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2013, junho blog cais da escrita carla sofia araújo e josé manuel alho, revisão textual pedro trigo araújo, composição gráfica

Carta para a bruxa por alunos do 5ºB, 2012/2013 Prof. Eugénia Moura


O conto tradicional Jorinda e Joringel de Irmãos Grimm

Era uma vez... Uma velha bruxa, de quem todos tinham muito medo, e que vivia num velho castelo situado no meio de um bosque muito denso. Podia transformar-se num gato ou numa coruja e recuperar o seu aspeto normal quando lhe apetecia. Ninguém conseguia aproximar-se do seu castelo sem ficar paralisado por um feitiço. Numa pequena povoação perto do terrível castelo, vivia a rapariga mais bonita de toda a região. Chamava-se Jorinda, e o seu noivo, que também era um jovem muito bem-parecido, Joringel. Os dois amavam-se profundamente. Um dia o casal foi passear pelo bosque e, de repente, sem saber porquê, Jorinda ficou cheia de medo. Quando quiserem regressar a casa viram que estavam perdidos. Andavam sem rumo pela floresta quando Joringel avistou ao longe o que parecia ser uma casa. No entanto, ao aproximarem-se, viram que se tratava do velho castelo da bruxa. Nesse mesmo instante, apareceu à sua frente um gato muito

feio e, em apenas um segundo, a rapariga transformou-se num rouxinol. (…)

Na sequência da do comportamento da bruxa, os alunos do 5º B escreveram uma carta à Bruxa criticando a sua atitude e justificando o porquê dessa crítica. Deixamos aqui algumas delas. Prof. Eugénia Moura


Albergaria-a-Velha, 5 de abril de 2013

Dona bruxa, Eu acho que o que está a fazer às pessoas que passam ao pé do seu castelo é muito mau, tal como todas as bruxarias que faz. Tem de preservar o ambiente não comendo animais selvagens e não deve tratar as pessoas como animais. Tem de tornar a floresta um sítio habitável e seguro. Em breve, se continuar assim, a sua casa vai ser destruída por aldeões revoltados consigo. Tornar as pessoas infelizes é um ato feio e pecaminoso. Pense bem no que lhe estou a escrever. Por favor, mude de atitude. Espero que passe a praticar o bem.

Adeus Duarte Ventura Vale Silva Pereira


Albergaria-a-Velha, 4 de abril 2013 Cara bruxa, Tenho ouvido falar muito mal de ti. Por estas bandas diz-se que, durante o dia, te disfarças de animais, e que andas a enganar meninas para transformá-las em pássaros, fechando-as em gaiolas. Eu nem queria acreditar nestas maldades! Mas agora acredito que tu és verdadeiramente vil! Porque digo isto? Porque encontrei Joringuel. Depois de ter andado, andado, andado, Joringuel chegou à minha aldeia. Estava desesperado! E, quando lhe perguntei o que tinha, ele chorou e gritou. Só depois de muita insistência da minha parte é que ele me contou o que tinhas feito a sua Jorinda. Eu acho que tu foste horrível ao separar estes dois apaixonados que não conseguem viver um sem o outro! Joringuel ainda está aqui a guardar ovelhas. Por favor, liberta Jorinda e, através da tua magia, fá-la aparecer na minha aldeia para que possa viver feliz com o seu amado!

Despeço-me de ti com um abraço, pois sei que por trás dessa bruxa vil e má está um grande coração!

Guilherme Ventura


Albergaria-a-Velha, 4 de abril de 2013

Cara bruxa, Espero que se encontre bem, depois de ter quebrado o encanto da Jorinda. Estou a escrever para lhe dizer que foi um grande erro ter transformado a Jorinda em pássaro. Explico-lhe porque não o deveria ter feito. Em primeiro lugar, Jorinda tinha nascido uma humana por isso assim deveria ficar. Se ela tivesse que ser pássaro, já deveria ter nascido filha de um pássaro. Não é uma bruxa que manda no destino das outras pessoas. Em segundo lugar, a Jorinda era jovem e ia casar. Nunca se separam duas pessoas que se amam. Em terceiro lugar, se a senhora bruxa transforma todos os humanos em pássaros, qualquer dia não há pessoas no mundo.

Termino, enviando um abraço e pedindo-lhe que não torne a transformar ninguém em pássaro.

Sara Martins


Carta para a bruxa

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Minirevista 4 carta para a bruxa  

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