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Sábado - 23 a 26 de fevereiro e 2013

Comunidade

Sindicatos e empresários fazem acordo sobre reforma migratória O anúncio foi feito numa declaração conjunta da Câmara de Comércio dos Estados Unidos e da principal central sindical do país

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indicatos e empresários americanos chegaram nesta quinta-feira (21) a um acordo de princípio sobre um novo sistema de visto de trabalho para imigrantes, um dos pontos chave da reforma migratória, assunto que virou prioridade do governo Obama. O anúncio foi feito numa declaração conjunta da Câmara de Comércio dos Estados Unidos e da AFL-CIO, principal central sindical do país. "É importante que as nossas leis permitam as empresas contratar trabalhadores estrangeiros sem precisar passar por um processo difícil e ineficiente", explicaram ambas as partes naquela declaração. "Nossa meta é criar um mecanismo que responda às necessidades das empresas e ao mesmo tempo proteja os salários e as condições de trabalho dos americanos e dos imigrantes", completou o texto. O acordo prevê que os trabalhadores americanos devem ter a prioridade no momento das ofertas de emprego e que o sistema de vistos precisa ser baseado nas necessidades do mercado. O Congresso norte-americano já começou a elaborar o projeto de lei da reforma migratória, que deve ser apresentado nas próximas semanas. O presidente Obama fez desta reforma uma das priorida-

Obama fez da reforma migratória uma das principais prioridades de seu segundo mandato

des do seu novo mandato. Obama conversou com republicanos que negociam reforma migratória e telefonou na terça-feira (19) para três senadores republicanos, aos quais lembrou seu desejo de que o Congresso produza uma lei "o mais rápido possível", informou a Casa Branca. Obama comunicou-se por telefone com

John McCain, Marco Rubio e Lindsey Graham, que integram um grupo bipartidário de oito senadores que chegaram em janeiro desse ano a um acordo de princípios para uma reforma, acrescentou o Executivo em um comunicado. O presidente, que defende uma reforma migratória que inclua a possibilidade de que

Edição 1468 – os mais de 11 milhões de ilegais no país possam optar pela cidadania após cumprir certos requisitos, "elogiou os senadores pelos avanços bipartidários que o “Grupo dos Oito” continua fazendo nesta importante matéria", destacou o comunicado. O chefe de Estado reiterou seu "compromisso" com os esforços dos legisladores e seu desejo de que "possam estabelecer uma lei o mais rápido possível". Obama fez da reforma migratória uma das principais prioridades de seu segundo mandato, que começou em 20 de janeiro e quer que se concretize "nos próximos meses". "O presidente deixou claro que acredita que uma reforma migratória com senso comum precisa incluir uma segurança fronteiriça reforçada, criar uma via para a cidadania, fiscalizar os empregadores e tornar mais eficiente a migração legal", destacou a Casa Branca. Entretanto, se o Congresso não agir, Obama está preparado para enviar seu próprio projeto de lei para que seja votado, advertiu o chefe de Estado. O jornal USA Today divulgou no sábado (16) parte de um plano elaborado pela Casa Branca para resolver o tema migratório, que inclui a possibilidade de que os ilegais se tornem residentes legais permanentes no prazo de oito anos. Este plano foi criticado pelo senador de origem cubana Rubio, que ao lado dos republicanos subordinam a possibilidade de uma via para a cidadania a outras conquistas em segurança fronteiriça e ao cumprimento de leis migratórias. Os republicanos começaram a adotar uma postura mais inclinada à reforma após as eleições de novembro, quando se confirmou o crescente peso do voto hispânico, cujos eleitores votaram em volume inédito e 71% deles em Obama. O Grupo dos Oito disse que espera ter um projeto de lei pronto em março.

Edição 1468 de 23 a 26 de fevereiro de 2013  
Edição 1468 de 23 a 26 de fevereiro de 2013  

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