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MARY SAID WHAT SHE SAID

Como manda a tradição, de 4 a 18 de julho, Almada é a capital do teatro. O 36º Festival de Almada apresenta 25 espetáculos, quatro deles em Lisboa e, este ano, também no Monte Estoril, em Cascais, a propósito da homenagem dedicada a “Mestre” Carlos Avilez (ver caixa). Sem querermos ser injustos para com as dezenas de artistas portugueses e estrangeiros que vão brilhar pelos palcos ao longo dos 15 dias do Festival, os grandes cabeças de cartaz são, inevitavelmente, os inigualáveis Robert Wilson e Isabelle Huppert, a grande atriz belga Viviane De Muynck (ver destaques), Bulle Ogier e Maria de Medeiros (que partilham o palco do Teatro Municipal Joaquim Benite, em Almada, como mãe e filha em Un Amour Impossible, sob direção de Célie Pauthe) e a coreógrafa francesa Phia Ménard (que passará por Almada com o aclamadíssimo Saison Sèche, espetáculo sensação na última edição do Festival de Avignon). Sublinhado ainda para o Ciclo Primo Levi, que assinala o centenário do nascimento do escritor italiano, e inclui a estreia da mais recente produção da Companhia de Teatro de Almada Se isto é um homem, com encenação de Rogério de Carvalho. Toda a programação pode ser conhecida em www.ctalmada.pt.

FESTIVAL DE ALMADA EM LISBOA

O que dizer de um espetáculo que reúne dois “monstros” como o encenador norte-americano Robert Wilson e a mais consagrada atriz francesa da sua geração, Isabelle Huppert? E se a eles juntarmos o texto de Darryl Pinckney, a música de Ludovico Einaudi e os figurinos de Jacques Reynaud? Arriscamos afirmar Mary said what she said como o maior acontecimento teatral do ano em palcos portugueses. Em cena, Huppert interpreta Mary Stuart, rainha dos escoceses, num monólogo avassalador e intenso que acompanha as derradeiras horas de vida da monarca. Estreada em Paris, em final de maio, e depois de uma passagem pelo Festival de Viena, a peça chega a Lisboa merecendo o aplauso consensual do público e da crítica.

FREDERICO BERNARDINO

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© Lucie Jansch

THÉÂTRE DE LA VILLE (PARIS, FRANÇA) CENTRO CULTURAL DE BELÉM 12 E 13 DE JULHO

ISABELLE HUPPERT Nascida em Paris, em 1953, fez o essencial da sua formação no Conservatório Nacional de Arte Dramática de Paris. Estreia-se no cinema em 1971 e, desde aí, participou em mais de 120 filmes de autores tão distintos como Chabrol, Godard, Haneke, Cimino ou Marco Ferreri. No teatro, Huppert estrelou palcos de todo o mundo sob direção de encenadores como Claude Régy, Luc Bondy, Jacques Lassalle e, claro, Bob Wilson, que reencontra pela terceira vez, após Orlando, também de Darryl Pinckney, a partir de Virginia Woolf; e Quarteto, de Heiner Muller. É a atriz mais nomeada de sempre para os Prémios Molière. 71

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Agenda Cultural De Lisboa | julho e agosto 2019  

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