Semente, conduzida para longe do burburinho inflamado da cidade, encontrou repouso no coração da paz.
Lá, as hierarquias eram apenas manchas, atenuadas pela leveza dos muitos outros.
De quina em quina, a vida se fez poesia, e a semente floresceu, em meio a uma geometria espraiada envolta de azul e verde.
Em busca do toque da terra, ela viu nascer também o bambu, que subiu aos céus e fez de lá a sua sombra.
O desejo, em sua inquietude, atravessou o silêncio e descobriu o sussurro da flor selvagem em meio a imensidão;
E os muros, esmaecidos pela cor dissoluta, brindaram a liberdade, para acalmar o coração.
Já não era sem tempo, o movimento se espalhava como o vento, pra lá e pra cá, agitando os caminhos.
Onde pátios foram formados, abrigando todas as marcas do tempo, que ali encontravam.
Eis uma colônia, erguida do solo, de pilares gentis que ressaltavam a sutileza da madeira cor de sol.
Essa flor, semente forasteira, que crescia a cada dia mais cheia de vida, na colônia foi acolhida.
Também me acolh(eu)