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ESTE CADERNO FAZ PARTE INTEGRANTE DA EDIÇÃO 663 DE 28 FEVEREIRO DE 2013 E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

Festival arranca amanhã e prolonga-se até dia 10

Arroz e lampreia reinam em mostra gastronómica de Montemor De amanhã até 10 de Março, os apreciadores de dois dos produtos bandeira da região – o arroz e a lampreia – têm razões de sobra para visitar Montemor-o-Velho. O Festival do Arroz e da Lampreia promete um cardápio gastronómico variado, assim como um programa de animação, onde se destaca a cultura popular. A mostra realiza-se pelo terceiro ano consecutivo no Centro de Alto Rendimento daquele município. As entradas custam o valor simbólico de 0,50 euros.

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Pato assado em forno de lenha


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Evento orçado em 40 000 euros

Produtos endĂłgenos do Baixo Mondego em destaque na mostra gastronĂłmica BENEDITA OLIVEIRA

Montemor-o-Velho acolhe de 1 a 3 e de 8 a 10 de Março um dos certames mais emblemĂĄticos do Vale do Baixo Mondego. O Festival do Arroz e da Lampreia, que jĂĄ vai para a 11.ÂŞ edição, realiza-se, pelo terceiro ano consecutivo, no Centro de Alto Rendimento do municĂ­pio. Este equipamento confere, notou a vereadora Alexandra Ferreira, na conferĂŞncia de apresentação do evento, “maior qualidade ao prĂłprio festival devido Ă s excelentes condiçþes que ofereceâ€?.

O Centro de Alto Rendimento “proporciona aos visitantes um meio ambiente fantĂĄstico, tranquilo, e estĂĄ prĂłximo dos campos onde ĂŠ produzido um dos produtos do festival, o arroz carolinoâ€?, acrescentou. Com o objectivo de atrair, no mĂ­nimo, o mesmo nĂşmero de visitantes, que o ano passado registou 44 582 visitantes, a organização aposta num programa de animação complementar, onde se destaca a confecção ao vivo de diversos pratos criativos, Ă  base de peixe, por chefes de cozinha de renome.

Pedro Machado, Alexandra Ferreira e António Alves durante a apresentação do certame

O “Show Cookingâ€? vai ser dinamizado pela Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra (1 de Março), por JosĂŠ Cordeiro (2 de Março),

Igor Martinho (9 de Março) e Luís Daniel Lavrador (10 de Março). A iniciativa de gastronomia criativa decorre sempre às 20h30.

Turismo Centro de Portugal ĂŠ um dos patrocinadores principais

Pedro Machado contra importação de lampreias O Festival do Arroz e da Lampreia conta, pelo terceiro ano consecutivo, com o patrocĂ­nio da Turismo Centro de Portugal, cujo representante realçou a importância da gastronomia e do vinho para a promoção deste destino turĂ­stico. Este ĂŠ um evento que “valoriza produtos emblemĂĄticos GDJDVWURQRPLDHYLQKRÂľH´RQRVVRLQWHUHVVHÂľMXVWLĂ€FRX Pedro Machado, passa por cruzar este produto com outros, como seja o patrimĂłnio, a cultura e a natureza. “Queremos valorizar todo o contexto e o que estĂĄ Ă  volta do festival e, por isso, nos associĂĄmos a este evento de Montemor-oVelho e esperamos que seja uma grande sucessoâ€?, referiu o responsĂĄvel pela Turismo Centro de Portugal. Pedro Machado realçou ainda o cariz genuĂ­no do festival montemorense, que aposta em produtos endĂł-

genos do Vale do Mondego. Os produtos endĂłgenos sĂŁo, defendeu, “um factor de diferenciação e de competitividadeâ€? de uma regiĂŁo. O responsĂĄvel manifestou-se convicto que, desde R 9RXJD DR 0RQGHJR Ki ODPSUHLDV VXĂ€FLHQWHV SDUD alimentar os diversos festivais da regiĂŁo. “Com a escada de peixe e outras realidades que hoje estĂŁo conquistadas, faz-nos augurar que possamos continuar a promover um festival com produtos endĂłgenos da regiĂŁo Centro e, em particular, do Vale do Mondegoâ€?, declarou. “Sou frontalmente contra a importação de ciclĂłsWRPRVGHRXWURVSRQWRVGRJORERSDUDDĂ€UPDUDQRVVD gastronomia, pelo que apelo que a quem organiza, produz e serve, que tenha Ă  mesa dos festivais um produto DXWrQWLFRÂľDĂ€UPRXSHUHPSWyULR3HGUR0DFKDGR

“O objectivo ĂŠ elaborar alguns pratos diferentes, promovendo e sensibilizando as pessoas para o consumo de pescadoâ€?, realçou Alexandra Ferreira. Ă€ semelhança das ediçþes anteriores, a animação estĂĄ por conta do tecido associativo e dos artistas da regiĂŁo. Entre os principais momentos musicais ĂŠ de destacar a actuação do Grupo de Fados Pardalitos do Mondego, no dia 2 de Março, Ă s 22h30, e de JoĂŁo Conde, no dia 9, tambĂŠm Ă s 22h30. O Festival deste ano estĂĄ orçado em 40 000 euros – dos quais 9 000 sĂŁo provenientes do QREN, atravĂŠs da Turismo Centro de Portugal –, valor idĂŞntico ao da edição anterior. “Fomos reduzindo

o orçamento ao longo dos Ăşltimos anos e nĂŁo podemos continuar a cortar, se queremos manter a qualidade que temos vindo a oferecer a todos os visitantesâ€?, referiu a vereadora com o pelouro da Cultura e Acção Social. Apesar da conjuntura desfavorĂĄvel, “considero que este evento ĂŠ uma referĂŞncia a nĂ­vel dos festivais gastronĂłmicos regionais, com capacidade de atrair visitantes e agradar a todos os amantes da gastronomia desta regiĂŁo e do paĂ­sâ€?. O Festival do Arroz e da Lampreia deste ano conta com 16 restaurantes aderentes. HaverĂĄ ainda dez tasquinhas a comercializar doçaria, salgados, licores e outros produtos tĂ­picos da regiĂŁo. As crianças tambĂŠm nĂŁo foram esquecidas, estando disponĂ­vel um espaço de animação infantil. O evento ĂŠ tambĂŠm o primeiro momento da Campanha Rede dos Sabores, que conta com a participação de vĂĄrias freguesias do concelho de Montemor-o-Velho. Esta campanha visa promover, junto dos turistas e pĂşblico em geral, o consumo de pescado.

Em Junho

Vila acolhe Campeonato da Europa de Canoagem importante competição desportiva em disciplinas olímpicas a realizar em Portugal no ano de 2013. A Federação Portugue-

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sa de Canoagem e a Câmara Municipal de Montemoro-Velho apresentaram na sexta-feira, dia 22, o evento desportivo vai reunir os principais atletas da modalidade, que representam 85 por cento dos europeus medalhados nos Jogos Olímpicos em Londres, o ano passado. Entre eles conta-se a presença de Emanuel Silva e Fernando Pimenta, distinguidos em Setembro passado com a Medalha de Honra do Município de Montemor-oVelho por terem obtiveram a medalha de prata em K2. O presidente da au-

Este evento ĂŠ um “factor de desenvolvimentoâ€?, DĂ€UPRX R UHVSRQViYHO GD Federação Portuguesa de Canoagem, MĂĄrio Santos, sublinhando o importante papel que o Centro de Alto Rendimento de Montemor tem tido na regiĂŁo desde 2005. Ao todo, a prova deverĂĄ trazer ao distrito de CoimLuĂ­s Leal, ladeado por Emanuel Silva bra cerca de seis centenas e Fernando Pimenta, atletas medalhados de pessoas. nos Jogos OlĂ­mpicos de Londes A Federação aspira a tarquia, LuĂ­s Leal, congra- Jogos OlĂ­mpicos do Rio de conseguir realizar o Muntulou-se com a realização Janeiro “jĂĄ ter começado e dial em 2017, sendo que de uma prova com esta DLQGDQmRHVWDUHPGHĂ€QLGDV Portugal perdeu a anterior dimensĂŁo, reparando, no as medidas de apoioâ€? por candidatura para a RĂşssia entanto, que o ciclo para os parte do Governo. por um voto.

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A vila de Montemor-oVelho vai acolher, de 14 a 16 de Junho, o Campeonato da Europa de Canoagem. Trata-se da maior e mais


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Alexandra Ferreira

Estão reunidas todas as condições para um excelente evento colectividades locais. AF – Já nos anos anteriores, e tendo em conta o objectivo de podermos reduzir o orçamento, a animação foi sido feita com a prata da casa. E este ano vamos a contar com o com o apoio do associativismo. CP – Festival tem por base dois produtos autóctones da região. A agricultura continua a ser um dos vectores principais do desenvolvimento de Montemoro-Velho? AF – Claro que sim. Quer o arroz carolino do Baixo Mondego quer a lampreia do rio Mondego, são, de facto, os dois produtos principais que estamos a promover e esperamos que os produtos que são utilizados no festival sejam os da nossa região e não outro tipo de produto. Estes dois produtos são dois factores fortes de desenvolvimento da economia local do concelho. CP – E nesta altura todos as iniciativas são importantes para promover a produção local... AF – Tudo que possamos fazer para promover os produtos é sempre bem-vindo, como é óbvio. CP – O Centro de Alto Rendimento é um cenário muito agradável com Sol, mas se chover o festival será na mesma atractivo... AF – Se estiver Sol penso que teremos todas as condições reunidas para um excelente evento. Mas se não tiver, aquela estrutura oferece muito melhores condições do que o modelo anterior que nós tínhamos aqui com tenda. Portanto, mesmo que o tempo não esteja bom, acho que o Centro

o Rendimento é um obrigava a que não pu- sempre convidativo poder de Alto o muito agradável dessem ser s r se espaço comprar produtos directam te ao produtor. men para a realização deste fes- c o b r a mente tival e as pessoas poderão d a s CP – Que balanço par e ter a mesma e n participar faz do seu mandato? de ou melhor ainda qualidade AF – Entrei numa do que se fosse no centro altura em que as condiçõ sócio-económida vila. dições FDVFRPHoDUDPDÀFDU CP – Outra vantaFDVFRPHoDUDPDÀFDU o Centro de Alto ca a vez mais complicad gem do cada mento é a facilica cad as e parecendo que Rendimento cadas não,, as nã a s expectativas dade de estacionamento... que eu trazia, em parti não foram AF – Estacionamenticular, to não falta naquela concretizazona. Anteriordas a 100 mente à reestrupor ceno que foi turação to, porqui no feita aqui q u e centro da vila todas h av i a e s t a a s mento, cionamento, conneste modimento não to e há tanto aquele espaço ofeodas rece todas essas fac i l i d a d e s, portanto acho que estão reunidas todas as condiara que ções para ossa ser este possa om festium bom ções val e para que as f o as possam pessoas ram-se apreciarr os nossos alteranos. produtos. do ao longo do CP – Este ano longo vai serr cobrada t e m p o. a? M julentrada? Mas AF – A engo que trada custa 0,50 está a preeuros. É um p ser uma bólico. É ço simbólico. experiO arroz carolino do Baixo Mondego e ante terimportante ência a lampreia são dois fortes factores de m valor mos um intedesenvolvimento da economia local, lico de simbólico r e s destaca a vereadora Alexandra Ferreira entrada, até sante. porquee temos Estou a tende ter alguma fonte de receita do pró- tradas. Este ano, a entra- tar fazer o melhor possível prio festival. O ano passa- da é um valor simbólico, quer pela cultura quer pela do não cobrámos qualquer por isso acho que não área social, que é cada vez entrada, porque estáva- é por esse valor que as mais uma área que nos mos a ser apoiados pelo pessoas vão deixar de vir preocupa e para a qual Programa Cantata e isso e participar no festival. É teremos de ter um olhar

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mais atento. Na área social tentámos dinamizar um conjunto de acções que possamos apoiar todos os montemoreneses que estão a passar por mais GLÀFXOGDGHV CP – E o que destaca ao nível da cultura? AF – Todas as reestruturações que estão a ser feitas ao nível do centro histórico são importantes, mas destaco o acesso ao Castelo que nesta fase ainda não vai ter efeitos, mas a longo prazo esperamos que tenha a ter e venha a dinamizar muito o centro da vila. Esperamos que as pessoas que vêm visitar o Castelo, que, de facto, é um ex-libris do concelho, venham também à vila e possam dinamizar o próprio comércio local. Há um conjunto de projectos no âmbito também da Rede Castelos que estavam a ser desenvolvidos e que alguns deles ficaram, neste momento, em stand by. Estamos à espera do próximo Quadro Comunitário para que eles possam ser concluídos. No âmbito cultural, julgo que estas redes, em parceria com outros municípios, são fortes e que podem vir a aumentar o número de visitas e promover ainda mais a nossa região. Ao nível cultural, mais ligado à animação, também temos g r upos de teatro concelhios muito bons. Montemor é conhecido pelas raízes teatrais ao nível do Baixo Mondego e temos apostado em dinamizar esse tipo de iniciativas, promovendo os nossos grupos e ao mesmo tempo dando-lhes alguma for mação para que eles possam também progredir. Tentámos também manter as festas e em concreto o Festival do Arroz e da Lampreia, CONSTRUÇÃO CIVIL porque estas ofertas culSEDE: Rua Dr. Manuel Arriaga, n.º 320 - Buarcos turais já são 3080 Fig. da Foz - TELEF.: 233 413 819 uma marca FAX: 233 413 820 - TELEM.: 963 042 554 para este Armazém em: Pelichos - Arazede concelho.

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Campeão das Províncias (CP) – Qual é a expectativa em relação à edição deste ano do Festival do Arroz e da Lampreia? Alexandra Ferreira (AF) – Sabemos que as condições económicas não são as mais favoráveis actualmente, mas tentámos arranjar um conjunto de estratégias que pudesse continuar a atrair pelo menos o menos número de visitantes que teve na edição anterior. Uma passa pelo show cooking, com chefes de nomes reconhecidos e que pode ser um ponto forte de atracção. Depois o próprio espaço. Este é o terceiro ano consecutivo que realizamos lá o festival. Achamos que tivemos uma boa receptividade quer por parte dos visitantes quer mesmo por parte de quem participa na mostra e acaba por ser também um ponto de atracção do festival, julgo eu. CP – E é uma forma de rentabilizar aquele investimento... AF – Exactamente. É uma forma de rentabilizar aquele investimento, demonstrando que ele também tem capacidade para oferecer outras práticas que não aquela para que foi criada, que é a prática desportiva. Depois aliando toda a nossa doçaria, regional desde os Pastéis de Tentúgal, que são um dos melhores doces a nível nacional, passando pelas Queijadas de Pereira. Penso que todos estes factores em conjunto poderão vir a atrair se não mais, pelo menos o mesmo número de visitantes que o ano passado. CP – O programa de animação é feito com as


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Lampreia

A rainha da gastronomia montemorense Montemor-o-Velho é sede de um concelho diYHUVLÀFDGR FXOWXUDOPHQWH ULFRHFRPSRWHQFLDOLGDGHV WXUtVWLFDV QDWXUDLV FDSD]HV GH DJUDGDU D JUHJRV H D WURLDQRV 1R VHX YDVWR WHUULWyULR SRGHVH GHVIUXWDU GH HQFDQWRV QDWXUDLV GH YDOHV H SDLVDJHQV YHUGHMDQWHV ~QLFDV PDV WDPEpP GHVFREULU SDODGDUHV H VDERUHV JDVWURQyPLFRV UHJLRQDLV RQGHDUDLQKDpDODPSUHLD $OpPGHRXWURVSUDWRVWUDGLFLRQDLVFRPRDUUR]FDUROLQRSURGX]LGRQDUHJLmRYDOH DSHQDH[SHULPHQWDUVHIRU RFDVRRXVDERUHDUPDLVXPD YH]²RXPDLVYH]HVSRUTXH RIHVWLYDOSURORQJDVHDWpGLD  GH 0DUoR ² R DUUR] GH ODPSUHLD WmR FDUDFWHUtVWLFR GDEDFLDKLGURJUiÀFDGRULR 0RQGHJR $ DSUHFLDGD LJXDULD

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Proposta suspensão do defeso da pesca da lampreia $&kPDUD0XQLFLSDOGD )LJXHLUD GD )R] YRWRX SRU XQDQLPLGDGHQRSDVVDGRGLD XPDSURSRVWDGRVYHUHDGRUHVGR36'TXHGHIHQGHD VXSUHVVmRGRGHIHVRGDSHVFD GDODPSUHLDQRULR0RQGHJR TXHVHSURORQJDDWpGLDGH 0DUoR $ SURSRVWD VHJXLX SDUD R VHFUHWiULR GH (VWDGR GR 0DU0DQXHO3LQWRGH$EUHX VHQVLELOL]DQGRRSDUDRIDFWR GHRVSHVFDGRUHVGHFHUFDGH  HPEDUFDo}HV UHJLVWDGDV QD&DSLWDQLD GD )LJXHLUD GD )R] WHUHP VLGR LPSHGLGRV

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Produtores da regiĂŁo expectantes

Governo espera mitigar propostas que penalizam regadio O Governo estĂĄ a tentar “mitigarâ€? o impacto negativo das propostas avançadas para o quadro comunitĂĄrio de apoio, para os anos de 2014-2020, no sector agrĂ­cola portuguĂŞs. A garantia foi dada pelo secretĂĄrio de Estado da Agricultura, JosĂŠ Diogo Albuquerque, na sexta-feira passada, em Montemor-o-Velho, duranWHRGHEDWH´(VSHFLĂ€FLGDGH do Baixo Mondego que futuro?â€?, promovido pela Associação de Agricultores do Vale do Mondego. “Houve uma redução do orçamento comunitĂĄrio, mas conseguimos que Portugal tivesse uma redução menor do que a mĂŠdia europeiaâ€?, regozijou-se o governante, acrescentando que os diferentes partidos “estĂŁo a trabalhar em uniĂŁo nacional para se conseguir melhorar os fundos comunitĂĄrios estruturaisâ€? atribuĂ­dos ao paĂ­s. O Governo estĂĄ a negociar, entre outras matĂŠrias, o apoio comunitĂĄrio a novos regadios, consiGHUDGRV ´PDLV HĂ€FLHQWHVÂľ e que permitem “maiores poupanças de ĂĄguaâ€?. “Te-

mos de apostar fortemente no regadio nos prĂłximos anos, porque isso ĂŠ que traz competitividade Ă  agriculturaâ€?, defendeu JosĂŠ Diogo Albuquerque. “Para conseguimos ter decisĂľes nacionais que possam resolver injustiças tambĂŠm ĂŠ importante que o sector esteja unidoâ€?, advertiu o governante, apelando Ă  constituição de “organizaçþes fortesâ€? de produtores. Para proteger os agricultores e melhorar o funcionamento do mercado, o secretĂĄrio de Estado adiantou que a Assembleia da RepĂşblica prepara-se para agravar as coimas aplicadas Ă s vendas de produtos abaixo do preço de custo, com coimas dez a 20 por cento superiores Ă s praticadas actualmente, assim como proibir a retroactividade nos contratos estabelecidos entre produtores e distribuição. “Tenho a certeza que a relação entre produção, industria e distribuição passa por uma melhor legislação e por boas prĂĄticas comerciaisâ€?, referiu JosĂŠ Diogo Albuquerque. O presidente da Asso-

LuĂ­s Leal foi o anfitriĂŁo do debate dedicado ao prĂłximo quadro comunitĂĄrio de apoio e Ă  PolĂ­tica AgrĂ­cola Comum (PAC)

ciação de Agricultores do Vale do Mondego, Carlos Laranjeira, aproveitou a presença do responsĂĄvel do Governo para pedir, de forma contundente, duas das principais reivindicaçþes dos agricultores do Baixo Mondego: a manutenção da HVSHFLĂ€FLGDGHSDUDR0RQdego no âmbito da PolĂ­tica AgrĂ­cola Comum (PAC) e a conclusĂŁo da obra hĂ­drica. “HĂĄ mais um bloco [da

obra hídrica] em execução e dois adjudicados, mas isto Ê curto�, considerou Carlos Laranjeira. O responsåvel denunciou ainda a existência de venda de arroz carolino sem qualidade e misturado com arroz agulha nas grandes superfícies, cujas amostras foram entretanto remetidas para a ASAE. O dirigente insurgiu-se tambÊm contra o facto de no

Mondego os factores de produção “serem dos mais caros do paĂ­sâ€?. “Pagamos a semente do arroz mais cara e vendemos o arroz mais barato da Europa. Isto nĂŁo ĂŠ admissĂ­velâ€?, declarou Carlos Laranjeira. O produtor pediu tambĂŠm a revisĂŁo da legislação que permite colocar o sĂ­mbolo de marca portuguesa na embalagem, desde que o arroz seja polido e em-

balado no paĂ­s, assim como PDLRUĂ€VFDOL]DomRQRDUUR] que ĂŠ importado. Insatisfeito com o rumo do sector, Carlos Laranjeira anunciou a demissĂŁo da Confederação dos Agricultores Portugueses (CAP) e da Associação de Orizicultores de Portugal (AOP), de que ĂŠ co-fundador. “Vou-me demitir, PDVQmRYRXĂ€FDUFDODGRÂľ DĂ€DQoRX

Baixo Mondego

&DUORV/DUDQMHLUDGHIHQGHHVSHFLĂ€FLGDGHGDUHJLmR O presidente da Associação de Agricultores do Vale do Mondeg o, Carlos Laranjeira, acredita que se a UniĂŁo Europeia deixar de atender Ă  especificidade das culturas do Baixo Mondego, e em concreto do arroz, a paisagem agrĂ­cola vai “mudar entre a Carapinheira e Coimbraâ€?. Em causa estĂŁo nĂŁo sĂł

os incentivos comunitĂĄrios, assim como o baixo preço com que o canal de distribuição paga o produto. “Os agricultores que tĂŞm possibilidade de mudar de cultura jĂĄ anunciaram que o vĂŁo fazer, o que para nĂłs ĂŠ uma tristeza. NĂłs nĂŁo podemos crer que isso aconteça. Acreditamos que o bom senso vai imperar, na medida em que nĂłs quere-

mos que todas as culturas do Baixo Mondego seja WUDWDGDVFRPHVSHFLÀFLGDGH regional. Isto Ê um termo que tem toda a razão de existir, e que a União Europeia prevê, porque o Baixo Mondego tem condiçþes FOLPDWpULFDVHVSHFtÀFDV DV amplitudes tÊrmicas são mais reduzidas). É esta harmonização da temperatura que proporciona o

desenvolvimento homogĂŠQHRGDVFXOWXUDVÂľDĂ€UPRX Carlos Laranjeira. Convicto que o arroz carolino vai continuar a ser uma “marcaâ€? da regiĂŁo, o dirigente associativo vĂŞ com bons olhos a continuaomRGDREUDKLGURJUiĂ€FDQD regiĂŁo, salientando que esta vai “permitir maior rentabilidade e maior qualidade do ambienteâ€?.

“A obra hĂ­drica ĂŠ importante para controlar a ĂĄgua. Porque controlando a ĂĄgua reduz-se a aplicação de produtos, quer de adubos quer de produtos quĂ­micosâ€?, comentou Carlos Laranjeira. A planta do arroz carolino ĂŠ de um ciclo mais curto do que outras espĂŠcies. No Baixo Mondego, a planta tem um desenvolvi-

mento lento, mas homogĂŠneo, o que garante arroz de grande qualidade. AlĂŠm de muita qualidade quĂ­mica, o arroz carolino do Vale do Mondego tem tambĂŠm muito boa qualidade fĂ­sica. Normalmente tem entre apenas trĂŞs e sete por cento de vagos partidos, enquanto o do Sul tem normalmente entre 15 a 20 por cento. 32518

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Vale do Baixo Mondego

Agricultores reivindicam ajudas Ă  produção Com a PolĂ­tica AgrĂ­cola Comum (PAC), para os anos de 2014-2020, ainda em fase de discussĂŁo, os agricultores tĂŞm os olhos postos nos prĂłximos quadros comunitĂĄrios, sendo certo que os grandes paĂ­ses, como a França e a Alemanha, vĂŁo continuar a ter um peso determinante nos destinos do sector. O futuro dos agricultores do Vale do Baixo Mondego estĂĄ dependente das ajudas atribuĂ­das a nĂ­vel europeu ao sector, que ĂŠ um dos mais competitivos. “O que esperamos ĂŠ que o poder polĂ­tico nĂŁo tire Ă s regiĂľes que tĂŞm capacidade de produzir e estĂŁo a produzir as ajudas, no sentido de as distribuir por quem nĂŁo produz. É essencialmente por isso que nos batemos. Achamos que as ajudas devem ser dadas a quem produzâ€?, afirmou ao “CampeĂŁoâ€?, o presidente da direcção da Cooperativa AgrĂ­cola de Montemor-o-Velho. O Vale do Mondego tem cerca de 13 000 hectares, “mas se tivesse 50 000 todos eles estariam cultivados, porque nĂŁo hĂĄ um Ăşnico hectare no Vale do Mondego sem ser cultivadoâ€?, sustentou Armindo Valente. Esta zona do paĂ­s ĂŠ determinante para a produção nacional de cereais, embora Portugal continue a ser muito GHĂ€FLWiULR O paĂ­s assegura cerca de 50 por cento das suas necessidades no que respeita ao arroz

e entre 15 a 20 por cento das necessidades de consumo de milho. “A minha preocupação essencial ĂŠ que o arroz tem no actual quadro comunitĂĄrio, que estĂĄ a terminar, uma ajuda especĂ­fica e que essa ajuda possa vir a cair. Esse ĂŠ o grande receio, porque nĂłs no Baixo do Mondego temos entre 6 000 a 6 500 hectares de arroz, mas 5 000 dos quais estĂŁo a cotas muito baixas ou mesmo a cotas negativas em relação ao nĂ­vel do mar, pelo que ĂŠ quase impossĂ­vel reconverter essas ĂĄreas para outras culturasâ€?, garantiu o dirigente associativo. Caso acabe a ajuda espeFtĂ€FDDRFXOWLYRGRDUUR]Ki o risco de alguns dos terrenos agrĂ­colas ficarem ao abandono.

tou uma grande expansão no últimos anos, as horto-industriais e a batata são algumas das culturas alternativas por que os agricultores podem optar. Em tempos, o Vale do Mondego tambÊm produziu beterraba, mas esta cultura caiu em declínio quando deixou de haver ajudas à produção. A fåbrica em Coruche, para onde os agricultores da região encaminhavam a

maioria da produção, tambĂŠm fechou portas. Entretanto, adiantou Armindo Valente, “voltou-se a falar que no prĂłximo Quadro ComunitĂĄrio isso [a beterraba] possa estar em cima da mesa, mas ainda nada estĂĄ garantidoâ€?. “O que o Vale do Mondego quer ĂŠ produzir e por isso ĂŠ que reivindica ajudas Ă  produção. As ajudas foram

dadas para a perda de rendimento que existia no nosso país e Ê nesse sentido que reivindicamos as ajudas, porque nós temos de competir com países terceiros, que não têm nada a ver com as medidas agro-ambientais que nós executamos. Nós todos os produtos que utilizamos, desde fertilizantes a agro-químicos, são produtos homologados�, relatou o dirigente.

Armindo Valente, presidente da Cooperativa AgrĂ­cola de Montemor

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Culturas alternativas

“NĂłs temos uma obra [hĂ­drica] no Baixo Mondego que estĂĄ utilizada a 100 por cento. (XGHVDĂ€RTXDOTXHUSROtWLFR a dizer-me quais sĂŁo as obras pĂşblicas no sector agrĂ­cola que estĂŁo a ser utilizadas a 100 por centoâ€?, comentou Armindo Valente. Mediante o desenlace das negociaçþes da PAC, os agricultores – ou pelo menos uma parte – do Vale do Baixo Mondego poderĂŁo optar por reconverter as prĂĄticas agrĂ­colas para alternativas economicamente mais favorĂĄveis. AlĂŠm do milho, que regis-

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Dez tasquinhas dĂŁo a provar produtos tĂ­picos

Doçaria regional tambĂŠm ĂŠ cabeça de cartaz O festival gastronĂłmico de Montemor-o-Velho nĂŁo se faz apenas com a enigmĂĄtica lampreia e com o versĂĄtil arroz carolino do Baixo Mondego. A mostra tem tambĂŠm como cabeças de cartaz a doçaria e licores da regiĂŁo. E ĂŠ vasta a paleta de sabores que a doçaria do concelho montemorense tem para oferecer. O concelho, marcado por extensos arrozais, pelo rio Mondego e vivĂŞncia agrĂ­cola, desenvolveu e aprimorou ao longo dos sĂŠculos doces que sĂŁo autĂŞnticos embaixadores da regiĂŁo. Ă?cone do concelho, os pastĂŠis de TentĂşgal sĂŁo uma das mais famosas iguarias regionais, ao ponto de terem sido um dos produtos Ă€QDOLVWDV GR FRQFXUVR WHlevisivo “Sete Maravilhas GastronĂłmicasâ€?. O cĂŠlebre pastel de

folhas estaladiças, recheadas com doce de ovos, ĂŠ um importante legado da vila de TentĂşgal e um dos principais “motoresâ€? da economia local, jĂĄ que sĂŁo muitos os estabelecimentos comerciais onde se pode apreciar esta especialidade. SĂ­mbolo por excelĂŞncia da doçaria conventual nacional, o cĂŠlebre pastel nasceu no silĂŞncio monĂĄstico das celas das freiras da Ordem das Carmelitas Calçadas. Envolta em secretismo ao longo de anos, a receita manteve-se confinada Ă  cozinha do Mosteiro de Nossa Senhora do Carmo, fundado por iniciativa do segundo Conde de TentĂşgal, D. Francisco de Mello, em 1560. NĂŁo se pode precisar a data da sua origem, mas ĂŠ certo que a venda destes pastĂŠis era uma importante fonte de receitas do Mos-

teiro, razĂŁo pela qual a sua confecção era conhecida apenas pelas religiosas e por um restrito nĂşmero de serviçais, as chamadas criadas das freiras. Com a decretação da extinção das Ordens Religiosas, a histĂłria do famoso pastel de TentĂşgal autonomiza-se definitivamente da do Convento da vila. As criadas dispensadas sĂŁo detentoras do almejado segredo, mas estas mantĂŞm a filosoĂ€D GDV VXDV H[SDWURQDV comercializando os deliciosos pastĂŠis, mantendo, no entanto, a receita no “segredo dos Deusesâ€?. Pastel de TentĂşgal exige mĂŁos hĂĄbeis

O tempo encarregarse-ia, porÊm, de tornar a receita mais divulgada pelas gentes da terra, se bem que a sua confecção

continue a ser complexa e difĂ­cil, uma vez que a massa do delicado doce tem a particularidade de ser estendido Ă  mĂŁo. Outra iguaria tambĂŠm muito apreciada ĂŠ a queijada de TentĂşgal, que se distingue por apresentar uma forma mais parecida com uma estrela. Outra emblemĂĄtica iguaria do concelho sĂŁo as espigas doces. Com o formato de uma espiga de milho e com um recheio, este doce nasceu pela mĂŁo de Henrique Baldaque em meados do sĂŠculo XX, mas nem por isso deixa de estar associado Ă  HistĂłria do paĂ­s. Natural de Montemoro-Velho, Henrique Baldaque inventou o doce com o intuito de “enriquecerâ€? o cardĂĄpio do concelho, mas tambĂŠm dissimular mensagens durante a ĂŠpoca de Salazar.

Os pastĂŠis de TentĂşgal sĂŁo um dos embaixadores da gastronomia montemorense

Ligado ao partido comunista, o inventor utilizava a espiga doce para enviar mensagens aos seus camaradas e assim driblar o regime salazarista. ApĂłs o falecimento de %DOGDTXHRGRFHĂ€FRXQR esquecimento tendo sido recuperado pelo estabelecimento “O Afonsoâ€?, de TentĂşgal, que comprou a patente hĂĄ mais de 20 anos. Pereira ĂŠ outra das vilas do concelho que ganharam fama pela sua doçaria, sendo disso exemplo paradigmĂĄtico a queijada de Pereira.

Especialidade conventual, a queijada de Pereira tem como ingredientes ovos, açúcar e queijo pasteurizado e, manda a tradição, Ê cozida em forno de lenha. Com ingredientes simples, o segredo deste doce, de textura suave e sabor adocicado, estå na sua confecção jå que a verdadeira queijada de Pereira tem de ser feita manualmente e não em forma. Ao todo haverå dez tasquinhas a comercializar doçaria, salgados, licores e outros produtos típicos da região.

ApĂłs interregno de uma dĂŠcada

Obra hídrica avança em mais três blocos Após um interregno de uma dÊcada, as obras hídricas voltam a prosseguir no Vale do Baixo Mondego. Apesar das sombras no horizonte, sobretudo devido à provåvel perda de apoio às culturas do regadio, em detrimento das culturas de sequeiro, os agricultores têm mais moWLYRVSDUDHVWDUHPFRQÀDQtes em relação ao futuro. As obras hídricas vão SHUPLWLU EHQHÀFLDU GLUHFtamente cerca de 2 500 agricultores. Em curso estão três blocos no Vale central, a saber: na Margem Esquerda, campos do Bolão e Maiorca/Fôja.

“SĂŁo trĂŞs blocos que deviam ter sido executados ao longo dos Ăşltimos dez anos. Na Ăşltima dĂŠcada nĂŁo houve um Ăşnico bloco em obra no Baixo Mondego. Se agora vierem estes trĂŞs nĂŁo serĂĄ nada de mais, porque estivemos todos estes anos sem obras. AtĂŠ chegĂĄmos a pensar que a agricultura no nosso paĂ­s era para acabar. SĂł com a nossa persistĂŞncia e vontade de produzir ĂŠ que o Mondego nĂŁo foi abandonadoâ€?, observou o presidente da direcção da Cooperativa AgrĂ­cola de Montemor-o-Velho. Por cada bloco, a obra contempla um adutor de

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ĂĄgua para rega e respectivas pontes de acesso, o que jĂĄ estĂĄ em execução. Posteriormente, seguir-seĂĄ o emparcelamento dos terrenos, processo que ĂŠ fundamental, pois permite agregar parcelas e terrenos dispersos, garantindo acessos e drenagens a todo o bloco. AtĂŠ 2014, todos os emparcelamentos deverĂŁo estar concluĂ­dos. “Esta obra vem criar condiçþes aos agricultores para produzir com custos mais baixos, com ĂĄgua de qualidade e drenagem, que muitas vezes nĂŁo existeâ€?, explicou Armindo Valente. “Com este novo investimento estatal ao nĂ­vel hidrogrĂĄfico, o Vale do Mondego aumenta o seu potencial de rendimento, assim como o nĂşmero de culturas agrĂ­colas viĂĄveis. “O que nĂłs pedimos

Ê que as obras sejam executadas para que os agricultores tenham, onde for possível, vårias alternativas, para que possam fazer aquilo que lhes der mais dinheiro�, sintetizou o dirigente associativo. Com elevado potencial produtivo agrícola, o Vale do Baixo Mondego ganhou competitividade sobretudo após as obras de emparcelamento das propriedades e da criação de redes de reg a, de drenagem e de caminhos. A reestruturação fundiåria permitiu potenciar as capacidades endógenas da região, contribuindo para a intensificação da produção e o alargamento de pråticas agrícolas. A grande alteração foi o emparcelamento que permitiu alargar as åreas, as

O Vale do Mondego tem cerca de 13 000 hectares, todos eles cultivados

prĂĄticas agrĂ­colas, e tornĂĄlas mais competitivas. Ou seja, o emparcelamento permitiu que os agricultores passassem a produzir mais com menos custos, atĂŠ porque as ĂĄreas maiores podem-se mecanizar com mais facilidade. O cultivo do arroz, que continua a ocupar cerca de 50 por cento da ĂĄrea do Vale do Mondego, foi tambĂŠm beneficiado com o emparcelamento

rural, jå que aumentou a viabilidade económica dos arrozais ao longo do rio 0RQGHJR H VHXV Dà XHQtes – o arroz Ê uma das culturas mais exigentes em termos de necessidades hídricas. Uma das culturas que mais cresceu com o emparcelamento do Baixo Mondego foi o milho que permitiu substancialmente aumentar o rendimento dos agricultores.

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