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ED #026 01 2018

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ISSN 2318-194X


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Luiz Carlos Lhacer

Nascido em São Paulo, Capital em 1952, teve seu primeiro contato com a fotografia aos 16 anos de idade, depois de tomar emprestada do pai uma câmera Kodak Medalist II. Bacharel em Direito e publicitário autodidata fundou a Bullet Promoções e a Power4 Marketing Promocional que estiveram entre as mais premiadas agências em marketing promocional da América Latina. Durante o período que se dedicou como executivo na área de marketing nunca deixou de fotografar nas horas livres e durante suas viagens como amador apaixonado. Exerceu profissionalmente a fotografia de publicidade, editoriais de moda, de beleza, sensual e autoral a partir do ano 2000 quando abriu as portas de seu primeiro estúdio. Foi agraciado com o Prêmio “Spider Awards - Black&White - Honor of Distinction in Nude”, em Londres no ano de 2006 - pelo ensaio em preto & branco do Projeto Almas Nuas com a foto “Galo de Briga”. Adepto da Fotografia Autoral, seus trabalhos com filmes em preto e branco foram expostos e comercializados em galerias brasileiras e no exterior tendo seus trabalhos nas paredes de colecionadores em vários países.

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FOTO DE CAPA | LUIZ SOARES


EDIÇÃO ESPECIAL LUIZ CARLOS LHACER

LUIZ CARLOS LHACER

EXPOSIÇÕES Em setembro de 2004 o projeto “Almas Nuas” foi exposto na Galeria Paul Mitchell, posteriormente denominada Leica Gallery em São Paulo em mostra individual. Em outubro de 2004, na Galeria do Olhar em Salvador, Bahia em mostra individual www.galeriadoolhar.com.br

Em outubro de 2005 expôs este trabalho em mostra coletiva na Echo Gallery em Chicago – EUA. www.echogallery.org/

Em julho de 2006 recebeu o “Honor of Distinction in Nude” do Black and White Spider Awards em Londres, na Categoria Profissional. www.thespiderawards.com/2007presentation/photoshow/winners/8_nude/pages/03_lhacer-luiz-09.htm

Seu trabalho de Fine Art foi produzido em filme nesse período em edições limitadas a 12 reproduções. As ampliações feitas pelo printer Silvio Pinhatti em papel fibra Ilford Multigrade FB Warmtone no tamanho de 1.00m x 1.00m com banho de prata e selênio que garante 300 anos de conservação museológica aos compradores. Em 2013 realizou o Workshop de Fotografia Sensual para fotógrafos profissionais em São Luís no Maranhão. No ano de 2014 foi professor de Fotografia de Moda no SENAC no bairro da Lapa em São Paulo. Atualmente está se dedicando a fotografia autoral com fotos de paisagens, cenas urbanas e estúdio. Além de fotógrafo é sênior em pós produção digital.

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|SUMÁRIO CARLOS LHACER 10| LUIZ POR ELE MESMO

12| RETRATOS 72| FINE ART

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LUIZ CARLOS LHACER POR ELE MESMO

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os meus primeiros anos de fotografia eu já me oferecia para fotografar as meninas do Clube Juventus com uma Kodak Medalist II “emprestada” do meu pai e isso atraia a atenção delas sobre esse meu “trabalho”. Naquela época, como nem se pensava na possibilidade de programas de editoração digital, para falar a verdade a imagem que tínhamos sobre computadores eram daquelas máquinas enormes, maiores que uma geladeira duplex (época da serie de TV Lost in Space) que ficavam nas grandes corporações com dois rolos de fita indo pra lá e pra cá. Podia-se fazer muito pouco num laboratório analógico, lógico (me perdoem não resisti) e a menina que não era tão bonita e me pedia fotos e que pagava com uma boa parte da mesada, acabava não gostando muito dos resultados e pedindo seu dinheiro de volta. Naquele período só existiam dois tipos de retoque bem limitados: o retoque americano feito com um aerógrafo de tinta guache sobre a foto e outro para remover um ou outro detalhe bem pequeno feito com tinta e pincel de pelo de marta (animal) de apenas um fio num cromo. Eu sei que muitos de vocês não vão saber do que estou falando, confesso a vocês que também não sei como lembrei disso. De qualquer maneira a câmera era uma ferramenta para xavecar as meninas e abria muitas portas. Desde pequeno já era um voyeur declarado, entre os amigos de escola, trocávamos estilingue, passes de ônibus, bolinhas de gude e outros apetrechos para conseguir um “catecismo do Carlos Zéfiro” ou uma revista Playboy com muita mulher pelada em suas páginas. Quando minha câmera não era suficiente recorria aos buracos das fechaduras alheias. Com o passar dos anos essa ferramenta para acalmar minha testosterona de garoto foi se transformando, curioso como desde sempre era um leitor voraz e comecei a comprar livros e revistas sobre fotografia de moda, via o que os grandes mestres da arte estavam fazendo ao fotografar mulheres deslumbrantes. Nesse período já com barba espeça no rosto comecei a seguir Helmut Newton, “viajava” em cada foto dele e confesso que ele passou a ter grande influência no meu trabalho pela maneira como via o nu até os dias atuais. Seria injusto creditar apenas ao Helmut a minha fonte de inspiração, absorvia o trabalho de centenas de retratistas famosos desde o cubano Alberto Korda ao brasileiro Mario Cravo Neto, esses dois que tive o prazer de conhecer pessoalmente, colocava tudo num liquificador e pronto, você tem minha fórmula: um típico lambe lambe. Já nas Faculdades Metropolitanas Unidas (não sei como se chama hoje) eu concluí o curso de Direito me tornando Bacharel, não prestei o concurso na OAB. Fiz o curso mais para me livrar da cobrança dos meus pais sobre o fato de ter um diploma de curso superior. Naquele tempo não havia tantas faculdades, com cursos diversificados como hoje em dia, era medicina, engenharia ou direito e ponto.

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Nesse período comecei a trabalhar na General Motors, no Departamento de Marketing e tomei conhecimento do que era marketing, pelo menos era o mais próximo que havia para me deixar perto da fotografia e quem atendia a GM (até os dias atuais) era a agência McCann Erickson com o Marcio Moreira no atendimento que depois virou um grande executivo na sede da agência em NY. Mesmo nas minhas constantes viagens pela GM e depois pela Fiat minha câmera ia sempre comigo, uma Leicaflex SL2 que deve ter pegado insolação de tanto por de sol que fotografei. Dando um pulo gigantesco no tempo até os meus 33 anos quando fundei a Bullet Marketing Promocional com o Eugênio Figueiredo não sobrava mais tempo para fotografar e eu me deliciava com os trabalhos dos fotógrafos que nos atendiam e visitava com frequência os seus estúdios: Paulo Rocha, Thomas Susemihl, Luiz Tripolli, Antônio Freitas, Meca entre outros craques. E fomos crescendo, crescendo, os prêmios chegando, chegando e quando me dei conta estávamos com 120 funcionários!!! Maiores do que muitas agências de propaganda famosas em estrutura e faturamento, ufa! No ano de 2.000 quando vendi minha participação societária da Bullet para a Holding Interpublic (os donos da McCann Erickson) abri meu primeiro estúdio na Vila Nova Conceição em São Paulo, de lá para outro pertinho do Estádio do São Paulo Futebol Clube no Morumbi e outro na Avenida Brigadeiro Faria Lima perto do Largo da Batata e finalmente o estúdio da Avenida Ibirapuera junto com o fotógrafo Lailson Santos que foi o estúdio dos meus sonhos. Com a situação do país começando a dar seus o primeiros passos da crise econômica, entregamos o imóvel porque o aluguel e despesas fixas versus faturamento tornaram-se incompatíveis. Comecei minha vida profissional na fotografia com trabalho autoral e depois fui migrando para a fotografia comercial porque não dava pra viver de brisa e assim fui conciliando uma e outra até os dias de hoje. Para concluir, quero dar os parabéns aos leitores que conseguiram chegar até aqui e deixar também a minha homenagem ao Marcello Barbusci que me convidou para fazer parte dessa edição, minha eterna gratidão. Luiz Carlos Lhacer

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RETRATOS 12|


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CRAFTED FOO

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A PLACE WITHOUT LABELS

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BLACK&WHITE IN COLOR #26  

Nesta edição, um especial com Luiz Carlos Lhacer e seu fantástico trabalho com retratos e Fine Art. Um show de Cores e Preto e Branco

BLACK&WHITE IN COLOR #26  

Nesta edição, um especial com Luiz Carlos Lhacer e seu fantástico trabalho com retratos e Fine Art. Um show de Cores e Preto e Branco

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