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MODA

Série moda: Liverpool

DECORAÇÃO Bastante cor e simplicidade

CULTURA

Eles investem em literatura de qualidade

NOVEMBRO 2010 R$ 10,00


CartaaoLeitor

Se tivesse que escolher uma matéria da revista para representar o projeto gráfico da mesma, seria a matéria de decoração. De um modo simples, fala de quartos tanto de bebes até crianças mais velhas. Como a cor e a simplicidade equilibram o lugar. Procurei mesclar esses dois elementos ao elaborar esse projeto. Tinha a intenção que o branco ajudasse as fotos a ganharem destaque, e a mesma traria a alegria encontrada na criança. Sem dúvida a resvista trás uma criança moderna, onde ela mesma toma algumas de suas decisões, e acaba se mostrando mais segura no futuro e, a revista vem com o propósito de ajudar os pais nessa caminhada nada fácil, que é cuidar da educação dos filhos. As áreas de branco foram bem exploradas, pequenos elementos gráficos foram trabalhados, como o quadrado o círculo, para trazer esse universo de aprendizado da infancia, e aproveitei para utilizar esses elementos na navegação entre os cadernos da revista. O nome da revista foi escolhido na procura de um nome brasileiro que representasse as crianças. Há um grande destaque a moda também, onde sempre a máteria principal, irá trazer crianças e estilos de diversos lugares, e o projeto tentou acompanhar essa criança apresentada, uma criança mais segura, que sabe se expressar de diversas formas. A revista é voltada para o público adulto (pais e profissionais da área infantil). Ao procurar material como as fotos e as matérias, me deparei com um mundo gigante de possibilidade. Sem dúvida o mercado, de moda, brinquedos, design está olhando para o mundo infantil de uma nova forma, tanto as crianças quanto os pais contemporâneos estão agindo de uma nova maneira em relação ao mercado, e a criança ganham destaque nesse universo, até mesmo porque estas serão os futuros consumidores. A dificuldade do projeto ficou por conta do tempo, sem dúvida, trabalhar com revista é experimentar: tipografia, tamanho das fontes, entrelinha, espaçamento, colunas, grid. Mexer, imprimir, mudar, te faz elaborar melhor e arranjar soluções antes não pensadas. Trabalhei com um grid de 10 colunas com espaçamento entre elas de 5mm, e margem de 12mm, tanto as colunas como o espaço entre elas, foi dividido ao meio, possibilitanto flexibilizar a quantidade de colunas em uma mesma página. Fiquei bastante satisfeito com o resultado, acho que o projeto está de acordo com a proposta da revista.


SUMÁRIO

Simplicidade e bastante cor marcam a decoração do quarto das crianças

14MODA

12DECORAÇÃO

8VITRINE Tommy Hilfiger pelo social, Ronaldo fraga,Toy Art e muito mais no caderno de vitrine

As tendências da estação apresentadas na cidade de Liverpool, na ingalerra


Como devem atuar os pais segundo o temperamento das crianças

22COLUNA

20EDUCAÇÃO

18CULTURA Eles investem em literatura de qualidade: conheça quem investe em livros de verdade

É um livro! A importancia de apresentar os livros logo cedo: na coluna de Júlia Mortiz


COLABORADORES

FOTOGRAFIA JUAN PONSA

TEXTO PABLO ZEVALLOS

sócio do estúdio Fotonalta, atua no mercado publicitário e editorial, além de fazer projetos pessoais. Adora viajar e fazer programas com a família.

Virou jornalista para ouvir e contar histórias passou pela redação do Globo e hoje está na revista Istoé. Para ele, infancia tem cheiro de café.

TEXTO JÚLIA MORITZ

DESIGN CARLOS GOMES

Júlia Moritz Schwarcz é editora dos selos Companhia das Letrinhas e Cia. das Letras e escreve com frequência, onde o assunto sempre é a criança.

Estudande de Design, elaborou o projeto gráfico desta revista, onde a procurou mesclar simplicade e cor para representar a criança moderna.

www.revistaguri.com.br

PUBLISHER/DIRETOR EDITORIAL CARLOS EDUARDO GOMES caloseduados@revistaguri.com.br DIRETOR DE ARTE/PROJETO GRÁFICO CARLOS EDUARDO GOMES caloseduados@revistaguri.com.br DIRETOR CRIATIVO CARLOS EDUARDO GOMES caloseduados@revistaguri.com.br PRODUTORA EXECUTIVA PAULA LUIZE BURCKHARDT paulaluize@revistaguri.com.br EDITORA ROCÍO MACHO rocio@revistaguri.com.br

COLABORARAM NESTE NÚMERO: TEXTO: Ericka kobayashi (edição) André Barcinsky, Carolina tarrío e Júlia Moritz (colunistas). Mariana Delvalle, Marcella Mazão, Rafael Yamaguchi. FOTOGRAFIA: Jean phillipe bedouret, Tim marcella, Claude Blaser, Ericka Verginelli, Juan Carlos Ponsa. STYLING: Hélène Lahalle, Carla Fuentes Fortes e Flávia Padilha. ILUSTRAÇÃO: Carlos Gomes, Carla Fuentes Fortes, Ricar, Siwei, Bwokaa. DESIGN: Carlos Gomes

REVISÃO: Carlos Gomes IMPRESSÃO IBEP gráfica. REDACÃO Rua Fradique Coutinho, 137 São paulo -SP - 05416-010 tel.:(11) 3063 2049

CAPA fotógrafo: Tim marcella Styling: Hélène Lahalle


TOMMY HILFIGER PELO SOCIAL VITRINE

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A grife Tommy Hilfiger lançou uma coleção exclusiva de calçados em colaboração com a Fundação Keith Haring e Artestar LLC. A seleção de tênis e botinhas trazem as inconfundíveis estampas do artista Keith Haring, considerado um dos melhores jovens artistas da cultura urbana nos anos 80. Diagnosticado com AIDS em 1988, Haring criou no ano seguinte a fundação para oferecer apoio econômico e visual a organizações de luta contra a doença, e para assegurar que seu legado filantrópico continuasse depois de sua morte. A coleção deve chegar às lojas em setembro em versões para crianças e adultos. Será que chegam também ao Brasil?


RONALDO FRAGA PARA CASA O estilista Ronaldo Fraga adaptou algumas de suas mais famosas estampas de coleções de moda para uma linha de cama, mesa e banho da Tok Stok. Da safra de desenhos da Ronaldo Fraga para Filhotes, tem os docinhos coloridos e as já icônicas Bolachas Maria. Elas estampam pratos, canecas, papéis de parede, lençóis... Isso, sim, é home, sweet home. www.ronaldofragafilhotes.com.br

VITRINE

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ANIMALOS MUY CRAZIOS

MONSTRINHOS DE PAPEL Robôs, seres de outros planetas e demais personagens inusitados ganham forma a partir de um material banal: canudinhos de papel. Criados pelo designer japonês Takashi Tsunoda, os Piperoid são montados apenas com encaixes, sem o uso de cola ou fitas adesivas. Basta ter uma tesourinha para cortar nos locais indicados, seguir as instruções e dar vida aos brinquedos em menos de 30 minutos. Por aqui, estão disponíveis na Amoreira. www.amoreira.com.br

“Animalos molto funnios and muy crazios”. É nessa língua própria - e muy funny - que se auto-definem os Déglingos. Os curiosos bonecos de pano foram lançados em 2007 por designers de Nantes e não demorou para virarem febre na Europa. A cada bichinho é atribuída uma personalidade distinta – e basta ver a carinha e o estilo de cada um para perceber qual é a dele! Feitos em diversos tecidos, predominando o veludo cotelê de alta maciez, eles têm diversas texturas, que incentivam o desenvolvimento do tato da criança. Desengonçadinhos de propósito, procuram afastar entre os pequenos a associação direta entre beleza e perfeição. www.imaginarteonline.com.br


GALOCHAS FASHION Já chegou no Brasil a versão infantil das famosas galochas Hunter Boots. Queridinhas de fashionistas no mundo inteiro, as Hunter Boots já desfilaram nos pés de celebridades como Angelina Jolie, Kate Moss, Anne Hathaway e Drew Barrymore. A fama não é de hoje. Lançada em 1856, a galocha escocesa vestiu as forças armadas britânicas na Primeira Guerra Mundial e esteve nos pés da princesa Diana minutos antes do seu casamento. Cores vibrantes marcam o tom da coleção infantil da marca

VITRINE

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BYE, BYE, BATERIAS

PIPIROOM PORTATIL O estúdio francês Pirouette Cacahouète está lançando esta "cabaninha" para auxiliar os pais a ensinarem os filhos a usar o banheiro. Lúdica e com design e desenhos super bacanas, a Ma Cacabane é feita em papelão reciclável e muito fácil de ser transportada e montada. Por enquanto, as vendas online são apenas para a França - mas quem der uma passada por lá consegue trazer ela desmontada facilmente www.pirouettecacahouete.com

Diga adeus às pilhas, baterias, fios e tomadas! Esses briquedos super bacanas projetados por dois engenheiros americanos são movidos a energia solar. Entre os modelos à venda no site Supersoniko , há uma aranha que mexe as oito patas, uma carrinho de corrida, um gafanhoto que mexe as antenas e pula, um sistema solar completo, um kit que ilustra de 6 maneiras diferentes como a energia solar contribui hoje em dia para o planeta, e um robô que vira mais dois personagens (um escorpião e um carro tanque). Os pais economizam, a criançada se diverte e ainda pode aprender sobre energias alternativas - e o planeta agradece e economia de pilhas e afins. www.supersoniko.com


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CULTURA

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O misterioso universo do imponderável Eles investem em literatura de qualidade. Por Júlia Moritz Outro dia respondi a algumas perguntas de uma jornalista da Folha de Pernambuco. E me dei conta de que situações como essa — em que é preciso parar pra pensar, lembrar, somar indícios e cifras — me fazem aprender sobre o meu próprio trabalho. Olha só essa pergunta, por exemplo: Que atrativos, de um modo geral, vocês procuram trazer nos livros do selo infantil na tentativa de conquistar o interesse dos pequenos? (Em termos de conteúdo, atrativos gráficos, sonoros.) Em primeiro lugar, apostamos na boa literatura, tanto no conteúdo quanto na forma: a fantasia inventiva, o cuidado pedagógico, o texto gramaticalmente e literariamente bem composto. A tudo isso se acrescenta o apuro gráfico: ilustrações que dialoguem com o texto e que contem a sua parte da história, em um projeto gráfico e formato pensados com o conjunto. Na Companhia das Letrinhas, o enfoque é o bom livro, aquele tradicional (história + desenhos), sem que precise necessariamente de outros atrativos, como botões sonoros ou dobraduras.


Também fazemos livros-brinquedo, mas de fato nos concentramos na produção de boa literatura e acreditamos que a fantasia das crianças dialoga muito bem com o livro tradicional. Bom, essa receita de bolo foi a resposta, verdadeira, claro, que dei à jornalista. Mas fiquei pensando que, fora do papel, tudo é muito mais variado. Cada livro tem o seu caminho, desde o nascimento da ideia até o seu histórico de vendas, e tudo isso faz parte do misterioso universo do imponderável. Sei que não faço ciência, o que muitas vezes é frustrante, mas a experiência acaba indicando alguns pontos que são, sim, padrões que os livros infantis seguem. Por exemplo, ao contrário do que acontece com o mercado de literatura adulta, os livros infantis A animação é garantida tendem a uma vida menos emocionante logo de quando se trata de uma cara, porém mais estável. São o que chamamos de boa história. livros de catálogo: apesar de dificilmente estourarem de vender quando de seu lançamento, continuam vendendo bem no mês a mês e por décadas. Por isso, acabam tendo um papel igualmente importante no balanço de uma editora. Além do mais, é muito difícil conseguir que alguma obra para crianças seja resenhada em cadernos de cultura (os suplementos infantis têm um impacto menor), e em geral não se investe pesado em marketing. Com as livrarias é parecido. Elas cada vez mais têm seções infantis, mas que costumam ficar lá mais no fundo. Quantos livros infantis ficam naquelas gôndolas de destaque logo na entrada? O foco são as adoções e o sex appeal do próprio livro — a boa literatura e as ilustrações. Claro que, muitas vezes, mesmo com tudo do bom e do melhor, um livro acaba tendo vida curta. E quem vai saber dizer o porquê disso tudo? O misterioso universo do imponderável, talvez? Se alguns livros nascem para morrer sem ganhar muitos leitores, uma coisa é certa: as crianças vivem a partir das histórias — aprendem, experimentam, criam, se divertem, se resolvem, etc. — e terão sempre a cabeça cheia de ficção, mesmo que vivendo em Marte. Imaginar faz parte da natureza da humanidade — olha eu querendo fazer ciência…

Muitos pais, professores, pedagogos e editores se preocupam com a abordagem de temas espinhudos — como a homossexualidade, por exemplo — nos livros destinados às crianças, e muitas vezes carregam seus próprios julgamentos, traumas e complicações nessa leitura. Tendem também a evitar que as crianças enfrentem sentimentos fortes e situações desafiadoras — como o terror e o medo — na leitura de histórias. Felizmente, as crianças não reagem a esses sentimentos da mesma maneira, e, no mais das vezes, sentem-se mesmo atraídas a eles. Bruxas, lobos e monstros são tão apetitosos quanto as cenas em que essas criaturas são mortas, com requintes de crueldade, para nunca mais voltar (ou melhor, até a próxima leitura). O ponto entre o quanto de medo e violência as crianças suportam enfrentar é bastante sutil, mas tendo a achar que a inteligência infantil poupa anos de análise ao exorcizar o medo através da imaginação. Quando encontram uma história que lhes desafie ou atraia por um motivo qualquer, as crianças costumam pedir que a contemos algumas dezenas de vezes, semanas a fio. A repetição seria, nesse caso, mais uma forma de exorcismo. Saudável demais.Por isso me preocupo com a importância da censura adulta na edição de um livro para crianças. Com tantos “não se deve” ditando as normas, e uma boa dose de superproteção, muito dessa função da narrativa, a de aliviar a alma humana, vai se perdendo. Hoje essa barreira é menos significativa do que costumava ser, mas livros polêmicos em sala de aula, hum… complicado. Claro que as vendas, adoções e planos de governo importam demais, mas tento me pautar não só pela qualidade como também por outros critérios, como o envolvimento passional com os livros (tudo bem, eu sei que isso vale para qualquer profissão e que não é nenhuma novidade para ninguém).

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CULTURA

“O enfoque é o bom livro, aquele tradicional, sem que precise necessariamente de outros atrativos, como botões sonoros ou dobraduras.”


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SÉRIE MODA: LIVERPOOL O ESTILO DA MAIOR CIDADE PORTUÁRIA DA INGLATERRA.


Fotos tiradas no bairro de Goodison Park, em Liverpool por Tim Marsella

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MODA

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Fotos : Tim Marsella Style : Hélène Lahalle Assintente de produção: Mark Shearwood Assistente fotográfico: Ross Bolger Na beleza: Debbie Ledmore.


Situada às margens do rio Mersey, Liverpool foi criada oficialmente em 1207 e passou de um pequeno vilarejo de pescadores a uma das principais cidades portuárias do mundo e a segunda do império britânico. Seus 803 anos de história são como as fábulas de aventura – o berço de invenções que resultaram na criação da estrada de ferro e o controle das marés com a primeira doca molhada do mundo.

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Gênio Forte? EDUCAÇÃO

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Como devem atuar os pais segundo o temperamento das crianças. Por Pablo Zevallos É difícil saber exatamente o que é o comportamento infantil “normal”, ou temperamento “anormal”. Igualmente aos adultos, existe uma grande variedade do que se considera conduta “normal” nos bebês. Os bebês têm necessidades, demandas e comportamentos que podem ser muito diferentes uns dos outros. Devido a existência de tanta variedade no comportamento infantil, muitos pais necessitam acalmar-se e saber que o comportamento do seu bebê é considerado *normal”. Existem três amplas categorias de temperamento infantil que

são usadas como guias para determinar o comportamento infantil “normal”. Os bebês que estão em quaisquer destas categorias são considerados “normais”. Com efeito, alguns bebês mostram características de mais de uma categoria. Isto também é perfeitamente normal. Recorde que as categorias seguintes são nada mais que uma base. Nem todos os bebês cabem perfeitamente em uma ou outra categoria. Os pais não devem se preocupar que suas crianças demonstrem características de uma ou mais categorias. Os bebês são indivíduos únicos, e estas


Temperamento Difícil Os bebês de temperamento difícil estão quase sempre ocupados em atividades físicas. Os bebês com este tipo de caráter são às vezes muito inquietos, e se distraem facilmente. Os bebês difíceis respondem vigorosamente à fome e a outros incômodos. Seu choro é frequentemente forte e intenso. Às vezes, esses bebês são difíceis de serem consolados quando estão inquietos. Também têm dificuldade de consolar-se a si mesmos. Esses bebês são geralmente de sono leve, e requerem demasiada atenção dos seus pais.

“Devem notar os hábitos de comer e dormir, como reagem a situações novas, e sua disposição”

Temperamento Reservado Os bebês de temperamento reservado, são geralmente tímidos. Esses bebês requerem mais tempo que outros bebês para adaptar-se à gente estranha e a novas experiências. Os bebês reservados podem inclusive rejeitar ou afastar-se de algo ou alguém novo. Eles levam a vida com precaução. Em lugar de serem fisicamente ativos, os bebês reservados são mais propícios a observar cuidadosamente o que acontece ao seu redor. Os bebês com esse caráter podem agitar-se com mais frequência. Quando isso acontece, eles retrocedem contornando o olhar ou afastando-se. Os bebês reservados também reagem lentamente e com quietude à fome e outros incômodos. Isso faz com que os pais tenham dificuldade de saber quando seus bebês têm fome ou quando estão incomodados.

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EDUCAÇÃO

variações são normais também. As três categorias de temperamento infantil são: agradável, reservado e difícil. A maioria dos bebês é de temperamento agradável, e estão regularmente de bom humor. Adaptam-se facilmente e rapidamente a situações novas e a mudanças de rotina. Os bebês nesta categoria têm um horário regular para comer. Quando sentem fome, ou algo os incomoda, reagem em geral de forma amena. Quando estão inquietos, geralmente encontram formas de acalmar-se e consolar-se sozinhos. Este bebês têm geralmente um bom caráter. Os pais devem observar seus bebês cuidadosamente para determinar que tipo de temperamento têm. Devem notar os hábitos de comer e dormir, como reagem a situações novas, e sua disposição. Os pais podem dar-se conta que seus bebês podem demonstrar características de uma ou mais categorias. Mesmo quando o temperamento dos seus bebês não possa ser definido facilmente, os pais devem ter em mente que seus bebês são indivíduos. Existe uma grande variedade do que se considera comportamento infantil normal. Os pais não deveriam surpreender-se ou ficarem desiludidos com o temperamento do seu bebê. Em lugar disso, os pais devem aceitar seus filhos tal como são, e aprender com seus gostos e desgostos. Isso ajudará aos pais a desenvolver a melhor relação possível com seus filhos.


DECORAÇÃO 20


Antes de decorar qualquer quarto infantil tenha uma conversa com seu filho e anote suas cores preferidas, animais, desenhos e atividades, como pintura ou jogos por exemplo porque a partir daí é que será definido o modelo do quarto. Envolver a criança na decoração do quarto é uma ótima ideia. Isso permite que o quarto fique exatamente do gosto dos baixinhos. O tema escolhido para o quarto precisa estar em sintonia com o gosto da crianças e com as cores escolhidas, vários temas existem, como: personagens de desenhos animados, de filmes da Disney, fadas, dinossauros, carros, natureza, animais, arco-íris, esportes, cenários do fundo do mar etc.

Bastante cor, porém com bastante simplicidade, marcam a decoração do quarto das crianças.

Bastante cor e simplicidade

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Como se desce a página? Não desce. Eu viro a página. É um livro.

COLUNA

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Por Júlia Moritz

Júlia Moritz Schwarcz é editora dos selos Companhia das Letrinhas e Cia. das Letras.

“Leia para o seu bebê”, dizem estudiosos de Harvard, “dê livros para que ele folheie, e você terá um aluno com um melhor desempenho escolar mais à frente.” Pois é, mais uma pesquisa sobre a importância da leitura apareceu essa semana nos jornais. E agora os bebês foram o grande alvo desse grupo de americanos especialistas em alfabetização. A sugestão é de que aqueles que têm contato com livros desde meses de idade apresentam um maior desenvolvimento da linguagem. E taí um ponto interessante: a relação entre livros e linguagem. Muitos dos benefícios da leitura compartilhada são alcançados também com a contação de histórias, por exemplo. Mas o que o livro tem, e que as crianças realmente adquirem ao ouvir ou ler suas histórias, é um vocabulário mais erudito e uma preocupação com a sintaxe. Claro que as crianças que escutam histórias de livros vão acabar conjugando um verbo ou outro no mais-que-perfeito — e posso garantir que não é nada desagradável escutar um imperativo corretíssimo de seu filho de um ano e meio. Que a proximidade com os livros, seus desenhos e histórias, faz bem é verdade incontestável. Que as crianças que têm livros à disposição se interessam por eles, também. Quem não tem lá no fundo da alma uma boa lembrança da leitura com os pais ou seja lá quem for? E aquele livro secreto, que guarda mistérios que só eu mesma sei, com o qual eu posso me enfiar no canto do canto do quarto para ler a história e as figuras? Isso tudo é bom demais e ninguém vai me contestar (olha lá que não falta campanha de incentivo à leitura, do governo e de instituições privadas, nem matéria de jornal, nem pesquisas de renome para engrossar o meu time). Tem um livro que li há pouco e de que gostei demais que serve como uma espécie de estandarte para a nossa turma, que gosta e defende a literatura, e que acha que um punhado de papel pode não só resultar em melhores alunos como também em melhores pessoas. Ele se chama It’s a book e nós vamos publicá-lo por aqui, sim. Trata de dois amigos (o macaco e o burrico) e um livro. Mas não qualquer livro, é Um Livro — que não apita, não treme, não se abre nem se desdobra em nada mais que um… Livro. Ô, delícia!


Revista Guri  

Projeto acadêmico Projeto Gráfico: Cadu Gomes Diagramação: Cadu Gomes