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2010

SETEMBRO / OUTUBRO

edição 03 - ano 01 João Pessoa e Cabedelo - PB

Nesta edição: natureza e arte abrem caminhos e mentes...

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BuzzKa - Classificados de Primeira!

EDITORIAL

EXPEDIENTE

Caros Amigos,

Projeto / Realização | Roberto Carlos Costa

Nessa 3ª edição, nosso olhar tem uma direção bem definida: olhemos as crianças e o brilho em seus olhos, a graciosidade dos movimentos, a verdade implícita e incontestável que expressam, mesmo no erro do jogo de aprender. Abracemos filhos e amigos, mesmo os distantes, com o mesmo teor de afeto, cumplicidade e boa fé do abraço desses pequeninos. Ao chorar, façamos como eles que não escondem e, muito menos, economizam lágrimas – sejamos intensos. Não há palavras suficientes que acolham todo o universo de afetividade e graça do mundo infantil, O BuzzKa também não consegue ir além. Assim, repletos de humildade e esperança, parabenizamos os que começam a vida tão adoravelmente pequeninos, a galera - que já quer ser gente grande -, e os grandes e idosos meninos, verdadeiros bebês, carentes de amor, compreensão e carinho, que ninguém é de ferro. Um brinde à juventude de espírito! Força nesse 03 de outubro – dia de votar nas Eleições 2010 -, em virtude de uma vida mais digna e igualitária. Que possa prevalecer o melhor da nature-

za humana, em benefício do bem comum – é simples assim...

Editor-chefe | Roberto Carlos Costa

Além de homenagear a criançada, nessa edição, o BuzzKa traz um texto provocador, ‘ Política – Bonitinha mas ordinária’ – só lendo... Também, uma enriquecedora reportagem com Jurandy do Sax e seu Bolero, de Ravel.

Contato Comercial | (83) 8887-9227

Quanto aos amigos e anunciantes, nem se fala. A todos, nossos sinceros agradecimentos pela confiança e apoio nesse projeto editorial. No mais, a certeza: O BUZZKA ESTÁ NO AR!

Roberto Carlos Costa é escritor, arte-educador, teatrólogo e profissional de marketing e vendas.

Fones Úteis Defesa Civil Emlur - “Alô Limpeza” Reclamações e pedidos para a retirada de lixo Programa Sentinela - Denúncia de exploração e abuso sexual contra criança e adolescentes SAMU - Serviço de Atendimento Médico de Urgência

0800 285 9020 0800 83 2425 0800 282 7969 192

Semam - Denúncias de agressão ao meio ambiente

0800 218 9208

STTrans - Sugestões, reclamações e dúvidas

0800 281 1518

Vigilância Sanitária

0800 281 4020

Meio Ambiente

3218-9209

Políticas Públicas para Mulheres

3218-5628

Procon Turismo

0800-2811512 3218-9852

Sites Úteis www.bravonline.com.br www.continentemulticultural.com.br www.revistapiaui.com.br http://pedradasorte.blogspot.com

Corpo de Bombeiros

193

Defesa Civil

199

Policia Rodoviária Federal

191

http://robertocarloscosta.wordpress.com/

Polícia Militar

190

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http://piancohumordaparaiba.blogspot.com/

Detran

3216-2500

Alcoólicos Anônimos

3222-4557

www.in.teracao.com

Delegacia Regional do Trabalho

3241-1539

www.buzzka.com.br

Hospital de TRAUMA

(83) 216.5700

Diagramação e Arte | Roberto Rodrigues Costa Site | www.buzzka.com.br E-mail | comercial@buzzka.com.br Impressão | Gráfica Santa Marta - (83) 2106-2200 Tiragem | 3.000 exemplares

Entre em contato conosco e saiba como fazer parte na próxima edição do BuzzKa.


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CRIANÇA ?! QUE É ISSO, RAPÁ!... DIGO, SEMPRE... He, He, He... De um lado, só colorido, inocência(?!), seguraça(?!), cai e não quebra, chora e ri ao mesmo tempo, tudo é enorme, inatingível, desejável, heróico, passageiro(?!)..., se pedir tem, se chorar consegue, se quebrar é perdoado e ainda recebe um monte de beijos e dengos de papai e mamãe, da tia(o), do mano(a), de vovô(ó). Do outro lado, dúvida, incerteza, inconformismo, vontade de rir e chorar – mas tem vergonha -, se achando pequeno(a) de mais, sedento(a) de amor e prazer, louco para ser o(a) maior, mais forte, porém, sei lá... “E se não der certo? Será que posso? Que faço com braços e pernas tão grandes? O espelho deve estar defeituoso”... Bem, o BuzzKa foi à luta e encontrou uma galera entre os 13 e 14 anos, conseguindo algumas palavras dessa turma que curte a vida e a praia do Intermares. E o fato é que o Buzzka quase enlouquece, achando que ia encontrar cara feia, timidez e a mais pura e lânguida inocência – te cuida, BuzzKa d’uma figa! Rolou liberdade – Deus é prova -, poderiam dizer o que quisessem, até calar. Conclusão: criança é o BuzzKa, pequenino mesmo, com muito a aprender e um longo caminho pela frente... Assim, sem muito espaço para muitos neurônios e hormônios em festa, ouvimos Manuela Maia(14), Ludimilla Dreyer(14), Millena Ribeiro(13) e Matheus Jansen(13), Beatriz(14) não falou mas aparece na foto e o Buzzka sabe que ela endossa as palavras de sua galera, que respondeu em uníssono – a todos, sinceros agradecimentos do Buzzka. BuzzKa: O que é melhor, ser criança ou adulto? Galera: Ser criança, porque não precisamos nos preocupar com tempo, contas e grandes responabilidades. BuzzKa: O que é liberdade? Galera: É se permitir livre pra dizer o que pensamos, sentimos e para nos expressarmos livremente, sem sensura... Buzzka: Como vai a Política Brasileira? Galera: Ruim, pois ela é feita para beneficiar o povo, mas aqui, no Brasil, os políticos se auto-beneficiam através da corrupção e de outras coisas... BuzzKa: Se pudessem escolher, cada um, seria um herói, teria filhos ou deitava no colo de papai e mamãe? Galera: Teríamos filhos, porque queremos ter uma família igual a que nós temos... ARHHHHHHHHHHG! Pronto, Falei !

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POLÍTICA - BONITINHA, MAS ORDINÁRIA! Talvez alguém pense que me refiro à uma das obras do recifense Nelson Rodrigues(1912-1980), jornalista, escritor e talvez o maior dramaturgo brasileiro. Bonitinha mas ordinária é título de uma de suas peças teatrais e que recebeu versão cinematográfica, em 1963, dirigida por Billy Davis, com roteiro de Jorge Dória e do próprio Nelson Rodrigues. Não há aqui o que falar da obra teatral ou do filme que, aliás, pelo título, parece já dizer tudo. Dia seguinte à festa, baile, balada – como queiram -, a pergunta não queria e ainda hoje não quer calar: “E aí, como foi com ela, ontem à noite?” “Rapaz, você viu fulano? Tá saindo com uma mulher gostosíssima, deslumbrante!” E a resposta, em muitos momentos, com aquele jeitão irônico, carregado de picardia e alguma irreverência de mau gosto, escorria(escorre) belo canto da boca, quase num escárnio: “É... Bonitinha, mas ordinária!” Vamos ao que interessa: essa belíssima, gostosíssima e necessária, mas ordinária política. Em nível mundial, as Grandes Potências continuam tentando manter a mesma agenda de intenções de há muitas e ultrapassadas décadas, onde, quase sempre, os interesses espúrios dos muito ricos tentam enfiar, goela a baixo dos pobres e ingênuos, seu arsenal de armamentos, tecnológico e cultural. Apesar de pontuais variações no sentido de redimir-se de algumas asneiras, como a ascensão de Barak Obama, um negro, à presidência de um país que quer ser apenas branco, na verdade a coisa é mais embaixo. Depende e muito de ainda viverem alguns crápulas incrustados no poder de algumas nações e que, ao longo do tempo, têm urdido, forjado e financiado verdadeiras atrocidades contra nações ou apenas “alvos”, que destoam culturalmente deles. Mas, como todo bom e velho asno, tanto empurraram a sujeira pra debaixo do tapete, se drogaram e jogaram vídeo-game com o sangue e a seiva da fauna e da flora do planeta que entupiram o vaso da natureza. Tanto acumularam, especularam e produziram falsas riquezas e dinheiro, em detrimento de um mínimo de humanismo

que se possa dizer notável; tanto menosprezaram as várias evidências dos ritmos da natureza – que desde crianças, conseguimos perceber seus mais tênues sinais -, que já não sabem qual a razão ou sentido da vida. E, assim, parece simples explicar como fica fácil alguém tomar a decisão de trucidar inocentes e crianças em guerras sem pé nem cabeça, meio de vida e de morte desses que se dizem políticos... No Brasil, como no mundo, o mesmo se dá. Com o requinte de um grande museu, no caso, o já badalado “museu de grandes novidades”, a política bonitinha, mas ordinária, brinda-nos diariamente, e, logo mais, com o arrefecimento das campanhas eleitorais, com o mega-show de hipocrisia e descalabro verborrágico, travestido de beldade, perfumada, meiga, envolvente, ludibriante, que chega a chorar lágrimas incandescentes, cheia de curvas e sedução... Ordinária! Vive a nos trair, a cada dois anos, levando tudo o que é nosso, nossas esperanças, boa fé, o violão e ainda nos obriga a assinar um bilhete em branco, uma tecla, um número. E nós não conseguimos nos livrar dela, do cheiro, do afago, dos lábios do poder, das falsas promessas dos seus mais aquecidos meandros. Muito bem, somos apenas um número, mas você, apesar de bonitinha, é muito da ordinária! Digo sempre que o Brasil pode ficar sem presidente, qualquer um deles, e mesmo assim, tal vacância não impedirá que os dias e as noites continuem no seu ritmo. Pois, apesar de alguns incrédulos e céticos, somos uma nação organizada, vivendo o estado de direito, com fortes instituições e sentados

numa terra privilegiada de tudo. Claro que há alguma precariedade nesses adjetivos, mas o pior é a presença dessa política bonitinha, mas ordinária, que lava nossas cuecas sujas de dólares, cozinha e nos traz o alimento na boquinha e ajuda a gente a se ensaboar quando já não somos tão crianças assim. Muito bem... Mais uma vez, muito bem. Quer abusar da gente, levar-nos à loucura, encher-nos de dor e prazer, mostrar-nos a vida como ela é e, depois, cavar nossa sepultura; preencher nosso tempo, fazer-nos gemer sem sentir dor, oferecer teu colo num cafuné, enquanto vemos estrelas? Faça-o! Mas saiba que de nada adiantará. Serás, sempre, Deus e o diabo, Caim e Abel, a Torre de Babel, a Bíblia de Maquiavel. E tal como te encontras no mundo e no Brasil que tanto amamos, desleixada e cega de prazer e má intenção, pareces, se não o próprio esgoto, um banheiro sem papel. De forma que somos apenas um número, fracos e cheios de amor pra dar. Mas você, política do mundo, apesar de bonitinha, é muito da ordinária! Roberto Carlos Costa é escritor e teatrólogo.


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a JURANDY DO SAX , BOLERO E MAGIA Jurandy do Sax não é apenas um músico profissional. Mais ainda, já faz parte da paisagem, da natureza, das luzes e reflexos que o encantamento do Por do Sol do Jacaré, em Cabedelo-PB, nos é apresentado diariamente. Nascido em 09/11/1955, em Água Branca, no Sertão e criado em Livramento, no Cariri Paraibano, fez-se um artista completo, maduro, simpático e com o olhar antenado bem além daquilo que se pode ver, a não ser, se repleto de espiritualidade. Bacharel em música pela UFPB, o então jovem Jurandy, chegou a tocar o Bolero de Ravel, pela 1ª vez, em 1993. Essa música havia encantado um grupo de amigos reunidos no Jacaré Bar para escutar a trilha sonora do filme francês Retratos da Vida(1981) de Claude Lelouch. Jurandy costumava tocá-la andando pela praia fluvial, entre os presentes, aqui e ali uma a pedidos, meio sem saber no que tudo aquilo iria dar. Em 2000, numa tarde de outono – mês que nos apresenta uma luminosidade própria -, sentado no píer do Jacaré, contemplando a noite que chegava e a vida que caminhava, ao ouvir o Bolero tocado mecanicamente, sentiu um emocionado encantamento. Era como se um quadro ou retrato bem definido, mostrasse a si próprio tocando aquela música dentro d’água, como a flutuar. Daí a imaginar-se dentro de um barquinho que o conduzisse ao som da melodia do Bolero foi um pulo. “Sinto como a cumprir uma missão, de humildade e paz, ajudando a todos num exercício de introspecção, profunda reflexão e de magia”... – diz o agora poeta – por que não? “Sinto-me inseguro pisando o chão firme. Já quando subo na embarcação, é como se estivesse em casa, no meu lugar preferido”... – conclui. Não é apenas a execução de uma música. É uma cena completa, onde natureza, arte e espiritualidade conversam já há algum tempo. Em 27 de setembro de 2010 Jurandy do Sax terá feito sua apresentação de número 3.600, para nós e para o mundo, onde já é conhecido, para orgulho da Cultura e da gente paraibana. BOLERO Joseph-Maurice RAVEL (1875-1937), compositor e pianista francês, foi influenciado significativamente por Debussy, mas também por outros expoentes anteriores como, Mozart, Liszt e Strauss e definiu um estilo próprio marcado pelo Impressionismo, na música universal. Ravel compôs a peça O Bolero para um balé, encomendado pela dançarina russa Ida Rubinstein(1885-1960). A estreia foi em Paris, em 22 de novembro de 1928, na Ópera Garnier, sob direção de Walter Straram, com coreografia de Bronislava Nijinska e cenários de Alexandre Benois. Uma das dançarinas foi a própria Ida Rubinstein e a peça causou verdadeiro escândalo à época, devido à sensualidade da coreografia e, certamente, pela bissexualidade assumida por ela. Ravel considerava O Bolero – sua obra mais importante – apenas trivial, chegando a descrevê-la como “uma peça para orquestra sem música”, um simples estudo de orquestração. No entanto, ele próprio se viu surpreso com a divulgação e popularidade da obra, notadamente, devido às variações introduzidas por muitos maestros, entre eles, Arturo Toscanini (1867-1957). E é esse ritmo invariável, de uma melodia uniforme e repetitiva, com alguns efeitos de orquestração e dinâmica que, recebendo reconhecido crescendo, nos conduz ao êxtase diário através do nosso saxofonista. Jurandy pesquisou Ravel a fundo, quando foi à França, visitando lugares, raízes, a cidade de Les Vollois, onde se criou e formou Ravel(nasceu em Ciboure), tendo sido recebido pelo prefeito local. Em 2009, fez importante participação no documentário francês sobre o bolero no mundo, Ravel, la passion Boléro, de Michael Follin, que a qualquer momento chega ao Brasil.


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Buzzka - Set/Out - 2010