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c) Piso – As ciclovias, destinadas exclusivamente a ciclistas, têm um piso mais confortável do que a calçada, e “atraem muitos peões, cadeiras de rodas, carrinhos de bebé que não têm a perceção do perigo”. Por exemplo, “as ciclovias da Av. do Brasil e Av. Duque de Ávila são frequentadas por mais peões do que ciclistas”. d) Multiplicação de interseções – A implantação da ciclovia no passeio multiplica as interseções entre os movimentos da bicicleta e os movimentos do peão, que são vários e que surgem em várias direções e sentidos. Maior complexidade no sistema implica maior risco para os seus utilizadores. “Quando ciclistas e automobilistas partilham a faixa de rodagem, a bicicleta arranca quase sempre primeiro, sendo que o automóvel depois a ultrapassa. A bicicleta é visível e o seu comportamento do ciclista previsível. Exagerando, um automobilista só atropela um ciclista se quiser… Mas quando a bicicleta anda no passeio, a lógica será a mesma: a bicicleta vê sempre o peão na sua frente e ultrapassa-o. A diferença é que o comportamento do peão é muito mais livre e, como tal, imprevisível…é também silencioso… E portanto a bicicleta pode atropelar um peão… mesmo que o não queira.”

e) Remate final da ciclovia - Na maior parte dos casos, a ciclovia termina antes da passadeira, havendo uma faixa de calçada na qual peões e ciclistas devem coexistir anarquicamente, criando situações de conflito para os dois tipos de utilizadores.

f)

Movimento em “L” – Tirando alguns casos particulares (por ex., Av. da Republica, Av. Duque de Ávila) os ciclistas usam as passadeiras ao mesmo tempo que os peões, sendo que muitas vezes a forma mais fácil de fazer uma viragem à esquerda em bicicleta é usar a passadeira, virando primeiro à direita, um movimento em “L” que intersecta o fluxo pedonal.

g) Ciclovia descarrega na Passagem de Peões – Em muitos casos a ciclovia termina em cima da passagem de peões. Nalgumas situações vai até ao lancil, e noutras acaba antes da passadeira, mas desemboca no seu enfiamento, onde se processam todos os movimentos de entrada e saída da passagem.

h) Contraste táctil – Quando o ressalto entre o passeio e a faixa de rodagem é eliminado é essencial instalar piso táctil, para os peões com deficiência visual saberem onde acaba o passeio. Quando a ciclovia vai até o lancil o perigo é acentuado pelo facto de o contraste de textura do seu revestimento com a faixa de rodagem ser muito menor.

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Plano de Acessibilidade Pedonal Lisboa - Vol 2 - Via Pública  

Estratégia da Câmara Municipal de Lisboa para a promoção da acessibilidade Pedonal em Lisboa. Neste volume 2 é abordada a área operacional d...

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