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Impresso no Brasil Sistema Cameron da Divisão Gráfica da DISTRIBUIDORA RECORD DE SERVIÇO DE IMPRENSA S.A. Rua Argentina, 171 – Rio de Janeiro, RJ – 20921-380 – Tel.: 2585-2000

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Sumário Prefácio Introdução Capitulo 1 Capitulo 2 Capitulo 3 Capitulo 4 Capitulo 5 Capitulo 6 Glossário Bibliografia Recomendada

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Prefรกcio

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Introdução

Um livro de conteúdo fotográfico com diversas curiosidades sobre a história dos óculos escuros.

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Os óculos de sol são acessórios indispensáveis no dia a dia, além deles serem adereços estéticos, eles protegem os olhos dos nocivos raios ultravioleta, prejudiciais aos olhos. Sempre presente em piscinas, praias e dias de calor, os óculos podem ser usados em vários ambientes e até mesmo em dias nublados. Sua história começou há séculos atrás. As primeiras lentes escuras a se ter notícias foram inventadas na China, mas não havia nada de estético nelas, eram usadas com finalidade medicinal, tingiam-se as lentes de chá para o tratamento da conjuntivite. O uso como conhecemos

para filtrar os raios de sol foi registrado na Roma Antiga com o Imperador Nero, ele usava lentes grandes e esverdeadas para proteger seus olhos da claridade enquanto assistia as lutas nas arenas romanas. No século XIII, na Europa, surgiram os primeiros óculos com 2 lentes, grandes, esverdeadas e muito pesadas. No século seguinte, graças aos franceses, o modelo de óculos foi reinventado, sendo fabricados mais leves e com apoio de nariz. As hastes laterais só foram aparecer no século XVII, na Alemanha, oferecendo mais conforto para quem as usava.

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Já no século XX, os primeiros óculos da marca Ray Ban foram fabricados a pedidos de pilotos de avião que sofriam com a exposição excessiva do sol e tinham muita enxaqueca. Nessa época, criaram lentes escuras para fins de proteção e que permitissem enxergar na claridade. Os óculos ganharam, a partir daí, vários adeptos, tornando-se um grande sucesso, começando a ter uma preocupação estética. O apogeu do uso dos óculos de sol foi especificamente nos anos 50 e 60, quando começaram a substituir as lentes de vidro por lentes de acrílico 10

e policarbonato, deixando-as mais leve e com a possibilidade de serem confeccionadas em várias cores. Os óculos agora seguiam tendências da moda, surgiram modelos que se tornaram ícones como os “cat eyes” e os redondos preferidos dos hippies. Começaram a ser produzidos também óculos de modelagens maiores, sempre buscando modelos que oferecessem leveza e delicadeza nas armações. Hoje, existem milhares de modelos e cada pessoa usa um que se adapte melhor ao seu estilo.


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Mas não é somente de beleza que é feito os óculos, eles possuem grande influência na saúde dos olhos, pois protegem dos raios UV. A Radiação UV traz severos problemas à saúde ocular, contribuindo com a degeneração macular senil, ou seja, prejudicando a saúde da retina com danos permanentes, levando até à cegueira. Por isso, não restrinja o uso dos óculos de sol apenas às piscinas e praias, devese usá-los todas as vezes que for sair de casa, mesmo em dias nublados, pois mesmo nesses dias, há incidência de raios UV. É importante priorizar a qualidade das lentes, sempre preferindo por aquelas que possuem proteção UV comprovada. O uso de óculos sem proteção é prejudicial à saúde, ele fere mais a retina do que quando estamos sem nenhuma proteção, pois a lente escura dilata nossa pupila, fazendo com que a entrada de raios UV seja maior.

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Óculos de sol são aqueles acessórios que todo mundo gosta. No parque, na praia, na piscina, a galera está sempre usando os que mais combinam com o rosto, o look, o estilo. No entanto, eles são também uma forma muito importante de prevenção e saúde ocular. A claridade pode incomodar os olhos, tenham eles uma limitação ou não. É para amenizar esse desconforto que servem as lentes escuras. “A cor, por si só, não protege contra os raios ultravioleta”, adianta a física Liliane Ventura, da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo. São os filtros, invisíveis, que bloqueiam essa radiação nociva à visão. “Eles se mostram absolutamente necessários aos óculos escuros, porque, quando você os põe, sua íris abre e deixa o

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globo ocular exposto”, esclarece Liliane. Como o sol tende a degradar essa barreira incolor aos poucos, não dá pra comprar quaisquer óculos. Exija proteção UV e busque os certificados de garantia O sol pode ser um grande vilão dos olhos. Por isso, óculos escuros possuem fator de proteção solar bem importantes, tendo em vista que a exposição sem cuidados pode ocasionar diversos problemas, como catarata, lesão na córnea, degeneração muscular e, em casos extremos, pode levar até à cegueira. Além da proteção solar para raios UVA e UVB, os óculos de sol protegem de agentes climáticos, como o vento, que pode causar os chamados olhos secos, e a poluição, que pode desenvolver uma série de infecções e doenças, como a conjuntivite, por exemplo.


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Já vão quase quatro séculos desde que os óculos foram inventados, mas foi somente muito tempo depois que passaram a ser usados com frequência. No início, as mulheres que necessitassem utilizá-los não podiam exibi-los em público e as armações eram quase sempre desconfortáveis e desajeitadas. Para comprar um par era necessário aguardar que os itens fossem trazidos por viajantes internacionais e não era possível fazer um sob medida para cada rosto e grau de necessidade. Escolhia-se o que caísse melhor ou ajudasse a visão de certa forma. Hoje em dia, tanto os óculos de grau quanto os de sol se tornaram produtos sofisticados, tendo não apenas uma função auxiliar na saúde dos olhos como também ganharam status de objeto de luxo.

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A quantidade de modelos é enorme, assim como a variação de tipos de lentes e matéria prima. Algumas marcas cobram verdadeiras fortunas por seus pares, cada vez mais bonitos! Se você faz parte da turma de óculos, confira um pouco mais sobre a história desse objeto tão particular e também qual é o melhor modelo para você.

OS ÓCULOS DOS ANOS 1900 Até a década de 20, havia vários modelos de óculos unissex. E se eles serviam tanto para homens e mulheres, não havia muito o que escolher… Rostos redondos e quadrados, olhos afastados ou mais juntos, todos tinham de se adaptar aos ócu16

los. Essa foi a época dos famosos pincenez (que você já deve ter visto em filmes de época por aí…). O nome, do francês, significa algo como “pinçar”, “apertar” o nariz. De fato, ele não tinha hastes, sendo encaixado no nariz desconfortavelmente.


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Já o modelo Lorgnette se tornou famoso por ser o “óculos de ópera”, que as pessoas utilizavam o acessório especialmente para ir ao teatro. Ele possuía uma haste dobrável e modelos variados para homens e mulheres. Alguns eram confeccionados com pedras e metais preciosos, inclusive. Quanto mais enfeitado o par, maior a “importância” da pessoa na sociedade. Pouco depois os óculos mais parecidos como os que conhecemos hoje em dia começaram a aparecer. As lentes (sempre redondas) sustentadas por hastes que se encaixavam na orelha rapidamente ganharam a simpatia das pessoas, já que eram um pouco mais fáceis e confortáveis de se usar.

OS ANOS 30 Com a popularização das lentes redondas, a fabricação dos óculos começou a evoluir cada vez mais, pois os primeiros materiais plásticos eram frágeis e inflamáveis. Os primeiros óculos Ray Ban já feitos foram inventados a pedido dos pilotos de aeronaves da Força Aérea Americana, que reclamavam de enxaquecas causadas

pelo excesso de luz solar enquanto trabalhavam. Nessa época houve então a criação de lentes escuras que protegessem os olhos do sol e também banissem os raios solares. A ideia era tão genial que, após alguns anos de grande sucesso, o produto foi lançado para o público em geral, virando moda rapidamente.

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Os óculos charmosos das décadas de 50 e 60 Durante esse período, os óculos começaram a seguir as tendências de moda. As armações ficaram mais delicadas e femininas e a grande sensação eram as que combinavam metal e plástico mo mesmo produto com a possibilidade de criar um produto com desenho: os famosos browline contornavam as lentes apenas na parte de cima, imitando o desenho da sobrancelha. Foi também nessa época que os óculos no estilo cat eye conquistaram definitivamente as mulheres ao redor do mundo graças à sua popularização no cinema.

Os confortáveis óculos de 60 e 70 Com os óculos seguindo cada vez mais a moda, já era de se esperar que a vibe paz e amor das décadas seguintes também chegassem com força total. Os óculos tinham armações geométricas e quase sempre com forte apelo futurístico em preto e branco. O estilo conhecido como

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bug eye trazia lentes enormes e virou moda rapidamente. Em contrapartida, as armações da geração seguinte eram mais leves, embora fossem também grandes. E as cores tomaram conta de vez dos óculos que passaram a ser fabricados seguindo a linha hippie que tomava conta da juventude da época.


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Os óculos dos anos 80: exagero e cor A década de 80 trouxe uma moda carregada: cabelos e maquiagem pesados e roupas que mesclavam densidades de tecidos e acessórios fizeram dessa década uma das mais “exageradas” de todos os tempos. Os óculos escuros passaram a ser usados o tempo todo, mesmo em locais com pouca (ou nenhuma!) iluminação so-

lar e representavam muito estilo. As tendências anteriores se juntaram, e tornou-se comum ver armações de cores infinitas, feitas com todos os tipos de materiais e com os mais diversos formatos. Os wrap arounds ­– modelo que contornava e se encaixava no rosto – virou febre e se estendeu até meados dos anos 90.

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A primeira década de 2000: óculos para todos os estilos Com a chegada do novo século, centenas de novos fabricantes começaram a apostar cada um em sua própria vertente, produzindo não apenas óculos de grau como também óculos de sol com características próprias e modernas.. Chegamos a uma época em que, basicamente, quem define seu estilo na hora de vestir, comprar e usar óculos é você. Algumas tendências vão e vem e a possibilidade de poder usar o que lhe cair melhor, o que 20

parecer mais confortável, colorido ou discreto é enorme. Por isso a primeira década do século XXI é um verdadeiro mix de tendências anteriores. Hoje em dia, você pode escolher a armação que mais gostar e combinar com seu rosto, seguir seu próprio estilo ou ainda acompanhar algum fabricante da moda em especial, já que a cada ano, novos designs são criados e ainda existe a possibilidade de adquirir um par para cada ocasião e nunca perder o estilo!


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O s primeiros óculos de sol, pelo que se tem notícia, surgiram no século I e pertenceram ao imperador Nero que, devido a claridade, não conseguia assistir às apresentações nas arenas romanas.

Os primeiros óculos de grau possuíam lentes feitas com pedras semipreciosas, como cristais de rocha, por exemplo.

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C ur ios

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O s modelos de óculos com duas hastes laterais, como são conhecidos atualmente, surgiram apenas no século XVII.

O R a y - B a n Wayfarer se tornou popular nas décadas de 1950 e 1960, especialmente após ter sido usado por Audrey Hepburn no filme Breakfast at Tiffany’s.


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si da des

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e

tempos em tempos, uma tendência do passado volta à tona. Se com as roupas é assim, por que não seria com os acessórios? Depois do sucesso dos chokers, a bola da vez são os óculos de lentes coloridas, no estilo vintage, e que têm feito a cabeça das fashionistas mundo afora.

De Selena Gomez a Suki Waterhouse, modelos e it-girls já foram vistas com os óculos, principalmente, em duas cores: com lentes amareladas ou pink. Não estamos falando de lentes espelhadas e coloridas, mas sim daquelas com leves transparências.

A s Para combinar, vale soltar a imaginação. Como muitas cellentes verdes, ebs mostraram, não existe regra para combinar óculos marrons, pretas e neste estilo, mas é fato que a vibe vintage pode pedir cinzas absorvem mais de uma inspiração mais anos 1970 para a produção. 80% da luz. As azuis são indicadas para computador, as amarelas para lugares escuros e as rosas para luzes artificiais. 23


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TOP BAR Os modelos com a barra superior na armação, está mexendo com o coração da galera, independentemente de ser mais futurista, mais conceitual, cheios de detalhes, mais formais ou até mesmo coloridos, o importante mesmo é usar e abusar deste acessório.

LENTES ESPELHADAS Bem famosas em anos passados, mas este outro modelo, também inspirado nos anos 80, não deixaram de ser uma aposta para este ano que promete em estilo. Com criatividade, busque cores que contrastem com seus looks.

Ó C U LO S V I N TA G E Os óculos da moda da época, estão de volta, repaginados e ainda mais estilosos. O clássico gatinho, por exemplo é uma escolha certa para ficar na moda em 2018, reflete o modelo vintage clássico. O estilo volta também com laterais mais angulosas, armações mais trabalhadas e pode também ser unida a outro estilo como as lentes espelhadas. 25


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Ó C U L O S V I N TA G E Os óculos da moda da época, estão de volta, repaginados e ainda mais estilosos. O clássico gatinho, por exemplo é uma escolha certa para ficar na moda em 2018, reflete o modelo vintage clássico. O estilo volta também com laterais mais angulosas, armações mais trabalhadas e pode também ser unida a outro estilo como as lentes espelhadas.

Ó C U L O S T R A N S PA R E N T E

Outro estilo que teve grande influência pelos ícones da

época, são os modelos com as lentes coloridas, mas com transparência também na armação em algumas peças. Com o acontecimento da MIDO Optical Fair, muitas celebridades e fashionistas passaram a aderir este modelo como parte de acessórios. Estes são uma grande tendência para este ano independente se o modelo é redondo, quadrado, aviador, entre outros. O importante é não deixar faltar para complementar seu look. 27


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Moda consciente 28


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A

moda é mutante. O que era tendência ontem pode ser descartado facilmente hoje, estimulando novas compras sempre que possível. A boa notícia é que os hábitos estão mudando e estamos entrando na era do consu-

mo consciente. Nisso, quem leva vantagem são as marcas ecológicas, que há tempos prezam por produtos e roupas livres do sofrimento animal as

de

e,

em

maneira

grande artesanal,

parte sem

das

aquela

vezes,

fabricação

são

feit-

desenfreada.

Algumas marcas de óculos brasileiras estão fazendo sucesso por se adaptarem 100% a ideia

sustentável. Conciliaram moda e consu-

mo consciente para criar óculos estilosos e acessíveis ao publico.

Allwood

A Allwood nasceu do amor entre pai e filha e da vontade de unir moda, consumo consciente e boas causas. As madeiras utilizadas para fabricação dos óculos são Imbuia, Pau Ferro, Nogueira o Bambu, todas aprovadas por instituições nacionais e internacionais que inspecionam e certificam a matéria-prima. Também não uti-

lizam químicos durante o tratamento e finalização, o que torna os óculos bem naturais e orgânicos. Além do aspecto sustentável e biodegradável, a Allwood também se preocupa em ajudar causas sociais e permite que ONGs como “Reciclar” e “Meninas da Marcenaria” façam parte da montagem das peças e embalagens. 29


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Woodz

Prezando a moda sustentável e o consumo consciente, a Woodz traz ótimos desgins de óculos e relógios, buscando incorporar a natureza no cotidiano urbano. A madeira é 100% certificada e para cada produto vendido, a Woodz planta três árvores por meio da “Trees for the Future” e doa 1kg de alimento em parceria com a ONG Banco de Alimentos.

Zerezes

A Zerezes é uma marca que te pega pela história. Não só pela história da marca, mas pelas histórias de quem trabalha lá! Como eles mesmo dizem, “Zerezes é uma marca de óculos guiada pelo design e responsabilidade socioambiental, que busca materializar os seus valores por meio do respeito à matéria prima e pessoas envolvidas em seu processo.” Dá pra perceber isso quando você entra no site e vê não só o nome e fotos dos artesãos, mas também suas histórias de vida. Não deixe de conferir as histórias do Valmir, Neinha, Helio e Dariel.

Leaf

Na Leaf você também encontra artigos como luminárias e headphones, além dos óculos de madeira feitos à mão com excelência. Uma árvore dá em média o suficiente para 4.500 óculos. A Leaf planta uma árvore a cada 20 peças vendidas por meio da iniciativa verde, ou seja, planta bem mais do que “gasta”. Zero Waste é o grande sonho da marca, mas boa parte das sobras do material são utilizadas em acessórios. Olha que legal: “Lançamos acessórios, semi-jóias todas feitas a partir das sobras que temos por aqui.” 30


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O guia dos óculos perfeitos

Quando se fala de óculos, devemos começar pela visita ao oftalmologista em si.

“Muitas vezes, o paciente acha que deve sair da consulta somente com a definição do grau”, conta o médico Paulo Schor, chefe do Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais da Universidade Federal de São Paulo. Ledo engano. Em primeiro lugar, não é porque os exames acusam alguma alteração que o sujeito precisa de óculos. “A princípio, não os receitaria a uma criança de 5 anos com 3 graus de hipermetropia sem queixas e que vive no campo”, exemplifica Schor. Isso porque o quadro tende a se normalizar com a idade e, em um ambiente rural, a demanda por uma visão aguçada para perto é menor. Caso os óculos sejam prescritos, discuta com o oftalmo sobre a lente, a armação e por aí vai. Chegar na ótica sem uma boa noção do que você necessita aumenta o risco de insatisfação e desperdício de dinheiro. E tem mais uma regrinha, destacada por Ricardo Bretas, presidente do Conselho Brasileiro de Ópticos e Optometristas: “Se o estabelecimento não contar com um técnico ótico no momento, vá embora”. Agora, vamos entender os principais problemas que exigem o uso de óculos ou lentes: 32


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A lente

• Material

O mais importante aqui é o índice de refração: ele quantifica o poder da matéria-prima da lente de mudar a direção dos raios de luz e, assim, acertar o foco. Quanto maior a taxa, menor a espessura necessária para dar nitidez à visão e, em geral, maior o preço. Uma lente de alto índice é mais fina

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que outra de baixo índice receitada para o mesmo grau. Isso reduz o efeito fundo de garrafa e distorções que surgem ao ver um objeto pelas bordas dos óculos. Ocorre que essas vantagens são quase imperceptíveis em graus mínimos, porém ainda assim custosas. Também considere a resistência do material: o policarbonato é o que mais aguenta pancadas.


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• Esferecidade Não se assuste pelo termo técnico. Nesse quesito, há duas possibilidades a avaliar e elas independem do material: ter uma lente esférica ou uma asférica. Qual a diferença? Olhando os óculos de lado, a primeira opção é um pouco mais arredondada. Principalmente em sujeitos com hi-

permetropia de grau alto, essa curvatura distorce a imagem na periferia da lente – e, quanto maior o aro, maior a aberração. Já os modelos asféricos são mais planos (e finos), o que atenua todos esses pontos. No entanto, seu custo é considerável e, ignorando a estética, os benefícios entre míopes é questionável. 35


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• Tratamento Aqui as opções vão de proteção contra radiação ultravioleta a revestimentos que facilitam a limpeza. “Mas nenhuma é imprescindível para todos. Discuta com o médico o custo/benefício delas para você”, sugere o oftalmologista Ronaldo Boaventura Barcellos, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Por exemplo: quanto maior o grau, maior o reflexo na lente. Nesse contexto, as camadas antirreflexo dão conforto e chegam a melhorar a qualidade da imagem. “Só fique de olho na garantia”, avisa Makoto Ikegame, fundador da Lenscope, uma empresa que vende lentes online. Se for de uns poucos meses, suspeite! As lentes podem craquelar com o tempo – e não tem como reverter isso.

Armação

• Tamanho

Não é apenas uma questão de combinar o acessório com traços do rosto. Pra começo de conversa, um aro largo vem acompanhado de uma lente 36

grande – aí, se ela é esférica ou se o índice de refração é baixo, aparecem deformações visuais e o efeito fundo de garrafa se intensifica. Por outro lado, um molde diminuto interfere na adaptação a óculos multifocais. “Em lentes pequenas com essa característica, a mudança no foco ao direcionar o olhar para cima ou para baixo é brusca”, diz Barcellos. E esses são alguns exemplos. “A armação também deve se encaixar com a anatomia da face para que os óculos fiquem alinhados com os olhos”, lembra Bretas. Outra coisa: você pode, sim, trocar as lentes e manter a armação. Os vendedores talvez tentem convencê-lo do contrário, mas, se o oftalmo autorizar, dá pra economizar alguns reais assim.


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Tipo de aro Atenção fãs do músico John Lennon (1940-1980) e de seus óculos redondinhos: aros circulares geralmente não são a melhor opção para quem possui astigmatismo. “A lente pode rodar e sair do ângulo perfeito, o que borra a imagem”, revela Schor. Agora, se você é mais um admirador do inventor Steve Jobs (1955-2011) e seus óculos sem aro, vale a pena pensar em durabilidade. É que, nesse caso, as lentes são parafuseadas para se fixarem nas hastes – se o material não for resistente, vai rachar na hora ou tempos depois. Até por isso se recomenda utilizar o policarbonato para essas situações. Uma alternativa segura é investir nos bons e velhos aros fechados. Por cercarem a lente, defendem-na de eventuais pancadas. Fora que eles voltaram à moda nos últimos anos.

Material De novo, é a longevidade que está em jogo. Se as lentes forem finas, a decisão por metal ou acetato (plástico) vira eminentemente estética. No entanto, as voltadas para indivíduos com alto grau caem melhor com a segunda escolha. Por quê? Os aros de metal são estreitos e acabam desguarnecendo as laterais de óculos mais robustos. Não que esse material esteja proibido para os quadros severos, porém seu uso talvez exija lentes mais magras (asféricas e com índice de refração elevado). Convém discutir com os profissionais e fazer as contas antes de fechar o negócio.

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O futuro:

óculos de sol e fone de ouvido juntos A forma como ouvimos música está em constante evolução, tanto nos aparelhos quanto nas plataformas. Gramofone, vitrola, rádio FM, walkman, fita cassete, CD, MP3, iPod, Spotify… passamos por muito no último século. Agora chega a hora do próximo grande passo:adeus, fones de ouvido. O Zungle Panther ainda está em fase de arrecadação no Kickstarter, mas mostra um claro potencial de revolução global. São óculos que conduzem o som através de vibrações, graças a um sistema de alto-falantes embutidos. Basta usá-los e ouvir uma música ou ligação diretamente na sua cabeça, através do crânio. Sim, é meio bizarro, mas funciona.

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Além de se livrar dos fios, uma grande vantagem é a possibilidade de deixar os ouvidos livres para o mundo exterior. Assim, quem usa o Zungle Panther não fica tão exposto a acidentes de trânsito, por exemplo. Os óculos se conectam a aparelhos celulares via bluetooth, facilitando chamadas telefônicas e o uso de apps de música. Vale a pena conferir o vídeo promocional e constatar o espanto de quem testa o Zungle Panther. Estes The Hughes da William Painter não são óculos de realidade aumentada, nem que permitem fazer coisas high-tech como permitir ver no escuro ou ter uma câmara integrada para nos tornar em espiões de fim-de-semana. Não... são apenas e somente óculos “normais”, que se distinguem apenas por recorrer a uma construção e elementos de luxo, mas a preço relativamente acessível. • O projeto já arrecadou

• Os The Hughes são

cerca de um milhão de

óculos ao estilo avi-

dólares no Kickstart-

ador, feitos em titânio

er. Para apoiar, é só

e com lentes polariza-

desembolsar

e

das que os seus cri-

aguardar. As entregas

adores dizem superar

vão para o mundo in-

todas as que existem

teiro, com estimativa de

no mercado - incluindo

chegada em novembro.

de marcas reconheci-

$109

das, como a Carl Zeiss. 44


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De acordo com a fabricante, a vantagem desse tipo de transmissão de som está na segurança. O usuário permaneceria tendo um som de qualidade, mas, ao mesmo tempo, seria capaz de ouvir os sons do ambiente externo.

“A inovação está tomando conta da industria dos óculos escuros” 45


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Estes The Hughes da William Painter não são óculos de realidade aumentada, nem que permitem fazer coisas hightech como permitir ver no escuro ou ter uma câmara integrada para nos tornar em espiões de fim-de-semana. Não... são apenas e somente óculos “normais”, que se distinguem apenas por recorrer a uma construção e elementos de luxo, mas a preço relativamente acessível. Os The Hughes são óculos ao estilo aviador, feitos em titânio e com lentes polarizadas que os seus criadores dizem superar todas as que existem no mercado - incluindo de marcas reconhecidas, como a Carl Zeiss.

ais que normalmente empurrariam o preço destes óculos para valores bem elevados, a William Painter disponibiliza-os por uns acessíveis 125 dólares (+30 para portes.) Nem todos os projectos do Kickstarter são exemplos de sucesso, mas neste caso, um projecto que tinha colocado como meta os 5000 dólares, já superou os 100 mil. As entregas estão prometidas para Julho, pelo que é bastante provável que os possam usar ainda durante este Verão.

Todos sabemos que a grande maioria dos óculos de marca têm preço altamente inflacionados, unicamente por serem da marca. Neste caso, a diferença é que mesmo recorrendo a materi-

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Óculos de sol com tecnologia inédita A linha Eclipse da Suncode chega ao mercado com o propósito de oferecer a lente solar mais high-tech já criada no Brasil. As lentes da nova coleção se adaptam a intensidade da luz solar, permitindo a variação do espelhamento através do escurecimento das lentes, tornando a marca pioneira no país a produzir óculos de sol com essa tecnologia.

“O brasileiro já conhece esse tipo de tecnologia em lentes de grau que escurecem ao sol, agora trazemos essa tecnologia para as lentes de sol espelhadas. Para o consumidor, além da inovação, o destaque fica por conta do preço que será pelo menos metade do praticado por fabricantes internacionais, sendo acessível e valorizando o mercado nacional” garante Pedro Ortega, co-fundador da marca. 50


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Segundo Ortega, o produto é versátil, e busca sempre alcançar públicos de diferentes nichos devido a tecnologia, que permite que quanto maior a claridade mais espelhado o óculos, e quanto menor, as lentes ficam mais claras se aproximando dos modelos com lentes coloridas e translúcidas que são tendência neste verão. 51


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“Acredito que o modelo seja ideal para aqueles que praticam atividade física ao ar livre, como surf, ciclismo ou corrida, mas também para aqueles que realizarão qualquer tipo de lazer ao ar livre e não querem ficar no constante ‘põe-tira’ dos óculos escuros”, Ortega explica.

A linha Eclipse é idealizada, também, com todas as outras características da marca, já presentes em outros modelos e coleções, como leveza, flexibilidade, resistência e conforto. A empresa utiliza em suas armações um material desenvolvido na Suíça, o Grilamid ® TR90, que possibilita um produto leve e confortável para o usuário, pois o peso dos óculos é de apenas 16 gramas. As lentes Eclipse chegam em duas cores: azul, chamada pela marca de Ocean, e dourada, chamada de Daybreak. Combinando-se ao três formatos de armação, em diferentes cores. A linha Eclipse terá oito modelos. 52


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Os óculos têm um ano de garantia, 100% de proteção UV e tratamento antirrisco. O valor dos óculos é de R$340, e será lançado com um estoque limitado para pré-venda de 06/11 a 12/11, que contará com um desconto de 20%. O lançamento oficial do produto ocorrerá no dia 13/11 com vendas exclusivas no site da marca. 53


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Óculos finos são a próxima grande tendência fashion 56


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Primeiro eles apareceram na Balenciaga e na Prada. Pouquíssimo tempo depois, Rihanna já estava arrasando em capa de revista com um dos modelos. Não demorou muito, é claro, para que os óculos finos dominassem as passarelas. Qual é o grande motivo deles serem a próxima atração fashion? Te contamos aqui: Quase tudo que é polêmico e está na moda hoje em dias tem o nome de Demna Gvasalia envolvido. Ele já havia colocado as peças na passarela da Balenciaga em 2017, e eles também apareceram na campanha mais recente da marca. Martin Rose também usou as peças em seu desfile, e o show feminino da Prada, em setembro, exibia modelos gatinho bem finos, combinando com os casacos de vinil e que com o ar Matrix da campanha. Diferente do ar fofo dos óculos de inspiração sessentista que dominaram a moda nos anos passados, o ar cool e distante transmitido pelos novos modelos é o par perfeito para o resgate dos anos 1990 que estamos vivendo.

Quer mais um motivo? A família Kardashian-Jenner. Os óculos são a grande aposta de Kanye West, e Kendall, Kourtney e Kim foram vistas substituindo seus modelos maiores pela versão slim – principalmente as assinadas por Adam Selman para a Le Specs. Solange Knowles, Zoe Kravitz e Gigi Hadid também aderiram à trend com os itens assinados por George Keburia. Depois disso, para a era do Instagram foi só um passo — afinal, eles são perfeitos para a era da selfie.

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Bibliografia recomendada pelo autor

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