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De Ilha a Arquipélago. História e urbanismo do lugar do grande quarteirão

XI

onde outrora se implantou o Hospital Real de Todos-os-Santos, ao Rossio (1834-2019)

Figura 10 Praça da Figueira. Armando Serôdio, 1972. AML.

Notas Finais (2019) O desaparecimento de um marco arquitetónico e vivencial pode ser tão relevante quanto a sua presença. Porque a cidade é um organismo vivo que se regenera perante as perdas. E uma perda é tendencialmente a oportunidade para mudanças, nem sempre positivas. Como num ciclo, Lisboa existiu antes, durante e depois do Hospital Real de Todos-os-Santos. Inequivocamente marcante na cidade moderna, quase dois séculos e meio passados sobre o seu desaparecimento, a nota dominante parece ser a total ausência da memória no lugar. Hoje nada sobra do edifício, da sua implantação ou sequer das suas fundações, conhecidas, estudadas e irremediavelmente perdidas em virtude de uma intensiva utilização do subsolo da Praça da Figueira. Sob os alicerces da nova cidade pós-pombalina, a existência do hospital encontra-se hoje intrinsecamente dependente da historiografia e da forma como está a conseguir resgatar para (o imaginário d)a Lisboa contemporânea.

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Cadernos do Arquivo Municipal, Série II nº 11  

O Hospital Real de Todos-os-Santos: A Saúde e a Cidade na Época Moderna

Cadernos do Arquivo Municipal, Série II nº 11  

O Hospital Real de Todos-os-Santos: A Saúde e a Cidade na Época Moderna

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