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ÍNDICE

PROGRAMA DE ACÇÃO ..................................................................................................................................... 3

INTRODUÇÃO .................................................................................................................................................... 3

REALIDADE EDUCATIVA E SINDICAL ................................................................................................................. 5 DESVALORIZAÇÃO E DESQUALIFICAÇÃO DA PROFISSÃO DOCENTE................................................................................. 5 INDISCIPLINA E VIOLÊNCIA.................................................................................................................................... 5 ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE ........................................................................................................................ 6 AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO .............................................................................................................................. 7 AUTONOMIA E GESTÃO DAS ESCOLAS .................................................................................................................... 7 PROFESSORES CONTRATADOS E DESEMPREGADOS .................................................................................................... 9

FORMAÇÃO DE EDUCADORES E PROFESSORES ............................................................................................... 9

COMPLEMENTOS DE FORMAÇÃO .................................................................................................................. 11

CONSOLIDAÇÃO DO PROJECTO DE CONSTRUÇÃO DA NOVA SEDE DO CENTRO DE FORMAÇÃO E DO SINDICATO....................................................................................................................................................... 12

OBJECTIVOS SINDICAIS ................................................................................................................................... 13

ESTRATÉGIAS DE ACÇÃO ................................................................................................................................. 14

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Cada

vez mais perto PROGRAMA DE ACÇÃO

INTRODUÇÃO

Apresentamos uma candidatura unitária, coesa, plural e de renovação. Entendemos o Sindicato dos Professores da Madeira (SPM) como uma organização profissional aberta ao debate, à reflexão e ao confronto de ideias. É neste contexto que se inserem as actuais eleições para os seus corpos gerentes. No nosso projecto, incluem-se várias gerações de professores e educadores, com experiências diversificadas. Trata-se de um conjunto de pessoas que se identifica com os princípios do sindicato, que respeita a integração de diferentes visões na sugestão de propostas e definição de actividades sindicais e que reconhece a importância histórica do SPM na Educação da Região Autónoma da Madeira, nomeadamente: na promoção de uma escola pública de qualidade para todos; no fortalecimento da dignificação profissional e social dos educadores e professores madeirenses e na construção de um sistema educativo democrático. Neste acto eleitoral serão definidas as estratégicas de acção futura, seguindo as orientações da moção do 9º Congresso que foram sufragadas pelos delegados ao Congresso em representação de todos os sócios do Sindicato de Professores da Madeira. Na nossa actuação está a vontade de modificar a realidade para melhor, mesmo que da parte dos promotores de uma anunciada lista concorrente surjam críticas imerecidas, ofensivas e provocadoras: manipulando os factos, prometem, com 3


propostas pretensamente diferentes e mais combativas, maior eficácia e só vitórias na luta sindical. Os contextos político-sindical e educativo, desfavoráveis à dignificação e valorização da profissão docente e a uma escola pública, inclusiva e de qualidade para todos, implica delinear acções coesas, firmes mas realistas, executadas nos tempos certos, que garantam um sindicato consistente, com competência e capacidade negocial para inverter algumas políticas nocivas, tanto para a profissão como para a vida das escolas, que os governos nacional e regional têm vindo a implementar. As eleições para os corpos gerentes do SPM, a que esta lista se candidata, realizam-se, pois, num quadro de profunda crise do sistema educativo. Se, por um lado, tem sido promovida uma campanha caluniosa para desconsiderar e desvalorizar socialmente os docentes, por outro lado, os governos não actuam perante problemas com particular destaque para a indisciplina e a violência escolar. Ignoram ser os educadores e professores os actores essenciais para o sucesso de qualquer política educativa e que não adianta tentar implementar reformas se estes não se apropriarem delas. Entendemos que o SPM deve, prioritariamente, defender os direitos dos docentes sindicalizados e aprofundar a unidade dos educadores e professores, de modo a melhorar as suas condições de trabalho e situação socio-profissional.

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REALIDADE EDUCATIVA E SINDICAL Desvalorização e Desqualificação da Profissão Docente A implementação do Estatuto da Carreira Docente da Madeira, actualmente em vigor, tem vindo a demonstrar ser um factor potenciador da desvalorização do trabalho docente já que aponta para uma visão funcionarizada da profissão com estritos critérios economicistas, isto é, de desinvestimento na Educação. A desregulação dos horários e a sobrecarga do trabalho docente, com tarefas burocráticas e administrativas adicionais transformam-se num factor impeditivo do próprio trabalho pedagógico e têm como consequência a tecnicização e intensificação do trabalho, que não podem ser confundidas com profissionalismo. O trabalho docente tem vindo a tornar-se, assim, mais rotineiro, mais fragmentado, mais desqualificado, sem visão da sua globalidade e da sua complexidade, eliminando-se as oportunidades de realizar um trabalho mais criativo e imaginativo. Tendo em conta a natureza do trabalho docente, essa funcionarização e burocratização do trabalho induzem desânimo, descrença e cansaço extremo que prejudicam clara e directamente, a qualidade do desempenho profissional, a realização na profissão e a saúde e o bem-estar dos educadores e professores.

Indisciplina e Violência A indisciplina e a violência que, gradualmente, têm vindo a aumentar nos espaços escolares prejudicam, claramente, o desenvolvimento das boas aprendizagens e constituem um factor de enorme perturbação e desgaste no desempenho profissional dos docentes. Perante os factos, as tutelas educativas mantêm uma inexplicável complacência, mantendo uma postura de negação da realidade, apesar de saberem que estão a comprometer a qualidade do ensino e o desempenho de professores e alunos. Estes factores, perturbadores do normal funcionamento do sistema escolar não podem ser superados, única e exclusivamente, pelos docentes no desempenho das suas funções e da sua liderança, sobretudo quando são deixados sós - sem autoridade, sem 5


base para a acção disciplinar, num ambiente de impunidade. «Os professores são deixados sozinhos e sem meios sobre a indisciplina crescente» diz Daniel Sampaio (revista Pública 4.1.2009). O garante de boas condições de trabalho a todos os educadores e professores passa, também, pela implementação de medidas objectivas, concretas e eficientes que tenham efeitos reais no combate ao agravamento da indisciplina e da violência em espaço escolar. A exigência de boas condições de trabalho é, igualmente, a exigência e a defesa de uma Escola Pública de rigor e qualidade para todos, distante do laxismo e facilitismo estudantil reinante, que é factor de exclusão.

Estatuto da Carreira Docente «Queremos, efectivamente, um Bom Estatuto e não um Estatuto menos Mau» (Marília Azevedo 6.11.2007). Independentemente da participação responsável e reivindicativa nos processos de regulamentação do ECD/ RAM, a lista com a qual nos candidatamos aos Corpos Gerentes do SPM procurará atenuar algumas das consequências mais negativas deste ECD, comprometendo-se, igualmente, a agir proactivamente na revisão do Estatuto da Carreira Docente da Região Autónoma da Madeira, nomeadamente nos seguintes aspectos: I) Revisão da estrutura de carreira com a consequente diminuição do tempo de serviço necessário para atingir o seu topo. II) Abolição da prova de candidatura ao 6º escalão, constrangimento administrativo que irá funcionar como um travão à ascensão aos escalões de topo da carreira com a agravante de desconhecermos, neste momento, o seu conteúdo; III) Reorganização dos horários de trabalho, nomeadamente no que diz respeito aos conteúdos funcionais das componentes lectiva e não lectiva; 6


IV) Recuperação do direito à redução da componente lectiva anteriormente prevista, devolvendo aos educadores e professores o tempo necessário e imprescindível à preparação de aulas e actualização cientifica, didáctica e pedagógica; V) Exigência da contagem integral do tempo de serviço congelado mas efectivamente prestado pelos docentes entre Agosto, de 2005 e Dezembro de 2007 VI) Intervenção junto da tutela e das escolas de forma a se tomarem as medidas preventivas e efectivamente necessárias para que se possa pôr cobro aos casos de violência e indisciplina no contexto escolar, no sentido de garantir aos docentes o direito, legítimo, a boas condições de trabalho.

Avaliação do Desempenho Com o objectivo de elaborar uma proposta de modelo de avaliação, supostamente construída com a participação dos docentes, a Secretaria Regional de Educação e Cultura nomeou, por despacho, uma comissão representativa. A lista com a qual nos candidatamos compromete-se a participar responsável, interventiva e propositivamente neste grupo de trabalho de forma a que a proposta que venha a ser apresentada, respeite o perfil do profissional reflexivo e interveniente e que contribua para a promoção da qualidade de uma escola pública de excelência. Não abdicará, contudo, da posterior negociação com as associações sindicais representativas dos docentes, ao abrigo da Lei da negociação colectiva.

Autonomia e Gestão das Escolas A complexidade organizativa das escolas e das suas interdependências ascendentes ou descendentes, faz com que as tentativas de análise e explicação corram o risco de se tornarem simplistas e redutoras de um universo ainda por explorar e desenvolver. Efectivamente, o debate em torno do conceito de autonomia das escolas 7


tem vindo a permitir a polarização de posicionamentos entre os defensores da opção por uma administração centralizada ou, em contra ponto, por uma administração descentralizada. A lista candidata às próximas eleições do SPM que corporizamos defende um modelo de gestão e administração que proporcione a democracia interna e participação na vida das escolas, inclusive pelo valor formativo para as crianças e os jovens em idade escolar. O caminho faz-se caminhando. Insistimos nos princípios da elegibilidade, da representatividade e da colegialidade dos órgãos de direcção, gestão e administração das escolas. Somos igualmente apologistas de que todos os estabelecimentos de educação e ensino deverão estar organizados de acordo com os mesmos princípios gerais de direcção, administração e gestão. Nesse sentido, defendemos: I) Eleição do Conselho Executivo colegial pelo pessoal docente e não docente e representantes dos alunos e dos pais e encarregados de educação; II) A formação em gestão deve ser valorizada mas a sua ausência não deve constituir factor impeditivo de acesso ao órgão de gestão já que, os critérios de natureza pedagógica devem sempre sobrepor-se aos administrativos e financeiros; III) Aplicação deste regime jurídico a todos os estabelecimentos públicos de educação e ensino; IV) Reforço das competências do Conselho da Comunidade Educativa; V) Reforço da autonomia das escolas a todos os níveis; VI) Reforço da participação dos alunos, pais e encarregados de educação na vida da escola; VII) Duração dos mandatos de 3 anos; VII) Limitação de mandatos na presidência dos órgãos de gestão ao máximo de três.

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Professores Contratados e Desempregados A precariedade e o desemprego afectam milhares de educadores e professores. Esta deve ser uma das frentes às quais a acção sindical deve dar particular atenção, assumindo a batalha contra o desemprego e a precariedade. A exigência de medidas que garantam mais qualidade ao ensino e, simultaneamente, promovam o emprego estável e com direitos. A diminuição do número de alunos por turma, a redução da idade para a aposentação, o respeito pela legislação relativa à inclusão de alunos com necessidades educativas especiais nas escolas públicas, são apenas três, entre muitas outras medidas que contribuirão, decisivamente, para a elevação da qualidade do ensino e, ao mesmo tempo, promoverão o emprego docente.

FORMAÇÃO DE EDUCADORES E PROFESSORES A concepção de que a profissão docente é, antes de mais, uma arte ou uma missão e, como tal, não necessita de grande formação específica, está há muito ultrapassada. Pelo contrário, a profissão docente requer conhecimentos, saberes e competências que só podem ser obtidas no quadro de uma formação de elevado nível, de grande qualidade e de grande rigor. Formação que deve ser entendida como um processo permanente que se inicia quando o futuro professor tem acesso à formação inicial, constituindo esta a primeira etapa de um percurso que deverá manter-se e aprofundar-se ao longo de toda a sua carreira profissional. Assim, e na perspectiva de ajudarmos a construir uma Escola renovada e transformada, apta a responder às exigências de uma sociedade em permanente e vertiginosa mudança, a lista com que nos apresentamos ao próximo acto eleitoral assume o compromisso de continuar a apostar fortemente na formação contínua, através do Centro de Formação do SPM, numa lógica global e construtiva, tendo como finalidade a melhoria da qualidade das “ensinagens” e das aprendizagens, a defesa da

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identidade profissional, mas também a garantia de assegurar o dever de todos os docentes à formação que lhes é exigido pelo ECD. Assim, a nossa aposta respeitará os seguintes princípios: I) Centralidade da formação nas Escolas, tendo como ponto de partida o diagnóstico das necessidades sentidas pela própria Escola, pelas suas salas de aula, pelos seus educadores e professores; II) Valorização dos planos de formação das escolas vinculados aos respectivos projectos educativos; III) Incentivo à reflexão conjunta sobre o trabalho projectado e/ou realizado, visando a mudança das práticas educativas e profissionais; IV) Apoio às comissões de formação dos estabelecimentos de educação e ensino, uma vez que são as únicas entidades que podem permitir o controlo da formação por parte dos professores e traduzir, na prática, o princípio da formação centrada nas escolas; V) Alteração da legislação, recentemente publicada, sobre as prioridades na formação contínua, sobre a sua avaliação e sobre as dispensas de componente lectiva para efeitos de frequência de acções de formação; VI) A conjugação de esforços da Universidade da Madeira e da Secretaria Regional da Educação no sentido de assumirem a responsabilidade da promoção desta modalidade de formação; VII) A possibilidade dos Centros de Formação de Professores, devidamente acreditados pelo Conselho Científico e Pedagógico da Formação Contínua, promoverem, supletivamente, formação especializada, através de protocolos a estabelecer com Instituições de Ensino Superior; VIII) A criação de condições especiais de financiamento à realização de formação especializada e/ou de cursos de pós-graduação, através de candidaturas à componente FSE (Fundo Social Europeu) do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) pelas entidades promotoras.

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COMPLEMENTOS DE FORMAÇÃO

A Lei 115/97, que alterou a Lei de Bases do Sistema Educativo, veio exigir o grau académico de Licenciatura para o exercício de funções docentes, independentemente do sector ou grau de ensino. Em consequência, o Dec-Lei nº 255/98 contribuiu para que os Educadores de Infância e os Professores dos Ensinos Básico e Secundário, titulares de um grau de Bacharel ou equivalente, pudessem adquirir a Licenciatura, através da frequência de cursos de complemento de formação científica e pedagógica ou de qualificação para o exercício de outras funções educativas. Contudo, na Região Autónoma da Madeira, nem todos os docentes tiveram a possibilidade de frequentar esta formação complementar. Os mais prejudicados têm sido os professores dos 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário, a quem não foi garantida a abertura de cursos em quantidade e na variedade necessárias para responder satisfatoriamente a todas as solicitações. A Universidade da Madeira, única instituição com competência científica para organizar e ministrar os complementos de formação na Madeira, tem vindo, sistematicamente, a utilizar os mais variados argumentos para não cumprir cabalmente um serviço público a que se deveria sentir vinculada, o que teve como consequência a impossibilidade de muitos docentes não terem ainda completado a sua formação de grau superior.

Neste contexto, a presente candidatura continuará a defender: I) A abertura de vagas pela Universidade da Madeira, em quantidade e diversidade suficientes, para atender às solicitações dos docentes interessados e enquanto as necessidades se mantiverem; II) O envolvimento do Centro de Formação do SPM na organização de complementos de formação, negociando-se para tal, a assinatura de protocolos de cooperação com estabelecimentos de formação de ensino superior.

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CONSOLIDAÇÃO DO PROJECTO DE CONSTRUÇÃO DA NOVA SEDE DO CENTRO DE FORMAÇÃO E DO SINDICATO A necessidade de aquisição de novas instalações físicas, construídas de raiz, para a Sede do Centro de Formação e do nosso Sindicato tem constituído um sonho de várias Direcções do SPM, às quais se tem que reconhecer o mérito e a capacidade de sonhar. Só sonhando, somos capazes de realizar. Tal necessidade prende-se com dois factores essenciais: 1. Permitir responder com mais eficácia e qualidade acrescida às exigências de um sindicalismo moderno e actuante, numa sociedade global, e às necessidades sócio-profissionais de um grupo que faz da Educação e do Ensino a sua profissão. 2. Integrar espaços próprios, condignos e equipados para o Centro de Formação, nomeadamente salas de Formação e auditório, como forma de tornar os momentos de formação em verdadeiros momentos de prazer, cooperação e reaprendizagens activas. A Direcção do SPM que agora cessa as suas funções conseguiu dar passos significativos na concretização desse sonho. Assim, através de um grupo de trabalho nomeado para o efeito, foi já possível: a abertura de um concurso público, ao abrigo da legislação da contratação pública em vigor; a selecção do projecto concorrente que correspondia às exigências que haviam ficado expressas, no respectivo caderno de encargos; a adjudicação do concurso público e, finalmente, mas não menos importante, a apresentação da pré-candidatura a co-financiamento por fundos comunitários, no contexto do Eixo IV -Coesão Territorial e Governação, constante do PO FEDER. Assim, a lista candidata que apresentamos às próximas eleições do SPM e que integra todos os elementos do já referido grupo de trabalho, compromete-se a manter todo o seu empenho, toda a sua motivação e toda a sua capacidade negocial no sentido de desenvolver e dar os últimos passos em direcção ao início da construção da nossa nova Sede. Connosco, e neste mandato, o “SONHO” será uma efectiva, “REALIDADE”! 12


OBJECTIVOS SINDICAIS

Pretende-se que este Programa de Acção não seja apenas um agregado de propostas voluntariosas, elaboradas utopicamente, e descontextualizadas da situação política, económica, social e cultural em que a educação, e a actividade e participação sindicais se inserem. O programa de acção que propomos visa levar à prática uma orientação políticosindical, cujos princípios essenciais podem, assim, ser sintetizados: . Apostar no poder propositivo e na capacidade negocial do sindicato, que não se pode substituir ao Governo, a quem cabe governar. Firmeza e racionalidade, sem politização partidária das questões educativas. . Desenvolver uma acção sindical centrada nas escolas e nos problemas concretos dos educadores e professores na sua actividade diária. . Defender, valorizar e dignificar a profissão docente, no respeito e reconhecimento da sua especificidade, sem abdicar de uma carreira única e vertical, para todos os docentes. . Reivindicar melhores condições de trabalho no quotidiano das escolas, que possibilitem a melhoria da qualidade da educação e do ensino, a realização profissional dos educadores e professores e a promoção do sucesso educativo, pessoal e social de todas as crianças e jovens. . Defender uma Escola Pública de rigor e qualidade para todos, distante do laxismo e facilitismo estudantil actual, para termos uma escola verdadeiramente inclusiva: permitir a todos terem sucesso e serem felizes na vida, em que o saber, o trabalho e a responsabilidade são estruturantes (simultaneidade de direitos e deveres), mas respeitando o direito à opção pelo ensino privado e/ou cooperativo. . Intensificar e melhorar a intervenção dos dirigentes e delegados sindicais.

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. Assegurar uma participação e envolvimento efectivos dos sócios do SPM nas questões socio-profissionais, sindicais e educativas. . Considerar que os processos negociais têm sempre melhores resultados quando acompanhados pela preparação, debate e luta dos educadores e dos professores; . Promover as lutas que educadores e professores considerem necessárias para que a Assembleia Legislativa Regional, por força da Petição que recolheu cerca de 4000 assinaturas e entregue neste órgão Legislativo, desencadeie as iniciativas legislativas próprias com vista à recuperação do tempo de serviço congelado entre Agosto de 2005 e Dezembro de 2008. Para tal, não nos coibiremos de denunciar, com firmeza, argumentos que não são válidos e que apenas pretendem desviar as atenções da falta de vontade política para assumir esta medida que consideramos da mais elementar justiça.

. Defender o direito ao emprego dos educadores e dos professores. . Defender o Estatuto da Carreira Docente do Ensino Superior, de acordo com a importância social e profissional dos respectivos docentes e investigadores. . Participar activamente nas estruturas do movimento sindical unitário, designadamente na FENPROF, Frente Comum da Administração Pública e CGTP.

ESTRATÉGIAS DE ACÇÃO

Neste momento particularmente difícil que atravessa a profissão docente, e para a concretização dos objectivos que nos propomos, de edificar um sindicato enérgico e diligente, solidário com os educadores e professores, são necessárias estratégias de acção, assentes nos valores da democraticidade, da colegialidade, da responsabilidade e da independência face a qualquer poder. 14


Assim, a lista com a qual nos apresentamos às próximas eleições do SPM propõese adoptar as seguintes estratégias:

1. Desenvolvimento de todas as acções, quer ao nível da negociação, quer das lutas que vierem a ser desencadeadas, no sentido de denunciar e resolver o trabalho precário, a polivalência, a desqualificação, a funcionarização e burocratização na profissão docente, realidades responsáveis pela desvalorização profissional. 2. Segurança de que, no contexto da organização sindical, o docente sindicalizado que fique desempregado pode e deve manter-se como tal, sem pagar quota e contando com apoio jurídico, atendimento personalizado, formação e restantes benefícios que o SPM lhe possa proporcionar. 3. Defesa junto dos poderes políticos, e no contexto reivindicativo e negocial, de que os docentes, enquanto profissionais qualificados, em situação de desemprego, possam optar por outras saídas profissionais. 4. Envolvimento dos sócios na acção sindical e na definição de orientações para a defesa dos seus direitos e interesses sócio-profissionais. 5. Adopção de mecanismos de apoio aos delegados sindicais, para uma maior eficácia da sua intervenção junto dos professores e dos órgãos de direcção, administração e gestão das respectivas escolas. 6. Aumento e reforço da rede de delegados sindicais porque é, através deles, que o SPM está mais presente nas escolas e pode dar resposta com eficácia e mais celeridade aos problemas dos associados. Reconhecemos e valorizamos o papel dos delegados sindicais como elementos essenciais para a intervenção nas escolas. 7. Convocação regular dos delegados sindicais para se pronunciarem sobre a acção sindical a desenvolver ao longo dos processos reivindicativos. Só assim os professores poderão acompanhar e intervir, permanente e 15


activamente, para atingir os objectivos que vierem a ser definidos com a participação de todos. 8. Criação da figura de delegado coordenador concelhio, de forma a tornar mais coesa a acção sindical, respondendo de forma mais eficaz aos problemas, dúvidas e anseios dos professores e educadores, fazendo a integração, acompanhamento e apoio dos restantes delegados sindicais. 9. Aproximação real do Sindicato aos seus associados (reuniões/encontros frequentes nas escolas e não só nas sedes de concelho), no sentido do esclarecimento e apoio na resolução de problemas concretos em cada estabelecimento de ensino e com cada sócio do SPM. 10. Promoção de Acções - micro junto dos órgãos de gestão das escolas, de forma a solucionar problemas diversos no âmbito das condições de trabalho dos docentes. Proximidade é palavra-chave. Estaremos mais perto dos estabelecimentos de educação e ensino e dos docentes. 11. Criação de um Gabinete de apoio socio-profissional aos educadores e professores perante os problemas de elevado desgaste com que hoje estão confrontados na profissão, de modo a evitar o seu isolamento. 12. Aposta firme e convicta na formação de professores como forma de valorização profissional e instrumento, embora não seja o único, para melhorar a qualidade da educação. Uma formação contínua que esteja, tanto quanto possível, centrada nas escolas, articulada com os seus projectos educativos, dando resposta às necessidades detectadas pela auto-avaliação de cada um dos docentes. 13. Organização de Fóruns com especialistas e debates sobre Pedagogia Educativa, que confrontem diferentes perspectivas e promovam sínteses que sirvam de referência para a acção docente. 14. Promoção de Fóruns on-line sobre temas da actualidade e/ou com propostas dos próprios associados.

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15. Criação de um Centro de Documentação para docentes, por áreas (incluindo pesquisas e artigos sobre Pedagogia Educativa). Um espaço onde os docentes possam partilhar as suas práticas, materiais, entre outros. 16. Publicação e divulgação de trabalhos de âmbito educativo. 17. Criação de uma Agenda de actividades do sindicato, para informação periódica aos sócios. 18. Manutenção da Linha aberta on-line com questões e dúvidas. 19. Envio de e-mails aos associados com resumos da legislação nova, fazendo dos professores uma classe melhor informada. 20. Assinatura de Protocolos e Parcerias com entidades educativas, como universidades, institutos, escolas, centros de formação e estudos. 21. Melhoria e aperfeiçoamento das formas de relacionamento e intervenção junto dos órgãos de comunicação social, garantindo uma maior visibilidade das lutas e dos problemas dos professores e a correcção de uma imagem social desprestigiante que, injustamente, tem sido propagada. 22. Aumento qualitativo na área da comunicação e informação, não se ficando pelo voluntarismo criativo, profissionalizando métodos de trabalho na gestão da página electrónica, nas edições impressas como a revista Prof, nos tempos de antena, nas campanhas temáticas de acção sindical e na relação com a comunicação social. 23. Prestação de serviços fora do âmbito laboral e profissional que correspondam às novas solicitações dos associados, sobretudo no que se refere ao alargamento e reforço dos serviços médico-sociais. 24. Revisão e aquisição de mais protocolos comerciais que apoiem os associados nas mais variadas vertentes. 25. Atendimento personalizado aos associados, com a criação da figura do Gestor de Sócio. 17

Programa de acção  

Programa de acção da candidatura: "Cada vez mais perto" (Lista A) às eleições para a direcção do SPM - Triénio 2009/2012

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