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Março/Abril de 2013 - Edição nº 604 TX (Março): R$ 30,32, com variação de 0,46% sobre o mês anterior. TX (Abril): R$ 30,64, com variação de 1,06% sobre o mês anterior.

Mateando com o Rio Grande: projeto inédito entre a Agert e o Governo do Estado valoriza a radiodifusão do RS Páginas 4 e 5

Agert fecha cerco contra emissoras ilegais

"Localismo é o diferencial do rádio" Entrevista com o autor dos best-selllers Azeitona da Empada, A Cereja do Bolo e Você é o Cara, Beto Carvalho

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Editorial Nessa edição do Agert Informa quero destacar três assuntos de grande relevância para o setor da radiodifusão. A primeira é a conquista de uma parceria inédita com o governo do Estado do Rio Grande do Sul. Falo do programa semanal “Mateando com o Rio Grande” que está sendo veiculado em todas emissoras de rádio associadas à Agert que optaram em participar deste exemplo de ação que valoriza o nosso segmento. O programa é um grande projeto do Governo do Estado do Rio Grande do Sul e da Agert, que faz com que a população gaúcha tenha acesso permanente às ações governamentais, servindo inclusive como um novo canal de comunicação entre os cidadãos e os nossos governantes, podendo fazer com que questões essenciais para cada região de nosso estado possam ser debatidas e discutidas por quem mais tem envolvimento e responsabilidade nas questões estruturais do Rio Grande do Sul, o Governador do Estado, Tarso Genro e seus secretários. Isso prova mais uma vez a força do meio rádio. Para a emissora associada à Agert este é mais um exemplo de trabalho realizado por nossa diretoria em prol de todos que compõem o nosso quadro. Em segundo lugar, cito que a Agert continua com as atenções voltadas para o combate à ilegalidade no Estado. A partir desse mês, além de poder fazer denúncias pelo site da Agert, o radiodifusor terá, através de um mapa, o acompanhamento da real situação das emissoras ilegais no RS. Esse é um projeto pioneiro no país. Assim teremos dados mais concretos para serem apresentados aos órgãos competentes mostrando as emissoras que estão atuando irregularmente. E em terceiro lugar, e não menos importante, vamos explicar em detalhes como os associados à Agert poderão participar do nosso Relatório Social 2012 que será lançado em junho deste ano. Através dele, poderemos mais uma vez mostrar quem são as verdadeiras emissoras preocupadas com nossas comunidades, com uma prestação de serviços responsável e com a melhoria permanente de nossa atuação. Não fique fora dessa. Participe! Boa leitura!

Alexandre Gadret Presidente da Agert

RÁDIOS ANIVERSARIANTES Rádio Cinderela AM Rádio São Lourenço AM Rádio União FM Rádio Maisnova FM Rádio Mais Nova FM Rádio Mais Nova FM Rádio Mais Nova FM Rádio Itaí AM Rádio Litoral Sul FM Rádio Ativa 103.1 FM Rádio Prata AM Rádio Chiru AM Rádio Sideral AM Rádio Jovem Pan 2 FM Rádio Atlântida FM Rádio Difusão 94,9 FM Rádio Quaraí AM Rádio Cruzeiro AM Rádio Águas Claras AM Rádio Virtual FM Rádio Atlântica AM Rádio Shamballa FM Rádio Maisnova FM Rádio Gazeta AM Rádio Atlântida FM Rádio Veranense AM Rádio Guaíra FM Rádio São Leopoldo AM Rádio Caibaté AM Rádio Itapema FM Rádio FM Cultura Rádio Independente AM Rádio Giruá AM Rádio Jacuí FM Rádio Pop Rock FM Rádio Ativa FM Rádio Rural AM Rádio do 92,5 FM Rádio Felicidade FM Rádio Planalto AM Rádio Gaurama AM Rádio Santa Cruz do Sul AM Rádio Ceres AM Rádio Repórter AM Rádio Navegantes AM Rádio Pitangueira FM Rádio Universidade FM Rádio CBN FM Rádio Santa Maria AM Rádio Caiobá FM Rádio Jaguari AM Rádio Eldorado FM Rádio Alto Uruguai AM Rádio Pampa FM Rádio Sobradinho AM Rádio Guarathan AM Rádio Maisnova FM Rádio Alegrete AM Rádio Cassino AM Rádio Caxias AM Rádio Nativa 99,5 FM Rádio Fátima AM Rádio Tupã AM Rádio Guaíba AM

Campo Bom São Lourenço do Sul Novo Hamburgo Marau Caxias do Sul Soledade Vacaria Porto Alegre São Lourenço do Sul Campina das Missões Nova Prata Palmitinho Getúlio Vargas Osório Rio Grande Erechim Quaraí Itaqui Catuipe Erechim Constantina Cerro Largo Santo Ângelo Carazinho Porto Alegre Veranópolis Santa Rosa São Leopoldo Caibaté Santa Maria Porto Alegre Lajeado Giruá Sobradinho Canoas Igrejinha Porto Alegre Três Passos Novo Hamburgo Passo Fundo Gaurama Santa Cruz do Sul Não-Me-Toque Ijuí Porto Lucena Itaqui Vacaria Porto Alegre Santa Maria Tapejara Jaguari Porto Alegre Humaitá Rio Grande Sobradinho Santa Maria Soledade Alegrete Rio Grande Caxias do Sul Santa Maria Vacaria Tupanciretã Porto Alegre

3/3/1978 6/3/1955 6/3/1980 9/3/1999 10/3/1999 10/3/1999 10/3/1999 8/3/1982 10/3/1990 10/3/2001 11/3/1979 12/3/1990 14/3/1970 15/3/1982 15/3/1985 16/3/1980 17/3/1957 17/3/1978 17/3/1987 19/3/2007 20/3/1989 20/3/1993 22/3/1980 22/3/1983 23/3/1976 24/3/1957 25/3/1986 26/3/1949 28/3/1988 29/3/2004 29/3/1975 1/4/1951 1/4/1980 1/4/1989 1/4/1997 1/4/2007 4/4/1987 4/4/2007 5/4/1995 5/4/1969 6/4/1981 7/4/1946 9/4/1973 10/4/1950 10/4/1964 10/4/1987 11/4/2003 11/4/1996 12/2/1954 14/4/1992 15/4/1953 15/4/1990 18/4/1983 19/4/1986 21/4/1957 23/4/1960 25/4/1991 26/4/1979 27/4/1982 27/4/1946 27/4/1989 28/4/1967 29/4/1955 30/4/1957

Presidente Alexandre Alvarez Gadret - presidente@agert.org.br Vice-Presidentes Antonio Tigre - tigre@gruporbs.com.br Ary Cauduro dos Santos - ary.santos@rbs.com.br Carlos Piccoli - geral@gruporscom.com.br Cláudio Brito - claudio.brito@rdgaucha.com.br Cláudio Zappe - nativafm@via-rs.net Geraldo Corrêa - geraldo@gruporbs.com.br Jerônimo Fragomeni - jeronimo@rduirapuru.com.br Kamal Badra - kamal@terra.com.br Leonardo Meneghetti - leonardomeneghetti@band.com.br Luciano Hintz Mallmann - luciano@jornalnoroeste.com.br Luis Cruz - luiscruz@sbt.com.br Myrna Proença - myrnah@terra.com.br Nelcy Adão de Souza - sonia@radioitapui.com.br Osébio Borghetti - borghetti@alsb.org.br Pedro Edir Farias - radioosorio@terra.com.br Pedro Ricardo Germano - prgermano@radiofandango.com.br Renato Albuquerque - renato@oceanofm.com.br Wanderley Ruivo - ruivo@pampa.com.br Diretores Alexandre Kannenberg - comercial.dial@903fm.com.br Cláudio Albert Zappe - albertzappe@yahoo.com.br Cristiano Casali - cristiano@maisfm.net Cyro Martins - cyro.martins@gruporbs.com.br Edson de Bem - edisondebem@hotmail.com Eloy Scheibe - eloy@radiosimpatia.com.br Gabriel Casara - gabriel.casara@gruporbs.com.br Hilmar Kannenberg - kannenberg@903fm.com.br Ildomar Joanol - nativa.fm@gmail.com João Vianei - gerencia@radiosobradinho.com.br José Cunha - jcalfa@via-rs.net José Luis Bonamigo - jlbona@terra.com.br Luciana Markus - radiopelot@terra.com.br Marcos Dytz Piccoli - marcos.piccoli@gruporscom.com.br Miguel Puretz Neto - mpneto@tupa.am.br Ricardo Brunetto - ricardobrunetto@independente.com.br Rossana Saraiva Carriconde - rocarriconde@terra.com.br Vanderlei Roberto Uhry - vanderlei@radiomatoleitao.com.br Verdi Ubiratan de Moura - rdlider@terra.com.br Conselho Consultivo Presidente: Roberto Cervo Membros do Conselho: Afonso Antunes da Motta, Antônio Abelin, Fernando Ernesto Corrêa, Gildo Milman, Otavio Gadret, Paulo Sérgio Pinto, Ricardo Ferro Gentilini Conselho Fiscal Presidente: João Henrique Gallo Membros do Conselho: Aniceto Paganin, Alcides Zappe Assessores Assessoria Jurídica: Gildo Milman advmilman@hotmail.com Assessoria Contábil: Ronaldo Silva de Oliveira ronaldooliveira@via-rs.net Assessoria Fiscal: Paulo Ledur afledur.ez@terra.com.br

AGERT - Entidade fundada em 13 de dezembro de 1962 Realização: Eliana Camejo Comunicação Empresarial Comercialização: Diego Alves Redação: Mariana Caldieraro Colaboração: Cláudia Jobim e Aline Victorino Diagramação: Renato Dambros Impressão: 1000 exemplares O Agert Informa é uma publicação mensal da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão Rua Riachuelo, 1098 CJ. 204 - Centro CEP: 90010-272 - Porto Alegre/RS Telefone: (51) 3228.3959 - www.agert.org.br Contato: comunicacao@agert.org.br


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Agert implanta projeto pioneiro no Brasil para acompanhamento de denúncia de emissoras ilegais A partir de abril, o site da Agert (www.agert.org.br) oferece uma nova ferramenta para os radiodifusores ao proporcionar um serviço completo de acompanhamento aos processos de denúncia de emissoras ilegais. Já está disponível no site da Agert o “Mapa de Denúncias”, sistema que permitirá o acompanhamento do fluxo de informação desde a denúncia até o fechamento ou punição da emissora. Para o presidente da Agert, Alexandre Gadret, o projeto é importante para que tenhamos uma 'fotografia' mais precisa da ilegalidade da radiodifusão no estado. “Até hoje as informações não eram cumulativas e não ficavam em uma base de dados”, explica. Para que o sistema seja eficaz, a Agert solicita que todos os radiodifusores gaúchos realizem sua denúncia pelo site ou pela secretaria da Agert e enviem informações sobre o andamento dos processos já iniciados fora deste novo sistema. "Emissoras ilegais, sem responsabilidade com suas comunidades não podem ser toleradas tendo em vista que outros honraram todos seus compromissos legais, passaram por extensos processos licitatórios, pagam impostos e respeitam as leis. Ganha a sociedade e os veículos comprometidos com a população", complementa Alexandre. Os processos de denúncias contra rádios ilegais devem ser feitos no site www.agert.org.br, clicando no link “Denuncie uma Rádio Pirata”. Ao preencher os dados solicitados, a Agert comunica as autoridades competentes (Anatel ou MiniCom, Ecad, Ministério do Trabalho, Sindicato dos Radialistas, etc) para que as providências necessárias sejam tomadas.

“A Agert implantou esse sistema de acompanhamento porque até então sempre foi muito difícil saber quantas denúncias foram feitas, quantas não foram respondidas e para qual órgão elas foram encaminhadas. Assim, teremos a real situação das emissoras ilegais no RS. Se as associadas denunciarem através da Agert, poderemos acompanhar de forma eficaz o processo”, explica o presidente da Agert, Alexandre Gadret. Com as informações recebidas pela Agert, a cobrança para as autoridades será precisa sobre cada caso. Até então, não existiam números e informações que pudessem ser apresentadas às autoridades mostrando as emissoras que estão atuando irregularmente no RS. E, através desse novo sistema, será fácil de identificar cada situação e solicitar as providências cabíveis. Muitas vezes, uma denúncia é feita à Anatel sendo que o correto seria para o Ministério das Comunicações, ou vice-versa. Outras vezes órgãos “não convencionais” de denúncias de radiodifusão (como o Tribunal de Contas, Ministério Público, Sindicatos) não são acionados por falta de informação sobre os possíveis caminhos a seguir. Se o pedido for feito pela Agert, a entidade dará o encaminhamento mais completo possível e fará o acompanhamento e controle da solicitação. Se a emissora denunciar sem passar pela Agert, é importante que seja informado o número de protocolo da denúncia para ser acrescentado ao sistema de dados da entidade. “Quando formos às autoridades competentes, levaremos a relação completa de denúncias que estão pendentes em cada órgão. Por isso, é fundamental que a Agert seja informada de cada caso”, ressalta Gadret.

Se você tiver conhecimento de alguma rádio atuando ilegalmente, denuncie. Associadas à Agert pelo site: www.agert.org.br Para combate à ilegalidade de forma judicial: através do Sindirádio – Informações pelo email jurídico@sindiradio.org.br. Telefone: (51) 3231-4260 É dever de todo cidadão denunciar a prática da radiodifusão ilegal em qualquer modalidade. Faça também sua denúncia sobre a prática da radiodifusão ilegal

Sindirádio conquista decisão favorável em 7 ações O Sindirádio ingressou com ação cominatória contra a ACCAG – Associação Pró-desenvolvimento de Vera Cruz, do Município de Vera Cruz. Ao apreciar o pedido de tutela antecipada, o Magistrado daquela localidade, ao analisar a prova juntada pelo Sindirádio, determinou que a ACCAG se abstenha de veicular em toda a programação diária propagandas de natureza comercial, sob pena de multa diária. Assim se posicionou aquele Magistrado por entender que afronta a legislação qualquer veiculação comercial, pois a concorrência com as emissoras não comunitárias caracteriza concorrência desleal. A ACCAG será citada para abster-se de veicular comerciais pagos. A ação contra a emissora de Vera Cruz foi a primeira com resultado favorável. Os responsáveis pela emissora contestaram e tiveram o pedido indeferido por unanimidade. Até agora, foram distribuídas 13 ações contra rádios comunitárias nas cidades de Vera Cruz, Candelária, Sobradinho, Seberi, Coronel Bicaco, Carazinho (Chapada), Teutônia, Estrela, Venâncio Aires, Gramado, Nova Petrópolis, Novo Hamburgo e Montenegro. Até o momento foi obtida decisão favorável em 7 ações. As demais ainda não foram analisadas. Este é um dos resultados do trabalho que o Sindirádio tem oferecido aos radiodifusores. Além dos meios tradicionais para denunciar a ilegalidade, a emissora poderá também realizar a denúncia de forma judicial, através do Sindirádio. Essa alternativa, por utilizar a estrutura e expertise dos profissionais que o Sindirádio oferece na área jurídica, torna o processo mais eficiente, além de preservar a emissora denunciante. Até mesmo quem nunca fez uma denúncia pode processar uma emissora que está atuando ilegalmente através do Sindirádio, que fará todo o encaminhamento. Para esclarecer dúvidas, os associados podem entrar em contato com o jurídico do Sindirádio através do e-mail juridico@sindiradio.org.br. Os custos dos serviços oferecidos pelo Sindirádio serão cobrados.

Panorama geral no Brasil Segundo dados da ABERT, nos últimos cinco anos, mais de 6.700 rádios clandestinas foram fechadas no Brasil. O número representa o dobro do total de autorizações concedidas pelo Ministério das Comunicações (Minicom) para rádios comunitárias em dez anos. Segundo estimativa da Anatel, apenas nas favelas do Rio de Janeiro, há cerca de mil emissoras nessa condição. Aqui no Rio Grande do Sul, segundo dados da Anatel, em 2012 foram autuadas 89 entidades outorgadas nos serviços de radiodifusão, por algum tipo de irregularidade administrativa, e 51 entidades não outorgadas, pela ilegalidade do uso não autorizado do espectro de radiofrequência. De acordo com o Gerente Regional da Anatel no Rio Grande do Sul, João Jacob Bettoni, as irregularidades administrativas mais comuns no estado são alteração de características técnicas (potência, frequência, transmissor, coordenadas geográficas e SARC/RADCOM) ou alterações de aspectos não técnicos (endereço de estúdio, endereço da estação – RADCOM). Desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação é um crime previsto na Lei 9.472/97, artigo 183, com pena de detenção de dois a quatro anos, aumentada pela metade se houver dano a terceiros, além de multa de R$ 10.000,00. O Código Penal também prevê o delito em seu artigo 336. "O público em geral ao ligar o rádio não consegue distinguir as rádios legais das ilegais, a não ser pelo normalmente péssimo conteúdo gerado pelas irregulares. Mas acreditamos na importância de realizar um trabalho permanente de conscientização sobre os riscos que uma transmissão ilegal de rádio pode provocar, sempre trazendo prejuízos para a população. Além de irregularidades praticadas com publicidade ilegal, prestação de serviços alimentando o tráfico de drogas e organizações criminosas, as rádios ilegais podem gerar interferência nas transmissões das polícias e de aviões, colocando muitas vidas em risco”, afirma o presidente da Agert, Alexandre Gadret. As rádios ilegais poluem o espectro, reduzem a cobertura e/ou a qualidade das emissoras legais. Interferências e ruídos são os mais percebidos. As rádios FM operam hoje na faixa

de frequência de 88 a 108 MHz. Os aviões utilizam uma faixa de frequência próxima, que vai de 108 a 132 MHz. Com transmissores de baixa qualidade não homologados pela Anatel, ocorre a emissão indiscriminada de harmônicos, que são componentes do sinal original em frequências distintas, causando interferências em outras emissoras de rádio ou nos serviços de comunicação e emergência em frequências próximas. Se o transmissor da rádio está calibrado, os harmônicos são inexpressivos, os sinais são fracos e não causam problemas, mas isso nem sempre acontece. Sem falar que a ocupação do espectro sem a devida viabilidade técnica também faz com que as devidas proteções dos canais ocupados não sejam respeitadas causando os mesmos prejuízos de interferência. Por utilizarem qualquer tipo de equipamento transmissor, muitas rádios ilegais instalamse em locais de difícil acesso à fiscalização, normalmente em logradouros onde reside grande quantidade de pessoas que poderão estar também sujeitas a riscos de saúde física por irradiações eletromagnéticas e até por precárias instalações dos equipamentos. Para evitar a poluição no espectro radioelétrico, o Ministério das Comunicações e a Anatel mantêm um rigoroso planejamento das frequências utilizadas pelas emissoras para que não causem interferências umas às outras. Alguns, no entanto, aumentam a potência das suas emissoras inescrupulosamente, sem autorização, interferindo no espectro e prejudicando outras emissoras que se mantém dentro dos limites estabelecidos.


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Em parceria com o Governo do Estado, Agert estreia projeto inédito de valorização das emissoras associadas Programa “Mateando com o Rio Grande” é transmitido em todas as regiões do Estado Um reconhecimento à força do meio rádio. Esse é o principal resultado da parceria entre o Governo do Estado e a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão do RS – Agert, que distribui às emissoras associadas o novo canal de comunicação do governo com a sociedade gaúcha: o programa “Mateando com o Rio Grande”, que aborda as ações estratégicas de desenvolvimento econômico social do governo do Estado. O projeto é realizado pela diretoria de jornalismo da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom) em parceria com a Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert). “O governo entendeu que o rádio é a maneira mais abrangente de levar a sua mensagem à população”, destaca Alexandre Gadret, presidente da Agert. Para Gadret, essa ação inédita e pioneira tem um significado especial. Além das lutas permanentes da entidade, como a flexibilização da Voz do Brasil e a busca da legalidade na radiodifusão, agora a Agert também promove uma valorização econômica e institucional dos seus associados. “Uma valorização exclusiva para estas emissoras que reconhecem a força do associativismo”, ressalta. Com veiculação semanal – todas as segundas-feiras, entre 6h e 9h (à escolha de emissora), com duração de 5 minutos – o programa traz convidados especiais, divulga ações do Governo do Estado, podendo ter o conteúdo adaptado para cada região do estado e, eventualmente, ajustado para questões específicas do município. A cada edição, um tema relevante que esteja em pauta será discutido. O programa está sendo veiculado em todas emissoras associadas que optaram por participar, distribuídas em todas regiões do Estado. A diretora de jornalismo da Secom, Dica Sitoni, ressalta que o diferencial do programa é prestar contas sistematica-

mente do que o governo está fazendo. "Realizamos um trabalho jornalístico, vamos cobrar com perguntas e não vamos deixar de responder as indagações que vem por meio da imprensa". A diretora explica que são tratados temas de interesse da população, além das atividades realizadas no Estado. "O objetivo é que as pessoas possam acessar e incluirse, fazer uso de todos os projetos que o governo disponibiliza".

MATEANDO COM O RIO GRANDE: Veiculação: segundas-feiras Horário: entre 6h e 9h (à escolha da emissora) Tempo de duração: 5 minutos Informações: telefone da Agert 51 3212.2200 ou através do email secretaria@agert.org.br, com Karina.

Atenção associados à Agert: será necessário guardar as gravações da programação, como comprovação de veiculação por pelo menos 30 dias para eventual consulta pelo cliente. COMO ESTÁ OCORRENDO A ENTREGA DOS BOLETINS AOS ASSOCIADOS: VIA EMAIL: enviados pela Agert até sexta-feira às 12 horas; SITE: Os áudios estarão disponíveis todas as semanas a partir de quinta-feira no site www.agert.org.br

Prazo para desligar TV analógica deve ser ampliado para 2018 O cronograma de desligamento da TV analógica no Brasil deverá começar em 2015 e se estender até 2018, revelou o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, durante o programa Bom Dia, Ministro, da EBC. Ele explicou que a proposta "é antecipar o início e postergar o fim do desligamento para ampliar o prazo final de implantação da TV digital, inicialmente previsto para 2016, está em análise dentro do governo e requer modificação do decreto que fixou essa data. "Nós vamos antecipar para 2015 o início do desligamento do sinal analógico, mas em compensação vamos aumentar o prazo até 2018. Ao invés de ser em um ano só, nós vamos fazer em um período de três anos. Precisamos estimular que as pessoas comprem televisão digital, conversor digital. É evidente que nós não podemos desligar o analógico com as pessoas recebendo televisão antiga. Não vai dar certo", disse Bernardo. Atualmente, um grupo de trabalho formado por representantes do MiniCom e da Anatel trabalha na elaboração do Plano de Desligamento da Televisão Analógica no Brasil. A previsão é de que o cronograma seja divulgado até o próximo mês. O plano deverá estabelecer que o desligamento do sinal analógico nas grandes cidades será antecipado e começará em 2015. O objetivo é que essa transição para o sinal digital ocorra até 2018, num processo gra-

dual e planejado, com garantia de cobertura no país inteiro. Além disso, teste-piloto deverá ser feito em uma cidade ainda em 2013 para verificar eventuais falhas. Uma das conseqüências do processo de digitalização da TV no Brasil será a liberação da faixa de 700 MHz para a banda larga. Essa faixa será destinada à implantação da tecnologia de quarta geração, a 4G. Hoje, a freqüência de 700 MHz está ocupada pelos canais de TV aberta que vão do 52 ao 59 em UHF. Para liberar essa parte do espectro, esses canais terão de ser remanejados. A faixa de 700 MHz já está desocupada em mais de 4,7 mil municípios brasileiros. O impasse está em 885 cidades. Nesses municípios, as TVs analógicas que ocupam os canais 52 a 59 precisam ser desligadas e remanejadas. O cronograma que está sendo feito pelo MiniCom e Anatel vai mostrar em quais cidades o desligamento do canal de TV analógico será obrigatório e como será feita a transferência. Para que a população seja beneficiada pela TV digital, outra medida também está em estudo pelo governo. A ideia é estimular a recepção do sinal digital por de meio da concessão de um subsídio para que a população de baixa renda adquira o conversor ou uma televisão com o conversor integrado. Fonte: MiniCom


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Sobre o

Mateando com o Rio Grande: Tarso Genro Governador do RS «É dever dos governos informar a sociedade sobre as obras e ações que executam. Esse é o nosso objetivo com o Programa Mateando com o Rio Grande."

Vera Spolidoro - Secretária de Comunicação e Inclusão Digital do Estado do RS "A colaboração da AGERT para que o Programa Mateando com o Rio Grande se tornasse uma realidade foi fundamental. Dessa forma podemos estar nos lares dos gaúchos, levando as informações a que todos têm direito."

Hilmar Kannenberg Diretor da Rede Dial de Comunicação “O Mateando pelo Rio Grande é sem dúvida um programa pioneiro nesse estilo e na forma como foram feitas as negociações: direta do presidente da Agert com as emissoras do Estado. É notório para o governo que ele esteja reconhecendo agora a importância do rádio. Isso graças à Agert. Não há meio melhor de levar a informação para a população do que o rádio. Parabéns à Agert, parabéns às emissoras que tiveram esta vitória através da Agert.”

Cláudio Zappe - Diretor das Rádios Imembuí e Nativa, de Santa Maria “Eu quero parabenizar o nosso presidente Gadret e a nossa diretoria nessa busca do Mateando com o Rio Grande que foi uma conquista excelente para todas as emissoras. Este tipo de trabalho alegra a radiodifusão do Estado que está transmitindo o programa. Ambos os lados estão felizes. Primeiro porque é uma boa receita. E segundo, é importante porque nós e nossos ouvintes estamos ouvindo o governador do RS, Tarso Genro. Estamos todos de parabéns.” Jerônimo Fragomeni Diretor da Rádio Uirapuru, de Passo Fundo “Com certeza essa foi uma das maiores conquistas para nós radiodifusores. Eu quero que o governo anuncie, que tenha vínculo comercial com cada uma de nossas afiliadas. É um momento histórico para nós do rádio termos essa pareceria com o governo com o rádio comercial.”

Ministro promete apresentar projeto sobre migração das AMs para FM ainda neste semestre O ministro das Comunicações Paulo Bernardo prometeu no dia 04 de abril, durante o programa Bom Dia Ministro, transmitido pela Empresa Brasil de Comunicação, que irá apresentar ao Congresso Nacional o projeto de lei que prevê a migração das rádios AMs ao dial estendido FM. A ideia é que, assim, essas emissoras alcancem a qualidade de transmissões semelhante das rádios FM. Além disso, o ministro também disse que não existe um plano para a digitalização das FMs. Durante a sua participação no programa, o ministro explicou, reiteradamente, que diferentemente da televisão, não existe um plano para o rádio. "Não temos conclusão sobre a digitalização do rádio. Não temos um projeto que seja suficientemente convincente para fazer. Não estamos convencidos da conveniência de um ou outro sistema para as condições brasileiras. Diante disso, um tema sensível que é a melhoria da qualidade das transmissões das rádios AM será atalhado com a mudança de faixa de freqüência. Temos um acordo com os radiodifusores de que não vamos esperar a definição de um modelo de rádio digital para tratar da questão das AMs. Vamos destinar os canais 5 e 6 para as rádios", garantiu o ministro. Radiodifusores de todo o país encaminharam perguntas ao ministro e o tema que mais foi abordado foi a migração das rádios AMs para a faixa estendida do FM. "Já estamos tratando disso no governo. Temos uma minuta de projeto e tenho a expectativa de que possamos mandar isso para o Congresso, porque precisa ser lei, ainda neste primeiro semestre. Isso vai dar uma vida nova para essas rádios, porque a qualidade tem sido prejudicada. A presidenta Dilma achou a ideia interessante, mas ainda tenho que discutir com ela o projeto. E as rádios precisarão fazer um corpo a corpo com os parlamentares para aprovar isso rapidamente", ressaltou Bernardo. Além de aspectos técnicos e de custo, a definição do sistema de rádio digital levará em consideração impactos socioeconômicos e a transfe-

rência de tecnologia para a indústria brasileira. A rádio digital tem uma qualidade de áudio superior à das rádios atuais. Sua adoção acarretará no acesso a novos serviços de dados, como a recepção de dados textuais relacionados com a emissora e a sua programação, serviços de informação do tempo e do trânsito, alertas de emergência e, dependendo da tecnologia, possibilitará a transmissão de imagens estáticas e em movimento. O secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, disse durante audiência pública realizada em dezembro do ano passado que os resultados dos testes de rádio digital conduzidos pelo ministério foram "muito ruins", especialmente os de FM em alta potência. Além disso, a cobertura do sinal alcançou 70% da que hoje atinge o analógico. "O futuro do rádio é digital, mas esse futuro ainda não chegou. Não temos condições de tomar uma decisão diante desses resultados", afirmou. Com isso, o governo aponta com a possibilidade da realização de novos testes, já que a área de cobertura do sinal digital não foi considerada completamente satisfatória. Um dos problemas que foram detectados durante os testes do ano passado foi a área abrangida pelos dois padrões de rádio digital. "Diminuir a área de cobertura é excluir, e não podemos ter um sistema de rádio digital que cubra menos que o sistema analógico. Se conseguirmos vencer essa etapa e ter um sistema que possa cobrir o mesmo que se cobria no analógico, dá para avançar nas outras discussões", explicou o diretor de Acompanhamento e Avaliação do Ministério das Comunicações, Octavio Pieranti. Fonte: Tudo Rádio.Com


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Entrevista

Localismo é o diferencial do rádio Executivo de marketing, especialista em negociação e vendas, consultor e palestrante com reconhecimento nacional, Carlos Alberto Carvalho Filho, o Beto Carvalho, como é conhecido, é autor dos best-selllers Azeitona da Empada (2007) – queatingiu o 1º lugar na lista dos mais vendidos do jornal Valor Econômico – A Cereja do Bolo (2009) e Você é o Cara (2011). Em entrevista ao AGERT Informa, Beto revela a importância da paixão em tudo o que se faz e fala da grande força do rádio como veículo de comunicação: a proximidade e sintonia com a comunidade local. Nesta entrevista, assim como em seus livros e palestras, Beto Carvalho mostra a importância de se buscar a diferenciação. Seu exemplo de vida, superando a gagueira, timidez e baixa autoestima, tornando-se um executivo de sucesso motiva a todos que conhecem sua trajetória de sucesso.

- Como as pequenas e médias emissoras de rádio podem se diferenciar, atraindo anunciantes e conquistando audiência? Quando viajo pelo interior, muitos vezes dando palestras a grupos de comunicação, percebo claramente que a força do rádio como veículo de comunicação é a questão local. Sua força é local, seu prestigio é local. Diferentemente da televisão, revista e até mesmo do jornal, que também é produzido localmente, o rádio tem nesse ponto sua grande força. É o meio que tem mais sintonia com a comunidade, que sabe falar das coisas do dia a dia da cidade e tem a instantaneidade desse dia a dia. Vejo que aexploração disso, mercadologicamente, é muito forte. As rádios mantêm programações locais durante quase todo o tempo e entram em rede em momentos de exceção, como nos jogos de futebol do Grêmio ou do Inter, porque esses times já não pertencem à cidade e sim ao estado. A sintonia do rádio com as coisas da comunidade, com o que é da região, é o grande diferencial desse meio. Nomarketing costumo dizer que temos que pensar global e agir localmente. Aqui está o grande atrativo do rádio como veículo de comunicação. - Diante disso, como essas emissoras poderão aproveitar localmente eventos como a Copa do Mundo de 2014? Durante a Copa do Mundo, o acesso a informações se dará basicamente por outros meios como televisão, jornal e, principalmente, internet. O que as rádios precisam é dar uma visão local a essas informações, adaptando linguagem e formato. A mesma coisa dita por duas pessoas diferentes provoca visões diferentes, efeitos diferentes.Quando uma rádio sabe o jeito como deve transmitir uma mensagem para a população local, fica mais fácil pegar o todo,a informação e o sentimento geral e o transformar, transmitindo-o da forma como a comunidade local gosta e quer ouvir. As rádios serão grandes filtros para levar a mensagem até a comunidade local. Em comunicação, mais importante do que o que se fala é a forma como se fala. Há estudos que mostram que no processo de comunicação, 7% é o que a mensagem quer dizer e 93% é como a mensagem foi dada, por isso a forma como se fala é muito importante. - A internet interfere no atributo da instantaneidade do rádio? O rádio continua tendo uma instantaneidade muito forte, apesar de a internet também trabalhar com essa perspectiva. Mas, o rádio pode usar a plataforma da internet para dar emocionalidade à instantaneidade que ele tem. O componente emocionalé muito forte no processo de emissão e recepção de mensagens. E nisso, orádio, a voz, o som conseguem trabalhar de forma muito mais clara e robusta do que a internet. Muitos acham que a internet é um veiculo especificamente, eu acredito que sejauma plataforma quequando é usada da forma visual, torna-se um vídeo;quando trabalha na forma gráfica, vira um jornal ou revista e quando está de forma auditivaé rádio. - Em sua opinião, como anda a criatividade da radiodifusão gaúcha? Não podemos dizer que as emissoras não têm sido criativas, mas acredito que pouco a potencialidade do rádio. A questão de ser criativo é muito ampla.Podemoscriar-

,inventar coisasapenas por criar sem atribuir valor ao que se cria. Muita gente confunde ideia com criatividade. A criatividade é uma ideia que gera valor, quando não gera valor é apenas um lampejo, uma sacada, um insight. Outro aspecto que sempre temos que ter mente é que quem dá esse valor não somos nos é sim aquele que percebe o valor. É duro dizer, mas nós não somos quem achamos que somos, somos o que os outros acham que nós somos. Afinal, uma joia na mão de quem não aprecia joia, vira bijuteria. Por isso, é importante buscar ser criativo, ter ideias que gerem valor, que o cliente compre. - E o que não pode faltar para se ter sucesso? O meu livro “Você é o cara” não fala apenas de vendas, negociação, mas da vida. Nele mostro como podemos, e devemos, pegar dons, transformá-los em pontos fortes e fazer desses pontos nossa marca pessoal, aquilo que gera uma diferenciação, que faz com que em nossa vida, naquilo que fazemos, sejamos o cara. É impensável fazer algo fora de sério sem paixão.Somente pode ser diferenciado, aquele que é“o cara”, que é forte, visível, notável e reconhecido, quem coloca paixão no que faz. - O rádio trabalho exclusivamente com a voz. Qual a importância desse instrumento na transmissão de uma mensagem? A linguagem mais persuasiva é a não verbal e isso vale também para o rádio. Na linguagem verbal se utiliza componentes não verbais, com ênfases, entonação, pausas, tudo isso ajuda a dar vida à fala. É obvio que quando se tem o olhar e pode-se complementar essa fala com gestos, a comunicação fica ainda melhor. O locutor não pode somente falar, tem que incorporar o que fala, transmitir com sentimento a informação. O que impressiona, o que toca as pessoas é o que está acima da própria fala em si. Isso diferencia, vira a marca do locutor. Devemos sempre criar uma marca na vida, a marca faz marca. - Quais são seus planos para 2013? Atualmente, estou preparando um livro novo, mais técnico, mais acadêmicosobre vendas. Tenho mestrado em marketing, já dei aulas na universidade, e sinto falta de escrever algo mais denso em termos de conteúdo. Se tudo der certo, lanço esse livro até o final do ano. Fora isso, permaneço com a agenda de palestras. Eu gosto de fazer muitas coisas na vida, mas se tem algo pelo qual sou apaixonado é palestrar. Isso tem muito a ver com minha história. Quando criança, acabei ficando gago e minha vida estava se construindo em cima desse trauma, fiz engenharia, mas acabe Indo trabalhar em vendas e virei um cara que fala em publico, palestrante. A vitória pessoal é muito grande. Ao passar conteúdo durante as minhas palestras, é um momento de superação, de olhar para trás e ver tudo o que venci,como superei. É algo que me faz bem, falar em publico, mais do que uma atividade profissional, é um ato de prazer.

Conheça mais sobre os livros de Beto Carvalho VOCÊ É O CARA Você é o Cara reúne conceitos de consagrados autores combinados e harmonizados de forma leve, criativa e bem-humorada. Carlos Alberto Carvalho Filho apresenta a estrutura da filosofia “ser o cara” baseada na descoberta dos talentos naturais como base para a obtenção de pontos fortes. Uma vez evidenciados, os talentos podem ser transformados em pontos fortes com a aplicabilidade do CHA das competências: conhecimento, habilidade e atitude. A sublimação dos pontos fortes ocorre quando a excelência funcional se expressa em marca pessoal, fator fundamental para todos aqueles que buscam diferenciar-se no competitivo contexto da vida. A sua história de superação pessoal, inserida no contexto expositivo, torna-se um elemento motivacional diferenciado e inspirador ao leitor. A CEREJA DO BOLO A estruturação do Bolo do Sim parte do princípio de que ele seja elaborado utilizando-se uma mistura harmônica de ingredientes. Convicto de que a emoção é a cereja do Bolo do Sim nas relações interpessoais, o autor nos apresenta os demais ingredientes que constituem elementos fundamentais para essa conquista. São eles confiança, consistência e a capacidade de gerar influência sobre o interlocutor. A AZEITONA DA EMPADA Como o próprio autor define o seu formato, trata-se de um livro-palestra, trazendo referências sobre valores, experiências e sentimentos fundamentais para o diferencial da venda qualificada. A obra oferece ainda um vasto e significativo conjunto de ensinamentos para os profissionais de vendas e marketing, homens de mercado e vencedores, que não têm medo de seguir as suas vocações e, sobretudo, gostam de enfrentar desafios.


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Relatório Social 2012 - participe e divulgue a atuação da sua emissora Estamos preparando a edição 2012 do Relatório Social da Agert, uma publicação que mostrará, mais uma vez, a força da radiodifusão gaúcha. Abaixo, separamos algumas das perguntas mais frequentes sobre mídia doada (itens 1 a 6) e, também, sobre o Relatório Social (itens 8 a 12). Caso não tenha achado a resposta para a sua dúvida ou precise de mais informações, entre em contato com a equipe da Signi, responsável pela publicação, através do e-mail relatoriosocial@agert.org.br ou do telefone (51) 3019.3913, com as jornalistas Luísa Kiefer e Juliana Loureiro ou com a relações públicas Luciana Masera. A coordenadora do projeto Relatório Social, Myrna Proença, vice-presidente de Capacitação da Agert, também está à disposição pelo e-mail myrnah@terra.com.br ou pelo celular (55) 8417.7295.

Saiba mais sobre mídia doada 1. O que é? É o espaço cedido gratuitamente para apoiar causas e campanhas de cunho social ou ambiental de parceiros (ONGs, comunidade, associações, etc.). As ações socioambientais promovidas pelas próprias emissoras também devem ser registradas e contabilizadas. 2. Como se faz o registro? As informações de cada campanha/ação devem ser registradas na Planilha Relatório Social AGERT (confira exemplo no item “Como calcular a mídia doada”), cujo modelo pode ser obtido na secretaria da entidade, pelo site www.agert.org.br ou pelo e-mail relatoriosocial@agert.org.br. A planilha deve ser preenchida e enviada mensalmente pelo e-mail acima ou pelo correio (Rua Riachuelo, 1098 / Conj. 204 - Porto Alegre/RS - 90.010-270). 3. O que NÃO pode ser contabilizado como mídia doada? Só devem ser contabilizados valores referentes aos espaços doados, ou seja, aqueles que poderiam ser destinados à veiculação de peças pagas, mas que são cedidos em nome do compromisso social/ambiental da emissora para causas ou campanhas. Da mesma forma que espaços comercializados não podem constar como mídia doada, espaços destinados à veiculação de programas/informes obrigatórios pela legislação vigente também não podem ser contabilizados. Alguns exemplos: - Tempo destinado ao horário eleitoral obrigatório - Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Isso também inclui as propagandas partidárias; - Comunicados/pronunciamentos em cadeia de rádio e de televisão (presidente, ministros); - Programa Voz do Brasil. * Campanhas de qualquer instância governamental com veiculação gratuita e opcional, ou seja, sem comercialização e sem obrigatoriedade (campanhas de combate à dengue, às drogas, etc.) podem ser contabilizadas. 4. Matérias jornalísticas podem ser contabilizadas como mídia doada? A mesma distinção que as emissoras fazem entre as áreas comercial e jornalística deve ser observada no que tange à contabilização. Lembre-se: o conceito de mídia doada se refere apenas aos espaços que poderiam ser comercializados pelas emissoras. 5. Por que é importante fazer o registro de mídia doada? Em função de sua natureza, os veículos de radiodifusão têm uma forte atuação social nas suas comunidades/regiões. Ao registrar e contabilizar esses valores, a emissora pode ter a dimensão dessa atuação em números. Internamente, esse dado permite que cada veículo saiba que tipo de causa/campanha apoia com mais frequência, por exemplo. No âmbito externo, ao ser somado aos demais registros das associadas, mostra, em valores monetários para a sociedade gaúcha, a força dos veículos de rádio e televisão. Por isso, quanto mais participantes, mais significativa é a contribuição. Dica: solicite exemplares da publicação e apresente os dados às autoridades e lideranças locais, mostrando o trabalho social realizado pelas emissoras de rádio e televisão. 6. Como é feito o cálculo? Para fazer o cálculo em cima de mídia doada, basta contabilizar o tempo total cedido para cada ação no mês. O valor deve ser calculado considerando o tempo disponibilizado e a tabela comercial de cada emissora. 7. Os valores da minha emissora serão identificados? Não. O valor divulgado no Relatório Social é resultado da soma da mídia doada de todos os veículos participantes. Os dados encaminhados por cada emissora são acessados apenas pela empresa responsável pelo levantamento, que contratualmente se compromete a guardar sigilo a respeito das informações.

Entenda mais sobre o Relatório Social 2012 8. O que é? O Relatório Social é um demonstrativo publicado anualmente pela empresa, mostrando de que forma ela atua com colaboradores, fornecedores, meio ambiente e comunidade, dando transparência às atividades que buscam melhorar a qualidade de vida para todos. Ou seja, sua função principal é tornar pública a responsabilidade social empresarial, construindo maiores vínculos entre a empresa, a sociedade e o meio ambiente. 9. Por que é importante participar? O Relatório Social da AGERT apresentará a maneira como a entidade e as suas associadas exercem a responsabilidade social empresarial. Ou seja, a forma como estas se relacionam com seus diversos públicos com ética e transparência, gerando ações em diferentes segmentos (saúde, educação, desenvolvimento econômico e social, cidadania, meio ambiente, cultura, etc.). 10. Qual é a estrutura do Relatório Social 2012? O Relatório Social 2012 tem como tema norteador a educação. Portanto, relatará todas as ações, realizadas ou apoiadas pelas emissoras, que estejam de alguma forma ligadas às questões referentes à escola, à alfabetização, à valorização do professor e do

ambiente escolar. A publicação centralizará o seu tema a partir da questão: “qual o papel da radiodifusão na educação?” A partir da atuação das diferentes emissoras, pretende demonstrar como essas podem contribuir para superarmos os desafios da educação em nosso país. Além disso, seguirá utilizando as normas do Instituto Ethos (www.ethos.org.br), organização sem fins lucrativos que é referência nacional em responsabilidade social empresarial, presentes nos relatórios passados. O sistema de avaliação do Instituto é dividido em sete indicadores: - Valores e Transparência: apresenta os valores da organização, seu código de ética e a transparência que é dada às informações, como estas são divulgadas e para quem. Ter um código de ética que estabelece os compromissos dos colaboradores ou mesmo produzir e divulgar um relatório ou um balanço social são exemplos de ações que podem constar nesse indicador. - Público Interno: apresenta o tratamento que é dado pela entidade e associados aos colaboradores, benefícios, programas de treinamento e capacitação, eventos, etc. Também engloba incentivo ao voluntariado e programas voltados para a qualidade de vida (erradicação do fumo, exercícios, combate à dependência química, etc.). - Clientes e Consumidores: reflete as ações que são realizadas pela entidade e associados em prol dos consumidores (ouvintes e telespectadores), canais de comunicação com este público, atendimento de suas sugestões, reclamações e necessidades, etc. - Comunidade: apresenta as ações realizadas pela entidade e associados em favor da comunidade, doações, campanhas públicas, etc., inclusive o valor total das doações feitas pelos associados em forma de mídia gratuita. - Meio Ambiente: apresenta ações realizadas em prol da preservação ambiental, campanhas e mobilizações, pela entidade e associados. - Governo e Sociedade: demonstra a transparência das relações com setores do poder público, ações de valorização da ética, além de esforços no sentido de melhoria de políticas públicas e desenvolvimento. Programas ou campanha de conscientização para a cidadania e importância do voto, assim como a mobilização de lideranças políticas e comunitárias em função de uma causa comum (por exemplo, a duplicação de uma rodovia). 11. Como a minha emissora irá aparecer no relatório? As participantes, ou seja, as emissoras que mandam valores de mídia doada recebem um destaque especial na relação de associados. As emissoras que tiverem realizado ações ligadas à educação terão as suas ações relatadas, em pequenos textos (cases), no Relatório Social. 12. Que tipo de informações são solicitadas para a produção dos relatos (cases)? Os principais dados a serem registrados e relatados no Relatório são: - Nome da campanha/ação/evento (importante registrar o nome completo da iniciativa); - Objetivo (promover a educação ambiental nas escolas, por ex.); - Parceiros (entidades, empresas, etc., número de pessoas físicas que trabalharam como voluntárias, se houver); - Período de realização (janeiro a abril, por ex.); - Número de inserções e tipo de materiais produzidos (spots, chamadas, flashes, etc.); - Número de participantes e/ou de pessoas beneficiadas; - Resultados, se houver alguma mensuração feita pela rádio ou por parceiros (por exemplo, alunos desenvolveram regras para o bom convívio em sala de aula.). E lembre-se: as fotos ajudam a contar a história da ação, então, sempre que possível, produza fotos em alta resolução (300dpis) das ações realizadas. Chegou a hora de mais uma vez unirmos nossos esforços para demonstrarmos a força da radiodifusão gaúcha. Por isso, gostaríamos de convidá-lo para participar da 9ª edição do Relatório Social publicado pela Agert. O engajamento de todas as emissoras é de fundamental importância para que possamos demonstrar a atuação dessas junto as suas comunidades e assim reforçar o papel social desempenhado pelo rádio e pela televisão. Este ano, o relatório dará ênfase às ações ligadas à educação. Para participar, é muito simples: basta enviar os valores de mídia doada ao longo do ano para o email: relatoriosocial@agert.org.br. A equipe da Signi, empresa responsável pela elaboração do relatório, está pronta para atendê-lo através do (51) 3019-3913, com as Jornalistas Luísa Kiefer e Juliana Loureiro ou com a Relações Públicas Luciana Masera. Contamos com a sua participação. Juntos, vamos fazer a radiodifusão chegar ainda mais longe. Atenciosamente, Alexandre Gadret - Presidente da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão; Myrna Proença, vice-presidente de Capacitação e coordenadora do projeto Relatório Social.


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Março/Abril de 2013

Artigo

Rede social é lugar de vender?

por Vinicius Pessin*

Um levantamento realizado pela comScore aponta que 90,8% dos internautas brasileiros estão nas redes sociais e que, em média, gastam 4,9 horas por mês nelas. Enquanto isso, segundo dados da e-bit, no primeiro semestre do ano, 5,6 milhões de pessoas fizeram a primeira compra online, o que significa que o Brasil já soma 37,6 milhões de econsumidores. Junte esses números e teremos um lindo cenário que envolve o comércio eletrônico e as redes sociais, certo? Não! As redes sociais são poderosas ferramentas para as empresas se aproximarem dos seus clientes e até atrair novos compradores no e-commerce. Contudo, é preciso um cuidado muito grande e separar bem as coisas. As pessoas estão nas redes sociais geralmente para se relacionar e interagir com pessoas e marcas. Quando a loja virtual ultrapassa os limites de relacionamento e passa a oferecer produtos de forma invasiva, o tiro pode sair pela culatra. Além de não realizar uma venda, sua marca pode estar gerando uma indesejada rejeição. O lojista virtual precisa equilibrar informações relevantes, entretenimento e divulgação de produtos nas redes sociais. Assim, ele aproximará os clientes da sua marca, sem parecer estar apenas querendo vender, vender e vender. Outro ponto fundamental é a interação. Os

clientes esperam respostas aos seus comentários, críticas e sugestões. Nunca deixe um cliente sem resposta. Se for apenas um comentário, agradeça, sugira conteúdo, interaja. O mesmo estudo da comScore revela que 41% dos econsumidores pesquisam nas redes sociais antes de realizar qualquer compra. Além disso, duas a cada três pessoas dão feedback às marcas dentro das redes. Da população online presente nas redes sociais, 54% delas “seguem” empresas no Twitter e 74% “curtem” marcas no Facebook. Aí está a grande oportunidade e não simplesmente poluir a time-line dos seus seguidores com ofertas de produtos e serviços. Portanto, gere engajamento, crie relacionamentos e aproxime sua marca dos clientes. O aumento das suas vendas será uma consequência natural. * Vinicius Pessin é CEO da e-smart, empresa provedora de soluções para ecommerce. O artigo foi publicado originalmente no site Adnews.

Rádio Vera Cruz de Horizontina - 50 anos de história A Rádio começou em 1962, na cidade de Horizontina/RS, com uma grande comemoração de inauguração. Na ocasião, além do grande número de pessoas presentes, houve o desfile com carros alegóricos, cavalarianos e apresentações artísticas. No dia 13 de maio, a Rádio Vera Cruz surgiu e o locutor Valdemar Schnabel, auxiliado pelo comunicador Alberto Luiz Krysczun, fez a primeira transmissão do veículo de comunicação. E foram comandados pelo primeiro diretor da emissora, o saudoso Liton Lanes Pilau e Loy Newton Pilau. O primeiro programa da emissora, e que segue até hoje como líder de audiência na região, é o “Você é quem manda”. Com apelo popular, a atração atende as solicitações dos ouvintes feitas por telefone, emails ou cartas. Com o slogan “A nossa preocupação é a sua informação”, a Rádio Vera Cruz conquistou a popularidade na região e esteve à frente de várias campanhas beneficentes, shows, bailes e projetos envolvendo a comunidade. “Nesse cinquentenário sempre buscamos o diálogo entre a comunidade e o poder publico, manter próximo os dois lados para que o serviço que prestamos aos ouvites seja efetuado com sucesso.”, informa Liane Pilau, gerente da rádio. “Contamos com uma equipe voltada para o melhor desempenho de suas funções, mantendo sempre a paixão pelo rádio. E nos sentimos honrados em dizer que somos a Família Rádio Vera Cruz.”, ressalta Liane.

Confira os mais importantes prêmios do setor 2º Prêmio ADPERGS de Jornalismo Inscrições até 30 de abril de 2013. Podem participar do Prêmio ADPERGS (Associação dos Defensores Públicos do Rio Grande do Sul) de Jornalismo, os trabalhos veiculados entre 07 de abril de 2012 a 30 de abril de 2013. Mais informações no site: www.adpergs.org.br/2o-premio-adpergs-de-jornalismo. 7º Prêmio ABCR de Jornalismo Inscrições até 31 de maio de 2013. Podem participar do Prêmio ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias) de Jornalismo, trabalhos inscritos entre 02 de agosto de 2011 e 31 de maio de 2013, nas categorias Jornalismo Impresso; Telejornalismo; Radiojornalismo e Internet. Mais informações no site: http://www.abcr.org.br. 3º Prêmio Estácio de Jornalismo Inscrições até 11 de junho de 2013. Podem participar do Prêmio Estácio de Jornalismo, trabalhos inscritos entre 11 de junho de 2012 e 10 junho de 2013. Para fins de aceitação de inscrições, será considerada como data limite de postagem ou entrega do material o dia 11 de junho de 2013. Mais informações no site: http://www.premioestaciodejornalismo.com.br .

DIAS 13, 14 e 15 DE OUTUBRO DE 2013 INSCRIÇÕES

HOTEL SERRANO RESORT & CONVENTION CENTER -GRAMADO, RS

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