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AGERT CORREIOS

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Maio e Junho de 2011 - Edição nº 585 TX (maio): R$ 26,28, com variação de 5,88% sobre os últimos doze meses

Relatório Social tem adesão recorde Lançamento reuniu autoridades e lideranças Páginas 11 e 12

Agert debate fiscalização

Palestras discutem futuro do rádio

Reunião de diretoria debate radiodifusão

Agert participa de evento em São Paulo

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Maio e Junho de 2011

EDITORIAL

Editorial A Agert está unida buscando novas formas de contribuir com a fiscalização das rádios irregulares. Apesar de algumas vezes ficarmos desestimulados com as dificuldades de fechamento destas emissoras, não devemos desistir, e sim persistir de maneira sistemática e organizada, para que consigamos atingir nossos objetivos. Para isto contamos com as denúncias, com o trabalho diligente da Anatel e a colaboração da Policia Federal. As rádios comunitárias devem ser fiscalizadas com mais rigor, principalmente com relação à proibição de venda de espaços comerciais e também por extrapolarem os limites de cobertura geográfica e até usarem frequências não autorizadas. Este mês lançamos a sétima edição do Relatório Social da Agert, que é um balanço das atividades desenvolvidas por nossos associados em prol de suas comunidades. Neste relatório, apenas alguns casos são exemplos das ações de 217 emissoras associadas que ampliaram o diálogo com a sociedade. Através deste trabalho é possível visualizar com clareza que o radiodifusor gaúcho está trabalhando com comprometimento por sua comunidade, por sua localidade, por sua cidade, estado e país. Também estamos acompanhando de perto a tramitação do projeto que flexibiliza o horário de transmissão da "Voz do Brasil". Em maio, passamos por mais uma etapa, quando foi aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. Temos que, mais uma vez, unir esforços para que os resultados sejam positivos e o projeto aprovado na Câmara. Para isto, estamos mobilizados e vamos a Brasília. Nós também acompanhamos uma série de palestras, realizadas em São Paulo, em seminário que aprofundou a discussão sobre o futuro do rádio no Brasil e trazemos neste informativo os fatos mais relevantes, permitindo que aqueles que não tiveram a oportunidade de estar presentes possam receber mais esta prestação de serviços de nossa Agert. Este informativo também lança luzes sobre um tema que tem sido alvo de grandes dúvidas no setor, as novas regras para os procedimentos burocráticos e operacionais de faturamento e cobrança de veiculações publicitárias, estabelecidas pela Lei 12.232/10. Boa leitura!

Alexandre Gadret Presidente da Agert

RÁDIOS ANIVERSARIANTES Rádio Encruzilhadense AM Rádio Caiçara AM Rádio Pop Rock Serra 95,3 FM Rádio Cultura de Arvorezinha FM Rádio Nativa FM Rádio Comunidade FM Rádio Clube AM Rádio Pelotense AM Rádio Universal FM Rádio Cotrisel AM Rádio Clube de Bagé AM Rádio Charrua FM Rádio Aleluia FM Rádio Aratiba AM Rádio Ipanema FM Rádio América AM Rádio Província FM Rádio Upacaraí AM Rádio Minuano FM Rádio Real 540 AM Rádio Liberdade AM Rádio Atlântida FM Rádio Açoriana AM Rádio Meridional FM

Encruzilhada do Sul Porto Alegre Gramado Arvorezinha Piratini Veranópolis Canela Pelotas Rodeio Bonito São Sepé Bagé Uruguaiana Santa Maria Aratiba Porto Alegre Montenegro Tenente Portela Dom Pedrito Alegrete Canoas Canguçu Caxias do Sul Taquari Jaguarão

1/6/1984 1/6/1966 2/6/1989 2/6/1992 4/6/1992 5/6/1998 5/6/1950 6/6/1925 10/6/1987 11/6/1980 12/6/1970 12/6/1985 15/6/1988 16/6/1959 16/6/1976 17/6/1950 17/6/1989 20/6/1952 20/6/1986 21/6/1960 22/6/2007 22/6/1992 29/6/1968 29/6/1991

Presidente Alexandre Alvarez Gadret - agadret@agert.org.br Vice-Presidentes André Luis Jungblut - andre@gaz.com.br Carlos Piccoli - geral@rscombr.com Cláudio Brito - claudio.brito@rdgaucha.com.br Cláudio Toigo Filho - toigo@rbs.com.br Cláudio Zappe - nativafm@via-rs.net Geraldo Corrêa - geraldo@gruporbs.com.br Jerônimo Fragomeni - jeronimo@rduirapuru.com.br Kamal Badra - kamal@terra.com.br Leonardo Meneghetti - leonardomeneghetti@band.com.br Luciano Hintz Mallmann - luciano@jornalnoroeste.com.br Luis Cruz - luiscruz@sbt.com.br Myrna Proença - myrnah@terra.com.br Osébio Borghetti - borghetti@alsb.org.br Paulo Tonet Camargo - tonet.camargo@gruporbs.com.br Pedro Edir Farias - radioosorio@terra.com.br Pedro Ricardo Germano - prgermano@radiofandango.com.br Renato Albuquerque - renato@oceanofm.com.br Roberto Cervo Melão - melao@radiosaoroque.com.br Wanderley Ruivo - ruivo@pampa.com.br

Alexandre Kannenberg Antônio Donádio Arizoli de Bem Ary dos Santos Cláudio Albert Zappe Cristiano Casali Eloy Scheibe Ildomar Joanol João Vianei José Luiz Bonamigo Marcos Dytz Piccoli Maria Luiza Proença Miguel Puretz Neto Ricardo Brunetto Vanderlei Roberto Uhry Verdi Ubiratan de Moura

Diretores - comercial.dial@903fm.com.br - donadio@gruporbs.com.br - arizolidebem@terra.com.br - ary.santos@rbs.com.br - albertzappe@yahoo.com.br - cristiano@maisfm.net - eloy@radiosimpatia.com.br - nativa.fm@gmail.com - gerencia@radiosobradinho.com.br - jlbona@terra.com.br - marcos.piccoli@gruporscom.com.br - luizaproenca@hotmail.com - mpneto@tupa.am.br - ricardobrunetto@independente.com.br - vanderlei@radiomatoleitao.com.br - rdlider@terra.com.br

Conselho Consultivo Presidente: Gildo Milman Membros do Conselho: Afonso Antunes da Motta, Antônio Abelin, Fernando Ernesto Corrêa, Otavio Gadret, Pedro Raimundo Dias, Paulo Sérgio Pinto, Ricardo Ferro Gentilini, René Onzi, Roberto Cervo - Melão, Valdir Andrés, Valdir Heck Assessores Assessoria Jurídica: Gildo Milman advmilman@hotmail.com Assessoria Contábil: Ronaldo Silva de Oliveira ronaldooliveira@via-rs.net Assessoria Fiscal: Paulo Ledur afledur.ez@terra.com.br

AGERT - Entidade fundada em 13 de dezembro de 1962 Coordenação Jornalística: Wanderley Ruivo dos Santos Mtb 8363 Realização: Eliana Camejo Comunicação Empresarial Redação: Daniela Aspis e Carolina Mello Diagramação: André Saboia Comercialização: Cláudia Cassol e Diego Alves Impressão: 1000 exemplares O Agert Informa é uma publicação mensal da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão Rua Riachuelo, 1098 CJ. 204 - Centro CEP: 90010-272 - Porto Alegre/RS Telefone: (51) 3228.3959 - www.agert.org.br Contato: comunicacao@agert.org.br


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A dois passos da flexibilização de "A voz do Brasil" Gildo Milman – Consultor Jurídico Agert Em 22 de julho de 1935, sob o governo de Getulio Vargas, foi realizada a primeira transmissão do então denominado “Programa Nacional”, alcançando as 50 emissoras de rádio então existentes. O ano de 1937 marcou a instalação do período ditatorial, conhecido como Estado Novo; nascia a obrigatoriedade de transmissão do programa oficial, alternando sua denominação para “A Hora do Brasil”, com início sempre às 19 horas e duração de 60 minutos. O regime militar, que assumiu o poder no Brasil em 1964, manteve o programa obrigatório, sob um novo nome “A Voz do Brasil”, e assim permanece até hoje. Em 5 de outubro de 1988, foi promulgada a Constituição da República Federativa do Brasil, festejada como guardiã da democracia e da liberdade, encerrando períodos de ditadura, de repressão e de cerceamento dos direitos da cidadania. Persiste, no entanto, a imposição do programa de propaganda de atos governamentais, apesar de todos os poderes da República serem beneficiados com meios próprios de divul-

gação das matérias de seu interesse. É importante assinalar que o governo detém uma poderosa rede de informação sob seu exclusivo controle: TV Brasil, TV Câmara, TV Senado, TV Justiça e mais 648 emissoras de televisão e rádios, de caráter governamental ou educativas. Em maio de 2010, o Supremo Tribunal Federal cassou liminar concedida em procedimento judicial, impetrado pela Agert, perante o Tribunal Regional Federal, que garantia a todos seus associados, a flexibilização do horário de transmissão da Voz do Brasil, até 24 horas após o horário oficial das 19 horas. Resta agora a alteração da legislação anacrônica, pelo Congresso Nacional, tendo em vista que é esperada a restauração e preservação dos superiores princípios da liberdade de informação e da própria democracia. Vários projetos tramitam no Congresso, objetivando, na maioria, a flexibilização do horário, de vez que a extinção do programa tão desejada e justificada, con-

traria interesses políticos e partidários em nosso país. O projeto que flexibiliza o horário de transmissão da Voz do Brasil, das 19 às 22 horas, recebeu parecer favorável na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara Federal, no mês de maio do corrente ano. Deverá, agora, seguir para a Comissão de Educação e, após, ao Plenário para votação. Concluída a tramitação no Senado, o projeto será encaminhado à Câmara dos Deputados e, finalmente, merecerá ou não a sanção da Presidência da República. Este é o sistema. Este é o longo caminho percorrido e a percorrer, sempre na esperança de que o setor fundamental da vida de sociedade, a livre informação, seja assegurada às emissoras de rádio e televisão, verdadeiras vozes das comunidades a que servem.

Conteúdo no rádio é debatido em seminário VI Seminário da Qualidade na Radiodifusão, promovido pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado do Rio Grande do Sul (Sindirádio), proporcionou dois dias de palestras, debates e troca de informações entre profissionais do meio rádio. O evento, cujo tema foi “Futuro, a próxima estação”, iniciou no dia 20 de maio, em Porto Alegre reunindo 150 empresários e profissionais de áreas comerciais e de jornalismo de emissoras de todo o Estado . O presidente do Sindirádio e diretor da Agert, Ary dos Santos, comentou que o evento se destacou pelo conteúdo abordado e pela qualidade dos painelistas. “Este ano tivemos dois painéis no sábado com interação dos participantes. O primeiro painel foi sobre comercialização, no qual participaram palestrantes de outros estados, trazendo muitas inovações, principalmente na área comercial”. Presidente e diretoria da Agert Na abertura do encontro, o prefeito de Uruguaiana (RS), José Francisco Sanchotene Felice, falou sobre como o rádio o auxiparticipam de seminário lia a governar a cidade. Ele explicou que foi por meio do programa “Uruguaiana Vencerá”, criado por ele, que conseguiu mobilizar a população para realizar mudanças estruturais e urgentes nos mais diversos setores públicos que passavam por problemas. No sábado, foram realizados painéis sobre comercialização e programação com o diretor de mercado da Rede Itatiaia (MG), Carlos Rubens Santos Doné, e a gerente comercial da Rede Mais Nova, Carla Pezzi. Na seqüência, falaram sobre programação o gerente-executivo de programação da Rádio Gaúcha e Atlântida, César Freitas, e o diretor de programação da Super Rádio Tupi e Nativa FM (RJ), Marcus Di Giacomo.

Minicom e Abert criam grupos de trabalho para discutir demandas da radiodifusão O Ministério das Comunicações e a Abert vão criar grupos de trabalho para discutir as principais demandas do setor de radiodifusão. O assunto foi discutido no início de junho, em reunião com representantes do órgão federal e da entidade, em Brasília. O primeiro item da agenda de encontros será os fatores críticos à infraestrutura de emissoras de rádio e de televisão, como padrão de tecnologia, interferências e conferências. Uma lista elaborada pelas emissoras associadas à Abert aponta pelo menos doze pontos considerados críticos à infraestrutura da radiodifusão. Entre eles estão as rádios ilegais, distúrbios da ordem pública (quando uma emissora é atacada por motivações ideológicas ou criminosas), falta de energia elétrica e invasão de páginas na internet. No próximo semestre, o ministério pretende consolidar um diagnóstico em parceria com as emissoras, para definir critérios e pontos de vulnerabilidade nas instalações das emissoras. As delegacias do ministério nos estados foi outro assunto discutido na reunião. Ronald Barbosa - Assessor da Técnico ABERT, chamou a atenção para a importância de os radiodifusores serem informados sobre o trabalho realizado nos órgãos regionais. “As delegacias facilitam a vida do radiodifusor, pois ele não precisa ir a Brasilia para resolver problemas que podem ser resolvidos nessas delegacias”, disse Barbosa.

Agert tem encontro com a Bancada Gaúcha Acontece dia 10 de agosto encontro da diretoria da Agert com a bancada gaúcha em Brasília. Durante café da manhã no Congresso Nacional os radiodifusores, associados à entidade entregarão aos deputados e senadores as principais demandas do setor. O presidente da entidade, Alexandre Gadret, ressalta a importância da participação de toda a diretoria no encontro. “Precisamos mostrar em Brasília a união do radiodifusor gaúcho”. Ele lembra que todas as emissoras estão buscando uma solução permanente para problemas que já são históricos no setor, como a flexibilização da Voz do Brasil. Visando dar agilidade e melhor aproveitamento à reunião, a ideia é levar para o debate três grandes bandeiras da radiodifusão. Atualmente, a demanda mais premente das emissoras de rádio é, além da Voz do Brasil, a fiscalização das rádios ilegais. Durante o encontro será feita a entrega do Relatório Social, a apresentação da entidade, das regionais e suas emissoras associadas.


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Reunião da diretoria debate ações da Agert O trabalho desenvolvido pela vice-presidente Myrna Proença na elaboração do Relatório Social da Agert foi o tema inicial da reunião da Diretoria da Agert, realizada no dia 20 de maio, no Hotel Deville , em Porto Alegre. O encontro foi no local devido à realização do VI Seminário da Qualidade na Radiodifusão, promovido pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado do Rio Grande do Sul (Sindirádio), entidade presidida pelo diretor da Agert, Ary dos Santos. Foi realizada apresentação do Relatório Social à diretoria, quando o presidente da Agert, Alexandre Gadret, ressaltou que “este trabalho, sozinho, mostra o grande respeito e envolvimento pelas emissoras com seus ouvintes e telespectadores”. Ele destacou que o trabalho mostra o papel do rádio no Rio Grande do Sul, e que após o lançamento em Porto Alegre e Brasília, pretende fazer também no interior do estado. “O Relatório Social é uma ferramenta importantíssima para o radiodifusor mostrar a significância de seu trabalho à comunidade onde ele está inserido . Com lançamentos no interior do Estado poderemos repercutir ainda mais este belo resultado”, comentou Gadret. O diretor Ary dos Santos relatou os detalhes para o encontro com a bancada federal gaúcha em Brasília,

agora coordenada pelo deputado Paulo Pimenta. A data definida é dia 10 de agosto, quando os radiodifusores do Estado apresentarão os pilares da Agert aos parlamentares. O presidente destacou a importância da reunião. “Acredito que a diretoria deveria estar completa nesse encontro, saindo de Porto Alegre em uma caravana”. Os principias temas a serem abordados são a flexibilização da Voz do Brasil e as rádios que operam de forma ilegal. O vice-presidente Pedro Farias, lembrou que é preciso abordar o tema das rádios AM, “que representam mais de 50% da radiodifusão gaúcha e sofrem sérias ameaças”. A importância da fiscalização das emissoras comunitárias legais e de mobilizar a entidade foram outro tema abordado por Gadret. O diretor João Vianei falou que as emissoras comunitárias legais insistem em comercializar eventos externos, transmitir em rede, operar com potências e frequências alteradas, o que é proibido. Alexandre Gadret lembrou que as mudanças no Ministério das Comunicações são positivas, pois estão dando mais autonomia para a Anatel fiscalizar. Também estão anunciando maior rigor com as irregularidades cometidas. O vice-presidente Wanderley Ruivo falou sobre a organização do 21º Congresso Gaúcho de Rádio e

Ministério da Cultura cria órgão de regulamentação de direitos autorais O Ministério da Cultura vai criar um órgão de regulação e fiscalização da atividade de arrecadação e distribuição dos direitos autorais no país. A informação foi dada pelo Coordenador-Geral de Regulação em Direitos Autorais do ministério, Cristiano Borges Lopes, durante audiência pública da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, realizada em junho para discutir o tema. A criação do órgão, informou Lopes, é uma das exigências do Plano Nacional de Cultura, aprovado em 2010. A atuação do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) vem sendo discutida há bastante tempo no país. A Agert defende parâmetros mais adequados para a arrecadação e distribuição de direitos autorias. O presidente da Entidade, Alexandre Gadret ressalta que a atualização da Lei de Direitos Autorais (9.610/98) será importante se com ela a questão for bem explicitada. “A Agert entende, como não poderia deixar de ser, que a cobrança de direitos autorais é devida, mas não concordamos com a forma hoje existente de determinação de valores cobrados, com parâmetros inadequados e desproporcionais e sem uma justificativa adequada.”, afirmou.

Diretoria teve reunião em maio

Televisão, destacando que este ano haverá maior tempo para a integração dos participantes do encontro. “Também vamos aumentar o espaço de diálogo do Ministério das Comunicações, que terão também um estande separado para interagir com os congressistas”, ressaltou. Participaram do encontro o presidente, Alexandre Gadret, e os vice-presidentes, Carlos Piccoli, Jerônimo Fragomeni, Kamal Badra, Luciano H. Malmann, Myrna Proença, Pedro Edir Farias, Wanderley Ruivo dos Santos; e os diretores, Arizoli de Bem, Ary dos Santos, Claudio Zappe, Cristiano Casali, Antônio Donádio, João Vianei Z. de Castro, José Luiz Bonamigo e Miguel Puretz Neto

Agert apoia seminário que debate legalidade, publicidade e atendimento A Agert está apoiando o seminário: Os 3 Pilares da Boa Comunicação: Legalidade, Publicidade e Atendimento, promovido pelo IDF (Instituto de Desenvolvimento do Fornecedor) destinado a profissionais de marketing e publicidade. O Seminário é voltado para profissionais da área de marketing e publicidade, advogados, gestores e estudantes, e tem como objetivo esclarecer os diferenciais da boa comunicação entre empresa e clientes, bem como conhecer as normas do Código de Defesa do Consumidor aplicáveis à matéria.

Agert realiza Congresso Gaúcho de Radiodifusores Convergência, integração e inovação em rádio e televisão. Este é o mote do maior congresso da radiodifusão da história, que será realizado pela Agert no mês de outubro, na serra gaúcha. A 21ª edição do Congresso Gaúcho de Rádio e Televisão marcará uma nova etapa na radiodifusão no sul do país e um novo momento de relacionamento com os associados. Autoridades do Ministério das Comunicações e da Anatel estarão participando deste, que é o tradicional encontro de radiodifusores do país. Serão palestras de renomados profissionais especialistas em convergência de mídias, integração na empresa, no mercado e motivacionais, em apresentações sobre Inovação empresarial, ampliando horizontes e pensando o impensável com o objetivo de antecipar o crescimento da sua emissora foi providenciado. Participe! Um novo e melhor ambiente interligando o auditório ao local das exposições de equipamentos garantindo maior bem estar e conforto e atendendo as varias reivindicações dos congressistas. CONGRESSO GAÚCHO DE RADIO E TELEVISÃO Local: Centro de Convenções do Hotel Serrano & Spa Data: 2, 3 e 4 de outubro de 2011 Cidade: Gramado - RS

FAÇA A SUA INSCRIÇÃO DIRETO COM A AGERT FONE 051- 32122200 ou e-mail: financeiro@agert.org.br


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Radiodifusão em debate A Associação Gaúcha das Emissoras de Rádio e Televisão – Agert participou nos dias 17, 18 e 19 de maio, em São Paulo, de uma série de palestras sobre a radiodifusão brasileira, no Brasil Radio Show. Nas próximas páginas está um resumo dos temas abordados que estão apresentados somente para os associados da Agert.

PALESTRAS DO DIA 17

09H00M/10H30M - VIVA O RÁDIO DIGITAL A batalha pelo formato ideal do rádio digital brasileiro estacionou por exaustão. Iboc e DRM não se firmaram. É hora de deixar a digitalização para lá e partir para outros formatos?Insistir no que está aí ou tentar um sistema nacional como a TV? 11H00M/12H30M - A REGULAMENTAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES A regulamentação das Telecomunicações é assunto na mídia, no Congresso, em organizações pró e contra. Mas estas mudanças vêm mesmo? Quais serão e como afetam o rádio? O rádio vai ter posições próprias ou vai seguir o que for decidido para a TV, como em outras leis? Se aprovada, a lei pega? 14H00M/15H30M – A SALVAÇÃO DO RÁDIO AM Decadente na recepção nos grandes centros, inexistente para o público jovem, in-

viável nos testes de digitalização, qual será o destino do Rádio AM? 16H00M/17H00M - PRODUÇÃO INDEPENDENTE DE RÁDIO? DEPENDE... Ao contrário da TV, o rádio não dá espaço para a produção independente. E a solução da regulamentação parece não ser suficiente para as emissoras se abrirem. Há futuro na produção independente? As rádios públicas podem dar o exemplo? 17H30M/18H30M – O RÁDIO QUE NÃO É RÁDIO Cada vez mais o rádio é linguagem, independente de plataforma. Os podcasts já alcançam grandes audiências; empresas descobrem o rádio institucional. Portais têm rádios, rádios têm sites, internautas têm web rádios. Para onde vai a audiência? E para onde vai o dinheiro?

PALESTRAS DO DIA 18

09H00M/10H30M - O MERCADO APROVEITA O MELHOR DO RÁDIO? Vamos olhar para a frente e falar do que o rádio tem de melhor: eficiência publicitária, segmentação, audiência tecnologia e profissionalização.

apliques, os “jornalões” se deixam embalar em sobrecapas, TV faz merchandising. E o rádio?

11H00M/11H30M - OS MISTÉRIOS DA CRIAÇÃO PARA O RÁDIO As agencias continuam criando pouco e mal para o rádio, com as gloriosas exceções de sempre. Nos cursos de comunicação a presença do rádio definha. Como fazer as agências e seus criativos (re) descobrirem o rádio?

14H00M/16H00M - QUEM TOCA O NEGÓCIO? RADIOS MUSICAIS / JORNALÍSTICAS / POPULARES Como melhorar a capacitação dos gestores de rádio? Quem são estes profissionais, qual a formação existente e qual a necessária? Como administrar emissoras tão dependentes de comunicadores? E tem mais...

12H00M/13H00M - UMA IDEIA SEM TAMANHO: NOVOS FORMATOS EM RÁDIO As boas idéias precisam ter 30 ou 60”? Os outros meios se adaptaram: outdoor faz

16H30M/18H30M - DEBATE INSTITUCIONAL Direto ao ponto: como aumentar o faturamento do rádio? Como aproveitar todo o potencial de negócios? Quem falta envolver e quais são as prioridades?

PALESTRAS DO DIA 19

tido para o Rádio?

09H00M/12H30M - DEBATE TÉCNICO: COM OS PÉS NO CHÃO E A CABEÇA "IN TO THE CLOUD" O que os engenheiros e tecnólogos estão desenvolvendo para agregar valor aos negócios do rádio. Especialistas falam sobre o conceito Cloud e tecnologias como RDS e TMC, dentre outras.

16H00M/17H00M - RÁDIOS CUSTOMIZADAS A rádio customizada está dando certo? Esse é um caminho para o rádio? As pioneiras contam suas experiências.

14H00M/15H30M - COMO ANDA A COMUNICAÇÃO DA UNIVERSIDADE COM O RÁDIO? A academia e o Rádio têm um histórico de distância, um certo estranhamento e pouquíssima intimidade. A produção acadêmica atende ou ao menos faz sen-

17H30M/18H30M – A COPA DO MUNDO É NOSSA... E JÁ COMEÇOU! Ao contrário dos estádios e da infraestrutura, o rádio está adiantado para a copa do Mundo. Os primeiros movimentos já começaram. Mais emissoras transmitindo programação, mais oportunidades comerciais.

VIVA O RÁDIO DIGITAL O primeiro debate técnico foi sobre a temática da batalha pelo formato ideal do rádio digital brasileiro. O painel contou com a participação de André Barbosa, assessor especial da Casa Civil da Presidência da República; Ronald Barbosa, diretor técnico da ABERT; Marco Túlio, gerente de tecnologia do Sistema Globo de Rádio; e Flávio Archangelo, professor e doutor em comunicação pela UMESP. O encontro buscou encontrar o formato ideal para a digitalização do rádio, uma vez que Iboc e DRM não se firmaram. A proposta mais interessante originada no debate foi a da criação de um comitê de desenvolvimento do rádio digital, similar ao que foi feito para a TV. André Barbosa afirmou que vai levar o projeto à Câmara dos Deputados para análise e aprovação do comitê. Segundo ele, é preciso se espelhar na experiência exitosa da TV digital, cujo fórum reúne desde 2006 todo segmento da indústria, universidades e radiodifusores, para dialogar sobre temas e interes-

ses complexos. “O amálgama de divergências permitiu a construção de um sistema ideal, e o mesmo deve ser feito no rádio”, conclui. Outro convidado do evento, Ronald Barbosa, afirmou que o modelo de rádio digital, como era discutido, acabou. “Mas ao mesmo tempo ele está nascendo”. E complementa: “Nós sabemos que a velocidade para decidir um padrão é incompatível com a aceleração tecnológica que vemos no mundo”, ressaltou. Segundo o diretor técnico da ABERT, o maior exemplo disso é a telefonia celular, onde os aparelhos evoluíram vertiginosamente, passando de aparelhos simples para smartphones. Outra interessante explanação foi a do gerente de Tecnologia do Sistema Globo de Rádio, Marco Túlio, que comparou a experiência da CBN com o padrão norteamericano HD Rádio e com o europeu DRM, e mostrou que os dois sistemas são muito parecidos, mas que o rádio AM não pode ser atendido com qualidade por ambos. Ele apre-

sentou ainda um vídeo onde é testada a recepção da rádio CBN em diversos modos. A amostragem foi realizada em 2009, em São Paulo. Já o professor e doutor em comunicação pela UMESP, Flávio Archangelo, chamou a atenção para o problema dos royalties. “A digitalização precisa trazer incremento de informação e conteúdo para o radiodifusor. Tecnologias de comunicação não são só questões comerciais, elas precisam estar abertas para o uso de universidades e da sociedade de maneira geral. O governo brasileiro terá coragem de pedir a abertura de patentes dessas tecnologias?”, ressaltou Archangelo. Na verdade, o rádio prepara-se para o futuro e para captar as múltiplas oportunidades da era digital. De um lado, as emissoras têm de enfrentar, sem qualquer hesitação, os desafios tecnológicos. De outro, deverão enfrentar o desafio da tomada de duras decisões para assegurar o equilíbrio econômico e um futuro mais seguro de suas empresas.


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A REGULAMENTAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES Ministério cumprirá promessa de zerar a fila de pendências do setor até o próximo ano A regulamentação das telecomunicações foi o assunto debatido no segundo painel, e contou com a participação de Demerval da Silva Júnior, diretor do Departamento de Outorgas do Ministério das Comunicações, de João Brant, coordenador executivo da ONG Intervozes, e de Heródoto Barbeiro, jornalista e apresentador. Dermeval da Silva Junior, em sua explanação, afirmou que o marco legal está em descompasso com a realidade, que a fiscalização é deficiente e os processos levam longo tempo em tramitação, mas que tudo vai melhorar. Disse ainda que cumprirão a promessa do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, de zerar a fila de pendências do setor até o próximo ano. Afirmou que está sendo feita uma proposta de atualização do marco legal do setor, e que o mesmo será discutido com a sociedade. O ministro das Comunicações ressaltou

ainda que o ministério elabora planos anuais de fiscalização, quanto ao conteúdo e serviço, uma vez que é competência da Anatel controlar a parte técnica. João Brant, em sua explanação, afirmou que existe um caos, uma desordem no sistema, uma vez que, a renovação das outorgas demora, em média sete anos, podendo ultrapassar os 10 anos. Segundo ele, é preciso que o rádio brasileiro inove no conteúdo e desenvolvimento da linguagem. “O rádio inova pouco, mas a diversidade está representada, na sua grande maioria. O problema, em muitos casos, é de gestão, já que o sistema é perverso para radiodifusores sérios”, ressaltou Brant. Já o jornalista Heródoto Barbeiro avaliou que o modelo de comunicação está mudando, principalmente no dial, com a crescente quantidade de pessoas que passam a ouvir suas emissoras radiofônicas prediletas

pela web. “O meu rádio é uma tela de computador, não é mais aquela caixa velha que todo mundo mostra. Esse paradigma está sendo quebrado”, disse o apresentador do Jornal da Record News. O profissional, que ficou anos no comando do Jornal da CBN, citou pesquisas recentes que mostram que a cada mês o país ganha entre 200 e 300 mil novos internautas. “Com 200 mil pessoas passando a ouvir rádio pelo computador coloca em cheque as outras mudanças que estão sendo discutidas. Até porque esses temas de digitalização chegam até a ser temas de filosofia”, declarou Heródoto. Barbeiro ressaltou ainda que o modelo de negócio também está mudando com o rádio digital, já que, atualmente, a publicidade mantém as radiodifusoras. Segundo ele, o suporte econômico será realizado pelas pessoas que tem acesso à rádio digital, já que as programações deverão ser pagas para serem acessadas.

A SALVAÇÃO DO RÁDIO AM O rádio AM no Brasil representa um negócio rentável que gera emprego e favorece o crescimento da comunidade onde atua, mas ele ainda sofre com a recepção ruim nos grandes centros,quase não existe para o público jovem e foi declarado inviável nos testes de digitalização. Uma nova proposta prevê a migração das emissoras de AM para os canais 5 ou 6 da TV analógica ou para um canal da TV digital. Estes foram os assuntos abordados pelo presidente da Associação Estadual de Rádio do Rio de Janeiro (Aerj), Hilton Alexandre, um dos palestrantes no painel, que contou ainda com a participação de João Eduardo Ferreira, engenheiro e proprietário da MTA Eletrônica. Para o presidente da Aerj, no mundo inteiro o rádio AM caminha em direção às soluções em transmissão de conteúdo.No Brasil, ele defende uma tecnologia mista, de forma a ser padrão para o resto do mundo. Além disso, ele afirma que os canais 5 e 6, ainda ocupados pela TV analógica que só vai devolvê-los em 2016, já podem ser utilizados. “Nas cidades que tem o canal 5 não tem o canal 6,

por exemplo, São Paulo tem o canal 5, que é a Globo, portanto o canal 6 não pode ser utilizado pela TV, pois um canal não pode ser grudado com outro. Então, em São Paulo, o rádio AM poderia usar o canal 6, e sendo ele digital não atrapalharia ninguém”, diz Hilton reforçando que apenas um desses canais já abrigaria todas as AMs e beneficiaria o pequeno radiodifusor, que poderia migrar sua emissora para o digital a um custo de R$ 100 mil reais. Hilton Alexandre também criticou as rádios comunitárias que são prejudiciais aos canais que operam em Amplitude Modulada, o famoso AM. “A verdadeira voz da comunidade é o rádio AM. E na radiodifusão, o maior prejudicado com as rádios comunitárias e piratas é o AM”, criticou Alexandre.Outro fator apontado por ele como causador do crescimento do rádio digital foi a invasão dos rádios chineses, que são produtos de baixa qualidade e que não recebem o sinal de AM. Segundo ele, a AM é a verdadeira voz da comunidade, pois falam a mesma linguagem da população brasileira. Já João Eduardo Ferreira mostrou o que aconteceu

no país, em 2004, quando iniciou o debate do rádio digital. “Nos disseram, naquele ano, que o som da AM seria igual ao da FM, e que a FM, seria igual ao som de um CD”, afirmou. Segundo ele, para se entender o cenário da rádio digital no Brasil, deve-se analisar o que acorre nos Estados Unidos. Janjão, como é conhecido, demonstrou que atualmente, nos EUA, existem 4.800 emissoras AM, contra 9.800 FM. Destes números, apenas 297 (6,2%) das AM e 1.637 FM (17,9) pediram para migrar para o sistema IBOC. Ferreira afirmou ainda que, nos últimos 20 meses, apenas 8 emissoras AM pediram licença para transmissão no sistema digital, e apenas 169 no FM. Isto significa que, neste ritmo de crescimento, o tempo para que todas as emissoras americanas estejam transmitindo em digital, no FM em 74 anos, e AM, 937 anos. Para ele, a solução deste problema é contar com profissionais competentes trabalhando na elaboração de um padrão de rádio digital que funcione e beneficie a todos os brasileiros. E, disse ainda, que, na sua opinião, a solução é o canal 5 e 6.

PRODUÇÃO INDEPENDENTE DE RÁDIO? DEPENDE... O quarto painel do primeiro dia de debates abordou a temática da produção independente de rádio, que não tem espaço no veículo, ao contrário do que ocorre na televisão. Para falar sobre o tema foram reunidos o radialista, produtor e apresentador Irineu Toledo e o produtor e criador de programas Laerte Moreira – DJ Lalá.Os profissionais relataram experiências na área, em especial as dificuldades encontradas na captação de patrocínio e na mudança de mentalidade no

meio. O radialista Irineu Toledo afirmou que o padrão de programação adotado pela maioria das emissoras FM iguala o bom e o péssimo locutor. Segundo ele, atualmente segue-se a identidade da rádio e não a personalidade do profissional. Toledo também disse que a maioria dos diretores de rádio FM acredita em um formato e não abre mão dessas ideias”. Você só pode falar 20 segundos e chamar uma música, nem

tem como discutir”, lamentou. Com estes painéis, verificou-se que a produção independente possui diversos modelos de faturamento e de trabalho. Segundo o debate, com o avanço digital, a limitação técnica deixou de existir e, com isso, surgiram diversos produtores independentes e, até mesmo, caseiros. E que, em muitos casos, existem ideias criativas, mas que não se sustentam financeiramente.

O RÁDIO QUE NÃO É RÁDIO O primeiro dia de debates encerrou com a discussão sobre o tema de que cada vez mais o rádio é linguagem, independente de plataforma. Os palestrantes iniciaram o encontro relatando que hoje os podcasts já alcançam grande audiência e empresas de todas as áreas estão descobrindo o rádio institucional. Portais têm rádios, rádios têm sites, internautas têm web rádios. Este debate contou com a participação de Leo Lopes, radialista e idealizador do Blog Radiofobia; David Jill, criador da rádio online Best Rádio Brasil; e Luciano Pires, comunicador multimídia, podcastes e escritor. Durante o painel, Léo Lopes afirmou que os podcasts levam a linguagem do rádio para outra plataforma, e que este novo formato possui muito mais liberdade

que o tradicional. “Gravamos o podcasts ao vivo. A ideia é não enferrujar. A Radiofobia tem hoje, em média, 40 mil downloads por mês”, afirmou Lopes. Para ele, este modelo permite que o ouvinte interaja mais com o comunicador e com outras mídias. Lopes afirmou ainda que libera o skipename e, assim, o público interage com ele. Segundo Léo, o grande diferencial dos podcasts é o fato de que qualquer pessoa com um microfone pode fazer o mesmo e que o ouvinte precisa correr atrás do conteúdo que quer escutar, diferentemente dos modelos tradicionais de radiodifusão. David Jill ressaltou que no Brasil é preciso ter dinheiro para fazer uma rádio de internet, o que nos Estados

Unidos, é apenas um hobbie. Afirmou ainda que a parte operacional funciona da mesma forma da rádio normal, com o processamento do conteúdo, das vinhetas, por exemplo. “A rádio de internet é vida, não é um Jukebox. O pessoal que faz os podcasts são os radiodifusores de hoje”, finalizou. Uma das grandes vantagens dos podcasts é o tempo de montagem de um programa, que para Luciano Pires, é de cerca de 30 minutos. Para ele, este modelo é uma rádio que “topa” tudo, mas que ainda existe muita resistência com a mesma. Luciano Pires afirmou ainda que é cedo para os podcasts no país e concorda com a opinião dos demais painelistas de que o formato permite uma maior interação com o público.


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O MERCADO APROVEITA O MELHOR DO RÁDIO? O que o rádio tem de melhor? Eficiência publicitária, segmentação, audiência, tecnologia e profissionalização foi o tema do painel moderado por Paulo Rosa, reunindo Ariane Denardi, planejadora de mídia da Salles Chemistri, Moacyr Neto (Moa) - diretor de criação da DM9 e o redator da Talent, Pedro Buzzo. Ariane afirmou que o rádio sabe aproveitar as multiplataformas, e destacou a penetração do meio com o público alvo. “Eu vejo a chamada reinvenção do rádio na customização, em que a influência deste meio tradicional se apropria da credibilidade que a marca traz". Para ela, as emissoras devem utilizar todas as plataformas para envolver o consumidor. "O rádio precisa ter um pensamento 360º para estar ainda mais perto, e utilizar a inteligência regional como matriz da publicidade", explica. Ariane afirmou ainda que o

rádio carrega a tradição de transmitir a verdade, e os mídias precisam passar isto para os anunciantes. Segundo ela, o rádio, atualmente, se reinventa e tem sempre o foco na prestação de serviço. Já o diretor "Moa" revela que conheceu primeiro a internet para traçar estratégias em rádio. Ele conta que não se pode fazer a defesa de um meio isoladamente. "A necessidade de acessar o conteúdo é cada vez maior", complementa. "O que vale sempre é fazer uma campanha que fique presa à cabeça. Dá trabalho, mas vale a pena fazer uma mensagem que faça diferença na vida das pessoas. O reconhecimento é garantido", argumenta. Para ele, hoje em dia, o rádio é a melhor maneira de fixar um comercial. Pedro Buzzo apontou como entrave o que chama por "varejização" na elaboração comercial da rádio, mas disse

que é possível e gratificante fazer um comercial bem feito. Ele mencionou uma campanha de sucesso de uma marca de guaraná na região Nordeste do país, em que se utilizou locutores locais influentes para assegurar o alcance da marca. "Vejo o rádio como a própria rede social, capaz de substituir e fazer a diferença no criativo", finaliza. Também foi abordada a credibilidade que o rádio tem e a necessidade de utilizá-lo também em outras plataformas como forma de sobrevivência. Debateu-se também a customização e relatados cases que fortalecem a mensagem, levando o conteúdo das rádios para outras mídias. Foi muito citada a necessidade de regionalização de campanhas publicitárias. Também, durante o debate foi colocado que o rádio “toca” as pessoas no momento em que elas não estão esperando, e com isso ele nunca irá morrer.

OS MISTÉRIOS DA CRIAÇÃO PARA O RÁDIO O Brasil hoje conta com mais de cinco mil emissoras de rádio e para o setor aumentar sua participação no bolo publicitário, é preciso investir na aproximação com o mercado de publicidade, argumenta Claudio Venâncio, presidente da JMCom, durante o painel que abordou o tema da necessidade de redescoberta do veículo pelas agências de publicidade. “Falta investimento corporativo para competir por faturamento maior”, destaca. Venâncio participou do encontro ao lado de Lula Vieira, especialista em jingles e diretor de marketing da Ediouro; e de Lula Guimarães, diretor da Nova Estratégia. Segundo Claudio Venâncio, o rádio ainda discute as mesmas coisas, e as pesquisas do setor ocorrem uma por ano, sem haver atualização para uma competição com

igualdade. Para ele, o que falta é o marketing corporativo. E destaca como outro grande problema o fato das rádios não se unirem para lutar contra esta dura realidade que enfrentam. Os palestrantes ressaltaram ainda que é preciso uma maior aproximação dos veículos de radiotransmissão com a propaganda. Já Lula Guimarães destacou que as agências e os anunciantes não devem ser os únicos responsabilizados e que os problemas enfrentados pelo setor podem ser solucionados com maior profissionalização. “Há um problema com as regras de concessão, rádios são criadas e ficam sem norte sobre quem são. Mas não dá para ter resultado sem investimento dos empresários”, apontou. Afirmou ainda que é necessário que as rádi-

os organizem um plano de negócios, objetivando o que desejam, o foco e o público. Lula Vieira afirmou que os anunciantes muitas vezes não pensam no potencial do rádio e que as agências dão pouco prestígio ao meio. “Há péssimos hábitos de veicular o áudio de peças da TV em rádios”, criticou. Uma saída para os impasses entre meio publicitário e emissoras seria apostar em intermediárias, como produtoras de conteúdo. Vieira também compactua da ideia de que é necessário que as rádios invistam mais em marketing, seguindo o modelo adotado pela TV. “Falta padrão lógico do mercado no rádio. Não vejo ação corporativa. O que existe são vencedores isolados, cada um puxando para o seu lado”, finalizou .

UMA IDEIA SEM TAMANHO: NOVOS FORMATOS EM RÁDIO Debater os novos formatos possíveis para a radiodifusão, foi o objetivo do debate mediado por Tula Minnasian, produtor e diretor da Play It Again, com Fernando Campos, diretor de Criação da Agencia Santa Clara, Carlos Rubens Doné , diretor executivo da Rede Itatiaia de Rádios e de Rafael Amorim, diretor de Mídia da Talent. Durante a apresentação, Tula Minnasian propôs um novo formato para os spots de rádio. Ele afirma que só no Brasil eles têm 30 segundos. “Em todos os lugares do mundo os spots têm o tempo que devem ter, de acordo com o seu roteiro e com, o principal motivo da existência do rádio, o poder da imaginação. Ou seja, para entreter num veículo que atinge a imaginação das pessoas é preciso sen-

sibilidade e isso não tem tempo, tem feeling”, ressaltou. Para Tula o mercado de propaganda para o rádio criou um “gesso” para si mesmo ao definir o tempo de 30 segundos, já que os outros meios se adaptaram às inovações. Os outdoors hoje fazem apliques, os jornais se deixam embalar em sobrecapas, TV faz merchandising. E o rádio? A proposta dele é mudar o jeito de se produzir para o rádio, com roteiros mais inteligentes, feitos sob medida para essa geração que lida com a informação através da imagem. “As rádios devem começar a vender mídias diferentes, queremos todos mais faturamento e mais volume”, disse. Já Fernando Campos acredita que houve uma acomodação do meio, que fez com que gerações inteiras não

vejam o rádio com glamour. “Há jovens nas agências hoje que nem sabem o que é rádio, só internet”, salientou. Para Campos, o rádio é o meio mais dinâmico e deveria ser possível programar diferentes ações para o veículo. Rafael Amorim ressaltou que as rádios têm muitas opções, uma vez que há muita segmentação, e as agências precisam levar isto em conta. “Houve acomodação de vários anos”, disse Carlos Doné. Ele concorda que é necessário inovar diante do cenário atual da radiodifusão brasileira, e acredita que a melhor forma de fazer isso é mesclar juventude com experiência nas empresas. Ele relatou ter criado departamento de eventos na emissora que está abrindo portas e trazendo anunciantes.

QUEM TOCA O NEGÓCIO? RADIOS MUSICAIS / JORNALÍSTICAS / POPULARES O diretor-geral da Rádio Capital AM, Francisco Paes de Barros participou de debate com Carlos Townsend, diretor da Digital Work Station e Luis Fernando Magliocca, produtor e diretor da Publinter. “O rádio só pode viver a sua plenitude se tiver ampla liberdade de pensamento; ele é companheiro inseparável da democracia”, disse Chico Barros, ressaltando que “o rádio popular AM presta um grande serviço à camada mais pobre da sociedade”. Para ele, a programação de uma rádio reflete o pensamento da sua audiência e a informação precisa ser imparcial

e democrática. Afirmou ainda que os publicitários não conhecem a periferia, e isto gera um distanciamento das agências de publicidade da camada mais pobre da sociedade. Chico Barros disse que o futuro da rádio está na internet e que as comunitárias dariam um expressivo impulso na divulgação de utilidade pública, mas ressaltou que é de suma importância não confundir as rádios comunitárias com as piratas. Para Carlos Townsend, existem várias perspectivas para o rádio brasileiro. Ele ressaltou a importância das mídias eletrônicas, como as acessadas por Ipads e Smartphones, para

a transferência de receita do mercado publicitário do rádio para a internet. Lembrou ainda que os jovens utilizam estes modernos equipamentos para ouvir músicas, mas que os mesmos não tem rádio AM e FM. Townsend avaliou ainda que o ensino de rádio nas universidades brasileiras é muito deficitário, e que deveriam existir escolas específicas para este veículo. A conclusão central do debate é a de que é preciso investir na formação de profissionais capacitados para o rádio e que o futuro da radiodifusão será o cloud, já que não há necessidade de transmissor.

DEBATE INSTITUCIONAL: COMO APROVEITAR TODO POTENCIAL DOS NEGÓCIOS Como aproveitar todo o potencial dos negócios e aumentar o faturamento do rádio foi o tema do debate entre Guilherme Sztutman, diretor da Ala do Rádio e membro da Associação dos Profissionais de Propaganda; Eduardo Bonadio, gerente corporativo da Crowley do Brasil; Carlos Rubens Doné, diretor executivo da Rede Itatiaia de Rádios; e Toninho Rosa, vicepresidente executivo do Grupo Mix de Rádio e Televisão. Toninho Rosa afirmou que o rádio precisa de marca, pois, pela primeira vez na história da humanidade tudo está globalizado, menos a mídia. Para ele, o veículo tem que estar apoiado em todo negócio de marketing para se manter, e que é necessário sempre se ter o valor agregado. Segundo Rosa, o

rádio não consegue se vender e nem fazer propaganda dele mesmo. Disse ainda que é irreversível a passagem de mídia de massa para mercado segmentado. Já Carlos Doné ressaltou que o rádio não é só um veículo de comunicação, ele tem as duas principais armas: agilidade e informação. Afirmou ainda que as empresas que esperam ter lucros precisam inovar. Para Doné, a vocação do rádio é fazer negócios, e que o mercado está propício para isto. Colocar o rádio em outro patamar é uma das idéias de Doné. “Temos que expurgar emissoras que agem de forma ilegal, que não prestam serviço adequado, que possuem duas tabelas, por exemplo”, disse.

Guilherme Sztutman afirmou que é preciso dar segurança, retorno, maior transparência, praticar tabela única, possuir uma política independente de preços. “Estes são alguns dos itens indispensáveis para o sucesso comercial do rádio”. Segundo ele, outro grande problema do setor é a falta de textos criativos para os comerciais da radiodifusão brasileira. Para Sztutman, o rádio só conquistará os grandes anunciantes se for sério. Finalizou dizendo que, na sua opinião, o rádio jamais acabará, e sim irá melhorar e crescer ainda mais.Já Eduardo Bonadio ressaltou que o mercado musical está super aquecido, e que o independente cresce vertiginosamente.


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COM OS PÉS NO CHÃO E A CABEÇA “IN TO THE CLOUDS” O debate técnico, com os pés no chão e a cabeça “In to the clouds” reuniu os engenheiros Rubens Pedroso (desenvolvedor de projetos da Positron), Marco Túlio (gerente geral de Tecnologia do Sistema Globo de Rádio), Ricardo Takahira (desenvolvedor de projetos na Magneti Marelli), Wilson Cardoso (Ph.D. pelo Massachusetts Institute of Technology e pesquisador na Nokia do Brasil) e a professora Marlene Pontes (CETUCPUC), sob a coordenação do consultor técnico da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e TV - ABERT, Ronald Barbosa. A discussão girou em torno das novas tecnologias disponíveis e em desenvolvimento, visando agregar valor aos negócios do rádio. Os palestrantes concordam que o rádio tem um poder de comunicação imbatível, um grande público potencial e é um canal de dados extremamente eficiente. Barbosa abriu o debate relatando que, durante a NAB 2011, o grande tema foi clouds, a computação em nuvem, que é também o conceito com que os produtores de conteúdo em todo o mundo começam a lidar. Ele trouxe a idéia de aplicar o conceito de computação nas nuvens para emissoras de rádio. De acordo com Ronald, quem tem um cloud, que também pode ser um sistema de radiodifusão, composto por estúdiotransmissor-linha-antena, precisa estar preparado para transmitir seu conteúdo em várias plataformas, seja no aparelho de rádio, no áudio da TV, smartphone ou via satélite, pensando sempre no usuário final. “Nos smartphones, ele precisa acompanhar a disputa entre sistemas diferentes como o Symbian, o Android e o IOS, do Ipod”, acrescenta. Ronald ressaltou que existem no mercado Cloud Público (nuvem pública) e Cloud Privado (nuvem privada), o comunitário e o hibrido. Ronald ressaltou que hoje o sistema de cloud está presente nas redes de rádio e TV. Diante do cenário atual do rádio, ele argumenta que o meio não deve se sentir perdido entre gigantes, e sim manter o foco no cliente final atento para os meios por onde sua mensagem será endereçada. “O rádio ainda está atrasado na questão da digitalização e somente depois deste passo será possível desenvolver o modelo de negócios que utilize recursos como o display do rádio do carro para transmitir informações”, diz. Rubens Pedroso (desenvolvedor de projetos da Positron), ressaltou que esta transmissão funciona pelo padrão Radio Data System (RDS), que permite o envio de informações como o nome da canção e de outros textos no display do rádio. Os recep-

tores podem receber diversos tipos de mensagens. “Sensores na estrada podem passar informações para GPS ou rádios. Ele ressaltou que o sistema permite o envio de dados pela transmissão FM (adiciona uma portadora extra ao sinal em 57kHz que transmite dados a mais de 1000bps). Com o RT+, uma extensão do RDS compatível com a especificação anterior, podem ser enviadas mensagens categorizadas. No PC da rádio fica um software que controla as informações que são transmitidas no RDS. O PC se conecta ao modulo RDS via cabo serial. A emissora seria a gestora das informações, e no rádio do carro aparecerá um aviso com a informação. O sistema permite a interligação de emissoras de todo o país. Barbosa atentou para um cenário promissor, apesar de complexo na realidade das emissoras. “Não podemos tirar os pés do chão e perder as referências do público. O cloud é uma tendência moderna nas rádios norte-americanas.”, argumenta. Entre outras novidades, Ronald apresentou o conceito de rádio cognitivo, formato através do qual será possível transitar informações no chamado “White space”, ou seja, frequências onde não esteja havendo transmissões. Esta novidade precisa ser bem estudada segundo o especialista, para que seu uso não atinja as transmissões da radiodifusão e outras plataformas. Já Wilson Cardoso comparou o modelo a um grande ‘elefante de negócios’. “Há três anos os institutos de pesquisa dos Estados Unidos tentam definir a ‘nuvem’. De uma forma simples, podemos imaginar uma rede de computadores operando simultaneamente, para compartilhar recursos de hospedagem de determinada empresa em um servidor remoto”,afirmou.As vantagens, segundo Cardoso, é que uma gestão bem implementada é capaz de reduzir insumos da empresa em cerca de 90% com Tecnologia da Informação. Ele exemplifica contando que os servidores de hospedagem do Paquistão e Irlanda, por exemplo, podem funcionar integrados e a baixo custo. Com base nesses exemplos, ele argumenta que as rádios podem armazenar boa parte de seus dados musicais, informação e conteúdo de forma a promover grande economia com operações comerciais e artísticas. Marlene Pontes ressaltou que hoje o rádio está vivendo uma mudança de paradigma e o espectro é subutilizado. A solução é o rádio cognitivo, um transmissor capaz de "estudar" as transmissões já existentes no ambiente, ajustando a própria emissão para evitar interferência. A necessidade de mais banda para transmis-

são de dados por radiofreqüência é cada vez maior, principalmente conforme mais e mais aparelhos e periféricos passam a se conectar aos computadores por conexões sem fios. Na maioria dos países, contudo, o espectro de radiofrequência já está totalmente comprometido. O rádio cognitivo é uma proposta que vem sendo estudada para enfrentar esse problema, mas a interferência que ele causava ao tentar ocupar frequências ociosas impedia sua utilização prática. O mesmo grupo de pesquisadores já havia desenvolvido uma estratégia na qual um rádio secundário usa antenas múltiplas, cada uma transmitindo com potência diferente, para modificar seus parâmetros de transmissão de forma a evitar a interferência. Entretanto, esse enfoque exige uma informação completa e perfeita sobre o rádio primário e seus canais de transmissão para que a interferência possa ser suprimida, o que torna o esquema difícil de adotar na prática. Agora eles eliminaram essa deficiência aumentando a inteligência do rádio secundário - aquele que quer aproveitar a frequência já utilizada pelo rádio primário - que "aprende" sobre o rádio primário fazendo amostragens periódicas de sua transmissão. Com esses dados constantemente atualizados, o novo rádio cognitivo pode construir numericamente um "canal efetivo de interferência", que lhe permite estimar a interferência aceitável que suas transmissões podem causar. O novo esquema também permite que os rádios primário e secundário usem a mesma frequência simultaneamente, enquanto os esquemas de rádios cognitivos anteriores eram limitados a frequências muito próximas. Marco Túlio falou sobre a mobilidade e as diversas plataformas que hoje concorrem com o rádio. Mostrou propaganda do Pioneer Avicx920bt que reúne em um só dispositivo, MSN, Ipod, audio, vídeo, controle de voz, câmera, DVD, GPS. As rádios devem fazer aplicativos para todo as novas plataformas, além de desenvolver sites específicos. A internet não tem limitações de canais, através dela pode-se transmitir todos os jogos ao mesmo tempo, por exemplo. O que existe é um mega desafio na produção. O broadcasting hoje é multicontribuição, multimídia, multiplataforma,agregando texto, vídeo e foto. Ele ressaltou que o rádio é um objeto móvel e em algum momento não terá comerciais, e sim cobrança do usuário final.

COMO ANDA A COMUNICAÇÃO DAS UNIVERSIDADES COM A RÁDIO? A academia e o rádio têm um histórico de distância, um certo estranhamento e pouquíssima intimidade, e o tema foi debatido pelos professores Luciano Maluly (ECA /USP), Álvaro Bufarah (chefe da Pós graduação em Rádio da FAAP) e Rui Jobim (diretor da Escola do Rádio), com moderação do jornalista Luis Henrique Romagnoli. Os palestrantes iniciaram relatando o descompasso entre escola e ensino de rádio e, questionando como a universidade pode contribuir para que haja uma mudança. Rui Jobim criticou a formação que hoje é oferecida nos cursos superiores da área. “Têm alunos no sétimo semestre da faculdade que nunca entraram em um estúdio”, revelou. Entre outras lacunas apontadas estão a falta das disciplina de locução e de produção. Luciano ressaltou que a universidade é um lugar de experimentação e que hoje a universidade se espelha no mercado. "Como há pouca reportagem nas rádios isto é reproduzido nas

escolas”. Os palestrantes reiteraram que há poucos alunos interessados na mídia. Falaram da falta de cursos que formem gestores em rádio, e ressaltaram a importância das emissoras abrirem suas portas aos estudantes, seja através de estágios ou até mesmo de pequenos cursos. Álvaro Bufarah relatou a realidade do ensino de rádio em uma instituição privada com problemas como a falta de professores com vivência de mercado e de equipamento apropriado. Ressaltou que a falta de aproximação entre mercado e academia traz consequências muito ruins como a falta de interesse dos alunos pelo rádio, “poucas emissoras de SP atendem alunos”. Ele reiterou que o ideal é que os alunos possam acompanhar o dia a dia de uma emissora. Os palestrantes foram unânimes em falar do baixo interesse dos estudantes pelo rádio e a importância de fazê-los vivenciar o

meio, seja através de estágios ou mesmo de visitas aos veículos. A importância do intercambio entre a academia e o mercado fazendo cursos para formar radialistas, nos mesmos moldes que a Folha de São Paulo e a Editora Abril fazem com jovens talentos foi uma das sugestões apresentadas. Também foi lembrado que o rádio é o veiculo que mais se adapta à internet, e que ele deve saber usar outras plataformas. Outro ponto escolhido pelo moderador da mesa, o jornalista Luis Henrique Romagnoli, foi o que as emissoras podem fazer para absorver esses profissionais que estão se formando? Álvaro disse que as emissoras também podem participar do processo de formação junto com a universidade se elas tiverem uma profissionalização de sua gestão. Um dos caminhos apontados pelo professor de pós graduação é que as emissoras estimulem financeiramente esse processo, ajudando o funcionário a pagar cursos, entre outras facilidades.

RÁDIOS CUSTOMIZADAS ESTÃO DANDO CERTO? Também mediada por Luiz Romagnoli esta palestra reuniu Zeca Almeida Prado, diretor da Fast 89, e Paulo May, empresário, produtor e apresentador do JazzMasters da Eldorado FM. Os debatedores apresentaram as diversas formas de customização em rádio, desde programas que existiram como o LM Music, o minuto Avon, até várias emissoras, como é o caso da Rádio Oi. Zeca ponderou que as rádios têm que refletir o pensamento da sociedade, até para ter audiência e sucesso comercial, pois “a ligação entre emissora e ouvinte é emocional”. Ele ressaltou que o rádio transmitido pela internet é o grande foco hoje por sua liberdade e interatividade. Paulo May afirmou que os clientes têm desejo de falar com o público de forma diferenciada. “Muitas vezes a necessidade do cliente não é atendida pela agência e a própria emissora deve criar e apresentar o produto”, afirmou. Esta customização pode ser feita através de arrendamento ou da montagem de uma rádio

na web ou da “venda” do nome. A empresa pioneira a adotar uma rádio foi a operadora de telefonia Oi, que hoje já conta com uma rede de nove emissoras. Em janeiro de 2005, lançou, em Belo Horizonte, a primeira Oi FM. A empresa procurou uma emissora e fez uma espécie de arrendamento. Outro caso é o da seguradora SulAmérica, que, desde o início do ano passado, mantém, na capital paulista, a rádio SulAmérica Trânsito (92,1 Mhz). Recentemente, também em São Paulo, a montadora Mitsubishi lançou a sua rádio, no prefixo 92,5 Mhz , com uma programação que não fala só de carros e sim, de temas voltados para o público que se identifica com a marca. No caso da SulAmérica, a programação é quase exclusivamente composta por informações com dicas e rotas para fugir do congestionamento nas ruas de São Paulo. Entre as 22 horas e as 5h da madrugada, quando são menores os problemas do trânsito, a rádio abre espaço para a música. A operação das rádios da SulAmérica e da Mitsubishi é feita

em parceria com a Rádio Bandeirantes. A concessionária da Oi FM é a Rádio Bel, de Belo Horizonte. As formas de customizar uma rádio vão desde a criação de programas específicos, dentro da programação normal da emissora; construção de rádio webs, utilizando os estúdios de emissoras; e até como um aluguel da rádio, assim como fazem as “arenas” dos grandes clubes de futebol. A customização na internet foi abordada pelos palestrantes. Eles destacaram que algumas radiowebs de marcas que estão muito fortes, como a da de jeans Levi’s, que tem inclusiva estande na NAB show. A rádio web do São Paulo Sport Clube, dentro do site, tem dois modelos, clássicos e hits. Estas rádios transmitem músicas de ótima qualidade. No entanto, eles ressaltaram que os clientes e o mercado estão procurando rádios AM para customizar porque é o modelo mais popular, informativo e pode ter vida mais longa.

A COPA DO MUNDO É NOSSA... E JÁ COMEÇOU! No debate intitulado “A Copa do Mundo é nossa.. e já começou!”, André Mizrahi, gerente de Projetos Especiais do Sistema Globo de Rádio, colocou os altos custos de transmissão de um evento deste porte. Ele relatou que comercialmente o investimento empata, não há lucro. A necessidade de planejamento antecipado também foi relatada por ele. “Assim que termina a transmissão de uma Copa deve-se iniciar o planejamento da cobertura da próxima”, afirmou. Márcio Lino, diretor executivo da Rádio Estadão/ESPN, relatou o case da associação da Estadão com a ESPN. Os dois palestrantes relataram que as coberturas de copa do

Mundo são essenciais para as emissoras que lidam com esporte. Inserções comerciais nas transmissões esportivas já tiveram restrições na Copa realizada na África do Sul e deverão ter ainda mais no próximo mundial, em 2014, no Brasil. A possível interferência da Fifa foi lamentada pelo diretor da rádio Estadão/ESPN, Márcio Lino, e pelo diretor de projetos especiais do Sistema Globo de Rádio, André Mizrahi. Ambos declararam que, com a proibição da propaganda durante os jogos, será mais difícil conseguir patrocinadores durante o mundial. “Logo no filé mignon da Copa, onde têm muitos anunciantes

interessados”, lamentou Mizhari. Além de não poder fazer os chamados “textos foguetes”, as rádios terão mais um empecilho na obtenção de receitas para a cobertura do mundial: é obrigatório negociar primeiramente com os patrocinadores oficiais da Fifa e os parceiros específicos do torneio em 2014. Somente depois que essas marcas não quiserem patrocinar, as rádios poderão procurar outras marcas. “Só é permitida propaganda se for patrocinador Fifa”, comentou Lino, ao revelar que além de ter prioridade nas negociações com as emissoras de rádios, as “marcas oficiais” não terão a proibição dos “textos foguetes”.


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Lei 12.232 ainda gera dúvida A Lei 12.232/10 estabeleceu grandes mudanças na forma da contratação dos serviços de publicidade pelos órgãos da administração pública federal, estadual e municipal. As novas regras entraram em vigor dia 1º de maio e suscitaram um grande debate nas agências, anunciantes e veículos de comunicação. A questão é se esta regulamentação se aplica apenas à contratação de serviços de publicidade pelo setor público ou se também atinge os anunciantes de empresas privadas. O objetivo da lei foi tornar o processo licitatório de contratação dos serviços publicitários mais claro e adequado, visando impedir irregularidades. Também passam a ser exigências legais o cadastramento de fornecedores das agências, a realização de orçamentos prévios e a disponibilização de dados da execução dos contratos na internet. A nova legislação prevê faturamento em separado dos pagamentos que o anunciante faz ao veículo,

pelas inserções publicitárias e à agência, pelas comissões acordadas entre as partes. No seu artigo 19, o texto proíbe os veículos de faturarem e contabilizarem como receita o desconto-padrão que cabe às agências. O diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádios e Televisão (Abert) , Rodolfo Machado Moura, ressalta que as emissoras não devem contabilizar como receita este desconto, pois correm risco de serem penalizadas pela Receita Federal. A orientação do órgão é que o percentual destinado às agências sejam cobrados por elas diretamente junto ao anunciante, sem passar pelo veículo de comunicação. Com relação aos termos da lei se aplicarem não somente para veiculação de publicidade de órgãos públicos, mas também para a iniciativa privada, a Agert está organizando reuniões com os diretores e consultores jurídicos para definir a posição oficial da entidade.

DICAS: 1. Envie todos os boletos de cobrança acompanhados de uma carta explicando as mudanças 2. O faturamento em separado também evita possíveis casos de bitributação, como poderia ocorrer anteriormente no momento do repasse da comissão da agência, incluída na nota emitida pelo veículo. 3. É possível o recebimento das duas faturas pelos veículos diretamente dos anunciantes, com posterior repasse da parte da agência.

Audiência debaterá fiscalização dos serviços de radiodifusão A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática vai realizar audiência pública para discutir a transferência de competência de fiscalização dos serviços de radiodifusão, que era do Ministério das Comunicações e passou para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A data da audiência ainda não foi definida. A decisão Em janeiro deste ano, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, aprovou um parecer que delega à Anatel a competência de fiscalizar irregularidades nos serviços de radiodifusão quanto aos aspectos técnicos. O despacho foi publicado no Diário Oficial da União de 27 de janeiro.


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Paulo Bernardo promete mais rigor na fiscalização de rádios comunitárias As rádios comunitárias serão fiscalizadas com mais rigor, principalmente com relação à proibição de venda de espaços comerciais. A penalidade, prevista em lei, pode ser a aplicação de multas, suspensão e até a cassação da concessão. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantiu aos representantes do setor de radiodifusão, reunidos na Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp), em Curitiba, que a fiscalização será intensificada em todos os serviços. “Estamos reorganizando o atendimento aos profissionais da radiodifusão brasileira. Vamos acompanhar mais de perto como atuam, suas dificuldades e reivindicações”, disse o ministro. Em contrapartida, o governo também será mais rigoroso em relação aos serviços prestados pelas emissoras. Paulo Bernardo ressaltou as modificações que estão sendo feitas no modelo de concessão de emissoras de rádio e TV. Den-

tre elas, a exigência de comprovação de capacidade financeira de quem pleiteia uma concessão. “Muitas pessoas alegam a necessidade de uma rádio em um município do interior, mas já com a intenção de comercializar”, denunciou o ministro. Com relação às rádios e TVs educativas, cerca de 10 mil em todo o país, Paulo Bernardo informou que precisarão atender a algumas exigências, como a efetiva ligação com universidades e instituições de pesquisas, comprovação de viabilidade financeira e técnica e a obrigação de se submeter a processos de auditoria. Nas rádios comerciais, "haverá uma exigência maior da capacidade financeira e não vamos mais permitir prorrogações de prazo. Quando o serviço não for implantado no prazo que o edital prevê, vamos recorrer a Advocacia Geral da União para que cancele a outorga”, explicou o ministro.

Ministro Paulo Bernardo durante reunião da Aerp.

Ministério arquivará processos com prazos vencidos O Ministério das Comunicações adotou novo sistema de tramitação de processos. A partir de agora, serão arquivados todos os procedimentos cujo prazo para o atendimento de determinada exigência tenha transcorrido sem manifestação. Antes, as emissoras de rádio e de televisão podiam retomar o andamento de uma demanda com data expirada. Mas, com a mudança, os procedimentos antigos serão arquivados e o radiodifusor terá de requerer abertura de um novo processo, caso queira dar seguimento à matéria de seu interesse. De acordo com o diretor de Assuntos Legais da Abert, Rodolfo Machado Moura, a medida é positiva, pois pode dar maior agilidade ao andamento dos processos. Mas, o radiodifusor deve ficar atento, adverte Moura, pois o órgão poderá aplicar sanções nos casos em que o processo prevê penalidades pelo não cumprimento da exigência.


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Agert lança Relatório Social comemorando recorde de mídia doada Pela primeira vez o Relatório foi lançado com a adesão de entidades e parceiros estratégicos. A Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e TV – Agert lançou dia 21 de junho no Hotel Sheraton em Porto Alegre, o Relatório Social 2010 da entidade que teve adesão histórica de emissoras filiadas. O presidente da Agert, Alexandre Gadret e a vicepresidente de capacitação, Myrna Proença anunciaram que em 2010 o resultado foi de R$ 71.363.507,23 milhões de reais em mídia doada – espaço cedido para apoiar causas e campanhas de cunho social e ambiental de parceiras ou para registro de ações promovidas pelas emissoras. Nesta edição do Relatório, a adesão de emissoras associadas também bateu recorde, totalizando a participação de 217 que doaram para a sociedade gaúcha, através de projetos comunitários, assistenciais, culturais, ecológicos, recreativos e de capacitação e sustentabilidade. O trabalho desenvolvido, de forma pioneira no país, desde 2004 e coordenado pela vice-presidente de capacitação da Agert, Myrna Proença, relata ações

"O Relatório Social é um estímulo para que a notícia não seja dada apenas como informação, mas como provocação, para que as pessoas, os empresários consigam quantificar o bem que eles fazem além de informar" Marion de Souza Instituto do Câncer Infantil

de emissoras que aderiram ao projeto. A metodologia do Relatório Social segue as normas do Instituto Ethos, organização sem fins lucrativos, que é referência nacional em responsabilidade social empresarial e apresenta as temáticas: Valores e Transparência, Clientes, Público Interno, Comunidade, Meio Ambiente e Governo e Sociedade. A realização é da empresa Signi Estratégias para Sustentabilidade. A 7ª edição do trabalho traz uma inovação ao apresentar uma perspectiva diferente dos anos anteriores, apresentando os fatos em ordem cronológica. A publicação apresenta um retrospectiva do ano, trazendo mês a mês, uma pequena amostra do trabalho que é realizado em todo Rio Grande Sul. Myrna afirmou que a cada ano é superado o número de participantes e os valores em mídia doada. “O que nos deixa extremamente gratificados”, lembrando que a primeira edição contou com a participação de 103 emissoras filiadas. Vice-presidente de capacitação, Myrna Proença apresentou o Relatório Social

Presidente da Agert com a secretária de Comunicação, Vera Spolidoro

Para o presidente da AGERT, mais do que informar, os radiodifusores têm o compromisso de contribuir para a formação de cidadãos e para o desenvolvimento da sociedade brasileira. Para ele, “essa faceta reforça uma questão intrínseca à natureza da radiodifusão e, em especial, no que concerne ao meio rádio: a prestação de serviços”.

“Excelente. Nós nos sentimos prestiagiados por este relatório, por termos espaços privilegiados na mídia. Sem esse apoio da imprensa não conseguiríamos chegar a tantas pessoas”

www.agert.org.br Quer saber mais sobre o trabalho que as emissoras de rádio e televisão realizam em prol do desenvolvimento das cidades?Acesse o site da Agert e conheça as iniciativas da radiodifusão gaúcha, o relatório social da entidade, estabeleça contato com a diretoria da associação e com os associados e dê sugestões de pautas para o Agert Informa.

Diza Gonzaga Fundação Thiago Gonzaga


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Lançamento do Relatório Social reúne autoridades e lideranças Trabalho pioneiro no país consolida em números e fatos o que as emissoras de rádio e televisão do estado entregaram através de doações de mídia e ações de responsabilidade social. O presidente Alexandre Gadret ressalta que a meta da Agert é atingir todas as suas associadas. O lançamento do Relatório Social reuniu autoridades,representantes de entidades, radialistas, jornalistas e membros da diretoria da Agert. O evento, em que foi apresentada a evolução do trabalho desenvolvido pela entidade, mostrou uma parte das ações sociais feitas pelas emissoras. A vice-presidente Myrna Proença falou de algumas ações realizadas e ressaltou que a participação das emissoras vem crescendo ano após ano. Já Alexandre Gadret agradeceu às emissoras que entregaram seus cases para a entidade a fim de serem contabilizados, no entanto ressaltou que diversas empresas realizam ações voltadas para o bem estar de suas comunidades e não estão entregando o material de maneira formal." Nossos radiodifusores fazem um

“ Eu já conhecia o trabalho da Myrna Proença há muitos anos, é um trabalho social importante. O envolvimento das emissoras rádio e TV com a comunidade são praticamente um dever, e elas estão cumprindo este dever muito bem”

FOTO

Vera Spolidoro Secretária de Comunicação RS

Divulgação do Relatório Social reuniu imprensa e autoridades.

“ O Relatório Social está maravilhoso , mostra como a mídia está trabalhando junto com as organizações sociais.” Ana Bertuol Instituto da Criança com Diabetes

Relatório Social Agert 2010 Presidente da Câmara de vereadores de Porto Alegre prestigiou encontro

trabalho excepcional, de cunho social, e na maioria das vezes não contabilizam como mídia doada”, afirmou. A importância do Relatório Social foi ressaltada em depoimentos apresentados em um telão. O presidente da Abert, Emanuel Carneiro, a ex-presidente da Associação Catarinense de Emissoras de Rádio e Televisão – ACAERT, Marise Westphal Hartke, - que introduziu esta iniciativa em SC baseada na experiência gaúcha - e o secretário do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas e ex-presidente da Agert, Afonso Motta elogiaram o profissionalismo do trabalho. O presidente fez um apelo para que todos entrem em contato com a Agert para relatar suas ações e assim poderem fazer parte do relatório social de 2011. Também lembrou que as emissoras que tiverem interesse em receber a diretoria da entidade para fazer a entrega do Relatório Social para as autoridades de seu município devem entrar em contato com a secretaria da entidade. Alexandre ressaltou a importância de se fazer a entrega do documento aos prefeitos, presidente da câmara de vereadores, juízes e outras autoridades. A titular da Secretaria de Comunicação e Inclusão Digital (Secom), jornalista Vera Spolidoro, e a presi-

dente da Câmara de vereadores de Porto Alegre, Sofia Cavedon, participaram do lançamento, bem como a presidente da Fundação Thiago Gonzaga, Diza Gonzaga, diretoras do Instituto do Câncer Infantil RS, do Instituto da criança com diabetes, e de diversas outras entidades.

“ É esperançoso para nós todos, para a sociedade quando vemos um crescente comprometimento das emissoras, abrindo suas rádios para as demandas da comunidade. É uma prestação de contas que é feita , que nos dá cada vez mais motivos de esperança de integração entre comunidade e meios de comunicação” Marcos Rolim Tribunal de Contas do Estado

O Relatório Social foi instituído para que os veículos da radiodifusão aprofundassem os vínculos com as suas comunidades. A ação procura dar mais transparência e visibilidade ao apoio das emissoras a projetos de interesse público. O relatório vem mudando a cultura interna das emissoras, criando uma consciência social dos colaboradores que, como comunicadores, multiplicam a sua influência nos formadores de opinião nas comunidades onde atuam. Desta forma, vai se desenvolvendo uma cultura de responsabilidade social em todos os âmbitos sociais, o que é uma forma eficiente de desenvolver a sociedade. O projeto do Relatório Social na radiodifusão gaúcha tem importância neste momento em que a sociedade brasileira procura alternativas democráticas de transformação social profunda. Na agenda do século 21, o desenvolvimento de uma nação somente será sustentável com uma sociedade economicamente próspera, socialmente justa, ambientalmente sustentável e politicamente livre.

Agert Informa 585  

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