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Número de ‘coaches’ no país dispara nos últimos anos

negócios

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O direetor Rodriigo Del Claro teve ajuda a oach’ de ‘coach Ilustração Marcelo Badari

Foto Luiza Sigulem/Folhapress


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Aumenta o número de ‘coaches’ no país

Fabrizio Motta/Folhapress

Empresas investem em treinamento de executivos para melhorar desempenho de equipes e ganhar agilidade CAMILA MENDONÇA DE SÃO PAULO

O mercado de “coaching” disparou no país. De 2005 a 2011, o número de profissionais cresceu 207% —passou de 752 para 2.310. O levantamento foi feito pela Folha com as maiores certificadoras do país —Associação Brasileira de Coaching Executivo e Empresarial, Instituto Brasileiro de Coaching, Sociedade Brasileira de Coaching e Sociedade LatinoAmericana de Coaching. Quem custeia o serviço, em geral, é a empresa em que o executivo trabalha. A meta é fazer com que o processo de torná-lo líder seja mais rápido. “Não é mais questão de modismo”, diz o presidente da Sociedade Brasileira de Coaching, Villela da Matta. Com a oferta, cresce a procura. “O ‘coach’ é necessário quando o profissional precisa desenvolver habilidades [como organização e liderança]”, frisa Luiz Carlos Carvalho, vice-presidente da Gutemberg Consultores. Ao assumir a diretoria comercial e de marketing da Crivo em 2007, Rodrigo Del Claro, 34, definiu com um “coach” “lacunas que precisavam ser preenchidas” para ascender como gestor. Em 2009, na profissionalização da empresa, o executivo foi atendido de novo. “Eu precisava ter outro posicionamento.” O diretor de marketing da NeoGrid, de TI, Ricardo Gonçalves, 32, também teve assistência —há três anos, quando ocupava cargo de gerência: “Aceitei porque percebi a possibilidade de crescer”. “O cliente avalia o que está fazendo e o que quer [da carreira]”, frisa Roberta Ebina, consultora da Muttare.

Ricardo Gonçalves agilizou crescimento com ‘coaching’ Para as empresas, o ganho é em agilidade. “O ‘coach’ tem de promover independência de ação. Quem faz uma vez não precisa fazer de novo.” OUTRO LADO

“Esse mercado virou uma panaceia. ‘Qualquer problema, procure um coach’”, critica Tania Casado, professora da FIA (Fundação Instituto de Administração). Na Zaeli, de alimentos, os resultados são questionados. “Sinto que não somos felizes quando deixamos [o processo de ‘coaching’] 100% nas mãos de alguém de fora”, considera o diretor comercial, Paulo Geovanelli, 52.

Toda decisão é simples, desde que você não tenha de tomá-la. O trabalho do ‘coach’ é este: ajudar as pessoas a fazer as mudanças que não gostariam de fazer e que não conseguiriam fazer sozinhas Ane ArAujo psicóloga, sócia-diretora da Marcondes Consultoria e autora do livro “Coach — um parceiro para o seu sucesso” (ed. Elsevier)

COMO fuNCIONA o procEsso O “coaching” é feito por meio de sessões. Entre uma e outra são estabelecidas pequenas metas. Sem o cumprimento delas, não ocorre sucesso

3ª fase estabelecimento de rotas Com os objetivos claros, o “coach” ajuda o profissional a saber os rumos para ascender

1ª fase reconhecimento de território Os primeiros encontros são baseados em perguntas e permitem ao “coach” mapear o perfil do cliente

4ª fase Mapeamento de meios São determinados recursos para trilhar caminhos traçados

2ª fase Definição de metas Após a identificação, é hora de entender o que o cliente quer

5ª fase Ascensão profissional A ideia é que ao cumprir o plano, o objetivo seja atingido Fontes: consultores e “coaches”


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Escolha pede certificado e histórico

Cliente deve procurar executivos que receberam atendimento antes de selecionar profissional luiza sigulem/Folhapress

O valor de até R$ 10 mil por uma hora de “coaching” e os resultados que o cliente espera alcançar são dois motivos que justificam cuidados na escolha do profissional. Diante da oferta, valem as referências, orientam consultores. “Esse mercado é novo e provoca confusão; olhar a experiência que ele [“coach”] tem é útil”, afirma Mara Turolla, da consultoria de RH da Career Center. Embora não seja regulamentado, o profissional pode obter certificação. Conhecer o histórico da instituição que atesta a qualificação do especialista é parte da pesquisa, indica o presidente do Instituto Brasileiro de Coaching, José Roberto Marques. Uma entrevista com o “coach” auxilia a escolha —ela permite saber há quanto tempo ele atua, quantas empresas atendeu e quais executivos receberam orientação. “É importante conhecer a reputação [do especialista] entre os que foram atendidos”, diz Marco Túlio Zanini, professor e coordenador do mestrado executivo da FGV (Fundação Getulio Vargas). Foi o que fez a profissional de marketing Natasha Canuto, 28, no início deste ano, para encontrar o “coach” que a ajudaria a entender melhor seu perfil profissional. A meta era solucionar um dilema: trabalhar como analista sênior em uma instituição financeira de grande porte ou organizar a área de atendimento de uma média agência de marketing imobiliário. “Tinha um sonho de concretizar coisas, o que poderia fazer melhor na agência.” Ao entrar no banco, “estava vivendo o sonho dos outros”. A terapeuta Ana Mello, 56, também recorreu a colegas para encontrar um “coach” que a ajudasse a entender por que seu rendimento estava aquém do esperado: “Trabalhava das 6h às 22h e não ti-

nha retorno financeiro”. Com o auxílio, descobriu que cobrava abaixo dos valores de mercado e que as consultas eram longas demais. “Ajustei a minha rotina. Foi uma virada”, conta.

Crescimento da área estimula especificação de são paulo

QUEIXAS

Os insatisfeitos têm dois canais de reclamação: as certificadoras e a internet, por meio de sites e redes sociais, orienta a professora Tania Casado, da FIA (Fundação Instituto de Administração). A auxiliar administrativa Juliana Lopes Gonzalez, 24, pensa em ir à Justiça. No ano passado, foi a um escritório para uma entrevista de emprego, mas, em vez de uma oferta de vaga, recebeu uma de “coaching”. “Não demonstrei interesse, mas me pressionaram dizendo que seria a chance da minha vida.” Ela pagou R$ 800 por seis meses de atendimento, que nunca recebeu.

ESCOLHA O SEU

Natasha Canuto, que pediu indicação de ‘coach’ a colegas

A procura pelo serviço de “coach” tem estimulado a criação de especializações (ver abaixo). Para os candidatos a concursos públicos e a vestibulares, o profissional ajuda a “focar a aprovação”, afirma o “coach” Alessandro Marques. Quem não tem tempo para encontros pessoais pode fazer o processo pela internet. “O ‘e-coaching’ usa o conceito do ‘coaching’ tradicional, mas massifica o processo, atingindo mais pessoas”, explica Rubens Gurevich, presidente da Your Life.

Para cada problema, um especialista Ilustrações Marcelo Badari

de são paulo

“Coach” de vida Auxilia a visualizar planos pessoais e profissionais futuros, estimulando o cliente a concretizar sonhos Você precisa de...

“Coach” executivo Ajuda a crescer na carreira a fim de atingir o topo, identificando lacunas de competências e traçando plano de ação

...“coach” quando quer atingir um objetivo ou definir um projeto profissional ou pessoal

Fontes: “coaches”, “councelors” e terapeutas

“Coach” de carreira Contribui para esclarecer ambições profissionais, definir metas e tomar decisões de carreira de curto e médio prazos

...mentor quando deseja obter informações de carreira e sobre a área de atuação de alguém experiente

...“councelor” quando quer conselhos sobre os melhores caminhos para atingir o que almeja

“Coach” de concursos e vestibular Ajuda a passar em seleções, traçando plano de estudo de acordo com o ritmo ...terapeuta quando precisa conhecer-se melhor ou resolver problemas pessoais ou profissionais


Cresce número de coaches no mercado