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Todos os direitos em língua portuguesa reservados por © 2009, BV Films Editora Ltda e-mail: comercial@bvfilms.com.br Rua Visconde de Itaboraí, 311 – Centro – Niterói – RJ CEP: 24.030-090 – Tel.: 21-2127-2600 www.bvfilms.com.br / www.bvmusic.com.br É expressamente proibida a reprodução deste livro, no seu todo ou em parte, por quaisquer meios, sem o devido consentimento por escrito. Originalmente publicado em inglês com o título: The Prayer of Job – Sandra Querin Original English Copyright © 2008 by Evergreen Press This Translation Edition is published by arrangement with Evergreen Press, Mobile, Alabama. All Rights Reserved Editor Responsável: Claudio Rodrigues Capa e editoração: Guil Tradução: Daiane Rosa Ribeiro de Oliveira Revisão de Texto: Marco Antonio Coelho ISBN : 978-85-61411-19-0 1ª edição - Dezembro/2009 Impressão: Imprensa da Fé Classificação: Moral Cristã e Teologia Devocional

Impresso no Brasil

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Índice 1

Esperança em meio a Provações...................................................1

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A Grandeza do Homem.................................................................9

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Conhecer a Deus e Confiar Nele...............................................17

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Considere-me.................................................................................23

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Jó, o Adorador................................................................................31

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Perdendo o Poder..........................................................................37

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Quando o Medo Destrói a Fé.....................................................49

8 Quando o Sofrimento é Maior que a Graça.............................55 9 A Sua Justiça é Maior que a Justiça de Deus?...........................61 10 Preservando o Seu Caminho......................................................69 11 Julgando a nós Mesmos ..............................................................75 12 Da Busca ao Entendimento.........................................................81 13 A Oração de Jó...............................................................................87 14 Encontre um Espelho e Não um Telescópio!..........................93 15 Eles colocaram você em um Cativeiro quando ....................101 Não Esperava? 16 Oração do Inimigo.....................................................................107 17 A Nossa Sorte irá Mudar............................................................113 18 Novos Destinos...........................................................................119 19 Testemunhos...............................................................................125

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Dedicatória Gostaria de dedicar A Oração de Jó aos meus pais, Donald e Betty Hardister. Eu aprendi com o meu pai a esperar pelo milagre e a alcançar a visão; com minha mãe, eu aprendi a perseverar enquanto esperava pela bênção. Meus pais me fizeram ver Cristo em todas as coisas e saber que estava sendo conduzida em Seus braços.

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Prefácio Situações difíceis ocorrem sim com pessoas boas. Questões que envolvem dor e sofrimento estão entre os assuntos mais complicados da vida. Os discípulos de Jesus sempre perguntam: “Por que servir a Deus se Ele não me mantém afastado de situações perigosas? Por que confiar em Deus se Ele não impede que coisas ruins aconteçam comigo?” Em seu livro, A Oração de Jó, Sandra Querin conduz o seguidor de Jesus a uma jornada autocrítica. Suas poderosas ideias ilustram como Deus usa as situações difíceis da vida para revelar Seu amor. Para todos os que desejam uma vida plena e frutífera: a verdade contida neste livro o conduzirá ao lugar além do relacionamento com Cristo, para o lugar de comunhão. A paz está à espera de todos os que entrarão neste lugar. Mike Bruton, Pastor Senior, Northeast Assembly of God, Fresno, Califórnia Junho de 2002.

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Introdução Muitos de nós aprendemos a ser honestos quando crianças. Com o passar do tempo, ou nos esquecemos deste pensamento ou abrimos mão dele. Se decidirmos caminhar com compromisso e princípios, nosso nível de honestidade diminui. A nossa honestidade conosco e com os outros pode falhar várias vezes sem mesmo termos consciência disso. Como regra geral, a nossa honestidade diante de Deus é algo a que damos pouca importância. A honestidade verdadeira com Deus parece ter se transformado em um padrão de arte perdido. Na maioria das vezes, temos muitas verdades enterradas tão profundamente em nós que não é possível desenterrá-las sem a ajuda do Espírito Santo. Gritamos dor; Ele grita vitória! Nosso Deus é um Deus de perdão, então buscamos o perdão dEle. Ele é um Deus misericordioso, então aproveitamos a Sua misericórdia. Ele é um Deus tardio em irar-se, então pedimos para Ele ser paciente conosco. Ele é o Deus da verdade, mas somos verdadeiros com Ele? Nós costumamos buscar Suas bênçãos, mas confiar é mais perigoso. Sempre arrumamos um jeito de fugir do cemitério da nossa alma e das verdades que estão enterradas lá. Precisamos entender que é através dessas verdades enterradas que Deus pode se revelar a nós como nunca antes. A honestidade produz revelação. Frequentemente, a verdade pode ser escondida por causa de ferimentos. Eu não estou falando de feridas que foram saradas, estou falando de feridas que não podem ser curadas – aquelas nas quais plantamos flores e chamamos de jardim. A verdade clama para ser liberta, ainda que a ferida, que a mantém refém, declare guerra a qualquer um que se aproxime com uma pá em mãos. Quando VII


aprendemos a enterrar a verdade na dor, praticamos a desonestidade diante de Deus. Nossos equívocos transformam-se em decepções, e então, deixados de lado, elevam a nossa raiva. Quando somos honestos com Deus, descobrimos que não somos tão maus quanto pensamos ser, e Deus não é tão crítico quanto pensamos que Ele é. O inimigo permanece provendo sementes para o jardim da desonestidade, esperando que nunca desenterremos a verdade. A verdade escondida é o tesouro escondido que comprará a nossa liberdade nEle. Sem a honestidade para encontrar aquela verdade, nunca cumpriremos o nosso chamado. Sem a honestidade, nunca conheceremos verdadeiramente a liberdade, sempre teremos um pé na sepultura, para que o que está enterrado lá não saia quando não estivermos olhando. Há razões que explicam o porquê de os Elias da atualidade enfrentarem problemas em sair da sepultura, e daqueles de nós chamados – como Lázaro foi – não saírem da cova. Temos nos tornado como Ló porque é mais fácil comercializar nossos destinos por uma cidade de acomodação. A parte de nós que lembra Esaú ousa trocar a nossa herança por um prato de lentilha, e estamos deixando isso acontecer. Daniel disse: “O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte e fará proezas” (Daniel 11:32). Por que as proezas parecem estar tão distantes e acontecer com tão pouca frequência em nossos dias? Seria porque a cova, a dor, a desgraça e as cidades que nos acomodam são suficientes para nós? Quando me achei com medo da verdade, a religião e a tradição tomaram o lugar da honestidade. Eu rapidamente achei conforto nessas coisas e me convenci de que estava “tudo bem”. Eu desenvolvi um sistema para sobreviver e foi exatamente aí que meus problemas começaram. Era algo semelhante ao seguinte:

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“Enquanto eu não estiver tão perto da verdade, eu não posso ser ferida por ela. Ah, eu buscarei a verdade, certo, porque foi assim que eu aprendi a fazer desde criança. Mas, eu fugirei dela no momento certo. Eu darei meia volta e sairei correndo; mesmo que isso signifique ignorar Jesus, antes que o versículo: ‘Meu Deus é fogo consumidor (Hb 12:29),’ possa me afetar. Eu não quero sentir o calor. Eu buscarei relacionamento; comunhão, custa muito caro. Jesus disse que muitos são chamados mas poucos são escolhidos. Ser ‘chamado’ está bom. Por que me preocupar em ser ‘escolhido‘? Afinal de contas, Isaías 48:10 diz: ‘Eis que já te purifiquei, mas não como a prata; escolhi-te na fornalha da aflição.’ Por que ir em direção ao fogo deliberadamente? Eu tenho muitas companhias exatamente onde estou. Se eu mantiver o meu caminhar com Cristo apenas na superfície, eu não serei ferido nele. Eu não tenho ouvido o que é exigido de mim, então a minha ausência nos cultos e nas atividades não é mais uma questão de desonestidade, rebelião ou desobediência diante de Deus. Eu não posso ser cobrado pelo que eu não sei.” Este só não é um sistema perfeito por um motivo - é falso e nos tornará falso. É o material pelo qual os hipócritas são feitos, e pior, é uma abordagem desonesta do cristianismo. O rei Saul e o rei Davi eram ambos servos do Senhor. A grande diferença entre esses dois homens é que um era honesto diante de Deus (que deu a ele “um coração segundo o coração de Deus”), e o outro não era. Honestidade diante de Deus é uma luz que reflete o nosso espírito. A Palavra diz que “O espírito do homem é a lâmpada do Senhor.” Estamos mantendo a nossa lâmpada acesa? Somos corajosos o suficiente ou honestos o suficiente para iluminá-la? Paulo disse a Timóteo que há vasos de honra e desonra na casa de Deus. Precisamos escolher qual prateleira iremos ocupar.

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Provérbios 21:16 diz que se recusarmos o entendimento, caminharemos na congregação dos mortos! Onde iremos caminhar – entre os vivos ou entre os mortos? A Bíblia diz que “sinais seguirão aos que crerem.” O meu desejo é que as páginas de A Oração de Jó ajudem você a encontrar a resposta para esta pergunta ardente: “O que está lhe seguindo?” É necessário uma honestidade individual para olhar em volta e descobrir.

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Capítulo 1 Esperança em Meio a Provações

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partir do momento em que me comprometi a escrever este livro, como diz a expressão: “meu mundo desabou.” Alguém que vive onde o sol não brilha ficou muito nervoso! Eu sofri perseguição e abuso vindos de várias partes. Promessas de contratos foram canceladas e amigos de toda uma vida me abandonaram. Aqueles para quem eu trabalhei e investi minhas forças, de repente pensaram mal a meu respeito, doenças já curadas vieram visitar-me novamente e o desastre financeiro veio como a gota d’água. Ah, como eu poderia continuar? Quando fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para permanecermos de pé, então devemos simplesmente continuar firmes, como diz a Palavra, principalmente em ventos contrários. Na semana em que o contrato chegou até mim com uma oferta de publicar este livro, como um milagre, a minha situação mudou completamente. O diabo fora derrotado; o compromisso foi selado a despeito dele. As pessoas vieram pedir desculpas e disseram que elas não sabiam o que acontecera, a minha saúde voltou e o favor de Deus alcançou as minhas finanças. Eu estava vivendo A Oração de Jó, e a palavra de Deus veio para “me testar”.

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A Oração de Jó

Você já viveu uma experiência comparada a um deserto que parecia ser o fim? Você já sentiu-se como se estivesse sempre sendo transportado de uma provação para outra? Você está ficando esgotado? Com o passar dos anos, todas as vezes que eu tentava viver uma vida abundante, ela escapulia de mim. Encontrá-la foi bastante difícil, mas vivê-la parecia impossível. Provérbios 21:16 diz: “O homem que anda desviado do caminho do entendimento na congregação dos mortos repousará.” Eu não queria ser uma pessoa morta, então eu fiz o meu melhor para entender o que estava acontecendo em minha vida, mas continuei falhando miseravelmente. Todas as vezes que Deus dizia que coisas maravilhosas iriam acontecer, mais coisas ruins apareciam. Esperar era difícil. A minha realidade não parecia permitir espaço para a fé, e a minha dor não me deixava confiar. Quanto mais eu entregava o dízimo ou oferta, quanto mais ajudava e orava pelos outros, mais doente e mais pobre eu me tornava. A minha vida se tornara numa contradição da minha fé. Desde que eu tinha seis anos de idade, uma dor constante gritava em mim como consequência de uma doença, mas ao mesmo tempo, eu ouvia a voz de Deus dizendo: “Se você confiar em mim, Eu irei curá-la. Eu farei o que eu digo.” Às vezes, o que Ele diz leva um certo tempo para acontecer – comigo levou 35 anos. Eu me lembro de estar no jardim de infância contraindo o meu tórax de dor. Diziam-me: “É porque ela está crescendo,” “Certo, então eu acredito que serei muito grande quando eu crescer”, eu pensei. Eu continuei ensinando que Jesus liberta mesmo tossindo sangue. Levada às pressas para a sala de emergência por não conseguir respirar, eu ainda pregava cura. Dada como morta, eu me apegava à crença de que havia uma obra para eu realizar sobre a Terra.

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Esperança em Meio à Provações

Durante anos, eu proclamei como Esdras: “A mão do Senhor está sobre mim” (Esdras 7:6), mas as minhas palavras pareciam me humilhar e preocupar a Deus. A Sua mão parecia áspera e longe de ser gentil. Eu queria ser uma pessoa capaz de crer mesmo em tempos desafiadores de descrença, mas a dor da minha realidade física crescia mais forte que a promessa da minha realidade espiritual. Eu tentei permanecer em Suas mãos, consciente de que Ele é fiel a mim. Eu aprendi a lutar contra a dor e a confiar em Deus enquanto lutava. Eu aprendi a obedecer mesmo quando parecia não ter razão e mesmo quando o mundo vinha contra a minha obediência. Eu precisava colocar a minha confiança, não em promessas, mas naquele que fez a promessa. No final das contas, eu tive que renunciar à promessa. Talvez, você não possa abrir mão da sua promessa porque você se apega à ela como um exercício para a sua fé. Quando as promessas feitas a nós não importam mais, passamos a ver Deus em lugar de apenas ouvi-lO, e é aqui que sabemos a diferença entre a fé e a insensatez, é aqui que tocamos na orla do Seu manto. Eu precisei entender que Ele restaura e renova à Sua maneira e ao Seu tempo. Está tudo bem. Se aprendemos a confiar verdadeiramente nEle, está tudo bem. Somente um remanescente provado e testado do povo de Deus confiará nEle e irá abandonar o cativeiro e abraçar a liberdade. Que morramos para nós mesmos para sermos esse remanescente. Oh, para vê-lO claramente e não apenas ouvi-lO vagamente. A vida abundante tem início no interior e se manifesta no exterior. Esta luta entre o espírito e a carne criou o “ferido ambulante” dos dias atuais. Os feridos ambulantes são aqueles que tentaram ter fé, tentaram crer e tentaram prosseguir, mas deixam a ferida apodrecer por muito tempo e o corte é muito profundo. A super-

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A Oração de Jó

fície da pele foi curada, mas a camada interior está infectada. O ferido ambulante se alimenta dessas feridas, mas o Senhor deseja que nos alimentemos da Sua cura para essas feridas. Na minha opinião, a fé ferida é a causa principal da falta de expectativa sobre a terra hoje. Quando a decepção é muito grande, evitamos o processo pelo qual ela chegou até nós. Declaramos: “Eu orei para que fosse dessa maneira ou daquela, e não aconteceu conforme eu esperava. Então, eu permanecerei conhecendo o Senhor e amando-O, mas não vou caminhar pela estrada da expectativa novamente. Toda essa coisa de fé não funciona para mim.” Não foi para isso que Cristo morreu e ressuscitou. Ele veio para que tivéssemos vida e fôssemos livres. Ele veio para liberar sobre nós as Suas riquezas em todas as áreas da nossa vida, incluindo nosso coração, à Sua maneira e em Seu tempo.

O Medo Destrói a Fé Quando a fé ferida abre a porta para o medo em nossa vida, ela faz com que paremos de esperar que Deus cumpra as Suas promessas, e mina a nossa confiança nEle. O verdadeiro amor lança fora os nossos temores, mas o medo aperfeiçoado destrói a nossa fé. Em Lucas 17, quando Deus curou os dez leprosos, nos é dito que: “indo eles, ficaram limpos.” Então, um dos leprosos voltou, e em alta voz glorificou a Deus, se ajoelhou e agradeceu a Jesus. Então, o Senhor lhe disse: “Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.” A confiança acampa na fé deste homem. A diferença entre estar limpo e ser limpo é bem grande. Se você está limpo, você pode caminhar sem lepra e parecer muito bem. Mas ser limpo é uma história completamente diferente. Ser limpo significa que você está perdendo não apenas a sua lepra física, mas também qualquer tipo de lepra do seu coração e das suas motivações. Ser limpo também o levará a expulsar a lepra de outros, uma 4


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vez que você crê na cura deles também. Ser limpo significa que você confia em Deus a ponto de varrer a escuridão da sua alma. Devemos abandonar uma simples limpeza e dar lugar a uma purificação completa. Pare de plantar flores em seu cativeiro e fingir que é um jardim. Essa é a coisa mais fácil a ser feita, e fomos treinados para fazêla. O maligno está contando com o seu amor pelas plantações na sua alma. Eu já tive um jardim como este antes – com bastante espaço e bastante ervas daninhas. Certo dia, eu me cansei de olhar para essas ervas inúteis, mas estava com muita preguiça de tomar uma atitude a respeito delas e sem dinheiro para contratar outra pessoa para fazer isso. Então, eu reguei e aparei as minhas ervas e chamei-as de gramado. Enquanto eu as mantive bem aparadas e generosamente regadas, este espaço realmente se pareceu com um gramado. Quantos elogios você está recebendo pelo seu “falso gramado” - a falsa recuperação, a falsa confiança em Deus, ou a falsa libertação do cativeiro? A nossa vida pode ser tão cheia de mentiras. Quando as nossas ervas daninhas começam a se expor, temos uma decisão a tomar – uma decisão crítica. Continuamos regando e aparando (eu até mesmo adubava as minhas de tempos em tempos), ou seguimos adiante, arcamos com os custos e alimentamos o esforço de remover as ervas daninhas e transformar nosso jardim? Regar e aparar é o que geralmente fazemos. Cativeiro? Que cativeiro? Aparar, aparar e aparar. Estas não são ervas daninhas; é grama! Água, água, água. Confortamo-nos com o pensamento de que ninguém pode notar a diferença. Mas Deus conhece a diferença quando ele caminha descalço pelo nosso gramado. O problema é, Ele sempre está descalço! Lembre-se, as ervas daninhas têm espinhos e machucam. Então, também, nossos temores e nossa desconfiança ferem o Senhor. Elas O ferem profundamente. 5


A Oração de Jó

Quando decidimos que é o momento de refazermos o nosso gramado, certamente, encontraremos uma bagunça, e isto é algo caro e inconveniente. Mas, se escolhermos a Cristo, devemos parar, uma vez ou outra, regar e cortar as nossas ervas daninhas e permitir que Ele as arranque pela raiz. Ele sabe como livrar-se dessas coisas que enterramos profundamente, e Ele faz isso causando o menor estrago possível, porque Ele nos ama. Deus é o Grande Jardineiro, e Ele deseja a nossa terra para refletir quem Ele é em nós. Quando Ele arranca as ervas daninhas que levaram tanto tempo e trabalho para preservarmos durante anos, Ele planta grama que exige pouco trabalho, permitindo-nos estar despreocupados em Sua liberdade e misericórdia. Já não é hora de parar de fingir que as nossas ervas daninhas são bonitas? O Senhor irá plantar e o Espírito Santo irá cuidar, mas eles estão esperando por um convite da nossa parte. Podemos ter fé, mas sem confiança, nunca viveremos a abundância que Deus tem para nós. Às vezes, ficamos tão cansados de ousar acreditar que as coisas poderão ser diferentes, que desistimos de ter esperança. Talvez, você tenha desistido. O inimigo da vossa alma irá lhe dizer que não vale à pena esperar, mas o coração de Cristo e, como veremos, a história de Jó, lhe dirão que você pode chegar do outro lado. Cristo não olha para as nossas inquietações do passado; Ele olha para frente, para o nosso triunfo. Ele não nos vê como vítimas, mas como vencedores. Devemos decidir olhar adiante com Cristo e deixá-lo desenterrar aquilo que nos mantém no cativeiro. Certamente, replantar o nosso jardim, por um momento, é um pouco desordenado, mas quando permitimos que Ele comece a reconstrução da nossa alma, seremos para sempre transformados. Ele está ansioso para nos abençoar, mas Ele precisa que afastemos

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Esperança em Meio à Provações

as coisas que estão ocupando espaço em nosso espírito. Quando pudermos fazer a Oração de Jó, ela irá tirar estas coisas do caminho e abrir espaço para o Rei da Glória entrar. O que é a Oração de Jó? É a oração que surgiu do coração de Jó após todas as suas provações e tribulações, quando ele finalmente viu o seu jardim como Deus via. Foi a oração que ele fez para julgar a sua própria impureza e chegar à uma conclusão da sua própria carência. Quando as experiências de Jó o ensinaram a orar verdadeiramente, ele não se encontrava mais preocupado com ele mesmo, mas ao invés disto, ele abraçou a aflição dos seus amigos assim como dos seus inimigos. Quando Deus o ordenou a orar pelos seus amigos para que ele fosse liberto, acredito que a oração dele fosse algo parecido com o seguinte:

A Oração de Jó Senhor, não há nada e nem ninguém que se compare a Ti. Eu me humilho diante do Senhor. Sonda o meu coração e exponha todas as razões e temores que atrapalham profundamente a comunhão com o Senhor. Ajuda-me a confiar em Ti em meio às provações, pois elas abrem os meus olhos e meu coração para ver o Senhor como realmente és! Senhor, quanto aqueles que se levantaram contra mim, eu oro para que afaste deles a Sua ira, perdoa-os e os abençoe abundantemente!

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Oração de Jó