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GRAVATAÍ 250 ANOS “BONS MOTIVOS PARA VIVER AQUI”


GRAVATAĂ? 250 ANOS Todos os motivos para quem vive aqui poder sorrir

“BONS MOTIVOS PARA VIVER AQUIâ€? NĂŁo ĂŠ todo dia que se completam 250 anos de vida e histĂłria. A frase pode parecer clichĂŞ, mas hoje ĂŠ motivo de orgulho para nĂłs, gravataienses. Neste caderno especial comprovamos que a velha Aldeia dos Anjos continua sendo um lugar abençoado, independente da crença de cada um. É nesta cidade de 463,499 km2 e 255.660 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE), que vivenciamos histĂłrias como a da centenĂĄria Universina da Silva Ramiro, que escolheu GravataĂ­ para viver e nos conta que a opção se deu em razĂŁo das amizades que a cidade lhe proporcionou. É neste ambiente que Renata CorrĂŞa Costa espera poder criar sua filha Rafaela, mais um presente que o municĂ­pio ganharĂĄ neste mĂŞs. GravataĂ­ se mostra uma cidade promissora, como descreve o prefeito Marco Alba e jĂĄ pode comprovar Marcelo Feik, engenheiro mecânico que deixou SĂŁo Paulo para crescer profissionalmente aqui e se encantou com a mistura de cidade do interior com as facilidades dos grandes centros urbanos. É justamente esta mescla que permite que Bianca Bierhals aproveite o ParcĂŁo para tomar um bom chimarrĂŁo com os amigos. A cultura gaĂşcha, aliĂĄs, tem seu principal representante instalado na cidade. O CTG Aldeia dos Anjos, que jĂĄ conquistou 10 vezes o principal tĂ­tulo estadual das danças tradicionais, ĂŠ o local certo para se conviver em famĂ­lia e encontrar Joelso dos Santos, o patrĂŁo da entidade que viaja o mundo levando o nome de GravataĂ­ e nosso folclore. Mundo que jĂĄ esteve aos pĂŠs do decacampeĂŁo mundial de levantamento de peso, Carlos Artur da Rosa, e do campeĂŁo olĂ­mpico PaulĂŁo.

Orgulho que Ê o mesmo que sente o escrito Borges Netto, que se inspira na cidade para a elaboração dos seus textos. O que tambÊm acontece com o papeleiro poeta Catarino Brum Pereira. E foi nesta terra inspiradora que o empresårio DÊcio Becker transformou a história do esporte local ao elevar o Cerâmica à elite do futebol gaúcho. Do esporte ainda trazemos exemplos de superação, como o de RÊgis Thadeu da Rosa Júnior, que ainda jovem teve que abandonar a carreira esportiva depois de ser agredido mas segue lutando diariamente e hoje Ê professor de Educação Física. A arte de ensinar Ê o que motiva o professor Ricardo Brito, diretor da escola São Paulo. E o nome da escola poderia ser só um detalhe na vida deste homem, não fosse a relação com Gravataí ter começado quando veio para o Seminårio São JosÊ. Seria só um detalhe, caso Gravataí não fosse uma cidade que prepara os homens para servir a Deus, como acredita o bispo dom Jaime Spengler. É bem verdade que Gravataí ainda tem algo a melhorar. É o que comenta o presidente da Câmara de Vereadores, Nadir Rocha. Mas para ele, falta pouco para a cidade ser perfeita. Nós, do Correio de Gravataí, sabemos disso. Acompanhamos diariamente o desenvolvimento da Aldeia nos últimos 30 anos. E foi pelas nossas påginas que a professora aposentada Maria Edylia Alves Torres, uma das primeiras assinantes do CG, soube de muitos dos acontecimentos da Aldeia. Afinal de contas, somos comprometidos com o desenvolvimento da cidade, assim como a maioria das pessoas que vivem aqui, conforme destaca a delegada Simone Chaves. Em Gravataí, construímos sonhos. Como acon-

teceu com o empresĂĄrio GlĂĄuber Migliavacca Pacheco, que cresce diariamente com seu trabalho e fez da marca nascida aqui, uma referĂŞncia em vĂĄrias partes do mundo. A ligação dele com os esportes aquĂĄticos pouco tem a ver com o rio que dĂĄ nome Ă  cidade, e que ĂŠ a especialidade do ambientalista Paulo MĂźller, uma das autoridades quando o assunto ĂŠ o Rio GravataĂ­, o “Rio que nos dĂĄ a vidaâ€?, como foi cantando pela AcadĂŞmicos de GravataĂ­, escola de samba dirigida por Heitor e Rita Bitencourt, no carnaval deste ano. Enfim, apresentamos uma sĂŠrie de cidadĂŁos como qualquer um de nĂłs. É uma data em que todos nĂłs estamos de parabĂŠns. Esta ĂŠ uma segundafeira para distribuirmos sorrisos como presente de aniversĂĄrio. É o que pretendemos ao mostrar bons motivos para se viver aqui. Queremos elevar a estima dos gravataienses para que possamos sorrir cada vez mais de orgulho de sermos desta terra. Queremos sorrisos de contemplação nesta segunda-feira, pois concordamos com a AcadĂŞmicos de GravataĂ­, no seu samba de 2013. “Minha GravataĂ­, como ĂŠ bom te ver sorrirâ€?. ParabĂŠns pelos 250 anos de belas histĂłrias. Publicação do Grupo Editorial Sinos S.A. Caderno Especial AniversĂĄrio de GravataĂ­ Edição: Matheus Aguilar e Rafael Trajano

GRAVATAĂ? 250 ANOS

Textos: Cristiano Abreu, DilĂŠa Fronza, GenĂŠsio BarĂŁo, Leandro Domingos, Luciane Ferreira, Marla Cardoso, Matheus Aguilar, Paloma Vargas, Priscila MilĂĄn e Sandro Vinciprova Contatos (51) 3489.4050 redacaogravatai@gruposinos.com.br

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“BONS MOTIVOS PARA VIVER AQUI”

RENATA CORRÊA COSTA

A cidade que espera por Rafaela DIRNEI JR/GES

Para a funcionária pública Renata Corrêa Costa, 27 anos, 2013 é especial. Em breve completará seis anos de casamento com o bancário Régis Santos de Carvalho, 31, e, nos próximos dias, terá um motivo a mais para comemorar: a família vai aumentar. Com oito meses e meio de gestação, aguarda ansiosamente por Rafaela, que chegará agora em abril, o mês da aniversarian- “Que ela te Gravataí, que também vive possa viver em dias importantes. A menina virá ao mundo enquanto a Aldeia harmonia com celebra 250 anos, momento em a natureza, à que a cidade se orgulha do pas- beira de um sado e projeta o futuro, assim Rio Gravataí como esse jovem casal.

SEGUNDA-FEIRA, 8.4.2013 / GRAVATAÍ 250 ANOS

Renata, que vive aqui desde despoluído” criança, escolheu Gravataí para criar a filha. E essa jovem mãe espera que sua bebê cresça em uma cidade ainda melhor. “Que ela possa desfrutar de boas opções de lazer e cultura, que viva em harmonia com a natureza, à beira de um Rio Gravataí despoluído.”

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“BONS MOTIVOS PARA VIVER AQUI”

RICARDO BRITO

Encanto com a beleza do interior FOTOS DIRNEI JR/GES

Trocar a adrenalina da vida na capital pela tranquilidade da vida no campo. Esta foi a decisão que o professor Ricardo Brito, 53 anos, tomou em 2005, quando mudou-se para Morungava, no interior de Gravataí, para assumir o posto de professor da Escola Estadual São Paulo, uma das mais antigas do município. Hoje no comando da instituição como diretor, ele se diz realizado. “Desde que cheguei a Morungava, me identifi- “Fico pensando quei automaticamente com se não foi a comunidade. Me instalei aqui junto a minha família e aquela pequena criei uma relação que se es- estadia no tende para além do horário São José que de trabalho na escola”, conta. Seu relacionamento com norteou minha a cidade teve início em 1978, vida aqui” quando foi estudante no Seminário São José. “Gravataí nunca saiu da minha memória. E hoje, quando meus finais de semana se resumem a caminhadas no Morro do Itacolomi, a banhos nas águas da prainha e a ocasionais peladas de futebol com amigos, fico pensando se não foi aquela pequena estadia no São José que norteou minha vida aqui.”

PAULO MÜLLER

Paulo Müller é reconhecido como a maior autoridade em se tratando de Rio Gravataí do município. Não poderia ser diferente. Ele passou uma infância tranquila entre passeios no rio e pescarias, caçadas a marrecões. “Minha infância foi muito diferente do que a criançada gosta hoje em dia. A gente gostava de pescar, de caçar. Fabricávamos nossos próprios brinquedos. Era uma outra realida- “Fabricávamos de, muito mais voltada para nossos próprios a natureza”, lembra. E foi nas belezas do Rio brinquedos. Gravataí que Paulo Müller Era uma outra despertou e se apaixonou realidade, muito pela natureza. Algo que, na sua opinião, é uma pe- mais voltada na que não aconteça com para a natureza” os jovens de hoje. “A gurizada hoje está mais afeita a compuradores. Gravataí preserva uma beleza selvagem que é fascinante, mas poucos se aventuram a conhecer esse lado da cidade, explorando o Rio Gravataí ou o Morro do Itacolomi.” E garante: “Não saio daqui por nada. É a minha terra.”

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Natureza e o Rio Gravataí

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“BONS MOTIVOS PARA VIVER AQUI”

MARIA EDYLIA ALVES TORRES

Um lugar acolhedor DIRNEI JR/GES

Para a professora aposentada Maria Edylia Alves Torres, 91 anos, morar em outra cidade nunca foi cogitado. “Quem vem para cá quer ficar”, garante. Residente no centro de Gravataí, a moradora afirma que tem motivos de sobra para viver no município. “Todos os meus familiares são daqui. Além disso, a cidade é muito acolhedora. O pessoal é muito bom”, destaca. Maria Edylia, que “Todos os é uma das primeiras assi- meus familiares nantes do Correio de Gravataí, tem um carinho espe- são daqui. A cial pelo bairro onde mora cidade é muito e indica como um dos lo- acolhedora. O cais que mais gosta de frequentar a Igreja Nossa Se- pessoal é muito nhora dos Anjos. “E que bom” bom que a igreja está sendo restaurada”, comemora. Ela tem seis filhos, oito netos e três bisnetos, quase todos residentes na cidade. A professora criou um versinho especial para homenagear a cidade. “Que Nossa Senhora dos Anjos, glória de Gravataí, abençoe esta terra e os moradores daqui.” .

REGIS THADEU DA ROSA JÚNIOR

Guerreiro fã do Parcão FERNANDO PLANELLA/GES

SEGUNDA-FEIRA, 8.4.2013 / GRAVATAÍ 250 ANOS

Aos 34 anos, Regis Thadeu da Rosa Júnior é um guerreiro apaixonado pela família e pela cidade em que vive desde os três anos. Vítima da violência do futebol ao receber um soco na cabeça durante uma disputa de um jogo no interior do estado há 14 anos, o ex-atleta superou todos os problemas de saúde. Mais do que isso. Colou grau em Educação “Sempre gostei Física. Agora pretende se de Gravataí, casar e formar família. Fã do Parcão, considera as pessoas o espaço de lazer como são legais. Foi um dos mais legais. através do Entre os programas favoritos no local, lembra futebol que fiz do chimarrão e de pas- amigos” sear com a namorada. “Sempre gostei de Gravataí. As pessoas são legais, é perto da capital e foi através do futebol que fiz amigos em todos os lugares”, enumera. Para Regis Júnior, o ponto simbólico da cidade é a praça do Quiosque, por ser um ponto de encontro.

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SIMONE VIANA CHAVES

JOÃO BORGES NETTO

Lugar de pessoas comprometidas A força da identidade rural

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DIRNEI JR/GES

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UMA COMO U E C S RE TAS, É VATAÍ C NQUIS A O R C G E S D IA ÇA E ANO HISTÓR DA FOR ES 250 A T M S M A E U H N IL SE E COM MPART FORTE TES CO N A HOR. L IT CIDADE E B AM S HA R U A E P S R E A PORQU E MUD AÇÃO D IN M R E ATÉ O DETE EATRO T O POVO , A ÍPIO, O MÚSIC IC N E A U E D M CIA QU NO DES CELÊN ICADO X R E B A A F A ONIX, MOSTR AIENSE T A . V A GR UE FAZ O ONIX A UDO Q Ç T E M H E TEM E CON

. ZAUTAORA VOCÊS O R B ,P NA PASSOEPOR VOCÊS FEIT

Corajosa e determinada, cabe a delegada Simone Viana Chaves, 28 anos, a responsabilidade de zelar pelo cumprimento das normas constitucionais dedicadas à defesa dos direitos das mulheres em Gravataí. Com a ajuda de sua equipe da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), no Parque dos Anjos, ela busca erradicar a violência contra a mulher. Segundo conta, o município é abençoado por sua população. “Vejo em Gravataí pessoas comprometidas com o melhoramento da cidade, com saúde, educação e respeito às instituições. Isso é muito importante para a evolução. A comunidade se preocupa com o futuro.”

DIRNEI JR/GES

O orgulho de suas raízes está estampado no rosto do escritor João Antônio da Silva Borges Netto. Natural de Gravataí, ele morou um tempo em São Paulo e retornou à sua terra natal. Para o homem de 56 anos, um atrativo do município é a identidade rural que o torna único. “Apesar do comércio, dos serviços e da indústria fortes, ainda temos um doce ar rural, que me faz reviver minhas raízes e lembrar o passado.” Como não poderia ser diferente, a cidade é uma das principais fontes de inspiração para seus textos. “Devo também a Gravataí o reconhecimento como escritor. Obrigado Gravataí, por ser minha cidade”, completa.


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MARCO ALBA

Aldeia promissora e cheia de possibilidades DIRNEI JR/GES

Uma cidade promissora, com amplas possibilidades de emprego e sentimento de fraternidade. Esses sĂŁo alguns dos motivos citados pelo prefeito Marco Alba para se viver em GravataĂ­. Aos 54 anos, sempre morou aqui. E acompanhou o desenvolvimento urbano e econĂ´mico do municĂ­pio. “Lembro quando era criança que todo mundo se conhecia. Havia muito respeito e carinho entre as pessoas, como no interior. Hoje a cidade cresceu, mas conseguiu preservar esses sentimentosâ€?, observa. “Quero que Alba recorda que começou GravataĂ­ a trabalhar na prefeitura como auxiliar de topĂłgrafo. Na se torne função, ajudou a abrir muitas um lugar ruas de loteamentos que se ainda melhor tornaram grandes bairros, como o Bonsucesso, Rosa Ma- para se ria e Itacolomi. Acompanhar viverâ€? a expansĂŁo urbana fez com que crescesse ainda mais o seu carinho pela cidade. “Isso aumentou a minha responsabilidadeâ€?, enfatiza. Foi vereador, secretĂĄrio municipal, secretĂĄrio estadual e deputado estadual. Mas o que queria mesmo era ser prefeito. Foram quatro tentativas atĂŠ chegar ao Paço municipal. Hoje, tem pela frente o desafio de fazer açþes na gestĂŁo e na ĂĄrea social que resultem em uma melhor qualidade de vida para a população. “Quero que GravataĂ­ se torne um lugar ainda melhor para se viverâ€?, finaliza.

     

 

           

     



    

 



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“BONS MOTIVOS PARA VIVER AQUI”

MARCELO FEIK

Berço das oportunidades DIVULGAÇÃO

O engenheiro mecânico Marcelo Feik, 39 anos, deixou São Paulo em busca de crescimento profissional. Ele e a esposa Daniele chegaram ao Sul em 2007. Três anos depois, em um dia quente de fevereiro, fixavam residência em Gravataí, no bairro Bela Vista. O casal desembarcou aqui atraído pela GM, que tornou a cidade conhecida no mundo inteiro como uma das quatro “Gravataí une o maiores unidades em jeito de interior volume de produção de automóveis. Hoje com a facilidade gerente de controle de de uma cidade produção de materiais maior. É um da companhia, Feik divide o conhecimento lugar tranquilo adquirido na carreira para viver” e permite que a montadora tenha atualmente 98% da mão de obra formada por gaúchos. Marcelo e Daniele tiveram os dois filhos, Pedro, 4, e Otávio, de 1 ano, no Sul. O caçula é, no bom vocabulário gaúcho, cria da Aldeia, que é o local perfeito para morar, na visão do engenheiro. “Gravataí une o jeito de interior com a facilidade de uma cidade maior. Está em pleno desenvolvimento e é um lugar tranquilo para viver”, aponta.

Uma história de 250 anos se constrói passo a passo.

Uma homenagem da Gaston ao aniversário de Gravataí.

Moda com prazo é tudo de bom.


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JOELSO SILVA

A Aldeia dos Anjos e o tradicionalismo MATHEUS AGUILAR/GES-ESPECIAL

Um dos grupos tradicionalistas mais conhecidos do Estado. O CTG Aldeia dos Anjos, diversas vezes campeão do Encontro de Arte e Tradição (Enart), com quase seis décadas de existência, é um dos maiores orgulhos da cidade, tendo levado o nome de Gravataí para outros continentes. Morador há 17 anos do município, o patrão do CTG, Joelso Silva, 47 anos, afirma que escolheu viver no município por ser grande, “mas “Pelo potencial com jeito de interior”. Com que temos, relação ao futuro, ele acredita que Gravataí é boa para ainda está morar e trabalhar. “Também muito distante para desenvolver os nossos do que sonhos e criar nossos filhos com os melhores princípios poderíamos para moldar gente de bem.” desenvolver” Sobre a relação cultural local, o patrão comenta que há como melhorar. “Há muito boa vontade dos administradores, mas pelo potencial que temos, ainda está muito distante do que poderíamos desenvolver, com destaque para a produção cultural desenvolvida pelo CTG Aldeia dos Anjos, que leva o nome do município nos festivais pelo mundo afora.”

RITA BITENCOURT

A relação com a Onça Negra MATHEUS AGUILAR/GES-ESPECIAL

SEGUNDA-FEIRA, 8.4.2013 / GRAVATAÍ 250 ANOS

Um dos maiores símbolos culturais brasileiros, o carnaval, é vivido de maneira intensa na cidade. A escola Acadêmicos de Gravataí, fundada há 52 anos, com a ajuda de Heitor Bitencourt, 73 anos, é a prova de que aqui existe samba no pé. “Lembro quando vim morar em Gravataí. Não tinha nada e foi aqui que consegui minha casa própria, tive e criei meus filhos e trabalhei. Fiz tudo isso, sempre ajudando a rea- “A Acadêmicos lizar o carnaval, através da de Gravataí Onça Negra (símbolo da estem muito cola de samba). No desfile de Porto Ale- orgulho em gre deste ano, a Acadêmi- homenagear cos de Gravataí, tendo como presidente a filha de o seu berço, a Heitor, Rita Bitencourt, 44 sua cidade” anos, levou à avenida, o aniversário da cidade. “A Acadêmicos de Gravataí tem muito orgulho em homenagear o seu berço, a sua cidade e transformá-la em espetáculo sem fronteiras.” Ela afirma que Gravataí tem a sua confiança. “Foi aqui que escolhi para meus filhos viverem e é aqui que fazemos nosso belo carnaval.”

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BIANCA JACOBY BIERHALS

A beleza do nosso turismo DIRNEI JR/GES

Miss Turismo 2013, Bianca Jacoby Bierhals nasceu em Porto Alegre em 27 de maio de 1993. Ainda no primeiro ano de vida, foi trazida para Gravataí e, mais especificamente, para o Parque dos Anjos, onde vive até hoje. Na adolescência, Bianca passou a frequentar as tardes de domingo no Parcão, rodeada por amigos, em sessões de bate-papo em meio a muito chimarrão. “Sempre surgi- “A cidade ram muitas oportunidades preserva para a minha família deixar Gravataí, o que nunca esse estilo de aconteceu. Acho que a ci- interior, onde dade preserva esse estilo de todo mundo interior, onde todo mundo conhece todo mundo, que é conhece todo o que mantém a gente pre- mundo” so a ela”, avalia. Cursando Pedagogia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Bianca salienta que ela mesma já recebeu várias prospostas de amigas e parentes para deixar a cidade e ir viver na capital. Convicta, no entanto ela garante: “Não troco Gravataí por nenhuma outra cidade.”

GLÁUBER PACHECO

Trabalhando pelo crescimento DIRNEI JR/GES

SEGUNDA-FEIRA, 8.4.2013 / GRAVATAÍ 250 ANOS

O empresário Gláuber Migliavacca Pacheco, 42 anos, fez da cidade literalmente o seu mundo. Filho da terra, ajuda Gravataí a crescer diariamente através de seu trabalho. “Nasci aqui, tenho tudo que preciso bem perto de mim, inclusive muitos amigos e minha família que amo conviver. Pretendo viver aqui por toda minha vida”, garante. Gláuber acredita que a “Creio que Aldeia é melhor opção seremos para viver feliz ao lado da noiva, Manoela Gon- uma das três çalves, e do filho, Gui- maiores cidades lherme Gasparoni Pache- do estado co, 12 anos. Montou sua fábrica de artigos de surf, muito em apostou no potencial eco- breve” nômico do município e recomenda a experiência para quem quer investir. “Existem vários nichos a serem explorados em diversos ramos. Creio que seremos uma das três maiores cidades do estado muito em breve”, projeta.

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CATARINO BRUM

O município em versos

SEGUNDA-FEIRA, 8.4.2013 / GRAVATAÍ 250 ANOS

DIVULGAÇÃO

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“Teu próprio nome é progresso. E falar de tuas façanhas jamais será um excesso, porque em tuas lutas constantes tivestes muito sucesso. Pois com tua visão majestosa, fostes alvo empresarial. E quem apostou em ti, com certeza não se deu mal”. Com estas rimas o papeleiro e poeta Catarino Brum Pereira, 62 anos, apresenta a cidade onde reside há mais “Não quero de 30 anos. Para o moramudar o dor, o desenvolvimento é um bom motivo para viver mundo, mas aqui. “Não quero mudar alguns têm que o mundo, mas alguns têm que enxergar os outros co- enxergar os mo semelhantes.” Os votos outros como para o município também semelhantes” foram para o papel. “Gravataí, que Deus não mude teus planos e continue a te abençoar, por muitos e muitos anos”, diz um trecho do texto escrito especialmente para o aniversário de 250 anos.


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PAULO ANDRÉ JUKOSKI DA SILVA

O campeão que adora o centro DIRNEI JR/GES

Nenhum esportista de Gravataí foi tão longe como Paulo André Jukoski da Silva, o Paulão, 49 anos. Campeão olímpico nos Jogos de Barcelona, em 1992, ele só não nasceu na cidade porque não havia leitos no hospital Dom João Becker. Mas foi aqui que cresceu, fez amigos, estudou em colégios públicos e privados até se tornar jogador de vôlei. No esporte percorreu o mundo, mas nunca esque- “Gosto de ceu de suas raízes. Mesmo com uma agenda lotada de conversar com compromissos, ele sempre os amigos, estar volta para o condomínio com família e onde mora com a esposa, os dois filhos e dois cães. mexer na terra. “Gosto de conversar com Tenho o maior os amigos, estar com famí- amor a minha lia e mexer na terra. Tenho o maior amor a minha cida- cidade” de”, informa. Para o campeão olímpico e técnico do Canoas Vôlei, Gravataí chama a atenção pelo seu centro charmoso. Ele ressalta a arquitetura das construções, mas lamenta a falta de cuidado do poder público e privado com a história local.

DÉCIO BECKER

Uma nova fase no esporte FERNANDO PLANELLA/GES

SEGUNDA-FEIRA, 8.4.2013 / GRAVATAÍ 250 ANOS

Responsável por transformar o Cerâmica de um clube amador a profissional há sete anos, Décio Becker, 66, se confunde com a história recente da cidade. Afinal de contas, não bastasse presidir o único clube profissional, já foi vice-prefeito e é responsável pela Carlos Becker Metalúrgica Industrial. Em 1984, trou- “Moro no xe a empresa fundada pelo pai na zona norte de Porto centro, mas Alegre para o Distrito In- é como se dustrial. morasse num Para Décio Becker, Gravataí é uma cidade boa não sítio, tenho só para se investir como liberdade e para morar. “Moro no cen- mobilidade” tro, mas é como se morasse num sítio, tenho liberdade e mobilidade para todos os lugares.” Como não poderia deixar de ser, diz que o Cerâmica tem papel importante na cidade. Afinal de contas, o clube está crescendo, faltando apenas cativar mais os moradores.

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CARLOS ARTUR DA ROSA

A força da hospitalidade

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Um dos nomes mais conhecidos do esporte por conta dos dez títulos mundiais de levantamento de peso, Carlos Artur da Rosa já se considera filho da Aldeia. A forte ligação com a cidade fez com que ele, natural de Taquari, fosse reconhecido pela Câmara de Vereadores com o título de cidadão gravataiense. Ele conta que entre os pontos de destaque da ci- “Foi aqui que dade que escolheu para trainiciei minha balhar e aumentar a família está o complexo empresa- carreira de rial. “Foi aqui que iniciei halterofilista. minha carreira de halterofilista. Admiro a receptivi- Admiro a dade do povo de Gravataí. receptividade A cidade é hospitaleira e do povo” recebe as pessoas de fora de braços abertos.” Além disso, cita como destaques a igreja matriz e o Rio Gravataí, afirmando que o Capão do rio é muito bonito, mas pouco explorado pelo turismo.


GRAVATAÍ 250 ANOS

“BONS MOTIVOS PARA VIVER AQUI”

DOM JAIME SPENGLER

Responsabilidade com o amanhã DIVULGAÇÃO

Uma cidade que prepara homens para servir a Deus. Gravataí, além de um seminário, possui o Vicariato Episcopal da região, que tem como responsável dom Jaime Spengler, 52 anos, bispo auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre. Morador do centro há dois anos, ele afirma gostar de cidade por ter um estilo de vida simples. “Gravataí ainda é uma cidade boa para se morar. Apesar de ser “As forças que uma cidade de porte médio, apresenta aspectos de compõem a sociedade tem cidade de interior.” Sobre o futuro, dom Jai- a desafiadora me espera que as crianças e o problema com as dro- responsabilidade gas sejam mais cuidados. de pensar o “As forças que compõem amanhã” a sociedade gravataiense tem a desafiadora responsabilidade de pensar o amanhã da Aldeia. Desejaria que houvesse mais segurança, maior cuidado com as crianças e adolescentes, especialmente em relação ao real e preocupante problema da drogadição, e que houvesse maior empenho com a saúde pública.”

NADIR ROCHA

Todos os bons motivos DIRNEI JR/GES

SEGUNDA-FEIRA, 8.4.2013 / GRAVATAÍ 250 ANOS

Morando há 35 anos em Gravataí, o presidente da Câmara de Vereadores, Nadir Rocha, tem vários bons motivos para viver no município. “Aqui tem tudo de bom”, resume. E classifica Gravataí como uma cidade com um futuro promissor. Isso porque oferece muitas oportunidades de emprego, decor- “Aqui tem rentes das inúmeras empresas que se instalaram tudo de bom. nos últimos anos. Falta pouco Na visão de Nadir, o ple- para Gravataí no emprego, além de promover o desenvolvimento ser uma econômico, garante a es- cidade tabilidade de qualquer fa- perfeita” mília. “Temos abundância em mão de obra e emprego”, avalia. Segundo ele, Gravataí tem muito a oferecer aos seus moradores. “Falta pouco para ser uma cidade perfeita”, arrisca. Entre as melhorias, aponta para mais investimentos nos bairros mais carentes, saúde e transporte.

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“BONS MOTIVOS PARA VIVER AQUI�

UNIVERSINA DA SILVA RAMIRO

Um lugar de boas amizades DIRNEI JR/GES

SEGUNDA-FEIRA, 8.4.2013 / GRAVATAĂ? 250 ANOS

SĂŁo 102 anos de vida, 40 deles em GravataĂ­. A aposentada Universina da Silva Ramiro nasceu em GuaĂ­ba, morou em Porto Alegre, mas foi aqui que resolveu viver e criar os trĂŞs filhos, dez netos, 23 bisnetos e 15 trinetos. O que a atraiu para a cidade foi, segundo ela, o povo. “Aqui ĂŠ um lugar quieto, com pessoas muito amigas. Vim para cĂĄ para trabalhar e continuar a criação da famĂ­lia, e nĂŁo me arrependoâ€?, afirma. Por muitos anos, a mo- “Gosto, e muito, radora trabalhou como de tudo que hĂĄ faxineira em diferentes empresas da cidade. E co- na nossa cidade. nheceu muita gente boa, Quero viver como ela mesma diz: “O muitos anos do povo ĂŠ muito bom nessa cidade. A gente nunca fi- meu centenĂĄrio ca na mĂŁo. Quando eu fiz por aquiâ€? 100 anos, veio tanta gente querida me parabenizar que eu nem acreditei. GravataĂ­ ĂŠ uma cidade maravilhosa. Eu gosto daqui, aqui ĂŠ o meu lugar.â€? Das boas lembranças que tem na vida estĂĄ o carnaval. Por muitos anos, Universina foi baiana na AcadĂŞmicos de GravataĂ­. “Eu gosto, e muito, de tudo que hĂĄ na nossa cidade. Quero viver muitos anos do meu centenĂĄrio por aquiâ€?, finaliza.

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SENAC. HĂ 10 ANOS CONTRIBUINDO PARA A QUALIFICAĂ‡ĂƒO DE GRAVATAĂ?. Beleza t ComĂŠrcio t Comunicação t Gastronomia t GestĂŁo Idiomas t InformĂĄtica t Meio Ambiente t Moda t SaĂşde t Segurança EM BREVE NOVAS INSTALAÇÕES. Senac GravataĂ­

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Aniver Gravataí 2013