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NEEDCOMPANY (BRUXELAS, BÉLGICA) TEATRO NACIONAL D. MARIA II 6 E 7 DE JULHO

AS TRÊS SOZINHAS

© Alessandro Serra

GUERRA E TEREBINTINA

© Filipe Ferreira

Um ano depois de ter trazido ao Festival de Almada o irresistível “blockbuster” da companhia, Isabella’s Room, o encenador belga Jan Lauwers apresenta uma adaptação para palco do aclamado romance homónimo de Stefan Hertmans (editado em Portugal pela Dom Quixote). Uma vez mais, é a memória estilhaçada da História que está no epicentro da ação. Se Isabella’s Room era uma viagem delirante por todo o século XX dentro da cabeça de uma mulher (interpretada pela enorme Viviane De Muynck), Guerra e Terebintina centra-se na dolorosa experiência das trincheiras durante a Guerra de 1914/18 vivida pelo avô de Hertmans, um soldado flamengo que sobreviveu à barbárie da guerra para a contar. A De Muynck cabe o papel de narradora neste espetáculo surpreendente que alia teatro, música e dança.

TEATRO MEIA VOLTA E DEPOIS À ESQUERDA QUANDO EU DISSER (LISBOA) TEATRO NACIONAL D. MARIA II 5 A 14 DE JULHO

Anabela Almeida, Cláudia Gaiolas e Sílvia Filipe evocam mulheres que se debateram pelos seus direitos, de Circe a Joana D’Arc, de Camille Claudel a Patti Smith ou das Pussy Riot a Lorena Bobbitt, num espetáculo que é também um olhar sobre as várias faces do feminismo contemporâneo.

MACBETTU

SARDEGNA TEATRO/COMPAGNIA TEATROPERSONA (SARDENHA, ITÁLIA) TEATRO NACIONAL D. MARIA II 10 E 11 DE JULHO

O italiano Alessandro Serra adapta a tragédia Macbeth, de William Shakespeare à realidade histórica da Sardenha. À semelhança do teatro isabelino, o elenco é inteiramente masculino. Macbettu foi distinguido, em 2017, com o Prémio Ubu (o mais importante galardão do teatro em Itália) para Melhor Espetáculo.

HOMENAGEM CARLOS AVILEZ

VIVIANE DE MUYNCK Nascida em 1946, em Mortsel, Antuérpia, formou-se no Conservatório Real de Bruxelas. Faz

o seu percurso em algumas das mais importantes companhias belgas e holandesas, como o Maatschappij Discordia ou o Toneelgroep Amsterdam. Para além de teatro, fez cinema e televisão, tendo participado em mais de 60 produções, incluindo o filme de Robert Altman Vincent & Theo. Integra a Needcompany desde a década de 90, tendo protagonizado mais de duas dezenas de produções, da ópera ao teatro. 72

Figura incontornável do teatro português, Carlos Avilez é o homenageado desta edição do Festival de Almada, onde lhe são dedicadas duas exposições concebidas por José Manuel Castanheira. Com um percurso de mais de 60 anos de ligação ao teatro, começa como ator na Amélia Companhia Rey Colaço – Robles Monteiro mas, a conselho da ilustre diretora da companhia, torna-se encenador em 1963. Dois anos depois funda o Teatro Experimental de Cascais, uma das mais longevas companhias de teatro em atividade. Para além de encenador, é um pedagogo exemplar, sendo o responsável pela criação da Escola Profissional de Teatro de Cascais (EPTC), estrutura que formou alguns dos mais brilhantes atores e atrizes do atual teatro português. Inserido na programação do Festival está a sua última criação, O Sonho, de August Strindberg, com Ruy de Carvalho à frente de um elenco que inclui atores profissionais e alunos da EPTC. A peça estará em cena durante todo o mês de julho no Teatro Municipal Mirita Casimiro, no Monte Estoril, Cascais.

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