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Os ajustes directos (sem concurso) feitos pela Câmara Municipal de Coimbra, em três anos, totalizam a quantia de 12,10 milhþes de euros, o que då uma mÊdia de despesa de quase 11 000 euros por dia. Hå 19 obras acima dos 100 000 euros entregues directamente a empresas e o montante de festas, concertos, marketing, assessorias de Imprensa e comunicaçþes ascende a 1,70 milhþes de euros. Pågina 03

Alegada dĂ­vida de 900 000 euros, autarquia contesta

A empresa Ă guas do Centro Litoral reclama da Câmara de Miranda do Corvo o pagamento de 900 000 euros, mas a autarquia contestou a acção entregue em Tribunal Administrativo, apurou o “CampeĂŁoâ€?. PĂĄgina 04

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Ajustes directos da CMC valem 12 milhþes de euros Petição por um Palåcio que tarda em sair do papel

Subscritores de uma petição, recentemente lançada, reclamam do Governo e da Câmara Municipal de Coimbra que “nĂŁo adiem maisâ€? a construção de um PalĂĄcio da Justiça na ÂŤBaixaÂť da cidade. Junte-se Ă causa e subscreva a petição. PĂĄgina 05

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ObituĂĄrio

Partiu um vulto da advocacia, Diamantino Marques Lopes Foi a cremar, domingo passado, o dr. Diamantino Marques Lopes, falecido na vÊspera (madrugada ainda). Conhecido advogado em Coimbra, desenvolveu o seu trabalho a partir do escritório da rua de Manuel Rodrigues, onde, durante mais de 40 anos, teve como sócio, companheiro e amigo o dr. António Fontes. Jå retirado, hå um ano ou dois, das actividades proÀVVLRQDLVRGU'LDPDQWLQR (como era referido pelos seus SDUHV  WHYH DOJXPDV GLÀFXOdades de saúde, nos últimos PHVHVHPERUDQDGDÀ]HVVH prever a sua decaída de forma tão råpida. Era um homem intrinsecamente bom e como tal reconhecido por toda a gente. Disponível para os seus amigos, rigorosíssimo na defesa dos seus clientes, desempenhou na Ordem dos Advogados diversos cargos, desde timoneiro do Conselho Distrital de Coimbra a presidente do Conselho Superior. Durante muitos anos, foi tambÊm advogado síndico da Câmara Municipal de Coimbra e foram vårias as instituiçþes a que deu valioso contributo em momentos decisivos. Recordamos, a título de exemplo, o contributo que deu nos momentos difíceis da AcadÊmica, na sua passagem para Clube AcadÊmico de &RLPEUDHPÀQDLVGDGpFDGD de 70 do sÊculo passado, com WRGDVDVGLÀFXOGDGHVMXUtGLFDV que houve para resolver, na altura. Nesse período, ao lado do dr. AurÊlio Lopes e do dr. JosÊ Fonseca Viegas, o dr. Diamantino passou noites e noites a estudar esse complexo dossiê, a que emprestou muito do seu saber e muito do afecto que dedicava ao clube.

O funeral de Diamantino Marques Lopes foi, sem surpresa, muito concorrido, apesar de ocorrer ao fim-de-semana e de ter sido RUJDQL]DGRFRPRUHFDWRTXH o prĂłprio falecido cultivava. Do mundo dos Direitos estavam todos, passe o exagero. E exagero continua a ser se se disser que quem nĂŁo esteve foi porque nĂŁo soube. Mas o dr. Diamantino era um homem tal que poucos ou nenhuns recusariam dar o testemunho de apreço que tinham por ele, autĂŞntica referĂŞncia moral para todos. Ă€ sua famĂ­lia, o abraço do “CampeĂŁo das ProvĂ­nciasâ€?; QyVDĂ€QDO

Marques Lopes foi uma referĂŞncia moral

Coimbra disse que Diamantino Marques Lopes privilegiava o interesse pelo Direito e pela Justiça. Tratava-se de um advoJDGR ´GHVSRMDGR GRV EHQV materiais, abraçava causas e casos sem retribuiçãoâ€?, assiIlustrĂ­ssimo, QDODDMXULVWD sabedor e leal “Partilhei com ele caDiamantino Marques sos em que constatei a sua Lopes foi um causĂ­dico “ilus- postura de desprendimento trĂ­ssimo, sabedor e lealâ€?, de- material; punha acima de clarou ao “CampeĂŁoâ€? o pre- tudo o patrocĂ­nio e o alcance sidente do Conselho Regional da Justiçaâ€?, acentua. Para ArmĂŠnia Coimbra, de Coimbra da Ordem dos que enaltece o desempenho Advogados, Jacob SimĂľes. Ao lamentar profunda- de Marques Lopes ao desPHQWH D PRUWH GR MXULVWD bravar caminhos no âmbito JosĂŠ Alberto disse que o do Direito Administrativo, o extinto “honrou a advocacia extinto foi um “humanista no em cada uma das plĂşrimas H[HUFtFLRGDSURĂ€VVmRÂľ “Marcou muito a minha intervençþes que uma vida profissional recheada lhe geração, atĂŠ por ser pessoa que partilhava a sua sabedoproporcionouâ€?. Segundo o dirigente da riaâ€?, acrescenta a advogada. OA, os cargos de Marques Lopes na Ordem, destacan- Exemplo de rectidĂŁo do-se os de presidente do e de probidade Conselho Superior e timoneiro do Conselho Regional AntĂłnio Diamantino foi de Coimbra, foram exercidos um “exemplo de probidade com “inigualĂĄvel empenho, (lisura) e rectidĂŁoâ€?, disse ao dedicado brio, altruĂ­smo e “CampeĂŁoâ€? AntĂłnio Arnaut. elevado espĂ­rito de missĂŁoâ€?. Jurista, escritor, ex-grĂŁo Para Jacob SimĂľes, irĂĄ mestre do Grande Oriente prevalecer a saudade a res- Lusitano, outrora ministro peito de um “Homem bom, dos Assuntos Sociais e anprofundamente educado, tigo membro do Conselho solidĂĄrio e possuidor de uma Superior de Magistratura, generosidade Ă­mparâ€?. Arnaut foi condiscĂ­pulo do A advogada ArmĂŠnia extinto e irmĂŁo dele no seio

da Maçonaria. “Tratou-se [Marques Lopes] de um dos mais ilustres advogados da regiĂŁo Centroâ€?, assinala AntĂłnio Arnaut. Alfredo Castanheira NeYHVGHĂ€QH'LDPDQWLQR0DUques Lopes como “patriarca da advocacia de Coimbraâ€?. “A partida fĂ­sica do Senhor dr. AntĂłnio Diamantino Marques Lopes deixa-me profundamente consternado e triste, pois, alĂŠm do mais, ele foi uma inquestionĂĄvel referĂŞncia da advocacia de Portugal, mormente nos planos ĂŠtico-deontolĂłgico, FtYLFR H MXUtGLFRÂľ GLVVH R MXULVWDDR´&DPSHmRÂľ Antigo presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados, Ă semelhança do extinto, Castanheira Neves opina que as salas de audiĂŞncias do PalĂĄcio da Justiça de &RLPEUDĂ€FDPGHSRVLWiULDV de “inesquecĂ­veis liçþes de Direito substantivo e processual, com que Marques Lopes as impregnou ad eternumâ€?. ´'HUHVWRWRGRVQyVĂ€camos devedores de enormes manifestaçþes de solidariedade, de seriedade, de rigor, de sabedoria, de cativante huPDQLVPRÂľFRQFOXLRMXULVWD membro do Conselho Superior do MinistĂŠrio PĂşblico e presidente da ComissĂŁo dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados.

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Universidade de Coimbra

Refugiado sĂ­rio ĂŠ expoente na robĂłtica Mohammad Safeea, refugiado sĂ­rio, 29 anos de idade, tirou 20 valores na tese de mestrado em Engenharia Mecânica, na Universidade GH&RLPEUD+RMHHPGLDp incontornĂĄvel no laboratĂłrio de robĂłtica. Segundo a AgĂŞncia Lusa, assim que se fala nos 20 valores alcançados com a tese de mestrado, Mohammad FRPHoD D ULUVH QXP MHLWR meio tĂ­mido, e recusa colher os louros. “Foi por causa da DMXGDGRVPHXVDPLJRVHGR meu professor, que ĂŠ muito brilhante e deu-me muitas ideiasâ€?, comenta. 2MRYHPVDLXGD6tULDSRXco depois de a guerra eclodir no paĂ­s, em 2011. O sĂ­rio, que desde pequeno sempre teve os robĂ´s como uma paixĂŁo, esteve dois anos na ArgĂŠlia e sem possibilidade de prosseguir os estudos. Chegou Ă Universidade de Coimbra (UC) em 2014, no âmbito da plataforma lançada pelo antigo Presidente da RepĂşblica Jorge Sampaio. Apesar dos dois anos de interregno nos estudos, FRQVHJXLXID]HUXP´WUDEDOKR original que estĂĄ a ser avaliado numa das melhores revistas da ĂĄreaâ€?, disse Ă  agĂŞncia noticiosa o orientador de mestrado e de doutoramento, Pedro Neto. “Vens da SĂ­ria e tens de mostrar que trabalhas bem, vens de um paĂ­s em guerra e, entĂŁo, tens de construir um

futuroâ€?, sublinha o investigador “As pessoas tĂŞm outro olhar, nĂŁo te levam a sĂŠrio; tens de dar provas, primeiroâ€?, sublinha o refugiado, que fala ora em portuguĂŞs ora em inglĂŞs. Na lĂ­ngua de Shakespeare, explica que agora na tese de doutoramento integra um SURMHFWRHXURSHXSDUDHYLWDU colisĂľes entre robĂ´s e humanos, em contexto de fĂĄbrica. No laboratĂłrio, o refugiado, equipado com sensores, avança contra um braço robĂłtico, que se vai desviando dos movimentos do investigador. Pedro Neto sublinha que R MRYHP VtULR p KRMH XP “membro bastante importante do laboratĂłrioâ€?. No entanto, nĂŁo ĂŠ sĂł Mohammad que estĂĄ a criar um caminho de sucesso pela Universidade. Ao todo, a UC conta com oito refugiados, seis dos quais chegaram Ă instituição atravĂŠs da plataforma promovida por Jorge Sampaio. Com a excepção de uma estudante, que nĂŁo conseguiu integrar-se, todos os outros se sentem bem em Portugal, assinala Teresa Baptista, assessora da vice-reitora Clara Almeida Santos. “Quero ficar aqui para sempre; tenho muitos amigos, amigos especiais, e aqui ĂŠ como uma segunda famĂ­lia SDUDPLPÂľGL]HPSRUWXJXrV RMRYHPVtULRGHVRUULVRIiFLO

Os robôs são paixão desde a infância

Enfermeiros

Coimbra sobressai na rota da (des)Ordem A Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros (SRCOE) não escapa à polÊmica suscitada por um dossiê divulgado, domingo (12), pela TVI. A estação televisiva seGLDGDHP4XHOX]GHXFRQWD de uma coima, no montante de 5 000 euros, infligida àquela entidade pela Auto-

ridade para as Condiçþes de Trabalho, na sequĂŞncia de uma queixa apresentada SHODMXULVWD5XWH6LOYD O “CampeĂŁoâ€? instou, hĂĄ cinco meses, o presidente da Secção Regional do Centro da OE sobre questĂľes atinentes a diferendos com pessoal, mas Ricardo de Matos nunca respondeu.

Nas breves consideraçþes que teceu acerca da interpelação, o enfermeiro disse que ela denotava “uma tomada de posição DQWHFLSDGDHPMHLWRGHSUHconceitoâ€?. AlĂŠm de ter ocorrido a desvinculação de Rute Silva, que foi chefe de secção, aquele organismo entrou

em rota de colisĂŁo com ouWUDMXULVWD/LOLDQD&DWDULQR e extinguiu um posto de trabalho outrora preenchido SHORH[MRUQDOLVWD)UDQFLVFR Fontes (na vigĂŞncia do mandato do anterior Conselho Directivo da SRCOE). Enquanto no anterior mandato apenas a timoneira do Conselho Directivo,

Isabel Oliveira, se encontrava em regime de dedicação exclusiva, no actual são três as pessoas nessa circunstância – Ricardo de Matos, Pedro Lopes Silva (secretårio) e Rui Filipe Gonçalves (presidente do Conselho de Enfermagem Regional). A bastonåria Ana Rita

Cavaco (dirigente nacional do PSD) mandou instaurar processos disciplinares a uma vice-presidente da 2(HDRGLUHFWRUÀQDQFHLro, respectivamente, Graça Machado e JosÊ Lopes, que prestaram declaraçþes à TVI alusivas a hipotÊtico cometimento de crimes na gestão da instituição.


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Em três anos as adjudicaçþes sem concurso jå vão em 12 milhþes de euros

CMC estĂĄ pelos ajustes... directos L.S.

Em 2014, 2015 e 2016, três anos de mandato de Manuel Machado na presidência da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), os ajustes directos (sem concurso) totalizam a quantia de 12,1 milhþes de euros, o que då uma mÊdia de despesa de quase 11 000 euros por dia. Segundo os dados constantes do portal dos contratos públicos (BASE), a CMC fez, em 2014, 118 ajustes directos no valor total de 3,8 milhþes de euros, em 2015 foram efectuados 136, ascendendo a 3,5 milhþes de euros, e no ano passado os ajustes directos subiram a 165, valendo 4,8 milhþes de euros.

Se em 2014 foram celebrados quatro ajustes directos acima dos 100 000 euros e em 2015 foram quatro, jå em 2016 ascendem a 11, o que ultrapassar um milhão de euros. Os maiores montantes, no ano passado, foram para aquisição de serviços de limpeza urbana (149 000 euros), a conclusão de nove habitaçþes no Bairro de Celas (144 000), a reconstrução de muros de suporte em Copeira e Vil de Matos (134 000), a melhoria do espaço urbano em zona de circulação pedonal (129 000), a pintura de marcas rodoviårias (122 000 euros), a aquisição ao Exploratório de um programa de ciência (125 000 euros), a melhoria de edifícios escolares (118

000 euros) e trabalhos complementares na Igreja do Convento de S. Francisco (117 000 euros). Dos ajustes directos tambÊm consta uma rotunda, com 116 000 euros para a que foi implantada na Guarda Inglesa, junto ao Estådio Univesitårio e a execução de uma nova praça entre as ligaçþes à avenida de Emídio Navarro pela rua da Alegria e pela rua da Olivença (110 000 euros). Mariza recebe 60 000 num dia

Depois das obras vêm as festas, o marketing, a publicidade, a comunicação e hå quem jå tenha feito as contam a quanto a Câmara de Coimbra adjudicou di-

rectamente, nos três anos: 1,7 milhþes de euros. Uma boa maquia foi para concertos e meios associados (palco, iluminação, divulgação dos eventos) a que acresce 228 000 euros com as operadoras de telecomunicaçþes e mais 134 000 euros em serviços de assessoria de imprensa, a duas empresas (2014, 2015 e 2016). Quanto a artistas conWUDWDGRV ÀFDPRV D VDEHU que o espectåculo proporcionado pela Câmara de Coimbra, no Dia da Cidade (04 de Julho de 2016), rendeu 32 000 à fadista Mariza, pelo primeiro espectåculo, PDVFRPRHVWHÀFRXHVJRtado houve um segundo, com um desconto de 2 000 euros, pelo que a autarquia pagou mais 30 000 euros.

A moda dos 30 000 euros parece ser o que estĂĄ a dar, pois foi este o valor adjudicado directamente pelo MunicĂ­pio aos GNR (fim-de-ano) e a Pedro Abrunhosa & ComitĂŠ Caviar (festas da Rainha Santa), enquanto os Tindersticks levaram 22 000 euros, a Maria Rita 21 500 e Rodrigo LeĂŁo & Scott Mathew apenas 15 677 euros. O fogo-de-artifĂ­cio das Festas da Rainha Santa Ă€FRXHPHXURV-i dois espectĂĄculo de “O Bandoâ€? custaram 40 000 euros. AtravĂŠs do portal dos contratos por adjudiciação GLUHFWD Ă€FDVH GHVGH Mi D saber que a escultura da Cindazunda que irĂĄ ser colocada na rotunta do Ar-

nado custarå 27 750 euros (13 000 para o escultor e 14 750 para a fundição em bronze. O ajuste directo Ê um procedimento contratual, atravÊs do qual a entidade adjudicante convida uma ou vårias entidades à sua escolha a apresentar uma proposta, permitindo-se que tambÊm convide apenas uma única entidade. No ajuste directo os contratos não podem ser superiores e 150 000 euros em empreitadas de obras públicas e inferiores a 75 000 euros na aquisiçþes de bens e serviços. No caso da Câmara de Coimbra, o presidente, Manuel Machado, por adjudicar directamente atÊ 75 000 euros, conforme deliberação da Edilidade.

Programa “Praça da RepĂşblicaâ€?

Jaime Ramos e JosĂŠ Reis concordam em que ĂŠ preciso revitalizar Coimbra LUĂ?S SANTOS

. Pugnar por uma efectiva mudança, em Coimbra, ĂŠ um ponto comum entre Jaime Ramos, que assume a candidatura Ă presidĂŞncia da Câmara Municipal, pelo PSD e previsĂ­vel coligação com o CDS, e por JosĂŠ Reis, do movimento CidadĂŁos por Coimbra. Foi em Outubro do ano passado que, tambĂŠm no programa “Praça da RepĂşblicaâ€?, da RĂĄdio Regional do Centro (96.2 FM) , o mĂŠdico e presidente da Fundação ADFP declarou, pela primeira vez, a sua abertura para encarar uma candidatura Ă  liderança do MunicĂ­pio de Coimbra, para, agora, tambĂŠm no programa realizado no Hotel D. LuĂ­s, ter falado pela primeira vez do que se propĂľe. Registe-se, a propĂłsito, que o professor da Faculdade de Economia e lĂ­der da bancada dos CpC na Assembleia Municipal, JosĂŠ Reis, saudou a candidatura de Jaime Ramos, por entender que a sua participação nas prĂłximas eleiçþes autĂĄrquicas “eleva a a par-

ticipação e a qualidade da democracia em Coimbraâ€?. Realçando que esteve durante anos afastado da polĂ­tica, sem vontade de regressar, e que atĂŠ dizia que “sĂł voltava a fazer polĂ­tica se fosse para mudar o regimeâ€?, Jaime Ramos acentuou que coloca todo o seu empenho na candidatura Ă Câmara de Coimbra. “Nesta altura, Coimbra HDUHJLmRQmRSRGHPĂ€FDU comodamente instalados a ver os problemasâ€?, refere, justificando que “nĂŁo se demite das suas responsabilidades em participarâ€?, atĂŠ porque “Coimbra parece uma bela adormecida hĂĄ espera de um prĂ­ncipe encantado que a venha despertarâ€?, ou, numa linguagem mais clĂ­nica, “estĂĄ num estado comatoso e precisa de uma equipa de reanimaçãoâ€?. Desde jĂĄ, Jaime Ramos avisa que “nĂŁo quer ser director-geral da Câmara, porque para gerir e administrar hĂĄ muito boa gente a fazer isso e mesmo alguns autarcas fazem isso bemâ€?. O seu propĂłsito, adianta, “nĂŁo ĂŠ mudar uma rotunda, ou uma estrada, mas colocar

JosĂŠ Reis, Jaime Ramos e o moderador Lino Vinhal

Coimbra no todo nacional, ser e fazer uma polĂ­tica diferenteâ€?. Perante JosĂŠ Reis e o moderador Lino Vinhal, Jaime Ramos definiu, da seguinte forma, o perfil desejĂĄvel do presidente de Câmara que devemos ambicionar para Coimbra: “Pessoalmente, gostaria de ser capaz de ter a paixĂŁo e rectidĂŁo de Antonio Arnaut, a amizade fraterna de Fausto Correia , o desprendimento do poder de Carlos Mota Pinto, a sabedoria dialogante de AntĂłnio Barbosa de Melo, a capacidade fazedora

e criativa de Mendes Silva e a sagacidade bem humorada de António Moreira. Representam o que houve e hå de melhor em Coimbra, nas ultimas dÊcadas, e este Ê o melhor ADN de uma cidade que tem de ser cosmopolita, culta e ambiciosa�. Mobilizar e alargar

Sobre o movimento CidadĂŁos por Coimbra e em relação a estas eleiçþes autĂĄrquicas, JosĂŠ Reis acentuou que se pretende “criar energia e estratĂŠgia SDUD UHGHĂ€QLU &RLPEUD QR

paĂ­sâ€?, numa candidatura “alargada, renovada e extensiva a outros protagonistas, mobilizando a cidade a participarâ€?. “Se gostarmos de pouco, nĂŁo precisamos de fazer nada por Coimbraâ€?, referiu, porque “jĂĄ temos um modelo de gestĂŁo inadequado da Câmara Municipal, uma democracia de baixa qualidadeâ€?. JosĂŠ Reis defende que sĂŁo precisas “polĂ­ticas pĂşblicas e atrair grandes recursosâ€?, dado que “a cidade tambĂŠm tem morrido por culpa prĂłpriaâ€?. Para o professor especialista em economia regional e urbana, Coimbra nĂŁo se tem sabido impor, quando ĂŠ a Ăşnica cidade fora das ĂĄreas metropolitanas de Lisboa e do Porto com mais de 100 000 habitantes e que tem hĂĄ sua volta 400 000 pessoas, para alĂŠm de ser uma cidade universitĂĄria, como acontece com as

cidades mĂŠdias europeias mais desenvolvidas. Na Ăłptica de JosĂŠ Reis, Coimbra precisa de uma “democracia local e de transparĂŞnciaâ€?, que promova “o desenvolvimento, o conhecimento e serviços de grande qualidadeâ€?, acrescentando a necessidade de “um diplomacia econĂłmica, activa, com ambição e estratĂŠgiaâ€?. “Este ĂŠ um dos concelhos em que as exportaçþes tĂŞm caĂ­do e os empresĂĄrios estĂŁo desacompanhados de uma polĂ­tica pĂşblica municipal de desenvolvimento econĂłmico, onde temos boa mĂŁo-de-obra jovem que acaba por VHLUHPERUDÂľH[HPSOLĂ€FRX TambĂŠm Jaime Ramos defendeu que a Câmara tem de lidar com o mundo empresarial, nĂŁo apenas com o tecnolĂłgico, mas tambĂŠm com outros sectores de actividades, como a agricultura, importante no concelho e no Baixo Mondego.

Praça da República tem o patrocínio


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Câmara de Miranda do Corvo

Alegada dĂ­vida de 900 000 euros, autarquia contesta A empresa Ă guas do Centro Litoral reclama da Câmara de Miranda do Corvo o pagamento de 900 000 euros, mas a autarquia contestou a acção entregue em Tribunal Administrativo, apurou o “CampeĂŁoâ€?. A acção, inicialmente movida pela sociedade Ă guas do Mondego (AdM), antecessora da referida empresa, foi reiterada pela ACL, invocando o anterior sistema multimunicipal de abastecimento de ĂĄgua e de saneamento que estavam em causa dĂŠbitos de consumo e de recolha de HĂ XHQWHV

A quantia reclamada pela à guas do Centro Litoral corresponde a 22 meses (de Novembro de 2014 a Agosto de 2016). Pendente de apreciação por parte do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra estå, ainda, um pedido reconvencional contra a empresa no montante de 925 500 euros devido a alegado prejuízo correspondente a atrasos na conclusão de obras inerentes a contrato de concessão. A Câmara Municipal de Miranda do Corvo (CMMC) alude a falta de

conclusão de obras impostas por contrato de concessão (não construção da ETAR de Vale do Açor e da de Lamas e ligaçþes em alta e emissårios principais conexos a tais estaçþes de tratamento de åguas residuais) e a erros de medição. Para a edilidade, as mediçþes apresentadas pela ACL revelam existência de infiltraçþes de åguas pluviais na rede de saneamento, implicando isso, segundo a autarquia, que ao Município esteja a ser facturado tratamento de åguas SOXYLDLVHRXLQÀOWUDGDVQR sistema.

Acresce, de acordo com a CMMC, que a empresa nĂŁo estarĂĄ a honrar um compromisso assumido pela AdM, aquando da integração da infra-estrutra ETAR de Miranda do Corvo, de que apenas seria cobrado ao MunicĂ­pio o montante correspondente aos caudais mĂ­nimos anuais. Segundo a Câmara, representada pela sociedade de advogados Capa, houve alteração de circunstâncias, a qual provocou um “profundo desequilĂ­brioâ€? daquilo que foi negociado pelas partes.

Coimbra

Homicida alcoolizado opta pelo silêncio em tribunal Um inspector-adjunto do SEF, que estå a ser julgado por homicídio negligente, ocorrido encontrando-se ele alcoolizado, optou pelo silêncio no começo da audiência de julgamento. O início do julgamento de JosÊ Manuel, 49 anos de idade, portador de elevada taxa de alcoolemia, tinha sido adiado, em Janeiro, devido a uma otite de que padecia o advogado de defesa. O arguido conduzia com uma taxa de alcoolemia mais de três vezes superior à que implica detenção (4,20 gramas por litro de sangue) quando de, forma negligente, atropelou mortalmente uma mulher, no Loreto. Hå lugar a detenção quando um condutor Ê interceptado com uma taxa de 1,20. Na medida em que JosÊ Manuel fez questão de ter Rodrigo Santiago como defensor, o juiz Fernando

O condutor nĂŁo descreveu a curva

Andrade teve de adiar o inĂ­cio da primeira sessĂŁo da audiĂŞncia de julgamento. O magistrado agiu ao abrigo do artigo 330Âş. do CĂłdigo de Processo Penal. Diz a referida norma que, se Rodrigo Santiago nĂŁo comparecesse, Fernando Andrade poderia proceder Ă substituição do advogado; ainda assim, o substituto teria a prerrogativa de “requerer algum tempo para examinar o processo e preparar a intervençãoâ€?. Segundo a acusação deduzida pelo MinistĂŠrio

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EXAMES: ELECTROCARDIOGRAMA | PROVA DE ESFORÇO | HOLTER ECOCARDIOGRAMA | DOPPLER CARDĂ?ACO | MAPA | REABILITAĂ‡ĂƒO CARDĂ?ACA

Público (MP), JosÊ Manuel não descreveu uma curva à esquerda, indo atropelar uma mulher, 52 anos, que caminhava na berma da estrada. Aquele membro do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) recusou sujeitar-se a teste de alcoolemia no local, tendo acabado por ser detido e submetido a anålise ao sangue. O caso remonta a 27 de Novembro de 2014, havendo o acidente ocorrido por volta das 14h40. Dois dias antes, o mesmo inspector-adjunto tinha sido interceptado a conduzir com uma taxa de ålcool de 3,83 g/l, na zona de Aveiro. Segundo o MP, o arguido jå havia sido condenado, devido a crime de desobediência e a dois actos ilícitos de condução de veículo em estado de embriaguez e por um crime de uso e porte de arma sob o efeito de ålcool. A mulher mortalmente

atropelada, Paula Cristina Ramos, encontrava-se, na berma da estrada, junto a uma ligeira curva, em frente ao cafĂŠ EuroAvenida, e seguia no sentido Sul - Norte, tal como o veĂ­culo. O MP refere que, chegado a esse local, o arguido seguiu em frente, sem descrever a curva Ă esquerda e fazendo com que a viatura por ele conduzida entrasse na berma. A vĂ­tima ficou caĂ­da no chĂŁo, tendo acabado por morrer no local do acidente. Um exame pericial, da autoria de um agente da PSP, sugere que JosĂŠ Manuel ter-se-ĂĄ distraĂ­do, momentaneamente, e conclui que talvez Paula Cristina nĂŁo tivesse falecido se o condutor circulasse mais devagar. O arguido rejeitou ser sujeito a exames de pesquisa de ĂĄlcool, apesar de haver sido alertado para as consequĂŞncias, assinala o MP, entidade titular da acção penal. O inspector-adjunto do SEF “nĂŁo estava minimamente em condiçþes de conduzirâ€?, acentua a peça acusatĂłria, considerando que ele praticou uma condução “temerĂĄria, desatenta e irresponsĂĄvelâ€?. Do processo constam pedidos de indemnização civil, formulados por familiares da mulher falecida.

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Ainda a venda de um edifĂ­cios dos Correios

LuĂ­s Vilar salvo de SHQRVDFRLPDĂ€VFDO

O ex-vereador da Câmara de Coimbra LuĂ­s Vilar (PS), que estĂĄ a ser julgado sob acusação de fraude fiscal, ganhou uma acção com que impugnou a pretensĂŁo da Autoridade TributĂĄria no sentido GHHOHVRIUHUXPDFRLPDĂ€VFDO de dezenas de milhar de euros. O Tribunal Central Administrativo do Norte (TCAN) ĂŠ autor de um acĂłrdĂŁo revogatĂłrio de uma sentença proferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra (TAFC). Embora o contribuinte alegasse nĂŁo ter embolsado a comissĂŁo que esperava receber da multinacional TCN, o Serviço de Apoio TĂŠcnico Ă Acção Criminal (SATAC) da Direcção de Finanças de Coimbra socorreu-se do mĂŠtodo indiciĂĄrio para presumir que ao rendimento global lĂ­quido por ele auferido em 2003 devia ser acrescido um montante de 430 000 euros inerente Ă  categoria B do IRS. Cinco anos e meio depois de o TAFC ter entendido que nĂŁo assistia razĂŁo a LuĂ­s Vilar, o contribuinte, representado pelo advogado LuĂ­s Miguel Rodrigues, obteve o desfecho que esperava mediante decisĂŁo de segunda instância. Para LuĂ­s Miguel, vertendo o regime legal recortado pela Administração Fiscal (AF) para o caso em anĂĄlise, verifica-se que a operação geradora de correcção em sede de IRS ainda se enquadra dentro do regime especial de isenção, na medida em que DWpjVXDYHULĂ€FDomRRVXMHLWR passivo nĂŁo havia ultrapassado os limites que lhe permitiam EHQHĂ€FLDUGHVVHUHJLPH “Mesmo que a AF tivesse TXDOLĂ€FDGRHWULEXWDGRRDFWR em causa como se de um acto isolado se tratasse, ainda assim nĂŁo se mostravam nem mostram preenchidos os requisitos legais para o efeitoâ€?, opina o advogado. Segundo o jurista, “sĂł

com a efectiva percepção do valor em causa se pode consiGHUDUYHULĂ€FDGRRDFWRWULEXWirioâ€?. Para o efeito ĂŠ invocada “a doutrina que tem vindo a DĂ€UPDUTXHDFRQVWLWXLomRGR direito do Estado e da obrigação do contribuinte ‘opera apenas no momento em que se efectua o recebimento ou colocação Ă disposição do titular do dinheiro ou dos bens em espĂŠcie formativos do objecto do rendimento em causa’â€?. O causĂ­dico faz notar que a AF tributou o recorrenWHSHORUHJLPHVLPSOLĂ€FDGR “facilmente se concluindoâ€?, segundo ele, que “nĂŁo se veULĂ€FDPDVFRQGLo}HVH[LJLGDV SDUDDTXDOLĂ€FDomRGHXPDFWR isoladoâ€?. “Como ĂŠ possĂ­vel o 7$)&TXDOLĂ€FDURDFWRFRPR isolado para depois permitir XPDTXDQWLĂ€FDomRGHDFRUGR com um regime legal que lhe ĂŠ totalmente incompatĂ­vel e inaplicĂĄvel?â€?, questiona LuĂ­s Miguel Rodrigues. Segundo o acĂłrdĂŁo da Secção de Contencioso TributĂĄrio do TCAN, cabia Ă  AF “o yQXVGDSURYDGDYHULĂ€FDomR dos pressupostos legais da respectiva actuaçãoâ€?, mas ela “nĂŁo provou que a actividade [de consultoria exercida por LuĂ­s Vilar] fosse meramente esporĂĄdica ou casualâ€?. A decisĂŁo de trĂŞs juĂ­zes contrariou o parecer dado pelo MinistĂŠrio PĂşblico (MP) junto do Tribunal Central Administrativo do Norte. O julgamento do foro criminal, cuja sentença serĂĄ proferida dentro de trĂŞs semanas, atinente a acusação de IUDXGHĂ€VFDOGHYHVHDRIDFWR de o MP ter achado que, em declaração do IRS referente a 2005, o arguido omitiu parte das remuneraçþes recebidas da multinacional TCN inerentes Ă  venda de um edifĂ­cio que os CTT possuĂ­am em Coimbra (avenida de FernĂŁo de MagalhĂŁes).


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Um anseio com meio sĂŠculo

Lançada petição por novo PalĂĄcio da Justiça em Coimbra Subscritores de uma petição, recentemente lançada, reclamam do Governo e da Câmara Municipal de Coimbra que “nĂŁo adiem maisâ€? a construção de um PalĂĄcio da Justiça na ÂŤBaixaÂť da cidade. Entre os primeiros signatĂĄrios do abaixo-assinado figuram a presidente do Tribunal da comarca conimbricense, Isabel Namora, o representante mĂĄximo do MinistĂŠrio PĂşblico na regiĂŁo Centro, Euclides Dâmaso, e o presidente do Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados, Jacob SimĂľes. O documento começa por lembrar que, hĂĄ mais de 50 anos, o MunicĂ­pio conimbricense cedeu ao MinistĂŠrio da Justiça um terreno para o efeito, sito

QD FRQĂ XrQFLD GD UXD GD Sofia com a da Figueira da Foz. Acontece que o espaço, situado num local nobre da cidade e contĂ­guo Ă rua da 6RĂ€DFODVVLĂ€FDGDFRPR3DtrimĂłnio da Humanidade pela UNESCO, serve, hĂĄ dĂŠcadas, de estacionamento a cĂŠu aberto, entre ruĂ­nas. Apesar das promessas feitas, e sempre reiteradas, de construção de um novo PalĂĄcio da Justiça, cujo anteprojecto implicou despesa, nada aconteceu em meio sĂŠculo. “Constata-se que, mais uma vez, o Orçamento do Estado ignora esta obra, absolutamente relevante e essencial nĂŁo sĂł para a administração da Justiça, mas tambĂŠm para a requalificação de um espaço nobre da cidade

de Coimbra�, acentua a petição. ArmÊnio Pratas, do Núcleo de Coimbra da Confederação das Micro-empresas, considera que GHL[DU GH HGLÀFDU R QRYR Palåcio da Justiça no topo 1RUWHGDUXDGD6RÀDHTXLvale a decretar a extinção do comÊrcio na Baixa citadina. $UHTXDOLÀFDomRGHHGLfícios da Justiça tem sido levada a cabo em quase todo o lado, excepto em Coimbra, advertiu o advogado (e autarca) JosÊ Augusto Ferreira da Silva. Entre os primeiros subscritores da petição figuram, ainda, Alfredo Castanheira Neves (antigo presidente do Conselho Superior da Ordem dos Advogados), Carlos Gui-

Jacob SimĂľes (ao centro) ĂŠ um dos primeiros subscritores

marães, Orlando Maçarico, Conceição Gomes, Fernando Andrade (secretårio regional da Associação Sindi-

Parque judiciĂĄrio ĂŠ exemplar quanto Ă falta de planeamento Coimbra estĂĄ hĂĄ cerca de 50 anos Ă  espera de um novo PalĂĄcio da Justiça. O arquitecto Alves Costa disse, hĂĄ 12 anos, que a situação do parque judiciĂĄrio de Coimbra ĂŠ “paradigmĂĄtica (exemplar) da falta de planeamento e da pouca ambição em relação a fazer cidadeâ€?. Ex-candidato Ă  presiGrQFLDGD&kPDUDGH&RLPbra (em 2001, pelo Bloco de Esquerda), o arquitecto usava da palavra no âmbito de um colĂłquio-debate promovido pela RepĂşblica do Direito, Pro Urbe e Conselho da Cidade, em que tambĂŠm intervieram Carlos Encarnação (entĂŁo lĂ­der do MunicĂ­pio), Conceição Gomes, Euclides Dâmaso, Daniel Andrade, Paulo Correia e Manuel Miranda. As entidades promotoras do debate fizeram notar que a construção de um novo PalĂĄcio da Justiça em Coimbra ĂŠ um episĂłdio com dezenas de anos de altos e baixos, FRQĂ€JXUDQGRXP´SURFHVso completamente alheio Ă  participação dos cidadĂŁos, quando noutra cidade da regiĂŁo Centro, no mesmo perĂ­odo de tempo, foram

cal de Juízes Portugueses), JosÊ António Bandeirinha (arquitecto, professor universitårio e autarca), Luís Quintans (empresårio), Paulo Lona (magistrado do MinistÊrio Público), Augusto Neves (dirigente do Sindicato dos Funcionårios Judiciais) e Vítor Marques (presidente da Associação para a Promoção da Baixa de Coimbra).

O Tribunal da comarca conimbricense estå repartiGRSHODUXDGD6RÀDRQGH tambÊm funciona o DIAP (MinistÊrio Público), Arnado, avenida de Fernão de Magalhães, Celas, rua de João Machado, Soure e Montemor-o-Velho. A petição pode, agora, ser assinada em http:// peticaopublica.com/pview. aspx?pi=PT84492

ImbrĂłglio sanado

É este o local onde se pretende ver erguido o novo Palåcio

construĂ­dos dois edifĂ­ciosâ€?. Daniel Andrade (jĂĄ falecido), que em 2005 presidia ao Conselho Distrital da Ordem dos Advogados, considerou que “aquilo que existe em Coimbra [em termos de parque judiciĂĄrio] nĂŁo corresponde Ă dignidade de quem ĂŠ servido pela Justiça – os cidadĂŁosâ€?. “Tem faltado investiPHQWR EHP JHULGRÂľ DĂ€Umou o causĂ­dico ao apelar aos agentes polĂ­ticos para TXH ´SRQKDP D LQWHOLJrQcia ao serviço da Justiçaâ€?. ´7UrV RX TXDWUR FDPDURtes do EstĂĄdio Cidade de Coimbra correspondem praticamente Ă quilo que o Conselho Distrital da Ordem dos Advogados gastou

na sua sedeâ€?, vincou. Carlos Encarnação – que enquanto governador civil, hĂĄ 36 anos, pediu ao entĂŁo ministro MĂĄrio Raposo um projecto para o novo PalĂĄcio de Justiça – aderiu, em 2009, Ă localização na ÂŤBaixaÂť, depois de ter estado inclinado para a Guarda Inglesa. E u c l i d e s D â m a s o, magistrado do MinistĂŠrio PĂşblico, considerou que a Justiça “nunca foi prioritĂĄria Ă  luz do Orçamento do Estadoâ€? e lamentou as condiçþes em que funcionam os tribunais criminais (primeira instância) da comarca de Coimbra, instalados precisamente no 3DOiFLRGDUXDGD6RĂ€D

O outrora responsĂĄvel pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) alertou ainda para a “falta de condiçþes de segurançaâ€? no Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra. O magistrado judicial Paulo Correia, entĂŁo em representação da Associação Sindical dos JuĂ­zes Portugueses, frisou que DV SHVVRDV WrP GH WUDEDlhar “de costas voltadasâ€? e alertou para os gastos em FRUUHVSRQGrQFLD GHYLGR jVLQVXĂ€FLrQFLDVGRSDUTXH judiciĂĄrio, tendo lembrado que as rendas inerentes aos juĂ­zos cĂ­veis a funcionar no Arnado ascendiam a 20 000 HXURVSRUPrV

Como o “CampeĂŁoâ€? noticiou, em Outubro de R6XSUHPR7ULEXQDO$GPLQLVWUDWLYRFRQĂ€UPRX a decisĂŁo da primeira instância, que, hĂĄ 13 anos, tinha dado razĂŁo ao reclamante excluĂ­do do concurso pĂşblico para o anteprojecto do novo PalĂĄcio da Justiça de Coimbra. Foi negado, assim, provimento ao recurso interposto pelo Instituto de GestĂŁo Financeira e Patrimonial da Justiça (IGFPJ), dono da obra. Em causa, como alegou o queixoso, estava o facto de o concurso nĂŁo estabelecer antecipadamente, e expressamente (e nĂŁo em função dos metros quadrados previstos nos projectos em anĂĄlise, como estava determinado no caderno de encargos), o valor mĂĄximo dos honorĂĄrios a apresentar pelos concorrentes ao conFXUVROLPLWDGRSRUSUpYLDTXDOLĂ€FDomRSDUDHODERUDomR do anteprojecto do PalĂĄcio da Justiça de Coimbra. O concurso foi lançado a 04 de Maio de 2001 e dele acabou por resultar a anĂĄlise de quatro propostas vĂĄlidas, em Abril de 2004. Pouco tempo depois, o IGFPJ anunciou o vencedor do concurso, exactamente o mesmo que acabaria por ser excluĂ­do. $H[FOXVmRIRLMXVWLĂ€FDGDFRPRIDFWRGHRFRQcorrente ter apresentado uma proposta de honorĂĄrios (um milhĂŁo e 80 000 euros) superior ao alegadamente Ă€[DGRQRFDGHUQRGHHQFDUJRV FXMRPi[LPRFRQVLVWLULD em cerca de um milhĂŁo e 11 000 euros). E de nada lhe serviu alegar, no prĂłprio dia e verbalmente, junto do jĂşri, que aquele valor estava incorrecto por lapso, e que o valor de honorĂĄrios a ter em conta seria “apenasâ€? de um milhĂŁo de euros. Em Março de 2003, o referido organismo estatal decidiu que nĂŁo seria vĂĄlida a alteração do valor em cima da hora e que o concorrente devia ser retirado do SURFHVVRGDQGROXJDUDRVHJXQGRFODVVLĂ€FDGR


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Fernando Amaro, Cristina Monteiro e Joaquim Santos Os investigadores do LaboratĂłrio para a Instrumentação, Engenharia BiomĂŠdica e FĂ­sica da Radiação (LibPhys) da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveram uma nova tĂŠcnica com potencial para prevenir o contrabando de materiais radioactivos. Os cientistas da Faculdade de CiĂŞncias e Tecnologia (FCTUC) estudaram esta nova tĂŠcnica para detecção de neutrĂľes tĂŠrmicos, que sĂŁo “equipamentos cruciais para prevenir o contrabando de armas nucleares e materiais UDGLRDFWLYRV VHQGR SRU LVVR URWLQHLUDPHQWH XWLOL]DGRV HP LQ~PHUDV fronteiras espalhadas pelo planetaâ€?, explica o investigador Fernando Amaro, principal responsĂĄvel pelo projecto, acrescentando que “atĂŠ muito recentemente, quase todos os sistemas XVDYDPXPLVyWRSRH[WUHPDPHQWHUDURGRFRQKHFLGRJiV+pOLRR+pOLRÂľ&RQWXGR´DVUHVHUYDVGH+pOLR sĂŁo extremamente reduzidas e com a elevada procura por este material, apĂłs os ataques do 11 de Setembro, estas UHGX]LUDPVHDLQGDPDLVPRWLYDQGRYiULRVSURJUDPDVGHSHVTXLVDSRUDOWHUQDWLYDVÂľDĂ€UPD)HUQDQGR$PDUR2 WUDEDOKRIRLSXEOLFDGRQDUHYLVWDLQWHUQDFLRQDOGRJUXSR1DWXUH´6FLHQWLĂ€F5HSRUWVÂľQRTXDODHTXLSDGD)&78& contou com a colaboração de investigadores do Paul Scherrer Institute (PSI), apresentando esta nova tecnologia TXHVXEVWLWXLRViWRPRVGH+pOLRSRUQDQRSDUWtFXODVGH%RURXPRXWURPDWHULDOFDSD]GHGHWHFWDUQHXWU}HV tĂŠrmicos e com mais vantagens.

Ă lvaro Novo – Natural de Estarreja (Aveiro) e licenciado pela Universidade de Coimbra, o economista assumiu, hĂĄ dias, o cargo de secretĂĄrio de Estado do Tesouro, no âmbito de um desdobramento das funçþes anteriormente atribuĂ­as a outro governante, Mourinho FĂŠlix. PrĂłximo do ministro MĂĄrio Centeno, com quem trabalhou no Banco de Portugal, Ă lvaro Novo ĂŠ doutorado pela Universidade de Illinois (EUA). Em Dezembro GHFRPDLQYHVWLGXUDGR;;,*RYHUQRWLQKDVLGR nomeado para exercer funçþes de economista-chefe no gabinete do ministro das Finanças. O economista tem SHOD IUHQWH R GHVDĂ€R GH WRUQDU PDLV HĂ€FLHQWH R 6HFWRU IsaĂ­as Cardoso – O arquitecto JosĂŠ IsaĂ­as de Oliveira Empresarial do Estado. Cardoso, internado no Hospital Distrital da Figueira da Foz, desde 04 de Janeiro, faleceu, domingo, aos 94 anos de idade, JosĂŠ Alexandre Cunha – A IdealMed fez da sua Uni- e o seu funeral realizou-se ontem. Nasceu da freguesia de dade Hospitalar de Coimbra uma montra para o mundo, Alhadas, formou-se em arquitectura pela Escola Superior DWUDYpVGDTXDOLGDGHGDVLQVWDODo}HVGRVFXLGDGRVGHVD~GH de Belas Artes do Porto, em 1954, mas em 1950, ainda e da diferenciação dos recursos humanos. O trabalho HVWXGDQWH UHFHEHX GR HPSUHViULR Ă€JXHLUHQVH $XJXVWR desenvolvido pelo gestor, com algum recato, estĂĄ a dar Silva o convite para projectar, na artĂŠria mais importante os seus frutos, como comprova a entrega Ă IdealMed da da Figueira da Foz, uma piscina de mar, obra que se torconcepção, construção e gestĂŁo de um hospital no sul- nou uma referĂŞncia urbana incontornĂĄvel e, a par com o tanato de OmĂŁ (Golfo PĂŠrsico), investimento disputado contĂ­guo Grande Hotel da Figueira, passou a ser o “cartaz SHORVPDLRUHVJUXSRVPXQGLDLVGHVD~GH WXUtVWLFRÂľ(PĂ€QDLVGDGpFDGDGHGRVpFXOR;;YROWRX a projectar para a cidade uma obra notĂĄvel, grande comPaulo Neves – O gestor, que ingressou na Portugal plexidade arquitectĂłnica e funcional: o edifĂ­cio integrado Telecom quando a sociedade Altice garantiu o controlo do Museu, Biblioteca e AuditĂłrio Municipais. Nos anos 80 accionista da empresa, acaba de acumular a função de pre- assinou o projecto hoteleiro “Aparthotel Sotto Mayorâ€?. Foi sidente executivo com o cargo de timoneiro do Conselho distinguido pela Câmara (2008) com a medalha de ouro da GH$GPLQLVWUDomR2OXJDUKRQRUtĂ€FRYLQKDVHQGRH[HU- cidade da Figueira da Foz e, recentemente (24 de Setembro cido pelo empresĂĄrio Armando Pereira, co-fundador da GH   KRPHQDJHDGR SHOR 1~FOHR GH $UTXLWHFWRV GD Altice. A acumulação ĂŠ elucidativa acerca do desempenho RegiĂŁo de Coimbra. de Paulo Neves em ano e meio como presidente executivo. Dulce Mendes ²9L~YDGRH[JRYHUQDQWH0iULR0HQdes morreu, sĂĄbado, em Coimbra, volvidos poucos meses VREUH R IDOHFLPHQWR GH XP Ă€OKR 2XWURUD VHFUHWiULR GH (VWDGRGD6D~GH0iULR0HQGHVTXHFRDGMXYRXRPLQLVWUR dos Assuntos Sociais, AntĂłnio Arnaut, era irmĂŁo de um A D E S C E R antigo presidente da Câmara Municipal de Coimbra e da AcadĂŠmica/OAF, Fernando Mendes Silva. Dulce Barbosa AntĂłnio Costa – O semanĂĄrio Expresso noticiou, Mendes tinha 87 anos de idade. na sua mais recente edição, a ocorrĂŞncia de uma “revolta nos ministĂŠriosâ€? que terĂĄ obrigado o primeiro-ministro Norberto Canha – O professor catedrĂĄtico da Facula recalibrar a sua aposta na descentralização de compe- dade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e tĂŞncias que se eternizam em Lisboa. Cultura, Educação e antigo director dos Hospitais da Universidade de Coimbra Ambiente, por exemplo, insurgiram-se contra a passagem (HUC) vai lançar o seu novo livro, este sĂĄbado (18), pelas de competĂŞncias para as comissĂľes de coordenação e K QR 3DYLOKmR &HQWUR GH 3RUWXJDO HP &RLPEUD desenvolvimento regional (as CCDR’s), protagonizando A obra, intitulada “EIVA e o futuro/ contas aos netosâ€? uma postura prĂłpria de quem prefere manter-se sob a retrata “um conjunto de intervençþes cĂ­vicas feitas pelo alçada do Terreiro do Paço. Pelos vistos, faltou a AntĂłnio autor em diversos locais do paĂ­s e no continente africano, Costa engenho e arte para enfrentar interesses instalados. onde mostra os seus conhecimentos, a sua determinação, paixĂŁo e capacidade de luta na defesa da justiça, da equidade, Francisca Van Dunem – HĂĄ 10 meses que a Assem- dos valores humanos, por uma sociedade, um paĂ­s, uma EOHLDGD5HS~EOLFDIRLDOHUWDGDSHOR&RQVHOKR6XSHULRUGH cidade melhores e mais felizes para a geração actual e para Magistratura, para previsĂ­veis problemas na realização das as geraçþes futurasâ€?, revela. A apresentação estarĂĄ a cargo eleiçþes autĂĄrquicas do prĂłximo Outono devido Ă  mexida de Maria de FĂĄtima Lorena, da Escola Superior AgrĂĄria de operada em 2014 no mapa judiciĂĄrio. A lei eleitoral deixou Coimbra e de HĂŠlder Rodrigues, do Lions Clube, seguindode estar ajustada Ă  orgânica judicial e a ministra Francisca VHXPGHEDWHDODUJDGRDRS~EOLFRSUHVHQWH Van Dunem tarda em dar o indispensĂĄvel impulso para que ambas voltem a convergir. Gustavo Cordeiro – O programa “Via Verde do AVCâ€?, da Unidade de Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) do MĂĄrio Centeno – ´(UURGHSHUFHSomRP~WXRÂľpXP Centro Hospitalar e UniversitĂĄrio de Coimbra (CHUC), eufemismo inventado no seio do Governo na tentativa coordenada pelo mĂŠdico Gustavo Cordeiro, recebeu o de sacudir a ÂŤĂĄgua do capoteÂť do ministro das Finanças primeiro prĂŠmio no Congresso Anual do AVC pelo trabalho acerca da trapalhada em que se envolveu com o anterior desenvolvido na ĂĄrea do tratamento do acidente vascular presidente da Caixa Geral de DepĂłsitos para subtrair cerebral isquĂŠmico, atravĂŠs de consultas de telemedicina. AntĂłnio Domingues Ă  obrigatoriedade de apresentação O programa que ĂŠ desenvolvido atravĂŠs da Plataforma de de declaração de patrimĂłnio. 'DGRVGD6D~GH 3'6 /LYHpXPSURMHFWR´LQRYDGRUH pioneiro, em Portugal e na Europa, que faz uso das ferraRui Horta e Costa – Sob suspeita de cometimento PHQWDVGD7HOH6D~GHGHVHQYROYLGDVSHORV6HUYLoRV3DUWLde crime de corrupção activa quando exercia funçþes no OKDGRVGR0LQLVWpULRGD6D~GH 6306 ÂľUHYHODR6HUYLoR ÂŤresortÂť de Vale do Lobo, o gestor foi constituĂ­do arguido, 1DFLRQDOGH6D~GH 616 $GLVWLQomRIRLDWULEXtGDSHOD hĂĄ dias, no âmbito da “Operação MarquĂŞsâ€?, e teve de Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular (SPACV), na abandonar a Administração dos CTT. sequĂŞncia da apresentação do trabalho “Telemedicina na

ĂĄrea da abordagem endovascular no tratamento do AVC isquĂŠmico: a experiĂŞncia de 15 meses de articulação em rede numa regiĂŁo de Portugalâ€?. Montserrat Villar GonzĂĄlez – A escritora espanhola encontra-se em residĂŞncia artĂ­stica, atĂŠ 05 de Março, na Casa da Escrita da Câmara Municipal de Coimbra. A sua presença na cidade decorre no âmbito da investigação acadĂŠmica que a poetisa estĂĄ a realizar sobre a obra do poeta luso-brasileiro Ă lvaro Alves de Faria, assim como sobre a experiĂŞncia de tradução da poesia daquele autor para castelhano. Na sua passagem pela cidade, a escritora vai dinamizar, no prĂłximo dia 27 de Fevereiro, pelas 18h00, na Casa da Escrita, o atelier sobre Ă lvaro Alves de Faria, intitulado “A sua literatura Portuguesa e a sua literatura Brasileira — caracterĂ­sticas diferenciadorasâ€?. No dia 02 de Março, Montserrat GonzĂĄlez irĂĄ ler poemas de sua autoria, que cruzarĂĄ com a escrita de poetas de Coimbra. Todas as actividades tĂŞm entrada livre. David Quelhas – O atleta do clube Coimbra Trail Running venceu o Trail de Poiares 2017, no passado Ă€PGHVHPDQD 'DYLG 4XHOKDV UHDOL]RX D SURYD GH  quilĂłmetros em menos de trĂŞs horas. A prova contou com a participação de 41 atletas do clube de Coimbra, que SHUFRUUHUDPDVGLVWkQFLDVGHHTXLOyPHWURVHDOpP GRSULPHLUROXJDUGH'DYLG4XHOKDVRFOXEHFRQLPEULcense ainda trouxe outros pĂłdios de escalĂŁo em ambas as provas: o terceiro lugar por equipas; o primeiro lugar nas equipas femininas – Trail Curto 17kms; e, ainda, o prĂŠmio GH(TXLSDPDLV1XPHURVDR~QLFRTXHIRLJDQKRDLQGD antes do tiro da partida. Diana Valença – A judoca da Associação CristĂŁ da Mocidade (ACM) sagrou-se vice-campeĂŁ nacional de cadetes, no passado sĂĄbado (11), no Campeonato Nacional de Cadetes, que decorreu em Odivelas. A atleta conseguiu DOFDQoDUDĂ€QDOFRPYLWyULDVSRU´LSSRQÂľSRQWXDomRPixima, tendo vencido o segundo lugar apĂłs uma distracção da sua opositora. LuĂ­s Filipe Pereira – O presidente da Direcção do FĂłrum de Administradores de Empresas (FAE) e exPLQLVWUR GD 6D~GH YDL PDUFDU SUHVHQoD QR VHPLQiULR “Case Studies de Sucesso das Empresas Portuguesas: Uma Aprendizagemâ€?, promovida pela Coimbra Business School | Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Coimbra (ISCAC). O evento, que decorre no auditĂłrio Marques de Almeida, do ISCAC, realiza-se no âmbito do ODQoDPHQWRRĂ€FLDOGDÂ?HGLomRGR3URJUDPD)$(%XVLQHVV Schools. Na sessĂŁo irĂŁo, ainda, participar Regina Vitorino, CEO da LSI-Stone, e Gabriel Silva, docente da Coimbra Business School. LuĂ­sa Schmidt – A sociĂłloga e investigadora principal do Instituto de CiĂŞncias Sociais da Universidade de Lisboa, recentemente distinguida com o PrĂŠmio Viva Montepio – 0HGLDYDLDSUHVHQWDURVHXOLYUR´3RUWXJDO$PELHQtes de Mudançaâ€?, na Figueira da Foz, amanhĂŁ (17), pelas KQRDXGLWyULRPXQLFLSDO1DVHVVmRDEHUWDDRS~EOLFR estarĂŁo presentes JosĂŠ Manuel Alho, da Fundação Inatel, e Jorge Paiva, da Universidade de Coimbra.


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Assaltante de casas condenado a sete anos e oito meses de prisĂŁo

Um homem de 26 anos acusado de assaltar 13 residências em Coimbra, entre outros crimes, foi condenado pelo tribunal a sete anos e oito meses de prisão. Natural da Amadora e preso à data da acusação no Estabelecimento Prisional de Aveiro, o arguido era acusado de um crime de roubo, 10 crimes de furto TXDOLÀFDGRGRLVFULPHVGHIXUWRVLPSOHVXPFULPHGHYLROrQFLD após a subtração, um crime de roubo na forma tentada e quatro GHIXUWRTXDOLÀFDGRQDIRUPDWHQWDGDHQWUHH2 jovem aproveitava portas traseiras destrancadas, trepava vårios metros para entrar nas casas por uma janela, arrombava portas e partia tambÊm por vezes vidros de janelas para se conseguir introduzir na casa das pessoas. Sempre que era surpreendido por um morador dentro da habitação, o arguido punha-se em fuga. AlÊm de assaltos a residências, o arguido foi tambÊm acusado de furtar alianças numa ourivesaria no valor de 7 000 euros e de entrar num estabelecimento de compra de ouro e ameaçar o empregado com uma faca, roubo que não chegou a concretizar. No âmbito do mesmo processo foi tambÊm julgado um vendedor ambulante, residente em Coimbra, pelo crime de coacção, o qual foi condenado a sete meses de cadeia. Este homem foi acusado de ter ameaçado uma pessoa que responsabilizava por XPDGtYLGDGHHXURV1HVVDVLWXDomRHP)HYHUHLURGHR principal arguido, que acompanhava o feirante, agarrou na vítima e agrediu-a com vårios pontapÊs no corpo, efectuando depois o levantamento bancårio de 200 euros com o cartão pessoal do ofendido, de acordo com a acusação do MinistÊrio Público (MP).

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Concluído em Coimbra o processo de canonização de Lúcia

O inquĂŠrito diocesano do processo de canonização de LĂşcia de Jesus, uma dos pastorinhos de FĂĄtima, com mais de 15 000 pĂĄginas de “provas e testemunhosâ€?, foi encerrado, na segunda-feira, com uma sessĂŁo no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra. Promovida pela diocese de Coimbra e vice-postulação da Causa de Canonização da IrmĂŁ LĂşcia, a cerimĂłnia concluiu formalmente a fase diocesana do processo, que vai ser enviado para a Congregação da Causa dos Santos e passa, assim, “a partir de agora, para a competĂŞncia directaâ€? da Santa SĂŠ e do Papa. A fase diocesana do processo, que demorou cerca de oito anos, reĂşne, em 15 483 pĂĄginas, os escritos de LĂşcia e os depoimentos das mais de 60 testemunhas “ouvidas acerca da sua fama de santidade e das suas virtudes herĂłicasâ€?, disse o bispo de Coimbra, VirgĂ­lio Antunes. Esta fase teve como objectivo “recolher as provas necessĂĄrias para mostrar que, ao longo da sua vidaâ€?, LĂşcia de Jesus “praticou as virtudes heroicas que se esperam de um santo canonizado, de alguĂŠm que pode ser modelo para os outros irmĂŁos na fĂŠâ€?. Para a diocese de Coimbra, “este ĂŠ um momento verdadeiramente histĂłricoâ€?, designadamente porque “nĂŁo hĂĄ notĂ­cia recenteâ€? de uma canonização, sublinhou o VirgĂ­lio Antunes, recordando, no entanto, as ligaçþes a Coimbra de santos como AntĂłnio, TeotĂłnio e [rainha] Isabel. O processo de canonização de LĂşcia, cuja abertura ocorreu em 30 de Abril de 2008, por decisĂŁo do entĂŁo bispo de Coimbra, Albino Cleto, “demorou alguns anos por causa da quantidade de documentos deixados e a necessidade de os trabalhar bemâ€?, explicou Ă‚ngela Coelho, vice-postuladora da causa de canonização da IrmĂŁ LĂşcia. “Cada pĂĄgina que a IrmĂŁ LĂşcia escreveu teve de ser minuciosamente analisada e estamos a falar de um universo de 10 000 mil cartas que conseguimos recolher e de um diĂĄrio com 2 000 mil pĂĄginas, para alĂŠm de outros textos mais pessoaisâ€?, destacou Ă‚ngela Coelho. em caixas ATM com o cartĂŁo roubado. A PJ refere ainda que o cidadĂŁo veio a ser encontrado, apĂłs ser libertado pelos assaltantes, “a deambular pela via pĂşblica, visivelmente desorientado e trajando apenas uma t-shirtâ€?. Partidos puxam por obras na Escola JosĂŠ FalcĂŁo 2JUXSRSDUODPHQWDUGR%ORFRGH(VTXHUGDDSUHVHQWRX um projecto de resolução para “a realização urgente de obras de UHDELOLWDomRHUHTXDOLĂ€FDomRÂľQD(VFROD6HFXQGiULD-RVp)DOFmR em Coimbra, edifĂ­cio construĂ­do hĂĄ 80 anos e que nunca teve uma intervenção estrutural. TambĂŠm o CDS-PP apresentou na Assembleia da RepĂşblica uma proposta que solicita ao Governo que proceda, a curto prazo, a obras de recuperação, moderni]DomRHSUHVHUYDomRGDTXHOHHVWDEHOHFLPHQWRGHHQVLQR2%( UHDOoDTXHFKRYHHPYiULDVVDODVGHDXODKiĂ€VVXUDVQRSDYLPHQWR do pavilhĂŁo gimnodesportivo que pĂľem “em risco a saĂşde e DWpDLQWHJULGDGHItVLFDGRVDOXQRVÂľKiLQĂ€OWUDo}HVHKXPLGDGH a climatização ĂŠ “inexistenteâ€? o que leva a que as aulas sejam “insuportavelmente quentes no VerĂŁo e frias no Invernoâ€? e a canalização e a instalação elĂŠctrica sĂŁo, no seu essencial, “da oriJHPGRHGLItFLRRTXHFRQGX]DIUHTXHQWHVDYDULDVÂľ2&'633 lembra que a Escola JosĂŠ FalcĂŁo ĂŠ herdeira do Liceu de Coimbra (um dos trĂŞs primeiros liceus do paĂ­s, criado em 1836), que em 2016 assinalou o seu 180.Âş aniversĂĄrio como instituição e os 80 DQRVGRDFWXDOHGLItFLRHVWDQGRRLPyYHOFODVVLĂ€FDGRFRPRGH ‘interesse pĂşblico’. Recorde-se que, no dia 03, uma petição a exigir uma intervenção de fundo urgente na Escola SecundĂĄria JosĂŠ FalcĂŁo, lançada pela associação de pais, ultrapassou as 4 000 assinaturas necessĂĄrias para que a questĂŁo seja debatida na Assembleia da RepĂşblica.

Suspeito de homicĂ­dio junto a discoteca fica em prisĂŁo preventiva 2MRYHPEUDVLOHLURVXVSHLWRGHPDWDURVHJXUDQoDGHXPD discoteca em Coimbra, no mĂŞs passado, vai aguardar o julgamenWRHPSULVmRSUHYHQWLYD'HWLGRQD*DOL]D (VSDQKD QRGLD de Janeiro, o homem foi interrogado, terça-feira, durante vĂĄrias horas no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Coimbra. Ao Ă€PGDPDQKmWLQKDVLGRHQWUHJXHQDIURQWHLUDSHODVDXWRULGDGHV espanholas Ă PolĂ­cia JudiciĂĄria, que seguidamente conduziu o arguido, de 21 anos e com antecedentes criminais, ao TIC de Coimbra. A detenção tinha sido efectuada hĂĄ trĂŞs semanas, na cidade galega de Vigo, pela PolĂ­cia Nacional de Espanha, no âmbito de uma operação em que tambĂŠm participaram elementos da PJ. As duas polĂ­cias agiram em “cumprimento de um mandado de detenção europeuâ€?, emitido pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra, indicou na RFDVLmRD'LUHFWRULDGR&HQWURGD3-2FLGDGmREUDVLOHLURpR SUHVXPtYHODXWRUGHXPFULPHGHKRPLFtGLRTXDOLĂ€FDGRDRWHU alegadamente abatido o segurança de uma discoteca com nove disparos de arma de fogo, ao inĂ­cio da manhĂŁ do dia 08 de Janeiro, quando o estabelecimento de diversĂŁo nocturna jĂĄ tinha encerrado. A vĂ­tima ĂŠ um homem com cerca de 30 anos, natural da GuinĂŠ-Bissau, que fazia habitualmente serviço de segurança naquele estabelecimento, no centro de Coimbra, no exterior do TXDOVHYHULĂ€FRXRWLURWHLR2FULPHRFRUUHXDSyVXPDDOWHUFDomR no interior da discoteca, na avenida Afonso Henriques, entre a Hospital de Cantanhede atinge recorde gerente e uma cliente, supostamente namorada do presumĂ­vel No passado mĂŞs de Janeiro, o Hospital do Arcebispo JoĂŁo DXWRUGRKRPLFtGLR2VHJXUDQoDLQWHUYHLRSDUDS{UWHUPRj CrisĂłstomo de Cantanhede atingiu mĂĄximos de produção dos situação e expulsar a mulher do estabelecimento, acabando por Ăşltimos cinco anos. Em comparação com o perĂ­odo homĂłlogo ser ferido mortalmente pelo brasileiro. GHD$GPLQLVWUDomRYHULĂ€FRX´XPDXPHQWRGHSRU cento nas primeiras consultas de especialidade e de 10 por cento QDVGHVHJXLPHQWRÂľ1RTXHjDFWLYLGDGHGR%ORFR2SHUDWyULR Ă gueda: Interceptado quarto GL]UHVSHLWRRDXPHQWRIRLDLQGDPDLVVLJQLĂ€FDWLYRDWLQJLQGR arguido por roubo e sequestro A PolĂ­cia JudiciĂĄria (PJ) de Aveiro anunciou, hĂĄ dias, a RVSRUFHQWRGHLQWHUYHQo}HVFLU~UJLFDVRTXHFRUUHVSRQGH captura de mais um indivĂ­duo por suspeita de co-autoria no DPDLVSRUFHQWRGHGRHQWHVRSHUDGRV6HJXQGRR+RVSLWDO URXERHVHTXHVWURLQĂ LJLGRVDXPKRPHP(PFRPXQLFDGRD “estes resultados mostram uma clara melhoria na gestĂŁo do PJ refere que o arguido, 27 anos de idade, foi detido no cumpri- acesso a cuidados de saĂşde, objectivo maior do MinistĂŠrio da mento de mandado de detenção emitido pelo Departamento tutelaâ€?, considerando que estes nĂşmeros se devem “a uma maior GH,QYHVWLJDomRH$FomR3HQDOGHÉJXHGD2LQGLYtGXRVHP estabilização da equipa clĂ­nica, assim como Ă  dedicação e empeTXDOTXHURFXSDomRSURĂ€VVLRQDOHVWiREULJDGRDDSUHVHQWDUVH QKRGHWRGRVRVSURĂ€VVLRQDLVHQYROYLGRVÂľ$VVLPR+RVSLWDO SHULRGLFDPHQWHDXPyUJmRGHSROtFLDFULPLQDO2VXVSHLWRHVWi DFUHGLWDTXHSRULVVR´ÀFDVXVWHQWDGDDRSomRGHPDQXWHQomR ainda proibido de contactar a vĂ­tima e os alegados cĂşmplices. desta unidade no seio do Serviço Nacional de SaĂşde (SNS) A 04 de Janeiro, tinham sido detidos outros trĂŞs suspeitos de FRPRKRVSLWDOGHSUR[LPLGDGHÂľ2+RVSLWDOGR$UFHELVSR-RmR co-autoria dos factos em investigação, encontrando-se dois deles CrisĂłstomo de Cantanhede adianta, ainda, que estĂŁo a estudar a HPSULVmRSUHYHQWLYD2FDVRUHPRQWDjPDGUXJDGDGHGH possibilidade de alargar o nĂşmero de valĂŞncias mĂŠdicas, com o Julho de 2016, quando um cidadĂŁo estrangeiro que se encon- objectivo de “obter ganhos em saĂşde para a populaçãoâ€?. trava em Portugal, em trabalho, foi abordado junto ao recinto do festival “AgitĂĄguedaâ€? e posto, Ă  força, no interior da mala de Rastreio do cancro da mama em Cantanhede um veĂ­culo automĂłvel. De seguida, segundo a PJ, a vĂ­tima foi $VPXOKHUHVGH&DQWDQKHGHHQWUHRVHRVDQRVHVWmR transportada para um local ermo, onde foi agredido e obrigado “convidadasâ€? a participarem no programa de rastreio do cancro a revelar o cĂłdigo de um cartĂŁo bancĂĄrio. A vĂ­tima, de acordo da mama, promovido pelo NĂşcleo Regional do Centro da Liga com os investigadores, foi tambĂŠm despojada de vĂĄrios bens Portuguesa Contra o Cancro (NRC – LPCC), que tem instalada de elevado valor, tendo sido efectuados vĂĄrios levantamentos DVXD8QLGDGH0yYHOGH0DPRJUDĂ€D'LJLWDOMXQWRDR&HQWURGH

6D~GHGDFLGDGHDWpĂ€QDOGH0DUoR2H[DPHUiSLGRJUDWXLWRH que pode salvar a vida, pode ser realizado de segunda a quintaIHLUDGDVKjVKHjVH[WDIHLUDGDVKjVK e das 13h30 Ă s 16h30. As cidadĂŁs com inscrição actualizada no Centro de SaĂşde recebem uma carta-convite com a indicação da data e hora de realização do exame. CCDRC quer projectos turĂ­sticos a valorizar economia do Interior A ComissĂŁo de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) defendeu que os investimentos de valorização turĂ­stica do interior deverĂŁo complementar os cinco prograPDV3529(5(DSURYDGRVQDUHJLmRQRYDORUGHPLOK}HVGH euros. A presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa, salienta que, QRkPELWRGDSURJUDPDomRĂ€QDQFHLUDFRPXQLWiULDGR3RUWXJDO 2020, o Centro vai desenvolver projectos que totalizam aquele montante enquanto Programas de Valorização EconĂłmica de 5HFXUVRV(QGyJHQRV 3529(5( 2VSURMHFWRVFRPĂ€QDQciamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional )('(5 IRUDPDSURYDGRVDRDEULJRGRV3529(5(GDV $OGHLDV+LVWyULFDV$OGHLDVGR;LVWR7HUPDVÉUHDV&ODVVLĂ€FDGDV e Beira Baixa. Falando na sessĂŁo de divulgação da “Linha de Apoio Ă  Valorização TurĂ­stica do Interiorâ€?, no Convento de SĂŁo Francisco, em Coimbra, Ana Abrunhosa fez votos para que os projectos que avancem nesta ĂĄrea “venham complementar, dar escala e sinergiasâ€? Ă queles investimentos para valorização dos recursos endĂłgenos dos territĂłrios de baixa densidade demoJUiĂ€FD´$SURFXUDQRWHUULWyULRYDLVHUPXLWRJUDQGHÂľSUHYLX a presidente da CCDRC, realçando que cerca de 400 pessoas, potencialmente ligadas Ă  valorização turĂ­stica do interior, estiveUDPHP&RLPEUDQDDSUHVHQWDomRGRVĂ€QDQFLDPHQWRVSDUDR sector. “Gostava muito que, daquele montante, dos 10 milhĂľes de euros que sĂŁo para o Interior, viessem cinco milhĂľes para a UHJLmR&HQWURÂľDĂ€UPRXGHIHQGHQGRTXHLPSRUWD´SURPRYHU projectos em redeâ€?, como estratĂŠgia para combater a pobreza nas aldeias e vilas das zonas montanhosas. As janelas da Câmara da LousĂŁ 2HVFULWRU3HGUR0H[LDFRQVXOWRUGDiUHDGDFXOWXUDGR Presidente da RepĂşblica, ĂŠ o primeiro subscritor de um manifesto pela “reposição da legalidadeâ€? em obras no edifĂ­cio da Câmara Municipal da LousĂŁ, que jĂĄ reĂşne 100 pessoas. 2GRFXPHQWRUHPHWLGRDRPLQLVWURGD&XOWXUDHDGLYHUVDV instâncias locais, regionais e nacionais, refere um “atentado ao patrimĂłnioâ€? e uma “violação da legalidadeâ€?, insurgindo-se contra a substituição das janelas da Câmara Municipal por outras, que descaracterizam este edifĂ­cio neobarroco e o centro KLVWyULFR2XWURVGRVSULPHLURVVXEVFULWRUHVVmRRHPSUHViULR JosĂŠ Redondo (fabricante do licor BeirĂŁo), Ana Filomena Amaral (escritora e investigadora), Maria do RosĂĄrio Castiço de Campos (historiadora e professora da Escola Superior de Educação de Coimbra) e o arquitecto JosĂŠ Casimiro (que trabalha em Berlim, onde desenvolve trabalho no restauro de HGLItFLRVS~EOLFRVHSULYDGRV 2PDQLIHVWRFRQWDWDPEpPFRP adesĂŁo de lousanenses da diĂĄspora (Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e Alemanha) que tambĂŠm se insurgem contra a substituição das janelas da Câmara Municipal, sem que “a autarquia tenha pedido, no devido tempo, um parecer vinculativo da Direcção-Geral do PatrimĂłnio Cultural, que aponta agora para a necessidade de as janelas originais serem repostasâ€?.


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SAÚDE

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QUINTA-FEIRA

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DE FEVEREIRO DE 2017 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

Idealmed ganha a grupos de saúde mundiais

Hospital de Coimbra vai ser replicado em Omã qualidade das instalações, equipamentos de última O Idealmed Muscat geração e diferenciação dos Hospital, que vai servir os recursos humanos. O hospital da Idealmed, sultanatos de Omã e Brunei, no Golfo Pérsico, foi apre- que será construído em sentado, na sexta-feira, em Muscat, no sultanato de Coimbra, com a presença Omã, com todas as condidas empresas investido- ções de um “hotel de cinco ras. O modelo da Unidade estrelas”, deverá abrir em Hospitalar de Coimbra vai 2020, terá 100 camas, uma ser replicado nos países unidade materno-infantil, árabes, num investimento com maternidade e urgência privado local que ascende a pediátrica, outra de diag70 milhões de euros, o que nóstico e terapêutica e um para José Alexandre Cunha centro cirúrgico integrado, VLJQLÀFDRUHFRQKHFLPHQWR com urgência de adultos e de que “aqui sabe-se e faz- cinco blocos operatórios. “Trata-se de um pro-se bem”. O presidente do Con- jecto pensado e concebido selho de Administração da em Portugal, com técnicos, Idealmed destacou a pre- engenheiros e arquitectos sença de Coimbra numa re- do nosso país”, referiu José gião onde estão “os maiores Alexandre Cunha, acrescengrupos de saúde do mun- tando que o futuro hospital do”, para referir que se trata é integralmente da Idealde uma aposta ganha através med, desde a concepção, de três pilares essenciais: passando pela construção e LUÍS SANTOS

incluindo a gestão. As instalações da Idealmed, em Coimbra, foram visitadas pelos dois grupos empresariais parceiros do Muscat Hospital, uma delegação constituída por Amal Bahwan (vice-presidente do Suhail Bahwan Group), Debasish Majumder (diUHFWRUÀQDQFHLURGR6XKDLO Bahwan Group), Qais bin Abdullah al Kharousi (CEO do Oman Brunei Investment Company) e Fathi Al Balushi (director de investimentos da Oman Brunei Investment Company). Conforme o “Campeão” noticiou (dia 06, na edição online, e na passada edição em papel), a Idealmed foi escolhida pelo sultanato do Brunei e pelo sultanato de Omã, assim como pelo grupo Suhail Bahwan - um dos maiores grupos económicos da re-

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Do Golfo Pérsico veio uma caravela, idêntica à das descobertas dos portugueses

gião do Golfo -, para accionista e 'global contractor' do futuro hospital privado de Muscat, que assumirá a designação de Idealmed Muscat Hospital. Cabo Verde e China

Refira-se que a Idealmed tem uma parceria estratégica com o Governo de Cabo Verde para o desenvolvimento do Hospital da Praia, com o projecto de arquitectura já aprovado, num investimento que ronda os 14 milhões de euros.

Existe ainda outra parceria com o grupo China Merchants, firmada em Abril de 2015, ligada a um projecto de construção de 25 hospitais, um por cada província, numa lógica de rede e de médio a longo prazo. Desde Novembro de 2015 que a Idealmed tem uma clínica na cidade de Shenzen, com o propósito de demonstrar os conceitos DSOLFDGRVQDVD~GHHYHULÀcar o acolhimento local. Recorde-se a Idealmed - Unidade Hospitalar de Coimbra abriu em Maio de

2012 anos e possui mais de 40 valências clínicas a funcionar de forma integrada, agregando todas as especialidades médicas e cirúrgicas. A unidade hospitalar dispõe de um atendimento médico permanente, meios complementares de diagnóstico laboratoriais e de imagem de última geração, cinco blocos operatórios, duas salas de partos e unidades de recobro pós-operatório, três unidades de internamento - sendo uma de maternidade -, unidades de cuidados especiais, com seis camas de cuidados intermédios e duas camas de cuidados intensivos, entre outras áreas clínicas. Esta unidade hospitalar representa um investimento de cerca de 50 milhões de euros, tendo todo o projecto sido construído sem qualquer apoio público. Foi um dos maiores investimento realizado em Coimbra nos últimos anos e constitui a maior unidade de saúde privada da região Centro, ocupando uma área total de 35 000 metros quadrados.

Condeixa, Montemor e Soure

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Telemedicina de cardiologia alargada a centros de saúde Mais três centros de saúde do distrito de Coimbra disponibilizam consultas de cardiologia por telemedicina, no âmbito de um programa desenvolvido pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC). A ARSC refere que os centros de saúde de Condeixa-a-Nova, Montemor-o-Velho e S. Martinho do Bispo (Coimbra) iniciaram na passada semana as consultas, que durante esta semana foram estendidas a Soure. “A comodidade que representa para o doente, evitando deslocações aos hospitais e custos inerentes, traduz uma das muitas vantagens deste sistema de consulta, que possibilita, igualmente, o diagnóstico e tratamento precoce dos doentes”, salienta a ARSC.

Lino Gonçalves dirige a Cardiologia B do CHUC

As consultas de cardiologia por telemedicina são ministradas pelo Serviço de Cardiologia B do CHUC. “A nível da prática clínica, as vantagens da consulta de telemedicina são reconhecidas a nível do apoio directo dado pelo médico especialista ao colega de Medicina Geral e Familiar, melhorando a comunicação entre os centros de saúde e os hospitais centrais”, refere a ARSC. A primeira consulta de

cardiologia por telemedicina realizada entre a Cardiologia B do CHUC, dirigida pelo especialista Lino Gonçalves, e um centro de VD~GHGDiUHDGHLQÁXrQFLD da ARSC, teve lugar em 2015, em Cantanhede. Foi também a primeira vez que, em Portugal, foi utilizada para o efeito a plataforma PDS live, do Ministério da Saúde, para se fazer uma consulta de Telemedicina na área cardiovascular.


QUINTA-FEIRA

DE FEVEREIRO DE 2017 CAMPEĂƒO DAS PROVĂ?NCIAS

CENTENà RIO DAS APARIÇÕES

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Recinto e zonas envolventes vĂŁo contar com vĂĄrios ecrĂŁs gigantes

O reitor do SantuĂĄrio vai coordenar a visita do Papa

Pavimentos em BetĂŁo lisos e marcados industriais e urbanos

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O reitor do SantuĂĄrio de FĂĄtima, o padre Carlos Cabecinhas Tlm. 918 973 683 - Rua Principal - CARTARIA apresentou o lema, a imagem grĂĄ3100-082 Albergaria dos Doze Ă€FD H RV FRRUGHQDGRUHV GD YLVLWD LISOMERCADO do Papa Francisco a FĂĄtima, a 12 de: Armando Jorge e 13 de Maio. Š2 OHPD GD YLVLWD p ´&RP Telefone: 239 421 475 Fax: 239 428 028 Maria, peregrino na esperança e e-mail: poiarqui@sapo.pt na Pazâ€?Âť, anunciou o padre Carlos www.poiarqui.pt &DEHFLQKDV WDPEpP QRPHDGR FRRUGHQDGRU JHUDO GD YLVLWD ´2 3DSDYLUiHPSHUHJULQDomRDR6DQtuĂĄrio de FĂĄtima, para rezar com Os trĂŞs sacerdotes sĂŁo os escolhidos para coordenar HorĂĄrio de Funcionamento: Segunda a Sexta-Feira os peregrinos que o acompanham 09:00h - 13:00h 14:30h - 18:30h DTXLHSHORVPHLRVGHFRPXQLFDomR IrmĂŁ LĂşcia dĂĄ nome Sede: EdifĂ­cio PoiArqui - Praça LuĂ­s de CamĂľes. Vila Nova de Poiares YHUViULR GD PRUWH GD UHOLJLRVD VRFLDOeSRUYRQWDGHH[SUHVVDGR a avenida de FĂĄtima carmelita, e contou com a presenPapa que assim acontece. O Papa oDHQWUHRXWURVGRYLFHUHLWRUGR YHPSDUDUH]DUHP)iWLPDFRPRV SRUWXJXHVHVQHVWHVDQWXiULRTXHp 'HVGHRSDVVDGRGRPLQJR SantuĂĄrio de FĂĄtima, padre VĂ­tor R FRUDomR HVSLULWXDO GH 3RUWXJDO GH)HYHUHLURD,UPm/~FLDGH-HVXV Coutinho e dos postulador e como disse o Papa Bento XVIâ€?, passou a constar da toponĂ­mia da YLFHSRVWXODGRUDGD&DXVDGH SISTEMAS INJECĂ‡ĂƒO GPL MULTIPONTO acrescentou o sacerdote. IUHJXHVLD GH )iWLPD GHSRLV GD %HDWLĂ€FDomRGD,UPm/~FLD Agora tambĂŠm CARREGAMENTO A/C ´3HUPLWLUiRXYLUDYR]SURIpWL- Junta de Freguesia ter atribuĂ­do o o padre Carmelita RoALTERNATIVA Ă€ GASOLINA POUPANÇA MÉDIA 50% FDGR3DSDHDH[SHFWDWLYDpGHTXH VHXQRPHjDYHQLGDFRPSUHHQGLGD mano Gambalunga e a COM A NOVA LEI Jà É PERMITIDO ESTACIONAR Estação de Serviço - Ă“leos EM PARQUES SUBTERRĂ‚NEOS VHMDPPXLWRVDYLUD)iWLPDSDUDR entre a rotunda dos Pastorinhos, na ,UPmÇQJHOD&RHOKR /XEULÂżFDQWHV3QHXV0DWUtFXODV Rua HerĂłis de Ultramar (na rotunda junto ao Bowling) YHUHUH]DUFRPHOHÂľDĂ€UPRX &RYD GD ,ULD H D LJUHMD SDURTXLDO GD$OLDQoDGH6DQWD Gândara dos Olivais | Leiria -Telef.: 244 882 988 ADUGUETE - 3100-342 POMBAL Maria. O padre Carlos Cabecinhas de FĂĄtima. Telem.: 917 766 637 - juliooliveiragpl@gmail.com Telem.: 236 213 128 DVVLQDORXTXHRVSUHSDUDWLYRVHP (VWD QRYD DYHQLGD DVVLP GHconjunto com o Estado PortuguĂŞs, signada, junta-se Ă s ruas de FranManuel HDVGHPDLVHQWLGDGHVHQYROYLGDV cisco e Jacinta Marto, cuja placa HVWmRDGHFRUUHU´HPERPULWPRÂľ WRSRQtPLFDWDPEpPIRLPHOKRUDGD Pedrosa 6HJXQGRRFRRUGHQDGRUGDYL- IRUPDQGR´XPDXQLGDGHÂľTXHDOpP Pinhal sita, a escolha do tema da Paz para GHVXEOLQKDUR´H[HPSORVXSHULRU ROHPDSHUPLWHXQLURSRQWLĂ€FDGR GRV SDVWRULQKRVÂľ Ă€OKRV GD WHUUD de Francisco Ă  mensagem de FĂĄti- FRQIHUHD)iWLPDRHStWHWRGH´FLSERRAĂ‡ĂƒO DE MADEIRAS PD´$3D]OLJDQRVDR3DSDDRVHX dade da pazâ€?, tema bem presente IC2 – 2420-381 LEIRIA E NEGOCIANTE DE LENHAS SRQWLĂ€FDGRHWDPEpPjPHQVDJHP na Mensagem que Nossa Senhora BOA VISTA | PORTUGAL Rua Ortigosa de Cima, 165 - 2425-740 ORTIGOSA GH)iWLPDGDtHVWDFRQMXJDomRÂľ GHL[RXQD&RYDGD,ULDDRVWUrV Tlm. 917 107 767 Telf. 244 613 245 - Tlm. 919 855 363 | 918 314 031 Sobre os peregrinos, o sacerdo- YLGHQWHVGHVWDFRXRSUHVLGHQWHDĂ€UPDTXH´QmRVDEHÂľTXDQWRV te da Junta de Freguesia de HVWDUmR PDV JDUDQWH TXH WRGRV FĂĄtima. VHUmREHPDFROKLGRV´+DYHUiOX$LQDXJXUDomRGHVWD O Executivo da gar para todos, para participar de QRYDWRSRQtPLDDSURFreguesia convida DOJXPPRGRQDFHOHEUDomRPHVPR YDGDHPDVVHPEOHLD a conhecer TXHQmRHVWHMDPQRUHFLQWRÂľ municipal, decora Freguesia durante 2 UHFLQWR YDL VHU HTXLSDGR UHXHPYpVSHUD os percursos do FRP HFUmV JLJDQWHV HP YiULDV do dia em que caminho de FĂĄtima ORFDOL]Do}HV QRV HVSDoRV DQH[RV se assinala a www.freguesiadecasalcomba.pt DR 6DQWXiULR H D SHUHJULQDomR passagem Rua do Campo de Futebol DQLYHUViULDLQWHUQDFLRQDOYDLVHJXLU do 12.Âş Convida a visitar a Freguesia Casal Comba - Mealhada Marinha do Engenho, Bajouca - Leiria o horĂĄrio habitual destas grandes a n i celebraçþes, que decorrem de Maio a Outubro. excelĂŞncia’15 3DUD SUHSDUDU HVWD YLVLWD D &RQIHUrQFLD(SLVFRSDO3RUWXJXHVD designou o padre VĂ­tor Coutinho, YLFHUHLWRUGDLQVWLWXLomRFRPR FRRUGHQDGRU GD &RPLVVmR O Executivo da UniĂŁo de Freguesias GH$FRPSDQKDPHQWRGRV Praça da RepĂşblica - 3150-127 Condeixa-a-Nova 0HGLD SDUD D YLVLWD GR convida a conhecer as Freguesias Telef. 239 941 301 - Fax: 239 948 718 Papa Francisco. JĂĄ o durante os percursos do caminho de FĂĄtima! e-mail: farmacia.rocha@sapo.pt | /farmaciarochacondeixa padre Joaquim GaQKmR GD 'LRFHVH GH6DQWDUpPpR O Executivo da coordenador UniĂŁo de Freguesias GD&RPLVVmR de Liturconvida a conhecer gia. Para Encomendar o Seu LeitĂŁo as suas Freguesias O Executivo da Freguesia em carcaça/ assado

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EMPRESAS & NEGĂ“CIOS

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Iniciativa realiza-se este sĂĄbado (18)

´'LD/LWRFDU¾RIHUHFHGHVFRQWRV e oportunidades únicas D.B.

No próximo såbado (18) cumpre-se a tradição anual do concessionårio LiWRFDUR´'LD/LWRFDU¾XPD iniciativa que oferece aos clientes da empresa vårias oportunidades de negócio e descontos imperdíveis. A visita às instalaçþes da Litocar, distribuídas um pouco por toda a região Centro, Ê quase obrigatória durante este dia, em que, alÊm da habitual RIHUWDGHXP´FKHFNXS¾ aos pontos vitais das viaturas, os clientes poderão, tambÊm, usufruir de descontos atÊ 50 por cento em futuras intervençþes, na lavagem gratuita, e em 50 por cento de desconto na aquisição de pneus das marcas Dunlop e Continental. A iniciativa irå, ainda, proporcionar aos 10 primeiros clientes a chegar a cada uma das instalaçþes da

Entre as 09h00 e as 18h00, a Litocar encontra-se de portas abertas e com grandes oportunidades para os clientes

tarÊm, os dois novos locais onde a Litocar se instalou recentemente. Os clientes poderão Litocar nas vårias cidades, veículos, distribuídos pelas a garantir um atendimento um vale de 100 euros para oito marcas representadas personalizado, estes clientes participar neste dia e visitar serem utilizados na próxi- e com vantagens para os poderão marcar o seu 'che- as instalaçþes da empresa clientes que podem chegar ck-up' gratuito e usufruir de entre as 09h00 e as 18h00 ma manutenção. XP SDFRWH GH GHVFRQWRV¾ do próximo såbado (18), Para os interessados em aos 10 000 euros. Esta actividade anual da vantagens que se mantêm onde encontram viaturas adquirir uma nova viatura, da marca Renault, Dacia, HVWH´'LD/LWRFDU¾RIHUHFH Litocar oferece benefícios, atÊ ao dia de hoje. O balanço de 2016 da Nissan, Honda, Mitsubishi, excelentes oportunidades, tambÊm, aos clientes procom um lote de mais de 300 ÀVVLRQDLV$VVLP´GHIRUPD iniciativa foi bastante posi- Opel, Hynday e Mazda.

ÉJXDVGH&RLPEUDUHQRYDFHUWLĂ€FDomR GRVLVWHPDGHJHVWmRGDTXDOLGDGH SUiWLFDVÂľ FXMD FHUWLILFDção foi atestada pela entidade SGS, sendo que este ĂŠ um processo que vem desde 2010, ano em que a AC obteve a primeira certificação. “Ao alinhar os procedimentos da organização com as exigĂŞncias da NP EN ISO 9001:2015, a empresa municipal assume

que mantÊm o foco na gestão eficaz dos processos e que contempla as melhores pråticas da gesWmRGDTXDOLGDGH¾UHDOoD Segundo a AC, a cerWLÀFDomR ´FRQWLQXD D VHU uma ferramenta de gestão essencial para a valorização dos recursos existentes e a constante melhoria do desempenho global da

RUJDQL]DomRÂľVHQGRSDUD alĂŠm disso, um indispenViYHO IDFWRU GH FRQĂ€DQoD para os clientes que a Ă guas de Coimbra serve e para as restantes partes interessadas: colaboradores, fornecedores, accionista, empresas e entidades do sector da ĂĄgua e comuniGDGHHQYROYHQWHÂľ A auditoria de transi-

Espaço alberga 150 colaboradores

ção para a Ăşltima versĂŁo da norma “teve resultados bastante satisfatĂłrios, confirmando que a AC mantĂŠm o foco na qualidade do produto que fornece (ĂĄgua para consumo humano) e dos serviços que presta (abastecimento de ĂĄgua e drenagem de ĂĄguas residuais e pluviais).

das Tecnologias da Informação e Comunicação e da Engenharia. O presidente executivo da Critical, Gonçalo Quadros, revela que o Porto foi o local escolhido para instalar mais um espaço da empresa pelo que tem para oferecer: “condiçþes materiais e humanas, estilo de vida, energia e juventude em abundância. Factores essenciais para seduzir e contaminar os talentos PDLVTXDOLĂ€FDGRVÂľ

“Estamos muito satisfeitos por poder fazer parte deste movimento de TXDOLĂ€FDomR H YDORUL]DomR do Porto e do nosso paĂ­s como polo de excelĂŞncia no sector das TI Ă escala global. O Porto ĂŠ jĂĄ um proeminente centro exportador de engenharia da Critical, e sĂŞ-lo-ĂĄ mais DLQGD QR IXWXURÂľ DĂ€UPD o executivo. As novas instalaçþes da Critical Software situam-se no largo de Dr.

Tito Fontes, em pleno centro histĂłrico da cidade do Porto. Desta forma, a empresa, com sede em Taveiro, pretende “contribuir para que o Porto seja reconhecido Ă escala global como um polo de inovação tecnolĂłgica ('tech hub') de excelĂŞncia, e aumentar a visibilidade da cidade e desta ĂĄrea de conhecimento a nĂ­vel nacional e LQWHUQDFLRQDOÂľ A Critical tem sido

B R E V E S

Makro distinguida FRPGXSODFHUWLĂ€FDomR

Lidl abre nova loja na Figueira da Foz

No âmbito da sua estratĂŠgia de crescimento, o Lidl inaugurou, na quinta-feira (09), a sua segunda loja no concelho da Figueira da Foz. Localizado na rua de Billerud, o espaço conta com uma ĂĄrea de 1 300 metros quadrados, seguindo a linha de construção da nova geração de lojas Lidl, e criou 20 postos de trabalho. A loja tem, ainda, ao dispor dos clientes uma cafetaria e acessos facilitados atravĂŠs do recurso a passadeiras rolantes e elevadores. A cerimĂłnia GHLQDXJXUDomRĂ€FRXPDUFDGD pela doação de cabazes a duas instituiçþes do concelho, “contribuindo positivamente para o desenvolvimento da HFRQRPLDORFDOÂľ$QRYDORMD Lidl estĂĄ aberta das 08h00 Ă s 21h00 e dispĂľe de mais de 150 lugares de estacionamento.

2ÀFLQDGH´&RDFKLQJ H31/QD(GXFDomR¾

O Centro de Inovação e Estudo da Pedagogia no Ensino Superior do PolitĂŠcnico de Coimbra (CINEP/IPC) promove, amanhĂŁ (17) e sĂĄbado (18), nas suas instalaçþes, uma RĂ€FLQD GH ´&RDFKLQJ H 3URgramação NeurolinguĂ­stica na (GXFDomRÂľ2HYHQWRGLQDPLzado por Marta Leal e Micael Ramos, das 10h00 Ă s 17h00, amplamente reconhecida pretende “desenvolver e apera nĂ­vel nacional e interna- feiçoar as competĂŞncias chave cional pelo seu desempe- para a prĂĄtica do 'Coaching' e nho com vĂĄrias distinçþes, do 'auto-coaching'; integrar o entre as quais se contam desenvolvimento pessoal e a D FODVVLĂ€FDomR PDLV XPD Programação Neuro linguĂ­svez, CMMI nĂ­vel 5 (uma tica na prĂĄtica do 'Coaching'; das mais prestigiadas, reco- experienciar tĂŠcnicas de 'Coanhecidas e exigentes ava- ching'; bem como ajudar professores e educadores a abrir liaçþes do desempenho em os horizontes profissionais. engenharia de software) As inscriçþes encontram-se e a atribuição do PrĂŠmio abertas (https://goo.gl/forms/ ´3HUVRQDOLGDGH GR $QRÂľ dao0khK3ErDD31O32) e tĂŞm pela conceituada revista o custo de 40 euros para doda Exame InformĂĄtica a centes do IPC e de 50 euros para docentes externos. Gonçalo Quadros.

Critical Software inaugura escritório no Porto A empresa conimbricense especializada no desenvolvimento de soluçþes de software para o suporte de sistema de informação críticos, Critical Software, no âmbito da sua estratÊgia de crescimento, quer nacional como internacional, inaugurou, ontem (15), um novo escritório na cidade do Porto. O espaço, de 1 800 metros quadrados, acolhe uma equipa de 150 pessoas, especializadas nas åreas

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DE FEVEREIRO DE 2017 CAMPEĂƒO DAS PROVĂ?NCIAS

Pelo quarto ano consecutivo, a Makro volta a ser destacada pelo Top Employer Institute com o tĂ­tulo de “Top tivo para o concessionĂĄrio, (PSOR\HU Âľ 2 WtWXOR que recebeu mais de 3 200 de “Certified Excellence in &RQGLWLRQVÂľ IRL clientes, um sucesso que (PSOR\HH atribuĂ­do Ă empresa grossista segundo a Litocar “nĂŁo tanto a nĂ­vel europeu, como passa sĂł pelas excelentes para Portugal em particular. ofertas, mas tambĂŠm pelo (VWDpXPDFHUWLĂ€FDomRDQXDOH DFROKLPHQWR DRV FOLHQWHVÂľ a nĂ­vel global, “sendo atribuĂ­da que visitam as instalaçþes a empresas que se diferenciam pelos seus padrĂľes de excelĂŞnda empresa. O Dia Litocar realiza- cia nos mais variados nĂ­veis no -se em todos os pontos de que se refere Ă s boas prĂĄticas venda do Grupo, nos esta- GH UHFXUVRV KXPDQRVÂľ (VWD distinção tem em conta dabelecimentos de Coimbra dos como os programas de Sul, Coimbra, Figueira da desenvolvimento e formação; Foz, Cantanhede, Viseu, os canais de comunicação; Guarda, CovilhĂŁ, Castelo as actividades de integração; Branco, Santa Maria da as condiçþes de trabalho e a Feira e pela primeira vez em constante melhoria das polĂ­tiOliveira do Hospital e San- cas de emprego.

(PSUHVDREWHYHDVXDSULPHLUDFHUWLĂ€FDomRHP

A empresa municipal Ă guas de Coimbra (AC) renovou a certificação do sistema de gestĂŁo da qualidade, estando, agora, em conformidade com os requisitos da norma NP EN ISO 9001: 2015, na sua mais recente versĂŁo. Desta for ma, a AC “alinha o modelo de gestĂŁo com as mais recentes

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Oferta integrada permite, agora, dar resposta Ă crescente procura

Fundação de Bissaya Barreto assume gestĂŁo das Termas de Luso As Termas de Luso vĂŁo passar a ser geridas pelo Grande Hotel de Luso, acordaram, na passada semana, a Sociedade Ă gua de Luso (SAL), proprietĂĄria da estância termal, e a Fundação de Bissaya Barreto, dona da unidade hoteleira. “As Termas de Luso, concessionadas Ă Sociedade da Ă gua de Luso, e o Grande Hotel de Luso, da Fundação de Bissaya Barreto, acordaram que as Termas de Luso passarĂŁo a ser geridas pelo Grande Hotel de Luso, procurando-se assim disponibilizar uma oferta turĂ­stica, de saĂşde e bem-estar, relevante e alinhada a todos que procuram o destino Ăşnico do Luso-Bussacoâ€?, pode

ler-se no acordo celebrado, no Luso, Mealhada, entre as duas instituiçþes. Com a entrada do Grande Hotel na gestĂŁo das termas, chega ao fim um SHUtRGR GH LQGHĂ€QLomR TXH durava desde Junho de 2016, altura em que a Malo Clinic, anterior entidade gestora, cedeu Ă Sociedade da Ă gua de Luso a participação de 51 por cento que detinha na Malo Clinic Luso Termas & Spa, empresa criada em 2008 para revitalizar e gerir as termas do Luso. $0DOR&OLQLFMXVWLĂ€FRX DVDtGDDRĂ€PGHRLWRDQRVj frente da estância termal dizendo que a empresa pretendia focar-se “na sua actividade ‘core’ da Medicina DentĂĄriaâ€?.

Tendo recuperado a totalidade de capital da Sociedade Termas de Luso, a SAL optou por entregar por “tempo indeterminadoâ€? a gestĂŁo ao vizinho Grande Hotel de Luso, propriedade da Fundação de Bissaya Barreto, que mantĂŠm em funcionamento, em Coimbra, um curso tĂŠcnico de termalismo. “Estamos certos de que o alinhamento entre as termas e o Grande Hotel vai trazer benefĂ­cios para todos os envolvidos, nomeadamente para os turistas que nos visitarem, sendo o modelo de sucesso seguido por outras estâncias termais, quer em Portugal, quer por esse mundo foraâ€?, disse Nuno Pinto de MagalhĂŁes,

administrador das Termas de Luso, na cerimĂłnia de assinatura do acordo. Pelo seu lado, JoĂŁo Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grande Hotel de Luso, garantiu que “a nova parceria permitirĂĄ valorizar a Estância Termal de Luso, fomentando um recurso endĂłgeno inimitĂĄvel, criando assim condiçþes para aumentar a atractividade do territĂłrio Luso-Bussaco atravĂŠs de uma oferta integrada que darĂĄ resposta activa Ă crescente procura de serviços associados ao turismo de saĂşde e ao turismo de bem-estarâ€?. JoĂŁo Diniz esclareceu, ainda, que o Grande Hotel manterĂĄ as termas aber-

Nuno Pinto de Magalhães, João Diniz e JosÊ Luís Mata Torres na apresentação do acordo ao público

tas para outras unidades hoteleiras da vila do Luso e da regiĂŁo e honrarĂĄ os compromissos estabelecidos anteriormente, como ĂŠ o caso da colaboração com a INATEL. “O acordo nĂŁo ĂŠ de exclusividadeâ€?, reforçou um administrador da SAL. As Termas de Luso beQHĂ€FLDUDPHPGHXP investimento de cerca de trĂŞs milhĂľes de euros, nomeadamente atravĂŠs da construção de um moderno SPA, um “reposicionamentoâ€? que va-

leu um prÊmio internacional em 2015 (Espa – Innovation Awards) e um lugar entre as cinco estâncias termais com mais termalistas em Portugal nos últimos anos. TambÊm o Grande HoWHO EHQHÀFLRX HP  GH um projecto de requalificação de dois milhþes de euros. Segundo João Diniz, a unidade estå actualmente DEHQHÀFLDUGHXPD´UHTXDOLÀFDomRGHDVSHFWRVFRPSOHmentares�, que pode atingir os 2,5 milhþes de euros.

BOMBEIROS VOLUNTĂ RIOS DE MONTEMOR AniversĂĄrio festeja-se dia 21 mas serĂĄ comemorado a 26

Corporação celebra aniversĂĄrio com os montemorenses as direcçþes da Associação e os comandantes que iniciaOs 85 anos da Associação ram o projecto do quartel, HumanitĂĄria dos Bombeiros bem como os presidentes VoluntĂĄrios de Montemor- de câmara que estiveram -o-Velho (AHBVMV) sĂł na origem e na inauguração Ă€FDPFRPSOHWRVQDSUy[LPD do quartel, alĂŠm dos actuais terça-feira (21), contudo, as responsĂĄveis. O objectivo ĂŠ comemoraçþes jĂĄ começaram “mostrar as diferenças do no inĂ­cio de Fevereiro e vĂŁo passado e aquilo que sĂŁo as SURORQJDUVHDWpĂ€QDOGRPrV perspectivas do futuro para “O objectivo ĂŠ a dina- o quartel, uma vez que as eximização das relaçþes entre gĂŞncias actuais obrigam a que a população e o corpo de seja repensadoâ€?, esclarece o bombeiros. Captar sĂłcios e presidente da AHBVMV. JĂĄ no sĂĄbado (18), a aprovoluntĂĄrios ĂŠ outra das missĂľes e daĂ­ estarmos a fazer ximação Ă população, nomeaum trabalho de aproxima- damente das MeĂŁs, serĂĄ mais ção Ă s populaçþesâ€?, explica evidente, uma vez que das Nuno Rasteiro, presidente da 10h00 Ă s 17h00, estarĂĄ “o Associação dos Bombeiros TXDUWHODEHUWRÂľ,VWRVLJQLĂ€FD a “deslocação de meios para VoluntĂĄrios. A festa começou jĂĄ no a freguesia e embora toda a SDVVDGRĂ€PGHVHPDQDFRQ- actividade seja monitorizada tudo, os prĂłximos dias serĂŁo no quartel, todos os meios recheados de actividades, com sairĂŁo da freguesia das MeĂŁsâ€?, inĂ­cio jĂĄ amanhĂŁ (17), a partir uma forma de dar a conhecer das 18h00, no auditĂłrio da “o que faz a corporação, para Biblioteca Municipal, com que os cidadĂŁos tenham noa realização de uma sessĂŁo ção que tipo de meios ĂŠ que se evocativa dos 25 da inauguração do quartel-sede, com uma conferĂŞncia-debate intitulada “O Quartel, 25 anosâ€?. Na sesFelicita os Bombeiros VoluntĂĄrios sĂŁo vĂŁo marde Montemor pelos seus 85 anos car presença DIANA BAPTISTA

com todas as individualidades ligadas Ă ĂĄrea da Protecção Civil, bem como o executivo municipal. “SĂŁo 85 anos, um nĂşmero redondo, e queremos dar algum brilho a uma Associação que tanto merece, voltar a dar-lhe destaque, principalmente, junto da populaçãoâ€?, refere Nuno O quartel tem jĂĄ 25 anos e a sua utilização e manutenção ĂŠ um dos Rasteiro. Esta estratĂŠgia tem focos deste aniversĂĄrio vindo a dar frutos uma vez usam e como se faz uma saĂ­da seguinte, no sĂĄbado (25), GalvĂŁo. O dia termina com que tĂŞm “sentido o apoio para prestação de socorroâ€?. com a concentração e for- a habitual missa comemo- das pessoas, que cada vez 1RĂ€QDOGRGLDDSDUWLUGDV matura no quartel, a partir rativa do aniversĂĄrio, pelas estĂŁo mais conscientes da 22h00, na Associação Cultu- das 15h00 e romagem aos 19h00, na igreja dos Anjos. actividade dos bombeiros No domingo (26), re- e a associar-se Ă  sua causaâ€?. ral Desportiva e Recreativa cemitĂŠrios de MontemorA corporação, comandas MeĂŁs do Campo, haverĂĄ -o-Velho, Ereira e Casal alizam-se as cerimĂłnias um espectĂĄculo musical com de Raposo. Pelas 16h30, a RĂ€FLDLVDSDUWLUGDVK dada por Joaquim Carraco, trĂŞs bandas (CustĂłdio Gon- população poderĂĄ assistir Ă  com a formatura e haste- conta, actualmente, com çalves; Manifesto e LED) e concentração e formatura ar da bandeira; Ă s 10h00 cerca de 90 elementos no um grupo de dança, os BWS. da 4.ÂŞ Secção de Araze- as condecoraçþes aos quadro activo e uma frota Na terça-feira (21), dia de, seguida de romagem bombeiros, inauguração e de 28 veĂ­culos. O quartel do 85.Âş aniversĂĄrio da As- ao cemitĂŠrio da fregue- bĂŞnção de uma viatura de alberga, ainda, uma Escosociação, estĂĄ prevista uma sia. Ă€s 18h00 haverĂĄ uma combate a incĂŞndio e duas la de Bombeiros, que vai salva de 21 tiros, pelas concentração e formatura ambulâncias adquiridas tendo alguns interessados, 07h30, sendo que as ver- na praça da RepĂşblica de no ano passado. Segue-se, que poderĂŁo ser “o futuro dadeiras comemoraçþes Montemor-o-Velho, com GHSRLVRGHVĂ€OHDSHDGRHD da Associaçãoâ€?, conclui o FKHJDPQRĂ€PGHVHPDQD GHVĂ€OHSHODUXDGH'U-RVp sessĂŁo solene, pelas 11h00, presidente.

O Executivo da Freguesia felicita os Bombeiros VoluntĂĄrios pelo seu 85.Âş AniversĂĄrio

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O Executivo da Freguesia felicita os Bombeiros Voluntårios pelo seu 85.º Aniversårio e pelo serviço prestado à população!

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Evento inclui quatro percursos pontuĂĄveis

Programa abrange a RegiĂŁo Centro

“Trail de ConĂ­mbriga Terras de SicĂłâ€? espera mais de 4 000 atletas em Condeixa

Incubadoras querem alavancar empreendedores

O maior trail de Portugal estĂĄ de volta ao concelho de Condeixa-a-Nova, jĂĄ nos prĂłximo dias 25 e 26 de Fevereiro. O “Trail de ConĂ­mbriga Terras de SicĂłâ€? foi apresentado, na semana passada, pela Câmara Municipal de Condeixa, entidade que promove a iniciativa, em parceria com a Associação O Mundo da Corrida, esperando mais de 4 000 participaçþes. Segundo Fer nando Fonseca, da Associação organizadora, as inscriçþes estĂŁo a decorrer em bom ritmo e deverĂŁo atingir o nĂşmero de 2016, que bateu o recorde de atletas, com mais de 4 000 desportistas. Esta ĂŠ a 8.ÂŞ edição do evento, que irĂĄ consistir em quatro percursos: Ultra Endurance 111 km; Ultra 50 km; Trail 25 km; e Mini Trail 15 km (a correr ou a andar), com partida e chegada a Condeixa-a-Nova. Todas as provas sĂŁo pontuĂĄveis para o Campeonato

Nacional de Trail, sendo que as duas maiores sĂŁo, ainda, pontuĂĄveis para o Ultra Trail do Monte Branco, considerada a prova rainha das ultramaratonas da Europa. O Ultra Endurance tem inĂ­cio marcado para as 00h00 de dia 25 de Fevereiro, enquanto que as restantes provas se realizam no domingo (26), entre as 08h30 e as 10h30. “NĂŁo ĂŠ sĂł a quantidade, mas a qualidade da prova e a envolvĂŞncia que tem, com os percursos a serem todos trabalhados de modo a levar os participantes aos sĂ­tios de maior importância das terras de SicĂłâ€?, salientou. AlĂŠm de Condeixa-a-Nova, o Trail Terras de SicĂł estende-se por mais quatro concelhos: Penela, AnsiĂŁo, Soure e Pombal, situados no maciço calcĂĄrio da Serra de SicĂł, atravessando 14 freguesias. Ao longo do percurso, os

participantes vĂŁo atravessar as ruĂ­nas de ConĂ­mbriga, monumento nacional, que ĂŠ uma das maiores povoaçþes romanas de que hĂĄ vestĂ­gios em Portugal, o castelo medieval de Penela e o complexo romano de Santiago da Guarda (AnsiĂŁo), alĂŠm das paisagens naturais da Serra de SicĂł. Para Nuno Moita, presidente da Câmara Municipal de Condeixa, este evento ĂŠ jĂĄ “uma referĂŞncia concelhia, regional e nacional, que tem crescido de ano para anoâ€?. â€œĂ‰ uma iniciativa que permite dar a conhecer o territĂłrio, a cultura e o patrimĂłnio, alĂŠm de promover o comĂŠrcio e a restauraçãoâ€?, sublinhou o autarca. Para a edição deste ano, estĂŁo jĂĄ inscritos atletas de 14 nacionalidades, menos uma do que o registado em 2016, e alguns participantes nacionais que competiram no Campeonato do Mundo, como ĂŠ o caso de JĂŠrĂ´-

me Rodrigues, Fernanda 9HUGH+XJR6RXVDH6RĂ€D Roquete. Com um orçamento de 45 000 euros, o evento envolve uma grande logĂ­stica, com dezenas de voluntĂĄrios, e ainda 140 operacionais de vĂĄrios corpos de bombeiros. “Estamos a trabalhar para que os participantes saiam satisfeitos e com vontade de voltarâ€?, realçou Fernando Fonseca. Para os interessados, as inscriçþes (que sĂŁo limitadas) estĂŁo abertas atĂŠ dia 20 de Fevereiro (segunda-feira), dependendo das provas em que se queira competir, e os preços variam entre os 12 e os 60 euros. Os participantes tĂŞm direito a seguro, uma t-shirt, um dorsal com chip, uma massagem e um baQKR3DUDRVDWOHWDVĂ€QDOLVtas estĂŁo reservados alguns prĂŠmios, nomeadamente um saco com produtos regionais.

No castelo de Montemor-o-Velho

Festival Forte regressa em Agosto “mais espectacularâ€? do que nunca O concelho de Montemor-o-Velho vai voltar a render-se Ă mĂşsica electrĂłnica, aos espectĂĄculos audiovisuais e Ă s artes generativas entre 24 e 26 de Agosto. O Festival Forte regressa, pelo quarto ano consecutivo, ao castelo da vila, constituindo-se como uma referĂŞncia mundial. Jeff Mills, uma das mais importantes figuras da mĂşsica de dança; Blawan; Byetone; Clark; Dasha Rush; DVS1; In Aeternam Vale; Kangding Ray; Lucy; Nathan Fake; Ninos Du Brasil; Oscar Mulero; Peder Mannerfelt; Ron Morelli e Shifted sĂŁo os nomes jĂĄ FRQĂ€UPDGRVSDUDRIHVWLYDO deste ano, que serĂĄ “mais espectacular do que nos FICHA TÉCNICA EDIĂ‡ĂƒO COIMBRA www.campeaoprovincias.pt

anos anterioresâ€?, revelou IlĂ­dio Chaves, da Soniculture, produtora do evento, durante a apresentação ao pĂşblico. A aposta continua a ser num programa arrojado, com espectĂĄculos audiovisuais e com cada vez mais instalaçþes de arte generativa. “Nos Ăşltimos trĂŞs anos criĂĄmos as bases para o Forte ser um festival do mundo inteiro e uma das nossas missĂľes principais ĂŠ que as pessoas vĂŁo para casa com novas ideias, que o pĂşblico se divirta mas, tambĂŠm, que aprenda alguma coisaâ€?, explica o produtor, acrescentando que “a fasquia estĂĄ extremamente elevadaâ€?, atĂŠ porque “este GHVDĂ€RWHPGHVHUVHPSUH

melhorado, mostrando de uma forma prĂĄtica ao pĂşblico o estado da arte e o caminho do futuro no campo da arte, do digital e da mĂşsica electrĂłnicaâ€?. EmĂ­lio TorrĂŁo, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, destacou, orgulhoso, o envolvimento de todo o concelho ao redor deste festival, que jĂĄ ultrapassou as fronteiras da vila e do paĂ­s, e ĂŠ “o nascer de um sonho, que era da Soniculture, que passou a ser da autarquia e que agora ĂŠ de todas as pessoas de Montemorâ€?. Pedro Machado, presidente da Turismo Centro de Portugal, realçou a importância deste festival “que se encaixa na perfeição na estratĂŠgiaâ€?

Telefone 239 497 750 | Fax 239 497 759 | E-mail campeaojornal@gmail.com Editor/Propriedade REGIVOZ, Empresa de Comunicação, Lda. Rua Adriano Lucas, 216 Az. D - Eiras 3020-430 Coimbra | NIPC: 504 753 711 Director-Adjunto Rui Avelar (responsåvel executivo por esta edição) Redacção Luís Santos (C.P. 722), Rui Avelar (C.P. 613), Luís Carlos Melo (C.P. 2555) e Diana Baptista (C.P. 10321), Telefone 239 497 750 (ext. 55, 56 e 57), Fax 239 497 759 Sede/Redacção: Rua Adriano Lucas, 216 Az. D - Eiras 3020-430 Coimbra Director Comercial Carlos Gaspar Directora de Marketing e Publicidade Adelaide Pinto 239 497 750 (ext. 27), jornalcp.adelaidepinto@gmail.com

da entidade turĂ­stica para conseguir aumentar a permanĂŞncia dos visitantes na regiĂŁo, jĂĄ que o evento decorre durante trĂŞs dias, mas, tambĂŠm, para atrair mais pessoas ao territĂłrio, “mesmo de mercados onde nĂŁo fazemos promoçãoâ€?. AtĂŠ ao momento, e ainda sem se saber quem seriam os artistas a actuar este ano no castelo, o Forte jĂĄ vendeu 20 por cento da sua capacidade total (5 000 pessoas por dia), sendo que cerca de 70 por cento do pĂşblico do festival sĂŁo estrangeiros, “da classe mĂŠdia-altaâ€?. Os bilhetes gerais (para os trĂŞs dias) tĂŞm o custo de 80 e 85 euros, e estĂŁo Ă venda nos locais habituais.

O programa ĂŠ comum Ă rede que abrange 16 incubadoras de empresas

A Rede de Incubadoras de Empresas lançou, segunda-feira, na Figueira da Foz, o programa de aceleração para empreendedores da regiĂŁo Centro, com a apresentação do projecto IC16. As 16 incubadoras que formam a Rede de Incubadoras de Empresas da RegiĂŁo Centro (RIERC) querem ajudar os empreendedores a desenvolverem os seus projectos, desde a valorização da ideia atĂŠ Ă concretização de negĂłcios. O programa de aceleração, designado SPIN+, foi apresentado na Incubadora de Empresas da Figueira da Foz, numa sessĂŁo que reuniu mais de meia centena de interessados, entre eles diversos parceiros (incubadoras, escolas, universidades, autarquias, etc), mas tambĂŠm a representante da ComissĂŁo de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Conceição Carvalho, e a vereadora da Câmara da Figueira da Foz, Ana Carvalho. A sessĂŁo de apresentação marcou o inĂ­cio do perĂ­odo de candidaturas, que decorre DWpDRĂ€QDOGH)HYHUHLURHQquanto que em Março serĂŁo seleccionadas as 20 equipas de empreendedores que vĂŁo participar no programa. “O SPIN+ ĂŠ um programa de aceleração focado no desenho e validação de modelos de negĂłcio, de forma a estimular a criatividade e minimizar o risco de apostas em projectos nĂŁo sustentĂĄveis, levando os empreendedores a testarem os seus produtos/ serviços junto de potenciais clientes, fornecendo-lhes o ‘feedback’ necessĂĄrio para melhorarem a sua proposta de valorâ€?, como explicou Pedro Maranha, presidente do Conselho Executivo da Rede de Incubadoras de Empresas da RegiĂŁo Centro.

Este responsĂĄvel lembrou que “as incubadoras sĂŁo um serviço pĂşblico, nĂŁo sĂŁo rentĂĄveis, mas sĂŁo fundamentais para alavancar o desenvolvimento e empreendedorismo da regiĂŁoâ€?. Pedro Maranha falou, ainda, de muitos outros DVSHFWRVVREUHWXGRGDV´GLĂ€culdades e da legislação muito apertada para a sua sustentabilidadeâ€?. As incubadoras vĂŁo receber um milhĂŁo de euros para distribuir pelas 16 que integram a rede, com Pedro Maranha a considerar que “o dinheiro ĂŠ importante, mas o fundamental ĂŠ melhorar o relacionamento e o saber com as universidades, escolas e reforçar laços com as empresas existentes no mercadoâ€?. As equipas seleccionadas, para alĂŠm de poderem desenvolver a sua ideia de negĂłcio, teUmRDSRVVLELOLGDGHGHĂ€QDQFLDU total ou parcialmente os seus protĂłtipos e estudos de mercado. Aos 10 melhores projectos serĂĄ atribuĂ­do um prĂŠmio no montante de 5 000 euros. O SPIN+ ĂŠ uma iniciativa da RIERC integrada no projecto Incubação Centro 2016 - IC16, cofinanciado pelo Programa Operacional da RegiĂŁo Centro (Centro 2020). O projecto Incubação Centro 2016 - IC16, mais do que um mero aglutinador de vontades individuais das incubadoras, pretende ser um ponto de partida e de implementação de uma acção integrada de suporte ao empreendedorismo na regiĂŁo Centro de Portugal. No inĂ­cio da sessĂŁo, o presidente da ACIFF, Carlos Moita, saudou os presentes, falou dos 10 anos da Incubadora da Figueira da Foz e o que representou no apoio ao empreendedorismo, mantendo mais de 85 por cento de ocupação.

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Eleito hĂĄ 31 anos como Presidente da RepĂşblica

Mårio Soares: a importância de ser civil (1986) e a Presidência Aberta de Coimbra (1990)

JOĂƒO PINHO *

A 16 de Fevereiro de 1986, Mårio Soares era eleito Presidente da República, derrotando o grande rival Freitas do Amaral na 2.ª volta, na mais disputada campanha eleitoral de sempre, conseguindo concentrar em si a totalidade dos votos das forças politícas de esquerda, contrariando os resultados medianos que obtivera na 1.ª volta. Foi, no decurso desta campanha, que se eternizou a expressão Š6RDUHVp¿[Hª A eleição de 1986 foi de suma importância na consolidação do sistema democråtico: não só por ter sido o segundo presidente eleito democraticamente, por sufrågio universal após o 25 de Abril de 1974, mas tambÊm pelo facto de, pela primeira vez em 60 anos, um civil passar a exercer o cargo. De facto, Mårio Soares Ê o ponto de viragem entre

antecessores e sucessores na Presidência da República. Recorde-se, a propósito, que após o 25 de Abril e atÊ 1986, os presidentes da República tiveram como traço comum, herdado do Estado Novo, o serem militares: Antonio de Spínola (Maio-Setembro 1974), Francisco da Costa Gomes (Setembro 1974-Julho 1976), António Ramalho Eanes (Julho 1976-Março 1986). A partir de então, todos os sucessores foram civis. No Distrito de Coimbra, Mårio Soares obteve 52,70 por cento dos votos, enquanto no município conimbricense triunfou em 30 das 31 freguesias, perdendo apenas o duelo directo com Freitas do Amaral na freguesia da SÊ Nova. O intenso momento político, seria levado ao extremo com confrontos na noite eleitoral opondo militantes/ simpatizantes das duas candidaturas.

Mario Soares foi reeleito em 1991 de forma folgada. 2VVHXVPDQGDWRV¿FDUDP marcados pelos climas de tensão com o X, XI e XII Governos Constitucionais de Cavaco Silva, levando à dissolução do Parlamento e novas eleiçþes legislativas em 1987, que deram ao PSD a maioria absoluta. TambÊm durante os seus anos de mandato decorreram as Revisþes Constitucionais de 1989 e 1992 ou a Adesão ao Tratado de Maastricht. Soares inaugurou um novo tipo de relacionamento da Presidência com a sociedade civil, atravÊs das Š3UHVLGrQFLDV $EHUWDVª realizadas entre Setembro de 1986 e Abril de 1994. Nesse âmbito, passou pela cidade e região de Coimbra em 1990, tendo como obMHFWLYR ŠUHDOoDU D FXOWXUDª [vide Diårio de Coimbra de 29/06/1990). Durante 10 dias, a Presidência da República ficou instalada na Reitoria da Universidade de Coimbra (instituição a comemorar 700 anos), enquanto a comitiva pernoitou no Hotel Astória, apelidado pelo povo durante esses dias como Palåcio de BeOpPGD3RUWDJHPª

se desdobrou em ofertas: uma salva de prata executada pelo Dr. João Costa (apadrilhando uma ideia da Joalharia à gata); uma das primitivas ediçþes do TrataGRGH9HUVDOKHVHSRU¿P um almoço nos claustros do Mosteiro de Santa Cruz. TambÊm de assinalar o discurso presidencial na sede da Associação Nacional de Municipios Portugueses, onde deixou Mårio Soares recebido pela população uma mensagem plena de junto à Câmara Municipal de Coimbra, actualidade: ali realçou a importância do poder local em 29/06/1990 (D.R.) como um dos pilares mais A cidade e região vive- município conimbricense, sólidos da sociedade livre, ram 10 dias muito agitados, tambÊm ele liderado por DEHUWD H VROLGiULDª EHP de 29/6 a 08/07, com a co- socialistas: recuperação de como a urgência em desmitiva presidencial a visitar HGL¿FLRVUXDVHQJDODQDGDV centralizar, que constitui, no os 17 concelhos do Distrito, com faixas com as cores da fundo, um modo de reforçar onde o jå referido caråcter bandeira nacional, bandei- a capacidade criadora da cultural o levou a homena- UDVGDFLGDGHHIRWRJUD¿DV FLGDGDQLDª UHDILUPDQGR JHDU¿JXUDVLPSRUWDQWHVGD de Mårio Soares em vårios tambÊm, a tradição munivida portuguesa, sendo de expositores. A recepção eu- FLSDOLVWDSRUWXJXHVDª destacar, em Coimbra: Car- fórica principiou no momenA Presidência Aberta los Seixas, António Nobre e to da aterragem da comitiva terminaria no dia 08/7, com Mota Pinto. no Estådio Universitårio, em o descerramento de uma låUm dos momentos de helicóptero da Força AÊrea, pide na Câmara Municipal de maior rebuliço na cidade e continuou com a deposi- Coimbra, alusiva ao momennos anos 90, pois esta Pre- omR GH FRURD GH ÀRUHV QR to vivido, tendo o helicóptero sidência Aberta coincidiu túmulo de D. Afonso Henri- presidencial deixado a cidade tambÊm com as Festas da ques, cumprindo um desejo por entre manifestaçþes coCidade e da Rainha Santa, do próprio Mårio Soares. movidas, antes de rumar a e com a Feira Comercial e Um dos momentos mais Viana do Castelo. Industrial (CIC/90). relevantes, foi a sessão A imprensa da Êpoca, solene na CMC, onde a (*) Historiador relata o empolgamento do edilidade conimbricense e investigador

O fim da vida

ADÉRITO MACHADO*

Como cidadĂŁo conscienWHQmRSRGLDGHL[DUGHUHĂ€HFWLU e contribuir para o debate pĂşblico sobre um assunto que muito nos diz respeito TXHpDYLGDRXRÂżPGDYLGD Assim, a eutanĂĄsia ĂŠ uma das mais polĂŠmicas questĂľes em debate nos nossos dias. Este debate afecta, por vezes, relaçþes familiares, a relação mĂŠdico-doente e os mais elementares princĂ­pios ĂŠticos e sociais. AtĂŠ hĂĄ bem pouco tempo, o estado americano do Oregon tinha a Ăşnica lei do mundo que permitia, explicitamente, a um mĂŠdico prescrever drogas letais com vista a pĂ´r termo Ă vida do doente, ou seja, permitia o “suicĂ­dio assistidoâ€?. Na Holanda, a eutanĂĄsia

ĂŠ prĂĄtica comum hĂĄ muitos anos, mas sĂł foi legalizada e entrou em vigor a 01 de Abril de 2002. Em 1995 o territĂłrio norte australiano aprovou a eutanĂĄsia. Essa lei entrou em vigor em 1996, sendo anulada passados poucos meses por decisĂŁo do parlamento australiano. A eutanĂĄsia ĂŠ o acto de “matar por misericĂłrdiaâ€? para os defensores desse acto, ou seja, ĂŠ a acção de matar intencionalmente em consciĂŞncia, invocando compaixĂŁo. Agora pergunto: “Qual a diferença entre a eutanĂĄsia e o suicĂ­dio assistido?â€? Em Portugal, por exemplo, as pessoas habitualmente nĂŁo sĂŁo criminalizadas por cometerem suicĂ­dio, jĂĄ que o suicĂ­dio ĂŠ um acto trĂĄgico e de

desequilĂ­brio psĂ­quico de um indivĂ­duo. $HXWDQiVLDVLJQLÂżFDSHUmitir que uma pessoa da relação afectiva ou nĂŁo facilite a morte a outra, com o argumento de “dar uma morte com dignidadeâ€?. A eutanĂĄsia nĂŁo consiste em dar direitos Ă pessoa que morre, mas sim Ă  pessoa que mata. Em conFOXVmRSRGHPRVDÂżUPDUTXH a eutanĂĄsia nĂŁo diz respeito ao “direito de morrerâ€?, mas ao direito de matar. Outra questĂŁo polĂŠmica que pode ocorrer Ă s nossas mentes ĂŠ: se a morte ĂŠ inevitĂĄvel, a pessoa nĂŁo tem direito a antecipar a morte e cometer suicĂ­dio? É importante perceber que o suicĂ­dio de uma pessoa a quem foi diagnosticado uma doença terminal nĂŁo ĂŠ diferente de outro qualquer. Muitas vezes sĂŁo a depresVmR RV FRQĂ€LWRV IDPLOLDUHV RDEDQGRQRDVGLÂżFXOGDGHV econĂłmicas e de integração social que conduzem ao suicĂ­dio, independente do estado de saĂşde de cada um.

Uma coisa ĂŠ certa: o suicĂ­dio dos doentes terminais ou da população em geral ĂŠ um triste acontecimento que mata as vĂ­timas, deixando os sobreviventes arrasados. Sendo a vida a nossa primeira oportunidade, precisamente a de viver, devemos acreditar que enquanto hĂĄ vida hĂĄ esperança. Logo serĂĄ um ato de cobardia pĂ´r termo Ă vida e uma falta de respeito para com quem nos concebeu e criou - os nossos pais. Quem vive diariamente o lema dos bombeiros “vida por vidaâ€? acredita sempre e DWpDRÂżPQDYLGDVHPQXQFD desistir do outro. Assim, viver ĂŠ e serĂĄ sempre o Ăşnico caminho da felicidade. Viva cada dia como se fosse o Ăşltimo e seja feliz! Pense nisto!... Pensar nĂŁo dĂłi! (*) Presidente da Direcção da Associação HumanitĂĄria dos Bombeiros VoluntĂĄrios de Cantanhede

Transformar dor em vitória JOSÉ DE PAIVA NETTO*

NĂŁo duvidemos de nossa capacidade, como seres espirituais e humanos, de alcançar o hoje considerado insuperĂĄvel. Temos muito mais aptidĂŁo para sobrepujar problemas, por maiores que os julguemos, segundo avalia o mĂŠdico, psicĂłlogo, ÂżOyVRIRHHVFULWRUQRUWHDPHULFDQR:LOOLDP-DPHV   “A maioria das pessoas vive fĂ­sica, intelectual ou moralmente num cĂ­rculo muito restrito do seu potencial. Faz uso de uma parte muito pequena da sua possĂ­vel consciĂŞncia e dos recursos da sua alma em geral, assim como um homem... que se habitua a usar e a mover somente o seu dedo mĂ­nimo. Grandes emergĂŞncias e crises nos mostram como os nossos recursos vitais sĂŁo muito maiores do que supĂşnhamosâ€?. 6HDVGLÂżFXOGDGHVVmRPDLRUHVVXSHULRUHVVHUmRRVQRVVRV talentos para suplantĂĄ-las. Se desse modo nĂŁo fosse, onde estarĂ­amos hoje caso os que nos antecederam, pelos sĂŠculos, se acovardassem? A pior tragĂŠdia ĂŠ desistir por causa das adversidades do mundo. É falhar, portanto, com aqueles que FRQÂżDPHPQyV2VTXHYLHUDPDQWHVFRPRFRPEXVWtYHOGD FĂŠ - sublimaram dor em vitĂłria. (*) Jornalista, radialista, escritor e presidente da LegiĂŁo da Boa Vontade – www.lbv.pt [A pedido do autor, este texto pSXEOLFDGRVHJXQGRDVUHJUDVGRQRYRDFRUGRRUWRJUiÂżFR@


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Coimbra

Birds Are Indie – A banda conimbricense vai celebrar os sete anos de carreira num concerto Ăşnico, no prĂłximo sĂĄbado (18), no Teatro da Cerca de SĂŁo Bernardo, em Coimbra, para o qual convidaram 10 mĂşsicos com quem se cruzaram em palco. “Maioritariamente, sĂŁo mĂşsicos de Coimbra com quem nos cruzĂĄmos aqui hĂĄ muito tempo, seja nos cafĂŠs, nas discotecas ou na rĂĄdioâ€?. No concerto, a banda, juntamente com os convidados, YDLSHUFRUUHUDVXDGLVFRJUDĂ€D iniciada em 2010 com o EP “Love Birds, Hate Pollenâ€? e que tem como Ăşltimo trabalho “Let's Pretend The World Has Stoppedâ€?, ĂĄlbum lançado em 2016. O concerto tem inĂ­cio marcado para as 21h30 e os bilhetes variam entre seis euros (estudantes, jovens e mais de 65 anos) e os oito euros. “Coimbra Ao Seu Tempoâ€? - A exposição de fotoJUDĂ€DGH'DYLG&DUYDOKRHVWi patente na Sala da Cidade, em Coimbra, atĂŠ ao prĂłximo dia 25 de Fevereiro. A mostra resulta “de uma selecção feita a partir dos cerca de 10 000 UHJLVWRVIRWRJUiĂ€FRVGHDXWRULDGH'DYLG&DUYDOKRGRDGRV pela famĂ­lia ao MunicĂ­pio de Coimbraâ€?, revela. Trata-se de um legado que documenta as transformaçþes urbanĂ­sticas da cidade e do seu quotidiano, um precioso contributo para a preservação da memĂłria imagĂŠtica de Coimbra, nas dĂŠcadas de 40 a 60 do sĂŠc. XX. A exposição poderĂĄ ser visitada de terça-feira a sĂĄbado, das 13h00 Ă s 18h00.

Figueira da Foz

Gala do LĂ­rico - O Centro de Artes e EspectĂĄculos (CAE) da Figueira da Foz acolhe este evento, no sĂĄbado (18), pelas 21h30, no grande auditĂłrio. O espectĂĄculo, que ĂŠ organizado pelo Coro das Pequenas Vozes da Figueira da Foz e pela Escola de Artes do CAE, irĂĄ contar com a presença de Giovanni d’Amore, Carla Bernardino, LuĂ­s Pinto e Filipe Faustino e pretende “ser o expoente mĂĄximo na cidade do valor inerente a quantos se dedicam a esta forma de arteâ€?. Os bilhetes tĂŞm o custo de cinco euros.

Mealhada

ForrĂł MiĂłr – No âmbito da iniciativa cultural “Sons do Bussacoâ€?, a banda, com origens no Brasil, Argentina e ItĂĄlia, actua no sĂĄbado (25), pelas 21h30, no Convento de Santa Cruz, na Mata do Bussaco, no Luso, Mealhada. O quarteto dedica-se a interpretaçþes de mĂşsicas originais que misturam a tradição do nordeste brasileiro com outros ritmos latinos como a milonga, rumba ou candombe. Os bilhetes custam cinco euros.

CĂŁo suja, dono limpa – A Câmara Municipal de Miranda do Corvo estĂĄ a proceder Ă colocação de dispensadores de sacos para recolha de dejectos caninos nos principais espaços pĂşblicos, com o objectivo de facilitar e sensibilizar os donos dos animais para a necessidade da apanhar as necessidades caninas. “AlĂŠm do odor e sujidades desagradĂĄveis, esta ĂŠ uma questĂŁo de higiene pĂşblica, colocando em risco principalmente as crianças que utilizam estes espaços, pelo que se apela Ă  colaboração da população em manter os espaços pĂşblicos mais limposâ€?, refere a autarquia. Ai como isto tambĂŠm era preciso em muitos locais de vĂĄrias cidades, porque os donos, ou se esquecem dos saquinhos, ou sofrem da coluna e nĂŁo se podem baixar.

O dia do “Fiel Amigoâ€? – Agora hĂĄ dias de tudo e para tudo, o que para as emissĂľes de rĂĄdio e de televisĂŁo ĂŠ uma “minaâ€? para “encherâ€? e passar o

tempo, porque serve de pretexto para falar disto e GDTXLORVHPGL]HUQDGD'LJDPRVTXHQmRKiUHJUD VHPH[FHSomRHDOJXQVDWpWrPVLJQLÀFDGRFRPRR ´GLDGRVQDPRUDGRV¾SDUDDVORMDVDVà RULVWDVRV restaurantes, os hotÊis, etc. Mas vem aí mais um: o 'LD1DFLRQDOGR%DFDOKDX6LPVHQKRUDSURSRVWD da empresa Riberalves, formalizada pela associação representativa da indústria do sector e com o apoio do Museu Marítimo de �lhavo, jå chegou à Assembleia da República, com audiências parlamentares jå realizadas com Os Verdes, PCP, Bloco de Esquerda, &'6H36' 36H3$1YLUmRDVHJXLU (RGLDSURposto serå 05 de Junho, evocando o que se passou em 1942, em plena II Guerra Mundial, quando o lugre português Maria da Glória navegava rumo aos bancos de pesca da Gronelândia e foi torpedeado e afundado por submarinos alemães. Morreram 36 SHVVRDVHDSHQDVRLWRVREUHYLYHUDPÀFDQGRLQVFULWR como o mais trågico incidente da história portuguesa da pesca do bacalhau.

estas: ÂŤSabia que jĂĄ nĂŁo existe Provedor do Ambiente HP&RLPEUD'HSRLVGHPDLVGHWUrVDQRVDPDQGDU correspondĂŞncia para o Provedor do Ambiente &0& YLPDVDEHUTXHMiQmRH[LVWLD6DELDTXHMiQmR hĂĄ ComissĂŁo de ToponĂ­mica de Coimbra? Sabia que os idosos a viver sozinhos jĂĄ nĂŁo tĂŞm “HelpPhoneâ€? hĂĄ um ano e que o MunicĂ­pio nĂŁo divulga quem sĂŁo para que esta UF de Santa Clara e Castelo Viegas os coloque em casa dos idosos sĂłs? Sabia que em dias de chuva o repuxo continua a bombar ĂĄgua para o rio? Sabia que o preço da ĂĄgua aumentou em Coimbra? Sabia que as obras das freguesias de delegação de competĂŞncias para 2016 ainda nĂŁo tĂŞm projectos da Câmara, quando os protocolos assinados dizem que essas obras tinham o limite de Novembro para estarem concluĂ­das? Sabia que a Bienal Ano Zero vai receber do MunicĂ­pio mais de 400 000 euros? Sabe o que ĂŠ a Bienal Ano Zero?Âť.

DeplorĂĄvel – Proclamava um feliz lema, hĂĄ dezenas de anos, que “Coimbra limpa tem mais encantoâ€?. A frase pressupunha que, com asseio, nĂŁo ĂŠ necessĂĄria hora da despedida para o encanto despontar. Mas essa Coimbra cativante na hora da chegada parece ter ÂŤhibernadoÂť. Prova disso ĂŠ o panorama de entrada na cidade, atravĂŠs da Guarda Inglesa, retratado nesta foto. A escassas dezenas de metros do Centro de Adivinha “sabichĂŁoâ€? – Todos sabem que o Convençþes e Espaço Cultural (convento de presidente da UniĂŁo de Freguesias de Santa Clara e de S. Francisco), concebido Ă dimensĂŁo de uma &DVWHOR9LHJDVQmRpSHVVRDSDUDĂ€FDUFDODGD$LQGD desejĂĄvel cidade cosmopolita, o aspecto de por cima, JosĂŠ SimĂŁo gosta de fazer perguntas, como Coimbra ĂŠ deplorĂĄvel.

Ă‚ngulo inverso Pela boca “morreâ€? Centeno representava mais-valia quanto baste para o administrador poder Em democracia, a avaliação ser dispensado da obrigatoriedade do desempenho dos agentes de entrega de declaração de patripolĂ­ticos (governantes incluĂ­dos) mĂłnio ao Tribunal Constitucional. nĂŁo se confina ao domĂ­nio da Tratou-se de um enorme erro competĂŞncia tĂŠcnica. Como esta de avaliação do governante, a nĂŁo basta, quando ocorrem trapa- ponto de ter contaminado todo lhadas, ĂŠ confrangedor o exercĂ­cio o dossiĂŞ da nomeação de novos de meter os pĂŠs pelas mĂŁos. A administradores do banco pĂşblico, ÂŤmorteÂť polĂ­tica do ministro das sendo que o erro emerge da natuFinanças deu-se pela boca. reza de um ministro politicamente Quanto daria o chefe do Go- inconsistente. verno para o ministro das Finanças Os gurus da comunicação possuir razoĂĄveis dotes de comu- RÂżFLDO Vy WLQKDP XP FDPLQKR Âą QLFDomR" (QÂżP 0iULR &HQWHQR HUD 0iULR &HQWHQR S{U WXGR HP ĂŠ absolutamente destituĂ­do de ÂŤpratos limposÂť, assumir a sua capacidade de comunicar. Ora, LQHÂżFLrQFLD SROLWLFDPHQWH IDODQcomo um mal nunca vem sĂł, essa do, e rematar com uma saĂ­da do inĂŠpcia pĂľe a nu a sua falta de con- gĂŠnero: escreveu-se direito por sistĂŞncia do ponto de vista polĂ­tico. linhas tortas, fazendo notar que a Centeno achou que AntĂłnio aspiração de Domingues liderar a Domingues, anterior presidente da CGD sem apresentar declaração Caixa Geral de DepĂłsitos (CGD), de patrimĂłnio tinha sido fatal para RUI AVELAR

a respectiva ambição. Em “Linguagem, verdade e OyJLFD´RÂżOyVRIR$OIUHG$\HUHQVLnou ser a contradição mais grave GR TXH D IDOVLÂżFDomR SRUTXDQWR a primeira comporta um grau de intencionalidade e a segunda pode ser estritamente fortuita. InsensĂ­vel Ă lĂłgica polĂ­tica e incapaz de enxergar para alĂŠm GD IULH]D GRV Q~PHURV 0iULR Centeno deixou-se enredar numa trapalhada, cujo alcance belisca o desempenho do primeiro-ministro e atĂŠ o do Presidente da RepĂşblica. A hipocrisia inerente Ă  manutenção em funçþes do ministro das Finanças ĂŠ proporcional ao cinismo dos omnipresntes mercados. Ouvido AntĂłnio Costa, o PR deu aval Ă  decisĂŁo do chefe do Governo no sentido de reiterar D VXD FRQÂżDQoD QR PLQLVWUR GDV

Finanças. Se a tivesse retirado, em vez de a reiterar, Costa teria rompido com a panaceia dos ÂŤpaninhos quentesÂť; assim, incorreu num erro de avaliação idĂŞntico ao cometido por Centeno em relação a Domingues. Numa trapalhada deste quilaWHDWp0DUFHOR5HEHORGH6RXVD protagoniza uma escorregadela ao dizer que o seu aval tem presente o “estrito interesse nacional, em termos de estabilidade ÂżQDQFHLUD´ 0DOGHQyVTXDQGRVHLQYRFD o superior interesse nacional, assente na necessidade de nĂŁo sobressaltar os omnipresentes mercados, para contornar uma mentira. Seria bem melhor se qualquer agente polĂ­tico tivesse sempre presente que, tal como a mentira, a contradição possui perna curta.


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a pestana para a dimensão de precariedade VXEMDFHQWHjDFWLYLGDGHSROtWLFD0DLVFHGR GRTXHWDUGHSRGHVHUGLVVROYLGRR3DUODPHQWRSRVWRLVWRPDQGDDSUXGrQFLDTXH os deputados encontrem respaldo nos sítios GHRULJHPVHQGRTXHRGH0DUJDULGD0DQR DWpWHPRHQFDQWRGHSURSRUFLRQDUDHOHLomR de reitor(a) meio ano antes da escolha dos Regresso à origem – Outrora vice- GHSXWDGRVj$VVHPEOHLDGD5HS~EOLFDFDVR UHLWRUD GD 8QLYHUVLGDGH GH &RLPEUD D HODRFRUUDQR2XWRQRGH HFRQRPLVWD 0DUJDULGD 0DQR YROWRX HVWD VHPDQDj´DOPDPDWHU¾ID]HQGRXVRGDV YHVWHV GH GHSXWDGD j $VVHPEOHLD GD 5Hpública (independente eleita pelo PSD). A DQWLJD YLFHUHLWRUD TXH IH] TXHVWmR GH VH inteirar do plano de reconversão da cantina amarela dos Serviços de Acção Social da 8&DSURYHLWRXDRSRUWXQLGDGHSDUDS{UHP GLDDFRQYHUVDFRPRUHLWRU-RmR*DEULHO Enviado especial – A pose do reitor da A curta passagem (um mês) de Margarida 0DQR SHOR HIpPHUR ;; *RYHUQR R VH- 8QLYHUVLGDGHGH&RLPEUD-RmR*DEULHO6LOgundo de Pedro Passos Coelho) abriu-lhe YDGiDUHVGHHQYLDGRHVSHFLDOQHVWHLQVWDQ-

tâneo captado por ocasião da apresentação de um novo conceito para a cantina amarela dos Serviços de Acção Social. Especial não SRGHGHL[DUGHVHURPDJQtÀFRUHLWRUFXMR atributo tem por base a centenåria tradição DFDGpPLFDFRLPEUm4XDQWRDRHVWDWXWRGH HQYLDGRRUHGDFWRUGDV9LQDJUHWDVFRPXQJD GDLGHLDGHTXHVHPID]HURPRQJHRKiELWR få-lo parecer ao longe. ´%DL[D¾DGHÀQKDU² Das lojas de granGHVFDGHLDVLQWHUQDFLRQDLVTXHQRV~OWLPRV DQRV SDVVDUDP SHOD Š%DL[Dª GH &RLPEUD KRMHHPGLDUHVWDDSHQDVD0DQJR(DVVLP DRVSRXFRVHSRXFRVRFHQWURKLVWyULFRGD cidade vai perdendo um dos seus factores de DWUDFomR$´/HIWLHV¾GDHPSUHVD,QGLWH[TXH VHORFDOL]DYDQDDYHQLGDGH(PtGLR1DYDUUR onde outrora funcionou o emblemåtico cinePD7LYROLYHLRKiDQRVVXEVWLWXLUD=DUDPDV HQWUHWDQWRWDPEpPIHFKRX6HPDVJUDQGHV ORMDV GH HPSUHVDV PXOWLQDFLRQDLV TXH WrP

capacidade para atrair milhares de turistas e WDPEpP RVFRQLPEULFHQVHVDŠ%DL[DªYDL GHÀQKDQGR2VFRPHUFLDQWHVTXHL[DPVHGR crescente vazio. Os turistas são surpreendidos SHODGHJUDGDomRGRFHQWURKLVWyULFR2VFRnimbricenses lamentam (embora contribuam SDUD DGHVHUWLÀFDomR$&kPDUD0XQLFLSDO WHPFRQKHFLPHQWRGHWRGDVHVWDVVLWXDo}HV PDVpFDVRSDUDGL]HU´IDODPIDODPHQmR os vemos fazer nada�. Parafraseando Ricardo $UD~MR 3HUHLUD ILFDPRV FKDWHDGRV" &RP FHUWH]DTXHVLP'HUHVWRPDLVFHGRRXPDLV WDUGHLVVRYDLVHQRWDU

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Orfeon solidĂĄrio com a Casa dos Pobres – O Dia dos Namorados (14) foi “românticoâ€? e solidĂĄrio na Casa dos Pobres de Coimbra. A instituição promoveu o seu habitual almoço mensal dos “Românticosâ€? e “o cupido decidiu colocar em prĂĄtica as suas funçþes e juntou o Ăştil ao agradĂĄvel: ser solidĂĄrio num almoço de solidĂĄrioâ€?. A VROLGDULHGDGHĂ€FRXHQWmRDFDUJRGR2UIHRQ$FDGpPLFR GH&RLPEUDTXHQRVHXFRQFHUWRGHDQLYHUViULRHPTXH FRPHPRURXDQRVDQJDULRXXPDERDYHUEDTXHIRL DJRUDHQWUHJXHj&DVDGRV3REUHVHTXHWDQWRLUiDMXGDU a instituição a continuar o seu trabalho em prol dos seniores de Coimbra. ADAV abre as suas portas Ă cidade – A Associação de Defesa e Apoio da Vida (ADAV-Coimbra) tem

como grande missão o apoio a mulher gråvidas e em GLÀFXOGDGHV´DMXGDQGRDVDVXSHUDUTXDOTXHUREVWiFXOR TXHDPHDFHFRPSURPHWHURVHXGLUHLWRDXPDPDWHUQLGDGH GLJQD VHJXUD H UHVSRQViYHO¾ UHYHOD D LQVWLWXLomR 1HVVHVHQWLGRHSRUTXHD$'$9VHTXHUGDUDFRQKHFHU jSRSXODomRGHFLGLXDEULUDVVXDVSRUWDVWRGDVDVVH[WDIHLUDVSDUDTXH´LQORFR¾RVFLGDGmRVJUXSRVGHHVFRODV HPSUHVDV SDUyTXLDV RXWUDV LQVWLWXLo}HV RX HQWLGDGHV S~EOLFDVHSDUWLFXODUHVSRVVDPYHURWUDEDOKRTXHDLQVWLWXLomR GHVHQYROYH FRP DV  IDPtOLDV FRP JUiYLGDV EHEpVHFULDQoDVTXHDFRPSDQKDHDSRLD5HFRPHQGDVH DPDUFDomRSUpYLDGDYLVLWDSDUDRHPDLODGDYFRLPEUD# JPDLOFRPRXDWUDYpVGRVQ~PHURVGHWHOHIRQH  Gala de Sabores no Casino Figueira – A 6.ª Gala de Sabores da Figueira da Foz vai realizar-se na noite GHKRMHQR&DVLQRHQYROYHQGRPDLVGHDOXQRVGRV FXUVRVWpFQLFRGHUHVWDXUDomREDUFR]LQKDHSDVWHODULD PDVWDPEpPFRPDFRODERUDomRGRVDOXQRVGHFRPXQLFDomRPDUNHWLQJUHODo}HVS~EOLFDVHSXEOLFLGDGHGR ,17(3(VFROD 3URÀVVLRQDO GD )LJXHLUD GD )R] 2V UHVSRQViYHLVGHVWHVFXUVRV 0DUJDULGD6LOYD$QD9DVFR 1HOVRQ&UX]5DIDHO$EUHXH0DULD-RmR&RVWD UHIHULUDPTXHRHYHQWRFRQWDUiFRPFHUFDGHFRQYLGDGRV TXHWHUmRRSRUWXQLGDGHGHSURYDUHFRQKHFHURVSUDWRV vencedores do concurso Sabores da Figueira 2016. O FRQFXUVRpUHDOL]DGRHPSDUFHULDFRPXPFRQMXQWRGH

produtores locais e pretende promover a regiĂŁo e os SURGXWRVHQRJDVWURQyPLFRVSURFXUDQGRSUHVHUYDUDV WUDGLo}HVHGHVDĂ€DUDFULDWLYLGDGHGRVDOXQRV(VWHHYHQWR YDLFRQWDUFRPDQLPDomRSHORP~VLFR$QGUp&DUQHLUR HQRĂ€QDOGRMDQWDUVHUmRFRQKHFLGRVRVYHQFHGRUHVGDV TXDWURFDWHJRULDVDFRQFXUVR HQWUDGDSUDWRSULQFLSDOGH SHL[HSUDWRSULQFLSDOGHFDUQHHVREUHPHVD FRPXP SUpPLRGHHXURVSRUFDGDXPD

Curso de Hipnose Clínica – Decorreu na Assembleia )LJXHLUHQVHR~OWLPRGRVPyGXORVGRSULPHLURFXUVRGH +LSQRVH&OtQLFDGD)LJXHLUDGD)R]SDUDSURÀVVLRQDLVGD iUHDGDVD~GHWHUPLQDQGRFRPDHQWUHJDGHFHUWLÀFDGRVDRV ÀQDOLVWDV(VWHFXUVRIRLFDXFLRQDGRGRSRQWRGHYLVWD FLHQWtÀFRSHOR/DERUDWyULRGH,QWHUDFomR0HQWH0DWpULDGH Intenção Terapêutica da Faculdade de Medicina da UniverVLGDGHGH/LVERDHSHOD$VVRFLDomR3RUWXJXHVDGH+LSQRVH &OLQLFD H ([SHULPHQWDO FRQWDQGR FRPR SURPRWRUHV QD FLGDGHR6HUYLoRGH$QHVWHVLRORJLDGR+RVSLWDOD(VFROD de Meditação Rosa Cardeal e o apoio logístico indispensåvel da Assembleia Figueirense. As cedenciais do curso foram HQWUHJXHVDFLQFRPpGLFRV WUrVDQHVWHVLVWDVXPFLUXUJLmRH XPQHXURFLUXUJLmR DRLWRSVLFyORJRVGHGLYHUVDVFRUUHQWHV DVHWHOLFHQFLDGRVHPHQIHUPDJHPHDWUrVSURÀVVLRQDLVGH RXWUDViUHDVGDVD~GHFRQVLGHUDQGRWHUVHGDGRXPJUDQGH passo em frente na abertura a um novo e enorme universo de outros conhecimentos.


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ĂšLTIMA PĂ GINA

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www.campeaoprovincias.pt

QUINTA-FEIRA

DE FEVEREIRO DE 2017 CAMPEĂƒO DAS PROVĂ?NCIAS

Coimbra

Oliveira do Hospital

Presidente do PolitĂŠcnico ĂŠ eleito(a) em Maio

,QĂ LJLXjPmHDEXVRVH[XDO

A eleição do(a) próximo(a) presidente do Instituto PolitÊcnico de Coimbra serå efectuada em Maio e fala-se, por ora, de quatro candidatos à sucessão de Rui Antunes. O acto eleitoral foi marcado para 05 de Maio e, caso seja necessåria, a segunda volta realiza-se a 12. O timoneiro do IPC Ê escolhido, pelo Conselho Geral da instituição, para

um mandato de quatro anos. Com o prazo de entrega de candidaturas aberto de 03 de Fevereiro a 03 de Abril, são dadas como certas a de Rui Mendes (presidente da Escola Superior de Educação - ESEC) e a de Jorge Conde (presidente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde - ESTeSC) e tidas como provåveis a de Jorge Barbosa (presidente do Instituto Superior de

Engenharia - ISEC) e a de Carlos Veiga (presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital). O timoneiro do Instituto Superior de Contabilidade e Administração (ISCAC), Manuel Castelo Branco, e o seu homólogo da Escola Superior Agråria (ESAC), João de Noronha, QmRVHSHUÀODPSDUDVXFHGHU a Rui Antunes.

Coimbra

Do Instituto PolitĂŠcnico fazem parte a ESEC, ESTeSC, ISEC, ISCAC, ESAC e a Escola Superior de Tecnologia e GestĂŁo de Oliveira do Hospital. Podem candidatar-se professores e investigadores do IPC ou de outras instituiçþes de ensino superior ou de investigação, bem como “individualidades de reconhecido mĂŠrito e experiĂŞnFLDSURĂ€VVLRQDOUHOHYDQWHÂľ

Jovem farmacêutica morre de doença súbita Uma farmacêutica, que se dedicava à investigação, residente em Coimbra, morreu, hå dias, devido a doença súbita, aos 26 anos de idade. eSRVVtYHOTXH$QD6RÀD Freire Grilo, solteira, haja sofrido um aneurisma ou tenha sucumbido devido a uma maleita do foro pulmonar.

A família pediu a realização de autópsia com o intuito de ver esclarecida a causa do inesperado falecimento. Outro jovem, residente em Fala (S. Martinho do Bispo), tambÊm terå sofrido um aneurisma, a meio da semana passada, e foi sujeito a intervenção cirúrgica.

A uma septuagenåria, residente no concelho de Oliveira do Hospital, foi LQà LJLGRDEXVRVH[XDOHQcontrando-se ela incapaz de resistir, e o autor do FULPHpXPÀOKRDFXVDGR ainda pelo cometimento de outros delitos. A previsão do crime de abuso sexual de pessoa incapaz de resistência destina-se a tutelar a liberdade e autodeterminação de pessoas inconscientes ou incapazes de formularem a sua vontade para a pråtica de actos com relevo sexual. Acto sexual de relevo Ê, para o tipo legal, toda a acção que seja susceptível de condicionar a liberdade e autonomia sexual de outra pessoa a partir de actos relativamente aos quais a vítima não consentiu (pessoa inconsciente) ou não tinha capacidade para consentir (pessoa incapaz). O Código Penal estipula pena de dois a 10 anos de prisão para o arguido, havendo lugar a

agravamento devido ao grau de parentesco. Para o MinistÊrio Público (MP), entidade titular da acção penal, o indivíduo estava ciente que a vítima se encontrava destituída de capacidade para impedir o filho de levar por diante inadmissíveis intuitos libidinosos. Sobre o arguido recai, por outro lado, acusação pela pråtica de dois crimes de roubo, dois de sequestro e um de coacção DJUDYDGRLQà LJLGRVjPmH e a outros parentes dele. Numa fase em que residia com a progenitora e com um irmão, o indivíduo empunhou uma faca e pô-los sob sequestro, numa varanda, exigindo-lhes a retirada de participaçþes do foro criminal entregues ao MP. Nos moldes em que estå acusado o arguido, manter presa uma pessoa ou de qualquer for ma privå-la da liberdade Ê punível com pena de prisão atÊ três anos ou com multa.

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Campeão das Províncias (16/02/2017)  

Edição em PDF n.º 863 do "Campeão das Províncias", publicada a 16/02/2017

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