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8 a 14 de maio de 2019

COMUNIDADE

Edição 1828

Atletas, artistas e empresários podem qualificar para visto de residência Os EUA é um dos destinos mais procurados pelos brasileiros para viver, assim como Canadá e Portugal

O

s vistos que permitem cidadãos brasileiros a morar e trabalhar legalmente nos EUA são inúmeros, porém específicos para cada atividade, situação e objetivo. Atletas, músicos, artistas e empresários têm muitas chances de atuar como profissionais em território americano, sendo remunerados por seus trabalhos de maneira segura e oficial. Na maioria destes casos, o visto O-1 é o mais indicado, segundo a advogada especialista em obtenção de vistos de trabalho e Green Card, Gisele Ambrósio, com escritório em Los Angeles (CA). De acordo com a Embaixada dos EUA no Brasil, profissionais com habilidades extraordinárias nas áreas de ciências, artes, educação, negócios e atletismo ou cinema e televisão se qualificam para o visto O-1. Sendo assim, para aplicar para esta categoria, o candidato deve apresentar uma série de provas que comprovem o seu destaque e renome na sua respectiva área de atuação. “Se for no esporte, para provar sua habilidade extraordinária, o é importante solicitamos que o atleta tenha provas de que já venceu competições (nacionais ou internacionais). Comprovação de que já serviu como juiz em competições, também é válida. Outras evidências que podem ser usadas são comprovantes de presença na mídia, como matérias jornalísticas; anúncios publicitários para marcas importantes; cópias de contratos anteriores com patrocinadores de nome e documentos que confirmem participação em eventos de grande porte. Além disso, é fundamental que tenha um patrocinador ou um agente nos EUA que queira levá-lo para traba-

lhar através do visto O”, explica a advogada. Já o visto P, pode ser uma alternativa àqueles que ainda não tenham conquistado tal notoriedade dentro da sua atividade, pois os requerimentos são mais leves, comparados aos do visto O. “Esse visto serve para tanto atletas individuais, como para times ou grupos de artistas, como uma banda, por exemplo. Ainda assim, a equipe também irá necessitar de um patrocinador americano para assinar o pedido do visto”, esclarece Gisele. Quanto ao tempo de permanência nos EUA, o visto O é concedido, inicialmente, por no máximo 3 anos, de acordo com a duração do contrato com o patrocinador americano ou do itinerário de competições. Depois dos 3 anos iniciais, o visto pode ser renovado por períodos de um ano, se o patrocinador provar

no país ou que tenha ficado por apenas alguns dias produzindo peças publicitárias, material de audiovisual, ou de fotografia, sem o visto de trabalho, possivelmente ela terá seu visto O negado no futuro”, afirma. A especialista explica que duA advogada Gisele rante a entrevista para pedidos de Ambrósio aponta os vistos, os agentes consulares requisitos necessários podem encontrar em redes sociais para que profissionais ou nas buscas na internet, indícios com habilidades que comprove que o solicitante extraordinárias tenha realizado algum trabalho no possam viver território americano sem o visto legalmente no país correto, o que contribui para que o visto O seja negado. “Estas situações são recorrentes no escritório. Já tive vários clientes em consulta, que, após virem com visto de turista e produzir, por exemplo, um vídeo clip de dois ou três dias, tiveram seu visto O negado porque a imigração descobriu que haviam trabalhado em solo americano sem o visto apropriado. Às vezes, pessoas com grande potencial e com futuro promissor na América botam tudo a perder por agirem sem ter a informação sobre o visto correto”, frisa. que ainda precisa do atleta no país. Já o visto Os EUA é um dos destinos mais procuraP tem a duração inicial de no máximo 1 ano e dos pelos brasileiros para viver, assim como varia conforme a duração do evento ou competição para o qual o profissional irá participar. Canadá e Portugal, segundo uma pesquisa reaSegundo Ambrósio, os profissionais com lizada pela companhia de recrutamento e selehabilidades extraordinárias têm a possibili- ção Talenses. As respostas de 1.470 dade de aplicar para o Green Card, no futuro, profissionais brasileiros apontam que 91% têm mas os requerimentos, apesar de serem iguais interesse em deixar o Brasil para morar e traaos do visto O, são olhados com muito mais balhar em outro país. Esta amostra se confirma quando comparigorosidade pela imigração. rada aos últimos dados da Receita Federal. Os Contudo, Gisele alerta que um visto de Habilidade Extraordinária pode ser negado a um registros de entrega de declaração de saída candidato em potencial, caso ele tenha violado definitiva do país, obrigatória para quem vai o status imigratório durante uma viagem ante- morar no exterior, cresceram de forma acenrior aos EUA. “Caso a pessoa tenha entrado tuada a partir de 2014. Até então, estes pedicom um visto de turista ou estudante e tenha dos não superavam 10 mil. Em 2018, 22.4 mil descumprido as condições deste visto, como pessoas entregaram a declaração de saída deter excedido o tempo limite de permanência finitiva.

Brasileira é parada pela polícia e entregue ao ICE Diana reside em New Jersey e tem duas filhas, de 1 e 9 anos, ambas nascidas nos EUA

A

brasileira Diana, moradora em New Jersey, estava dirigindo rumo à Geórgia quando foi parada na estrada pelas autoridades. Ela possui uma ordem de deportação antiga e, portanto, foi entregue ao Departamento de Imigração (ICE). Ela não possui antecedentes criminais e tem duas filhas, de 1 e 9 anos, ambas nascidas nos EUA. . Campanha beneficente: Na segunda-feira (6), a internauta Sandy Suelen, residente em Elizabeth (NJ), iniciou no website GoFundMe.com a campanha beneficente: https://www.gofundme.com/qu5q9uhelp-diana?utm_source=facebook&utm_mediu m=social&utm_campaign=fb_co_shareflow_m &fbclid=IwAR3fa-WVI6iYGHbrx0v9wrqhe30hLJAydgXduygWgG10XEeT7 Y76JzlqmY; cujo objetivo é angariar US$ 15

Diana foi parada na estrada quando dirigia de New Jersey rumo à Geórgia (Foto: GoFundMe.com)

mil. Até a tarde de terça-feira (7), foram arrecadados US$ 160. “Diana estava dirigindo de New Jersey para a Geórgia, quando foi parada e presa por ter uma carta de deportação. Ele nunca cometeu qualquer crime, a carta de deportação foi de quando ela chegou aos EUA sem visto. Ela tem uma filha de 1 ano e outra de 9 anos, ambas nascidas aqui. A família não tem dinheiro suficiente para cobrir todas as despesas com advogado. Por favor, ajude a Diana, pois ela é uma pessoa com um grande coração e não merece ser deportada”, diz a postagem no GoFundMe.com. Vários internautas postaram mesagens de carinho e apoio no GoFundMe.com: “Força nossa amiga. Quando voltar, vamos jogar aquele futebol”, postou Day/Pri Sena. “Ela merece ficar nos USA! Já vive aqui há tantos anos... Um ser de luz! Uma excelente mãe. Uma pessoa humilde e que corre atrás dos seus ideais, s em prejudicar ninguém. Que Deus abençoe”, postou Daiany de Sá.

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Edição 1828 de 8 a 14 de maio de 2019  

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