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CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO


TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL CAMILA LUÍSA FRANCETTO P R O F E S S O R O R I E N TA D O R : C I C E R O P I M E N T E L C O R R E A PROFESSOR COORDENADOR: MILTON ROBERTO KELLER


SUMÁRIO

1. Tema/ 9 1.1. Introdução

9

1.2. Justificativa

9

2. Fundamentação teórica e histórica/ 10 2.1. Os Centros de Atenção Psicossocial

10

2.2. Contexto histórico global

10

2.3. Contexto histórico nacional

11

2.4. Contexto atual

11

3. Terreno/ 12 3.1. Localização

12

3.2. Análise do entorno

13

3.3. Condicionantes ambientais

14

3.4. Levantamento da situação existente

15

4. Proposta arquitetônica/ 16 4.1. Diretrizes, setores e ambientes

16

4.2. Programa de necessidades e pré-dimensionamento

19

4.3. Contabilização das áreas gerais

21

4.4. Organograma

22

4.5. Fluxograma

23

5. Referências projetuais/ 24 5.1. Análise contextual

24

5.2. Referências tipológicas

27

5.3. Referências arquitetônicas

34

6. Lançamento arquitetônico preliminar/ 36 6.1. Zoneamento de usos

36

6.2. Composição

37

7. Legislação/ 38 7.1. Código Civil Brasileiro

38

7.2. Código de Obras de Venâncio Aires

38

7.3. NBR 9050 - Acessibilidade

38

7.4. Regulamento técnico Anvisa

39

7.5. NBR 9077 - Saídas de emergência

40

8. Referências bibliográficas/ 42


‘Nove em cada dez* pessoas que sofrem problemas de saúde mental enfrentam estigma e discriminação em todos os aspectos de sua vida. É inaceitável que nos dias atuais esse preconceito ainda exista, especialmente quando percebe-se que a maioria dos outros problemas de saúde são abordados com compaixão.’

Fonte: Mental Health Foundation

Changing your mind can change people’s lives.


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

09

TEMA

INTRODUÇÃO

JUSTIFICATIVA

O presente trabalho obje va a construção de uma fundamentação teórica que será a base para a criação de uma proposta arquitetônica em nível de anteprojeto para um Centro de Atenção Psicossocial de nível II, que se caracteriza como um instrumento não apenas de tratamento àqueles que sofrem de transtornos mentais, mas também de promoção do convívio social entre os pacientes, suas famílias e a comunidade local. Este será inserido no município de Venâncio Aires, podendo também prestar atendimento a cidades vizinhas que necessitem, como por exemplo Passo do Sobrado, Vale Verde e Mato Leitão.

A escolha do tema proposto par u principalmente do contexto pessoal, do interesse par cular sobre psicologia e psiquiatria. Uma experiência pessoal no confronto aos problemas psicológicos atraiu ainda mais a minha atenção para o tema, ampliando a minha curiosidade em compreender o assunto e a sua relevância, e despertando em mim a vontade e a disposição em buscar proporcionar esse serviço de forma qualita va através do principal meio que poderia ser oferecido pelo meu conhecimento: a arquitetura.

O Centro de Atenção Psicossocial irá possuir espaços aptos à promoção do bem-estar sico, mental e emocional de seus usuários, proporcionando a esses as circunstâncias dignas de segurança, higiene, conforto e privacidade, e em harmonia às condições ecológicas e ambientais do meio em que estará inserido. O presente estudo cons tuise como o embasamento para a criação de uma solução arquitetônica que atenda a esses requisitos e proporcione espaços adequados e de qualidade para o tratamento dos transtornos mentais. A arquitetura é o espaço do habitar humano, é nela que ocorrem as a vidades e as relações humanas. Como admiradora da arquitetura e entendedora de sua importância, compreendo que o sucesso ou o fracasso desses Centros pode depender do modo como os espaços se relacionam entre si e com os seus usuários.

A proposta de concepção de um novo espaço para o CAPS de Venâncio Aires teve em vista também a carência de espaços adequados e a ausência de qualidade espacial existentes no edi cio onde o Centro funciona atualmente. O local também carece de diversos espaços sicos que são exigências mínimas do Ministério da Saúde para uma unidade nível II, como áreas de acolhimento para os pacientes e seus familiares, salas de atendimento individualizado, quartos com acomodações para o acolhimento noturno e área externa de convivência. A inserção de um novo Centro de Atenção Psicossocial permi rá o acesso da população a um ambiente de qualidade para o atendimento à saúde mental, obje vando um espaço aberto e comunitário a fim de promover a cidadania e os direitos de todos, colaborando para a quebra do preconceito e da cultura existentes em relação àqueles que sofrem de transtornos mentais.


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FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA E HISTÓRICA OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

CONTEXTO HISTÓRICO GLOBAL

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, cuja severidade e/ou persistência jus fiquem sua permanência num disposi vo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida.

A polí ca de saúde mental na história da humanidade fez-se presente de diversas formas antes de se tornar um tema essencialmente médico e de extrema importância. O preconceito em relação aos que sofrem transtornos mentais dominou a sociedade humana por muitos séculos. Considerados marginais por não se enquadrarem nos preceitos morais vigentes e até mesmo torturados por crença à possessão demoníaca durante a Idade Média, a segregação e o confinamento dessas pessoas foi, durante muitos anos, a estratégia da como solução para esse po de problema: o hospício original não nha como prá ca a aplicação de qualquer espécie de tratamento, seu grande obje vo era proporcionar um espaço des nado à reclusão e enclausuramento de todos que, por diversas causas, encontravam-se às margens da sociedade, sendo esses mendigos, leprosos, aleijados, loucos e todos aqueles que fossem necessários ocultar por serem vistos como ameaça à ordem social.

O obje vo dos CAPS é oferecer atendimento à população de sua área de abrangência, realizando o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários. Por possibilitar que seus pacientes voltem para casa todos os dias, os CAPS evitam a quebra dos laços sociais e familiares, fator muito comum em internações de longa duração. Desse modo, é um serviço criado para ser subs tu vo às internações em hospitais psiquiátricos. Esses centros funcionam como serviços de atendimento diário, oferecendo três modalidades de tratamento: intensivo, semi-intensivo e não-intensivo. O trabalho é realizado através de uma equipe mul disciplinar composta por psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, médicos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais, educadores ar s cos e sicos; e são oferecidas diversas a vidades terapêu cas: psicoterapia individual e em grupos, oficinas terapêu cas, acompanhamento psiquiátrico, visitas domiciliares, a vidades de orientação e inclusão da família e a vidades comunitárias. Os CAPS se cons tuem, então, numa ampliação tanto na intensidade dos cuidados aos portadores de transtornos mentais quanto de sua diversidade, incluindo as especificidades de sua clientela e da cidade ou local onde estão inseridos (RIBEIRO, 2004). As modalidades de CAPS são diferenciadas pela Portaria 366 de 2002, que caracterizam CAPS I, II e III de acordo com o território de abrangência, número de pacientes atendidos, dimensões da equipe e horário de funcionamento; CAPS AD (álcool e drogas) para atendimento de pacientes com transtornos decorrentes do uso e dependência de substâncias psicoa vas; e CAPSi (infan l) para atendimentos a crianças e adolescentes. A seguir encontra-se uma relação de alguns dos transtornos mentais e comportamentais atendidos em uma unidade CAPS II, de acordo com a Classificação Esta s ca Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde - CID 10, da Organização Mundial de Saúde (OMS):

F20 - F29: Esquizofrenia, transtornos esquizotópicos e transtornos delirantes; F30 - F39: Transtornos de humor (afe vo) - transtorno bipolar e depressão, por exemplo; F40 - F48: Transtornos neuró cos, transtornos relacionados com estresse e trantornos somatórios; F50 - F59: Síndromes comportamentais associadas a disfunções fisiológicas e a fatores sicos; F60- F69: Trantornos da personalidade e do comportamento adulto; F70- F79: Retardo mental; F80- F89: Transtornos do desenvolvimento psicológico.

No final do século XVIII, embalado pela onda iluminista e racionalista, a subje vidade do louco passou a ser reconhecida como perda parcial da natureza humana e passou-se a acreditar que era possível devolver a este a sua racionalidade. Foi neste período que os loucos enclausurados passaram a ser separados do grande grupo de excluídos para cons tuírem en dade clínica e objeto da Psiquiatria. A ins tuição psiquiátrica aliou-se então ao Estado, oferecendo base cien fica para a consolidação de que o louco não estava em estado mental para gerir decisões e seria tratado mesmo sem a sua aprovação. Considerado causador das perturbações e distúrbios sociais, este deveria então ser isolado do convívio com a sociedade em en dades manicomiais, o que trouxe danos para a assistência psiquiátrica que perduram até os dias de hoje. Foi apenas a par r da Segunda Guerra Mundial que surgiram movimentos de polí ca an manicomial, sendo esse período pósSegunda Guerra decisivo para a construção de alterna vas assistenciais que marcariam a psiquiatria contemporânea e criariam métodos referenciais para a Reforma Psiquiátrica Brasileira. A Guerra trouxe um número gigantesco de homens jovens que veram danos psicológicos, o que gerou uma superlotação nos hospitais psiquiátricos; bem como a falta de mão-de-obra para o trabalho. Desse modo, os hospitais da época não conseguiramo cumprir sua função de recuperação dos pacientes e surgiram então as primeiras experiências socioterápicas no tratamento dos transtornos mentais. Dentre estas, as principais foram a Comunidade Terapêu ca na Inglaterra, a Psiquiatria de Setor na França e a Psiquiatria Preven va Comunitária nos Estados Unidos. O principal obje vo da Comunidade Terapêu ca Inglesa era a transformação do ambiente e tratamento do hospital psiquiátrico pela terapia ocupacional: surgia a reabilitação dos doentes mentais através do trabalho e da socialização por meio de a vidades grupais e de maior par cipação do paciente em seu próprio tratamento. A Psiquiatria de Setor Francesa nha o propósito de estruturar um serviço público por meio da criação de equipes mul -profissionais (psiquiatra, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros), que se responsabilizariam por uma determinada área geográfica com a proposta de realizarem o tratamento das doenças mentais junto à comunidade. A Psiquiatria de Setor procurou romper com a estrutura alienante dos hospitais psiquiátricos, bem como evitar a segregação e o isolamento do doente. A Psiquiatria Preven va Comunitária dos EUA surgiu nos anos 70 como um cruzamento da Psiquiatria de Setor e da Comunidade Tterapêu ca,


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CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

CONTEXTO ATUAL

No Brasil, a Psiquiatria surgiu numa época onde a higiene pública era um dos fatores mais importantes para o crescimento, segurança e embelezamento das cidades. Dentro dessa polí ca chamada Higienista, criou-se o primeiro hospital psiquiátrico do país, o Hospício Pedro II, no Rio de Janeiro, em 1852. Essa polí ca de isolamento em hospitais psiquiátricos perdurou no país até o final da década de 1970, quando iniciou-se o movimento an manicomial no país influenciado pelas alterações mundiais do período pós-guerra e inspirado pelas experiências socioterápicas da Psiquiatria da Inglaterra, França e Estados Unidos. Podem ser destacados três momentos na trajetória da reforma psiquiátrica brasileira a par r de então. Em um primeiro momento, que decorreu no contexto dos úl mos anos do regime militar brasileiro na década de 70, quando o afrouxamento da censura fez emergir insa sfações e aumentar a par cipação polí ca dos cidadãos, que passaram a ques onar a estrutura e a organização do poder, as polí cas sociais e econômicas e as condições de vida e trabalho. Foram criados nesse período o Movimento da Renovação Médica (REME), o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES) e o Movimento de Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM). Estes nham como obje vo discu r e organizar a polí ca no setor da saúde e criaram as bases para a reforma psiquiátrica no Brasil, denunciando a corrupção, a falta de recursos, a negligência, a violência e a tortura presente nos hospitais psiquiátricos. Em um segundo momento, nos primeiros anos da década de 80, a reforma psiquiátrica passou a ser incorporada como polí ca pública e criaram-se os ambulatórios como alterna va à internação em hospitais psiquiátricos.

Gráfico 1- Evolução do inves mento financeiro federal nos CAPS (Brasil dez 2002 a dez/14) 1 000 000 000,00

2400

900 000 000,00

2100

800 000 000,00 1800 700 000 000,00 1500

600 000 000,00 500 000 000,00

1200

400 000 000,00

900

300 000 000,00 600

200 000 000,00

300

100 000 000,00 0,00 2002 2003

CAPS

CONTEXTO HISTÓRICO NACIONAL

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças e transtornos mentais afetam mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo. No Brasil, cerca de 23 milhões de pessoas passam por tais problemas, sendo ao menos 5 milhões destes em níveis de moderado a grave. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, apesar de a polí ca de saúde mental priorizar as doenças mais graves, como esquizofrenia e transtorno bipolar, as mais comuns estão ligadas à depressão e a transtornos de ansiedade. De acordo com o úl mo relatório “Saúde Mental em Dados”, divulgado pelo Ministério da Saúde em 2015, existem cerca de 2 200 CAPS em todo o território nacional, com uma média de 0,86 unidade a cada 100 mil habitantes, sendo que no estado do Rio Grande do Sul essa média é de 1,32/100 mil hab. Ainda de acordo com esse mesmo relatório, já passam de R$ 900 milhões o inves mento federal para os Centros de Atenção Psicossocial, o qual varia de acordo com cada po de estabelecimento, podendo ser de R$ 500 mil a R$ 1 milhão.

R$

aliada à crença da prevenção. Acreditava-se que as doenças mentais podiam ser prevenidas se detectadas precocemente e que, se estas significassem desvio e marginalidade, poder-se-ia assim prevenir e erradicar os males da sociedade. Passaram, então, à iden ficação de pessoas potencialmente doentes, indo às ruas e às casas para iden ficar aqueles que, por seu es lo de vida e hábitos, pudessem ser “suspeitos” de desenvolver doença mental e devessem ser conduzidos ao tratamento especializado. Essa forma de atenção à saúde mental tornouse referência para a América La na através da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), nas décadas de 70 e 80 (RIBEIRO, 2004).

2004

2005

2006

2007 2008 ANOS

2009

2010

2011

2012

2013

2014

NÚMERO DE CAPS INVESTIMENTO DE RECURSO FEDERAL EM CAPS

Fonte: Ministério da Saúde. SAS/DAPES. Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas. Saúde Mental em Dados - 12, Ano 10, nº12, Outubro de 2015.

Uma das principais ações preconizadas pela Reforma An manicomial foi a ex nção dos manicômios e a sua devida subs tuição por novas modalidades de atendimento, como o CAPS, a qual confirmou-se apenas no ano de 2001 com a aprovação da Lei Federal 10 216. Nesse ano exis am mais de 53 mil leitos psiquiátricos, e atualmente esse número encontra-se em 23 mil leitos, o que simboliza uma mudança significa va na recente polí ca de saúde mental brasileira, mas também indica a necessidade de fortalecer e avançar na expansão dessas novas modalidades de atendimento. Gráfico 2- Série histórica da expansão dos CAPS (Brasil, dez/1998 a dez/2014): 2500 1937

2000 1500

1326 1010

1000 500 CAPS

Um terceiro momento, que teve início na segunda metade da década de 80, pode ser chamado como a trajetória da desins tucionalização, onde foi ins tuído o lema “Por uma Sociedade sem Manicômios” e estabelecida uma nova polí ca para a saúde mental, com alterações não apenas nas ins tuições psiquiátricas, mas também na cultura, no co diano e nas mentalidades. O obje vo passou a ser subs tuir uma saúde mental centrada no hospital por outra sustentada em disposi vos diversificados, abertos e de natureza comunitária e territorial. Foi nesse momento que surgiram os CAPS, como serviços de saúde subs tu vos à internação psiquiátrica.

148

179

208

295

424

500

605

1467

1620

2062

2209

1742

1155

738

1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 ANOS

Fonte: Ministério da Saúde. SAS/DAPES. Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas. Saúde Mental em Dados - 12, Ano 10, nº12, Outubro de 2015.


LOCALIZAÇÃO O município de Venâncio Aires, no qual propõe-se a nova edificação do CAPS, localiza-se no estado do Rio Grande do Sul, na região do Vale do Rio Pardo, a 130 km da capital Porto Alegre; e tem como importantes cidades vizinhas os municípios de Santa Cruz do Sul e Lajeado. Os acessos principais à cidade ocorrem pelas rodovias RSC 287, no lado sul, e RSC 453, à leste.

AMPLIAÇÃ

O

CENTRO

O sí o escolhido para a implantação do novo Centro de Atenção Psicossocial encontra-se na área central do município, próximo aos principais pontos de referência da cidade, como a praça central e a Catedral São Sebas ão Már r. A escolha do terreno deve-se principalmente ao fato deste localizar-se próximo às principais unidades de saúde do município: além de situar-se a apenas duas quadras do hospital, a área tem no seu entorno imediato o posto de saúde municipal, a unidade de atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o Corpo de Bombeiros e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Por estar localizado em uma área central da cidade, o terreno é de fácil acesso e mobilidade, outra caracterís ca importante para a escolha do local. As suas vias circundantes, as ruas Jacob Becker e Félix da Cunha, são vias de corredores de ônibus, e três pontos de ônibus situam-se exatamente em torno do terreno. A acessibilidade por meio de transporte público consiste em um elemento de grande significância no contexto do projeto, uma vez que grande parte dos pacientes/ familiares fazem uso desse meio deste transporte para chegarem à unidade do CAPS.

7 C 28

Porto

re

Aleg

RS

Santa

Cruz

ul do S

SO ACES IPAL C PRIN

Bairro Centro ZC 1 - Zona Comercial 1 Taxa de

DE SETEM BRO

ANHA RUA OSV ALDO AR

de 5 Índice Aproveitamento

RUA SETE

RSC

Taxa de 10% Permeabilidade

453

80% Ocupação

3

2 5

1 6 8 7

4

RUA VOLU

NTÁRIOS

DA PÁTRIA

10 9

1

IMPLANTAÇÃO DO PROJETO

2 3 4 5

HOSPITAL SÃO SEBASTIÃO MÁRTIR IGREJA CATÓLICA IGREJA EVANGÉLICA SERVIÇO MÓVEL DE ATENDIMENTO DE URGÊNCIA - SAMU

6 7 8 9 10

POSTO DE SAÚDE ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS - APAE BOMBEIROS UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO - UPA RODOVIÁRIA

do

TERRENO

Lajea

RSC 45

3

12


Mapa do lote. Fonte: BING Maps

Hospita

l/ Igreja

Rua Jaco

b Becker

1

IMPLANTAÇÃO DO PROJETO

2

SERVIÇO MÓVEL DE ATENDIMENTO DE URGÊNCIA - SAMU

3 4

POSTO DE SAÚDE

5

2

da Cunha

3

BOMBEIROS

5

Rua Félix

1

ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS - APAE

4 Rua Barã

o do Triu nfo

N

ANÁLISE DO ENTORNO De acordo com o Plano Diretor:

Bairro Centro ZC 1 - Zona Comercial 1: Usos permitidos: Rua Barão

do Triunfo

Comercial I, II, III Uso comunitário III Serviços I e II Depósito I Industrial I Habitacional II

2

1 4

Rua F élix d a

3

Cunh a

Ru

aco aJ

er eck

bB

Usos proibidos:

Levantamento das alturas do entorno

Comercial IV Depósito II e III Industrial II e III Habitacional III

CAPS: Uso Comunitário B: ambulatório, posto de saúde, pronto-socorro Portanto, uso permitido

Afastamento frontal:

Rua Jacob Becker

TERRENO

Afastamento lateral: A partir do 5º pavimento (inclusive o 5º): recuo obrigatório de 1,00 metro em ambas as laterais.

Rua Félix da Cunha

Hospital/ Igreja

Comércio no alinhamento; Residencial (uni e multi familiar): 4 metros

Garagens: Estacionamento coberto ou descoberto, mínimo de 3 vagas para área de até 600,00 m² Acima de 600,00 m²: 01 vaga para cada 150,00 m² de área construída.

Rua Barão do Triunfo

N Diagrama de usos do entorno Escala 1:2500 RESIDENCIAL COMERCIAL MISTO (RESIDENCIAL E COMERCIAL) INSTITUCIONAL

Rodoviária/ Acesso RSC 453


14 CONDICIONANTES AMBIENTAIS/ LEVANTAMENTO SITUAÇÃO EXISTENTE Com apenas um metro de desnível, a declividade dentro do terreno apresenta-se de modo muito suave, quase plana, devido à grande extensão da área. O terreno situa-se na parte mais baixa da topografia em relação às suas imediações, com a topografia em aclive para ambos os lados do terreno, mantendo-se plana apenas para o lado Norte. Dentro do terreno existem algumas árvores na vas, de pequeno e médio porte, principalmente no centro da área. Algumas destas oferecem certo risco, uma vez que já são árvores velhas e, portanto, permite-se assim a re rada das mesmas, e propõese a remoção e o replan o das demais se caso necessário ao projeto arquitetônico. No entorno do terreno quase não há vegetação existente no passeio público, o que deixa em aberto uma proposta de arborização urbana para a área.

9m

8

7

6

5

4

3

2

1

N

01 01. Imagem panorâmica da face norte do terreno a par r da rua Jacob Becker. FONTE: arquivo pessoal.

0

ACIMA: Diagrama da topografia no terreno e entorno. Escala 1:5000 ABAIXO: Diagrama de condicionantes naturais. Escala 1:1000

01 RUA JACOB BECKER

Vento predominante LESTE (90º)

07

02 02. Imagem panorâmica da metade norte do terreno a par r da rua Félix da Cunha. FONTE: arquivo pessoal.

1

02

03 03 04 03. Visual do terreno a par r da rua Félix da Cunha. 04. Visual da rua Félix da Cunha para dentro do terreno, a fim de visualizar a vegetação existente. FONTE: arquivo pessoal.

04

RUA FÉLIX DA CUNHA

1

05 05. Imagem panorâmica da face sul do terreno a par r da rua Barão do Triunfo. FONTE: arquivo pessoal. 06. Visual da topografia do terreno na face norte a par r da rua Jacob Becker. FONTE: arquivo pessoal. 07. Visual da topografia do terreno na face sul a par r da rua Barão do Triunfo. FONTE: arquivo pessoal.

06

RUA BARÃO DO TRIUNFO

05 06

07

N


01

Iluminação pública

RUA JACOB BECKER Ponto de ônibus

Placa de iden ficação das vias

07 Iluminação pública

40,50 m

35,00 m

Ponto de ônibus

02 Muro de divisa

Iluminação pública

7,50 m

Telefone público Ponto de ônibus

03 Iluminação pública

04

75,00 m

A: 5018,45 m²

RUA FÉLIX DA CUNHA

110,00 m

Iluminação pública

Iluminação pública

Muro de divisa

48,00 m

N Placa de sinalização de trânsito

Iluminação pública

Iluminação pública

RUA BARÃO DO TRIUNFO 06

05 IMPLANTAÇÃO DO TERRENO NA SITUAÇÃO EXISTENTE ESCALA 1:500 Pré-existências a serem desapropriadas Edificações do entorno imediato

PERFIL PADRÃO DAS VIAS CIRCUNDANTES ESCALA 1:250 passeio passeio 3.00

ÁREA TOTAL DO TERRENO: 5018,40 m²

acostamento acostamento faixas rodagem acostamento acostamento faixas de de rodagem

11.60 17.60 m

passeio passeio 3.00


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PROPOSTA ARQUITETÔNICA DIRETRIZES/ SETORES E AMBIENTES

Segundo a Portaria n.º 336/GM de 19 de fevereiro de 2002 do Ministério da Saúde, uma unidade CAPS II deve funcionar das 8:00 às 18:00 horas, em 02 (dois) turnos, durante os cinco dias úteis da semana, podendo comportar um terceiro turno funcionando até às 21:00 horas.

A proposta arquitetônica foi disposta em nove diferentes setores: setor público, administra vo, de atendimento aos pacientes, de internação, de uso comum, de terapias ocupacionais, de serviços, de áreas externas e áreas técnicas, apresentados a seguir:

A assistência prestada ao paciente no CAPS II inclui a vidades de atendimento individual, atendimento em grupos, atendimento em oficinas terapêu cas/ ocupacionais executadas por profissional de nível superior ou nível médio; visitas domiciliares; atendimento à família; a vidades comunitárias enfocando a integração do doente mental na comunidade e sua inserção familiar e social; distribuição de refeição diária (uma refeição para pacientes assis dos em um turno (4 horas) e duas refeições para aqueles assis dos em dois turnos (8 horas).

SETOR PÚBLICO

A equipe técnica mínima para atuação no CAPS II, para o atendimento de 30 pacientes por turno, e máximo de 45 pacientes em regime intensivo (acompanhamento diário), deve ser composta de, no mínimo, 1 médico psiquiatra; 1 enfermeiro com formação em saúde mental; 4 profissionais de nível superior (psicólogo, assistente social, enfermeiro, terapeuta ocupacional, pedagogo ou outro profissional necessário ao projeto terapêu co) e 6 profissionais de nível médio (técnico e/ou auxiliar de enfermagem, técnico administra vo, técnico educacional e artesão). Segundo o manual “Orientações para elaboração de projetos de construção, reforma e ampliação de CAPS e de UA”, de 2015, do Ministério da Saúde, uma unidade CAPS II deve possuir, no mínimo, um quarto cole vo com acomodações individuais para 2 pessoas com banheiro con guo, para o acolhimento noturno dos pacientes quando necessário. Cálculo da população da demanda futura de atendimento no CAPS: Para a realização do pré-dimensionamento das áreas a serem adotadas no programa de necessidades, definiu-se como base o atendimento do CAPS para uma população es mada em 50 anos, de modo que esse comporte a demanda futura. Para a definição dessa população, par u-se de uma es ma va realizada sobre o a população atual do município (70179 habitantes em 2017) e o seu rela vo percentual de pacientes atendidos atualmente no CAPS (8,3% total e 2,45% a vos), em relação à população do úl mo senso (65946 habitantes em 2010) e o es mado aumento do número de pacientes com base na percentagem correspondente destes em relação à população (aumento de 327 no número total de pacientes e de 117 no número de pacientes a vos). O es mado aumento no número de pacientes em 7 anos serviu como base para a mul plicação destes percentuais em um es mado aumento em 50 anos, o que resultaria em um total de 7080 pacientes atendidos e 2520 pacientes a vos mensais (126 pacientes por dia). Com base nos dados apresentados previamente, na população da demanda futura es mada e em acordo com o Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos sicos de estabelecimentos assistenciais de saúde, de 2002 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), definiu-se os quadros de áreas mínimas e programa de necessidades para a unidade CAPS II, apresentados nas páginas seguintes à descrição dos setores e ambientes da concepção arquitetônica.

Hall de entrada: Área coberta de relação imediata com o exterior por onde ocorre o acesso à edificação. Recepção: Espaço des nado a fazer o primeiro atendimento àquele que acessa a edificação, responder perguntas gerais, direcionar os pacientes/ familiares/ visitantes a outros profissionais ou a outras áreas da edificação, bem como fazer o registro da entrada e saída dos pacientes, agendar atendimentos, organizar os históricos clínicos, entre outras a vidades. Sala de Espera/ Espaço de acolhimento: local onde acontece o primeiro contato do usuário e/ou seus familiares/acompanhantes à unidade. Trata-se de um espaço acessível, acolhedor, com sofás, poltronas, cadeiras para comportar as pessoas que chegam à unidade e esperam por atendimento ou por visita. Sala de segurança: espaço des nado para a permanência de funcionário a exercer a vigilância e segurança da edificação.

SETOR ADMINISTRATIVO Sala administra va/ Diretoria: Escritório des nado à coordenação e administração do CAPS, para uso do (a) coordenador/ diretor (a) do mesmo. Secretaria: Escritório des nado a situar os serviços administra vos gerais do CAPS, desempenhando a vidades de gestão diária relacionadas à administração, organização e/ou expediente dos funcionários. Tesouraria e Recursos Humanos: Escritório do setor responsável pela administração financeira do CAPS, administrando o fluxo de caixa, contas a receber e a pagar, captação e aplicação de recursos financeiros, entre outras a vidades. Também administram-se as responsabilidades referentes à admissão de funcionários, como a contratação de novos profissionais ou o seu desligamento. Sala de reuniões: Sala para reuniões de equipe, reuniões de projetos com usuários e familiares, reuniões intersetoriais com pessoas externas à unidade, supervisão clínico-ins tucional, ações de educação permanente etc., com espaço para retroprojeção. Arquivo/ Prontuários: Sala com armário e/ou arquivos onde ficam armazenados os prontuários dos pacientes. Almoxarifado: Espaço para armazenamento de materiais necessários. Copa/ refeitório: Espaço des nado para os funcionários do setor administra vo prepararem e realizarem refeições e lanches.


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

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SETOR DE ATENDIMENTO PACIENTES

SETOR DE INTERNAÇÃO

Salas de atendimento individualizado: Espaço des nado ao acolhimento, consultas, entrevistas, terapias e orientações ao paciente. Um espaço acolhedor que garanta privacidade para o paciente e seus familiares, quando for o caso, nos atendimentos realizados pelo profissional terapeuta.

Quarto cole vo para internação, com banheiro con guo: Consiste em um quarto cole vo com acomodações individuais para o acolhimento noturno com duas camas e banheiro con guo: todos os CAPS devem ter ao menos um quarto com duas camas e banheiro para atender usuários que necessitem de atenção durante 24 horas. Pelo menos um dos quartos com banheiro deverá ser adaptado para pessoas com deficiência. Cada quarto, projetado para duas pessoas, deve ser um espaço acolhedor e expressar a perspec va de hospitalidade; deve ter armários individuais para que os usuários possam guardar seus objetos de uso pessoal.

Salas de terapia em grupo/ a vidades cole vas:Espaço para atendimentos em grupos e para o desenvolvimento de prá cas corporais, expressivas e comunica vas; um dos espaços para a realização de ações de reabilitação psicossocial e de fortalecimento do protagonismo de usuários e de familiares; ações de suporte social e comunitárias; reuniões com familiares etc. Espaço que contemple a vidades para várias pessoas de forma cole va. É importante que a disposição dos móveis seja flexível permi ndo a formação de rodas, minigrupos, fileiras, espaço livre etc. Poderá contar com equipamentos de projeção, TV, DVD, armário para recursos terapêu cos, pia para higienização das mãos e manipulação de materiais diversos. Algumas salas poderão contar também com um espaço anexo que sirva de depósito e guarda de materiais. Consultórios médicos: Três salas para consultas de médico clínico-geral, psiquiatra e neurologista, para acompanhar o quadro clínico e psiquiátrico dos pacientes, fazer diagnós cos, prescrever exames e medicamentos e auxiliar os demais especialistas informando-os sobre as condições do paciente, entre outras a vidades relacionadas à saúde do mesmo. É importante que as salas contenham pias para higienização das mãos, macas e balanças disponíveis para as avaliações médicas. É importante que nessas salas, principalmente no consultório psiquiátrico, o espaço seja agradável e confortável para que o paciente se sinta aconchegante e disposto a discu r sobre os seus problemas. Sala nutricionista: Espaço de trabalho para a nutricionista do Centro, que elabora planos alimentares para os pacientes, individualmente ou em grupos, como as refeições diárias que os pacientes devem receber. Farmácia: Espaço clima zado des nado a programar, receber, estocar, preparar, controlar e distribuir medicamentos ou afins. É interessante que a porta seja do po guichê, possibilitando assim maior interação entre os profissionais que estão na sala e os usuários e os familiares. A farmácia des na-se ao armazenamento e à liberação de medicamentos exclusivamente para usuários em acompanhamento no CAPS. Sala de medicação: Sala des nada à aplicação de medicamentos. Espaço com bancada para preparo de medicação, espaço para ministrar medicação oral e endovenosa, pia e armários para armazenamento de medicamentos dispensados no dia. É interessante que a porta seja do po guichê, possibilitando assim maior interação entre os profissionais que estão na sala, os usuários e os familiares. É desejável que seja próximo ao posto de enfermagem. Sala de esterilização: A Central de Material e Esterilização (CME) é a área responsável pela limpeza e processamento de ar gos e instrumentos médico-hospitalares. Nesse espaço realizam-se o controle quan ta vo e qualita vo, o preparo, a esterilização e a distribuição dos materiais hospitalares.

Quarto de plantão, com banheiro con guo: Sala des nada à permanência e repouso dos profissionais médicos responsáveis pelo cuidado dos pacientes internados no Centro, que requerem atenção con nua 24 horas. O ambiente deve possuir uma cama para descanso, cadeiras confortáveis e armários individuais para que os profissionais possam guardar seus objetos de uso pessoal. Posto de enfermagem: Espaço de trabalho da equipe técnica de enfermagem para execução de a vidades técnicas específicas e administra vas relacionadas às internações, com bancada, pia, armários, mesa com computador e equipamentos médicos. É desejável que se localize próximo aos quartos de internação. USO COMUM Espaço interno de convivência/ Salas de estar: Áreas de encontro de pacientes, familiares e profissionais do CAPS, assim como de visitantes, profissionais ou pessoas das ins tuições do território, que promovam a circulação de pessoas, a troca de experiência, bate-papos, realização de saraus e outros momentos culturais. Devem ser ambientes atra vos e aprazíveis que permitam encontros informais. São também áreas de estar e descanso para os pacientes que estão em internação e também para aqueles em consultas médicas ou terapêu cas. Refeitório: o CAPS deve ter capacidade para oferecer refeições diárias de acordo com o projeto terapêu co singular de cada usuário. O refeitório deverá permanecer aberto durante todo o dia, não sendo para uso exclusivo no horário das refeições. Preferencialmente, com mesas pequenas ordenadas e organizadas de forma a propiciar um local adequado e agradável para as refeições como momentos de convivência e de trocas. SETOR DE TERAPIA OCUPACIONAL Sala de jogos/ a vidades recrea vas: Sala com mobiliários flexíveis que permitem a organização do espaço para a vidades diversas de recreação, diver mento e relaxamento mental e sico, com a formação de grupos e espaços livres. São pra cadas nesse espaço brincadeiras e jogos que desenvolvem as habilidades de equilíbrio, agilidade, rapidez, atenção, confiança, coordenação, memória, controle, observação, reflexo, entre tantas outras. Essas a vidades desenvolvem a paciência e acrescentam bons hábitos como dividir, conviver com o próximo e sociabilizar, prá cas extremamente importantes para aqueles que atendem ao centro de reabilitação psicossocial.


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Atelier de música: Espaço des nado ao aprendizado de instrumentos musicais e/ou apreciação da música como forma de reabilitação e a vidades de dança. Atelier de artes: Espaço des nado às a vidades de arte e artesanato, como pinturas, esculturas, confecção de bijuterias, rendas, crochês, trabalhos com papel, madeira, tecidos, entre outras. É interessante que a disposição dos móveis seja flexível permi ndo a formação de rodas, minigrupos, fileiras e espaços livres. Pode contar com um espaço anexo que sirva de depósito e guarda de materiais. Oficina de reciclagem: Sala des nada aos trabalhos com materiais reciclados. No CAPS de Venâncio Aires, essa oficina é de extrema importância para o Centro e seus usuários, pois é a única oficina geradora de renda: os trabalhos confeccionados pelos pacientes são vendidos na cidade e essa renda é conver da na realização de passeios e viagens, entre outras a vidades externas.

Almoxarifado: Espaço com prateleiras e/ou armários para armazenamento de materiais necessários. Sala de u lidades: Des nada à guarda dos materiais e das roupas u lizadas na assistência aos usuários do serviço, além de guarda temporária de resíduos. Copa funcionários médicos e terapeutas: Espaço des nado para os funcionários médicos, terapeutas e professores prepararem e realizarem refeições e lanches. Sanitários/ Ves ários dos médicos e terapeutas: Ambiente com lavatórios, pias, chuveiros e armários ves ários para os funcionários e profissionais da equipe médica e terapeutas do Centro. Copa funcionários de serviço: Espaço des nado para os funcionários de serviço prepararem e realizarem refeições e lanches.

Sala de leitura e contos: Ambiente onde são realizadas a vidades voltadas à leitura e narração de histórias, envolvendo tanto pacientes quanto seus familiares. Podem ser associadas prá cas teatrais e de expressão corporal, ins gando a liberdade de expressão, imaginação e cria vidade dos pacientes. Para isso, é importante que seja um espaço de layout flexível, permi ndo a formação de rodas, grupos, fileiras, etc.

Sanitários/ Ves ários dos funcionários de serviço: Ambiente com lavatórios, pias, chuveiros e armários ves ários para os funcionários de serviço do Centro.

Sala para a vidades sicas: Espaço des nado a a vidades sicas em grupo, como aulas de Educação Física, sessões de fisioterapia, ginás ca, yoga, pilates, entre outras.

ÁREAS TÉCNICAS

Sala dos terapeutas: Ambiente des nado ao uso dos terapeutas, professores e oficineiros do CAPS, para a organização de seu material pessoal e realização de reuniões.

Área externa ar-condicionado: Área externa e arejada des nada à instalação das unidades externas de ar-condicionado ou unidade Chiller de sistema de ar-condicionado central. Abrigo externo de resíduos comuns: Área coberta para descarte de lixo domés co. Abrigo GLP (gás liquefeito de petróleo): Espaço des nado ao abrigo de reservatórios de gás.

SETOR DE SERVIÇOS/ APOIO Cozinha do refeitório: Espaço para preparo, cozimento e manipulação de alimentos, contendo pias, bancadas, fogão, refrigerador e armários. Além do espaço de preparo, a cozinha será composta de ambientes para higienização, depósito de man mentos e depósito de utensílios de cozinha. Área de serviços/ Lavanderia: Ambiente des nado à limpeza dos materiais e das roupas u lizadas pelos funcionários e médicos na assistência aos pacientes, e também das roupas dos pacientes em internação. Deverá ter tanque de lavagem, lavadora de roupas e espaço para secagem. Rouparia: Espaço pequeno, com armário ou recipientes que separem as roupas limpas das sujas. Não será usado para descarte de material contaminado. Este ambiente pode estar conjugado com o depósito de material de limpeza. Pode ser subs tuído por armários exclusivos ou carros roupeiros. Depósito de material de limpeza: Sala des nada à guarda de aparelhos, utensílios e materiais de limpeza, dotado de tanque de lavagem.

Medidores de água e luz: Espaço externo des nado à instalação dos hidrômetros e medidores de luz. Caldeiras: Área des nado às caldeiras para o aquecimento da água.

ÁREAS EXTERNAS Área externa para embarque e desembarque: Espaço externo coberto suficiente para entrada e saída de automóveis e ambulâncias. Estacionamentos Público e de Serviço: Área externa com vagas de estacionamento para no mínimo 2 ambulâncias, veículos de funcionários, integrantes do corpo médico, pacientes e familiares e visitantes. Área externa de convivência: Área aberta, de circulação de pessoas, com espaços para ações cole vas (reuniões, oficinas, ações culturais e comunitárias etc.) e individuais (descanso, leitura), ou simplesmente um espaço arejado no qual os usuários e/ou os familiares possam compar lhar momentos em grupo ou sozinhos, projetado como espaço de conviver.


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PROGRAMA DE NECESSIDADES

E PRÉ-DIMENSIONAMENTO

AMBIENTE Hall de entrada Recepção Sala de espera/ acolhimento Sala de segurança Sanitários públicos fem Sanitários públicos masc Sanitário público acessível (10%) fem/ masc

SETOR DE ATENDIMENTO PÚBLICO USUÁRIOS EQUIPAMENTOS MÍNIMOS Pacientes, familiares, visitantes Área coberta 2 funcionários recepcionistas 1 balcão, 2 cadeiras, 2 computadores, armários/ arquivos Pacientes, familiares, visitantes Poltronas, sofás, mesas de apoio, televisão (20 pessoas) 1 vigilante 1 mesa, 1 cadeira, 1 computadores Público feminino (10) 3 bacias, 3 lavatórios Público masculino (10) 2 bacias, 2 lavatórios, 1 mictório Público feminino/ masc acessível 2 bacias, 2 lavatórios (2)

ÁREA (m²) 30 12,00 30,00 4,00 5,00 4,00 6,40 ÁREA TOTAL: 91,40 m²

AMBIENTE Sala administrativa/ Diretoria Secretaria Financeiro e RH Sala de reuniões Arquivo/ Prontuários Almoxarifado Copa/ refeitório Sanitários feminino Sanitários masculino

AMBIENTE Salas de terapia individual (mínimo 3) Salas de terapia em grupo (mínimo 2) Depósito salas coletivas Consultório médico Consultório psiquiátrico Consultório neurologista Sala nutricionista Farmácia Sala de medicação Sala de esterilização Sanitários pacientes/ público feminino Sanitários pacientes/ público masculino Sanitários pacientes/ público masc/fem acessível (10%)

SETOR ADMINISTRATIVO EQUIPAMENTOS MÍNIMOS 1 mesa, 3 cadeiras, 1 computador, 1 mesa para reuniões, armários 3 funcionários 3 mesas, 3 computadores, 6 cadeiras, armários/ arquivo 2 funcionários 2 mesas, 6 cadeiras, 2 computadores, 1 mesa para reuniões, armários 10 funcionários 1 mesa grande, 10 cadeiras, 1 retroprojetor funcionários Armários tipo arquivo funcionários Prateleiras e armários 9 funcionários Armários, 1 pia, 1 refrigerador, mesas e/ou bancada, 5 cadeiras, poltronas Funcionários fem (4) 2 bacias, 2 lavatórios Funcionários masc (4) 1 bacia, 1 lavatório USUÁRIOS 1 diretor

SETOR DE ATENDIMENTO PACIENTES USUÁRIOS EQUIPAMENTOS MÍNIMOS 1 terapeuta, 1 paciente ou 1 mesa, 1 computador, 3 cadeiras, 1 armário, paciente e familiares sofás e/ou poltronas 1 ou mais terapeutas, 10 10 cadeiras, mesas, sofás, poltronas, pacientes e familiares equipamentos audiovisuais, armários Pacientes e funcionários Armários 1 médico, 1 paciente e/ou 1 mesa, 3 cadeiras, 1 computador 1 armário, 1 familiares maca, 1 balança, 1 pia 1 psiquiatra, 1 paciente e/ou 1 mesa, 3 cadeiras, 1 armário, 1 computador, familiares sofás e/ou poltronas 1 neurologista, 1 paciente e/ou 1 mesa, 3 cadeiras, 1 computador, 1 armário, 1 familiares maca, 1 balança, 1 pia 1 nutricionista, 1 paciente e/ou 1 mesa, 3 cadeiras, 1 computador, armários, 1 familiares balança Funcionários 1 mesa ou bancada, 1 cadeira, 1 computador, armários, pia, Funcionários médicos, 2 pacientes 1 mesa, 1 cadeira, 1 computador, armários, pia, 2 poltronas, televisão Funcionários 1 bancada, 1 armário, 1 pia Pacientes, familiares e visitantes 5 bacias, 5 lavatórios feminino (20) Pacientes, familiares e visitantes 4 bacias, 4 lavatórios, 2 mictórios masculino (20) Pacientes, familiares e visitantes 2 bacias, 2 lavatórios (fem) feminino ou masculino (3) 1 bacia, 1 lavatório (masc)

ÁREA (m²) 12,00 20,00 20,00 20,00 4,00 4,00 6,00 3,20 1,60 ÁREA TOTAL: 90,80 m²

ÁREA (m²) 9,00 m² cada: 30,00 m² 22,00 m² cada: 50,00 m² total 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 9,00 6,00 8,00 9,00 8,00 9,60 ÁREA TOTAL: 164,00 m²


20 AMBIENTE Quarto coletivo para internação (leito) Banheiro leito Banheiro acessível leito Posto de enfermagem

USUÁRIOS 2 pacientes

Quarto de plantão Sanitário quarto plantão fem/ masc

1 funcionário médico 1 funcionário médico

1 paciente 1 paciente 1 enfermeiro

SETOR DE INTERNAÇÃO EQUIPAMENTOS MÍNIMOS 2 camas, 2 armários, sofás e/ou poltronas

ÁREA (m²) 12,00

1 bacia, 1 lavatório, 1 chuveiro 1 bacia, 1 lavatório, 1 chuveiro 1 mesa, 1 cadeira, 1 computador, 1 pia, armários, equipamentos médicos 1 cama, cadeiras, sofás e/ou poltronas, armários 1 bacia, 1 lavatório

3,00 4,50 6,00 9,00 3,00 ÁREA TOTAL: 38,00 m²

AMBIENTE Salas de estar/ área interna de convivência Refeitório Sanitários público feminino Sanitários público masculino Sanitários público masc/fem acessível (10%)

USO COMUM USUÁRIOS EQUIPAMENTOS MÍNIMOS Pacientes, acompanhantes, Sofás, poltronas, mesas de apoio familiares e visitantes 100 pessoas Mesas e cadeiras Pacientes, terapeutas, familiares e 5 bacias, 5 lavatórios visitantes feminino (20) Pacientes, terapeutas, familiares e 4 bacias, 4 lavatórios, 2 mictórios visitantes masculino (20) Pacientes, terapeutas familiares e 2 bacias, 2 lavatórios (fem) visitantes feminino ou masculino 1 bacia, 1 lavatório (masc) (2)

ÁREA (m²) 50,00 120,00 9,00 8,00 9,60

ÁREA TOTAL: 196,60 m² AMBIENTE Sala de jogos/ atividades recreativas Atelier de música Atelier de artes Depósito Oficina de reciclagem Depósito Sala de leitura/ contos Biblioteca Sala para atividades físicas

Depósito Sala dos terapeutas/ oficineiros Sanitários público feminino Sanitários público masculino Sanitários público acessível feminino Sanitários público acessível masculino

SETOR DE TERAPIAS OCUPACIONAIS USUÁRIOS EQUIPAMENTOS MÍNIMOS 20 pacientes, oficineiro/ Mesas, cadeiras, armários e prateleiras professor/ fisioterapeuta 20 pacientes, oficineiro/ professor 10 cadeiras, mesas de apoio, equipamentos audiovisuais, instrumentos musicais 20 pacientes, oficineiro/ professor 10 cadeiras, mesas prateleiras, armários, bancada com pia. Pacientes, oficineiro/ professor Prateleiras e armários 20 pacientes, oficineiro Mesas, cadeiras, prateleiras, armários, bancada com pia Funcionários e pacientes Prateleiras e armários 20 pacientes, oficineiro Cadeiras, poltronas e mesas de apoio Pacientes, oficineiro Prateleiras, estantes, sofás e/ou poltronas 20 pacientes, oficineiro/ Aparelhos e equipamentos de Educação Física e professor/ fisioterapeuta ginástica, colchonetes, armários, mesas de apoio Funcionários e pacientes Prateleiras e armários Profissionais das terapias Mesa para reuniões, mesas de apoio, cadeiras, ocupacionais computares, armários Pacientes, oficineiros e 5 bacias, 5 lavatórios professores feminino (24) Pacientes, oficineiros e 4 bacias, 4 lavatórios, 2 mictórios professores masculino (22) Pacientes, oficineiros e 2 bacias, 2 lavatórios professores feminino (3) Pacientes, oficineiros e 2 bacias, 2 lavatórios professores masculino (3)

ÁREA (m²) 45,00 45,00 45,00 4,00 45,00 4,00 45,00 20,00 45,00

4,00 16,00 9,00 8,00 6,40 6,40 ÁREA TOTAL: 347,80 m²

AMBIENTE Área externa ar-condicionado

USUÁRIOS Funcionários

Abrigo externo de resíduos comuns Abrigo de gás Medidores água e luz Infra-estrutura

Funcionários

Área para caldeiras

Funcionários

Funcionários Funcionários Funcionários

ÁREAS TÉCNICAS * EQUIPAMENTOS MÍNIMOS Em torno de 30 unidades/ ou 1 unidade Chiller para sistema central Contêineres de coleta seletiva Reservatórios de gás Hidrômetros e medidores de luz Reservatórios de água superior, inferior e de incêndio, cisterna, casa de bombas/ máquinas Caldeiras para aquecimento da água

ÁREA MÍN (m²) 10,00 m² 2,00 1,00 1,00 100,00 50,00 ÁREA TOTAL: 164,00 m²


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL AMBIENTE Cozinha do refeitório

Despensa para a cozinha Sanitário feminino funcionários da cozinha Sanitário masculino funcionários da cozinha Área de serviços/ Lavanderia Rouparia Depósito de material de limpeza Almoxarifado Sala de utilidades Copa/ Refeitório dos funcionários médicos e terapeutas Sanitários/ Vestiários feminino para os funcionários médicos Sanitários/ Vestiários masculino para os funcionários médicos Sanitários/ Vestiários fem/masc funcionários médicos acessível Copa/ Refeitório dos funcionários serviço Sanitários/ Vestiários feminino para os funcionários serviço Sanitários/ Vestiários masculino para os funcionários serviço Sanitários/ Vestiários fem/masc funcionários serviço acessível

SETOR DE SERVIÇOS/ APOIO USUÁRIOS EQUIPAMENTOS MÍNIMOS Funcionários e pacientes Área para recepção de alimentos, armazenagem, preparo, cocção, lavagem, balcão de distribuição: Bancadas, fogão, pia, refrigerador, armários Funcionários Armários e prateleiras Funcionários 1 bacia, 1 lavatório

ÁREA (m²) 35,00

4,00 3,20

Funcionários

1 bacia, 1 lavatório

3,20

Funcionários

Máquinas de lavar/ secar roupas, taque, área para secagem Armários roupeiros Prateleiras e armários, 1 tanque Prateleiras e armários Prateleiras e armários Armários, pia, refrigerador, mesas, cadeiras, poltronas 1 bacia, 1 lavatório, 1 chuveiro

30,00

1 bacia, 1 lavatório, 1 chuveiro

4,00

1 bacia, 1 lavatório, 1 chuveiro

5,00 6,00

Funcionários serviço feminino (5)

Armários, pia, refrigerador, mesas, cadeiras, poltronas 1 bacia, 1 lavatório, 1 chuveiro

Funcionários serviço (5)

1 bacia, 1 lavatório, 1 chuveiro

4,00

Funcionários serviço fem/ masc acessível (1)

1 bacia, 1 lavatório, 1 chuveiro

5,00

Funcionários Funcionários Funcionários Funcionários Funcionários médicos e terapeutas (10) Funcionários médicos e terapeutas feminino (5) Funcionários médicos e terapeutas masculino (5) Funcionários médicos e terapeutas fem/ masc acessível (1) Funcionários serviço (10)

21

4,00 4,00 4,00 4,00 6,00 4,00

4,00

ÁREA TOTAL: 130,00 m² AMBIENTE Área externa para embarque/desembarque Estacionamento Público Estacionamento Funcionários/ Serviço Área externa de convivência Área externa para atividades físicas

ÁREAS EXTERNAS USUÁRIOS EQUIPAMENTOS MÍNIMOS Funcionários, equipe médica, Estrutura de cobertura pacientes, familiares e visitantes Pacientes, familiares e visitantes 20 vagas veículos, 10 vagas motos, 10 vagas bicicletas, 2 vagas ambulâncias Funcionários, equipe médica, pacientes, familiares e visitantes Funcionários, equipe médica, pacientes, familiares e visitantes Funcionários/ professores/ oficineiros/ fisioterapeuta e pacientes e familiares

ÁREA MÍN (m²) 20,00 550,00

20 vagas veículos

450,00

Bancos, mesas de apoio e demais equipamentos urbanos Equipamentos de ginástica, bancos

100,00 100,00

AREA TOTAL: 1 220,00 m² * OBS: Não é necessária uma estação de tratamento de esgoto própria para o Centro pois a área onde o mesmo será inserido possui tratamento oferecido pela Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN), como verificado na visita ao local.

CONTABILIZAÇÃO

DAS ÁREAS GERAIS

ÁREAS GERAIS Áreas construídas 20% circulação/ paredes Subtotal Áreas externas

TOTAL

1 235,00 m² 247,00 m² 1 482,00 m² 1 220,00 m²

2 702,00 m²


22

Serviços/ Apoio - A: 130,00 m²

ORGANOGRAMA

DEPÓSITO

SALA ATIVIDADES FÍSICAS

DEPÓSITO

OFICINA DE RECICLAGEM

BIBLIOTECA

OFICINA DE LEITURA/ CONTOS

REFEITÓRIO SANITÁRIOS

SALAS ESTAR

CONSULTÓRIOS MÉDICOS 2 SALAS TERAPIA INDIVIDUAL 3 SALAS TERAPIA EM GRUPO

Uso Comum A: 196,60 m²

ÁREA EXTERNA CONVIVÊNCIA

NUTRICIONISTA

FARMÁCIA

SALA DE ESPERA

QUARTO PLANTÃO

2 QUARTOS

Setor Internação A: 38,00 m²

DEPÓSITO Setor Atendimento A: 176,60 m²

SALA UTILIDADES

ESTACIONAMENTO PÚBLICO

ACESSO PÚBLICO

RECEPÇÃO

Setor Administra vo A: 90,80 m²

CIRCULAÇÃO SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

Setor Público A: 91,40 m²

ARQUIVO/ PRONTUÁRIOS

HALL EXTERNO

VIGILÂNCIA

HALL INTERNO

SANITÁRIOS

ALMOXARIFADO DIRETORIA SECRETARIA

DEPÓSITO DE MATERIAL LIMPEZA ROUPARIA

FINANCEIRO/ RH LAVANDERIA SALA REUNIÕES ALMOXARIFADO COPA SANITÁRIOS

COPAS FUNCION.

VESTIÁRIOS FUNC. SERVIÇO VESTIÁRIOS FUNC. MÉDICOS/ TERAPEUTAS

HALL EXTERNO

ESTACIONAMENTO FUNCIONÁRIOS

GLP RESÍDUOS AR CONICIONADO

ACESSO FUNCIONÁRIOS ADMINISTRAÇÃO/ FUNCIONÁRIOS DA SAÚDE

SETORES: PÚBLICO

ATENDIMENTO

ADMINISTRAÇÃO

INTERNAÇÃO

SERVIÇOS/ APOIO

USO COMUM

ÁREA TÉCNICA

TERAPIAS OCUPACIONAIS

CIRCULAÇÃO SERVIÇOS/ APOIO

ATELIER DE ARTES

SANITÁRIOS

RESERVATÓRIOS E CISTERNA CALDEIRAS

Área Técnica A: 164,00 m²

CIRC. ÁREA TÉCNICA

DEPÓSITO

POSTO DE ENFERMAGEM

ATELIER MÚSICA

COZINHA

SANITÁRIO

Setor de Terapias Ocupacionais A: 348,00 m²

SALA MEDICAÇÃO

2 SANITÁRIOS

SALA DE RECREAÇÃO

SALA ESTERILIZAÇÃO

CIRCULAÇÃO ATENDIMENTO

SANITÁRIOS

CIRCULAÇÃO TERAPIAS OCUPACIONAIS

SALA TERAPEUTAS

CIRCULAÇÃO INTERNAÇÃO

SANITÁRIO

DESPENSA

CIRCULAÇÃO DE SERVIÇOS/ APOIO

ÁREA EXTERNA SERVIÇOS

ACESSO SERVIÇOS


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

ATELIER DE ARTES

DEPÓSITO

SALA ATIVIDADES FÍSICAS

DEPÓSITO

OFICINA DE RECICLAGEM

BIBLIOTECA

OFICINA DE LEITURA/ CONTOS

REFEITÓRIO SANITÁRIOS

QUARTO PLANTÃO

SANITÁRIOS NUTRICIONISTA

ATELIER MÚSICA

POSTO DE ENFERMAGEM

COZINHA

CONSULTÓRIOS MÉDICOS 2 SALAS TERAPIA INDIVIDUAL

SANITÁRIO

SALA DE RECREAÇÃO

2 QUARTOS

SALA MEDICAÇÃO

SANITÁRIOS

DEPÓSITO

SALA ESTERILIZAÇÃO

2 SANITÁRIOS

SALA TERAPEUTAS

SANITÁRIO

DESPENSA

FLUXOGRAMA

SALAS ESTAR 3 SALAS TERAPIA EM GRUPO

DEPÓSITO

FARMÁCIA

ÁREA EXTERNA CONVIVÊNCIA

SALA DE ESPERA

SALA UTILIDADES

ESTACIONAMENTO PÚBLICO

ACESSO PÚBLICO/ PACIENTES

RECEPÇÃO

DIRETORIA SECRETARIA

DEPÓSITO DE MATERIAL LIMPEZA ROUPARIA

FINANCEIRO/ RH ARQUIVO/ PRONTUÁRIOS

HALL EXTERNO

VIGILÂNCIA

HALL INTERNO

SANITÁRIOS

ALMOXARIFADO

LAVANDERIA SALA REUNIÕES ALMOXARIFADO COPA SANITÁRIOS

COPAS FUNCION.

VESTIÁRIOS FUNC. SERVIÇO VESTIÁRIOS FUNC. MÉDICOS/ TERAPEUTAS

HALL EXTERNO

ESTACIONAMENTO FUNCIONÁRIOS

GLP RESÍDUOS AR CONICIONADO

FLUXOS:

ACESSO FUNCIONÁRIOS ADMINISTRAÇÃO/ FUNCIONÁRIOS MÉDICOS E TERAPEUTAS

RESERVATÓRIOS E CISTERNA CALDEIRAS

ÁREA EXTERNA SERVIÇOS

PÚBLICO PACIENTES FUNCIONÁRIOS MÉDICOS/ TERAPEUTAS FUNCIONÁRIOS ADMINISTRAÇÃO FUNCIONÁRIOS SERVIÇOS

ACESSO SERVIÇOS

23


24

REFERÊNCIAS PROJETUAIS:

ANÁLISE CONTEXTUAL CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL CAPS II VENÂNCIO AIRES

É importante destacar que a unidade des na-se somente ao tratamento de pacientes adultos com transtornos mentais: o atendimento a crianças e adolescentes, bem como o atendimento a dependentes químicos e alcoólicos são disponibilizados em diferentes unidades de CAPS- CAPSi e CAPS AD, respec vamente. Atualmente o edi cio que abriga o CAPS de Venâncio Aires localiza-se no centro da cidade, nas esquinas das ruas Reinaldo Schmaedcke e Visconde do Rio Branco. Possui uma boa localização em relação aos principais pontos de saúde da cidade, estando ao lado do Posto de Saúde Central e da Farmácia Popular do município e a três quadras do Hospital. Por localizar-se no centro da cidade, o acesso ao local torna-se fácil pela

Rua Reina

ldo Schm

de do Rio

Branco

aedcke

Rua Viscon

De acordo com a enfermeira geral e coordenadora do Centro, Regina Marmi , com que ve a oportunidade de uma visita guiada no local, 5800 pacientes já passaram pelo local, tendo recebido algum po de tratamento ou atendimento, sendo esses considerados pacientes passivos. Além desses, 1700 pacientes comparecem mensalmente para consultas e tratamentos, estes considerados pacientes a vos. Além disso, a unidade também recebe pacientes de cidades vizinhas- Passo do Sobrado, Vale Verde e Mato Leitão - para o atendimento psiquiátrico desses. Regina também afirma que é esporádica a necessidade de internação de pacientes, dada que a função dos CAPS é justamente a de subs tuir as internações. Quando se faz necessária, a internação dos pacientes ocorre no hospital municipal.

Situação e Localização/ Fonte: BING Maps

RUA OSV ALDO ARA NHA

O Centro de Atenção Psicossocial de Venâncio Aires enquadra-se no Nível II devido à abrangência populacional do município (70 mil habitantes) e realiza o acolhimento a pacientes com transtornos mentais, visando es mular a sua integração familiar e social, oferecendo atendimento médico, psiquiátrico, psicológico, neurológico, com a realização de oficinas e grupos terapêu cos.

N Igreja

Posto de Saúde

Hospital

Serviço móvel de atendimento de urgência - SAMU

proximidade aos pontos de ônibus e táxi. As vias circundantes são de tráfego medianamente intenso, contudo, não apresentam estrutura urbana adequada des nada aos pedestres, como faixas de segurança, traffic calming ou semáforos para a travessia segura destes. O acesso de veículos torna-se di cil pois o local não possui nenhum espaço de estacionamento, sendo necessária a parada dos veículos nas vias circundantes, o que dificulta o tráfego local.

Fachada frontal de acesso a par r da Rua Visconde do Rio Branco/ Fonte: Arquivo pessoal


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

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De acordo com a coordenadora Regina, atualmente a equipe do CAPS é composta por uma enfermeira, um técnico em enfermagem, uma terapeuta ocupacional, dois assistentes sociais, dois psicólogos, um psiquiatra, um neurologista, um clínico geral, um fisioterapeuta e uma nutricionista, além dos recepcionistas que também trabalham na área administra va e os oficineiros: professores de Educação Física, de Música, Artesanato e Contos. De acordo com o Ministério da Saúde, uma unidade CAPS Nível II deve apresentar uma equipe mínima de um médico psiquiatra; um enfermeiro com formação em saúde mental; 4 profissionais de nível superior (psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, pedagogo, educador sico ou outro profissional necessário ao projeto terapêu co) e 6 profissionais de nível médio (entre as seguintes categorias: técnico e/ou auxiliar de Enfermagem, técnico administra vo, técnico educacional e artesão).

ACIMA: Vista da esquina de acesso à edificação/ Fonte: Google Street View ABAIXO: Sala de Leitura e biblioteca./ FONTE: Blog Biblioteca municipal de Venâncio Aires

Pode-se assim dizer que o CAPS de Venâncio Aires possui em sua equipe um número sa sfatório de profissionais para o atendimento dos seus pacientes de acordo com a sua abrangência populacional. Entretanto, a edificação não atende aos requisitos mínimos de espaços sicos e condições ambientais requeridas pelo Ministério de Saúde, de modo que essa equipe profissional não possui os espaços adequados para a realização do seu trabalho, bem como os pacientes não recebem o devido acolhimento que lhes é necessário. Logo à entrada da edificação, encontra-se um pequeno espaço para a recepção dos pacientes, o qual, em minha percepção, tratava-se de um espaço muito pequeno e pouco confortável, onde também pude perceber a presença de um guarda para a segurança do local, sentado em meio aos pacientes em espera pois não dispunha de um espaço próprio para o seu trabalho. Atrás do balcão de recepção, encontra-se

Vista do conjunto a par r da esquina de acesso/ Fonte: Google Street View


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uma pequena sala administra va, com mesas e caixas arquivos em um espaço acanhado e dificultoso visível através do vidro da recepção. A par r desse pequeno espaço de recepção, a unidade divide-se em duas áreas dis ntas: um espaço mais reservado onde encontram-se três consultórios médicos e a sala da coordenadora, e um outro espaço aberta para a circulação a par r da recepção onde encontram-se espaços comuns como as salas de terapia em grupo, a sala de oficinas de artesanato e música, o refeitório e a cozinha, e os sanitários para os pacientes e também para os funcionários. É visível uma certa desorganização na distribuição dos ambientes, uma vez que alguns espaços e a vidades se misturam e os fluxos de funcionários e pacientes se esbarram. Todos os ambientes são percep velmente pequenos e insuficientes para as suas a vidades, ressaltado ainda pelo fato da inexistência de qualquer depósito de materiais, sejam estes para o artesanato ou para a ginás ca. Todos os materiais são man dos dentro das próprias salas, deixando os espaços ainda menores e desorganizados. Além disso, por haver um número insuficiente de espaços sicos, diferentes a vidades se mesclam em um mesmo ambiente: na mesma sala onde são realizadas as terapias ocupacionais em grupo, também realiza-se a a vidade de contos e leituras e é onde também se localiza uma pequena biblioteca. Na sala de áudio e vídeo, também são realizadas pequenas palestras, a vidades sicas e recrea vas, fisioterapia e oficinas de música e dança, onde materiais de ginás ca misturam-se a equipamentos eletrônicos e de acompanhamento médico, como balanças. A par r desse ambiente recrea vo tem-se o acesso ao pá o externo. Foi este o ponto que mais deteve a minha atenção. O pá o é extremamente pequeno e impossibilita qualquer prá ca ao ar livre, além da inexistência de qualquer paisagismo ou qualquer po de contato com a natureza: a par r do pequeno gramado já encontra-se a cerca de divisa da edificação, e o espaço vizinho consiste em uma área seca para estacionamento. Ao lado da sala de áudio e vídeo encontra-se um espaço para o refeitório e uma pequena cozinha. De acordo com a coordenadora, diversos pacientes em tratamento intensivo se fazem presentes no CAPS diariamente e passam o dia no local, de modo que este disponibiliza refeições como café da manhã, almoço e lanches para esses pacientes.

extrema importância como um espaço de acolhimento para os pacientes e seus familiares, salas de atendimento individualizado, farmácia, sala de aplicação de medicamentos, quartos com acomodações individuais para o acolhimento noturno, quarto de plantão, áreas de serviço e depósito para material de limpeza, rouparia, área externa para resíduos, área externa para embarque e desembarque e área externa de convivência. Durante a minha visita guiada pelo Centro, a coordenadora Regina Marmi também citou a necessidade de um espaço próprio para o CAPS onde possa ser realizada a oficina de Reciclagem. De acordo com ela, essa oficina é um programa de extrema importância para o Centro pois é a única oficina geradora de renda: os trabalhos confeccionados pelos pacientes são vendidos na cidade e essa renda é conver da na realização de passeios e viagens, entre outras a vidades. De acordo com ela, essa oficina atualmente funciona em um espaço alugado em outra edificação da cidade.

ACIMA: Realização de a vidades sicas na sala de áudio e vídeo/ ABAIXO: Realização de terapia em grupo/ Fonte: Blog da Biblioteca Municipal

O espaço do refeitório também é u lizado como uma área de convivência e de celebrações de pequenas festas que acontecem no Centro. O edi cio também apresenta uma carência enorme em relação à acessibilidade: os ambientes pequenos são de di cil uso para cadeirantes e é visível a falta de planejamento dos espaços para a u lização dos mesmos. Em relação às exigências do Ministério da Saúde para os espaços sicos mínimos de uma unidade CAPS II, são muitos os ambientes ausentes na unidade de Venâncio Aires. Dentre eles, podem ser citadas áreas de

Vista do pá o externo do CAPS a par r da rua Visconde do Rio Branco, com relação direta para com o estacionamento no terreno vizinho/ Fonte: Google Street View


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

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REFERÊNCIAS PROJETUAIS:

REFERÊNCIA TIPOLÓGICA

CENTRO DE REABILITAÇÃO SOCIAL ALICANTE OTXOTORENA ARQUITECTOS

Localizado na cidade de San Juan de Alicante, na Espanha, este centro de reabilitação psicossocial faz parte complexo socioassistencial Doctor Esquerdo d’Alacant, e atende pessoas com graves transtornos mentais através da realização de a vidades diárias, além de oferecer espaço residencial para pacientes com transtornos mentais que não necessitam de hospitalização.

Situação e Localização/ Fonte: Google Earth

Em suas imediações, encontram-se importantes edi cios ins tucionais voltados à saúde, como a Faculdade de Medicina de Alicante, o Ins tuto de Neurociências e o Hospital Universitário. O complexo situa-se em uma área afastada do centro da cidade, porém não isolada. As vias que levam até o Centro são freeways que permitem o acesso rápido ao local. A via de acesso principal, contudo, consiste em uma via secundária e de menor fluxo, o que permite maior tranquilidade aos usuários do edi cio uma vez que este faz bastante contato com a via através da sua extensa fachada de plano horizontal e super cie envidraçada. O grande recuo existente entre o edi cio e a rua, bem como a diferença de nível da edificação em relação ao terreno reforçam a privacidade dos usuários. O projeto divide-se em três setores dis ntos: residência para pessoas com transtornos mentais que não necessitam de hospitalização; um Centro de Reabilitação e Integração Social (CRIS) com a vidades

N Faculdade de Medicina

Ins tuto de Neurociências

Hospital Universitário

Via de acesso

diversas, e um Centro Diurno para estadia durante o dia e a vidades diárias. Os diagramas abaixo demonstram essa setorização nas plantas baixas:

Térreo

Subsolo

Centro de Reabilitação e Integração Social e Centro Diurno

Estacionamento e Serviços

Residência

Subsolo Estacionamento e Serviços

Vista da fachada principal de acesso/ Fonte: Archdaily


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Acesso de veículos ao subsolo/ Fonte: Archdaily

A edificação se organiza funcionalmente em um único volume em forma de paralelepípedo, contendo dois diferentes níveis- um subsolo e o pavimento térreo- e uma área técnica no terraço, em uma área total de 16 657,00 m². No pavimento térreo estão organizadas todas as a vidades de atendimento aos pacientes e também de serviços e administração, através da disposição de diversos poços de luz que funcionam como pá os internos permi ndo a iluminação natural para todos os ambientes. Hall de entrada e recepção/ Fonte: Archdaily

A entrada principal acontece por meio de uma longa rampa que dá acesso a um grande hall de entrada, com o serviço de recepção e área de espera. A par r desse hall de recepção, tem-se dois setores dis ntos dispostos um para cada lado do hall, este funcionando como um núcleo central para organização dos fluxos. À direita desse ambiente encontram-se salas de terapia individual e em grupo, bem como espaços de estar e recrea vos e espaços para a vidades sicas, funcionando como o CRIS e Centro Diurno, com capacidade de atender até 25 pacientes diariamente. No outro sen do, encontram-se os leitos residenciais, com capacidade para até 50 pessoas, com diversas salas para a vidades sicas e de entretenimento e de atendimento em grupo e individual.

Poço de luz visto a par r do interior da edificação/ Fonte: Archdaily

Acesso público através da rampa e de serviços pela escadaria/ Fonte: Archdaily

No subsolo encontram-se apenas as áreas para estacionamento e áreas de serviço, além de ves ários para os funcionários. Aos fundos da edificação encontra-se um grande pá o para a vidades externas, bem como quadras de esportes, como é possível verificar na implantação. A fachada que se volta para esse pá o se interrompe por uma série de paineis ver cais que funcionam como brises, protegendo a edificação da exposição solar e do calor.

Vista da edificação a par r da via lateral. É possível ver aqui a área técnica no terraço oculta por uma grade metálica/ Fonte: Archdaily

Vista da fachada dos fundos coberta por brises ver cais/ Fonte: Archdaily


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Hall de entrada/ Recepção/ Espera Circulação Ver cal Poços de luz

Salas de estar de uso comum Salas de estar fechadas

Salas de terapia em grupo/ palestras Salas de terapia/ atendimento individual

Sala para a vidades recrea vas Salas para a vidades sicas/ Academia

Sanitários de uso comum

Sala de reuniões

Refeitório/ Copa

Leitos compar lhados Leitos individuais Depósito/ Serviços

Planta baixa térreo

Planta baixa subsolo

Fachada principal de acesso

Fachada dos fundos

Corte longitudinal passando pelos poços de luz

Acesso público Acesso serviços

Acesso veículos

Serviços

Circulação Ver cal

Estacionamento

Sanitários/ Ves ários para os funcionários

Poços de luz

Ambientes não iden ficados

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REFERÊNCIAS PROJETUAIS:

REFERÊNCIA TIPOLÓGICA

CENTRO PSIQUIÁTRICO FRIEDRICHSHAFEN HUBER STAUDT ARQUITETOS

O Centro Psiquiátrico da cidade de Friedrichshafen, na Alemanha, está integrado ao campus do Hospital de Friedrichshafen, localizado em uma área rural distante do centro da cidade. Envolto por densa vegetação na va e campos de plantação, os bairros mais próximos ao campus consistem em bairros residenciais. Uma via de maior fluxo conecta o campus e estes bairros à cidade. Esta localização do edi cio favorece a tranquilidade e in midade para o seus ambientes, e o contato com a natureza para os seus usuários.

Situação e Localização/ Fonte: Google Earth

H

Além disso, por estar localizado dentro do campus do hospital, possui fácil acesso à qualificada infra-estrutura oferecida pelas ins tuições de saúde ali localizadas. O projeto para o Centro Psiquiátrico foi a proposta vencedora de um concurso realizado em 2007 para integrar o campus do hospital, cujo edi cio original fora construído na década de 60. Nesse contexto, os arquitetos optaram por uma construção em concreto aparente e madeira sem tratamento, em referência à construção tradicional do local. O centro oferece tratamento para pessoas adultas com transtornos mentais, inclusive idosos, onde a relação entre o paciente e sua família e ambiente de trabalho é man da, prestando serviços de reabilitação e de apoio social como complemento necessário aos tratamentos médicos. Os serviços prestados no centro são de terapia individual e em grupo, formação metacogni va, terapia ocupacional, oficinas de música, arte, terapia de cozinhar, terapia com ro com arco, a vidades sicas com terapia do movimento e técnicas de relaxamento, terapia assis da com animais, psicoeducação, tratamento farmacológico e eletroconvulsoterapia (ECT). Para o atendimento desses serviços, o centro possui salas de tamanho diferenciadas para as diferentes a vidades, amplos espaços de cozinha e refeitório para as oficinas de gastronomia, estações de rótulo aberto faculta vos com dormitórios em um total de 45 leitos, enfermarias e salas de eletroconvulsoterapia, para que os pacientes com necessidade desse tratamento não sejam descolados ao hospital. O edi cio em forma de U rodeia um espaçoso jardim com um belo tratamento paisagís co para contatos e aplicações terapêu cas.

N Hospital de Friedrichshafen

H

Heliponto

Via de acesso da cidade ao Centro Principais vias de acesso ao Centro

Vista aérea da edificação/ Fonte: Archdaily

Vista da fachada de acesso à edificação/ Fonte: Archdaily


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

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Um amplo corredor envidraçado emoldura a visão generosa da paisagem ondulada e ajuda a enfa zar a inclinação natural, mesmo dentro do pá o coberto. O centro pode ser facilmente percebido na paisagem ao mesmo tempo em que permite vistas pitorescas desde o seu interior. Grandes salas de terapia com acesso direto ao jardim dos pacientes estão dispostas na planta do térreo para aproveitar as possibilidades de iluminação natural ao longo da encosta. O reves mento ver cal, composto por perfis de madeira sem tratamento confere ao edi cio, através de sua transparência, uma aparência aberta e arejada. Estes estão relacionados com amplos decks de madeira acessíveis aos lounges localizados no pá o central, onde encontram-se canteiros táteis e plantas aromá cas. No piso térreo são duas enfermarias de psiquiatria, com dormitórios individuais e compar lhados. Nesse pavimento também situam-se áreas para os funcionários, como copa, refeitórios, sanitários e ves ários, bem como áreas de serviço e administração da edificação, e salas de reunião. Essas áreas de serviço distribuem-se em duas barras laterais, uma logo à entrada principal, e outra aos fundos da edificação, com um acesso individual próprio para os serviços.

ACIMA: Visual do pá o central a par r da cobertura verde/ Fonte: Stefan Bernard Arquitetos Paisagís cos ABAIXO: Perspec va do interior da passarela/ FONTE: Archdaily

Já no segundo pavimento distribuem-se salas para a vidades diversas, como oficinas em grupo de música, arte, gastronomia e terapias. Terraços externos permitem as visuais do pá o central no térreo para estes ambientes. Alguns dormitórios compar lhados também estão nesse pavimento, sempre associados com uma sala de enfermaria. As coberturas da edificação são compostas por telhados verdes, pois exis a a preocupação com a visual dos ocupantes das demais edificações do campus do hospital, uma vez que estes são bem mais altos que o centro psiquiátrico e localizam-se no seu entorno imediato, deixando completamente exposta a estrutura da sua cobertura. Nessas coberturas verdes distribuem-se uma série de sha s para a iluminação zenital dos ambientes do segundo pavimento, com acesso para manutenção através de terraços.

Vista do conjunto com destaque para a passarela envidraçada/ Fonte: Archdaily


32

Passarela/ Corredor envidraçado

B

C’

Diagrama de usos do pavimento térreo:

A

A‘

Hall de entrada Sala de espera

Circulação Ver cal

Recepção

Salas de terapia/ atendimento individual

C

B’

Acesso público Acesso serviços Acesso veículos

Refeitório/ Copa

Salas de estar de uso comum

Dormitórios individuais

Sanitários de uso comum

Áreas de serviço e de administração/ Espaços para os funcionários

Dormitórios compar lhados

Enfermarias/ Salas de eletroconvulsoterapia

Depósito/ Serviços

1. Hall de entrada à direita e área de espera aos fundos 2. Cozinha e refeitório 3. Sala de terapia em grupo / Fonte: Archdaily

1

2

3


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

33

B

C’

Diagrama de usos do segundo pavimento:

A

A‘

C

B’

Circulação Ver cal

Dormitórios individuais

Refeitório/ Copa

Terraços

Salas de terapia/ atendimento individual

Dormitórios compar lhados

Sanitários de uso comum

Cobertura verde

Salas de terapia/ trabalho em grupo

Enfermarias/ Salas de eletroconvulsoterapia

Salas de estar de uso comum

Sha s para a iluminação zenital

4 e 5. Salas de terapia em grupo 6. Imagem interna de um dos dormitórios compar lhados / Fonte: Archdaily

4

5

6


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REFERÊNCIAS PROJETUAIS:

REFERÊNCIAS ARQUITETÔNICAS HOSPITAL PSIQUIÁTRICO BJARKE INGELS GROUP

Localizado em Helsingor, na Dinamarca, o principal conceito arquitetônico neste projeto é o ‘Ser e Não ser hospital’: buscar uma arquitetura que ao mesmo tempo abraçasse a funcionalidade necessária de um hospital psiquiátrico mas fizesse as pessoas se sen rem em qualquer lugar menos em num hospital.

Planta baixa perspec vada do pavimento térreo/ Fonte: Bjarke Ingels

Visual de um dos pá os internos do segundo pavimento para o térreo/ Fonte: Bjarke Ingels

Visualização no terraço das aberturas no pavimento térreo/ Fonte: Archi zier

BIG afirma: ‘‘Em nossa pesquisa, não só fizemos uma análise intensiva do programa e as necessidades dos clientes, como também entrevistamos os usuários diários da clínica: funcionários, pacientes e parentes. O diferente resultado dessas entrevistas não deu nenhuma resposta clara quanto ao que o hospital deveria ser. Em vez disso, apontaram vários paradoxos e ambigüidades que trouxemos para o projeto, transformando-os em qualidades conflitantes do programa . Um hospital psiquiátrico requer uma funcionalidade clara e centralizada.’’ A estrutura foi então concedida sob o conceito do floco de neve: uma estrutura centralizada a qual permite que todos os departamentos irradiem em direções separadas, deixando espaços informais dentro e ao redor deles, criando pá os internos e diferentes ângulos das visuais externas, quebrando a monotonia do ambiente hospitalar tradicional e permi ndo a entrada da luz natural.

Circulações internas irradiadas em diferentes direções, criando abertura para a visual externa / Fonte: Bjarke Ingels

Vista aérea externa do conjunto / Fonte: Bjarke Ingels


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

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NEPEAN UNIDADE DE SAÚDE MENTAL WOODS BAGOT ARQUITETOS

Situado no campus do Hospital de Nepean, em Sidney, na Austrália, o Centro de Saúde Mental de Nepean foi projetado para responder ao aumento da demanda por serviços de saúde mental como resultado do crescimento e envelhecimento da população. Por isso oferece leitos tanto para pessoas com transtornos mentais quanto para os idosos.

Planta baixa térrea da edificação/ Fonte: Archdaily

Visual da fachada envidraçada na esquina principal/ Fonte: Archdaily

Vista aérea do conjunto da edificação/ Fonte: Archdaily

O projeto é um exemplo de como os cuidados em saúde mental estão mudando para criar ambientes regenera vos e de cura para a recuperação: a forma arquitetônica do edi cio cria espaços dinâmicos em contraposto à concepção rígida tradicional da arquitetura hospitalar, além de permi r a criação de diversos pá os internos. Estes pá os estão conectados entre si por passagens por dentro da edificação, permi ndo a liberdade de circulação dos pacientes pelos diversos ambientes, além de um generoso acesso solar. O aço duro e o exterior envidraçado relacionam-se com os edi cios hospitalares adjacentes e contrastam com a sensação não-ins tucional dos interiores e dos pá os internos, onde o foco é a cura pelo design e a criação de um sen do de humanidade e propriedade individual. Visual de um dos pá os internos/ Fonte: Archdaily

Incidência da luz solar nos pá os internos do edi cio/ Fonte: Archdaily


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LANÇAMENTO ARQUITETÔNICO PRELIMINAR Diagrama de zoneamento dos usos (sem escala): DE PE D

ESTR ES

HOSPITAL

VIA DE PRINCIPAL IMPORTÂNCIA E DE MAIOR VISUALIZAÇÃO - ACESSO PRINCIPAL

ATR A

S D A

PR

AÇ A

PRAÇA PÚBLICA

SAMU

PONTOS DE ÔNIBUS

EQUIPAMENTOS URBANOS

ACESSO PRINCIPAL PEDESTRES BICICLETÁRIOS

E

MAIOR CONCENTRAÇÃO/ FLUXO DE PESSOAS

IM ND

ENT

O

Terapia grupal Terapia individual Consultórios médicos Sala esterilização ÇÃ N A O Sala medicação T ER Quartos Sanitários Farmácia Quarto plantão Posto de enfermagem

ACESSO PRINCIPAL PÚBLICO

IN

AT

VIA DE FLUXO INTENSO

POSTO DE SAÚDE

FLUXO

S

Recepção

IÇO

Copa Vestiários Rouparia Lavanderia Depósito material de limpeza Cozinha/ Sala de Despensa utilidades

U

A DM I Salas de convivência

ÇÃO

Prontuário

ÁREA EMBARQUE/ DESEMBARQUE EMERGENCIAL/ AMBULÂNCIAS

Depósito de resíduos

Oficina de reciclagem

AIS

Atelier de Artes

PA CION

Bibl.

OCU

Ar condicionado

IAS

AP

TER

Recreação Atelier de música Sala dos terapeutas Oficina de Sanitários contos/leitura

Cisterna

APAE

Sala de atividades físicas

Depósitos

Vagas estacionamento funcionários médicos e de serviço

ES

T

AC

ST

Copa Diretoria Secretaria Reuniões Financeiro/ RH Almoxarifado Sanitários

Sanitários

Caldeiras Abrigo GLP

NI

RA

Refeitório

Almoxarifado

ÁREA TÉC NICA

Embarque/ Desembarque

C OM UM SO

VIA DE FLUXO MODERADO

RV

SE

Espera

I ON

AM

EN

T O DE SE RV IÇOS

Vagas estacionamento público ES T AC I ON EN

O

T

ACESSO VEÍCULOS PÚBLICO

AM

ACESSO SERVIÇOS

BLI

CO

VIA LOCAL DE MENOR IMPORTÂNCIA E MENOR VISUALIZAÇÃO - ACESSO SERVIÇOS VIA DE FLUXO LEVE

N


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

37

ZONEAMENTO DE USOS E COMPOSIÇÃO O lançamento da proposta parte do conceito de propor uma arquitetura que seja adversa à arquitetura tradicional na história dessa temá ca: uma arquitetura que busque quebrar o paradigma de isolamento, abrindo o edi cio para fora e buscando a integração deste com o seu entorno e a sua comunidade, inserindo a edificação no seu contexto urbano de modo a permi r que tanto os pacientes quanto a cidade façam uso do mesmo. Desse modo, propõe-se um alargamento do passeio para dentro do terreno em seu lado norte, criando um largo urbano que facilite o acesso das pessoas ao Centro e às edificações do entorno imediato, e que possibilite a concentração de pessoas, oferecendo pontos de ônibus, bicicletários e equipamentos urbanos diversos, que possam ser u lizados tanto pelos transeuntes quanto pelos pacientes do Centro. No zoneamento de setores, propõe-se a que área de u lização e atendimento dos pacientes seja na zona central, de modo a facilitar os fluxos, situando as áreas administra vas e de serviços nas laterais do terreno. As áreas de uso comum, como o refeitório e os espaços de convivência, funcionam como o núcleo da edificação, a par r do qual se dispõem as áreas de atendimento aos pacientes e internação ao norte, e as áreas de terapia ocupacional ao sul, permi ndo o acesso de serviços de modo direto para esse setor uma vez que esse necessita da carga e descarga de materiais, como por exemplo, para a oficina de reciclagem. As áreas técnica e de serviços são dispostas na faixa oeste do terreno, liberando as demais fachadas de visualização direta do passeio e melhores

condições de incidência solar para as áreas de maior relevância no projeto. Propõe-se o acesso de serviços e de veículos pelo lado sul, a par r da via de menor fluxo, e as áreas de estacionamentos a situar-se nas laterais sul e oeste do terreno. Para uma disposição geral preliminar dos setores no sí o, par u-se de uma malha de 2,5 x 2,5 metros a fim de alcançar o mais próximo possível as áreas correspondentes aos volumes desses setores, resultando, de modo geral, em quatro diferentes blocos. Propõe-se uma diferenciação nas alturas dos blocos de modo a evidenciar a hierarquia dos setores, onde os blocos centrais correspondentes ao atendimento aos pacientes são elevados em relação aos blocos laterais de serviços e administração. O bloco de terapia ocupacional, no lado sul, funcionaria em dois pavimentos, a fim de permi r as visuais do próprio Centro, da praça e da cidade, para os pacientes durante os seus encontros. A elevação desse bloco também enfa za a importância da terapia ocupacional quanto à sua função na reabilitação psicossocial, destacando a relevância do trabalho e da socialização como peças fundamentais no tratamento. Por úl mo, propõe-se o distanciamento entre os blocos, a fim de criar pá os internos como áreas de convivência e de conexão entre os diferentes setores, assim como permi r a entrada de luz natural para todos os ambientes.

Diagramas de esquema da composição: (sem escala) O VEÍC

ACESS

ULOS DE ESTAC O VEÍC SER ION ACESS VIÇ AM OS

PÚ ESTAC BLI IO CO NA M

ULOS

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TO SER

VIÇ OS EÁ EN REA TO AL IA N P IO A TÉC E R CU PA C T R NIC E A ECEP O A DM ÇÃ M U M O INI O STR USO C TO N E AÇÃ IM O ATEND TERNAÇÃ O E IN

ACES

BLICO SO PÚ

2. ZONEAMENTO DOS SETORES

2 PA

V

1P AV

AV 1/ 2 P BLICO

SO PÚ

ACES

3. DIFERENCIAÇÃO DAS ALTURAS

4. AFASTAMENTO DOS BLOCOS

1. MALHA DE COMPOSIÇÃO (2,5x2,5 metros) E E

5. CONJUNTO NO ENTORNO


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LEGISLAÇÃO No que diz respeito às diversas diretrizes projetuais estabelecidas pelas leis federais, estaduais e municipais para a realização de obras arquitetônicas e pelas leis específicas para um centro ambulatorial CAPS, destacam-se aqui aquelas que, de certo modo, possam vir a ser u lizadas na concepção do projeto apresentado nesta pesquisa.

CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO

CÓDIGO DE OBRAS DE VENÂNCIO AIRES

Dos direitos de vizinhança:

Elementos de construção: O código de obras estabelece uma altura livre mínima de 2 metros para as passagens nas escadas e uma declividade máxima para as rampas de 15% em relação ao seu comprimento.

Dos limites entre prédios e do direito de tapagem: Art. 1.297. O proprietário tem direito a cercar, murar, valar ou tapar de qualquer modo o seu prédio. Este também tem o direito de aviventar rumos apagados e a renovar marcos destruídos ou arruinados, repar ndo-se proporcionalmente entre os interessados as respec vas despesas.

Do direito de construir: Art. 1.299. O proprietário pode levantar em seu terreno as construções que lhe aprouver, salvo o direito dos vizinhos e os regulamentos administra vos. Art. 1.300. O proprietário construirá de maneira que o seu prédio não despeje águas, diretamente, sobre o prédio vizinho. Art. 1.301. É permi do abrir janelas, ou fazer terraços ou varandas, a menos de 1,50 metro do terreno vizinho. - As janelas cuja visão não incida sobre a linha divisória, bem como as perpendiculares, não poderão ser abertas a menos de 75 cen metros, exceto aberturas para luz ou ven lação de no máximo 10 cen metros de largura sobre 20 de comprimento e construídas a mais de 2 metros de altura de cada piso. Art. 1.304. É permi do edificar junto à edificação vizinha que se encontra no alinhamento, madeirando na parede divisória do prédio con guo se esta suportar a nova construção. Art. 1.306. O condômino da parede-meia pode u lizá-la até ao meio da espessura, não pondo em risco a segurança ou a separação dos dois prédios, e avisando previamente o outro condômino das obras que ali tenciona fazer. Não pode sem consen mento do outro, fazer, na paredemeia, armários ou obras semelhantes, correspondendo a outras, da mesma natureza, já feitas do lado oposto. Art. 1.307. Qualquer dos confinantes pode aumentar a altura da parede divisória, se necessário reconstruindo-a, para suportar o alteamento.

O pé-direito mínimo deve ser de 2,60 metros em compar mentos de u lização prolongada, e de 2,40 metros em compar mentos de u lização transitória. Em caso de banheiros, depósitos e garagens, a altura mínima deve ser de 2,20 em toda a sua extensão. Iluminação e ven lação dos compar mentos: Os sanitários, garagens e compar mentos de u lização especiais poderão ser ven lados por meio de dutos horizontais ou dutos ver cais com o comprimento máximo de 3,00 metros e diâmetro mínimo de 30 cen metros, sendo que, nos casos em que o comprimento do duto for maior que 3,00 metros, será obrigatório o uso de processo mecânico. Os dutos deverão possuir saída direta para o exterior do imóvel, não sendo permi do em paredes de divisa. Todos os compar mentos, seja qual for a sua finalidade, devem ter aberturas em plano ver cal diretamente para a via pública ou área interna (exceto corredores ou caixas de escadas) A soma da área dos vãos de iluminação e ven lação de um compar mento terá seu valor mínimo expresso em fração da área desse compar mento, sendo de 1/7 da super cie do piso para os compar mentos de uso prolongado, e de 1/12 para compar mentos de u lização transitória.

NBR 9050 - ACESSIBILIDADE A EDIFICAÇÕES, MOBILIÁRIO, ESPAÇOS E EQUIPAMENTOS URBANOS Rampas: Qualquer super cie de piso com declividade igual ou superior a 5% é considerada como rampa. Para garan r que uma rampa seja acessível, são definidos os limites máximos de inclinação, os desníveis a serem vencidos e o número máximo de segmentos, conforme a tabela 6 da norma: Desníveis máximo de cada segmento de rampa h (m)

Inclinação admissível em Número máximo cada segmento de rampa i (%) de segmentos de rampa

1,50

5,00 (1:20)

Sem limite

1,00

5,00 (1:20) < i ≤ 6,25 (1:16)

Sem limite

0,80

6,25 (1:16) < i ≤ 8,33 (1:12)

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Art. 1.308. É proibido encostar à parede divisória chaminés, fogões, fornos ou quaisquer aparelhos ou depósitos susce veis de produzir infiltrações ou interferências prejudiciais ao vizinho (exceto chaminés ordinárias e fogões de cozinha).

Para inclinação entre 6,25 % e 8,33 %, é recomendado criar áreas de descanso nos patamares a cada 50,00 metros de percurso.

Art. 1.311. Não é permi da a execução de qualquer obra ou serviço susce vel de provocar desmoronamento ou deslocação de terra, ou que comprometa a segurança do prédio vizinho.

A largura da rampa deve ser estabelecida de acordo com o fluxo de pessoas, onde a largura livre mínima recomendável para as rampas em rotas acessíveis é de 1,50 metro, sendo o mínimo admissível de 1,20 m.

Tabela 6: Dimensionamento de rampas


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

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ANVISA - AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA REGULAMENTO TÉCNICO PARA PLANEJAMENTO, PROGRAMAÇÃO, ELABORAÇÃO E AVALIAÇÃO DE PROJETOS FÍSICOS DE ESTABELECIMENTOS ASSISTENCIAIS DE SAÚDE (Resolução – RDC nº 50)

Rotas de fuga: Uma das atualizações mais recentes na Norma de Acessibilidade diz respeito às rotas de fuga. Quando essas incorporarem escadas de emergência ou elevadores de emergência, devem ser previstas áreas de resgate com espaço reservado e demarcado para o posicionamento de pessoas em cadeiras de rodas, dimensionadas de acordo com o módulo de referência, conforme representado nos exemplos abaixo:

a)

b)

a) Área reservada para cadeira de rodas junto à escada b) Área reservada para cadeira de rodas junto às escadas em espaços confinados

c)

d)

c) Área reservada para cadeira de rodas na antecâmara dor elevador de emergência e na escada d) Área reservada para cadeira de rodas na antecâmara de uso comum do elevador de emergência e escada

Em relação aos elementos constru vos, o regulamento estabelece: Estacionamentos: Para estacionamentos com até 100 vagas, devem exis r duas vagas reservadas a deficientes ambulatórios. Circulações horizontais: Os corredores de circulação de pacientes ambulantes ou em cadeiras de rodas, macas ou camas, devem ter a largura mínima de 2,00 metros quando maiores que 11,00 metros de comprimento, e de 1,20m para os demais, não podendo ser u lizados como áreas de espera. Circulações ver cais: Os estabelecimentos assistenciais de saúde com até dois pavimentos, incluindo térreo, fica dispensado de elevador ou rampa. Neste caso, a movimentação de pacientes pode ser feita através de escada com equipamentos portáteis ou plataforma mecânica po plano inclinado adaptada à escada, no caso do paciente precisar ser transportado. Escadas: As escadas que se des nam ao uso de pacientes devem possuir largura mínima de 1,50 metro. Já aquelas des nadas ao uso exclusivo do pessoa podem ter largura mínima de 1,20 metro. Nenhuma escada pode ter degraus dispostos em leque. Nas unidades de internação, a distância entre a escada e a porta do quarto mais distante não pode ultrapassar os 35,00 metros. Rampas: As rampas só podem ser u lizadas como único meio de circulação ver cal quando vencerem no máximo dois pavimentos, independentemente do andar onde esta se localiza. A largura mínima das rampas des nadas ao uso de pacientes deve ser de 1,50 metro, e aquelas des nadas ao uso exclusivo de funcionários e serviços pode possuir largura mínima de 1,20 metro. As condições mínimas de dimensionamento para as rampas seguem a norma de acessibilidade NBR 9050.

Nessas áreas de resgate, deve ser previsto no mínimo um M.R. a cada 500 pessoas de lotação por pavimento, sendo no mínimo um por pavimento e um para cada escada e elevador de emergência. Se a antecâmara das escadas e a dos elevadores de emergência forem comuns, o quan ta vo de M.R. pode ser compar lhado.

Condições ambientais de conforto: O afastamento mínimo entre as janelas de ambientes de uso prolongado deve ser de 3,00 metros em relação às empenas de qualquer edificação. Nos demais ambientes, esse afastamento mínimo é de 1,5 metro, exceto em banheiros, sanitários, ves ários e depósitos de material de limpeza, que poderão ser ven lados através de poços de ven lação ou similares.

Sanitários, banheiros e ves ários: Os sanitários, banheiros e ves ários acessíveis devem possuir entrada independente, de modo a possibilitar que a pessoa com deficiência possa u lizar a instalação sanitária acompanhada de uma pessoa do sexo oposto.

Portas: Todas as portas u lizadas para a passagem de camas/macas devem ter dimensões mínimas de 1,10m (vão livre) x 2,10 m. Porém, nas salas de exame ou terapias que necessitam de acesso de maca, a dimensão mínima do vão livre deve ser de 1,20 metro. As portas de banheiros e sanitários de pacientes devem abrir para fora do ambiente, a fim de que sejam abertas sem necessidade de empurrar o paciente eventualmente caído atrás da porta.

A norma define que, nas edificações de serviços de saúde; como ambulatórios, no qual enquadra-se o CAPS; o número mínimo de sanitários acessíveis deve ser de 10%. Nesses mesmos locais, quando houver área de espera com assentos fixos, o mínimo de 5 % desses assentos deve ser acessível para pessoas obesas.

Em relação aos ambientes e compar mentos:


40 NBR 9077 - SAÍDAS DE EMERGÊNCIA Compar mentos des nados à internação de pacientes adultos e infan s: Cada quarto de internação deve ser provido de banheiro exclusivo, além de um lavatório/pia para uso da equipe de assistência em uma área anterior à entrada do quarto ou mesmo no interior desses, fora do banheiro. Um lavatório/pia externo ao quarto/enfermaria pode servir a no máximo 4 quartos ou 2 enfermarias. Salas de exames e de terapia: Dentro das próprias salas ou em ambiente anexo de fácil acesso deve (m) exis r lavatório (s) exclusivo (s) para uso da equipe de assistência.

As saídas de emergência são dimensionadas em função da população da edificação. Cálculo da população: A população de cada pavimento da edificação é calculada pelos coeficientes da Tabela 5, considerando sua ocupação dada na Tabela 1. Por ser considerado um serviço ambulatorial, o Centro de Atenção Psicossocial classifica-se como H-3, de acordo com a Tabela 1, como demonstrado abaixo:

Compar mentos des nados ao processamento de roupa: O fluxo de roupa nos estabelecimentos de saúde pode ser agente de transmissão da infecção hospitalar. Para tanto, definem-se barreiras de fluxo, com a dis nção de setores: 1ª.) Pré-classificação de roupa na origem: através de carros porta-saco (duplo ou triplo), dotados de tampa acionada por pé; 2ª.) Sala de recepção, classificação, pesagem e lavagem de roupa suja: ambiente altamente contaminado que necessita requisitos arquitetônicos próprios como: banheiro, exaustão mecanizada com pressão nega va, local para recebimento de sacos de roupa por carros, tubulão ou monta-cargas, espaço para carga de máquina de lavar, ponto de água para lavagem do ambiente, pisos e paredes laváveis, ralos, interfone ou similar e visores. Pisos e paredes devem ser de material resistente e lavável. A conduta nessa área deve prever equipamento de proteção individual aos funcionários. 3ª.) Lavagem de Roupa: independente do porte da lavanderia, deve-se usar sempre máquinas de lavar de porta dupla ou de barreira, onde a roupa suja é inserida pela porta da máquina situada do lado da sala de recebimento, pesagem e classificação por um operador e, após lavada, re rada do lado limpo através de outra porta. A comunicação entre as duas áreas é feita somente por visores e interfones.

Tabela 1. Classificação das edificações quanto à sua ocupação.

Em função do programa de necessidades e das áreas pré-dimensionadas nesse trabalho, é provável que o projeto para o CAPS virá a se classificar como edificação baixa ou de média altura, assim como de grande ou médio pavimento, conforme as tabelas 2 e 3: Tabela 2. Classificação das edificações quanto à sua altura:

Tanto na área "suja" quanto na área "limpa", é obrigatório a instalação de um lavatório para uso da equipe profissional. Também é obrigatória a existência de sistemas de exaustão mecânica na lavanderia, tanto na área "suja" quanto na área "limpa", os quais devem ser independentes um do outro. O regulamento também estabelece uma ordem nos fluxos de trabalho na área de processamento de roupas:

Tabela 3. Classificação das edificações quanto às suas dimensões em planta:

1.Recebimento-> 2.Classificação /pesagem -> 3.Lavagem /centrifugação-> 4. Seleção (relavagem ou conserto se for o caso) -> 5. Secagem /calandragem -> 6. Passagem /prensagem -> 7. Seleção para costura (conserto e relavagem ou baixa, se for o caso) -> 8. Dobragem -> 9.Preparo de pacotes -> 10. Armazenamento e distribuição. Obs. As quatro primeiras a vidades (recebimento, classificação, pesagem, lavagem) são consideradas “sujas” e portanto devem ser, obrigatoriamente, realizadas em ambientes próprios e exclusivos e com paramentação adequada.

Sala de u lidades: Devem ser projetadas de tal forma que possam, sem afetar ou interferir com outras áreas ou circulações, receber material contaminado da unidade onde se encontra, receber o despejo de resíduos líquidos contaminados, além de abrigar roupa suja e opcionalmente resíduo sólido (caso não exista sala específica para esse fim), a serem encaminhados à lavanderia e ao abrigo de resíduos sólidos. A sala deve possuir sempre, no mínimo, uma pia de despejo e uma pia de lavagem comum. Compar mentos des nados ao preparo e cocção de alimentos: Em cada local de trabalho destes compar mentos é obrigatória a instalação de um lavatório/pia no ambiente para uso da equipe profissional, assim como a existência de um sanitário exclusivo para o pessoal que manuseia os alimentos em relação à população total do estabelecimento de saúde.

Tabela 4. Classificação das edificações quanto às suas caracterís cas constru vas:


CAPS CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL

Dimensionamento das saídas de emergência: A largura das saídas dos acessos, escadas, descargas, e outros, é dada pela seguinte fórmula: N = P/C, onde: N = número de unidades de passagem, arredondado para número inteiro P = população, conforme coeficiente da Tabela 5 C = capacidade da unidade de passagem, conforme Tabela 5

Larguras mínimas a serem adotadas: a) 1,10 metro, correspondendo a duas unidades de passagem e 55 cm, para as ocupações em geral; b) 2,20 metros, para permi r a passagem de macas, camas, e outros, nas ocupações do grupo H, divisão H-3. Tabela 5. Dados para o dimensionamento das saídas de emergência:

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As portas devem ter as seguintes dimensões mínimas de luz: a) 80 cen metros, valendo por uma unidade de passagem; b) 1,00 metro, valendo por duas unidades de passagem; c) 1,50 metro, em duas folhas, valendo por três unidades de passagem. Nota: Acima de 2,20 m, exige-se coluna central.

Rampas: O uso de rampas é obrigatório para unir dois pavimentos de diferentes níveis em acessos a áreas de refúgio em edificações do grupo H-3, no qual enquadra-se o CAPS. A declividade máxima das rampas externas e internas nas edificações de ocupação H deve ser de 10% (1:10). Elevadores de emergência: É obrigatória a instalação de elevadores de emergência nas ocupações ins tucionais H-2 e H-3, sempre que sua altura ultrapassar 12,00 m.

Áreas de refúgio: A área de refúgio é a parte de um pavimento separada do restante por paredes corta-fogo e portas corta-fogo, tendo acesso direto, cada uma delas, a uma escada de emergência, como exemplificado na figura abaixo: Tabela 6. Distâncias máximas a serem percorridas:

Tabela 7. Número de saídas e pos de escadas: Acima: Desenho esquemá co de área de refúgio PCF = Porta corta-fogo V = Varanda

Em edificações dotadas de áreas de refúgio, as larguras das saídas de emergência podem ser reduzidas em até 50%, desde que cada local compar mentado tenha acesso direto às saídas, com larguras correspondentes às suas respec vas áreas e não-menores que as mínimas absolutas de 1,10 metro para as edificações em geral, e 2,20 metros para as ocupações H-2 e H-3. Notas: EP = escada enclausurada protegida (escada protegida)

Tabela 8. Exigência de alarme:

É obrigatória a existência de áreas de refúgio em prédios ins tucionais de ocupações H-2 e H-3,quando classificados em M, N ou O por suas alturas (altura superior a 6,00 metros).

LEI nº 13425/ 30 MARÇO DE 2017

Notas: a) * = Locais onde é exigido alarme b) † = Indica necessidade de consultar normas específicas.

Portas: As portas das rotas de saída e aquelas das salas com capacidade acima de 50 pessoas e em comunicação com os acessos e descargas devem abrir no sen do do trânsito de saída.

Artigo 4º. O processo de aprovação da construção, instalação, reforma, ocupação ou uso de estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público perante o poder público municipal, voltado à emissão de alvará de licença ou autorização, ou documento equivalente, deverá observar: I - o estabelecido na legislação estadual sobre prevenção e combate a incêndio e a desastres e nas normas especiais editadas na forma do art. 2o desta Lei; II - as condições de acesso para operações de socorro e evacuação de ví mas; III - a prioridade para uso de materiais de construção com baixa inflamabilidade e de sistemas preven vos de aspersão automá ca de combate a incêndio;


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

RIBEIRO, Sergio Luiz. A criação do Centro de Atenção Psicossocial Espaço Vivo. Psicol. cienc. prof. [online]. 2004, vol 24, n.3, pp 92-99. PITTA, Ana Maria Fernandes. Reabilitação Psicossocial no Brasil. São Paulo: Hucitec, 2001. 2ª ed. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Centros de atenção psicossocial e unidades de acolhimento como Lugares da Atenção Psicossocial nos Territórios: Orientações para elaboração de projetos de construção, reforma e ampliação de CAPS e de UA. Brasília, 2015. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Portaria/GM n.º 336, de 19 de fevereiro de 2002. Estabelece CAPS I, CAPS II, CAPS III, CAPS i II e CAPS ad II, Brasília, 2002. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria da Atenção à Saúde/ Departamento de Ações Programá cas Estratégicas/ Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas. Saúde Mental em Dados 12. Ano 10, nº 12, outubro de 2015. BRASIL. Código Civil. Código civil brasileiro e legislação correlata. 2. ed. Brasília: Senado Federal, Subsecretaria de Edições Técnicas, 2008. BRASIL. Decreto-Lei n. 13425, de 30 de março de 2017. Estabelece diretrizes gerais sobre medidas de prevenção e combate a incêndio e a desastres estabelecimentos, edificações e áreas de reunião de público; altera as Leis nº 8078, de 11 de setembro de 1990, e 10406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil; e dá outras providências. Brasília, DF, 30 mar. 2017. ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. RDC n.º 50, de 21 de fevereiro de 2002. Regulamento Técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos sicos de estabelecimentos assistenciais de saúde, Brasília, 2002. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9050: Acessibilidade a edificações, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2004. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 9077: Saídas de emergência em edi cios. Rio de Janeiro, 2001. VENÂNCIO AIRES. Código de Obras de Venâncio Aires promulgado em dezembro de 2014. Venâncio Aires: 2014 VENÂNCIO AIRES. Plano Diretor de Venâncio Aires promulgado em dezembro de 2014. Venâncio Aires: 2014 CENTRO DE REABILITAÇÃO PSICOSSOCIAL/ OTXOTORENA ARQUITECTOS. Em: Archdaily. Disponível em: <h p://www.archdaily.com.br/br/625185/centro-de-reabilitacao-psicossocial-otxotorena-arquitectos >. Acesso em: 1 março 2017. CENTRO DE SALUD MENTAL DR. ESQUERDO DE ALICANTE. Em: La Verdad. Disponível em: <h p://www.laverdad.es/fotos/ciudadalicante/201503/30/centro-salud-mental-esquerdo-30103131334526-mm.html >. Acesso em: 1 março 2017. CENTRO PSIQUIÁTRICO FRIEDRICHSHAFEN/ HUBER STAUDT ARCHITEKTEN. Em: Archdaily. Disponível em: <h p://www.archdaily.com.br/br/601552/centro-psiquiatrico-friedrichshafen-slash-huber-staudt-architekten >. Acesso em: 1 março 2017. PSYCHIATRIC CENTRE FRIEDRICHSHAFEN. Em: Huber Staudt Architects bda. Disponível em: <h p://www.huberstaudtarchitekten.de/english/projekte/zfp%20fr/index.html>. Acesso em: 1 março 2017. ZENTRUM FÜR PSYCHIATRIE FRIEDRICHSHAFEN. Em: Stefan Bernard Ladscha sarchitekten. Disponível em: <h p://www.stefanbernard.de/projekte/garten-gemeinscha /zentrum-fuer-psychiatrie-friedrichshafen/>. Acesso em: 1 março 2017. PSY PSYCHIATRIC HOSPITAL. Em: BIG/ Bjarke Ingels Group. Disponível em: < h p://big.dk/#projects-psy >. Acesso em: 1 março 2017. NAPEAN MENTAL HEALHT CARE/ WOODS BAGOT. Em: Archdaily. Disponível em: < h p://www.archdaily.com/550968/nepean-mental-healthcentre-woods-bagot >. Acesso em: 1 março 2017. CHANGING THE NATURE OF HEALING FOR MENTAL HEALTH BY DESIGN. Em: Woods Bagot: People Architecture. Disponível em: <h ps://www.woodsbagot.com/projects/nepean-mental-health-centre-penrith>. Acesso em: 1 março 2017. PRECAST AESTHETICS ENHANCE THE HEALING PROCESS. Em: Na onal precast. Disponível em: < h p://na onalprecast.com.au/wpcontent/uploads/2015/06/Nepean-Mental-Health-Centre.pdf >. Acesso em: 1 março 2017.


CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL CAMILA LUÍSA FRANCETTO

Profile for Camila Francetto

TFG I - Trabalho Final de Graduação  

Fundamentação teórica base de criação da proposta arquitetônica do novo Centro de Atenção Psicossocial - CAPS II.

TFG I - Trabalho Final de Graduação  

Fundamentação teórica base de criação da proposta arquitetônica do novo Centro de Atenção Psicossocial - CAPS II.

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