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MAIO - 2011 edição 10 - ano 01

O seu guia de serviços, compra e venda!

João Pessoa e Cabedelo - PB

BuzzKa: essa luz que me Alumeia...


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BuzzKa - Classificados de Primeira!

EDITORIAL

EXPEDIENTE

“Vou danado pra Catende. Vou danado pra Catende. Vou danado pra Catende com vontade chegar”... Sonhou Ascendo ferreira(1895-1965), pernambucano, conhecido como O Poeta da Cana, coberto pelo seu característico chapelão de palha, terno de linho branco, figura enorme e cheio de amigos. O peregrino, o viajante, retirante que retorna e logo vai... – “Adeus morena do cabelo cacheado”! Não morre o poeta nem versos, pois perene e eterna é a música e a luz infinita desse imaginário, Sertão adentro, Caatinga prateada, rios emagrecidos, luares de sempre e de nunca mais... Verdeja um dia, quando chega São João, galhos em flor, semente pelo chão, orvalho tem também, milho, queijo e feijão – de corda, que ninguém por aqui é besta -, chora acauã, que saudade, sofrer e alegria por aqui não falta não -. “Vou danado pra Catende.Vou danado pra Catende. Vou danadora Catende, com vontade de chegar”...

0800 285 9020

Defesa Civil Emlur - “Alô Limpeza” Reclamações e pedidos para a retirada de lixo Programa Sentinela - Denúncia de exploração e abuso sexual contra criança e adolescentes SAMU - Serviço de Atendimento Médico de Urgência

0800 83 2425 0800 282 7969 192

Semam - Denúncias de agressão ao meio ambiente

0800 218 9208

STTrans - Sugestões, reclamações e dúvidas

0800 281 1518

Vigilância Sanitária

0800 281 4020

Meio Ambiente

3218-9209

Políticas Públicas para Mulheres

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Procon

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Turismo

3218-9852

Corpo de Bombeiros

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Defesa Civil

199

Policia Rodoviária Federal

191

Polícia Militar

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Detran

3216-2500

Alcoólicos Anônimos

3222-4557

Delegacia Regional do Trabalho

3241-1539

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Projeto / Realização | Roberto Carlos Costa Editor-chefe | Roberto Carlos Costa Diagramação e Arte | Roberto Rodrigues Costa Contato Comercial | (83) 8887-9227 Site | www.buzzka.com.br E-mail | comercial@buzzka.com.br Impressão | Gráfica Santa Marta - (83) 2106-2200 Tiragem | 3.000 exemplares

Aguardo vocês nas próximas páginas!

Roberto Carlos Costa é escritor, arte-educador e teatrólogo

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O BuzzKa é assim: um olho no padre, outro na missa. J. Borges(1935-), cordeleiro e gravurista universal, eu diria, nos empresta uma das imagens que consagram a textura dessa terra nordestina que ferve na seca e aquece-nos nas chuvas que, por entre velas e fogueiras, anunciam nosso São João. A imagem de uma família de retirantes, diante do aparente novo ciclo econômico que todo o Brasil experimenta, porque não, poderia retratar a família que a sua terra retorna, ainda repleto de sede, mas sede de construir, plantar e doar de si para o bem do outro. Utopias à parte, o momento é de curtir os festejos juninos e presentear os que chegam com a alegria e o “orgulho de sermos nordestinos”.

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DENUNCIO Marido descuidado, sem dentes, demente e irritado. Prefiro beijar a boca dum cavalo desses que puxam uma carroça pelo meio da rua. Tratar no cabaré de Noquinha. PROCURO mulher que tenha o dom especial e por hábito passar na frete da TV, na hora do gol. Tratar c/ Kadafi EXIJO que minha mulher passe ao menos 30 segundos sem reclamar de mim. Já!


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BuzzKa - Classificados de Primeira!

ARTIGO só tocam eles, nas festas só temos as mesmas vozes (terríveis, por sinal, vai dizer que Joelma tem uma voz agradável? Tudo bem, se disser eu respeito) e cada vez mais vamos perdendo a nossa identidade.

FORRÓ DE PLÁSTICO Quando Chico César disse que na Paraíba as bandas de forró de plástico não vão receber incentivos do Estado começou logo um dilema. Sem necessidade. Parabéns Chico, você está muito certo. Como bem disse Alceu Valença, a melhor forma de dominar um povo é tirando a sua identidade cultural. Fizeram isso com os índios, lembram? Pronto, estão fazendo também com os nordestinos. Vem um monte de porcaria (limão não sei com o quê, avião não sei de onde, garota de qualquer coisa) e, de repente, toma conta de uma cultura riquíssima e aliena o nosso povo. “Eu sou da terra onde as almas são todas de cantadores, sou do Pajeú das flores, tenho razão para cantar”! Sou do Nordeste de Lampião, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jackson do Pandeiro, Elomar, Xangai, Vital Farias, Geraldo Vandré, Lenine, Alceu, Geraldo Azevedo, Zé Ramalho, João do Vale, Onildo Almeida, Fagner, Petrúcio Amorim, Maciel Melo, Flávio José, Santana, Lourival Batista, Antônio Marinho, Rogaciano Leite, Oliveira de Panelas, Ivanildo Vila Nova, Patativa do Assaré, Catulo da Paixão Cearense, Jessier Quirino e de CHICO CÉSAR, cabra de coragem. Faço parte de um povo que expressa a arte em sua vida, em suas tristezas, em sua esperança, na seca e na chuva. Um povo rico, que planta, colhe, produz e me dá orgulho. Essas bandas fazem o mais autêntico (será que se pode falar em autenticidade?) forró de plástico. É um som pobre, repetitivo e fabricado sem qualquer conteúdo. Músicas que tratam de amor e sexualidade com vulgaridade. Tem mais: elas invadem o espaço de uma cultura que não tem qualquer relação histórica ou social com a expressão delas. Na Semana Santa, conversando com alguns meninos da minha Pedra(PE) querida, constatei a triste realidade: as crianças do meu Sertão não conhecem nenhum dos nossos grandes artistas. Pedi para eles cantarem uma música, sabem o que ouvi? “Foge Mulher Maravilha, foge com o Super Man”.... Fiquei triste, tentei ensinar Gonzagão, mas não fui ouvido. Aqueles meninos que, por destino ou decisão, provavelmente ficarão no Sertão e terão que trabalhar com a terra, não sabem nada do meio em que vivem - até um pé

Pelo menos na Paraíba e no São João patrocinado pelo Estado paraibano, se Chico conseguir concretizar o seu intento, deixaremos de ouvir que “você não vale nada mais eu gosto de você” para ouvirmos que “foi numa noite igual a esta que tu me desse o teu coração, o céu estava assim em festa porque era noite de São João”...

de milho ficou estranho. Mas eles sabem tudo sobre o último show de Luan Santana, que não tem nada a ver com a realidade deles e, o pior, que nem sabem quem são eles, nem sabem que eles “bebem luz”. Não sabem as crianças nordestinas que Petrúcio Amorim cantou as suas vidas: “quando me lembro dos meninos do Sertão, vejo Hiroshima nos olhares infantis, vejo a essência da desigualdade humana, num verdadeiro calabouço dos guris. Meu coração bate calado enquanto choro, a Deus imploro mais carinho e atenção, tirai a canga do pescoço dessa gente, que só precisa de amor, trabalho e pão”. Eu moro há muito tempo na cidade, mas as marcas da música nordestina e, principalmente, sertaneja, estão em mim. E como é bom ouvir “A Triste Partida”, se emocionar com “Paisagem do Interior” e como é maravilhoso se encantar com a Cantoria Elomariana. Faz bem, e tudo isso é meu, não preciso tomar “Calypso” para entender. No São João, temos o auge da nossa expressão cultural. Nele, o nordestino se vê representado - essa é a época para fortalecer as nossas raízes e os nossos sentimentos. Na fogueira acesa, no forró bem gostoso, no milho assado, na terra verde, no canto dos pássaros, no baião, em tudo isso nós nos encontramos e viajamos. Mas não podemos viajar em um Avião que tem data certa para cair. É inquestionável que a liberdade de expressão deve ser plena. Mas o que esses enlatados fazem é imposição, as rádios

Vale transcrever um trecho da nota do Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Chico César: “São muitas as distorções, admitamos. Não faz muito tempo vaiaram Sivuca em festa junina paga com dinheiro público aqui na Paraíba porque ele, já velhinho, tocava sanfona em vez de teclado e não tinha moças seminuas dançando em seu palco. Vaias também recebeu Geraldo Azevedo porque ele cantava Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro em festa junina financiada pelo governo aqui na Paraíba, enquanto o público, esperando a dupla sertaneja, gritava ‘Zezé cadê você? Eu vim aqui só pra te ver’. Intolerância é excluir da programação do rádio paraibano (concessão pública) durante o ano inteiro, artistas como Parrá, Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Beto Brito, Dejinha de Monteiro, Livardo Alves, Pinto do Acordeon, Mestre Fuba, Vital Farias, Biliu de Campina, Fuba de Taperoá, Sandra Belê e excluí-los de novo na hora em que se deve celebrar a música regional e a cultura popular”. É forró de plástico, sim, Chico, você tem razão. E para terminar, é melhor vocês ficarem com Cecéu, em homenagem à Paraíba: “Paraíba do norte que tem seu progresso, que manda sucesso pra todo país, que sente a presença da mãe natureza, que vê a riqueza nascer da raiz, que acredita em Deus, também no pecado, que faz do roçado a sua oração, e ainda confia no seu semelhante, e vai sempre avante em busca do pão. O pão que é nosso, que garante a vida, terrinha querida do meu coração”. Antônio de Moura é autor pernambucano, organizador do Blog http://comfrariamalunga.blogspot.com/


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A AQUISIÇÃO DE VAZIOS

ARTIGO ca pensamos no coletivo. Em nossas ações particulares o sentido do privado sempre se desvia para a noção do “é meu, eu posso tudo”. O privado remete a uma questão legal de propriedade, e não de soberania autoritária. O equívoco talvez esteja ligado a um passado em que os ‘donos do poder’ podiam tudo e fazendo uma analogia: “se posso tudo, tenho poder”. Por sua vez, se não tenho poder ‘de fato’, pelo menos no que é ‘meu’ eu posso ter. É como uma vingança pelos abusos sofridos (ou não) pelos seus algozes. Porém, mesmo que não percebamos ou queiramos, o mundo é voltado para o coletivo. Boa parte das ações de que um cidadão participa é pensada a partir dessa premissa. Por essa razão é um equívoco culpar as construtoras porque o espaço para o ‘seu’ aparelho de ar refrigerado é insuficiente. Procure entender que ele fez um espaço necessário para atender os desejos da maioria. O mundo não deve girar em torno de você, e sim você que deve se adaptar a ele. Os minúsculos apartamentos são frutos de uma simples regra de mercado, oferta e procura. Observe que aquele apartamento que você pretendia ainda pode existir no mercado e talvez você não possa adquiri-lo. O mercado se adapta ao poder de compra da maioria. Se esse cai, o mercado apenas acompanha-o. Por mais que os publicitários divulguem, o apartamento não foi feito necessariamente para ‘você’, e sim para ‘pessoas como você’.

Vive-se em um mundo de publicações pseudo-especializadas em arquitetura e urbanismo. Todos temos acesso à banca de revistas que vende esses produtos, como se pudéssemos reduzir o tema a algo relativo ao consumo. Não compramos nossa saúde, nossos direitos ou nossa cultura nesses estabelecimentos. Mas compramos nossas casas e cidades. Nessa área, as publicações são as verdadeiras formadoras de opiniões. De maneira geral, o cliente – formado e informado pelos periódicos - já sabe exatamente o que quer e cabe a nós, especialistas arquitetos, nos transformarmos apenas em seus desenhistas. Eles já têm suas ideias pré-concebidas daquilo que buscam. E nós não conseguimos desmistificar a Voltando à questão dos vazios: vejamos as ocupações de ideia de que a ‘verdade’ pode ser diferente. nossos centros urbanos. Será que deveríamos construir Em âmbito doméstico, privado, vernacular, porque não algo a mais para que fique mais agradável? Por que nundizer leigo, a noção de conquista baseia-se na concep- ca pensamos em destruir? Estamos vivendo em cidades ção de ter “algo sempre a mais”. Uma edificação com agradáveis? O que nós precisamos é de vazios. três quartos que se transforma em uma de quatro, necessariamente é mais confortável e certamente mais valo- Vejamos nossas salas, quartos, etc, cheios de móveis, rizada e não há quem consiga questionar esse ‘dogma’. muitas vezes maiores que nossos cômodos. Andamos Essa ocupação, mesmo que em detrimento à subtração em espaços cada vez menores e móveis e eletrônicos de uma área vazia, ou até mesmo verde, não é avaliada cada vez maiores. Será que aquela parede minúscula dena sua totalidade. Não se observa se o terreno em ques- veria receber aquela televisão de 205 polegadas? Repito: tão comporta mais um acréscimo. Não se observa se o que precisamos é de vazios. este ganho na sua totalidade foi para melhor. Em muitos casos a relação de cheios e vazios já está totalmente Acredito que assim como conquistamos consciência desequilibrada, comprometida, mas a sensação da ‘con- ecológica – coisa impensável anos atrás – e admitimos a quista’ está relacionada com o da ‘vitória’. “Eu venci, preocupação latente com a escassez dos recursos hídricos, possamos acreditar na importância da aquisição de posso mais, quero adquirir mais”. vazios, fato que, no momento, nos parece tão irrelevante. Estamos no país do inacabado, das lajes à espera do pavimento superior, da noção da vitória através da demonstração individual de “posso ter mais ainda”. Nun- Tota Maia é arquiteto – contato: totamaiaarq@gmail.com


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ZÉ TROVÃO NÃO É UM RIO DE MÍNIMAS ÁGUAS. E POR ISSO VALE À PENA VIR AQUI... Por Filipe Cavalieri

Zé Trovão, fincando seus pés na cidade maravilhosa durante uma turnê formada por oito apresentações do seu segundo CD, “Vale a pena vir do ovo”. Os sonhos e os amigos dão realmente mais valor à ética das relações. Como forças aliadas, eles têm vida própria quando ocupam outros espaços físicos da nossa vida. Mas Zé deixou o público carioca à vontade, com aquela saudade e ainda no grau mais afetivo com suas músicas. Agora ele começa a dar morada e compassos no seu Rio a dentro. Certamente, não pode mais deixar de vir aqui, a esses entes chamados e invadidos pelo seu carisma no palco. No tradicional bairro da Lapa, em Santa Tereza e no Aterro do Flamengo, público, artistas, compositores e amigos entravam onde foram chamados. São as demandas do novo tempo, para que no outro dia possamos mostrar os novos símbolos e resistências musicais sem a velha alienação que anda solta. Zé Trovão devolve aos nossos ouvidos a história do paraíso bom da nossa melhor MPB. Momentos de alegria e criatividade. Nessa série de imagens, entre shows e apresentações, vemos episódios da vida desse compositor. Por isso não seguem nenhuma ordem temporal rígida. Seguem uma ordem de descobertas e muito das aproximações do que foram grandes encontros para ele e sua banda. E nessa procura de religar-se aos sentidos, temos momentos de versos, parábolas, entrevistas, vestuários, revelações estéticas e místicas do nosso Zé Trovão; em outras palavras, estou falando como produtor musical face ao trovoar dos pulmões desse cantor, pois temos um manejar fantástico em comum porque para trabalhar bem e de um modo mais temperado precisamos descobrir força no campo dos sons que florescem além. Eu disse que Zé não é um rio de mínimas águas. É voraz e celebra como sangue buscando a veia. Movente, pois que o rio se move cada vez mais..., distendendo esse milagre da música. Bom, por que falei tudo isso? Simples, amigos. Pra vocês todos ficarem numa boa e dizerem o quanto sabem apreciar esta sala bacana. E esta aqui, com certeza, foi feita para comentários e assuntos... Preparai-vos Brasil e sejamos sinceros com o som de Zé Trovão! Filipe Cavalieri(53) é carioca e produtor musical – contato: http://www.myspace.com/filipecavalieri


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Buzzka - Maio 2011