

MAIORCA

Cerealicultura (excepto arroz)

699.878,06

11

695.834,16

3

690.897,94

6

689.619,86 667.690,93

5 19

666.086,07 655.053,77

222 CIPEF - CENTRO DE INSPECÇÕES PERIÓDICAS DE VEÍCULOS, LDA

ARAÚJOS

ARAÚJOS

Manutenção e reparação de veículos automóveis

5

638.002,48

223 MALOROLO - SOCIEDADE DE RESTAURAÇÃO, LDA

AVENIDA DO BRASIL, 12

FIGUEIRA DA FOZ

Restaurantes tipo tradicional

13

637.425,63

224 CASTRO & CASTANHEIRA, S.A.

PRAÇA 8 DE MAIO, 27

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio de veículos automóveis ligeiros

33

637.160,00

225 OVO AZUL - SUPERMERCADOS, LDA

RUA BERNARDO LOPES, 28

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho em supermercados e hipermercados

226 PADARIA E PASTELARIA SANTA MARIA, LDA

RUA JOAQUIM SOTTO MAYOR, 95-97

FIGUEIRA DA FOZ

Pastelaria

227 MOVEIS SILVERIO - J.SILVERIO, MOBILIARIO E DECORAÇÕES, LDA

RUA DAS ACACIAS, LOTE 79 - ZONA INDUSTRIAL GALA

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de mobiliário e artigos de iluminação, em estabelecimentos especializados

228 SIDMOR - SOCIEDADE INDUSTRIAL DE DECAPAGEM, METALIZAÇÃO E OFICINA DE REPARAÇÕES, LDA ZONA INDUSTRIAL DA GALA, LOTE 16

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Pintura e colocação de vidros

229 MELO & CRUZ, LDA

REGALHEIRAS

Comércio a retalho de produtos farmacêuticos, em estabelecimentos especializados

RUA 1 DE NOVEMBRO, DE 1975

230 AMPERPOLO - MONTAGENS ELECTRICAS, LDA

RUA DA TUFEIRA, 22

CARVALHAIS

Instalação eléctrica

231 PESCAXICO - SOCIEDADE DE PESCAS, LDA

ESTRADA DE SANTA LUZIA, 30

SANTA LUZIA

Pesca marítima

232 SUPELLECTILIS - COMERCIO DE MOBILIARIO, LDA

LUGAR DE PORTO CARRO

BRENHA

8

637.001,29

24

632.625,12

5

631.449,47

16

629.745,83

3

625.859,21

9

623.564,46

26

618.130,25

Comércio a retalho de mobiliário e artigos de iluminação, em estabelecimentos especializados

6

607.933,34

233 ÁLVARO ALVES BORGES, LDA

ALTO DE BRENHA

BRENHA

Descasque, branqueamento e outros tratamentos do arroz

7

606.030,12

234 MURATUS, LDA

RUA DAS SERRINHAS, 9 - CARVALHAIS

CARVALHAIS

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

3

235 RAUL & FILHOS, LDA

RUA DA FILARMONICA, 30

FIGUEIRA DA FOZ

Panificação

9

591.283,13

236 CWJ - PROJECTO, S.A.

PARQUE INDUSTRIAL FIGUEIRA DA FOZ, L75-APARTADO 93 - BAIRRO DA ESTAÇÃO

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio por grosso de materiais de construção (excepto madeira) e equipamento sanitário

17

586.530,00

602.830,26

237 SOCIEDADE DE PESCA BENFICA, LDA

RUA HERÓIS DE FRANÇA, 6-R/C.ESQ.

BUARCOS

Pesca marítima

26

585.586,80

238 VETI FIGUEIRA - VESTUARIO E CONFECÇÕES, LDA

CHÃ DE CIMA

CHÃ

Comércio a retalho de vestuário para adultos, em estabelecimentos especializados

10

580.965,62

239 NIVELSERVICE, LDA

RUA 1 DE MAIO - SOBRAL

SOBRAL

Manutenção e reparação de veículos automóveis

4

578.855,57

4

240 GILBERTO VIEIRA SECO, LDA

RUA DA REPÚBLICA, 163

FIGUEIRA DA FOZ

Comércio a retalho de electrodomésticos, em estabelecimentos especializados

241 DUARMAT - COMERCIO MAQUINAS E FERRAMENTAS, LDA

ESTRADA NACIONAL 109, ARMAZEM 2-79

COVA DA SERPE

Comércio a retalho por outros métodos, não efectuado em estabelecimentos, bancas, feiras ou unidades móveis de venda

575.005,04

242 TRANSPORTES J. CAVALEIRO, LDA

ESTRADA NACIONAL N. 109, 16

BUARCOS

Transportes rodoviários de mercadorias

7

572.435,86 561.532,35

243 MERGUL - EQUIPAMENTOS E MATERIAL RODOVIARIO, LDA

ZONA INDUSTRIAL DA GALA, LOTE 77

577.481,89

ZONA INDUSTRIAL DA FIGUEIRA DA FOZ Comércio por grosso de outras máquinas e equipamentos

21

244 FIGUEIREDO & RODRIGUES, LDA

FONTINHAS

FONTINHAS

Fabricação de outros produtos metálicos diversos, n.e.

27

245 JOSÉ PINHEIRO, LDA

PEDROS

PEDROS

Construção de edifícios (residenciais e não residenciais)

5

557.435,74

246 FIGUEIRADIESEL - REPARAÇÃO DE VIATURAS, LDA

ARAUJOS

FIGUEIRA DA FOZ

Manutenção e reparação de veículos automóveis

14

549.389,51

247 SUPERMERCADO ECONOMICO - COMERCIO DE PRODUTOS ALIMENTARES, LDA

RUA DOUTOR DUARTE SILVA, 58

FIGUEIRA DA FOZ

Outro comércio a retalho de produtos alimentares, em estabelecimentos especializados, n.e.

25

549.019,06

557.493,30

248 FIGUEIRAPEIXE, LDA

ESTRADA DA SERRA, 119

CONDADOS DE TAVAREDE

Comércio por grosso de peixe, crustáceos e moluscos

12

544.881,70

249 PETROCAÇÃO - COMBUSTIVEIS E COMERCIO DE CONVENIENCIA, LDA

RUA DAS CAVADAS

SANTANA

Comércio a retalho de combustíveis para uso doméstico, em estabelecimentos especializados

1

544.254,79

250 AGROALQUEIDÃO - RAÇÕES E AGROQUIMICOS, LDA

RUA DE 30 DE MARÇO

CALVETE

Comércio por grosso de produtos químicos

4

544.047,11

Listagem elaborado por:


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QUINTA-FEIRA

DE SETEMBRODE 2009 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

250 MAIORES EMPRESAS DA FIGUEIRA DA FOZ

XI

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Associação entre duas empresas

Investimento de três milhões na valorização de resíduos jecto e as acessibilidades ao concelho foram preponderantes na escolha da localização”. A RCD tem como objectivo principal o tratamento de resíduos, logo a actividade consistirá em receber e tratar/valorizar todos os resíduos provenientes dos processos de construção e demolição produzidos no concelho da Figueira da Foz e nos concelhos limítrofes, num raio de cerca de 70 quilómetros a partir das suas instalações. O investimento, que ascende a três milhões de euros, permitirá instalar uma unidade fabril moderna e tecnologicamente avançada, capaz de oferecer ao mercado soluções que correspondem a uma real valorização dos resíduos de construção e demolição, transformando-os em matérias-primas utilizáveis. Para Aníbal Azevedo, administrador da Guilherme Gonçalves Correia & Filhos, “este novo projecto consubstancia o encontro de competências e de criação

sinergética entre as duas empresas”. A RCD – Resíduos de Construção e Demolição, Lda., vai posicionar-se como uma unidade de negócio que oferece uma solução para o problema dos resíduos produzidos na construção civil – obras públicas e privadas. Para tal, recorrerá a modernos e avançados processos de triagem e tratamento/ valorização de resíduos, para transformar os resíduos de construção e demolição em matérias primas, com aplicações diversas no sector da construção civil, sempre sob um rigoroso controlo de qualidade, que obedece, entre outros a critérios de homogeneidade das suas propriedades físicas. Este novo projecto, RCD – Resíduos de Construção e Demolição, Lda., terá impacto ao nível da economia da região e contribuirá ainda para o cumprimento das metas ambientais estabelecidas para Portugal no âmbito da sustentabilidade, uma vez que promove a reciclagem e a reutilização de materiais, a diminuição dos

impactos ambientais associados à emissão de gases com efeito de estufa, à deposição de resíduos e à extracção de matérias primas, promovendo a preservação dos recursos naturais. A Recicom, Reciclagem e Serviços, Lda é uma empresa

de recolha, triagem e tratamento de resíduos com serviços e soluções de gestão de resíduos, responsabilizando-se por todo o processo em substituição dos “produtores” de resíduos, e está localizada na Zona Industrial de Ferreira-a-Nova, na Figueira da Foz.

A Guilherme Gonçalves Correia & Filhos, Lda, é uma empresa de construção civil especializada na concepção, construção, ampliação e transformação de edifícios industriais, naves e armazéns, fundada em 1962 e com sede na Figueira da Foz.

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Duas empresas do concelho da Figueira da Foz associaram-se e criaram uma nova empresa – a RCD – dedicada à recepção e ao tratamento/valorização de resíduos de construção e demolição. O projecto é um empreendimento de um grupo de investidores figueirenses, liderado por Guilherme Gonçalves Correia & Filhos, Lda (GGC) e a Recicom, Reciclagem e Serviços, Lda, e ligadas, respectivamente, aos sectores da construção civil e do ambiente, que criaram a RCD – Resíduos de Construção e Demolição, Lda. Esta nova empresa será instalada na Zona Industrial da Ferreira-a-Nova, no concelho da Figueira da Foz, ocupará uma área de 11 000 metros quadrados e permitirá a criação de 15 novos postos de trabalho, quando a actividade atingir a velocidade de cruzeiro. Segundo Carlos Moita, Administrador da Recicom, “o funcionamento na Figueira da Foz das duas empresas promotoras do pro-

Cerâmica

Cliper presente em Itália A Cliper Cerâmica, com instalações no Parque Industrial da Figueira da Foz, marca uma vez mais presença no prestigiado Salão Internacional de Cerâmica – Cersaie, que decorrerá de 29 de Setembro a 3 de Outubro, em Bolonha, Itália Nesta edição da Cer-

saie, a Cliper Cerâmica apresentará uma nova gama e uma nova série que prometerão revolucionar o mercado. Com os nomes Bora, Mistral e Shamal, nomes de ventos que transportam consigo a imaginação para paragens longínquas, cada

série oferece aos utilizadores de cerâmica plana, soluções de qualidade estética surpreendente em conjunto com o rigor dos mais elevados critérios de qualidade. No certame, a Cliper Cerâmica estará no hall 16, stand B56.

26759

Uma nova imagem e o prestígio de sempr

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XII

250 MAIORES EMPRESAS DA FIGUEIRA DA FOZ www.campeaoprovincias.com

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QUINTA-FEIRA

DE SETEMBRO DE 2009 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

Eventos gastronómicos e novo hotel de charme

Turismo quer boa comida e dormida A Figueira da Foz, como estância turística, precisa de oferecer a quem a visita uma boa gastronomia – e essencialmente assente nos produtos do mar –, assim como locais para as pessoas ficarem, com um leque que deverá ir desde alojamentos mais módicos a uma oferta para segmentos superiores. O mais recente passo no sentido de melhorar a hotelaria foi dado, no passado dia 18, com o lançamento da primeira pedra para as obras de recuperação e transformação do Paço de Maiorca num hotel de charme. As obras irão decorrer ao longo de 18 meses e estão orçadas em seis milhões de euros, dos quais 80 por cento (4,8 milhões) assumidos pela Câmara Municipal e o restante pela componente privada. A Quinta das Lágrimas vai ser a responsável pela exploração, com Miguel Júdice a sublinhar “que é

preciso preservar esta história e património, porque as características deste palácio são únicas”. O projecto de transformação do edifício em unidade hoteleira é do arquitecto Miguel Arruda e contempla a recuperação de toda a estrutura palaciana. Os 32 quartos vão ficar distribuídos pelo piso térreo e sótão do imóvel e num edifício adjacente a construir para o efeito. No antigo lagar surgirá um spa e piscina interior, estando projectada outra para o exterior, estando igualmente contemplada uma quinta biológica para apoio ao restaurante. O Paço de Maiorca, edifício do século XVIII, situa-se a 12 quilómetros da sede do concelho, transformando-se em hotel de charme através da parceria entre a empresa municipal Figueira Grande Turismo, proprietária do espaço, e a sociedade Quinta das Lágrimas.

Os pratos de peixe têm sido privilegiados pelos restaurantes, com iniciativas ao longo do ano

O Paço foi adquirido na presidência da Câmara de Pedro Santana Lopes, tendo sido necessários oito anos para ultrapassar os obstáculos de o aproveitar para unidade hoteleira. Após as caldeiradas vem o bacalhau

A gastronomia passou a ser considerado outro

grande atractivo da Figueira da Foz, com uma série de eventos temáticos tendo por base o peixe, que decorrem ao longo de todo o ano. Aproveitando o período de Carnaval, a série de iniciativas da Figueira Gastronómica iniciou-se com a ementa dedicada ao sável e à lampreia (19 de Fevereiro a 1 de Março), ten-

do-se seguido os peixes tradicionais (2 a 11 de Abril), a festa da sardinha (1 a 30 de Junho), os pratos de mariscos(16 a 26 de Julho), recentemente as caldeiradas (3 a 13 de Setembro) e, a fechar o ano, será o mês do bacalhau, de 10 a 23 de Dezembro. Associada à gastronomia está a doçaria regional e, naturalmente, as Brisas

da Figueira da Foz, doce muito apreciado e confeccionado à base de ovos e amêndoa, que se destacam como o doce escolhido para encerrar todas as refeições. No total são 32 os restaurantes aderentes aos vários eventos de 2009, sendo que 13 participaram no sável e lampreia, 25 nos peixes tradicionais, 30 na festa da sardinha, 12 no marisco, 21 nas caldeiradas e 24 estão inscrito para servirem prato de bacalhau. Ao longo de todas as iniciativas, Ana Redondo, da Figueira Grande Turismo, apelou a todos os intervenientes para terem “um serviço de qualidade e um sorriso nos lábios”, enquanto Mário Esteves, da delegação local da associação de hotelaria e restauração, salientou o acompanhamento dos estabelecimentos aderentes por técnicos alimentares de controlo de qualidade, a par de conferências pedagógicas.

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ESTE CADERNO FAZ PARTE INTEGRANTE DA EDIÇÃO DE 490 DE 24 SETEMBRO DE 2009 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

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DIA MUNDIAL DO TURISMO

II

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Cinco sugestões, cinco destinos

Faça turismo ao Centro! A Região Centro tem mil-e-um lugares à espera de serem descobertos e redescobertos por todos, mesmo por quem vive neles, ou muito perto deles. Quantas vezes passamos ao lado da beleza, da tranquilidade, da natureza que se nos oferece na sua plenitude e não usufruímos de nada do que nos é dado, que nos está à mão, e optamos por seguir em frente, rumo ao incerto e, por vezes, à decepção? Seguindo o mesmo repto que o Turismo do Centro lança em feiras internacionais – The Centro Experience –, desafiamos o leitor também para uma inolvidável experiência de saberes, sabores e múltiplas sensações. Já gozou os dias de férias a que tinha direito? Não se preocupe, que num fim-de-semana bem programado, ou em dias de folga à semana (consoante o caso), consegue fazer a famosa “escapadinha” cá dentro.

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QUINTA-FEIRA

DE SETEMBRO DE 2009 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

Conhece as aldeias de xisto da Lousã? A Lousã, a cerca de 30 quilómetros de Coimbra, é uma caixinha de surpresas e a Serra, a famosa Serra da Lousã, é um dos seus tesouros mais preciosos. Com o tempo, lousanenses e forasteiros foram tomando consciência desse valor e o investimento nas aldeias de xisto aconteceu. O que parecia aglomerados de aldeias-fantasma, condenadas a um monte de escombros, são agora lugares aprazíveis, onde o turista encontra descanso, gastronomia local, paisagens deslumbrantes para fixar e recordar e produtos endógenos. O potencial turístico da Lousã não se esgota nestas peculiares aldeias, mas estas não deixam de ser uma imagem de marca da terra, imperdível.

E que tal uma montaria ao javali em Figueiró dos Vinhos? No próximo dia 4 de Outubro realiza-se em Figueiró dos Vinhos uma Montaria ao Javali e ao Veado, uma iniciativa organizada pelo Clube de Caçadores Bairradense e apoiada pela Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, Juntas de Freguesia de Figueiró dos Vinhos e de Bairradas e FEDERCAÇA. A concentração será pelas 7h30 na sede do Clube de Caçadores (Cabeço do Peão). Para os acompanhantes dos monteiros, a Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos proporciona uma visita turística ao longo do dia, contribuindo assim esta iniciativa, não só para a promoção das Montarias, mas também para a divulgação turística de Figueiró dos Vinhos. Aí está, para os amantes da caça, um pretexto para visitar este concelho. E para quem não é amante da modalidade? Vá, e descubra por si próprio muitas coisas, entre as quais Casal de S. Simão, uma de 24 aldeias, espalhadas pelo território do Pinhal Interior, onde o visitante poderá encontrar locais de extraordinária beleza natural, um rico património cultural e muitas ofertas de lazer.

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QUINTA-FEIRA

DE SETEMBRODE 2009 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

DIA MUNDIAL DO TURISMO

III

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Já esteve alguma vez em Mêda? Mêda é um simpático concelho do distrito da Guarda. Por lá, o forasteiro encontra castelos e ruínas, casas brasonadas, pelourinhos, fragas e fontes com história. No centro de tudo isto, encontra-se Marialva, uma das Aldeias Históricas de Portugal. A paisagem é digna de um olhar atento e por isso não pode deixar de fazer o gosto à vista nos miradouros de Santa Bárbara, na Coriscada, e de Paipenela, do Castelo de Marialva, da Barragem de Ranhados e da Torre do Relógio de Mêda. Se a visita acontecer nos meses de Fevereiro e Março, ficará gravada na memória a imagem das amendoeiras em flor de Longroiva e Fontelonga. Três magníficos castelos, o de Ranhados, o de Longroiva e o de Marialva, este último com quatro torres, são testemunhos da importância histórica destas terras nas lutas e batalhas da Idade Média.seculares artes de trabalhar o vime, a lã, o linho, o barro ou o metal, ofícios e saberes intemporais a que se juntam as receitas de milhos, papas doces e filhós do joelho da sua rica e deliciosa doçaria regional.

E o que sabe de Gouveia? Gouveia é conhecida pela neve, pelo Queijo da Serra, artesanato de pele e património ancestral. Quando não é tempo de neve, é tempo de contemplar a paisagem que a Serra da Estrela sempre proporciona e procurar, ao sabor do passeio, pelos produtos que dão fama à terra e fazem da gastronomia local uma das mais apetecíveis atracções turísticas da terra. Que tal um pão de centeio, uma morcela, um chouriço, um cabrito assado, a alambicada de borrego, as feijocas “à pastor”, a sopa de moiros, a sopa de bacalhau, o caldo de castanha, o arroz de carqueja e as bôlas de carne? E no regresso, nãoesquecer as compras nas lojas de artesanato, onde encontra os trabalhos de tecelagem manuais, as camisas e casacos de pastor, os chinelos e mantas de trapos, as botas cardadas, a olaria e tanoaria tradicionais. Isto é só um cheirinho. O resto, só mesmo indo lá.

E por que não um saltinho a Penacova? “A partir de Coimbra, via IC2 e IP3, saia no Nó de Penacova. Em alternativa, desloque-se no sentido da Estrada da Beira (N17) e tome a N110, até Penacova, aproveite para apreciar a paisagem acompanhando o serpentear das águas do Mondego. A partir de Lisboa ou Porto, via A1 ou N1, siga pela IP3 e saia no Nó de Penacova. A partir de Espanha, via Vilar Formoso, siga no IP5 até Mangualde, depois pelo IC12 até Santa Comba Dão e pelo IP3 até Penacova.” Vai valer a pena seguir as instruções que a Câmara Municipal de Penacova nos dá e descobrir uma terra afável, com belas vistas sobre o Mondego, trilhos pela Serra da Atalhada, moinhos aonde pode pernoitar ou um hotel localizado no cimo de um monte rodeado de tranquilidade.

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DIA MUNDIAL DO TURISMO

IV

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QUINTA-FEIRA

DE SETEMBRO DE 2009 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

Holandesa rendida à cidade tem hospedaria singular na Alta de Coimbra

“É preciso um tradutor de cultura!” IOLANDA CHAVES

A Casa Pombal, fundada há 16 anos, na Rua das Flores, é a única hospedaria tipo “bed & breakfast”, na Alta de Coimbra. É criação de uma holandesa, apaixonada pela cidade e pela hospitalidade portuguesa, uma característica que a empresária muito preza e procura transmitir aos hóspedes que acolhe. Elizabeth, antiga directora de um instituto de enfer magem, vivia em Haia, e ouviu falar de Coimbra, pela primeira vez, na Universidade de Leiden, aquando da formação do Grupo Coimbra (em finais da década de 80); uma rede de universidades europeias, entre as quais constam algumas das mais prestigiadas e antigas. Fixou o nome de

tão antiga e singular cidade e acalentou o desejo de um dia a conhecer, embora não tenha sido a primeira escolha quando se decidiu por um projecto turístico. Pensou no Perú, mas teve receio de arriscar. Voltou-se para Espanha e acabou por dar um saltinho a Portugal, directo a Coimbra. Se o primeiro impacto fosse determinante para a fixação da holandesa, não haveria Casa Pombal para contar esta história. Elizabeth ainda se lembra do “horror!” que lhe invadiu a alma quando o expresso entrou na Avenida Fernão de Magalhães (já lá vão quase duas décadas e, entretanto, a zona conhecida por Casa do Sal foi sendo embelezada...) Os cinco dias de estadia salvaram a situação. Rendeu-se aos en-

cantos da cidade, especialmente da Alta de Coimbra. Regressou no Verão seguinte, para um curso intensivo de português, na Faculdade de Letras, e a partir daí, com a ajuda do professor, procurou o espaço ideal para o seu projecto. Visitou muitas casas, mas, qual amor à primeira vista, escolheu a primeira. Para quem estava à procura de algo com toque muito coimbrão, nada como a antiga casa de um médico de família e primeira morada de uma das emblemáticas repúblicas de estudantes, o Palácio da Loucura (agora localizada na Rua Antero de Quental). Não foi propriamente chegar e vencer. Elizabeth teve de enfrentar a não menos “tradicional” burocracia portuguesa. A cada papel e trâmite a que

ABC

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Anja, a gerente, e Elizabeth, a proprietária, são os rostos do acolhimento na Casa Pombal

era sujeita respondia com sucessivos “porquês”. Conhecendo as duas realida-

des, como agora conhece, a empresária não tem dúvidas de que para um ho-

landês se estabelecer em Portugal “precisa de um tradutor de cultura”.

Ambiente familiar e aconchegante Na Casa Pombal, a proprietária e a gerente, Anja, são que nem guias turísticas para os hóspedes. Quem chega pela primeira vez é prontamente informado acerca dos principais pontos turísticos da cidade. O objectivo, explicam, é fazer com que os visitantes “aproveitem, ao máximo, os dias de estadia”. Há lugares que elas já conhecem e outros que vão conhecendo à medida do tempo e da necessidade que sentem de passar a informação. O Jardim Botânico, por exemplo, foi um local aonde estiveram pela primeira vez este ano, em visita guiada. Ficaram encantadas e vão passar esse sentimento aos turistas. Apesar de ter uma holandesa na sua origem, a Casa Pombal afirma-se perante os seus hóspedes como uma “casa portuguesa”. Subido o primeiro lance de escadas, uma imagem da Rainha Santa Isabel diz-nos que estamos numa casa tradicionalmente coimbrã, devota da padroeira da cidade. O ambiente é familiar e aconchegante. A vista sobre a cidade, com o Mondego ao fundo, é imperdível, desde o primeiro ao último andar. Os

nove quartos, duplos, distribuídos pelos três andares do prédio, homenageiam a música, o artesanato, entre outras coisas da cultura portuguesa. O que em tempos foi um consultório médico, é uma sala onde todas as manhãs é servido o pequeno-almoço, tipo buffet, a única refeição da casa. Um

pátio florido, com mesas e cadeiras e galos de Barcelos, é outro recanto que cativa pelo aconchego e pela forma cuidada como se apresenta. A cada cinco anos de existência da casa, é ali cimentado na parede um painel de azulejo, da autoria de artesãos locais; já lá vão três lustros (15 anos).

A vista sobre a cidade e o Mondego é um dos mimos que a Casa Pombal proporcina aos hóspedes

Galos de Barcelos são os “animais de estimação” da hospedaria


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Mais antiga pensão de Coimbra atenta aos pedidos dos clientes

Turista estrangeiro pede vegetais I.C.

Eduardo Costa nasceu e foi criado naquela que é, actualmente, a mais antiga pensão da cidade, a Flôr de Coimbra, na Rua do Poço, detentora do alvará número 43, de 31 de Maio de 1930. Praticou rugby, durante mais de vinte anos, deixou para trás uma licenciatura e, juntamente com o irmão, dedica-se a cem por cento ao negócio que herdou do pai. A experiência de uma vida a receber turistas (portugueses e estrangeiros) fá-lo ter uma

visão crítica do sector e a estar atento às necessidades dos hóspedes. Resultado dessa atenção permanente ao bemestar do turista, é o facto de nesta pensão da Baixa haver uma preocupação especial na oferta gastronómica. Quando perguntava aos clientes se estavam a gostar da estadia, eles lamentavam-se da falta de vegetais nos restaurantes. “Ao visitarem a cidade, os estrangeiros viam os legumes no mercado e quando iam aos restaurantes só lhes davam alface e

tomate, couve ou grelos, consoante o prato. Eles queriam também courgetes, beringela, bróculos, feijão verde, enfim, outra variedade de vegetais que eu próprio desconhecia, que não faziam parte da nossa alimentação”, recorda Eduardo Costa, de 57 anos. Esta realidade tornouse ainda mais premente com a chegada à cidade dos estudantes de Erasmus. O empresário concluiu que era tempo de fazer uma mudança no cardápio e introduziu no restaurante alguns pratos

próprios do vegetarianismo, sem nunca perder de vista o facto de que num grupo de pessoas, até num casal, há quase sempre as duas realidades: os que gostam e os que não gostam de vegetais. O restaurante da pensão Flôr de Coimbra terá sido assim o primeiro a ter no menu pelo menos um prato vegetariano. Para isso, Eduardo Costa - alcunhado de “Torpedo” nos tempos do rugby e aparentemente longe de ser um protótipo do homem vegetariano – fre-

A pedido dos clientes, Eduardo Costa passou a servir pratos vegetarianos

quentou cursos e aprendeu a agradar os hóspedes vegetarianos. No início de Outubro, durante três dias, vai, uma vez mais

aderir ao Dia do Vegetarianismo (assinalado a 4 de Outubro, também Dia do Animal) com uma ementa a preceito.

Feira do sector a 13 e 14 de Março

Proprietários de pensões preparam-se para a BB Expo Um grupo de donos de pensões e residenciais prepara-se para participar, pela segunda vez consecutiva, na BB Expo, a feira do sector, que se realiza em Bruxelas, nos dias 13 e 14 de Outubro.

Eduardo Costa está a prepara essa presença, que considera muito importante para este tipo de casas de acolhimento, preteridas pelos grandes operadores turísticos que por norma encaminham os turistas para os hotéis.

Aprovada em 2008, a nova lei “arruma” pensões, residenciais, casas de hóspedes e outros estabelecimentos do género na designação Alojamento Local, distinguindo estes dos hóteis. Os empresários esperam

agora o regulamento municipal para saberem ao certo as regras do jogo. Eduardo Costa discorda da designação Alojamento Local (AL). No seu entender, o mais lógico seria a adopção da sigla BB, que in-

ternacionalmente identifica os estabelecimentos “bed & breakfast” (cama e pequeno-almoço), reconhecida pelos turistas, de qualquer parte do mundo. De qualquer modo, pensa que é tempo dos em-

presários da área do dito AL se unirem e vincarem a sua posição no mercado. Participar numa feira internacional do sector, como a de Bruxelas, pode ser um passo fundamental nesse sentido.

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Blogue promove descida no Alva e convida candidatos

Moura Morta orgulha-se do seu rio I.C.

Um blogue criado por moradores de Moura Morta http:// mouramorta.blogspot.com – está a organizar uma descida do Rio Alva para o dia 4 de Outubro próximo e vai propor aos candidatos a presidente da Junta de Freguesia de Lavegadas e aos candidatos a presiden-

te da Câmara de Vila Nova de Poiares a participação na iniciativa, durante a campanha eleitoral para as autárquicas, assim como a ADIP (Associação de Desenvolvimento Integrado de Poiares). O mesmo repto foi lançado também aos candidatos de São Martinho da Cortiça à Junta de Freguesia e à Câmara Munici-

pal de Arganil, que gostariam de surpreender com as potencialidades e fragilidades do Alva, a ter em conta, com vista à sua preservação e promoção, nomeadamente do troço previsto para a descida. Quem já confirmou presença no almoço, no final da descida, foi o actual presidente da autarquia poiarense, e recandidato

pelo PSD, Jaime Soares. Contudo, porém, a organização fez saber ao “Campeão” que esta iniciativa não tem carácter político. Ao longo dos últimos anos este troço de rio foi palco de vários eventos importantes, nomeadamente dois Campeonatos do Mundo (um de seniores e um de juniores) e é

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um dos troços mais importantes do Campeonato Nacional de Pesca à Pluma Juniores e Seniores, facto que os bloguistas destacam e, simultaneamente, lamentam não te ter tido a promoção desejável. A viagem de canoa começa junto à barragem das Fronhas, por volta das 10h30, e termina na Ponte da Mucela. Para esta aventura, os promotores do blogue contam com a colaboração da Associção Mosqueiros do Alva, uma colectividade do concelho de Vila Nova de Poiares, formada por pescadores, e conhecedora, como poucos, dos pontos positivos e negativos do rio. Também a AlvaFlyFishing, em-

presa especializada no comércio de material especifico para a pesca à pluma, aderiu desde o primeiro momento como parceira da iniciativa. Moura Morta é o nome de uma das sete aldeias que compõem a freguesia de Lavegadas, no concelho de Vila Nova de Poiares, sendo um dos aglomerados populacionais mais antigos da região, com foral dado pelo Rei D. Afonso Henriques em 1151. O blogue é dinamizado por “mouramortinos” orgulhosos da terra natal e empenhados em promovê-la. Quem quiser participar na descida poderá fazê-lo enviando um email para mouramorta@gmail.com.

O rio Alva é motivo de orgulho das aldeias por onde passa, nomeadamente a ancestral Moura Morta

Figueira da Foz assinala efeméride

CAE é a “estrela” no Dia do Turismo Pelo Centro de Artes e Espectáculos (CAE) já passaram e continuarão a passar grandes nomes nacionais e internacionais da música, dança, teatro e outras manifestações artísticas. No Dia Mundial do Turismo, domingo, 27, o próprio CAE será a “estrela”. A assinalar a efeméride, que coincide com dia de eleições, a Figueira Grande Turismo EEM abre as portas do CAE a todos aqueles que queiram visitar a exposição “Corpo Azul – Michael Barrett da Figueira a Buarcos”.

Esta iniciativa uma visita guiada a esta mostra retrospectiva de uma das referências da Arte Portuguesa do Século XX, patente até dia 30 de Setembro. Para além desta visita, a FGT-EEM proporcionará, igualmente, a todos os interessados, uma visita guiada a todos os espaços e bastidores do CAE, numa iniciativa do Serviço Educativo denominada “À Descoberta do CAE”. As visita decorrerão das 10h30 às 11h30 e das 16h30 às 17h30.

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COORDENAÇÃO EDITORIAL E TEXTOS Iolanda Chaves MARKETING E PUBLICIDADE Adelaide Pinto


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MÊDA um concelho de

transição

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Depois das campanhas em Espanha e França

Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra

Mercado brasileiro na rota de Coimbra

Formação profissional é essencial

I.C.

Os mercados espanhol e francês foram os primeiros na rota da empresa municipal Turismo de Coimbra, numa lógica de proximidade em tempo de crise económica. A ideia de que visitar Coimbra “é uma experiência afectiva, estética e cultural muito forte” foi levada pelo presidente do Conselho de Administração da empresa, Luís Alcoforado, a feiras e encontros com jornalistas e outros profissionais do sector na vizinha Espanha e a uma mostra internacional realizada em Paris. Satisfeito com os resultados obtidos até ao momento, que lhe permitem dizer, que tem havido um incremento no número de visitantes das referidas proveniências, entre outras, Luís Alcoforado encara o futuro com optimismo. O principal indicador, para já, é o número de aten-

dimentos nos dois postos de turismo – Portagem e Biblioteca Geral – da ordem dos 100 mil. O presidente ressalva a necessidade de uma análise mais profunda. Mantendo a atenção voltada para Espanha (e reforçando-a), o professor universitário vislumbra uma nova janela de oportunidade, para o futuro, do outro lado do Atlântico, no Brasil. Numa conversa com o “Campeão”, o responsável pela Turismo de Coimbra sustenta a ideia de que a venda do destino Coimbra em Terras de Vera Cruz não é descabida, tanto mais que existe já uma relação de grande proximidade afectiva, recentemente reforçada por uma parceria entre a Universidade de Coimbra e congéneres brasileiras. “Temos números muito interessantes do Brasil, não só pelo número de pessoas que vão aos postos, como também através de pessoas

com quem nos cruzamos e manifestam esse interesse”, sublinha Alcoforado. Das campanhas efectuadas, o presidente da Turismo de Coimbra salienta a presença de Coimbra em mais de 250 órgãos de comunicação social espanhóis e, a partir das conversas que tem mantido com hoteleiros e outros profissionais do sector, conclui que há uma sensação generalizada de que “Coimbra foi muito visitada este ano”. Porque o Dia Mundial do Turismo coincide com as eleições legislativas, as iniciativas programadas pela empresa para assinalar a data acontecerão, em princípio, dois dias depois. Será feito o lançamento de um roteiro e de uma rota para PDA; esta rota será dedicada à relação de Coimbra com a fundação da nacionalidade e será a primeira de um conjunto de rotas que serão lançadas oportunamente.

A Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra, com 503 alunos, distribuídos por 21 turmas, está a iniciar um ano lectivo “cheio de novidades”, muito voltado para o futuro. Isso mesmo é revelado ao “Campeão” pela directora, Ana Paula Pais, que em Novembro, em Dubrovnick, na Croácia, deverá ser reeleita vice-presidente da Associação Europeia de Escolas de Hotelaria e Turismo, em representação do estabelecimento de ensino que representa. Numa região, e num país, que tem no turismo um importante pilar da sua economia, a formação profissional assume um papel cada vez mais preponderante. Seguindo a estratégia traçada a nível nacional pelo Instituto de Formação Turística (Inftur), do qual faz parte, a escola de Coimbra reformulou

os currículos para, no próximo ano, estar apta à certificação internacional, no âmbito de uma parceria com a escola de hotelaria de Lausanne (Suiça). Nesta mudança, verifica-se um reforço da carga horária do ensino do inglês, uma aposta muito grande nas técnicas de comunicação e na área do empreendedorismo. Formar profissionais capazes de atender “às necessidades dos clientes” é o objectivo. Assiste-se também a uma maior aposta nos cursos pós 12.º ano, nomeadamente cursos de especialização tecnológica, de gestão e produção de cozinha e de gestão hoteleira (este com duas áreas novas, alimentação e bebidas e alojamento). O corpo docente é composto por 60 colaboradores, entre professores a tempo permanente, recrutados pelo

Ministério da Educação, formadores das áreas técnicas e profissionais do sector convidados a partilharem as suas experências com os futuros profissionais. Este mês, a escola representou Portugal no campeonato mundial das profissões, no Canadá, na parte de restaurante. O aluno finalista, Paulo Simões, foi o concorrente e destacou-se entre os seus pares do mundo inteiro. A acompanhá-lo esteve o professor Luís Pinto, que fez parte do júri do World Skills. Lançando semente para o futuro, a Escola de Hotelaria antecipa a comemoração do Dia Mundial do Turismo para a amanhã, sexta-feira, recebendo alunos do primeiro ciclo do ensino básico do Colégio de S. Teotónio que vão visitar as instalações e almoçar.

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Edição 490_24_09_2009