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L IA C E P S E O N ER D A C

Festival gastron贸mico decorre de 05 a 14 de Mar莽o

Arroz e lampreia abrem o apetite para descobrir Montemor-o-Velho

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FESTIVAL DO ARROZ E DA LAMPREIA 04 QUINTA-FEIRA

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DE MARÇO DE 2010 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

Alexandra Ferreira – Vereadora da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho

Consolidação e aposta na qualidade marcam evento O Festival do Arroz e da Lampreia de Montemor-o-Velho assume-se como montra privilegiada para dar a conhecer a gastronomia e a doçaria conventual do concelho. As tradições, a história e o património são outros factores que justificam uma visita a este território de gente que sabe bem receber. Prestes a cumprir a oitava edição, o aumento crescente do número de visitantes eleva a fasquia e as expectativas da organização. Alexandra Ferreira, vereadora do Município de Montemor, responsável pelos pelouros da Cultura e Associativismo, Juventude e Tempos Livres, considera que a aposta na qualidade, mantendo os pressupostos que fizeram do festival um sucesso junto de público e expositores em edições anteriores, é o caminho para assegurar a consolidação do evento e atrair ainda mais visitantes. Campeão das Províncias (CP) – O Festival do Arroz e da Lampreia de Montemoro-Velho cumpre este ano a oitava edição. Desde 2007 que o evento tem vindo a crescer de ano para ano, quer no número de visitantes quer nas refeições servidas. Quais são as expectativas para este ano? Alexandra Ferreira (AF) – Gostaríamos que o número de visitantes fosse igual ou suu perior ao dos anos anteriores, pelo que as expectativas para a oitava edição do festival são, obviamente, elevadas. Mais do que o crescimento, pretendemos

a consolidação deste evento e melhorar a sua qualidade. O facto de termos uma tenda única, com maior área, permite melhorias substanciais, pelo que pretendemos elevar a qualidade quer para quem nos visita quer nas condições oferecidas aos expositores. Por outro lado, a presente edição do festival tem um conjunto de linhas de força e pressupostos, designadamente, a memória, a criatividade e a inovação, com que pretendemos, sobretudo, promover a gastronomia do concelho e a doçaria conventual. Uma das apostas na criatividade e na inovação passa, aliás, pela presença de quatro conceituados chefes de cozinha em Montemor-oVelho, ao longo do certame, a quem foi lançado o desafio de produzirem pratos em cujo ingrediente principal seja o arroz carolino do Baixo Mondego ou a lampreia. CP – Estamos a falar então de um festival gastronómico, por definição, mas também de um evento que pretende dar a conhecer o concelho e as suas gentes... AF – Efectivamente, as duas coisas. Quem se deslocar a Montemor-o-Velho nestes dias pode participar no Festival do Arroz e da Lampreia mas também, paralelamente, inscrevendo-se nos serviços do Município, partir à descoberta do concelho através de rotas que pretendem divulgar o arroz, a história e a arquitectura medieval e a doçaria conventual. Por ouu tro lado, a par dos restaurantes, as associações do concelho, forr ças vivas que traduzem o pulsar das gentes de Montemor, são uma presença forte no festival, que contribuem para valorizar o evento. Esta participação é, simultaneamente, uma oporr tunidade de as colectividades obterem um retorno financeiro importante e divulgarem as

Memória, criatividade e inovação são conceitos apontados por Alexandra Ferreira para valorizar o festival que pretende promover a gastronomia do concelho e a doçaria conventual

suas actividades. Durante o festival, para além dos postos de venda de arroz, vamos ter a representação das associações e de estabelecimentos do conn celho que se dedicam à doçaria conventual. Globalmente, tentaa mos que toda a componente de exposições estivesse, de alguma forma, ligada à temática do arroz e da lampreia, reservando outras abordagens temáticas para as festas do concelho. CP – É pela aposta na divulgação da lampreia e do arroz de Montemor-o-Velho que surge associado ao evenn to o Festival da Lampreia da Ereira? AF – Há uma identidade comum. O tema é o mesmo, pelo que faz todo o sentido divulgarmos g ep promovermos esse evento. É importante não esquecer que o arroz de lampreia, afamado no concelho de Montemor-o-Velho, tem

particular importância na Ereira, onde surgiu com maior força, atraindo visitantes de todo o país. CP – Mas o festival que vai decorrer nos próximos dias não se esgota na divulgação da gastronomia, nomeadamente, no arroz e na lampreia... AF – Montemor-o-Velho é um concelho onde não faltam motivos de interesse, a justificar uma visita, seja durante o festival ou em qualquer outra época do ano. Para aqueles que pretenn dem conhecer melhor esta terra e as suas gentes, nada melhor do que se inscreverem numa das rotas temáticas que o Município tem preparadas. A história, a cultura, o património natural e edificado, a gastronomia, a doçaria conventual são factores de interesse que, de alguma forr ma, estão representados neste festival. Contudo, o concelho

de Montemor-o-Velho é mais vasto e cada freguesia tem muito para oferecer e mostrar. CP – As tasquinhas dinaa mizadas pelas associações, estão presentes no festival e preparadas para servir o melhor da gastronomia regional. Houve alguma preocupação especial com a qualidade e o cumprimento das normas de higiene e segurança alimentar? AF – De ano para ano tem aumentado o número de visitantes e de refeições servidas. Esse é um bom indicador do sucesso deste festival mas tamm bém um factor que sublinha a responsabilidade que devemos ter. A qualidade tem sido uma das principais preocupações, o que justifica que cada vez mais pessoas se desloquem a Montemor-o-Velho e levem de cá uma boa impressão. No que diz respeito às normas de higiene e segurança alimentar, há um conjunto de procedimentos que está bem divulgado e tem vindo a ser aplicado. Essa é uma preocupação que já vem de edições anteriores e merece, mais uma vez, a atenção devida da organização, que efectuou um conjunto de acções de formação prévias ao festival. Compete-nos manter e melhorar as condições de higiene e segurança alimentar, para que tudo funcione dentro da lei e da normalidade e para que quem venha a Montemor-o-Velho fique com boa impressão. CP – A contenção finann ceira reflecte-se na organizaa ção do festival? AF – O orçamento man ntém-se igual ao do último ano. Há um conjunto significativo de obras que estão a decorrer no concelho, nomeadamente o saneamento, o centro educativo e o centro de alto rendimento, que acarretam valores de investimento elevados. Ainda assim,

temos clara noção da imporr tância do Festival do Arroz e da Lampreia e é óbvio que a cultura não pode ficar para trás. O que tentamos fazer é melhorar a qualidade do evento sem agravar a despesa, ou seja, fazer melhor com o mesmo dinheiro. CP – Como vereadora, esta é a primeira vez que está à frente da organização do Festival do Arroz e da Lampreia de Montemoro-Velho. Como está a ser a experiência? AF – A preparação de um evento desta importância está a ser um desafio interessante e muito aliciante. Muito embora já estivesse envolvida neste festival enquanto membro de uma associação, é diferente estar à frente da sua organização. As responsabilidades são outras mas a motivação é também di-i ferente. Creio que há condições para fazer um bom trabalho, que contribua para afirmar e distinn guir o festival de Montemor-o-Velho pela qualidade. CP – Arroz e lampreia continuam a ser dois sectores económicos importantes para o concelho ou estamos a falar, sobretudo, de uma questão de promoção turística? AF – O arroz e a lampreia, os produtos endógenos, a gastronomia e a doçaria conventual são factores de desenvolvimenn to e que podem atrair visitantes ao concelho de Montemoro-Velho. Mas são também o registo das suas gentes e das tradições. Do ponto de vista económico, é indiscutível que o arroz carolino continua a ser uma das culturas agrícolas mais importantes no que diz respei-i to a Montemor-o-Velho e ao Baixo Mondego. O mesmo se aplica à lampreia que, em parti-i cular, na Ereira, é uma fonte de rendimento e um motivo que atrai milhares de pessoas.

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Certame decorre de 05 a 14 de Março

Gastronomia abre caminho Ă descoberta de Montemor-o-Velho

Henrique SĂĄ Pessoa

LuĂ­s Lavrador

HĂŠlio Santos

Chakall

Arroz carolino e lampreia sĂŁo os ingredientes

Referência na agenda gastronómica nacional, o Festival do Arroz e da Lampreia de Montemor-o-Velho vai decorrer entre os dias 05 e 14 de Março. Exaltando os sabores do arroz carolino do Baixo Mondego e da lampreia, a oitava edição do evento organizado pelo Município de Montemor-o-Velho assume como linhas de força os conceitos da memória, da criatividade e da inovação. A aposta na qualidade, criando melhores condiçþes para acolher os expositores e os milhares de visitantes esperados, Ê argumento que pretende conferir uma imagem mais dinâmica ao evento e assim contribuir para a sua consolidação. A mostra de gastronomia conta este ano com a participação de 16 restaurantes e 10 tasquinhas, que têm como objectivo divulgar os sabores da região. Ainda no capítulo da boa mesa, o festival conta com uma dezena de expositores dedicados a antepastos,

repastos, doces, salgados e OLFRUHV TXDWUR RÀFLQDV DUtesanais, seis representantes com postos de venda onde podem ser adquiridos produtos endógenos e a participação de vårias instituiçþes do concelho e da região. Paralelamente, o programa de animação integra integra exposiçþes, lançamentos de livros, sessþes de autógrafos de autores e outras actividades lúdicas. A oitava edição do festival do Arroz e da Lampreia de Montemor-o-Velho Ê inaugurada amanhã (dia 5), pelas 15h00, estando presente o ministro da Agricultura, António Serrano. Antes, a partir das 15h00, decorre na Câmara Municipal de Montemor um encontro que contarå com representantes de vårias entidades regionais, associaçþes de produtores e responsåveis da tutela, para debater temas respeitantes aos sectores produtivos do milho, leite, hortícolas, arroz e a obra hidroagrícola do Baixo Mondego.

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Quatro chefes convidados a inovar na cozinha Memória, criatividade e inovação são assumidas como linhas de força na oitava edição do festival de Montemor-o-Velho. Quatro reputados chefes da cozinha QDFLRQDODFHLWDUDPRGHVDÀR para estar presentes no evento e mostrar, ao vivo, que Ê possível criar novas tendências gastronómicas usando o arroz carolino e a lampreia como ingredientes base de um novo prato. O primeiro a aventurar-

se na cozinha do festival do arroz e da lampreia de Montemor Ê Henrique Så Pessoa, chefe de cozinha do restaurante Alma e chefe consultor do restaurante Quinta São Luiz. A fazer-lhe companhia, no dia 06 de Março, pelas 15h00, outro jovem de talento reconhecido, HÊlio Santos, chefe executivo tambÊm no Quinta de São Luiz. Inovação e criatividade são palavras que bem descrevem a forma como

Chakall encara a confecção dos alimentos. A excentricidade do chefe de cozinha argentino, serĂĄ posta Ă prova no dia 12, a partir das 20h00. Nesta abordagem ao arroz e Ă  lampreia, que se adivinha, Ă  partida, diferente do receituĂĄrio mais tradicional, a “liçãoâ€? de cozinha destes mestres da gastronomia culminarĂĄ no dia 13, pelas 15h00, com a presença de LuĂ­s Lavrador, o chefe de cozinha da selecção nacional de futebol.

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Freguesia de Meãs do Campo Convida toda a população a visitar o concelho de Montemor por altura do 8.º Festival do Arroz e da Lampreia!

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Doçaria conventual Ê um dos motivos de interesse de Montemor-o-Velho

Doces segredos guardados na histĂłria o viajante procurar nesse local as faladas queijadas. Siga a tradição, comendoas acasaladas. Dizem que sĂł assim o seu gosto serĂĄ perfeito. Na vila de Pereira, meUHFH UHIHUrQFLD DLQGD R Celeiro dos Duques de $YHLURXPHGLItFLRFODVVLĂ€cado como imĂłvel de interesse municipal, mandado construir no sĂŠculo XVI pelos Duques de Aveiro para aĂ­ recolher os cereais, Queijadas de Pereira sĂŁo um dos muitos principalmente o milho, manjares conventuais produzidos no concelho proveniente das terras Montemor propĂľem, numa de logo o Real ColĂŠgio Ur- do ducado. Continuando primeira viagem, a freguesia sulino das Chagas, fundado pela rua da MisericĂłrdia, a de Pereira. na vila de Pereira no ano de rota escolhida oferece ao Ao deixar Coimbra para 1748 e “vocacionado para visitante a possibilidade trĂĄs, seguindo o rio Monde- o desenvolvimento das de apreciar a Igreja da go, o viajante encontra des- aptidĂľes naturais do sexo MisericĂłrdia de Pereira, feminino, os seus princĂ­pios imĂłvel de interesse pĂşblico, instituĂ­da numa antiga pedagĂłgicosâ€?. Da Ordem de Santa capela, dedicada Ă Senhora Aberto todos os dias Ăšrsula, que tutelou a ins- da Piedade, que continua tituição atĂŠ ser transferida a ser a padroeira actual. SDUD &RLPEUD Ă€FDUDP RV AlĂŠm do templo religioso, testemunhos de que, nesta digna nota tambĂŠm para casa de Pereira, a par da outros imĂłveis outrora educação, coexistia tambĂŠm pertencentes Ă  confraria a prĂĄtica da confecção de da MisericĂłrdia de Pereidoces, como era hĂĄbito em ra, como ĂŠ o caso da Casa Casa Especializada outras instituiçþes femini- do Despacho e a Casa do em Doçaria Tradicional nas de cariz religioso. Assim Lavabo, local provĂĄvel da foram partilhadas com a antiga capela. A pretexto e Conventual comunidade secretas recei- da doçaria conventual, nestas de doçes especialidades, ta viagem pelo patrimĂłnio como as queijadas, a barriga HGLĂ€FDGRGDYLODGH3HUHLUD de freira e os papos de anjo. de referir ainda a Igreja 0DWUL] GH 6DQWR (VWrYmR tambĂŠm ela classificada Queijadas, pastĂŠis como imĂłvel de interesse e outros manjares pĂşblico. A descoberta de MonNesta rota pela doçaria conventual de Montemor- temor-o-Velho obriga a Aguardamos desde jĂĄ a vossa visita R9HOKR DLQGD D UHIHUrQFLD percorrer os lugares deste para a Quinta de SĂŁo Luiz, concelho, conhecer as suas com a sua elegante facha- gentes e a sua histĂłria. da do sĂŠculo XVII, que Uma segunda viagem pela Estrada Nacional 111 chegou a integrar o antigo rota da doçaria conventual 3140-563 TENTĂšGAL ColĂŠgio das Ursulinas. DaĂ­, ĂŠ sugerida tendo por desMONTEMOR-O-VELHO atravessando a linha de tino TentĂşgal, vila planTelef.: 239 951 158 caminho-de-ferro, poderĂĄ tada nas margens do rio

Falar de Montemoro-Velho implica conhecer a sua gastronomia e, em particular, dedicar o devido HVSDoRjLQà XrQFLDPDUFDQte da doçaria conventual. AtravÊs dos seus serviços de turismo, o Município propþe uma viagem pela história e pelas estórias de uma tradição secular, onde centenas de jovens mulheres, outrora noviças em conventos, descobriram a håbil arte de uma cozinha e de uma doçaria que, ainda KRMHpPRWLYRGHUHIHUrQcias elogiosas. À descoberta da doçaria conventual, cruzada com os edifícios, monumentos e a própria história local, os serviços da autarquia de PUBLICIDADE

Mondego. Imediatamente na povoação, ao Largo da Chieira e Relveiro, Ê motivo de interesse um conjunto de registos arquitectónicos, designadamente, a Igreja da Misericórdia de Tentúgal, cujo retåbulo principal, da autoria de TomÊ Velho, foi concluído por volta do ano 1600 e a Capela de Nossa Senhora das Dores, edifício do sÊculo XVIII. Percorrer as ruas de Tentúgal Ê dar tempo ao tempo, apreciando imóveis como a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Mourão ou, jå no coração do centro histórico, a Torre do Relógio, uma construção de origem medieval, que fazia parte do edifício dos 3DoRVGR&RQFHOKRLGrQWLca à torre da igreja matriz, tambÊm ela classificada como imóvel de interesse público. Chegados pois ao Largo do Rossio, aí surge o edifício do Convento de Nossa Senhora da Natividade, casa monåstica com origem na Confraria de São Pedro e São Domingos de Tentúgal, que estarå ligada à criação de um convento de freiras da Ordem de S. Domingos,

por ser padroeiro da mesma confraria. As primeiras religiosas entraram no convento a 8 de Setembro de 1572, algumas provenientes do Convento da Esperança de Beja. Em Tentúgal, tal como em outros conventos, foram criados doces que ainda hoje perduram, outra associados à representação das comunidades conventuais e confeccionados para regalar as pessoas que habitavam os conventos ou que lhes eram próximas. Curiosamente, foi com a crise, quando o convento começou a empobrecer, que os doces conventuais acabaram por ir parar às mãos de pessoas da comunidade, trocados por algumas moedas que ajudavam DHTXLOLEUDUDVÀQDQoDVGR convento. São as mulheres, que compravam e vendiam os produtos das religiosas, que, progressivamente, trazem consigo o segredo guardado durante geraçþes. Hoje, renova-se o convite para apreciar o manjar, pasteis que trazem no seu nome o registo de origem desta vila de Montemor-o-Velho.

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Associação Diogo de Azambuja

Alunos colocam conhecimentos em prĂĄtica

Uma identidade cultivada nos campos do Baixo Mondego Ă€ entrada da freguesia de Carapinheira, no lugar de Lavariz, o monumento “Ao Homem dos Campos do Mondegoâ€?, da autoria do escultor AntĂłnio Nogueira, dĂĄ uma nota adequada ao inicio de uma rota que pretende levar os visitantes pelos campos de arroz do Baixo Mondego. 2 DUUR]HLUR GRV Ă€QDLV do sĂŠculo XIX, representado com chapĂŠu de aba larga, muito usual na Carapinheira, camisa de colareta ou de simples tira em volta do pescoço, larga no corpo, calças arregaçadas e descalço ĂŠ o retrato da gente que, pelo seu labor, ao longo dos tempos, se entregou a semear o arroz nos campos do Mondego, uma ligação entre o homem e o meio que ainda hoje perdura. De Coimbra atĂŠ Ă Figueira da Foz, o rio foi a base da economia regional, ora fornecendo os recursos ora permitindo a navegabilidade de barcos com gente e mercadorias, entre a grande cidade e o porto de mar. Outra viagem, nesta rota do arroz sugerida a quem visita Montemor-oVelho, pretende chamar a atenção para a importância desempenhada por este cereal, no Baixo Mondego. O roteiro museolĂłgico surge aqui interligando vertentes como o patrimĂłnio natural, os cursos de ĂĄguas, a indĂşstria, a gastronomia e outras componentes que pretendem ajudar o visitante a acompanhar e conhecer a histĂłria do arroz e das actividades transformadoras ligadas Ă  sua exploração e transformação. Visitar os campos de

Entre as vårias instituiçþes e entidades que colaboram na presente edição do festival do Arroz e da Lampreia, destaca-se a Associação Diogo de Azambuja, responsåvel por dois estabelecimentos de ensino do concelho. A participação dos alunos no evento permite, sobretudo, divulgar as suas actividades e colocar em

pråtica os conhecimentos acadÊmicos aprendidos. O espaço destinado aos mais novos, onde os pais podem deixar os petizes enquanto visitam o certame, estå a cargo dos alunos do curso de Animação Sócio&XOWXUDOGD(VFROD3URÀVVLRnal de Montemor-o-Velho, que têm jå preparadas acçþes de pinturas faciais, mode-

lagem de balþes e outras actividades lúdicas. Paralelamente, alunos dos cursos MultimÊdia do mesmo estabelecimento de ensino vão ID]HUDFREHUWXUDIRWRJUiÀFD reportagem vídeo e directos do evento, produzindo posteriormente um vídeo e anúncio publicitårio destinado à promoção do Festival do Arroz e da Lampreia de

Montemor-o-Velho. A Escola Profissional Agrícola Afonso Duarte, tutelada pela Associação Diogo de Azambuja, estå tambÊm presente no certame atravÊs de um expositor onde os visitantes podem adquirir produtos agrícolas, terapêuticos e cosmÊticos, produzidos pelos alunos, na escola.

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arroz, as unidades de descasque e apreciar os pratos e doces que elevam o estatuto deste cereal, Ê uma forma de quem visita Montemor-o-Velho prestar a justa homenagem aos que dedicam as suas vidas ao cultivo das terras do Baixo Mondego. É, tambÊm, compreender e conhecer, håbitos e tradiçþes, motivados e relacionados com o cultivo do arroz, que passaram a integrar a cultura popular. Os tempos são outros e hoje jå não se ouvem nos campos do Mondego os ranchos de mulheres, que curvadas sobre o grão e atoladas na ågua, ganhavam o sustento da casa. Apesar das måquinas tornarem o trabalho menos penoso, o verde dos arrozais continua a ser um testemunho da identidade das gentes de Montemor-o-Velho. São necessårias vårias viagens – e a rota do arroz isso propþe – para se perceber em pormenor a importância deste cereal e do seu cultivo na própria história local. Dos campos de arrozais, às unidades de descasque da Quinta da Boavista e Quinta dos Castelos, ambas em Vila Nova da Barca, entre outras, passando pelas localidades de Verride, Reveles, Gatþes e, obrigatoriamente, pela Ereira, onde se confecciona de forma ímpar o arroz de lampreia e o arroz doce, Ê em viagem por este território que se percebe o fundamento e a razão de ser de um festival que, todos os anos, honra o arroz carolino produzido no Baixo Mondego.

FICHA TÉCNICA COORDENAĂ‡ĂƒO EDITORIAL E TEXTOS Geraldo Barros do “CampeĂŁo das ProvĂ­nciasâ€?

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Carlos Laranjeira – Presidente da Associação de Orizicultores de Portugal

Ventos de mudança sopram nos arrozais do Baixo Mondego Depois de um ano que ficou marcado pelos protestos e reivindicaçþes dos orizicultores, Ê com alguma expectativa que os produtores de arroz carolino do Baixo Mondego encaram as promessas feitas pelo ministro da Agricultura. A criação urgente de legislação, que imponha regras e transparência no sector, valorizando a qualidade e a justa retribuição aos agricultores, Ê uma das exigências do presidente da Associação de Orizicultores de Portugal, Carlos Laranjeira, para afastar de vez os ventos de crise que sopram sobre os arrozais do Mondego. PUBLICIDADE

Campeão das Províncias (CP) – Como Ê que se explica que, apesar de os portugueses consumirem em mÊdia, por ano, 16 quilos de arroz por habitante, um valor quatro vezes superior à mÊdia europeia, o sector da orizicultura continue a queixar-se de GLÀFXOGDGHV" Carlos Laranjeira (CL)– O arroz Ê vendido em Porr tugal mais barato do que em qualquer parte do mundo. Aliås, posso dizer que o arroz que Ê produzido em Portugal Ê o mais barato do mundo. Como Ê que isto Ê possíí vel? Porque temos indústria – alguma, hå excepçþes – que Ê uma vergonha. Estamos a falar daqueles que se reuniram e disseram que não pagariam aos produtores mais do que 20 cêntimos por quilo de arroz. Essa proposta surgiu depois de termos manifestado a intenção de colocar a Agência de Segurança Alimentar e Econó-

mica (ASAE) a inspeccionar as grandes superfícies, os preços praticados e a qualidade do arroz aí à venda. As grandes superfícies, que estavam a fazer dumping não gostaram de ser pressionadas e levaram a indústria do arroz a entrar numa guerra suicida entre si, oferecendo o arroz às grandes superfícies cada vez mais barato. Enquanto em qualquer parte da Europa o arroz Ê pago aos produtores entre os 27 e os 35 cêntimos, em Portugal, desceu para os 20 ou 23 cêntimos, ou seja, metade do que era pago atÊ aqui. Trata-se de uma guerra suicida entre alguma indústria de arroz, com as grandes superfícies a assistirem e a baterem palmas, porque lhes estå a correr de feição. CP – Mas quem Ê que À[DRSUHoRTXHpSDJRDRV SURGXWRUHV" CL – As grandes superfíícies Ê que conduzem o processo em função das compras que

vão fazendo. A indústria estå, neste momento, a vender o arroz a 43 cêntimos o quilo às grandes superfícies. Esses têm a sua margem acautelada. Jå os produtores, têm, hoje, metade do que tinham no passado. Esta Ê a realidade dos factos e Ê aqui que surge o descalabro. O que temos em cima da mesa, com o ministÊrio da Agricultura, Ê um pedido urgente para que seja revista a OHJLVODomRGRVHFWRUGHÀQLQGR o arroz tipo, para que não exista a bandalheira que são as marcas brancas das grandes superfícies p e de alguns g industriais. É um produto vergonhoso aquele que Ê colocado à frente do consumidor, uma mistura de arroz importado, agulha, com arroz carolino. 8PÀFDFR]LGRHRXWURÀFD cru. É fundamental que, quando as grandes superfícies são apanhadas em infracção, lhes seja imediatamente apreendida toda a armazenagem atÊ à conÀUPDomRGDVDQiOLVHV1XPD acção recente da ASAE, das grandes superfícies que foram inspeccionadas, não escapou uma única. Umas foram apanhadas por dumping, outras por produto irregular. A solução para acabar com este tipo de situaçþes passa exclusivamente por alteraçþes ao QtYHOGDOHJLVODomRGHÀQLQGR o arroz tipo e punindo gravemente quem não cumprir. Se a legislação for apertada e pudermos ver nos sacos de arroz aquilo que produzimos, garantidamente, o arroz deixa de ser vendido ao preço que Ê actualmente. O preço tem forçosamenn te de subir porque não Ê possíí vel que em Portugal, um país europeu, que cumpre todas as normas, se esteja a vender o arroz nacional mais barato do que na China, na �ndia ou no Paquistão. q CP – É possível competir com esses países, que tambÊm são grandes produtores de arroz, mas RQGH D OHJLVODomR p PDLV SHUPLVVLYD" CL – Esse Ê um problema que resulta dos políticos fracos, que só pensam em oferecer comida barata, sem qualidade ou respeito pelos direitos humanos. Mas o que Ê caricato Ê que, mesmo assim, neste momento, nós ainda estamos a vender mais barato do que eles. E os produtores porr

NĂŁo faz sentido que em Portugal se produza dentro das normas (...) para depois mandarmos o melhor produto e a mais-valia para o estrangeiro

tugueses têm de cumprir com as normas agro-ambientais e demais legislação. Estamos a trabalhar em produção integrada, obedecendo a exigentes controlos de respeito pela natureza e temos o produto a ser vendido mais barato do que em países onde nada disto existe. São realidades incomportåveis... CP – Estå em causa a sobrevivência dos produtores de arroz e a qualidade do arroz consumido em 3RUWXJDO" CL – Em 2009, no que diz respeito aos produtores de arroz do Baixo Mondego, houve um prejuízo na ordem dos 131 euros por hectare. O resultado estå à mostra. Quem me conhece sabe que que não deixarei que isso aconteça mas o cenårio actual vai ter de PXGDU1yVYDPRVID]HUFRP que isto mude. CP – A avaliar pelas YRVVDV UHLYLQGLFDo}HV D orizicultura enferma de problemas estruturais, que afectam toda a agricultura... CL – Vamos dar mais algum tempo ao ministro da Agricultura, António Serrano e à sua equipa para colocarem em p pråtica aquilo q que q têm apregoado. É verdade que ele não tem cumprido com algumas coisas, nomeadamente pagamentos comunitårios que são devidos aos produtores. Hå verbas que estão em falta desde 2008 mas, tal como ele próprio disse, uma empresa p agrícola g Ê uma empresa como outra qualquer. É preciso respeitå-la porque ela tambÊm tem compromissos e pagamentos a efectuar. Quem não estå a cumprir dentro do ministÊrio e nos organismos ligados à Agricultura, deve sair. Isto não pode Ê continuar assim. Quem os seus inimigos poupa, nas mãos lhe morre. Por vårios motivos, 2009 foi um ano para esquecer mas que deve ser lembrado. Esquecer porque Ê må a memória, mas lembrar para que os erros não se repitam. &3²+iXPDVROXomRj vista para os problemas dos SURGXWRUHVGHDUUR]" CL – 3RVVROKHDÀUPDU

TXHWHQKRSOHQDFRQÀDQoDQR ministro e nos seus secretårios GH(VWDGR1mRSRVVRS{UHP causa as suas intençþes desde a primeira hora e o que me reafirmaram, recentemente, perante mais de 600 agricultores, durante o primeiro plenårio nacional promovido pela Associação de Orizicultores de Portugal, em Benavente. O actual ministro nada tem a ver com o seu antecessor. António Serrano Ê uma pessoa que, tudo o que delineou e tem estado a passar para os respectivos departamentos e organismos do ministÊrio da Agricultura, Ê com a intenção de corrigir o que estå mal. CP – E o que Ê que estå PDOQDRUL]LFXOWXUD" CL – Ele [António Serr rano] Ê, efectivamente, um ministro da Agricultura. Tal como anunciou na sua tomada de posse, dirigindo-se aos seus colaboradores, directores nacionais e regionais, disse, nós existimos, somos funcionårios e tÊcnicos do ministÊrio da Agricultura, porque existe agricultura. Para existir agricultura tem de existir agricultores e para a agricultura ser uma actividade digna e rentåvel, eles WrPGHHVWDUVDWLVIHLWRV1yV estamos aqui para os servir. Estas palavras deixam bem claras as suas intençþes, que jå reafirmou publicamente depois disso. CP – Não havia do anterior ministro da Agricultura, Jaime Silva, essa disponibilidade para o diiORJR" CL – Pode dizer-se que este ministro trata as pessoas como um senhor. Merece por isso todo o nosso respeito e colaboração. CP – Em termos de medidas concretas, esse compromisso da tutela LPSOLFDRTXr" CL – Passa, sobretudo, por corrigir a actual legislação, impondo regras e transparência no sector do arroz e criar outro tipo de comporr tamentos, no que diz respeito ao pagamento atempado aos CONTINUA


04 QUINTA-FEIRA

DE MARÇO DE 2010 CAMPEĂƒO DAS PROVĂ?NCIAS

FESTIVAL DO ARROZ E DA LAMPREIA

VII

ww w .ca m p e a o p r o vi n c i a s .co m

mente quem prevarica. As sançþes que existem actualmente, agricultores, para que eles quer por ÂŤdumpingÂť quer por possam produzir. Precisamos adulteração de produtos, sĂŁo de moralizar todo o processo, uma farsa. Mudar a legislação ĂŠ ou seja, fazer legislação que fundamental. Hoje, quem nĂŁo obrigue a que o produto que cumpre, paga multas irrisĂłrias ĂŠ vendido tenha qualidade. Ter e, no dia seguinte, estĂĄ a fazer um produto com qualidade imm a mesma coisa. Isto ĂŠ surreal. plica que seja pago ao agricultor CP – No final, essa o devido valor de um produto aposta na qualidade vai fazer que estĂĄ em produção integraa FRPTXHRFRQVXPLGRUĂ€QDO da, que tem menos adubação pague mais caro o arroz? e cuja aplicação de tratamentos CL – Neste momento, o respeita o ambiente. agricultor ĂŠ o Ăşnico que estĂĄ O consumidor deve sa- a perder dinheiro. A indĂşstria ber – e essa informação deve estĂĄ a ter lucro, sobretudo nas constar nos sacos – que deterr marcas brancas. As grandes minado produto ĂŠ nacional, ĂŠ superfĂ­cies, como sĂŁo quem daquele ano e ĂŠ produzido por Ă€[DRVSUHoRVQmRWrPVHmĂŠtodos de produção inte- guramente, prejuĂ­zos, bem grada. Quando isto acontecer, pelo contrĂĄrio. Basta ver que, obrigamos toda a indĂşstria e em alguns casos, compram Ă GLVWULEXLomRDDĂ€QDUDVXDSRV- indĂşstria a cerca de 43 cĂŞntimos tura pela aposta na qualidade. para depois venderem a 53, ou Com estas mudanças, o sector seja, tĂŞm de imediato um lucro nĂŁo vai cair na asneira de, ao de dez cĂŞntimos em cada quilo, receber produto importado, mais as outras vantagens todas atrever-se a misturĂĄ-lo ou ven- inerentes a quem dita as regras dĂŞ-lo como sendo portuguĂŞs. do negĂłcio. O que sobra, ĂŠ o CP – Esse cenĂĄrio tem que os produtores tĂŞm para alguma coisa a ver com o viver. actual? Ao contrĂĄrio do que se CL – O que acontece nes- possa pensar, nĂŁo ĂŠ necessĂĄrio te momento ĂŠ bem diferente. subir o preço ao consumidor Salvo raras excepçþes, actual-l Ă€QDO2TXHpSUHFLVRpTXHR PHQWHQLQJXpPSRGHDĂ€UPDU valor seja melhor distribuĂ­do que o arroz que ĂŠ vendido ĂŠ entre as partes que intervĂŞm nacional, onde e quando ĂŠ que ĂŠ no processo e que sejam equiproduzido. Nem sequer olhann librados os preços entre o arr do para um pacote ĂŠ possĂ­vel roz mais caro e o mais barato. distinguir se ĂŠ arroz carolino ou CP – Para contornar a agulha, porque hĂĄ variedades crise nacional, a Associação que sĂŁo idĂŞnticas em tamanho Portuguesa de Oriziculmas muito diferentes na sua tores chegou a ponderar qualidade. SĂł vai ser possĂ­vel lançar o arroz portuguĂŞs no colocar o sector no caminho mercado italiano. MantĂŠmcerto se houver o necessĂĄrio se essa intenção? acompanhamento, ao nĂ­vel da CL – Dentro do conjunto legislação, que puna exemplarr de soluçþes que tĂ­nhamos, CONTINUAĂ‡ĂƒO

A Comunidade Europeia nĂŁo pode comportar-se como um pai benevolente que nĂŁo sabe o que fazer aos filhos

Carlos Laranjeira considera fundamental criar legislação que obrigue a que o arroz que Ê vendido tenha qualidade

essa foi uma das hipóteses. Mas não Ê compreensível que tenhamos de fazer isso para escoar os nossos produtos e assegurar a sobrevivência dos produtores de arroz. Estamos neste momento a fazer consultas e jå percebemos que não Ê fåcil entrarmos nesse mercado. Primeiro Ê preciso organizarmos as coisas no mercado nacional e só depois ponderar esse passo. A exportação Ê uma medida de recurso porque nós temos arroz de excelente qualidade e os portugueses são os maiores consumidores da Europa. Não faz sentido que em Portugal se produza dentro das normas e de um apertado controlo da mais variada espÊcie para depois mandarmos o melhor produto e a mais-valia para o estrangeiro e comermos nós todo o gÊnero de porcaria, que Ê o arroz importado dos países do terceiro mundo. CP – Os subsídios que

muitos produtores reivindicam bastam para resolver os problemas que existem? CL – Os subsídios têm uma componente agro-ambiental, relacionada com a qualidade, e outra de apoio às exploraçþes, garantindo a sustentabilidade do sector. Mais do que subsídios, nós precisamos de regulamentaçþes nacionais e comunitårias que façam com que não tenhamos de recorrer a subsídios para compensar a debilidade das exploraçþes agrícolas. A Comunidade Europeia não pode comportar-se como um pai benevolente que não VDEHRTXHID]HUDRVÀOKRVRX seja, alguÊm que, cada vez vez TXHRVÀOKRVUHFODPDPPHWH a mão ao bolso e då-lhes uma nota, sem se importar com o resto. E, infelizmente, esta Ê a política dos políticos europeus. Os subsídios da Comunidade Europeia visam, sobretudo, sustentar a agricultura dos países membros face à

concorrência desleal que surge de países de fora da Europa. Chegaram à conclusão que ninguÊm consegue controlar o arroz que entra fraudulamente na Europa. Barcos que mudam de bandeira no alto mar, SDSpLVTXHVHWURFDPHQÀP ninguÊm pode vir a público dizer que controla o produto que entra em Portugal. NinguÊm controla porque nós temos a tendência de não nos importarmos com aquilo que se importa. CP – Disse, não hå muito tempo, que era impossível ser agricultor em regadios na medida em que os custos são superiores aos valores de comercialização. Os regadios e a obra hidroagrícola do Baixo 0RQGHJRVmRDÀQDOXPD esperança de futuro ou a úll tima machadada no futuro dos orizicultores? CL – Essa foi uma forma de pressão sobre o Poder que alguns não perceberam. A

verdade Ê que, se não fosse a obra de regadio que existe, jå não havia viabilidade para a agricultura no rio Mondego. A obra em questão, da qual sou sócio fundador e na qual estive envolvido desde sempre, surgiu em boa hora, apesar de contestada por algumas pessoas que hoje reconhecem o seu mÊrito. Se não fosse a obra hidroagrícola e o seu conn tributo para minimizar – não Ê resolver – os prejuízos das diferentes culturas no Baixo Mondego, jå não existiria agricultura nas suas margens, visto que nenhuma estå a dar lucro neste momento. Os 40 milhþes de euros que estão destinados à obra hidroagrícola, viabilizados em 2009, ainda com o secretårio de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Ascenço Simþes – que merece uma palavra de gratidão, visto que fez num ano o que o ministro Jaime Silva não conseguiu fazer em três –, permitirå fazer obra semelhante à que existe, mas na margem esquerda do rio Mondego, com rede de rega, enxugo e emparcelamento. Este investimento representa a possibilidade de rentabilizar as exploraçþes agrícolas, porque permite agrupar parcelas de terrenos e minimizar a aplicação de produtos químicos. CP – Estå hoje mais optimista ou continua com reservas em relação ao que o futuro reserva aos orizicull tores do Baixo Mondego? CL ––Naquilo que depender de mim, posso garantir-lhe que não vai deixar de existir arroz carolino no Baixo Mondego enquanto tiver forças. As coisas não estão fåceis mas as vontades, tal como no tempo, funcionam como as nuvens que são tocadas pelo vento. E, neste momento, o vento estå-nos de feição.

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QUINTA-FEIRA

DE MARÇO DE 2010 CAMPEÃO DAS PROVÍNCIAS

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VIII

Festival Arroz e Lampreia Montemor-o-Velho 2010  

Caderno do Campeão das Províncias dedicado ao Festival do Arroz e da Lampreia de Montemor-o-Velho 2010. Esta publicação faz parte da edição...