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IN

ABRIL 2014

FORMAÇÃO

CRIATIVIDADE SEM LIMITES

EXTRAORDINÁRIAS CARICATURAS DE THIAGO HOISEL

O que é e para que serve o círculo cromático Saiba por quê é tão importante entender sobre as cores pág 10

3Doodle transforma desenhos em tridimensionais A caneta que torna possível esculpir sem ser escultor pág 13

Pôsteres da Copa do Mundo de futebol

A lógica infantil vira humor inteligente

Confira e compare todos os pôsteres da Copa do mundo pág 14

Armandinho, com seu jeito questionador, faz as pessoas refletirem pág 16

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SUMÁRIO TIPOGRAFIA

Entenda sobre essa área importante para o design em geral págs 4 -5

ILUSTRAÇÃO

Conheça um dos melhores caricaturista da atualidade págs 6 -7

DESIGN

Entenda sobre as cores e sua importância págs 10-11

TECNOLOGIA

Saiba o que está na moda em relação ao 3D págs 12-13

PORTFÓLIO

Conheça um dos melhores personagens de tirinha da atualidade págs 16 a 19

PROCESSO DE IMPRESSÃO Saiba quais são os processos de impressão usados no mercado págs 20 a 22

PÔSTERES

ECODESIGN

Conheça sobre essa nova tématica, que irá revolucionar o mercado industrial págs 8 -9

Veja como foi feito os pôsteres das competições anteriores à Copa de 2014 e as cidades-sede desse ano págs 14- 15

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TIPOGRAFIA

Qual a diferença entre tipografia, caligrafia e lettering Uma explicação rápida para diferenciar esses três importantes termos no meio da arte de brincar com as letras

A tipografia é relacionada com sistema de tipos móveis (aqueles usados na época da prensa) e também com a criação dos tipos. É o que engloba a organização, estilo e aparência dos tipos. Ela é o produto do Lettering, afinal, é o resultado da interpretação das letras aplicadas aos tipos móveis.

A caligrafia é a arte de escrever letras, muito mais adequada para longas leituras do que o lettering. Escribas dominavam a arte da escrita e seus livros podem ser consideradas obras de arte! Hoje em dia o uso de tipos para escrita têm dominado um espaço muito grande e a caligrafia vem sido deixada de lado, afinal, tem sido cada vez mais raro as vezes que precisamos escrever algum texto longo a mão.

O lettering pode ser simplesmente definido como a arte de desenhar letras e a principal diferença com a tipografia é que o produto do lettering é a combinação de formas projetadas e desenhadas com um propósito específico, ao contrário da tipografia, que usa formas pré fabricadas. Aplicações da tipografia podem ser encontradas em corpos de textos de livros, folhetos, panfletos etc. Já o lettering é encontrado em marcas como letras decorativas (coca-cola, várias bandas de metal , etc).

A tipografia e suas fontes fundamentais A fonte tipográfica, nada mais é que um protótipo ou conjunto de caracteres tipográficos que apresentam o mesmo formato, as mesmas características e, geralmente, mantêm o mesmo tamanho, como as fontes Arial, Tahoma, Verdana, entre outras ou fonte negrita, fonte itálica, fonte sublinhada, conhecidos como família tipográfica, ou seja, variação estilística de determinada fonte. A utilização do termo “fonte”, que substitui a expressão “tipo de letra” se deu por conta da aplicação de computadores e pelo ajuste de programas da Microsoft para o português, porém as duas nomenclaturas são plausíveis e aceitas. As fontes são divididas em grupos, devido as suas características, contudo existem quatro tipo de fontes fundamentais

Fontes Serifadas: Geralmente esse tipo de fonte é utilizado em textos corridos, uma vez que guiam o olhar do leitor pelo texto, fazendo com que este leia as palavras completas e não as letras individuais. As fontes serifadas causam esse efeito, pois os prolongamentos finais deixam a impressão de união das letras e palavras. Podemos citar como exemplo as fontes Times New Roman, Garamond, Bodoni, Didot e Caslon.

de forma mais impactante. Alguns exemplos: Helvética, Arial, Optima, Kabel, entre outras.

Fontes não Serifadas: Conhecidas também como Sans-Serif ou sem Serifa, essas fontes são recomendadas para títulos, anúncios ou textos que serão visto principalmente no monitor, pois transmitem clareza, leveza e organização. Uma vez que chama atenção para cada palavra, e não para o texto por inteiro, atraem o leitor

Fontes Black Letter’s: São chamadas popularmente de fontes góticas e originam-se das fontes serifadas. Classificam-se como fontes Display. As encontramos na primeira letra do “Era uma vez...” de livros infantis. Exemplos: OldEnglish, Goudy Text.

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Fontes Script ou Manuscritas: São, na maioria das vezes, utilizadas em trabalhos gráficos como convites, pois são tradicionais. Por reproduzir a escrita humana, passam a mensagem de elegância, classe, antiguidade. Fontes English111, Vivace BT, TypoUpringht BT, Amazone BT, por exemplo

OldEnglish


TIPOGRAFIA

Ferramentas online para criar sua fonte Como eu faço uma fonte em casa? Simples, abre o seu navegador preferido e mãos à obra

A tecnologia nos proporcionou uma outra situação, as tipografias únicas, exclusivas, “feitas em casa” – literalmente. Nunca se viu tantos typedesigners aparecendo por aí e

FontArk.net

tantas fontes sendo oferecidas na internet – pagas ou não – para deleite dos editores e designers.

A mais nova aparição sobre os editores de fontes on-line. Ele sugere uma edição simples e direta de fontes e caracteres, assim como a utilização de variações de forma muito prática.

Os editores de fontes on-line são uma ótima alternativa para quem está começando e para quem gosta de inventar suas próprias letras.

Fontstruct.com

O Fontstruct foi lançado em 2006, sendo um dos primeiros editores deste tipo. Trabalha com um grid variável e proporciona uma grande quantidade de opções para desenhar seus caracteres.

FontArk.net

MyScriptFont.com

Ele cumpre um papel de mediador. É legal pois te obriga a voltar-se ao desenho dos caracteres no papel, digitalizar, só que não te oferece ferramentas para redesenhar digitalmente. Um template é oferecido com o set de caracteres e você, após desenhá-los, envia a imagem para que convertem suas letrs em uma fonte digital.

MyScriptFont.comm

Funciona bem, e na questão do desenho é bem simples agradando aos aventureiros.

Fontstruct.com

É curioso, pois facilita o processo, sendo gostoso testar curvas e alinhamentos para ver como está ficando.

É possível trabalhar de forma bastante dinâmica com os objetos oferecidos, construindo tipos bem detalhados, mas o grande barato é a facilidade de se criar tipos modulares, muito rápido e fácil também.

Conhecer as possibilidades que nossas ferramentas de trabalho nos oferecem é sempre importante para aprendermos cada vez mais.

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ILUSTRAÇÃO

AS CARICATURAS DE TIAGO HOISEL Os exageros e o humor estão sempre ligados e um dos resultados possíveis desta combinação são as caricaturas. Todos conhecemos artistas de rua que fazem desenhos em menos de 10 minutos, mas Tiago Hoisel é um verdadeiro perito no que a esta técnica diz respeito.

A caricatura é mais do que uma brincadeira. Para aqueles que não sabem, existe toda uma técnica que tem de ser dominada e os desenhos são feitos com tanta inspiração e talento, como em qualquer outra arte. Tiago Hoisel, caricaturista de Salvador, Bahia, é um bom exemplo do domínio de boa parte desta técnica. Fazendo parte da nova geração de ilustradores brasileiros, Hoisel vem chamando a atenção do mercado editorial, devido à sua qualidade, humor e rigor nos detalhes, trabalhando para muitas revistas brasileiras. Uma das suas maiores inspirações é o cartunista Ique, nome de referência nas caricaturas brasileiras que trabalha há mais de 20 anos no Jornal do Brasil.

Thiago domina o Photoshop como poucos e dá vida às seus personagens transformando-os em desenhos dignos da Pixar. Trabalhando quase todos os dias, prefere o 2D e os desenhos pouco elaborados junto às ideias simples. Hoje trabalha principalmente em publicidade, onde tem pouco tempo e uma alta exigência de qualidade, utilizando texturas de fotografias para enriquecer as imagens. Quanto ao futuro, Hoisel quer continuar a estudar pintura e possivelmente trabalhar em animação, pois a concepção de personagens sempre foi algo que o fascinou.

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Não deixe de visitar o site dele: tiagohoisel.blogspot.com.br


Algumas ilustrações de Hoisel

ILUSTRAÇÃO

Guia do ilustrador: Um livro essencial para qualquer desenhista O que é ser ilustrador? Desta simples pergunta, e depois de muita conversa entre centenas de ilustradores, surgiu a idéia e a necessidade de um guia, algo que servisse para orientar os iniciantes, dar mais embasamento para os que já estão há algum tempo no mercado e estabelecer uma relação mais homogênea entre todos os profissionais da ilustração.

O Guia dos Ilustradores não tem a intenção de servir de regra ou lei nem esgotar o assunto - é apenas um guia, onde cada um tem a liberdade de trabalhar como quiser, mas agora consciente do que pode ou não ser adequado para si mesmo e para a profissão.

Nele há dicas preciosas sobre desenho, mercado de trabalho das artes gráficas (com ênfase maior em ilustração), informações sobre como elaborar um portfólio, como se comportar numa entrevista, o que precisa para entrar no mercado profissional de desenho, entre outros macetes.

O Guia está disponibilizado gratuitamente no endereço www.guiadoilustrador.com.br

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ECO DESIGN

Categorizações do Ecodesign

Com o tempo, a relação entre recursos naturais (renováveis e não renováveis), energéticos e humanos vêm sofrendo grandes alterações, em consequência disso o impacto da Indústria no Meio Ambiente tem aumentado exponencialmente.

Ele também tem como missão analisar todo o ciclo de vida do produto (desde a concepção até o descarte), que por sua vez é a ferramenta mais completa de avaliação de produtos.

Com essas alterações tornou-se evidente a necessidade de rever e criar conceitos; embora os primeiros passos para essa revisão tenha tido início apenas nos anos 60 e foi nos anos 90 que houve uma ligação entre a temática ambiental e a produção industrial. Essa ligação aconteceu somente após as discussões políticas e normativas ocorridas nos anos 80. O objetivo do ecodesign é projetar ou “reprojetar” produtos e/ou serviços tendo como base critérios ecológicos; sem comprometer a aparência, desempenho e função do produto, assim como também tem a capacidade de renovar processos produtivos e hábitos comportamentais. Sendo assim, um produto que possui a filosofia do ecodesign não é apenas ecologicamente correto, ele também é economicamente, culturalmente e socialmente correto, ou seja, ele se preocupa com a minimização do uso de recursos não renováveis (como energia, água, ar e território), de materiais de embalagem, de transporte, de resíduos que o ecossistema não é capaz de reabsorver, de impactos causados na região onde ocorre a produção do produto, entre outros. Penboo (pendrive feito de bambu)

Em um de seus livros, as ecodesigners Silvia Barbero e Brunella Cozzo explicam os nove critérios em que podemos categorizar e identificar o ecodesign. Porém, embora ocorra a categorização, um produto não deve ficar preso apenas a um único critério. A grande maioria de produtos que tem a filosofia do ecodesign ultilizam em média dois.

Greencard (cartão de visitas ecológico feito com embalagens tetra pak de leite e sucos).

Resumidamente, alguns de seus critérios são: Redução de material e Design para desmontagem Tem como objetivo desenvolver produtos para que sejam produzidos com uma quantidade otimizada de materiais e energia. Com a redução de materiais é possível preservar os recursos naturais e reduzir as emissões ao Meio Ambiente, devido a utilização cuidadosa dos materiais utilizados. Um dos deveres do designer e/ou o engenheiro de produto quanto desenvolve um produto seguindo esse critério é evitar o uso de materiais diferentes, a fim de facilitar a reciclagem e a disposição final do produto.

Reciclagem e Reutilização Embora sejam bem parecidos e causadores de grande confusão quanto ao entendimento, a diferença entre ambos vem da natureza dos produtos utilizados. A reciclagem tem como objetivo transformar os aspectos físicos e reutilizar o material, já a reutilização prevê o uso do material em outra função sem modificar os aspectos físicos do mesmo. Podemos assim afirmar que no caso da reciclagem os materiais duraram mais que o produto e no segundo caso trata-se do próprio produto.

Atuando em conjunto com a redução de material, o design para desmontagem tem como princípio desenvolver objetos de forma que facilite a desmontagem para realizar a reciclagem ao término da vida útil do mesmo. Convite para workshop feito com semente alada.

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ECO DESIGN Redução de Dimensão

Design dos Serviços

Tecnologia para Sustentabilidade

Dentre os objetivos a serem atingidos durante o desenvolvimento de um produto, o engenheiro de produto e/o designer devem ter em mente reduzir, compactar e limitar os consumos durante o transporte.

Proporciona a troca de um produto por um serviço. Esse critério estuda sistemas alternativos ao uso exclusivo de um produto. Geralmente esse tipo de ação tem grande aceitação, uma vez que a utilização de um bem nasce da necessidade de facilitar uma ação e não do desejo de possuir o produto.

Consiste em desenvolver uma tecnologia com impacto ambiental reduzido. Sendo assim, é possível utilizar a tecnologia para melhorar a eficiência dos produtos, contribuir com o menor gasto de energia, integrar diversas funções em um único objeto e também fazer uso das nano e das biotecnologias.

O item a ser oferecido é um mix de produto e serviço, uma vez que há apenas um dono que oferece o serviço para várias pessoas, o proprietário terá benefício financeiro e também contribuirá para diminuição do consumo de recursos, de emissões de poluentes e desperdícios de forma geral, considerando que o mesmo tem interesse em cuidar do produto para que dure o máximo possível.

A evolução tecnológica para a sustentabilidade funciona maximizando progressivamente a economia de materiais e o incentivo a difusão dos serviços.

Além de colaborar para a economia de materiais, um projeto de dimensões inteligente evita excessos de consumo durante o transporte, sejam eles com combustível, espaço ou embalagem. Há dois princípios que devem ser seguidos durante a concepção desse tipo de produto: o projeto conjunto de produto e embalagem e a montagem após a compra. Levando em consideração o princípio da embalagem, a mesma deverá aderir o objeto ao máximo, protegendo-o e evitando zonas vazias entre um objeto e outro. Essa ação por sua vez não diminui a força de comunicação da embalagem, cujo o objetivo compõe a apresentação do produto.

Vale lembrar que cada vez mais as tecnologias verdes têm ganhado espaço no mercado. Ao contrário da projeção convencional, o ecodesign move-se tendo em mente que a comunicação entre os sistemas é aberta e transversal, o que possibilita a criação de produtos que fogem as tecnologias de vanguarda e quebram paradigmas que pareciam inquebráveis.

o Ecodesign segue o princípio Form Follows Function, ou seja, a forma está a serviço da função. Os produtos idealizados dessa maneira são flexíveis e duráveis, modulares ou multifuncionais e adaptáveis ou recicláveis.

Convites feitos com folhas coletadas nas ruas e parques do Rio de Janeiro, para serem vistos contra a luz do sol.

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DESIGN

O QUE É E PARA QUE SERVE O CÍRCULO CROMÁTICO Entenda para que ele serve e por quê é tão importante para a composição do layout

Sabe-se que a combinação de cores é indispensável em um projeto de design e a partir de boas combinações podemos contrastá-las, harmonizá-las e iluminá-las de forma espetacular. Para simplificar esse processo, utilizamos o círculo cromático, ou seja, um instrumento facilitador para elaborar projetos, uma vez que, nele temos acesso a composição de cores, luminosidade, saturação e sombra que devem ser utilizados. Entende-se por círculo cromático, como o próprio nome designa uma paleta composta por doze cores, sendo elas: - Três cores primárias: não podem ser obtidas através de outras, como o amarelo, azul e vermelho. - Três cores secundárias: formadas pela mistura das cores primárias, obtemos laranja, violeta e verde. - Seis cores terciárias: compostas pela mistura das cores secundárias.

Ainda existem as cores que chamamos de complementares, ou seja, que ocupam posições inversas no círculo e que funcionam extraordinariamente bem, quando usadas juntas. Temos, também, as chamadas harmonias, que funcionam na combinação de cores, criando espaços ou trabalhos bastante chamativos. Classificamo-las em quatro tipos: - Harmonia monocromática: utilizamos a mesma cor com diferentes saturações e luminosidade. Para que não fique sem graça e monótono. Pode-se usar o preto e branco para destacar os detalhes. - Harmonia análoga: representa-se por uma cor principal e primária e duas outras confinantes a mesma no círculo de cores para atribuir aos detalhes.

Além dessas cores classificadas acima, podemos criar milhares de outras adicionando o preto, e resultando em sombras e cores mais escuras ou o branco para representar a luminosidade e cores claras.

Exemplo de cícrulo cromático

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- Harmonia complementar: como citamos, é dada pela escolha de uma cor no círculo de cores e a oposta a ela. Geralmente utiliza-se uma cor quente e uma fria, atribuindo uma como principal e outra aos detalhes. - Harmonia triádica: escolhe-se três cores que possuem a mesma distância entre si, usando-se uma como dominante e duas para os detalhes. O estudo das cores envolve muito mais que apenas este conteúdo, porém com essas dicas e combinações, um profissional poderá trabalhar com elas de forma complexa e fazer um projeto extraordinário, além de ser auxiliado pelo círculo cromático e obter um resultado de forma mais simples e eficaz.


DESIGN

O FLAT DESIGN E A TENDÊNCIA DE CORES O Flat Design vem ganhando notoriedade há mais ou menos 2 anos no desenvolvimento de interfaces digitais

Após o lançamento do Windows 8, que aconteceu em Outubro de 2012, essa tendência minimalista ganhou um impulso e aceitação ainda maior dos designers de todo o mundo. O sucesso é tão grande que vemos a aplicação do flat design também nos meios offline. Flat Design (ou, em português, design plano) é uma prática que envolve a simplicidade, onde efeitos tridimensionais como sombras, chanfros e relevo são pouco (ou nada) utilizados. Embora bastante simples, as técnicas utilizadas são complexas, mas cada vez mais aplicados em interfaces.

Um ponto crucial para o Flat Design são as cores: a paleta deve ser favorável à marca, com uma cor específica para cada ação, seguindo o mesmo tom e combinando, ainda, com o logotipo da empresa. As cores devem ser marcantes e contrastantes entre si, porém com poucos tons, para não confundir o destinatário e manter o interesse pela mensagem. A tendência de cores para o flat geralmente são as que possuem mais saturações, àquelas que são vibrantes e chamam a atenção por sua vivacidade. Mas para um resultado mais interessante é bom combinar essas cores com tons mais escuros.

Geralmente se usa tons duas ou três vezes mais escuros que sua cor saturada. E vale lembrar que o flat não se limita apenas às cores mais brilhantes, pois, como veremos nos exemplos abaixo, o uso de cores que tendem ao retrô também são amplamente utilizadas. No fim, o importante é aliar todo o seu conhecimento cromático com o seu bom senso que o resultado atenderá suas expectativas.

Esse estilo é caracterizado por deixar de lado todas as partes desnecessárias de uma interface. Relevos, sombras, texturas e efeitos de brilho, por exemplo, não fazem parte do flat design

Abaixo há alguns exemplos de ícones e interfaces flat para inspirá-los. Flat icons

Flat interfaces

O Dribbble e o Behance são ótimos lugares para referências

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TECNOLOGIA

Software cria modelos tridimensionais a partir de uma fotografia 3-Sweep foi apresentado durante feira de computação gráfica em Hong Kong. A previsão era de que a computação gráfica desse a todos nós a possibilidade de criar nosso próprio filme digno de Hollywood. No entanto, o software usado para efeitos especiais modernos ainda é bastante complicado para usuário médio. Mas tudo isso está prestes a acabar com o lançamento de um novo e incrível programa, que consegue transformar, quase instantaneamente, uma fotografia em um modelo 3D. Apresentado ao público na Siggraph Asia 2013 (uma importante feira de computação gráfica realizada em Hong Kong), um programa que exige do seu usuário apenas que ele defina as três dimensões de um objeto, presente em uma foto, ao passar o cursor do mouse por cima da imagem. Assim, o software é capaz de ir seguindo o contorno e criar o objeto. O trabalho restante, como geração e texturização do modelo 3D, até a extração do objeto a partir da foto 2D, fica a cargo do software. Ele acaba com a necessidade de scanners 3D , imagens múltiplas, interfaces complexas e do mais importante e dificíl de conseguir: talento artístico. Os usuários identificam objetos tridimensionais, traçando uma linha em cada um dos seus três eixos básicos. Assim se comporta o 3D SWEEP, que permite ao usuário, a criação de um modelo 3D a partir de uma única foto.

Representação dos eixos X, Y e Z. Metade da fotografia foi modelada pelo programa.

A imagem está sendo reconhecido pelo software, que transformará a foto em um objeto 3D

O programa foi desenvolvido pelos pesquisadores Tao Chen, Zhe Zhu, Ariel Shamir, Shi-Min-Hu e Daniel Cohen-Or, da Universidade de Tel Aviv e do Centro Interdisciplinar de Herzliya. Os objetos 3D são rapidamente e facilmente extraidos , usando dois cursores para definir o perfil do objeto, e um ao longo do eixo principal. Mas dependendo da complexidade da forma, às vezes, as partes são feitas individualmente.

Deve ser feito os contornos (representado pelas linhas azuis), para que o programa identifique sua composição e realize a modelagem

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As impressoras 3D estão tornando mais fácil para nós transformar as nossas criações digitais em objetos físicos, com isso, os idealizadores do 3D SWEEP querem facilitar o caminho oposto. Assim, as futuras versões de jogos serão preenchidos com objetos do mundo real. O programa ainda não é perfeito (errando os limites de alguns produtos), necessitando de ajustes, o qual, quando estiver pronto para ser distribuido, transformará a maneira de modelar via computação gráfica, iniciando uma revolução no setor.

Fotografia 2D e objeto modelado pelo software em 3D

Objetos modelados pela 3D SWEEP


TECNOLOGIA

3Doodler transforma desenhos em peças tridimensionais A caneta permite a criação de camadas ou desenhos em três dimensões

Modelagem do óculos (em vermelho) feito com a caneta

Desenvolvida pela WobbleWorks, a caneta permite que os usuários façam seus desenhos sobre uma folha de papel e construam peças de verdade. "Conforme a 3Doodler desenha, ela solta um plástico quente, que rapidamente esfria e se solidifica em uma estrutura forte e estável. Isso permite que você crie formas infinitas e itens com facilidade. Muitas pesssoas vão ser instantaneamente capazes de traçar objetos no papel, e após algumas poucas horas de prática, você conseguirá fazer objetos mais complexos", afirmam seus criadores. A caneta pesa pouco menos de 200 gramas, mede 180 milímetros por 24 milímetros de diâmetro e utiliza plástico ABS de 3mm como se fosse a sua tinta, elemento este que é o responsável por construir as estruturas. A 3Doodler funciona sobre qualquer superfície e o usuário precisa apenas conectá-la a uma tomada comum para começar a fazer seus desenhos.

O desenho pode ser feito no ar ou em qualquer superfície, sem pre cisar de softwares Design da caneta

O projeto foi introduzido no Kickstater uma plataforma online de crowdfunding (financiamento colaborativo, onde qualquer pessoa pode doar uma determinada quantia para apoiar novos projetos) e, em pouco tempo, já havia arrecadado US$ 180 mil (R$ 354 mil), valor muito superior à estimativa inicial de US$ 30 mil (cerca de R$ 60 mil). A intenção da empresa é que a caneta chegue ao mercado com preço aproximado de US$75,00 (cerca de R$150,00).

Se ficou curioso para saber mais sobre a 3Doodler, pode ver ela funcionando no vídeo demonstrativo, feito pelos criadores no Youtube chamado: 3Doodler Kickstarter Video - The World’s First 3D Printing Pen

Exemplo de desenho usando a caneta, mesclando várias camadas

Ilustrações feitas utilizando a 3Doodle

Vale informar que a ponta da caneta pode atingir 270ºC, por isso não é recomendável sua utilização por crianças.

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POSTER

Pôsteres das Copas do Mundo de Futebol

Veja a evolução gráfica dos posters oficiais das Copas do Mundo entre 1978 e 2014.

Falta pouco mais de 60 dias para a Copa do Mundo no Brasil. E como todo evento esportivo de grande porte como este, precisa de um logo, mascotes, materiais de divulgação, sendo esta, uma ótima oportunidade de mostrar o talento para as artes gráficas, design e publicidade de uma nação. Cada anfitrião é responsável por criar sua identidade e buscar representar graficamente suas características para o mundo.

Uruguai-1930

Inglaterra-1966

Italia -1990

Italia-1934

México-1970

EUA -1994

É perceptível a influência de estilos estéticos ao longo dos anos. Do proeminente pôster da Copa de 1930, no melhor estilo Art Déco, ao pôster do evento de 1970 com aspecto concertista. Todos merecem atenção, inclusive o do Brasil, da Copa de 1950.

O destaque fica para o pôster de 82, da Espanha, com arte do Miró, e de 78, da Argentina, que usou uma composição com retícula estourada. Usa-se também um outro elemento: a fotografia, como podemos ver nas artes do México e da Argentina.

O uso da contra-forma para formar o desenho do país anfitrião é um recurso muito utilizado, que é o caso do pôster do Brasil para o evento deste ano.

O evento não aconteceu nos anos de 1942 e 1946, por causa da Segunda Guerra Mundial.

França-1938

Brasil-1950

Suiça-1954

Alemanha-1974

Argentina-1978

Espanha-1982

França - 1998

Coreia- 2002

Alemanha- 2006

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Suécia-1952

Chile-1962

Mexico-1986

África do sul2010

Brasil- 2014


POSTER

Pôsteres oficiais das cidades-sede da Copa do Mundo no Brasil Cada cidade ficou responsável por realizar a cerimônia de apresentação dos cartazes das sedes

As imagens, que serão usadas em todas as ações para promover as capitais até o Mundial, mostram pontos turísticos ou obras que simbolizam as cidades. Veja cada um deles e os seus significados

A Igreja de São Francisco de Assis, que integra o conjunto da Pampulha, se destaca no desenho da capital mineira. As imagens que decoram o exterior da Igreja ganham vida e se unem em sobreposições formando os pentágonos da bola. A imagem é uma estilização da Catedral, uma das obras que simbolizam a cidade. As cores do jogador reforçam as múltiplas etnias que compõem o Brasil e remontam à presença dos cinco continentes na Copa. O amarelo no lado direito da imagem simboliza o sol nascente sempre a leste Uma bola que sai como se fosse lançada a partir do Castelão é a imagem da capital cearense para a Copa. A bola carrega os principais símbolos da cidade. As texturas usadas e os traços do desenho remetem a uma cidade moderna que não esquece suas tradições. Duas araras vermelhas pousadas sobre uma trave de futebol resumem a relação que o pôster de Manaus para a Copa buscou: mostrar que, no coração da maior floresta tropical do mundo, somos todos torcedores por natureza.

O verde das matas, o amarelo das areias escaldantes e o azul do mar. Natal se mostra no pôster de braços abertos para o evento. No corpo do torcedor de braços abertos é possível ver o Morro do Careca, na Praia de Ponta Negra, uma das marcas da capital potiguar.

O atleta chutando a bola e a imagem da Usina do Gasômetro, mostram o legado deixado pelo evento, como a riqueza cultural, desenvolvimento tecnológico, representados pelas faixas coloridas. As pessoas que aparecem vibrando representam a paixão pelo futebol. O Elevador Lacerda transformado em trave e a bola estufando a rede que o envolve aparecem em destaque no pôster. Do alto das torres do primeiro elevador público do mundo é possível avistar outros pontos turísticos da cidade oferecendo a vista espetacular da Baía de Todos-os-Santos.

O tuiuiú, ave símbolo do Pantanal, é um dos destaques. O futebol é representado pela bola nos pés do jogador. A vibração das pessoas com o evento, é traduzida no movimento da bola e as formas que a cercam.

O pôster é repleto de movimento e cores e remete ao frevo, manifestação cultural típica do estado. Com uma sombrinha na mão, o passista realiza movimentos ágeis e leves, como as acrobacias dos jogadores, que fazem com a bola. A silhueta e a bola em um gesto descontraído formam um coração que está no centro de várias camadas expressando o amor do carioca pelo futebol. Cada camada representa um aspecto do Rio: a praia, a montanha, o Pão de Açúcar, o mar e o céu. O caráter cosmopolita e múltiplo de São Paulo é destacado no pôster. A imagem reflete uma metrópole onde milhares de pessoas vivem, se emocionam, comemoram e respiram futebol. O esporte está no sangue da cidade, nas ruas, no mar de edifícios, no ar.

A Araucária, símbolo de Curitiba e do Paraná, é onipresente na imagem . Ao todo, 34.949 pessoas participaram da escolha do pôster oficial, por meio de votação pelo site da Prefeitura. No plano das conotações, o pinheiro adulto se ergue para o infinito, feito taça de luz. É como se Curitiba fizesse um brinde ao futebol.

Revista In Formação /Abril / 2014 / 15


PORTFÓLIO

A LÓGICA INFANTIL VIRA HUMOR INTELIGENTE Ele é pequeno e inocente. E, talvez por ser criança, enxerga o mundo de uma outra forma, mas não é para ser subestimado. Armandinho é protagonista de tirinhas divulgadas, principalmente, via Facebook.

Nascido por acaso Criado às pressas por Alexandre Beck (publicitário, ilustrador e agrônomo) para o “Diário Catarinense” em 2010, as tirinhas foram ganhando espaço e hoje, além do jornal, é sucesso entre os usuários da rede social. Beck precisava de três histórias em quadrinhos para ilustrar uma reportagem de economia que seria divuldado no dia seguinte. O tema era ligado a pais e filhos e sem tempo para criar, fez somente o garotinho e as pernas grandes dos pais. Com o tempo, o personagem que tem traços simples, deu certo. Leitores gostaram e o recém-nascido Armandinho já havia conquistado fãs. Ainda nem tinha nome, mas já carregava a essência de pureza e ingenuidade que tanto cativa leitores no jornal.

"Parecíamos doentes naquele fim de semana. Minha esposa é professora e perdeu alunos lá. Filhos de vizinhos também morreram. Foi um dia longo e triste. As pessoas daqui estão sofrendo muito até hoje. Mas quando caiu a noite, veio uma lua cheia linda e um céu estrelado. Criei uma só tirinha aquele dia, falando sobre o tempo na cidade. Foi um desabafo que publiquei apenas na internet” conta Beck. A tirinha sensibilizou milhares de pessoas em todo o Brasil, tendo mais de 10 mil compartilhamentos.”

Alexandre, então, resolveu publicar algumas tirinhas na internet para mostrar as ilustrações aos amigos e saber o que eles achavam. Mas, sem querer, uma tragédia nacional trouxe fama para ela.

Outra tirinha muito compartilhada, que elevou o sucesso da página, foi a da prova que Armandinho teve de fazer e que acabou respondendo incorretamente de acordo com o pensar dos adultos. Desde então, de 300 a página passou para 477 mil curtidores.

Ele e sua família se mudaram de Florianópolis para Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Como todos os outros moradores da cidade, sentiram o luto pelo incêndio da boate Kiss, em 27 de janeiro do ano passado, onde 241 jovens morreram.

As conversas do menino, além do humor, deixam o convite à reflexão. Do seu pequeno universo infantil, ele questiona a lógica dos adultos, tão ocupados consigo mesmos e com preocupações por vezes mesquinhas.

Revista In Formação/Abril / 2014 / 16

O nome do personagem foi escolhido através de um concurso. As pessoas sugeriram nomes e deram a justificativa. Armandinho, segundo o leitor que venceu, é porque ele está sempre armando algo. O personagem de quadrinhos que tem um sapo de estimação foi inspirado nos filhos e em amigos do ilustrador. “ A Fê, que aparece nas tirinhas, é inspirada na minha filha de 10 anos, que gosta muito de desenhar pessoas patinando e bichos. Parece comigo quando era criança.

Tenho outro filho, com 18 anos, que gosta mais de tecnologia e engenharia mecânica. Criei um personagem chamado Guto, o apelido dele, que foi usado em materiais educativos nas escolas de Florianópolis.” Segundo Alexandre, “Os adultos são tão ocupados que não pensam mais sobre como e por que somos como somos, por isso não podemos perder essa fase dos porquês, pois podemos descobrir coisas até hoje.” “Gosto que parem para pensar. Não tento orientar ninguém, apenas levanto algumas questões”


PORTFÓLIO

Beck é um idealista por natureza e usa a aptidão de desenhar e contar histórias para convidar as pessoas a refletirem sobre o mundo em que vivem. Por isso Armandinho e ele de certa forma se confundem. Se Beck é um pai atento às dúvidas dos próprios filhos é porque ele tem consciência de que são as mesmas dúvidas que ele tinha. E as suas indignações com alguns absurdos da sociedade contemporânea se refletem nas indignações do personagem.

O seu primeiro curso numa universidade foi agronomia. “Eu gostava muito de meio ambiente e bichos, tanto que vivia trazendo animais para casa. Levava gato, cachorro, rato, porquinho da índia, coelho e até sapo. Gostava de desenhar esses bichos, mas achava legal biologia e falaram que agronomia tinha futuro, então fiz”.

Essas tiras infantis, ingênuas, porém críticas, é um motivo para que os leitores façam uma pausa para repensarem tudo o que está em volta. Algumas de suas referências são ilustradores brasileiros como Angeli, Laerte, Galvão e Samuel Casal, que, segundo Beck, carregam em suas charges e tiras um “humor com pesar”. O tom certo para a tirinha veio de Mafalda e Calvin. As metáforas e jogos de palavras estão sempre presentes nas historinhas do menino e ajudam, de forma leve e despretenciosa, a alcançar esse objetivo.

“Esses personagens mostram que podemos melhorar, que existem outros caminhos, que há uma luz no fim do túnel. O Armandinho tem um pouco da minha visão crítica. Tento me colocar no lugar da criança para chegar a situações que os adultos acham absolutamente normais. E acredito que o jeito ingênuo e puro do personagem, combinado à sua crítica, tem sido aceito pelo pessoal” diz o desenhista.

A intenção principal de Alexandre não é fazer humor, apesar de conseguir isso também, mas suscitar reflexões e discussões de assuntos importantes, como a preservação da natureza e os preconceitos da sociedade, por exemplo.

Os pais do personagem e outros adultos não apareceram, inicialmente, pela falta de tempo. Mas esse acaso ganhou sentido na tira. Ninguém sabe sua fisionomia, nem a cor de sua pele. De acordo com Alexandre esse é o intuito, porque ele não é o mais importante. "Fiz sem querer e preferi deixar assim. Acho que o importante é mostrar a essência da pessoa e não cor, tamanho e aparência. "

Revista In Formação /Abril / 2014 / 17


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Site onde são vendidas algumas camisetas personalizadas

Armandinho tem um companheiro inseparável, que sempre está lá para dividir com ele seus questionamentos, o sapo.

Existe uma história de como ele escolheu seu amigo que pouca gente conhece.

No livro tem uma tirinha que conta melhor sobre como encontrou seu acompanhante de aventura que não é considerado um animal de estimação.

Sucesso inesperado Atualmente, Armandinho já conta com dois livros onde os leitores podem se maravilhar com as lições que esse menino de cabelo azul tem para nos dar. "O intuito é que o livro possa ser olhado com calma e tranquilidade, e que pais possam ler com os filhos. E, principalmente, que os filhos possam ler com os pais” , diz Beck.

Armandinho Zero, primeiro livro criado, reúne as primeiras ilustrações do garotinho e como tudo começou. Ja o segundo livro, chamado Armandinho Um, está repleto de novas histórias que vem cativando cada vez mais as pessoas e de certo modo, modificando seus olhares para com o mundo.

Capa dos livros

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Os livros podem ser encomendados no blog tirasbeck.blogspot.com.br e encontrados em algumas livrarias espalhadas pelo Brasil.


Algumas tirinhas que podem ser encontradas na página do facebook

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Para Armandinho, o abraço é o melhor presente

Revista In Formação /Abril / 2014 / 19


PROCESSO DE IMPRESSÃO

OS PROCESSOS DE IMPRESSÃO E SUAS CARACTERÍSTICAS Ao desenvolver um projeto gráfico, é importante atentar-se à qualidade de impressão para que o layout seja valorizado e transmita a mensagem de maneira eficiente. Porém, é imprescindível definir, antes de iniciar o desenvolvimento do projeto, o sistema de impressão mais adequado, levando em consideração o tipo de papel, cores e acabamentos utilizados.

Confira as formas de impressão mais comuns no mercado gráfico.

OFFSET É o mais utilizado no segmento gráfico, pois é favorável para a impressão de grandes quantidades. O papel corre pela máquina sem precisar da intervenção humana, porém a máquina necessita de ajustes durante o processo, na quantidade de tinta e água, por exemplo. Nesse processo, a imagem não é impressa diretamente no material, como o papel. Isso ocorre, pois a superfície da chapa é lisa e deixaria a imagem borrada. Os passos para uma impressão em offset são: • Com uma chapa metálica foto-sensível, a área protegida da luz segura a tinta (gordura) e a desprotegida água, que não chega ao papel.

• Prende-se a chapa em um cilindro que roda prensado em um outro menor (contendo a tinta). A tinta vai fixar-se na área que contém imagem, enquanto os demais espaços permanecem sem cor.

Conclui-se que a chapa imprime primeiramente na blanqueta e depois é passada para o papel.

• Outro cilindro que possui uma blanqueta de borracha prensada no cilindro da chapa absorve a tinta, além de proporcionar melhor qualidade ao papel. A imagem está impressa na blanqueta. • O papel passe entre o cilindro que possui a blanqueta e um terceiro cilindro que fará pressão. Assim, a figura é transferida da blanqueta para o papel.

Exemplificação do processo

ROTOGRAVURA Por possuir a imagem na matriz em baixo relevo no cilindro, a impressão rotogravura é conhecida, também, como processo em baixo relevo.

A rotogravura é indicada para a impressão de um grande número de materiais, resultando impressos de qualidade sobre suportes de baixa gramatura.

Esta matriz é formada por um cilindro de cobre perfeitamente uniforme, gravado e cromado.

Devido as tiragens serem grandes é usual trabalhar com várias torres de rotogravura com grandes dimensões, acopladas diretamente ao sistema de acabamento.

É feito através de um processo conhecido como eletromecânico, onde a gravação das células é adquirida por meio de toques de diamantes industriais.

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Isto implica em grandes parques de impressão e acabamento, produzindo produtos já alceados (com as folhas organizadas), dobrados, cortados e montados. Consegue-se imprimir frente e verso do papel numa única operação, em várias folhas.


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SERIGRAFIA Podemos encontrar esta impressão em materiais como adesivos, chaveiros, tecidos, canetas, PVC, vidro, madeira, entre outros, com variadas espessuras, tamanhos e diversas cores. Também podem ser feitas de forma mecânica ou através de maquinas.

Conhecido também como silkscre-en, esse procedimento é feito em uma tela preparada, normalmente em nylon, que é posto sobre uma moldura de madeira, alumínio ou aço, onde se vaza a tinta através de um rodo ou puxador. Executado pelo processo de foto-sensibilidade, a matriz é preparada com uma produto químico foto-sensível e colocada sobre um fotolito, que são postos sobre uma mesa de luz. Assim, os pontos que apresentaram cores escuras, indicam os locais que ficarão vazados na tela, admitindo a passagem da tinta pelo nylon, já os pontos de cores claras, são impermeabilizados pelo endurecimento da emulsão foto-sensível exposta a luz.

Exemplo de preparação da tela

TIPOGRAFIA A tipografia foi a responsável a dar início à comunicação em massa e pelo desenvolvimento da imprensa em grande parte do mundo. Ficou conhecida nessa época como o início do “homem tipográfico”. É usada em gráficas de baixo custo para a confecção de impressos padronizados (notas fiscais, talões de pedidos, formulários etc), peças com pouco texto (convites, cartões de visita) e, cada vez mais raramente, livros e embalagens.

Esse processo é simplesmente a impressão de tipos, ou seja, de letras em variados formatos. A cada nova configuração de um conjunto de letras, forma-se um novo conjunto tipográfico. Sendo assim, podemos dizer que a tipografia é a arte da letra e, atualmente é a principal forma de comunicação visual, já que esse tipo de impressão permite a expressividade do texto.

Cada tipo de letra é utilizado de acordo com o assunto e o objetivo do texto, em livros, por exemplo, o mais adequado é o serifado. Para designers, o saber dessa forma de impressão é essencial, principalmente para os que trabalham na área de diagramação.

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PROCESSO DE IMPRESSÃO

FLEXOGRAFIA É um sistema de impressão de relevo, rotativa e tinta de secagem rápida. Funciona da seguinte maneira: a área que se encontra em relevo contém a imagem, o redor, por ser mais baixo, não recebe tinta e, portanto não imprime. A tinta é deslocada de uma matriz diretamente para um suporte, chamado filme de embalagem flexível, que é utilizado em embalagens de produtos. A tinta usada é a tinta líquida, podendo ser usado como agente de cor corante ou pigmento. Essa tinta pode ser a base de água ou solvente (dependendo das características e utilização do impresso a se obter)

A diferença gradual das inclinações de retículas entre cores deve ser de no mínimo 30 graus. Um valor inferior a esse certamente resultaria no moiré, padrão gerado a partir da interferência entre dois ou mais padrões diferentes sobrepostos.

Retículas híbridas vêm minimizar o moiré e proporcionar uma imagem de alta qualidade, com a mescla das retículas convencionais (nas áreas de máxima e meio-tom) e estocástica nas áreas de mínimas ou altas luzes.

Como opção, a retícula de freqüência modulada (FM Screen ou estocástica) poderia ser aplicada à imagem digital, evitando o moiré através da distribuição aparentemente randômica dos pontos de retícula.

Uma das vantagens da flexografia é a capacidade de imprimir sobre uma gama de substratos, desde ásperos e grossos até suaves e lisos, desde papeis absorventes até suportes birlhantes e de alumínio.

Infelizmente, a retícula estocástica não se comporta bem no processo flexográfico, ocasionando entupimento nas áreas de máximas e meios-tons.

IMPRESSÃO DIGITAL

Máquina de flexografia

TAMPOGRAFIA Sistema indireto de impressão que utiliza um clichê em baixo relevo. A imagem é transferida da matriz para o suporte através de uma peça de silicone denominado tampão. O tampão pode ter diferentes formatos e, aliado a sua flexibilidade, permite a impressão em superfícies irregulares, tais como: côncavas, convexas e em degraus (não planas).

HOT-STAMP É um sistema semelhante à tipografia, porém o clichê não recebe tinta, sendo apenas aquecido e pressionado sobre uma tira de material sintético revestida de uma finíssima camada metálica.

Os processos de impressão são definidos pela forma como ocorre a transferência dos elementos gráficos para o papel e são classificados em diretos e indiretos.

Dispensa o uso de fotolitos e é feita em copiadoras coloridas (para pequenas tiragens de até 200 cópias), plotters (para impressão de grandes formatos), impressoras de provas digitais e também as chamadas de impressoras digitais que imprimem grandes tiragens sem fotolitos. Ao longo do tempo a impressão digital foi ganhando espaço no mercado gráfico, conseguindo a mesma qualidade e durabilidade das impressões "offset", permitindo praticamente todos os acabamentos e encadernações. Os desafios da impressão digital estão focados em reduzir os custos para a popularização de seu uso.

Quando a camada metálica é pressionada pelo clichê quente, desprende-se da fita e adere à superfície do material a ser impresso.

Atualmente utiliza-se em concorrência com a serigrafia no campo da estamparia de objetos tridimensionais.

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Comparação entre os processos de impressão



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