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Fevereiro de 2013 - Edição nº 602 TX (Fevereiro): R$ 30,18, com variação de 0,24% sobre o mês anterior.

A força do rádio para os municípios é tema do Seminário Regional da Agert Páginas 4 e 5

Prefeitos, radiodifusores e autoridades estiveram presentes no primeiro Seminário de 2013

Projeto de extensão da faixa FM avança no MINICOM Página 6

Entrevista com Claudio Zappe – A tragédia em Santa Maria – Página 3


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Editorial

Editorial Já é tradição na AGERT: todo o ano, iniciamos nossas atividades nos reunindo em Osório, para que os bons ventos da região tragam muita energia e inspiração a todos os radiodifusores do estado. Neste encontro em Osório, ampliamos o debate com a sociedade e governo, promovendo o Seminário Regional que teve como tema central “A Força do Rádio na Comunicação dos Municípios”. O rádio é um dos meios de comunicação mais presentes na vida das pessoas. Muitas administrações municipais já descobriram isso e estão valorizando e investindo cada vez mais nessa mídia, contando com toda a sua força para divulgar e dar visibilidade a suas ações. Durante o Seminário, representantes do poder público e empresários da radiodifusão gaúcha trocaram ideias sobre o potencial que o rádio tem como veículo de comunicação. Saber aproveitar “a força do rádio” exige profissionalismo e criatividade. É o que revela Carlos Alberto Carvalho Filho em entrevista exclusiva para o AGERT Informa. Beto Carvalho é especialista em negociação e vendas e nesta edição dá dicas aos radiodifusores que buscam se diferenciar e conquistar cada vez mais ouvintes e anunciantes. Outro destaque de nosso jornal é o projeto que prevê a extensão da faixa FM. Estudos divulgados recentemente indicam que, com a extensão, os canais 5 e 6 de televisão serão destinados ao rádio AM. Agora, o Ministério das Comunicações trabalha em uma minuta de projeto de lei para permitir legalmente a migração. Precisamos estar atentos e informados sobre essa questão que certamente pautará nossos debates durante 2013. Boa leitura!

Alexandre Gadret Presidente da Agert

Vice-Presidentes Antonio Tigre - tigre@gruporbs.com.br Ary Cauduro dos Santos - ary.santos@rbs.com.br Carlos Piccoli - geral@gruporscom.com.br Cláudio Brito - claudio.brito@rdgaucha.com.br Cláudio Zappe - nativafm@via-rs.net Geraldo Corrêa - geraldo@gruporbs.com.br Jerônimo Fragomeni - jeronimo@rduirapuru.com.br Kamal Badra - kamal@terra.com.br Leonardo Meneghetti - leonardomeneghetti@band.com.br Luciano Hintz Mallmann - luciano@jornalnoroeste.com.br Luis Cruz - luiscruz@sbt.com.br Myrna Proença - myrnah@terra.com.br Nelcy Adão de Souza - sonia@radioitapui.com.br Osébio Borghetti - borghetti@alsb.org.br Pedro Edir Farias - radioosorio@terra.com.br Pedro Ricardo Germano - prgermano@radiofandango.com.br Renato Albuquerque - renato@oceanofm.com.br Wanderley Ruivo - ruivo@pampa.com.br Diretores Alexandre Kannenberg - comercial.dial@903fm.com.br Cláudio Albert Zappe - albertzappe@yahoo.com.br Cristiano Casali - cristiano@maisfm.net Cyro Martins - cyro.martins@gruporbs.com.br Edson de Bem - edisondebem@hotmail.com Eloy Scheibe - eloy@radiosimpatia.com.br Gabriel Casara - gabriel.casara@gruporbs.com.br Hilmar Kannenberg - kannenberg@903fm.com.br Ildomar Joanol - nativa.fm@gmail.com João Vianei - gerencia@radiosobradinho.com.br José Cunha - jcalfa@via-rs.net José Luis Bonamigo - jlbona@terra.com.br Luciana Markus - radiopelot@terra.com.br Marcos Dytz Piccoli - marcos.piccoli@gruporscom.com.br Miguel Puretz Neto - mpneto@tupa.am.br Ricardo Brunetto - ricardobrunetto@independente.com.br Rossana Saraiva Carriconde - rocarriconde@terra.com.br Vanderlei Roberto Uhry - vanderlei@radiomatoleitao.com.br Verdi Ubiratan de Moura - rdlider@terra.com.br Conselho Consultivo Presidente: Roberto Cervo Membros do Conselho: Afonso Antunes da Motta, Antônio Abelin, Fernando Ernesto Corrêa, Gildo Milman, Otavio Gadret, Paulo Sérgio Pinto, Ricardo Ferro Gentilini Conselho Fiscal Presidente: João Henrique Gallo Membros do Conselho: Aniceto Paganin, Alcides Zappe

RÁDIOS ANIVERSARIANTES

Rádio São Roque AM Rádio Missioneira AM Rádio Líder FM Rádio Batovi AM Rádio Gaúcha AM Rádio Aparados da Serra AM Rádio Independente AM Rádio Difusora AM Rádio Ametista AM Rádio Seberi AM Rádio Imembui AM Rádio ABC 900 Rádio Amizade FM Rádio Cultura AM Rádio Planetário AM Rádio Maisnova FM Rádio Jornal da Manhã AM Rádio Guaíba FM Rádio Aliança FM Rádio Univates FM Rádio Cultura AM Rádio Marajá AM Rádio Garibaldi AM Rádio Difusora AM Rádio Vanguarda FM

Presidente Alexandre Alvarez Gadret - presidente@agert.org.br

Faxinal do Soturno São Luiz Gonzaga Uruguaiana São Gabriel Porto Alegre Bom Jesus Cruz Alta Arroio Grande Planalto Seberi Santa Maria Novo Hamburgo Igrejinha Jaguarão Espumoso Marau Ijuí Porto Alegre Porto Alegre Lajeado São Borja Rosário do Sul Garibaldi Bagé Marau

01/02/1975 02/02/1981 02/02/2007 06/02/1986 08/02/1927 08/02/1977 08/02/1979 09/02/1980 11/02/1984 11/02/1989 13/02/1942 14/02/1948 14/02/1990 16/02/1950 19/02/1979 20/02/1988 20/02/1992 22/02/1980 22/02/1991 23/02/2006 24/02/1976 25/02/1949 25/02/2007 27/02/1956 28/02/1990

Assessores Assessoria Jurídica: Gildo Milman advmilman@hotmail.com Assessoria Contábil: Ronaldo Silva de Oliveira ronaldooliveira@via-rs.net Assessoria Fiscal: Paulo Ledur afledur.ez@terra.com.br

AGERT - Entidade fundada em 13 de dezembro de 1962 Realização: Eliana Camejo Comunicação Empresarial Comercialização: Diego Alves Redação: Mariana Caldieraro Colaboração: Cláudia Jobim e Aline Victorino Diagramação: Renato Dambros Impressão: 1000 exemplares O Agert Informa é uma publicação mensal da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão Rua Riachuelo, 1098 CJ. 204 - Centro CEP: 90010-272 - Porto Alegre/RS Telefone: (51) 3228.3959 - www.agert.org.br Contato: comunicacao@agert.org.br


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Entrevista

A força do rádio diante de uma tragédia Desde a madrugada de 27 de janeiro, veículos de comunicação do mundo inteiro voltaram-se à cidade de Santa Maria, buscando detalhes do incêndio na boate Kiss. A tragédia, que resultou na morte de mais de 235 jovens procedentes de diferentes cidades do Brasil, ganhou destaque na imprensa mundial. Em entrevista exclusiva para o AGERT INFORMA, Claudio Zappe, diretor das Rádios Imembuí e Nativa, de Santa Maria, conta sobre o importante trabalho realizado por essas emissoras, que desempenharam papel fundamental ao transmitir, com credibilidade, as primeiras informações sobre o ocorrido a todo o Rio Grande do Sul.

- Qual foi o principal cuidado que vocês tiveram ao divulgar as informações? Nessas horas é preciso muito cuidado, surgem muitas informações equivocadas, pessoas dizendo coisas que não devem ser ditas. Pela internet recebíamos muitas informações não verdadeiras. Tivemos a preocupação de filtrar tudo o que recebíamos, checando cada notícia que chegava. Dessa maneira, mostramos a todos os parceiros, que acompanhavam nossa transmissão, que estávamos atuando nessa cobertura com a máxima credibilidade. Graças a isso, mantivemos a rede pelos três dias sequentes à tragédia.

- Qual o grande diferencial da cobertura realizada pelas emissoras locais em tragédias como essa? Sentíamos que as pessoas tinham a necessidade de saber detalhes e receber novas informações a todo instante. Todos queriam saber o número de pessoas que tinham sido vítimas, o nome daqueles que perderam suas vidas, o número de feridos, para onde estavam sendo levados os feridos. Tivemos o cuidado de somente transmitir as informações oficiais, o que é fundamental num momento tão triste e difícil como esse. Realizamos a cobertura atuando em duas frentes: uma transmitia as informações que chegavam a todo o momento, sempre com credibilidade, enquanto outra frente buscava diminuir a dor, acalmar as pessoas. Além de informar, precisávamos levar um certo conforto às pessoas, esse também foi um importante papel do rádio. Também tivemos o cuidado de não responsabilizar nenhum dos envolvidos. As autoridades estão investigando, um inquérito foi instaurado, precisamos aguardar as conclusões antes de julgar os envolvidos.

- Como foi organizado o trabalho da equipe que realizou essa cobertura? Organizamos nossas equipes nos locais mais importantes da cobertura: o Centro Desportivo Municipal, hospitais, locais onde estavam sendo divulgadas as informações oficiais. Percebemos que o veículo rádio ainda é insubstituível, por transmitir a informação de forma imediata e com a máxima credibilidade. Somente o rádio podia informar a todo instante, acompanhando cada doloroso momento dessa tragédia.

- E qual será o papel do rádio agora? Como esse meio de comunicação irá contribuir para que a cidade supere essa tragédia? Iniciamos um projeto e vamos mantê-lo por pelo menos mais 10 dias, em que colocamos durante a nossa programação alguns pensamentos, são frases, mensagens direcionadas às pessoas que perderam seus familiares, para que possam reencontrar um sentido de vida. Precisamos apoiar essas pessoas para que elas encontrem uma nova motivação, um novo caminho.

- Em sua trajetória no rádio, lembras de algum outro momento em que o rádio teve tanta importância ao passar informações à população? Certamente vivemos outros momentos importantes, realizamos a cobertura de vendavais em que casas foram destruídas, pessoas ficaram sem moradia, mas nada se compara à dimensão desse acontecimento. Essa foi, sem dúvida, a tragédia mais dura, não somente para a cidade, mas para famílias de todo o Rio Grande do Sul e até mesmo de fora do estado.

- O que fica de lição para vocês que vivenciaram tão de perto essa tragédia? O rádio deve estar sempre preparado para entrar em ação imediata, principalmente diante de tragédias como essa, já que ainda é um dos veículos com maior credibilidade. Infelizmente, a internet, que é sem dúvida uma revolução tecnológica muito importante, precisa ainda encontrar uma forma de responsabilizar aqueles que utilizam esse meio para divulgar informações inverídicas. As pessoas precisam ser responsabilizadas.

- Em sua opinião, qual foi a importância do rádio, como veiculo de comunicação, na cobertura dessa tragédia? Tão logo soubemos da noticia, ainda na madrugada, a Rádio Imembuí, entrou em rede com a Nativa e começamos a informar tudo o que era possível. Organizamos uma equipe de 15 profissionais para buscar as informações. O trabalho foi tão intenso e importante que no início da tarde de domingo já estávamos em rede com mais 36 emissoras do Rio Grande do Sul, rádios das cidades de origem de muitas vítimas, que viviam em Santa Maria para estudar. As notícias eram de interesse de todo o estado. Procuramos relatar tudo com muita credibilidade. Esse foi o grande diferencial do rádio como veículo de comunicação.

Investimentos em mídia crescem 7% e alcançam a marca de R$ 94,9 bilhões Os investimentos em mídia no Brasil cresceram 7% em 2012, em relação ao ano interior, e alcançaram a marca de R$ 94,9 bilhões, de acordo com dados do Monitor Evolution do Ibope. A televisão aberta, mais uma vez, foi o meio de comunicação que mais recebeu aporte publicitário – R$ 51, 2 bilhões – o que representa um crescimento de 11% em relação a 2011. Além disso, a TV continua sendo o meio de comunicação mais solicitado pelos anunciantes, com 54%. Em seguida, aparece o jornal

impresso, com 18%, num total de R$ 16,7 bilhões; TV por assinatura e revistas, com 8%, o que representa R$ 7,9 bilhões; internet, com 7% e um investimento publicitário de R$ 6,5 bilhões, e o rádio, com 4% e um total de R$ 4,2 bilhões investidos. As áreas de comércio e varejo são os maiores anunciantes da mídia. Em 2012, investiram R$ 19,6 bilhões, o que representa 21% do total. Serviços ao consumidor, higiene pessoal e beleza aparecem em segundo lugar com 9%, e investimentos em torno de R$ 8 bilhões. Em seguida, aparece o setor de veículos, peças e assessórios com 8% de participação no mercado e investimentos de R$ 7,5 bilhões. As Casas Bahia, Unilever e Caixa Econômica Federal foram as empresas que mais investiram na mídia no ano de 2012. O levantamento do Ibope tem como base a tabela dos veículos, não considerando os possíveis descontos oferecidos por cada um deles. A cobertura, de abrangência nacional, envolve 38 mercados de TV aberta, 39 canais de TV por assinatura, oito mercados de rádio, 250 títulos de revista, 24 mercados de jornal — com 64 títulos, 30 mercados de outdoor, 11 mercados de cinema — com 564 salas, seis portais de internet e dez mercados com cinco exibidoras de mobiliário urbano.


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Tribunal de Contas do Estado e Confederação Nacional dos Municípios debatem as regrasde publicidade nos meios de comunicação Paulo Roberto Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios – CNM e Eduviges Rogério de Souza, coordenador da Consultoria Técnica do Tribunal de Contas do Estado TCE-RS, falaram no Seminário Regional de Osório, promovido pela Agert aos radiodifusores e administradores públicos do Estado no dia 25 de janeiro. No primeiro encontro de 2013 entre autoridades, prefeitos e radiodifusores associados da Agert, o Tribunal de Contas do Estado, através do seu coordenador da Consultoria Técnica, Eduviges Rogério de Souza, alertou para as regras de publicidade pelo poder público que devem ser observadas pela mídia. "A publicidade não obrigatória deve ter o caráter educativo, como campanhas de saúde, festas do municípios, ou caráter informativo, que não induzam à promoção pessoal de políticos ou partidos," destacou ao abordar os exemplos de publicidade: obrigatória, não obrigatória e propaganda. Segundo Souza, não é licito propaganda que faça prestação de contas de final de mandato, lançamentos de projetos, assinaturas de obras, entre outros atos de governo. Em sua palestra, Eduviges também abordou as disposições da Lei 12 232/2010, que estabelece normas gerais sobre licitações e contratações pela administração pública de serviços de publicidade, prestados necessariamente por intermédio de agências de propaganda, no âmbito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Comentou as finalidades e os princípios dos Serviços de Radiodifusão Comunitária, estabelecidos na Lei nº 9.612/1998, que definiu sua finalidade, dispondo sobre os requisitos de funcionamento, modo de autorização e penalidades administrativas. Entre as regras, a proibição de utilizar a programação de outra emissora e fazer propaganda comercial.

Debate tira dúvidas sobre os limites de publicidade pelo poder publico e a relação com a mídia As limitações impostas pelos pregões eletrônicos e as regras de licitação em oposição aos interesses econômicos e comercias das administrações públicas gerou polêmica durante o debate realizado no Seminário. Dúvidas sobre como as prefeituras devem proceder quando não existe uma agência de publicidade na cidade ou quando a proposta de menor preço não significa que a mensagem será recebida pelo publico alvo da campanha foram os principais temas debatidos entre os participantes do seminário e os debatedores da mesa: Paulo Roberto Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios – CNM, Eduviges Rogério de Souza, do TCE, Alexandre Gadret e Cláudio Brito, como mediador. "Esse é drama dos prefeitos," ressaltou Ziulkoski sobre as discussões em torno da publicidade pública. Para ele, é dever do TCE orientar os prefeitos sobre o melhor caminho a seguir. Ary dos Santos, presidente do Sindirádio resumiu a polêmica ao afirmar que os radiodifusores legais "querem ser reconhecidos como os veículos oficiais dos municípios e que o poder público use seus recursos em meios de comunicação regional". O Seminário Regional da Agert foi realizado na Câmara de Vereadores de Osório, no dia 25 de janeiro e contou com a participação do prefeito cidade, Eduardo Abrahão, do presidente da Câmara, Rossano Teixeira, entre outros prefeitos e viceprefeitos da região metropolitana e litoral norte, radiodifusores, acadêmicos de comunicação, personalidades e autoridades locais. "Neste momento, em que os prefeitos estão iniciando seus mandatos, queremos mostrar a eles a força do rádio e os atributos que o diferenciam dos demais meios de comunicação, como a agilidade, a mobilidade e o poder de alcance. Nesses itens o rádio é imbatível e torna-se o meio de comunicação mais eficaz para a comunicação entre administração pública e cidadãos de um município", destaca Alexandre Gadret, presidente da AGERT. Ele lembra ainda que a função social do rádio torna-se ainda mais evidente durante momentos críticos vividos por uma sociedade, quando uma informação pode ajudar até mesmo a salvar a vida de pessoas, como em catástrofes naturais em que a comunicação torna-se imprescindível para a tomada de decisões. Alexandre acredita que, apesar dos avanços tecnológicos e das

novas mídias sociais, as emissoras de rádio, principalmente as que estão localizadas no interior do estado, se reinventam a cada dia, mantendo a liderança de audiência na região. "O rádio é o meio de comunicação preferido pelos moradores

de qualquer cidade que precisam estar informados sobre tudo o que acontece na sua região. A receita do sucesso? Prestação de serviço direto, com informações que realmente interessam os moradores daquele determinado município", afirma o presidente da AGERT.


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O rádio pelo ponto de vista dos municípios “O rádio é um processo de interlocução entre os poderes públicos constituídos e a sociedade. Nada mais interage tão diretamente e efusivamente em um processo social, cultural, de desenvolvimento econômico de uma cidade do que o rádio. As pessoas sempre estão ligadas ao rádio, elas podem estar em vários estabelecimentos, no seu local de trabalho, enfim, a sua maioria, e, automaticamente, ouvindo e interagindo. Outro fator que facilita essa área é o processo da internet, essa interação imediata. Hoje é possível ouvir o rádio e participar diretamente do que está acontecendo e uma determinada entrevista, programa ou debate. Os profissionais dessa área sempre devem agir de forma imparcial, observando aquilo que é pedido, criticado, reivindicado e principalmente o que foi atendido. No caso da não concretização da reivindicação é preciso questionar o porquê disso e, evidentemente, cobrar para que as coisas aconteçam. Muitas vezes, os poderes públicos constituídos por mais que façam, não alcançam 100% daquilo que deveriam ou poderiam fazer. Essa relação com a imprensa falada nos municípios tem que ser feita dessa forma. O rádio tem que interagir, sugerir, observar quando as coisas são feitas e bem feitas. Portanto, o rádio tem um papel fundamental no processo de interação on-line, atualíssimo, entre a comunidade e os poderes públicos constituídos”. Prefeito de Osório, Eduardo Aluísio Cardoso Abrahão “A mídia Rádio em Porto Alegre, como no Rio Grande, tem a marca do pioneirismo, da criatividade, da ousadia e da qualidade dos seus profissionais. Com esse conjunto de valores o Rádio serve ao gestor público, por um lado, como eficaz instrumento de comunicação com a sociedade e, de outro, como balizador, através das críticas e das sugestões, para a tomada de decisões e eventual correção de rumos das políticas públicas. A diversidade de formatos permite que sejam atingidos diferentes públicos nas campanhas institucionais e prestações de contas, aproveitando-se as principais características do veículo: agilidade, abrangência, interatividade e rápido retorno para as mensagens divulgadas”. Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati “O meio rádio sempre desempenhou um papel fundamental na vida das comunidades. O primeiro destes vínculos é o sentimento de pertença que o rádio propicia aos que acessam seus conteúdos. Do ponto de vista da integração das pessoas, através da informação, da prestação de serviços e do entretenimento, o rádio é estratégico na formação da identidade de um município ou território. Hoje ainda mais. Graças à evolução da tecnologia, da mobilidade que oferece e, com a qualidade da transmissão em sinal digital, o rádio foi incorporando seu papel a todas as plataformas de comunicação. É o elemento agregador do vasto arsenal de ferramentas que o homem inventou para conhecer e aproximar a sociedade do conhecimento e da interação com o mundo em que vive. Sim, o rádio é fundamental para a promoção da autoestima do povo. Ele permite a formação de massa crítica sobre princípios e valores dos habitantes de um município. E é a partir disso que se organizam os códigos culturais, sociais e econômicos de uma sociedade. Existe ainda a vantagem do custo benefício no processo de comunicação social. Como se diz lá no campo, onde me criei. "O rádio é o bem mais democrático que existe porque é de estimação do peão, do capataz e do dono da estância." Isso é o rádio. Elemento vital para a preservação da identidade de um povo no cenário irreversível da globalização”. Prefeito de Caxias do Sul, Alceu Barbosa Velho “O rádio é um veículo de primeira necessidade para a população e para o governo de Pelotas. Como serviço de utilidade pública, atinge a todos os rincões do Município, tem sua fatia de público cativa, é um veículo prático por ser a sua audiência compatível com outras atividades, isto é: ao contrário de outros meios de comunicação, como o jornal e a televisão, que exigem atenção total, o ouvinte de rádio pode desenvolver outras tarefas enquanto escuta notícias, músicas e informações gerais. Eu, particularmente, além de ouvinte sempre que é possível, dou prioridade à comunicação da prefeitura via rádio, pela eficiência em atingir o nosso público-alvo. E a maior comprovação da utilidade do veículo é a máxima já consagrada por todos de que o brasileiro não vive sem rádio”. Prefeito de Pelotas, Eduardo Leite “Uma ferramenta muito importante, tendo em vista que é um meio de comunicação disponível a todos e que atinge diferentes classes sociais. Mesmo com o avanço tecnológico, o rádio não vai perder seu espaço. Jamais vai deixar de existir. É uma das principais ferramentas no meio de comunicação, mesmo com todo o avanço da tecnologia”. Prefeito de Balneário Pinhal, Luiz Antônio Palharin “As maiorias das pequenas e médias comunidades se acostumaram ao rádio, e os programas locais acabaram tendo uma ligação muito forte com a população dessas comunidades. A mídia televisiva trouxe as informações do mundo, mas as notícias locais vieram pelo rádio. E como grande parte do interesse dos cidadãos nos pequenos e médios municípios é o interesse local, o rádio é o veículo de excelência. Por isto, o rádio ainda é insubstituível, e isto faz parte do sentimento bairrista destas populações, pela identidade com a realidade interiorana”. Prefeito de Santo Antônio da Patrulha, Paulo Roberto Bier

A força do Rádio em números O rádio é uma mídia de grande eficiência e de excelente relação custo/benefício. Pelas suas características o rádio permite ao profissional de mídia alcançar excelentes resultados nas variáveis alcance, penetração e frequência. É também o veículo que está próximo ao consumidor na hora da compra. Segundo pesquisa Marplan, o rádio está junto a 93% dos consumidores na hora que antecede a compra, sendo que as pessoas passam mais tempo ouvindo rádio do que qualquer outro veículo. O consumidor ouve rádio em média três horas e 45 minutos por dia. Some a isto que as pessoas absorvem o que ouvem (palavras) com mais facilidade do que o que veem (imagens), principalmente se sua mensagem estiver em forma de jingle ou spot bem produzido. Pesquisas do IBOPE confirmam que as pessoas passam 17% mais tempo ouvindo o rádio que vendo televisão. Além disso, o rádio é absolutamente imbatível durante o horário comercial, com o triplo da audiência da televisão durante a manhã e mais do dobro à tarde. O rádio é imbatível justamente no horário em que as empresas e o comércio estão abertos, fazendo dele mídia obrigatória para quem quer efetuar uma venda. Ainda segundo pesquisas, o rádio atinge os consumidores dos principais ramos de atividade com mais eficiência.Segundo pesquisa do IBOPE, o rádio atinge a quase totalidade dos consumidores dos principais ramos de atividade, em 15 dias. Uma das características mais destacadas do rádio é sua capacidade de chegar aonde o consumidor estiver. Ele está em 99% das casas e em 83% dos carros.


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Projeto de extensão da faixa FM avança no MINICOM O projeto que prevê a expansão da faixa FM – que hoje ocupa o espectro de 88 a 108 MHz e que passaria a ocupar também a faixa de 76 a 88 MHz, atualmente é destinada aos canais 5 e 6 de TV (VHF-Analógico) – demonstrou-se tecnicamente viável, conforme estudo divulgado por engenheiros da Superintendência de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O estudo foi apresentado durante audiência pública realizada em Brasília no mês de dezembro. O secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Genildo Lins, confirmou que os canais 5 e 6 de televisão serão destinados ao rádio AM. Segundo ele, a pasta já trabalha em uma minuta de projeto de lei para permitir legalmente a migração. Além disso, a Agência Nacional de Telecomunicações está criando um modelo para a transição, afirmou o secretário. Lins foi enfático em dizer que os resultados dos testes de rádio digital conduzidos pelo ministério foram “muito ruins”, especialmente os de FM em alta potência. Além disso, a cobertura do sinal alcançou 70% da que hoje atinge o analógico. “O futuro do rádio é digital, mas esse futuro ainda não chegou. Não temos condições de tomar uma decisão diante desses resultados”, afirmou.

Entenda o projeto Para o engenheiro Álfio Rosin a proposta demonstra claramente a possibilidade de acrescentarmos 60 canais aos 100 previstos atualmente para a faixa de FM, sempre considerando as condições atuais de operação, com largura de 200 kHz para cada canal. Com a extensão, passaria a ser possível atender à demanda em regiões metropolitanas e grandes centros urbanos onde a faixa atual já se encontra totalmente ocupada e, eventualmente, utilizar estes novos canais como alternativa para os problemas enfrentados pelas emissoras de Onda Média. “É esta questão que devemos observar com muito cuidado, principalmente pela diferença de cenário tecnológico que se apresenta desde a elaboração deste estudo, ainda em 2009 e apresentado em março de 2010, para os nossos dias e, se possível, projetando o cenário para os próximos anos considerando o tempo necessário para a sua efetiva implementação. É necessário questionar: que tipo de solução buscamos? Queremos eliminar os ruídos dos receptores ou queremos revitalizar o rádio?”, questiona Álfio. Do ponto de vista da administração do espectro, da ampliação das possibilidades de uso da faixa de FM, e até da migração de emissoras de Onda Média de baixa potência, Álfio acredita ser a alternativa mais fácil, rápida e eficiente a ser implementada em prol dos radiodifusores de Onda Média. Porém, devemos observar que com a digitalização do rádio, haverá uma ocupação menor do espectro utilizado atualmente. “As emissoras de Onda Média não terão que, necessariamente, aguardar pelo cronograma de liberação dos canais 5 e 6 de TV. Não acredito em qualquer solução para o rádio que não inclua a digitalização, por uma simples razão: é a única possibilidade de convergência digital”, afirma o engenheiro. Para Álfio, qualquer proposta que não inclua a digitalização – preferencialmente por padrão

aberto e livre – não representará uma solução, será apenas um paliativo de curta duração. Álfio acredita que a extensão da faixa de FM não é algo essencial, mas, sim, conveniente, principalmente para permitir a expansão do serviço de radiodifusão em regiões já congestionadas. “O projeto também é conveniente por permitir a transmissão digital em canalização própria - prevista com separação adequada e otimizada para tal - substituindo o simulcast "on channel" no período de transição pelo pareamento de canal, semelhante ao que foi feito com a TV, incluindo aí a eventual migração das emissoras de OM que assim desejassem, temporária ou definitivamente”, explica. Outro ponto apresentado por Álfio está relacionado à questão dos receptores FM. “Por que toda a população do país compraria receptores de FM novos para escutar as emissoras que já escuta e "mais" as emissoras de OM que estariam migrando para a faixa estendida? Quantos anos levaríamos para colher resultados efetivos dos investimentos feitos pelas emissoras?”, questiona. Além disso, durante o período de transição, o radiodifusor teria que manter duas estações em operação – uma OM e uma FM. As populações que vivem distantes de grandes centros urbanos também seriam prejudicadas com o fim da Onda Média. “Quem vai cumprir com o que talvez seja o mais nobre dos papéis desempenhados pelo rádio na história da integração regional de todo o país? Num um país com as dimensões e características do Brasil, essa decisão seria andar na contramão do esforço da ciência, que está justamente revitalizando as Ondas Médias e as Ondas Curtas a partir de um padrão de digitalização aberto, livre, compartilhado entre fabricantes, academia, cientistas e pesquisadores”, conclui.

Posicionamento da ABERT A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – ABERT está certa de que a expansão da faixa FM para os canais 5 e 6 de televisão, que serão liberados quando da conclusão da digitalização da TV, prevista para 2016, é o caminho mais adequado para o rádio AM brasileiro. “As características físicas de propagação deste meio estão sujeitas a interferências e ruídos. A realocação para a faixa de FM permitirá a integração das emissoras AM ao ambiente de convergência, com mais qualidade de transmissão e possibilidade de inovação”, acredita o presidente da ABERT, Daniel Pimentel Slaviero. A ABERT acompanha esse processo com a máxima atenção. A entidade manifestou-se favoravelmente à proposta e conseguiu sua aprovação junto ao Ministério das Comunicações que, sensível ao pleito dos radiodifusores, prepara uma minuta de projeto de lei para permitir legalmente a migração. “Temos participado de todos os debates e auxiliado os órgãos reguladores nas decisões sobre o tema. A migração solucionará os contínuos problemas de ruídos e interferências a que estão submetidas as emissoras de rádio AM e permitirá a valorização deste importante meio de comunicação para o país”, afirma Slaviero.

Experiência de outros países Nos Estados Unidos, o FCC disciplinou a retransmissão da programação de emissoras de OM em pequenos transmissores de FM, cujo contorno de 60 dBu não pode ultrapassar o contorno de 2 mV/m do sinal de OM. Foi estabelecido como padrão de Rádio Digital o HD Radio, da empresa Ibiquity, ainda em 2003. De acordo com o engenheiro Alfio Rosin, o ritmo da digitalização tem sido muito lento “É sintomática a baixa aprovação daquele padrão digital em seu país de origem”, declara. No México, o governo passou a permitir a migração das emissoras de OM para a faixa de FM no final de 2008. A Confetel disponibiliza canais na faixa de FM e oferece para as emissoras de OM que se interessarem, que após a aprovação, deverão pagar o preço público pelo canal (de 9 mil e 7,5 milhões de pesos) e transmitir a mesma programação nas duas faixas, pelo menos por um ano.


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Conar veta publicidade indireta para crianças Norma quer combater merchandising infantil Ações de merchandising e de publicidade indireta destinadas ao público infantil entrarão na lista de práticas vetadas pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) a partir de 1º de março. A restrição já valia para produtos alimentícios. Agora, toda propaganda para crianças (até 12 anos) deve se restringir apenas ao horário comercial. O merchandising, para a TV, ou o publieditorial, para as publicações impressas, promovem empresas e marcas durante a programação ou texto jornalístico, sem deixar claros os seus objetivos. Agora, qualquer menção a produtos destinados a crianças durante novela ou desenho animado, por exemplo, será vetada. O nome de uma marca no palco de um apresentador ou um personagem consumindo um produto com nome visível também são práticas identificadas como publicidade indireta.

A mudança na regulamentação foi feita a pedido da Aba (Associação Brasileira de Anunciantes). Segundo Rafael Sampaio, vice-presidente da associação, nem sempre as crianças conseguem identificar o merchandising. "A propaganda tem que ter cara de propaganda", diz. Para Renan Ferraciolli, da Fundação Procon-SP, a ação do Conar foi tardia e tímida. Segundo ele, falta restringir o merchandising destinado ao público adulto veiculado em programas infantis. O Código do Consumidor já prevê a proibição do merchandising infantil a partir da interpretação dos artigos 36 e 37, que exigem que toda propaganda se identifique como tal e restringem publicidade que se aproveite da menor capacidade de julgamento da criança. Fonte: Folha de SP

Vetado PL que proibia publicidade de alimentos para crianças no rádio e na TV O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vetou o projeto de lei que restringia a publicidade de alimentos com poucos nutrientes e alto teor de açúcar, gordura ou sódio, dirigida a crianças e adolescentes. A decisão foi publicada no Diário Oficial do dia 30 de janeiro de 2013. Apresentado em 2008 pelo deputado estadual Rui Falcão (PT) e aprovado na Assembleia Legislativa em dezembro do ano passado, o texto proibia a propaganda entre 6h e 21h no rádio e na televisão e, em período integral, nas escolas públicas e privadas. A oferta de brindes promocionais como brinquedos associados à compra do alimento também seria proibida. O governo justificou o veto afirmando que legislar sobre propaganda comercial não compete ao estado. O inciso XIX do artigo 22 da Constituição determina que somente a União pode legislar sobre o tema.

Spaço FM promove ação beneficente em Farroupilha Engajada no contexto social, a emissora da região serrana arrecadou cerca de três mil quilos de alimento, em 2011. De dois em dois anos, a Gincana da Rádio Spaço FM toma conta de Farroupilha, no interior do Rio Grande do Sul. Realizada sempre no mês de dezembro, durante a semana de aniversário do município, a ação é tradicional na cidade e mobiliza cinco equipes com dois mil integrantes cada. A função começa um mês antes das comemorações, quando acontece um programa ao vivo, de perguntas e respostas, com os representantes de cada time. A partir desse momento é dada a primeira tarefa solidária: arrecadar 500 quilos de alimentos não perecíveis por equipe. De acordo com a gerente comercial da emissora, Lúcia Portolan, “a comunidade sempre respondeu positivamente a Gincana. Eles gostam de participar, principalmente nas tarefas que arrecadam donativos que são remetidos às comunidades mais carentes da cidade”, ressalta. O evento começa com um grande desfile dos participantes, realizado no sábado que dá início à semana de aniversário de Farroupilha. Ao longo dos dias, são dadas diferentes tarefas de assuntos gerais como música, livros, filmes e história. Ao final da semana é realizado um show de encerramento, no qual é declarada a equipe campeã, agraciada com um troféu. Em 2011, a 11ª Gincana da Rádio Spaço arrecadou mais de três mil quilos de alimentos, posteriormente doados para entidades como Asso-

ciação de Pais e Amigos dos Excepcionais - Apae, Associação de Pais e Amigos do Autista de Farroupilha - Amafa, Liga de Combate ao Câncer, Fazenda Esperança, entre outras, e mobilizou tanto no desfile quanto no show de encerramento mais de 30 mil pessoas.


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Fevereiro de 2013

Artigo

A sedução da comunicação

por Carlos Tourinho*

Aqui vai um desejo para 2013: usem a Comunicação para seduzir. A essência do pensamento não é original, foi apresentada pelo sociólogo francês Dominque Wolton, num pacote de seis lições sobre a importância da Comunicação no mundo atual. >> Seres humanos não podem deixar de se comunicar. >> O outro pode não concordar. >> Deve-se, sempre, tentar negociar com os opostos. >> Tudo é convivência. >> Democracia é admitir o ponto de vista diferente. >> Comunicar é seduzir. A “sedução” a que se refere Wolton é aquela que desata os nós, que constrói pontes, que esclarece o que nem sempre é evidente e que, por isso, evita conflitos. No mundo da propaganda e da tecnologia, vende-se a ilusão de que ao comprar um tablet ou um smartphone adquirimos a chave ou o poder da Comunicação. Tolice. A tecnologia deixa o mundo menor, mas como estamos usando o nosso tempo? Ganhamos na dimensão espacial, mas, e a temporal? Do que estamos falando? Adquirimos novas capacidades de interpretar os fatos e de tomar decisões? A Comunicação está diretamente relacionada à liberdade de informar-se, decidir e interferir. Por consequência, está ligada à democracia. Foi-se o tempo do cidadão passivo. Hoje a Comunicação é construída em plataformas convergentes que formam uma “rede” onde o espectador é também produtor, ocupando posição central nessa teia. Das “redes” sua influência transborda para a sociedade. E daí as discussões cada vez mais presentes sobre uma democracia participativa em lugar da representativa, assunto que merece novos contributos para outro debate. A tecnologia é a pedra angular de um tema contraditório: permite alargar a participação cidadã, dado à sua capacidade de multiplicar esses efeitos, mas exerce um fascínio quase ditatorial no perfil consumidor desse mesmo cidadão. Aqui a “sedução” é outra: estimula a absorção dos modismos e o desejo de adquirir a nova versão do último modelo ou mesmo de uma reserva pré-

via do que ainda está para ser lançado. Nós humanos não gostamos de fila. Mas há quem as enfrente para ser o “primeiro” a ter o “último”. Nessa corrida desenfreada por uma tecnologia que nos ilude com a ideia de promover uma autocomunicação – e de nos tornar instantaneamente sociáveis e populares – vimos desaparecer as cartas manuscritas e, mais recentemente, os cartões de Natal impressos. Todos destinados ao abismo da obsolescência e substituídos por uma virtualidade que chega a ser criativa, engraçada, barata, rápida e fácil, mas é efêmera, desprovida de reflexão e imediatista. Para que escolher palavras, se o texto está pronto? Para que abraçar, se existe o avatar? Para que sorrir ou chorar, se os emoticons expressam nossas emoções? É preciso colocar sentimento na Comunicação. E para isso não dependemos da tecnologia. Os estrategistas do marketing – os mesmos que nos fazem “desejar” entrar na fila do smartphone mais moderno – sabem que, para seduzir, nada melhor do que as qualidades humanas... Afinal, o que os avatares e emoticons são, senão uma extensão de nosso corpo e sentimentos? Isso também não é novidade: o “papa” da Comunicação dos anos 1960, Marshall McLuhan, já dizia que os meios de comunicação são a “extensão” do homem. Por fim, este “determinismo tecnológico” do século 21 desconhece que na “sedução” preconizada por Wolton também está embutida certa cordialidade que não pode desaparecer. Há muitas pessoas que trocam confidências com um amigo virtual e se esquecem de dar bom dia ao vizinho ou ao colega real. A tecnologia nos permite viajar pelo ciberespaço, mas nos esquecemos da vizinhança. Agindo assim estamos sendo universais ou provincianos? * Carlos Tourinho é jornalista, editor da TV Globo (ES), e professor. O artigo foi extraído do site www.observatoriodaimprensa.com.br.

Prêmios de Jornalismo 4º Prêmio Top Etanol de Jornalismo Inscrições até o dia 22 de fevereiro. O prêmio tem como objetivo estimular a conscientização da população brasileira sobre temas de agroenergia e/ou a interação existente entre a agroenergia e o meio ambiente, sustentabilidade e proteção ambiental. Para fins de inscrição, feita por meio de serviços postais, será considerada válida a data de postagem do material, inclusive a do dia 22 de fevereiro de 2013, prazo final de inscrição. Ficha de inscrição e informações através do site: www.premiotopetanol.com.br 2º Prêmio CBIC de Jornalismo Inscrições podem ser feitas até o dia 30 de março. Podem participar do Prêmio CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) os trabalhos jornalísticos de autoria de um único profissional ou de um grupo de profissionais de comunicação, veiculados no período entre 20 de dezembro de 2011 e 30 de março de 2013. O prêmio tem como objetivo tem como objetivo reconhecer e estimular o trabalho dos profissionais brasileiros de comunicação na promoção do debate público sobre os grandes temas nacionais relacionados ao universo da construção no país. Mais informações através do site: http://www.cbic.org.br/premiodejornalismo/ 2 º Prêmio CNI de Jornalismo Inscrições até o dia 12 de abril de 2013. Podem participar do Prêmio CNI (Confederação Nacional da Indústria) de Jornalismo trabalhos jornalísticos veiculados e publicados entre 1º de abril de 2012 e 31 de março de 2013 em TVs, jornais, revistas, rádios, sites e blogs. O tema dos trabalhos deve ter relação direta com a indústria e com a agenda estratégica definida no documento A Indústria e o Brasil – Uma agenda para Crescer Mais e Melhor. Informações e inscrições: http://www.premiocnidejornalismo.com.br

Eventos da Radiofusão NAB SHOW 2013 Maior evento de radiodifusão e mídia eletrônica do mundo, o NAB SHOW acontece neste ano de 6 a 11 de abril, em Las Vegas. Mais de 90 mil profissionais de mídia de 150 países circularão durante os cinco dias no evento, que reunirá palestras, conferências e exposições de produtos para rádio e TV. A Associação Internacional de Radiodifusão (AIR) está organizando uma delegação de radiodifusores para a edição de 2013. O NAB Show é realizado anualmente pela National Association of Broadcasters, associação que reúne mais de 8,3 mil emissoras de rádio e de TV. Da criação ao consumo, múltiplas plataformas e nacionalidades, o NAB Show é o lugar das soluções que transcendem a radiodifusão tradicional e abarcam a entrega de conteúdo para novas telas e de novas maneiras. Mais informações no www.nabshow.com 12º Seminário Políticas de (Tele)comunicações Evento acontecerá no dia 20 de fevereiro em Brasília. O 12º Seminário Políticas de (Tele)comunicações, realizado pela Converge Comunicações e pela Universidade de Brasília (UnB), debaterá a agenda regulatória, as perspectivas de mudança no marco legal do setor de telecomunicações, a evolução dos serviços de radiodifusão e a ocupação do espectro diante das necessidades do país, entre outros temas importantes para a comunicação. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o presidente da Anatel, João Rezende, e o presidente da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Manoel Rangel, participarão dos debates. O seminário será realizado no hotel Royal Tulip Brasília Alvorada. Informações com Vanessa Pontes pelo telefone (11) 3138-4662 ou pelo e-mail: vanessa@convergecom.com.br

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