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O Síndico

Jornal dirigido a síndicos, condôminos, fornecedores e administradoras

Ano 07 • Nº 38 Janeiro | Fevereiro de 2012

PISO SAlarial

Confira os reajustes no salário dos trabalhadores em condomínio

Pág. 3

ELEVADOR Como evitar acidentes

Pág. 5

Piscinas

Novas tecnologias para limpeza

Pág. 9

Vistoria técnica

Auxílio ao síndico no planejamento de obras prediais

Pág. 11


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O Síndico Nº 38

Janeiro | Fevereiro de 2012

Piada

Editorial

O conhecimento que pode evitar tragédias Iniciamos o ano com uma péssima notícia para os síndicos e habitantes de edifícios - a de que três prédios no Centro do Rio de Janeiro vieram ao chão na pior tragédia relacionada a condomínios dos últimos tempos. Para quem não se lembra, há alguns anos também foi noticiado nos grandes jornais do país, o desabamento de um edifício em Recife. Em comum, as causas: obras irregulares de ampliação ou reforma realizadas sem as devidas análises técnicas e aprovação da Prefeitura. O jornal O Síndico vem tratando com frequencia deste e de outros assuntos, como prevenção e combate a incêndio, e, em 2012 intensificaremos o enfoque, divulgando mais informações em nossas matérias e aprofundando os temas nos próximos módulos do Curso de Capacitação em Administração de Condomínios, previstos para ocorrer em março e maio próximos. A falta de conhecimento dos síndicos ou sua omissão em relação a condôminos que realizam obras irregularmente em suas unidades é o assunto tratado no artigo da página

Expediente

4 pela nova colaboradora do jornal, a advogada Claudia de Oliveira e Silva, expert na área condominial. O Tira-teima também responde a dúvida sobre esta questão, assim como a outras debatidas durante a Rodada de Perguntas e Respostas do 3º Dia do Síndico, evento promovido em novembro passado e que, mais uma vez, obteve a aprovação máxima da grande maioria do público. O diferencial deste terceiro encontro anual foi o notável amadurecimento dos síndicos participantes, percebido pelo elevado nível de discussão durante as palestras. Confira a cobertura completa do evento nas páginas 6 e 7. Vistoria preventiva, acidentes em elevadores e tratamento de piscinas são outras matérias que produzimos para você. Fique por dentro das novidades e dos cuidados que todo síndico deve ter para garantir a tranquilidade, a segurança e o lazer dentro dos condomínios. Aproveitamos para desejar a todos um ano promissor e que continuemos juntos por mais uma temporada que ainda promete boas surpresas! Boa leitura!

O Síndico

Telefone: (32) 3212-3329 E-mail: contato@logicavirtual.com Jornalista responsável: Andréa Castilho - MTB 5892 Comercial: Olívia Marta (32) 3212 3329 / 8805 3666 / 3215 8440 Produção: Lógica Comunicação Colaborador: José Maria Braz Pereira, Cláudia de Oliveira e Silva Tiragem: 2.500 exemplares Impressão: Gráfica DI Os conceitos emitidos em matérias assinadas ou pagas não refletem, necessariamente, a opinião do jornal «O Síndico». A reprodução dos textos deste jornal requer autorização prévia. O jornal «O Síndico» não se responsabiliza pelo conteúdo dos anúncios e pelos serviços prestados pelos anunciantes.

Errata

sem educação 

Na edição passada, publicamos o nome do consultor do Serasa, Silvestre de Oliveira, como fonte da matéria sobre Certificação Digital. Pedimos desculpas ao funcionário e à instituição, tendo em vista que o mesmo não estava credenciado a dar entrevistas, não sendo informado pela jornalista que as informações colhidas seriam publicadas em jornal informativo.

O garoto apanhou da vizinha, e a mãe furiosa foi tomar satisfação: - Por que a senhora bateu no meu filho? - Ele foi maleducado, e me chamou de gorda. - E a senhora acha que vai emagrecer batendo nele?

Índices Econômicos Fev Poupança(%) 0, 5719 TR Taxa Referencial (%) 0,0524 Salário Mínimo (R$) 540,00 IGP-M (FGV) (%) 1,00 INPC (IBGE) (%) 0,54 IPCA (IBGE) (%) 0,80

Mar 0,5527 0,1212 545,00 0,62 0,66 0,79

Abr 0,6218 0,0369 545,00 0,45 0,72 0,77

Mai 0,5371 0,1570 545,00 0,43 0,57 0,47

Jun 0,6578 0,1114 545,00 -0,18 0,22 0,15

2011/2012 Jul Ago Set Out Nov Dez Jan 0,6120 0,6235 0,7086 0,6008 0,5623 0,5648 0,5942 0,1229 0,2076 0,1003 0,0620 0,0645 0,0937 0,0864 545,00 545,00 545,00 545,00 545,00 545,00 622,00 -0,12 0,44 0,65 0,53 0,50 -0,12 0,25 0,00 0,42 0,45 0,32 0,57 0,51 0,16 0,37 0,53 0,43 0,52 0,50 Fonte: FGV, IBGE, Fecomércio,Portal Brasil

imposto de renda Base de Cálculo Alíquota a deduzir Até R$ 1.637,11 Isento Entre 1.637,12 e R$ 2.453,50 7,5% Entre R$ 2.453,51 e R$ 3.271,38 15% Entre R$ 3.271,39 e R$ 4.087,65 22,5% Acima de R$ 4.087,65 27,5%

Parcela em R$ Isento 122,78 306,80 552,15 756,53

R$ 672,38 R$ 712,10

• Reformas e pinturas • Tratamento de trincas • Impermeabilização em geral • Construção e reforma de telhados

(32)

3231-2145 / 9103-0657

Rua Eng. Cristóvão Quirino Bergo, 43 | São Pedro | Juiz de Fora - MG Empresa de Maurício Fortes

Porteiro/Vigia

R$ 628,45

Faxineiro/Serviços Gerais

R$ 654,61

Ascensorista

R$ 654,61

Zelador

R$ 706,99

Garagista

R$ 706,99

Fonte - SINTEAC - Sind. dos Trab. em Empresas de Asseio e Conservação


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Informe Publicitário Antônio Sérgio Ribeiro Presidente SINTEAC

A

Convenção Coletiva de Trabalho de 2012 representa um grande marco na vida dos trabalhadores do segmento de asseio e conservação de Juiz de Fora, coroando o trabalho do SINTEAC que está comprometido unicamente com os interesses da categoria. O trabalhador tem muitos motivos para comemorar. Entre eles, destaca-se o aumento significativo dos pisos salariais, cujo índice ficou acima do dobro da inflação oficial dos últimos doze meses (veja valores na página 2). Também contribuiu para o sucesso, o ineditismo nas negociações que iniciaram com bastante antecedência, e a situação brasileira, que vem combinando crescimento econômico com distribuição de renda. Tais condições aliadas à permanente luta do SINTEAC pela conquista de salários justos e condições dignas de trabalho, além da valorização e reconhecimento do importante papel do trabalhador terceirizado no desenvolvimento do país, produziram bons frutos à categoria com atendimento a reivindicações históricas. Manter o SINTEAC atuante é um direito e um dever de todos que se concretiza através da participação nas assembléias, do apoio às lutas sociais e, principalmente, do fortalecimento das contribuições sindicais. Só assim estarão garantidas no-

vas conquistas e vitórias. Por todos estes fatores e pelo que se descortina para o futuro, pode-se afirmar que a Convenção/2012 aumentou ainda mais a disposição do SINTEAC de persistir no objetivo de defender os interesses dos trabalhadores. E mais ... O Plano de Saúde, que era um sonho, tornou-se realidade! Para atender aos trabalhadores e dependentes com consultas médicas e exames laboratoriais, o Plano será efetivado por meio de co-participação dos trabalhadores e empregadores, sendo que as empresas passarão a contribuir com o mesmo valor a partir da CCT de 2013. E em fevereiro, começa a vigorar o novo valor do ticket alimentação afixado em R$ 7,00 por dia trabalhado, estando em negociação pelo SINTEAC a extensão do benefício àqueles que trabalham 6 horas diárias. A CCT determina ainda que nenhum trabalhador poderá receber ticket com valor inferior ao estabelecido. Antônio Sérgio Ribeiro Presidente SINTEAC Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Asseio e Conservação Av. Barão do Rio Branco, Nº 3396/202. Tels.: 3212-0803/3218-7127

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Informe Publicitário

O

Sindicato dos Condomínios de Juiz de Fora e Zona da Mata Mineira (Rua Halfeld, 744/100 – 3212.4081, funcionando das 13h às 17h de segunda a sexta-feira) e o Sindicato de Empregados em Edifícios e Empresas de Compra e Venda, Locação, Administração de Imóveis Comerciais e Residenciais de Juiz de Fora (Av. Getúlio Vargas, 828/603 – 3215.9461), CELEBRARAM a Convenção Coletiva de Trabalho de 2012, que obriga todos os empregadores e empregados representados pelas duas entidades a cumprirem o mesmo. Os novos pisos da Categoria Profissional serão corrigidos pelo índice de 10,27% (dez, vinte sete por cento) sobre salários vigentes em 31/12/2011. Os novos pisos salariais foram fixados em: - Para os empregados em Condomínios Residenciais:

R$ 672,38

- Para os empregados em Condomínios Comerciais, Shopping Centers e Administradoras:

R$ 712,10

Contribuição Assistencial / Empregados Os empregadores descontarão de cada empregado, sindicalizado ou não sindicalizado, no salário reajustado do mês de Janeiro/2012, de acordo com a cláusula 31º da Convenção Coletiva de Trabalho, a titulo de CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL, e recolherão à tesouraria do Sindicato dos Empregados. Contribuição Sindical Patronal Os representantes da Categoria Patronal recolherão em guia emitida pelo SINDICATO PATRONAL conforme a tabela a seguir: Condomínios Residenciais

R$ 85,00

Condomínios Comerciais

R$ 168,00

Shopping Centers de Condomínios

R$ 220,00

Administradoras de Condomínios e de Imóveis

R$ 220,00

Os Empregadores (Síndicos / Administradoras / Imobiliárias) poderão obter cópias da Convenção de Trabalho/2012 na sede do Sindicado Patronal (Rua Halfeld 744/100, de 2ª a 6ª-feira, de 13 às 17h). Miriam Garcia Vasconcellos Presidente do Sindicato dos Condomínios de Juiz de Fora e Zona da Mata Mineira – PATRONAL - (32) 3212.4081


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artigo

Tira-teima

O desabamento dos edifícios no Rio de Janeiro: um alerta aos síndicos Cláudia de Oliveira e Silva *

O grave e lamentável acidente ocorrido no dia 25 de janeiro último, na cidade do Rio de Janeiro, trouxe à tona o assunto relativo a obras realizadas nas unidades particulares dos condomínios ou conjunto de moradias (prédio ou casas). Infelizmente, é negligenciado que toda obra - de qualquer espécie ou dimensão - exiga prévia análise do projeto para aprovação pela Prefeitura, a qual atuará de acordo com o que dispõe o Código de Obras, que é lei municipal. Ainda que haja o Direito de Construir do interessado, previsto no Código Civil, o mesmo deverá ser exercido observando-se as normas regulamentares administrativas municipais. Ou seja, não se pode fazer obras, sejam reformas, redecorações, os famigerados “puxadinhos”, movimentação de terra, dentre outros, a bel-prazer. Há um interesse coletivo maior e mais importante que deve ser protegido, o que ficou tão bem retratado no episódio do Rio de Janeiro. Diante disso, os síndicos/administradores, sendo legalmente, de acordo com o Código Civil, os representantes legais, devem acautelar-se e adotar o conceito da prevenção, não focando apenas nas obras realizadas em áreas comuns e/ou coletivas. Em termos práticos, ainda que não conste - o que é recomendável - na Convenção de Condomínio, no Estatuto da Associação, ou no Regimento Interno ou em decisão de Assembleias, o critério indicando procedimentos e métodos para as obras em geral (até mesmo a existência de uma Comissão Interna), é aconselhável uma postura preventiva nessa matéria. Isso porque no poder geral de gestão do síndico/administrador está incluída uma atuação ativa e altiva - e claro, respeitando as garantias constitucionais - e lhe é permitido, sempre formalmente, questionar, acompanhar e vistoriar o andamento das obras nas unidades particulares. Assim, com as cautelas devidas e o respaldo legal, o síndico/administrador - na grande maioria das vezes remunerado para essa atividade - se preserva e evita ser envolvido, por omissão, nas três esferas da responsabilidade: a administrativa (pagamento de multas), a civil (indenização) e a penal (criminal). *Cláudia de Oliveira e Silva é advogada associada sênior do escritório Martins Lacerda Assessoria Consultoria Jurídica. http://www.martinslacerda.adv.br

Sou moradora do último andar e gostaria de utilizar a laje, mas não há documentos no condomínio ou escritura que cite este procedimento. O que devo fazer para resolver isso e também saber se a laje pode suportar algum tipo de peso, assim como se a Prefeitura irá permitir a ocupação? Enfim, quais são os procedimentos para a ocupação legal? Cecília O direito de construir sobre a laje do último andar deve vir expresso na convenção de condomínio, no caso da pergunta não há esse direito expresso. Assim, a eventual construção sobre a laje depende de autorização expressa da totalidade dos condôminos do edifício. Quanto à capacidade da carga adicional, deve-se consultar o Engenheiro responsável pelos cálculos estruturais do prédio ou outro especialista, que, em Laudo Técnico, demonstre a possibilidade de construção sem risco. Finalmente, o Projeto deverá ser apresentado à Prefeitura Municipal para obtenção da Licença de Obra. É importante que todas as obras nas unidades, ainda que internas, tenham um projeto e licença da Prefeitura, evitando realizar obras que comprometam a segurança da edificação.

Gostaria de saber se é devido ou correto utilizar o sistema de TV interno do condomínio para poder autuar (multar) moradores que desrespeitam o Regimento Interno do condomínio. Wellington Wellington, a aplicação de multas aos moradores deve seguir um roteiro, sendo o primeiro passo, enviar uma carta de advertência ao infrator. Caso não se obtenha o efeito desejado, pode-se multar conforme o que estipula a Convenção do Condomínio. É importante

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documentar as providências tomadas e dentre elas, guardar a gravação realizada pelo sistema interno de TV que servirá como prova do desrespeito ao Regimento Interno do condomínio. Em nosso condomínio, a Convenção proíbe a presença de máquinas barulhentas e atividades comerciais, do tipo ateliê de costura. Um dos condôminos é uma costureira que utiliza sua área para tal prática, prejudicando a segurança dos moradores com entrada de pessoas estranhas no edifício. Como podemos proceder para resolver o problema? É possível proibir tal uso? Vera Em todo condomínio, a Convenção deve ser cumprida, e portanto, Vera, no seu caso, o uso de uma das unidades com comércio ou indústria não pode ser praticado, já que a Convenção o proíbe. O artigo 1.336 do Código Civil afirma que dentre os deveres do condômino, está o de dar à sua parte, a mesma destinação que tem a edificação e não a utilizar de maneira prejudicial ao sossego e segurança dos demais. Já o art. 1351, informa que a mudança de destinação da unidade imobiliária depende de aprovação pela unanimidade dos condôminos. Meu prédio não dispõe de um grande espaço de lazer, porém o apartamento térreo tem uma área voltada para as janelas dos quartos e nos finais de semana costuma gerar muita fumaça, fazendo os moradores fecharem suas janelas. É possível proibir tal prática? Como agir nesta situação? Waldo Da mesma forma que na resposta anterior, Waldo, vale o que diz o art. 1.336 do Código Civil que relata

na alínea IV - “Dar às suas partes a mesma destinação que tem a edificação, e não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego, salubridade e segurança dos possuidores, ou aos bons constumes.” Portanto, sugerimos que se faça uma correspondência advertindo o infrator para que o mesmo faça cessar o problema ou busque uma solução, como por exemplo, instalar um sistema de exaustão em sua unidade. No caso de continuidade do problema, deve-se multar a pessoa de acordo com o que estipula a Convenção. As perguntas desta coluna foram respondidas pelo consultor de condomínios José Maria Braz Pereira e pela Castilho Serviços Ltda. Para mandar sua questão, envie sua dúvida para o e-mail redacao@logicavirtual.com Conheça também o espaço Sem Dúvida, no site sindicojf.com.br, que é mais um canal de esclarecimento de dúvidas sobre administração condominial.


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Prevenindo acidentes

A

Procedimentos que promovem a segurança em elevadores

comodidade do uso do elevador no condomínio pode se tornar uma dor de cabeça para o síndico, quando o equipamento não oferece a segurança necessária aos usuários. Entre as principais reclamações registradas pela equipe do jornal O Síndico, a maior parte trata de casos de pessoas presas no interior de elevadores, prensadas entre as portas ou que tropeçaram em degraus desnivelados. O engenheiro Wilson Lopes explica que elevadores antigos estão mais sujeitos a apresentar esse tipo de problema. “Em geral, equipamentos acima de 20 anos de uso apresentam desgaste da vida útil e existe a dificuldade de achar peças de reposição. O mais recomendado é a atualização do quadro de comando, que geralmente inclui mudança na fiação do poço, nos cabos de comando e nas botoeiras.” Para o condomínio, a vantagem da modernização é contar com um transporte ágil e que, principalmente, ofereça segurança a moradores e visitantes. O Condomínio do Edifício Dona Liu recentemente investiu na reforma do seu elevador, com a troca do sistema

elétrico pelo eletrônico. Com cerca de 20 anos de uso, o equipamento apresentava inúmeros defeitos segundo o subsíndico Silvério Teixeira Ruela. “O condomínio optou pela reforma para solucionar de vez as reclamações que recebíamos de pessoas presas no elevador, quando tínhamos que chamar frequentemente a empresa de manutenção”, relata. Levantamento realizado junto ao Corpo de Bombeiros mostra que o assunto deve mesmo preocupar síndicos e administradoras. No ano passado, foram registrados 10 casos de acidentes com elevadores em Juiz de Fora e região e as estatísticas aumentam quando se leva em conta casos não notificados, em que os Bombeiros nem mesmo tomam conhecimento do acidente. O assessor de Comunicação do 4º. Batalhão, Capitão Marcos Moreira Santiago confirma a subnotificação. “O número de casos de acidentes com elevadores na cidade com certeza é muito maior, mas o Corpo de Bombeiros somente possui registro de casos mais graves, quando há o socorro da vítima e encaminhamento ao hospital.”

OLHO VIVO, SÍNDICO!

E “No ano passado, foram registrados 10 casos de acidentes com elevadores em Juiz de Fora e região e as estatísticas aumentam quando se leva em conta os casos não notificados.”

Exigências na hora de contratar manutenção

Pane no elevador

Atuando há mais de 20 anos na área de manutenção e com cinco anos de experiência em elevadores e escadas rolantes, o técnico Marco Aurélio Corrêa explica que, na maioria das vezes, os acidentes com elevadores são causados por falhas na manutenção, falhas técnicas, excesso de carga e uso inadequado do equipamento. Ele orienta como os condomínios devem agir na hora de contratar uma empresa de manutenção de elevadores. “Como respondem judicialmente por qualquer evento que aconteça no condomínio, o síndico ou administradora deve ficar atento aos serviços prestados pelas contratadas.” Corrêa explica que o primeiro passo é verificar se a empresa conta com engenheiro e profissionais registrados no CREA, além de oferecer aos funcionários um programa constante de treinamento. Outra dica é estar atento ao tem-

Em casos de pessoas presas em elevadores, o condomínio deve orientar funcionários a não tentarem fazer o resgate por conta própria, seguindo a conduta padrão de entrar em contato com o técnico de manutenção de elevadores ou Corpo de Bombeiros. Somente eles estão habilitados a realizar todos os procedimentos de retirada das pessoas em segurança. O Corpo de Bombeiros recomenda que, nesses casos, as pessoas mantenham a calma e procurem não entrar em pânico. “A melhor saída é entrar em contato pelo telefone de emergência 193 e aguardar o socorro. Atitudes impensadas podem causar acidentes graves e até mesmo fatais”, adverte o Capitão Santiago.

po de duração do serviço. “Uma manutenção padrão dura em torno de uma hora, no mínimo, em cada elevador. Se o técnico fizer a vistoria em menos tempo, o síndico deve desconfiar da qualidade desse serviço.” Preços muito abaixo dos praticados no mercado também indicam motivos para desconfiança, segundo o especialista. “Se a empresa contratada cobra um preço muito baixo, vai ganhar de outra forma, por exemplo, forçando a substituição de peças ainda em condições de uso ou prestando um serviço de baixa qualidade.” Ele orienta ainda que, ao final do serviço, o síndico cobre a nota fiscal das peças substituídas ficando atento a preços abusivos. “O condomínio já paga pela manutenção e, caso alguma peça seja substituída, deverá pagar o valor da mesma, sem acréscimos”, explica.

m vigor desde outubro do ano passado, a nova lei que concede aviso prévio de até 90 dias para trabalhadores demitidos sem justa causa, promoverá mudanças também nos condomínios. O texto determina que depois que o trabalhador completar um ano no emprego, ele ganha três dias a mais de aviso prévio para cada ano de serviço, podendo chegar a até 90 dias. O contador Manoel Francisco da Silva esclarece que desde então, ficou mais difícil mandar embora um funcionário com muitos anos de casa. “Ficará mais oneroso para o condomínio, pois se o funcionário tem, por exemplo, 10 anos de carteira assinada, receberá a indenização a que tem direito e mais um salário da categoria.” Ele explica ainda que no caso de demissão de funcionários antigos que ocupam algum imóvel no edifício, como zeladores, eles terão direito a continuar usufruindo do imóvel durante todo cumprimento do aviso. Por isso, a recomendação é de muita prudência e cuidado por parte do síndico e das administradoras na hora de demitir um funcionário, já que as regras mudaram.


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Flagrante Realizado no dia 26 de novembro de 2011, o 3º Dia do Síndico constituiu-se em mais um momento de confraternização e troca de conhecimentos. Veja os depoimentos de quem participou do encontro:

“O evento foi ótimo, me ajudou muito já que sou síndico há pouco tempo. Inclusive, fiz contato com colegas e vou procurá-los para adquirir novos conhecimentos.”

“É a primeira vez que participo do Dia do Síndico. Achei muito interessante em função dos temas que são comuns a todos. As fontes de consulta são cada vez mais importantes para o síndico, portanto, a validade desse tipo de evento é perfeitamente cabível.”

Jaime Boaventura Gomes, síndico do Ed. Leandro

Márcio Duque, síndico do Ed. Pedro Dahbar

3º Dia do Síndico é consagrado pelo público Público satisfeito consolida evento como referência em Juiz de Fora

O

3º Dia do Síndico vem se consagrando em Juiz de ou buscando o Tribunal Arbitral, que é muito mais rápido.” Fora como o evento mais importante relacionado Para o síndico do Ed. Sagarana, Fábio Amaral da Paula, “a ao mundo condominial. Promovido pelo jornal O palestra foi muito esclarecedora, e facilitará o dialógo com Síndico, o encontro foi realizado no último dia 26 os condôminos”. de novembro, reunindo no Hotel Constantino cerca de 150 A manutenção e conservação de marquises foi o tema síndicos, subsíndicos, conselheiros, síndicos profissionais e principal da palestra da Secretária de Atividades Urbanas condôminos, além de administradores de condomínio, corda Prefeitura de Juiz de Fora, Sueli Reis, que alertou aos retores de imóveis e empresários do segmento. Cumprindo síndicos sobre a importância dos cuidados preventivos e vemais uma vez seu objetivo de ser um ambiente propício à rificação periódica dessas estruturas, para evitar possíveis aquisição de conhecimenproblemas. Em sua explatos, esclarecimento de dúnação, mostrou ainda a vidas, construção de parimportância da despolui“A cada ano, vamos identificando cerias e apresentação de ção visual da cidade, cujo os anseios do nosso público e nesta novidades do mercado, o foco central está na consencontro registrou elevado cientização dos lojistas e índice de aprovação e ama- edição tivemos a rodada de perguntas síndicos de condomínios durecimento como comprocomerciais ou mistos soe respostas, em que a plateia não va o depoimento do síndico bre a colocação ideal de só assistiu, mas também debateu do Edifício Jardim Modelo, placas publicitárias. Muito Fernando Rios: “o primeiro elogiada na pesquisa de questões e esclareceu dúvidas.” Dia do Síndico foi uma exsatisfação, esta atração periência, o segundo já foi do evento demonstrou bom, mas só quem veio antes e está vindo hoje pode sentir uma grande interação entre a plateia e o poder público. o progresso. O crescimento foi fantástico”. Amarildo Corrêa, síndico do Condomínio do Edifício SoEntre os temas abordados, a palestra da juíza arbitral, lar Belmiro Braga elogiou o encontro. “Gostei mais da parte Dra. Juliana Vênera Campos, do Juizado Arbitral da Zona da jurídica que rege o condomínio, e da palestra sobre seguranMata esclareceu como o síndico deve agir de acordo com a ça das marquises, que foi muito proveitosa. O Dia do Síndico lei em casos de inadimplência, desrespeito à Lei do Silêncio, está indo num bom caminho. O fluxo de intercâmbio entre os problemas com condôminos anti-sociais e com animais doorganizadores e os participantes está excelente.” A síndica mésticos, assim como explanou sobre a classificação dos do Condomínio do Edifício Acapulco Rosângela Ferreira desdiferentes tipos de obras nos condomínios. Explicou ainda tacou o papel do evento de levar sempre novas informações o funcionamento do Tribunal Arbitral e sua eficácia na soaos síndicos. “Acho muito interessante porque aprendemos lução de conflitos. “O síndico deve procurar estabelecer um uns com os outros, conhecendo mais síndicos e fazendo bom convívio, evitando acionar o judiciário por demandas amigos. Esclarecemos nossas dúvidas e passamos a entenque poderiam ser resolvidas dentro do próprio condomínio, der melhor algumas leis que desconhecíamos.”


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Flagrante “Sou síndica há 11 anos e foi a primeira vez que participei do Dia do Síndico. Achei o evento ótimo, muito bem elaborado. E, como foi falado, ser síndico não é ruim, mas é preciso ter uma postura de líder para administrar um condomínio.” Nair Barbosa, proprietária da ADN Administração de Condomínios

“Achei muito interessante. As dúvidas foram bem esclarecidas. Acho que os condôminos deviam participar mais, porque o síndico reclama tanto sobre inadimplência, sobre o lixo que é colocado fora do horário, sobre as marquises e as propagandas em cima das mesmas, que fica difícil lutarmos sozinhos contra os problemas.” Maria Aparecida Corrêa Cugula, síndica do Ed. Carrumba

Melhor a cada ano Novidade deste ano, na Rodada de Perguntas e Respostas os síndicos puderam tirar proveito dos conhecimentos de um time de primeira, formado por profissionais experientes do ramo de administração de condomínios e legislação trabalhista. Andréa Castilho, editora do jornal O Síndico e organizadora do evento destaca esse momento como um dos pontos altos do encontro. “A cada ano, vamos identificando os anseios do nosso público e nesta edição tivemos a rodada de perguntas e respostas, em que a platéia não só assistiu, mas também debateu questões e esclareceu dúvidas.” Co-organizador do evento, Joaquim Castilho reforçou o valor do encontro para a aquisição de conhecimentos. “Nosso

objetivo é divulgar a respeito da função dos síndicos e as leis que a regulam, ajudando-os a administrar suas comunidades. Sempre reconhecendo que o trabalho é árduo, mas que, com conhecimento, pode-se obter bons resultados.” Apostando na ideia, a Administradora de Condomínios Vilela Peters acredita na importância do Dia do Síndico, como afirmou Luiz Peters. “A essência do evento é a comunicação com os síndicos, informando sobre assuntos de seu interesse e tirando suas dúvidas.”

Exposição de produtos e serviços

A participação de empresas patrocinadoras, com apresentação de produtos e serviços foi outro ponto de destaque do

evento. Nesta edição, a empresa 1000 Tintas trouxe as novidades do mercado de tintas, com apresentação de novas marcas e de sua loja recém reinaugurada no centro da cidade. A Segmax Segurança Eletrônica realizou demonstrações com equipamentos eletrônicos, dos últimos lançamentos em segurança e interfornia para condomínios. Cartilhas e farto material educativo de interesse dos síndicos foi distribuído pela Secretaria de Atividades Urbanas da Prefeitura de Juiz de Fora, enquanto Powerline e Vilela Peters apresentaram suas propostas de trabalho e diferenciais nas áreas de internet banda larga e administração de condomínios. Já a Clínica Ecos ofereceu durante o evento, sessões gratuitas de “quick massa-

ge” com objetivo de promover o relaxamento dos presentes. No intervalo das palestras foi servido um coffee break e para homenagear os síndicos pelo seu dia, foram sorteados diversos brindes como telefones sem fio, DVD, vale-compras em tintas, cestas com vinho e panetone, kits de equipamentos de segurança, agendas, camisas, isenção de taxa de contribuição sindical, e containers de lixo. A organização esclarece que a programação para o início das palestras foi agendada para 8h30, porém a chegada às 8h foi prevista para recepção e credenciamento dos convidados. Para o próximo Dia do Síndico, novos temas e novidades já estão sendo preparados, aguardem!


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Jurisprudência

Clipping CONDOMÍNIO - DESPESAS CONDOMINIAIS - COBRANÇA - MULTA - CONVENÇÃO CONDOMINIAL - INFRAÇÃO - ADMISSIBILIDADE

CONDOMÍNIO - DESPESAS CONDOMINIAIS - COBRANÇA - BENFEITORIA NECESSÁRIA - ASSEMBLEIA - ‘QUORUM’ DE APROVAÇÃO - IRRELEVÂNCIA - CABIMENTO Para as benfeitorias necessárias basta a aprovação pela maioria simples. Não há razão para se exigir a deliberação unânime e nem a realidade das coisas se compadece com tal regra, reservada apenas para casos extremos, onde as inovações puderem afrontar direitos dos condôminos ou atentar contra a estrutura do prédio. II º TAC/SP - Ap. s/ Rev. 740.215-00/0 - 2ª Câm. - Rel. Juiz GILBERTO DOS SANTOS - J. 25.8.2003 (quanto a revestimento externo do prédio) CONDOMÍNIO - DESPESAS CONDOMINIAIS EXTRAORDINÁRIAS - OBRA IMPRESCINDÍVEL - PRÉVIA APROVAÇÃO EM ASSEMBLEIA - DESNECESSIDADE Tendo em vista despesas necessárias à manutenção do edifício prescinde-se até de assembleia autorizadora, em face de premência, devendo os condôminos, reputando exagerados os gastos, tomar a iniciativa de propor contra o condomínio a medida judicial adequada para a verificação das contas, qual seja, ação de prestação de contas. IIº TAC/SP - Ap. s/ Rev. 676.881-00/2 - 3ª Câm. - Rel. Juiz RIBEIRO PINTO - J. 29.7.2003 (sem especificação)

O condômino infrator deve arcar com as multas a que deu causa, por desobedecer o contido na Convenção, no Regulamento Interno e nas Assembleias, mantendo dois veículos (automóvel e moto) em vaga de garagem. Ademais, se considerar “mero capricho” as determinações contidas nos regramentos mencionados e discutidos e votados em assembleia, deve, nas vias próprias, postular para desconstituí-los. IIº TAC/SP - Ap. s/ Rev. 708.277-00/7 - 7ª Câm. - Rel. Juiz AMÉRICO ANGÉLICO - J. 12.8.2003 (quanto a estacionamento de veículos em número superior ao permitido) CONDOMÍNIO - DESPESAS CONDOMINIAIS - AÇÃO ANULATÓRIA MULTA - INFRAÇÃO À CONVENÇÃO CONDOMINIAL - IMPOSIÇÃO PELA ASSEMBLEIA - CONVOCAÇÃO COM O FIM ESPECÍFICO DE APLICAR MULTA - AUSÊNCIA - IRRELEVÂNCIA DESCABIMENTO Não constando nada da Convenção de Condomínio que diga que para a imposição de multa aos condôminos seja necessária uma Assembleia Extraordinária com este fim em específico, correta se apresenta a punição aplicada à condômina pela infração cometida. IIº TAC/SP - Ap. c/ Rev. 670.230-00/5 - 7ª Câm. - Rel. Juiz MIGUEL CUCINELLI - J. 12.8.2003 EMENTA - DIREITO DE VIZINHANÇA - AÇÃO DE NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA - CONSTRUÇÃO EM DESACORDO COM AS NORMAS MUNICIPAIS Ausência de recuos necessários e construção irregular do 3º pavimento Anistia concedida pelo Município ao imóvel não pode atingir direitos de terceiros prejudicados - Necessidade

de comprovação dos prejuízos - Art. 934 do CPC – Documentação fotográfica atestando que a construção do 3º pavimento, bem como a inobservância do recuo lateral de l,5m, prejudicaram a insolação e a ventilação do imóvel dos autores - Demais irregularidades, sem comprovação dos prejuízos - Sentença reformada para limitar o decreto de demolição à área construída no 3º pavimento e área lateral em medida suficiente a respeitar o recuo l,5m - O fato da edificação em construção estar em desacordo com normas regulamentares municipais, por si só, não legitima o particular a postular a demolição da obra ou parte dela, apenas porque houve infração, sem que daí resulte prejuízos. Assim, somente as áreas construídas irregularmente e que causem prejuízo ao imóvel dos autores é que devem ser demolidas. A anistia concedida pelo poder público municipal diz respeito apenas às relações administrativas com a Municipalidade, não tirando do vizinho o direito de exigir a demolição da obra inicialmente irregular, demolição que se restringe às obras que comprovadamentc lhe tragam prejuízo. - Recurso parcialmente provido, v.u.. APL 9294907492008826 SP 9294907-49.2008.8.26.0000 Relator(a): Manoel Justino Bezerra Filho 09/05/2011 35ª Câmara de Direito Privado Publicação: 13/05/2011 EMENTA - APELAÇÃO CÍVEL - AÇÃO DE NUNCIAÇÃO DE OBRA NOVA CUMULADA COM DEMOLITÓRIA Obras realizadas em imóvel sem o devido alvará e em desacordo com as posturas municipais - Continuidade da reforma irregular mesmo após embargo e autuação da obra Demolição Possibilidade Recurso improvido. Processo: APL 40651020078260320 SP 000406510.2007.8.26.0320 Relator(a): Maria Laura Tavares 01/08/2011 Órgão Julgador: 5ª Câmara de Direito Público Publicação: 04/08/2011

‘Em prédios antigos, paredes são como vigas’, explica especialista A causa do desabamento dos três prédios no Centro do Rio de Janeiro ainda está sendo investigada. Uma obra no nono andar de um dos edifícios é apontada como hipótese. Para falar sobre o assunto, o Jornal Globo News conversou com o especialista em gerenciamento de risco Marcelo Brocchi. “O proprietário queria transformar o lugar em um loft”, acredita Brocchi, que lembra que a derrubada de paredes pode ser perigosa. “Em um prédio mais velho, a própria parede, que não é de sustentação, funciona como uma viga de sustentação”, explica. A retirada de vigas pode derrubar um prédio inteiro. “É um efeito dominó”, afirma. Brocchi lembra que o prédio de 70 anos usava um modelo de engenharia da Alemanha. “Era uma receita de bolo. Não se levava em consideração solo, nada disso. Hoje em dia é diferente”. O especialista diz que há uma lei, que ainda espera aprovação, que poderia diminuir os riscos deste tipo de acidente. “Obrigaria condomínios residenciais e comerciais a terem uma vistoria regular, como as feitas em carros”. Fonte: g1/globo.com/globonews, 30 de janeiro de 2012.


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Novidades no tratamento das piscinas de condomínio

Pensamento

Tecnologia de ponta facilita trabalho de manutenção

Viver bem

s piscinas são uma das opções da área de lazer mais valorizadas e no calor se transformam no objeto de desejo de muitos moradores, que não perdem a oportunidade de aproveitar o espaço para tomar um banho de sol, se refrescar e curtir a família. Como nessa época do ano o fluxo de banhistas aumenta bastante, é fundamental que o síndico fique atento para que a água esteja sempre limpa e adequada para o uso. No verão, o tratamento e a manutenção da piscina são itens que devem constar na lista de prioridades do condomínio. A mais recente novidade para auxiliar os síndicos nesses cuidados abusa da tecnologia para oferecer mais conforto e agilidade ao condomínio com uma linha completa de robôs. Um deles é o robô XT5, que retira a sujeira do fundo e até sobe nas paredes da piscina para eliminar impurezas. Álvaro Henrique Moreira, Diretor Comercial da Fortaleza Piscinas explica como funciona o equipamento. “Basta colocá-lo dentro da piscina e ele realiza o escaneamento detectando comprimento e largura da área. Depois, com sua escova de PVC flexível, varre, esfrega, aspira e filtra toda a sujeira, que vai para um filtro em seu interior.” Invenção japonesa, o equipamento funciona movido à energia e a empresa disponibiliza um modelo para demonstrações em condomínios. No mercado há mais tempo, o Pool Clean é outra opção de tratamento de água, com o diferencial de reduzir em 75% o uso do cloro nas piscinas. A vantagem do equipamento é a facilidade de instalação, já que não é preciso quebrar pisos, podendo ser adaptado perto do filtro, junto da tubulação hidráulica, dentro da casa de máquina. O custo de manutenção do equipamento é baixo, sendo necessária a troca da lâmpada uma vez ao

“Viver bem minha própria vida é minha primeira e essencial contribuição ao bem-estar de toda a humanidade e à realização do destino comum dos homens. Se não vivo de maneira feliz, como poderei ajudar outros a serem felizes, livres ou sábios? Contudo, buscar a felicidade não é viver de maneira feliz. Talvez seja mais verdadeiro dizer que encontramos a felicidade quando não a procuramos. A sabedoria, que deliberadamente nos ensina a refrear nosso desejo de felicidade, nos torna capazes de descobrir que já somos felizes sem termos consciência do fato.”

Thomas Merton

“O robô mergulha na água e realiza escaneamento da piscina detectando comprimento, largura e profundidade da área. Depois, com sua escova de PVC flexível, varre, esfrega, aspira e filtra toda a sujeira, que vai para uma bolsa lavável que fica em seu interior.” ano. Já a limpeza é bastante simples, podendo ser feita a cada três meses em média. “São utilizadas lâmpadas ultravioletas que têm ação germicida e atuam substituindo quase totalmente o uso do cloro. A comodidade para o banhista é muito grande, o que permite uma água cristalina sem os problemas típicos que o cloro causa, como cabelos e olhos ressecados, pele coçando e roupas de banho estragadas”, garante Álvaro.

Reforma de piscinas Além de adquirir produtos químicos para a limpeza e manutenção de piscinas em lojas especializadas, os condomínios também encontram no mercado, soluções em vinil para revestimento de piscinas de azulejos com vazamento e infiltrações. Álvaro Moreira explica que para o serviço é necessária uma avaliação cujo objetivo é preparar a piscina para a realização da obra. Com todos esses cuidados, síndicos e moradores irão aproveitar bastante o verão e se divertir muito nas piscinas.

Que possamos permitir que a felicidade nos encontre a cada dia desse novo ano. E, que estejamos preparados para arregaçar as mangas e ir à luta, desejando um ano de muito trabalho e aprendizado. Principalmente, um ano em que possamos ajudar uns aos outros em prol desse mesmo objetivo: viver bem! Feliz 2012 é o que deseja a equipe do jornal O Síndico a todos os síndicos, amigos e parceiros.

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Artigo: Condomínio no dia-a-dia...

Ecos do 3º Dia do Síndico

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o iniciarmos mais um ano, desejamos a todos SAÚDE, PAZ E MUITAS VITÓRIAS. Hoje, comentaremos alguns assuntos da RODADA DE PERGUNTAS E RESPOSTAS do 3º DIA DO SÍNDICO. Antes, porém gostaríamos de parabenizar a Drª Juliana Vênera Campos e Silva, pela brilhante palestra proferida no evento. Vamos então abordar sobre algumas perguntas: quanto ao tema Modelo de Gestão em condomínio, as leis sobre o assunto estabelecem que haja um Síndico, podendo ter Subsíndico e o Conselho Consultivo composto por três condôminos, com funções definidas para ajudar o Síndico. A Lei 10.406/02 (Código Civil) estabeleceu ainda que o condomínio poderá ter um Conselho Fiscal com a função de dar parecer sobre as contas do Síndico (art. 1.356). No que se refere ao Síndico, para tornar sua administração mais eficaz, ele pode criar cargos, desde que haja funções e atribuições definidas e sejam aprovadas em Assembleia com a ciência de todos os condôminos e moradores. Quanto ao cargo de Síndico, as leis 4.591/64 (Lei do Condomínio) e 10.406/02 (C.C), estabelecem que a Assembleia eleja um Síndico, que poderá não ser condômino, entretanto a Convenção tem poderes para estabelecer quem poderá ser síndico. É importante lembrar que o art. 1.350 da Lei 10.406/02 diz: “Convocará o Síndico, anualmente, reunião da Assembleia dos condôminos, na forma prevista na Convenção, a fim de aprovar o orçamento das despesas, as contribuições dos condôminos e a prestação de contas, e eventualmente eleger-lhe o substituto e alterar o Regimento Interno.” O parágrafo 1º estabelece que “Se o Síndico não convocar a Assembleia, um quarto dos condôminos poderá fazê-lo.” O parágrafo 2º diz: “Se a Assembleia não se reunir, o Juiz decidirá, a requerimento de qualquer condômino.” A parte referente à prestação de contas merece comentário, uma vez que o cargo de Síndico é de confiança e, como tal, torna-se necessária a apresentação da relação de receitas e despesas a todos os membros do condomínio. Não basta confiar nas informações verbais, é preciso que tudo esteja documentado. Esta documentação destina-se a ser apresentada aos condôminos na Assembleia Geral Ordinária, a qual tem poderes para aprovar ou reprovar as contas. Para maior entendimento, vamos citar uma decisão, que faz parte da Jurisprudência: “Não é o Condomínio ou a sua Administradora que têm o dever de

“A Rodada de Perguntas e Respostas foi muito importante e nos trouxe a compreensão de que o modo incorreto de administrar e a falta de participação dos moradores são a causa de muitos problemas nos condomínios.” prestar contas, mas sim seu Síndico, nos termos do art. 22 § 1º, alínea f, c/ e o art. 24 §§, e 25 todos da Lei 4.591/64, presentemente art. 1.348, VIII, art. 1.350,§§, do Código Civil de 2002. Vê-se , pois, serem o Condomínio e Administradora parte ilegítima para figurar no Pólo Passivo da demanda.” (2ª TACIVSP-APS/ VER. 805.900-0/7- 7ª CÂM-REL. JUIZ PAULO AYROSA-J.14.10.2003). Pelo fato de termos abordado sobre obras no condomínio, vamos fazer um rápido comentário: O art. 1.341 da Lei 10.406/02 (C.C.) regula que: “A realização de obras no condomínio depende: I) se vo-

luptuárias, de voto de dois terços dos condôminos; II) se úteis, de voto da maioria dos condôminos. § 1º As obras ou reparação necessárias podem ser realizadas, independentemente de autorização, pelo síndico, ou, em caso de omissão ou impedimento deste, por qualquer condômino. § 2º Se as obras ou reparos forem urgentes e importarem em despesas excessivas, determinada sua realização, o síndico ou o condômino que tomou a iniciativa delas dará ciência à assembleia, que deverá ser convocada imediatamente. § 3º não sendo urgentes, as obras ou reparos necessários, que importarem em despesas excessivas, somente poderão ser efetuadas após autorização da assembléia, especialmente convocada pelo síndico, ou, em caso de omissão ou impedimento deste, por qualquer dos condôminos. § 4º O condômino que realizar obras ou reparos necessários será reembolsado das despesas que efetuar, não tendo direito à restituição das que fizer com obras ou reparos de outra natureza, embora de interesse comum. Aproveitamos para informar que várias perguntas debatidas durante o evento serão esclarecidas na coluna Tira-Teima deste jornal e outras merecerão artigos específicos, assim como iremos preparar módulos do Curso de Capacitação em Administração de Condomínios sobre os assuntos mais polêmicos. A Rodada de Perguntas e Respostas foi muito importante e nos trouxe a compreensão de que o modo incorreto de administrar e a falta de participação dos moradores são a causa de muitos problemas nos condomínios. Em razão das sugestões dos participantes, estamos elaborando o Módulo 3 do Curso de Capacitação, para março/2012, quando será desenvolvido o tema Segurança e Prevenção a Incêndios nos Condomínios. Para que se efetive um real atendimento às necessidades de todos, pedimos àqueles que desejarem sugerir algum ponto importante a ser focalizado, encaminhar a sugestão à equipe do jornal até no máximo dia 20/02. Façam suas reservas, lembrando que a mesma é um compromisso, pois o não comparecimento implica em tomar a vaga do outro. Mais uma vez, desejamos que o Ano Novo nos traga SAÚDE, PAZ E GRANDES REALIZAÇÕES. Abraços. José Maria Braz Pereira Consultor de Empresas E-mail: brazpereirajm@hotmail.com

AGUARDEM, EM MARÇO! Curso

Capacitação

em Administração de Condomínios

“Segurança e prevenção a incêndio em condomínios” Informações: www.sindicojf.com.br


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Entrevista:

Vistoria preventiva auxilia no planejamento das ações do condomínio Cuidar da manutenção predial é trabalho fundamental

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amadorismo na hora de fazer a vistoria do condomínio, muitas vezes, é responsável por colocar o síndico em “maus lençóis”. Isso porque a falta de experiência e de um olhar mais técnico sobre a parte estrutural da edificação, contribuem para deixar passar problemas que, com o tempo, podem colocar em risco a vida e a integridade física de moradores e transeuntes. O serviço de vistoria em condomínios ajuda a detectar obras necessárias e de melhorias a serem realizadas no edifício, visando manter o condomínio bem conservado, valorizado e seguro. Para conhecer mais esse trabalho, o jornal O Síndico entrevistou o Diretor Administrativo da Construtora Viganorte, Robson Medina Nascimento.

po e por falta de manutenção, o que contribui para a desvalorização do imóvel. Sempre que nos deparamos com essas situações, indicamos que o síndico dê prioridade ao assunto e realize os reparos necessários para resolver esses problemas.

“Esse trabalho tem a vantagem de proporcionar ao síndico a direção certa do que precisa realizar e das prioridades. Quando contrata a empresa responsável pela execução dos serviços, já sabe o que exigir.”

O Síndico: Explique detalhadamente como é feito esse trabalho de vistoria preventiva. Robson: São verificados minuciosamente todos os detalhes do condomínio, fazendo uma vistoria geral da partes civis das áreas comuns do edifício, o que inclui áreas internas e externas. Entre os vários itens, podemos enumerar a verificação do estado de conservação dos telhados, da caixa d’água, da garagem, calçadas, a conferência da afixação correta dos corrimões, da sinalização de extintores de incêndio, se as escadas possuem faixas antiderrapantes exigidas por lei, entre outros. A fachada dos condomínios também merece especial atenção da vistoria, que checa problemas como a desagregação de revestimentos, queda de pedras, infiltrações e rejuntes que podem oferecer riscos aos moradores e à população que transita pelas calçadas.

O Síndico: Quais os principais problemas que vocês observam nas vistorias realizadas nos condomínios? Robson: O maior problema dos condomínios, hoje, gira em torno de dois itens, telhado e fachada. Telhado porque no período de seca, as pessoas instalam antenas de TV a cabo ou internet e, se por acaso, alguma telha quebra e as pessoas não avisam, quando chega a época de chuvas, os apartamentos de cobertura sofrem com as infiltrações. Quanto às fachadas, elas também vão se deteriorando pela ação do tem-

O Síndico: Os síndicos podem optar por realizar uma autovistoria? É o mais indicado? Robson: Não indicamos esse tipo de situação, porque muitas vezes o síndico já se ocupa de várias outras atividades dentro do condomínio e não tem tempo ou mesmo disposição para fazer uma vistoria completa. O mesmo ocorre quando o síndico delega essa função a zeladores, que muitas vezes não são habilitados e não possuem o conhecimento técnico para avaliar adequadamente o real estado do condomínio.

O Síndico: A idade do imóvel influencia na prestação do serviço e no valor cobrado? Robson: O que influencia é a área que vai ser vistoriada e a altura do prédio, no caso de vistoria somente da parte externa. Isso porque os síndicos podem contratar a vistoria separadamente (interna ou externa) ou fazer uma vistoria completa, o que varia é o valor do contrato. Em um prédio de 10 andares, por exemplo, realizamos o serviço em um prazo de uma semana, em horários intercalados, ou seja, cada técnico faz a vistoria da área que é sua especialidade. O Síndico: Qual a periodicidade indicada para os condomínios e imóveis contratarem a vistoria? Robson: Depende da demanda do condomínio. É importante o síndico criar no condomínio a cultura de prevenção, E

nesse caso, o mais indicado é fazer a vistoria a cada seis meses ou um ano, visando prevenir qualquer tipo de problema que possa acarretar algum dano mais sério para o condomínio, como algum acidente com condôminos ou prejuízos causados pela falta de manutenção. Vale lembrar o fato ocorrido no início deste ano com o desabamento de três edifícios no Rio de Janeiro. Como diz aquele velho ditado, “é melhor prevenir do que remediar”, porque o barato pode sair caro. O Síndico: O síndico pode contar com um laudo para ajudá-lo a fazer um planejamento de gastos mais urgentes do condomínio? Robson: Depois de realizada a vistoria, nossa empresa emite um parecer técnico assinado por um engenheiro e um técnico de edificações, em que o síndico pode ter a real noção de todas as obras mais urgentes que precisam ser feitas no condomínio. De posse desse laudo, com as prioridades listadas, o síndico pode fazer pesquisa de orçamentos e escolher pela empresa que melhor atenderá o condomínio na execução das obras. Ele pode optar por nos contratar também, já que nossa empresa está apta para a realização de construção e reformas. O Síndico: Qual a vantagem para o condomínio ao contratar o serviço? Robson: Esse trabalho tem a vantagem de proporcionar ao síndico a direção certa do que precisa realizar e das prioridades. Quando contrata a empresa responsável pela execução dos serviços, já sabe o que exigir. Como por exemplo, se avaliamos que o telhado tem telhas quebradas e o engradamento está precário, ele já sabe se precisa refazer todo o telhado ou somente alguma parte. Com o laudo, o síndico também estará munido de informações preciosas que o ajudarão nas assembleias de condôminos, sendo útil no planejamento orçamentário anual.


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Jornal O Síndico - janeiro 2012