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Confira abaixo as respostas dos candidatos à prefeito e vice-prefeito de Venâncio Aires. Pergunta 1: Sem dúvida, o desenvolvimento de uma cidade se deve, em grande parte, à atração de grandes investimentos da iniciativa privada. Mantendo essa linha, qual o seu plano para a atração de novos investimentos para Venâncio Aires e para manter e incentivar os que já estão aqui?

NILSON E JUÇARA - 03/09

AIRTON E GIOVANE - 05/09

Nilson: Este é um ponto favorito. Já tenho projetos e estudos sobre este tema. E concluindo o curso de direito, ainda temos o processo monográfico pela frente e eu quero trazer isto para a prática da vida pública. O possível asfaltamento da 244 que liga Venâncio a Vale Verde. Na minha opinião, esta é a rodovia mais curta a ser asfaltada no território de Venâncio. Menor distância que impactaria num maior desenvolvimento. Queremos instalar uma melhor gestão dos nossos recursos próprios para poder incentivar as empresas. Outra forma de valorização é criarmos uma agência de fomento municipal. Até tenho certa experiência neste ponto. Acredito que um bom financiamento vale muito mais que uma pequena doação. Em relação à atração de investimentos e o asfaltamento da 244 é importante lembrar que esta criaria um corredor de exportação em Venâncio Aires. Não só no nosso município, mas também em Cruzeiro do Sul, Mato Leitão, Vale Verde, General Câmara, Passo do Sobrado. Para Venâncio Aires asfaltar a 244 não acredito em influência política. Esta influência já teve, mas para desviar ela para outro lado. Tendo um corredor de exportação em Venâncio Aires nós poderemos objetivar, a médio e longo prazo, sugerir que a ferrovia norte-sul passe por aqui. Aproveitar o estudo acadêmico para o desenvolvimento regional.

Airton: Não vamos desviar deste eixo porque este eixo deu certo. Nem falo apenas de uma nova área para o Distrito Industrial ou mecanismo junto ao governo federal, e parcerias que pudessem atrair capital. Eu falo em atuação política como no caso da Alliance One Brasil Tabacos. O resultado foi uma permuta de patrimônio. Venâncio Aires sofreu demais com o fechamento da Universal Leaf, houve conformação por parte da administração. Tenho inconformismo com estas situações externas, por isto que eu participo da Câmara Setorial do Tabaco. As empresas se mudam para determinado lugar devido à visão estratégica daquele município. Visto que estão se voltando para o desenvolvimento sustentável. O problema é o cinturão da miséria. Atração de empresas depende da estrutura física para respaldar a situação. Temos que acompanhar a situação que não pode ser tratada na superficialidade. Sempre falo que temos um maior bem que é a população. Não podemos trazer a mão de obra que vem apenas para ver o que vai ganhar e não o que vai oferecer. Um morador que mora numa rua asfaltada na Vila Battisti, ele ganhou tudo, ganhou dos governos anteriores e do nosso governo. E eles dizem acho que não vou votar em vocês. É uma mentalidade, nós, políticos, deixamos isto acontecer. O povo não pode perder a capacidade de ambição, no bom sentido.


Pergunta 2: Quais suas propostas de melhorias para o trânsito, segurança pública e mobilidade urbana? Neste contexto e utilizando a força política do município, qual o seu plano para aumento de efetivo e aparelhamento da Brigada Militar e Polícia Civil? Nilson: Na área de segurança pública, o que a gente percebe, hoje, é que tem aqui em Venâncio Aires, entidades que incentivam a própria estrutura estatal. Nós, como agentes políticos, temos que fazer esta força política para cada vez mais atrair efetivo e defender Venâncio com todas as forças. Juçara: Mesmo não sendo responsabilidade do município o aumento de efetivo, ele pode gerenciar. Nós podemos dar suporte para os que querem vir para cá. E ajudar a redimensionar a real necessidade do interior do município. Que as pessoas venham e nos procuram para reivindicar um postinho da Brigada. Nós não precisamos esperar o estado nos enxergar, nós podemos ajudar o estado. Percebemos que a atuação do Consepro (Conselho Comunitário Pró-Segurança Pública) nos últimos dois anos não tem recebido nenhum recurso da prefeitura municipal. Vem debilitado o apoio da entidade. Nilson: Na questão do trânsito, o que nós precisamos é contratar um serviço de engenharia de tráfego. Não podemos ficar no “achômetro”. Precisamos de coisas técnicas sem gastos extraordinários. Nós podemos ter um fluxo maior para o tamanho da cidade. A mobilidade urbana impacta no comércio, no centro. Pretendemos ampliar o centro de Venâncio Aires com o asfaltamento de mais ruas. E isto se faz com recursos próprios.

Airton: Quando nós assumimos, chamamos especialistas em Trânsito, mas nos deparamos com uma dificuldade muito grande para fazermos mudanças mais radicais. Hoje a gente tem uma situação quase caótica em Venâncio, mas porque adiamos. Tivemos uma resistência muito grande para subsidiar o estacionamento. O estacionamento não é pago, a prefeitura gasta 15 mil por mês para que o cidadão tenha um lugar para deixar seu veículo enquanto vai ao banco. Quando colocamos a possibilidade da Júlio de Castilhos ser mão única, não houve um incentivo. Optamos por um projeto mais abrangente que envolva a trafegabilidade de uma maneira mais técnica, por exemplo, o calçadão. Se analisarmos um mapa da Corsan que coloca com cores onde a rede de água já está na calçada vemos que não podemos asfaltar mais de 200 metros nestas ruas irregulares. Então, tem que fazer toda uma transferência de rede. Assim, se optou por esperar, pelo menos em parte, o saneamento para depois refazer este recapeamento. E implementar leis, como o Giovane fez, da obrigatoriedade da calçada. O que se viu neste pacote de medidas que não tínhamos um ambiente político para uma implementação. O problema de trânsito é resultado do bom momento econômico que o município vive. Temos mais de 70 mil habitantes e não estamos preparados para isto. Giovane: Em relação à segurança pública, o município está numa ação bem integrada com o governo federal e do estado. Todas as nossas viagens à Brasília eram integradas com uma agenda no Ministério da Segurança. Nós abrimos o convênio com o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania). Venâncio está entre as 5 mil cidades brasileiras conveniadas ao programa. No estado são em torno de 40. Estamos trabalhando para transformar nosso pelotão em Companhia Especial. Para ter um efetivo maior. Ainda tem a reabertura dos postos de polícia no interior, a nova sede da polícia civil e a instalação das câmaras de vídeo-monitoramento. Futuramente, implantar o projeto Protejo e Mulheres da Paz nos bairros. Objetivo é ajudar aquelas crianças que estão em vulnerabilidade social. Trabalhamos na repressão e na prevenção da segurança pública. Sem falar na tarefa árdua que é o presídio.


Pergunta 3: Venâncio Aires necessita de representação efetiva na política estadual e nacional. O senhor concorda e apoia a ideia de que tenhamos um candidato a deputado nas próximas eleições para representar Venâncio na defesa dos interesses locais, independentemente do partido político a que este candidato esteja vinculado? Nilson: O tema é bem polêmico, mas já tenho um ponto de vista sobre isto. O partidarismo tem de formar relação com o corporativismo. A questão de um candidato por Venâncio Aires, na minha opinião, para chegar a um consenso é difícil. Também tem a questão da rejeição. O que precisa é projeção política. Se os 52 mil eleitores votassem em peso em um candidato só, consegue se eleger um deputado estadual, não elege federal. O estadual sugere ao governador, faz emendas; ele é um fiscal do governo. Tem força de reivindicar. Acho que temos lideranças se preparando para isto. Precisamos de uma aceitação regional. Acho que a ideia é boa, mas não vai funcionar pelo fato do partidarismo e porque penso que o candidato deve se preparar. Juçara: Venâncio tem que construir esta ideia com o povo, e o poder público tem que colocar esta semente para a comunidade. Esta liderança, quando surgir, não importa que partido for, tem que ter o respaldo do município. Eu não vejo esta questão como partidária, temos que estar acima disto. Venâncio Aires há muito tempo não pensa desta forma justamente por ter sido governada por dois sobrenomes; que tiveram muitos méritos e construíram a cidade que caminhamos. Mas que, deixaram um legado político de uma certa divisão. Não se mistura A com B e nem B com A, e isto tem que mudar. Concordo com o Nilson em relação partidária, mas a gente conduz o nosso partido a ter uma visão mais ampla. Por isto somos presidentes, para isto somos filiados aos partidos. Levar nossas ideias e dizer: gente não é hora de olhar para o próprio umbigo, mas para o corpo inteiro. E este corpo inteiro é Venâncio. Vai chegar o momento que vai surgir este nome e aí o prefeito tem que dizer amém. Nós temos que apoiar.

Airton: O prefeito pode ter uma influência muito grande. Eu no primeiro mandato não me considerei forte para fazer esta intervenção. Se nos reelegermos uma geração inteira de políticos vão sair fora. Novas lideranças estarão surgindo. Temos mais de 20 partidos, os dirigentes partidários não podem abrir mão de apoiar seus candidatos. O que se pode fazer é uma coligação branca, se costurar um apoio. Um nome tem que surgir, ele tem que ser admirado. Basicamente temos que comprovar para a população que um candidato sendo bem votado é excelente. Se tivéssemos um deputado estadual, o governador ao mandar um projeto para Assembleia, pergunta como está o município, o teu prefeito está precisando de alguma coisa. Isto não é ilícito, mas legal. Por isto, a importância desta representação. Giovane: “O candidato precisa arrancar pelo menos 50% a 60% dos votos da sua cidade para que ele possa se eleger”. O candidato precisa se preparar e ter uma base regional.


Pergunta 4: Cientes do trabalho de qualificação já desenvolvidos atualmente pelo SENAI, SEBRAE, Caciva, IfSul, Unisc, entre outros, qual é o seu planejamento para oferecer e estimular a qualificação técnica profissional para atender a demanda das empresas, além dos projetos já existentes? Nilson: O IfSul talvez seja o que mais se encaixa na economia de Venâncio Aires pela sua objetividade. O diretor do IfSul comentava que ele pode oferecer cursos quando houver necessidade. Seja técnica profissional ou qualquer outro curso profissionalizante que qualifica o profissional. Isto deve ser incentivado pelo poder público. Geralmente, são parcerias com o governo do estado como o PRONATEC. O município tem o dever de participar, detectar e investir mesmo.

Airton: Na verdade, este projeto de qualificação, esta relação entre SENAI e SEBRAE, vai, além de preparar a pessoa para trabalhar na empresa, prepara ela para ser um empreendedor. Como consequência da Lei Geral das Pequenas e Microempresas, possibilitamos que as empresas possam trabalhar e vender para a prefeitura. Tínhamos 6, 8, 10 empresas que vendiam para a Prefeitura e hoje são quase duzentas. Deve haver uma mudança no ensino escolar, convivemos com pessoas com ensino médio completo que não sabem atender um telefone, universitários que não sabem interpretar um texto. As pessoas passam a metade do tempo só em conteúdos que não tem nada a ver com a prática, que não desenvolve o raciocínio. Hoje não é só passar conhecimento, é passar uma maneira de a pessoa enfrentar uma nova realidade. Giovane: A Sala do Empreendedor é fundamental para o desenvolvimento do micro e pequeno empresário que dali adiante vai ser um grande empresário. Ainda a parceria com a UNISC para criar o polo tecnológico. Estamos nos Sistema “S” com programas do estado. A Escola Técnica Federal é uma realidade, sempre em crescimento. A partir do ano que vêm tem um projeto de expansão para que tenha uma faculdade federal nesta escola. Ou seja, teremos cursos de qualificação universitários. Então temos UNISC, Escola Técnica Federal, Sistema “S”, cursos a distância da Associação do CEMUC e a Escola Agrícola.


Pergunta 5: Devido ao incisivo combate ao tabaco e no risco da sua extinção, qual a sua alternativa para diversificação das propriedades rurais? Nilson: A diversificação é algo que a gente tem discutido na Câmara de Vereadores, com a comunidade, inclusive com lideranças nacionais. Estive com o Ministro da Agricultura entre outras lideranças. Estivemos em Brasília há poucas semanas defendendo esta situação que era a restrição do crédito do PRONAF. O Banco Central queria forçar uma diversificação, quando na verdade, hoje já há uma que é mais básica, que é para a alimentação do produtor. O nosso grande problema é a diversificação das propriedades, não se conseguiria uma apenas. Um dos pontos a serem reestudados é o plantio da erva-mate que não exige um terreno plano. Este plantio não exige condições como outras culturas, como o tabaco. Até porque a erva-mate é o símbolo do município. Juçara: Tem que incentivar as pessoas a fazerem cursos para recuperarem a boa técnica de plantio de erva-mate. E isto vale para outras coisas também. Por exemplo, as hortaliças. Eu vejo que Venâncio Aires têm propriedades que podiam ser cadastradas num programa de alimento para as escolas. Tem laranja, na nossa terra, que não acaba mais. Por que não criar uma fábrica de beneficiamento de suco para colocar nas nossas creches e escolas. Criar cooperativas e criar valor ao produto. Tudo isto junto com a fumicultura. Não podemos ser sonhadores e acreditar que não vamos mais plantar fumo. Ele é nosso carro chefe, mas temos que nos acostumar com a ideia de que as coisas vão mudar, e que a pressão vai ser cada vez maior. Temos que evoluir. Para não sentirmos na cidade o reflexo do interior. É o que a gente percebe hoje.

Airton: Temos uma legislação que engessa muito a criação de agroindústrias. Mas Venâncio está quebrando um pouco desta barreira e esta é uma saída. A outra saída é a de procurar outras culturas que tragam rentabilidade. Esse é um assunto que exige a participação de especialistas na área agrícola. Nós temos uma migração, normal, do meio agrícola para a área urbana. Venâncio se compara a um micro país. Temos uma área rural desenvolvida e um desenvolvimento próspero na cidade. Com uma migração organizada, pode acontecer que as famílias mantenham suas propriedades com alguns membros da família trabalhando na cidade e outros se mantenham no interior, com isso as propriedades permanecem grandes. O importante é que as propriedades não se dividam demais, pois a verdadeira diversificação está dentro das propriedades, que não é apenas diversificar a cultura e sair da monocultura e sim investir em diversas ações que garantam a sustentabilidade da propriedade. Venâncio tem alguns anos pela frente para poder ter esse equilíbrio econômico. O município tem uma relação muito forte com esta economia pelo rendimento que ela traz tanto para o agricultor quanto para a cidade. É o grande desafio de Venâncio.


Pergunta 6: O Distrito Industrial necessita de ampliação. Qual será a ação de sua administração para ampliar a área atual, disponibilizando infraestrutura para instalação imediata de empresas? Nilson: Até o nosso distrito já foi motivo de orgulho. Agora Venâncio Aires tem um Distrito Industrial. O problema é que não teve investimento para a evolução natural das coisas. Deve se fazer um estudo para ver onde é o melhor lugar para ampliar o Distrito. Um estudo técnico. Uma das melhores áreas é do lado da Ponte Queimada até onde já é o nosso Distrito Industrial. Picada Nova, Estância - lá existem áreas.

Airton: O prefeito pode declarar área de indisponibilidade. Nós declaramos uma boa parte da 287 como área disponível para construções e também uma parte da 453 pensando no futuro. Temos área disponível ainda no nosso Distrito Industrial.

Pergunta 7: Na era digital, onde a comunicação é fator decisivo no fechamento de negócios, qual o seu projeto para ampliar a rede de comunicação atualmente disponível (internet, telefone, energia) e que ações estão previstas para a busca de novos fornecedores para a comunidade (ex.: GVT)? Nilson: O município pode atrair investimentos. A questão da concorrência, muitas delas podem vir para cá, até para diminuir o preço. Diminuir o preço da internet para quem já tem, e outra para levar a quem não tem. Juçara: A gente sai um pouquinho do centro da cidade e já não tem sinal. Toda melhoria passa por esta infraestrutura básica. Esta questão das torres e do sinal que precisam melhorar.

Airton: Nós estamos na idade da pedra lascada em Venâncio, no nosso interior então, é sofrível a situação. As pessoas cobram a questão da internet. A questão é que prefeitura não pode ser o provedor, não é que não queremos atingir a concorrência, e nem temos condições para isto. O que ela pode, em parceria, em alguns pontos dar liberdade a estas pessoas a ter acesso para continuarem ligadas. A questão da Nextel e outras não dependem somente do município. A telefonia foi privatizada e somente há investimento onde as empresas obtiverem retorno financeiro. Eles optam por onde terão maior número de aparelhos e linhas – o perfil econômico do município é analisado pelos investidores. Acho importante a Caciva participar deste processo e buscar o atendimento das empresas.


Pergunta 8: Temos vivenciado momentos de insatisfação do comércio em relação ao feriado de 11 de maio, que normalmente é comemorado nos dias que antecedem o dia das mães – uma data de extrema importância para o comércio. Sendo um feriado apenas local, em uma data importante, temos evasão de consumidores para municípios vizinhos. Como o senhor encara a possibilidade da troca deste feriado pelo dia do colono e motorista – dia 25/07, que também é feriado nos municípios vizinhos? Juçara: Estas coisas tem que ser de consenso das pessoas que querem resolver. O poder público representa os interesses do município. Se ele representa, ele tem que ouvir, e tem que ouvir a Caciva. O feriado é nosso, mas ele esvazia a cidade no momento, ás vésperas de uma data importante. Nilson: O feriado é questão comercial, tem que ouvir a Caciva e atendê-la. Estamos lá para representar o povo. Até porque entraria em consenso com um feriado aqui da região.

Airton: Acho que devemos discutir antes com a comunidade, porque não é uma questão da prefeitura concordar ou não. Não vejo problema nenhum, deve ser o que é melhor para a comunidade. Neste ano de 2012 foi motivo de muito debate interno o pedido encaminhado pela Caciva para a mudança do feriado. Mas não houve consenso e muitas atividades já estavam agendadas. No início de 2013 esse assunto deve ser encaminhado. É o ano ideal para isso, não teremos Fenachim e o assunto deve ser discutido.

Pergunta 9: No final de cada ano os municípios vizinhos investem em decoração e iluminação natalina, com promoções de eventos que comemoram com a comunidade essa data máxima, atraindo turistas e estimulando o consumo. Qual o seu planejamento para que Venâncio Aires também seja uma referência turística neste período (ex.: Lajeado Brilha e Christkindfest) Juçara: Venâncio está devendo para a comunidade um Natal muito mais bonito. Não só Natal, mas ocasiões específicas. A cidade como um todo está muito descuidada, está um pouco abandonada. A questão do Natal tem que passar por um espírito de corporativismo. De se criar um grupo de pessoas que façam cursos de artesanato, reciclagem. Nos moldes de Gramado, que usam garrafas PETs e fazem maravilhas daquilo, possamos também fazer um belo trabalho. Já se tem algumas coisas mas está incipiente. Venâncio tem artistas maravilhosos. O poder público tem que reunir estas pessoas e embelezar a cidade e fazer um Natal perfeito. Um espírito de participação, isto se faz buscando e incentivando o desenvolvimento de um projeto.

Airton: Todos os anos, temos um planejamento completo, só não é feito por falta de recurso. Precisamos optar pelo investimento que atenda a comunidade como um todo e acabamos utilizando os recursos disponíveis para a decoração de Natal para atender alguma outra demanda da comunidade. Acho que neste período já estamos bem mais preparados. Devemos utilizar a experiência da Fenachim e fazer uma parceria com os artesões do município.


Pergunta 10: Qual a visão que você tem da Caciva hoje? Prevê alguma parceria com a entidade para estimular o consumo no município através de incentivo e/ou premiações aos consumidores? Nilson: Com certeza temos vontade de criar esta parceria, além disto, retomar estas parcerias. Ligando com isto, ações do governo para aumento de arrecadação. Não exigir que tenhamos uma vigilância sanitária que pense apenas em arrecadação. Queremos uma vigilância atuante, mas com uma linha educativa e orientadora. E o estimulo ao consumo não acontece com isto. Não só na educação do empreendedor como também a moderação da carga tributária. Redução dos impostos para fomentar o consumo, o poder público não pode pensar apenas na sua arrecadação sem pensar na qualidade de vida do cidadão e na prosperidade do comércio. A Caciva tem um grande papel neste sentido, principalmente, na questão de acompanhar e fiscalizar.

Airton: Como administradores públicos, acreditamos que Caciva tem grande atuação em Venâncio Aires. Não podemos interferir nas atividades da Entidade. No entanto, assim como a entidade espera uma maior abertura da prefeitura, nós também contamos com uma maior participação da Caciva. Podemos ter atividades em conjunto. A questão da participação em feiras nacionais e internacionais é um exemplo de uma ação que pode ser feita em conjunto, com estímulo para empresas locais.

Encontro com os candidatos  

Os textos com as respostas foram transcritos a partir dos vídeos gravados nas entrevistas. Os vídeos com a íntegra estão disponíveis na Caci...