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Retrospectiva – pág. 3 Conheça a Turma 22 – pág. 5 Estatísticas da Turma – pág. 10 Pérolas da Turma – pág. 12 Pérolas do CPOR – pág. 14 Canções do Aquartelamento – pág. 15 Dicionário do Tupi – pág. 16 As Proezas do Cobrão – pág. 17 T1 – pág. 18 T2 – pág. 19 T3 – pág. 20 T4 – pág. bixo Álbum de Fotos – pág. 22! Eleições da Turma – pág. 26 Carta aberta de um bixo imundo à T21 – pág. 28 E o futuro? – pág. 29

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Bem vindo ao Jornal do Bixo da T22. Nesta obra, relataremos, com detalhes, o ano de bixo desta gloriosa turma, apresentando todos os integrantes, trazendo histórias engraçadas e marcantes, citações clássicas, canções, além de “premiar” todos os ícones que se sobressaíram em alguma peculiaridade durante o ano. Mas antes de conhecermos a história da turma em seus pormenores, faremos uma breve retrospectiva. A chegada ao DCTA é marcada pela emoção de famílias que se despedem temporariamente de seus filhos(as) para deixá-los trilharem grandes caminhos. A semana de exames de saúde deixa todos apreensivos devido aos resultados obtidos que, infelizmente, fazem vítimas. Porém, devido ao sentimento de pertencimento que já começava a crescer em nossos corações, não abaixamos a cabeça e, embora não conhecendo todos aqueles que estavam com seu futuro nas mãos da justiça, todos ajudaram a tornar o sonho daqueles ditos “inaptos” realidade. Assim sendo, pode-se dizer que nossa vida no DCTA começa na semana de recepção, quando passamos pelo importante ritual de aprendizado das preciosas tradições iteanas, frases de efeito fazem os bixos da 21 rirem de suas próprias desgraças e nomes são forjados pelo mais nobre dos critérios: fazer ou falar merda. Os trotes, muito presentes nesta semana, proporcionam momentos inesquecíveis de vergonha no Habib´s, provar o famigerado X-40, caça a brinquedos para doação, além de uma das maiores tradições do ITA, a cova pela vila, com direito a saudação do comandante.

Após esta, agora longínqua, etapa, começa a vida na caserna, através do aquartelamento, que de cara revela alguns ícones da turma, seja por fazer perguntas inconvenientes, impressionar com suas habilidades de leitura, imitar os instrutores, ou até mesmo começar um reinado de cagação de pau nunca antes visto nesta instituição, além de uma esquadrilha inteira entrar para os anais de matemática espalhados pelo mundo ao desafiar a lógica. O Exec, última atividade da querida época da adaptação, pôs a prova toda a resiliência de boa parte da brava T22, servindo como uma espécie de preparativo para a selvageria que seria o ITA e também como uma última forma de dizer para os alunos: “Vão embora enquanto é tempo”. Foi neste período que surgiu o primeiro miguezeiro da turma (que seria superado depois, mas isso é história para outra hora). Passado este tempo de acordar cedo e fazer a barba todo dia, começa o ITA, em seu primeiro semestre. É chegada a hora de os ditos “inaptos” se juntarem a turma, dos mocados voltarem para seus logradouros e da chegada dos oficiais, completando assim a T22. Neste período de muito aprendizado, de entendimento na prática do conceito de macaco e de compreensão de que nunca é tarde para meter aquele gagá, a maior parcela da turma constrói sua história no H8, alguns poucos felizardos ganham o “privilégio” de morar no HTO e os oficiais passam a viver na vila. O primeiro bimestre começa e embora pareça que falta uma eternidade para o final do semestre em seu início, logo estamos fazendo provas insanas, quebrando a cabeça com labs de CES-10

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cabulosos e dando nossos primeiros passos no sentido de aprender a fazer desenhos técnicos. Logo vemos que a semana de recepção deixou saudades. Quando as semanas de exames chegam, a mente de todos fica dividida entre ficar puto com o exame de MAT-12 e torcer pela vinda do hexa na Copa do Mundo. Apesar de todas as dificuldades deste período, ninguém poderia esperar pelo que estaria por vir. A segunda temporada da turma no DCTA prepara um semestre incrivelmente mais difícil, começando com o tradicional Churrasco dos Infinitos Dias, de modo que “infinitos” nunca fez tanto sentido. Professores novos chegam ao instituto e aos poucos vão se adaptando a turma, mas até lá, muitas lágrimas derramadas. Quando a nossa primeira Olimpíada Interna chega, o clima de rivalidade com as outras turmas é elevado ao extremo por motivos explicados páginas adentro. A

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turma conquista um grande resultado, ficando em 3º lugar, mostrando que é uma força a ser batida em anos por vir. A medida que as eleições chegam, as quatro primeiras semanas do segundo bimestre se tornam oitavas semanas, com tretas diárias, além das dificuldades próprias da vida acadêmica, que se intensificam. O semestre é coroado pela formatura do CPOR, tão almejada por muitos desde o primeiro dia de aquartelamento. Aproveite este jornal para entrar mais a fundo nas histórias de nossa turma brevemente mencionadas aqui, caso você não pertença a melhor turma da história do ITA, ou para se lembrar saudosamente de cada um destes momentos, caso faça. Que, ao trilharmos nosso caminho pela vida, olhemos para trás com orgulho de nossa história e rumo a um futuro brilhante. Afinal, não se esqueça um só

momento que a 22 nunca pode parar!!!


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Toinho Walef, conhecido pelos íntimos como Tupi, é uma das mais engraçadas personalidades da T22. Conhecido pela sua aparência indígena e pelo seu jeito cearense-raiz, ele consegue usar expressões do linguajar “cearensês” que nem Tiririca ou Chico Anysio tem conhecimento. E, de forma a facilitar o diálogo com ele e levar um pouco da cultura desse estado maravilhoso a todas as turmas do H8, nós criamos o Dicionário do Tupi: Achar graça: rir Bife do Olhão: ovo frito Bó: mesmo que “bora”. Botar buneco: dar trabalho; Fazer caso por pouca coisa. Cajuína: bebida típica, produzida a partir do suco de caju. Capitãozinho: pequeno bolo de feijão ou carne moída, feito com as mãos e comido imediatamente. Também possui outro significado... Catrevagem: coisa imprestável ou muito feia. É normalmente usada em xingamentos. Ceroto: sujeira na pele por falta de banho. Chibata/Peia/Pisa: pancada. Cuida: utilizado no mesmo sentido de “Se apresse”. Desigualdade Social: utilizada por ele para se lamentar quando alguém possui algo que ele não tem. Dez ano: diz-se de uma pessoa prestativa ou legal. Diabéisso?: significa “Que diabo é isso?”. Expressão, debochada, de espanto. Din-Din: conhecido em outros estados como Sacolé. Do tempo que o King Kong era um soim: refere-se a algo ocorrido há muito tempo. Engomar: passar roupa. Entocado: escondido, mocado. Estribado: rico. Falar água: falar besteiras. Fastio: é dito a uma pessoa que não quer comer que ela “está com fastio”. Frescar: zoar. Foló: largo, frouxo. Fuleiro: zoeiro. Gilete: referente a pessoas bissexuais. Liso: duro; sem dinheiro. Má/Mã/Macho: expressão para chamar a atenção de outra pessoa (mesmo se for uma mulher).

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Mangar: tirar sarro; rir de outra pessoa. Marmota: coisa estranha. Melado: bêbado. Môco: surdo. Mói de chifre: corno. Ó o mei!: mesmo que “Sai da frente”. Paia/Peba: mesmo que “ruim”. Papoco: explosão. Queima raparigal!: expressão de ânimo ou felicidade, quase como um grito de guerra. Sabacú: Bater na cabeça de outra pessoa com as duas mãos fechadas, deixando um espaço entre elas para gerar um som característico. Sem futuro: Mau negócio; pessoa despreparada. Sibite baleado: Pessoa muito magra. Só quer ser as pregas: Diz-se da pessoa que quer se parecer importante. Tabefe: Tapa. Tainha: Mergulhar de cabeça na água. Verminoso: Viciado por algo (geralmente videogames, computadores, celulares, etc). Matar o verme: Tirar o atraso de algo que se gosta. Zé ruela/Rola bosta: Vacilão Zuada: Barulho. Chupa Charque: Como esse é um jornal de família, o significado dessa expressão foi censurado.


• Primeiro da história do ITA a levar 5 FATD’s nas 4 primeiras semanas de aula do ano. • Primeiro a fazer o CPOR aumentar o número máximo de dias de prisão apenas para não desliga-lo (eu diria “de nada, 23” mas as chances de haver alguém que nem o Cobrão no bixaral são ínfimas). • Primeiro da turma a virar 3 dias seguidos jogando LoL ou assistindo série. • Recorde mundial de menos tempo levado para assistir todas as temporadas de Game of Thrones: bastou 1 semana de provas.

• Primeiro a elaborar a brilhante estratégia de virar todo dia para não faltar (o sono seria compensado nas aulas, claro). Funcionou por mais ou menos 1 semana, o que deixou o apê inteiro surpreso. • Primeiro a dar o maior migué que a D.S. jamais poderia imaginar (o migué do joelho do Barreira some perto desse), mas é melhor deixar isso quieto... Mas, apesar de tudo isso, ou melhor, mais importante que tudo isso, é que foi um grande amigo. Desejamos sucesso no que quer que faça, independente de voltar ao ITA ou não. Será sempre parte da família 22. Um grande abraço,

Seus colegas de apê.

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Nem tão coçada como a T4, nem tão sugada como a T3 ou a T2 (saber qual dessas duas turmas é a que mais se ferrou é motivo de briga para alguns), a T1, como que para refletir a grande variedade de seus membros (de um lado, Salsicha, Lost e Ferraresi, reis do gagá, e do outro, Cobrão e Chicletão, reis da cagação de pau), teve as mais variadas experiências durante o primeiro ano: tivemos a honra de aprender com incríveis professores como o Armando e a Íris ao mesmo tempo em que tivemos alguns dos piores professores do ITA; mais da metade da turma nunca nem viu um lab de química enquanto a reca tinha que fazer relatórios, banners e apresentações; um primeiro semestre de humanidades coçadíssimo (podíamos não saber que era coçado na época, mas só damos valor depois de levar a porrada) e um segundo de Sugassiano; termos sempre notas homogeneamente variando de D- a L+...

sempre gritando alguma merda absurdamente alto, o LeoGeo, que nunca falha em atrasar todo santo dia, as babaquices do Shazam, o cearencês raiz do Tupi? Como esquecer as toradas da Bárbara, as incontáveis faltas do Chicletão e a cagação de pau suprema do Cobrão em todo aspecto da vida? E a infinita carteação do Seiko ou as falas de tiozão do Tchubiler, a voz angelical do Ferraresi ou os desfoques do Lost, e as meladas homéricas do Bah? São tantos elementos icônicos dessa turma que não caberiam todos aqui, e eles servem para mostrar o quão diferentes nós somos.

Como esquecer as terríveis piadas do Israel, as “ocasionais” flatulências do Salsicha, o Fifi

T22.1!!!

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Mas talvez foram nossas diferenças que nos mantiveram unidos durante um ano tão sugante. Que fique como lição não só para o resto do ITA, mas também para a vida: nunca deixemos que nossas diferenças nos afastem, mas pelo contrário, que elas nos aproximem e nos conduzam ao sucesso. Rumo ao segundo ano,

Jordan


O que falar da T2? A turma dos cânceres, odiada pelo Crocco, a queridinha do Pelá, vivenciou muitos momentos inesquecíveis no ano de 2018. Tendo tido uma grande seleção de professores no primeiro semestre, variando desde Fernanda, de volta a ativa, até o saudoso e brincante major Ednelson, tivemos um memorável começo de curso, com zoeiras na lista de chamada, com toradas infinitas nas aulas de química (inclusive com alguns quebrando o pescoço na cara do professor) conseguindo a proeza de levar esporro de dois professores, e claro, com o que toda turma boa tem: tretas. No final deste primeiro período, tivemos ainda a oportunidade de pôr em prática nossas ideias para resolver problemas reais na disciplina de Humanidades o que eu já achei sugado, mas não perdia por esperar. “Olá pessoal, nessa vídeo aula…” foi uma das frases mais ouvidas no segundo semestre, que prometia ser o inferno na Terra. Logo no começo do banho de sangue, que definitivamente não iniciou seguindo o passo da voz do Renan, passamos por sessões semanais de ansiedade que nos faziam lamentar ao acordarmos às terças, e não apenas às segundas. Tivemos que fazer 8 labs no período de um mês, o que deixou até os alunos da T3 agradecendo sua sorte, além de um curso de pós doutorado

em Humanidades, com direito a viradão de primeira semana. Embora quieta, a T2 apresenta muitas autoridades, contando com nomes como Galleto e suas piadas e imitações incríveis, além de aulas de dança; Pillbox que, vivendo em seu mundo próprio, não sabe a hora de falar merda; o câncer que inspirou o epíteto da turma, Dipirona; Meisler sempre dando uma de safo, sendo considerado maior miguezeiro da turma; Misa e sua sugação gratuita, mas que demonstra que ama aqueles que xinga; Brunno e sua chorança eterna, que deu origem ao popular apelido de “Chorão”; Éden pagando mistério de sua anterior vida de caçador; Chris fazendo jus ao nome e safando absolutamente tudo de ultima hora; Ana, que conseguiu a inacreditável proeza de tirar nota máxima em um bimestre inteiro de CES-11 (Que isso fique registrado. Não é a toa que essa é a turma dos cânceres, p&*%#); Zanarino salvando nossas almas de mais derramamento de sangue; Thomas, Tomás ou tanto faz; Jaime e sua risada inconfundível durante a aula, dentre várias outras personalidades que tornam a T22.2 a melhor turma para se passar esses eteeernos dois anos de Fund.

Barreira

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Se a T1 é turma pemba, a T2, “sugada” e a T4, coçada, a Turma 3 parece não ter uma fama... mas há fama. Essa turma, por si só, poderia relatar um jornal do bixo diário por todo esse ano relatando os “causos de Mickey” - com frases icônicas, como “ei, fessor” sendo eternizadas como bordão -; além disso, a turma dos labs mais falados, começando com CES-10, com Bernardo, quando ninguém sabia o que acontecia - Sudoku, banco de dados e criptografia - e o programa passava 1000 linhas de código, e terminando (para alguns, talvez não para este que vos escreve) com os labs do Armando, com notas sempre na média do 9,510… de 100; fama, ainda, por ser a turma de representante rotativo, pois é uma maldição administrar uma turma com tantos problemas com datas e imprevistos – o suficiente para Barcelar renunciar no primeiro semestre e Amitas ser deposto no segundo (sendo o anúncio feito, em primeira mão, neste pequeno texto, rsrs, brinks...). Podemos pensar, ainda, como bizuramos os professores de Mat - representados na entidade divina chamada Samuel, bizuramos os

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professores de humanidades e, ao mesmo tempo, tivemos as piores condições de labs em CES10/11 e todas as improbabilidades de horários possíveis que pudessem nos prejudicar (o que nos fez ir até a 5ª semana sem NENHUMA NENHUMA - tarde livre)... onde estávamos? Ah, sim. Acredito que a turma 3 tenha seus altos e baixos (muitos baixos, poucos altos), suas personalidades (toradores, como o Monstro, cancêres, como o Mister e a personalidade dentre as personalidades, o já citado Mickey) e suas constantes (como a Samara negociando prazos e o Gancho - apelidado carinhosamente de L, tirando 10), mas o que mais se destaca de tudo isso é que somos uma turma peculiar, coesa e unida (pois nessa turma, as coisas se fazem com democracia). Gostaria de me estender mais ainda nessa descrição, mas o representante marcou uma aula para domingo de 4h-6h de MAT-27 (foi o horário que sobrou). Por isso, diria que, resumindo a T3, podemos pensar na frase “Falem bem ou falem mal, mas falem de mim”.

Reynaldo


“Antônio. Antônio?” Nada mais justo que começar a falar sobre essa mistura de Xingu com AMX do mesmo jeito que todas as aulas começam. Quando fomos divididos em subturmas, mal sabíamos que tínhamos sido tão sortudos. Para começar, nosso representante, o princeso Gilvan, é um melador nato. Até aula do Crocco ele conseguiu melar, coisa que a T2 tentou no primeiro semestre e falhou miseravelmente pelo simples fato de não ser a T-Coçada. Jamais saberemos o que é ser sugado em Humanidades 01 (sim, isso é possível!) e o que é tirar 2 com o tal do Sugassiano Cassiano, já que tivemos a sorte de ter o Brutão no primeiro semestre. Apesar de CES-10 ter sido um sanhaço para alguns (não sentimos falta das provas de completar código!), para a maioria foi bem tranquilo. Mas só de ter certeza de que não teríamos o Armando em CES-11 já dava um grande alívio (é só perguntar pra T3 como foram os Labs). Aliás, o que é CES-11 mesmo? Só sei o que é “p prox prox prox p prox p p na rotatória de Londres”. Se você ainda não está convencido de que essa é a melhor turma da 22, aqui vai uma pequena amostra dos nossos membros. Os tenentes da AFA que me desculpem, mas os da T4 com certezas são os melhores. Quem

precisa de pilotos quando se tem um churrasqueiro da AMAN, um Fuzileiro Naval e até o Vovózona?! A parte sonora da turma fica a cargo dos batuques de três dedos do Viga, que atingiam o ápice na sala de chão de madeira do Armando, e da inconfundível e belíssima voz do Urubu, que pode ser ouvida de qualquer parte do CTA. Já a parte cancerizada, é muito bem representada pelo Stitch, pelo Esquilo e pelo Parati (apesar de negar fortemente e se apoiar na frase “Quem caga vence”). Como toda turma, a nossa tinha coisas que aconteciam em absolutamente todas as aulas, como o Aang torando pendularmente, o Hélber chegando com seu longboard e seu cabelo maior que o da Stéfanie e da Sayuri, o Montanha aparentemente dando o gás, mas na verdade estava apenas fazendo um desenho muito foda e o Baianal reclamando de alguma coisa (Porran!). Com alunos de Rondônia ao Rio Grande do Sul e coçada como nenhuma outra que já tenha passado pelo H8, a T-22.4 manter-se-á jogando o jogo do ITA no easy (se é que isso existe por aqui...) até o fim do fund e, porque não, até 2022.

Greg

bixo


22!


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Quando a gente entra no ITA, logo de cara aparecem as tradições. É velva para lá, G para cá, é zipada, velva, bostejo, outra velva, churrasco e por aí vai. Tenho certeza que é com muita alegria que todos descrevem isso. Lembro de eu indo encontrar uma amiga minha da USP e contando com um certo tom de orgulho e vaidade que aqui a gente sabe o nome ou apelido de todos os coleguinhas, até os mais mocados. Também adoro falar sobre como o espírito de corpo é uma coisa presente no iteano. Sobre como meus veteranos se preocuparam em elaborar uma semana só para as “atividades de integração” e sobre como uma porrada de velhinho foda vem falar com o bixaral sobre algum assunto enquanto, por razões didáticas, nossos veteranos nos enchem de água. Uma dessas tradições é a de libertação da turma desse treco que fica sugando a gente gratuitamente nas segundas-feiras. Depois de um ano de barba e coque, farda passada, sapato engraxado, ordem unida, instrução e aprendendo sobre os três valores do militarismo, disciplina, hierarquia e esporro gratuito, ficou famosa a tradição de pular no feijão com o sétimo.

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Mesmo para mim que não virei aspirante, a experiência é demais. Todo mundo pulando de farda, até que, do nada, a gente decide rodar o feijão em uma interminável “A cova dela”. A música continua, as pessoas se entreolham depois da vigésima vez que a música repete se questionando se a gente não vai parar, mas ninguém cessa a canção, a final quem quer estragar o clima da cova? Alguns veteranos começam a entrar, outros foram entrados, mas geral animado, afinal, do bixo ao titã, todos vibram com essas tradições. É reconhecendo o quão foda é essa tradição que venho, por meio dessa carta, agradecer aos meus lindos chacais. Quando ameaçaram vocês quanto a pular no feijão, ameaçaram com o que seria, na prática, prejudicial para nós. Vocês nada teriam a perder com isso, mas mesmo assim, sem nem nos conhecer, sem saber quem estaria aqui, abriram mão de uma das tradições iteanas para garantir que nós pudéssemos tê-las e que, dessa forma, recebêssemos os valores iteanos. Meus sinceros agradecimentos, o bixo imundo.

Fifi


E depois de um ano tão marcante em nossas vidas, o que vem a seguir? O que nos espera durante o resto da faculdade? E depois, pelos caminhos da vida? Conseguiremos alcançar nossos objetivos? Ninguém tem a resposta para essas perguntas, mas uma coisa é evidente: o futuro depende de nós para moldá-lo. Por isso, que sejamos responsáveis por nossas escolhas e que nossas vidas tenham um sentido bem definido.

Dificilmente nos veremos todos tanto quanto nos vimos nesse 1º ano. Uma reunião física de todos ficará cada vez mais impossível. Mas as memórias desse ano de bixo deixaram marcas que nos unirão pra sempre, e que nos moldaram mesmo que não tenhamos percebido.

Seremos sempre a T22.

E isso é motivo de máximo orgulho.

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Jornal do Bixo T22, melhor turma  

Venha conhecer melhor cada um da turma, relembrar as histórias mais marcantes da 22, descobrir quem são as figuras mais mocadas/babacas/tret...

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Venha conhecer melhor cada um da turma, relembrar as histórias mais marcantes da 22, descobrir quem são as figuras mais mocadas/babacas/tret...

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