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Patrocínio

Incentivo

O Equipe J é distribuído gratuitamente a todos alunos dos 7 aos 12 anos das escolas das redes municipal e estadual de ensino do município de Vespasiano. A venda do Equipe J está restrita aos agentes autorizados. Valor de venda 1 real. Toda a receita da venda do Equipe J é revertida para o Lar dos Idosos da cidade de Vespasiano.

Nº10 dez/13

astronomia SEMPRE ATENTO

Turismo espacial? Pág. 4

HORA DO CONTO

Estrela cadente Págs. 4 e 5

DICAS DO CYBER

Tecnologia para amadores Pág. 9 FINAL VERDE

Lixo espacial Pág. 12


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SEU VALTÉRIO MARISOL

Esta é a décima edição do Equipe J, uma edição muito importante para nós, a equipe do jornal. Ela encerra o primeiro ano do Equipe J. Um ano de muito trabalho, mas também de muita realização. Foram dez meses em que procuramos corresponder às expectativas de quem confiou em nosso projeto e de levar aos nossos leitores um jornal de qualidade, pensado exclusivamente para eles. E o que o Equipe J traz nesta edição? Traz a beleza, os mistérios, as descobertas sobre o mundo que cerca a nossa casa, o planeta Terra. Estamos falando do universo onde planetas, cometas, satélites e estrelas, disputam espaço e esbanjam beleza. O universo, que é objeto de estudo da Astronomia, uma ciência fascinante. A afirmação não é minha, mas de um astrônomo apaixonado pelo seu trabalho: o professor Renato Las Casas. É ele o nosso entrevistado desta edição. E tem mais: tem seu Valtério com suas anotações superinteressantes. Desta vez, ele fala de um mundo por onde ele ainda não navegou. Mas, já entrou na fila, está à espera do dia em que pegará carona numa viagem espacial. O Equipe J, décima edição, foi em busca de uma estrela cadente para contar uma história de amor. Pesquisou a origem da palavra planeta. Contou distâncias espaciais. Leu O Pequeno Príncipe. Pensou no lixo espacial e suas nefastas consequências. O céu foi o limite nesta edição de dezembro. Falando em dezembro, lembramo-nos de que ele marca o início das férias escolares. Para todos os nossos leitores, que suaram a camisa escolar em 2013, desejamos um bom descanso, com muito lazer, muita tranquilidade e muito desejo de ver o Equipe J de volta, em 2014. Boa leitura e bom final de ano para todos vocês. Obrigada pela companhia em 2013.

Ficha Técnica Concepção do Projeto: Buummdesign.com Direção Editorial: Tânia Colares (colares.tania@gmail.com) Direção de arte e Ilustrações: Frederico Rocha (frocha@buummdesign.com) Paginação: Buummdesign Revisão: Heloisa Ferreira Rosa Venda Direta: Maria Angélica Esteves e Natália Ferreira Distribuição: Cristiano Alves Impressão: Gráfica 101 Tiragem: 13.000 exemplares

Seu Valtério nunca navegou pelo espaço. Mas, gosta muito de ler. E, como todos nós sabemos, os livros nos ensinam, nos divertem, nos informam. Algumas das informações lidas, seu Valtério trouxe para vocês.

SERÁ UM EXTRATERRESTRE? Muitos afirmam que sim, os cientistas afirmam que não. O caso é que as histórias de OVNIS – objetos voadores não identificados – correm de boca em boca, desde os tempos da Bíblia. Muitos pilotos de avião já afirmaram que viram objetos luminosos cruzando os céus, numa velocidade que nenhuma aeronave seria capaz de desenvolver. Os Ovnis são sempre descritos como objetos luminosos que se deslocam com incrível rapidez. Segundo os estudiosos, porém, 90% dos casos investigados são solucionados. Trata-se de aviões em treinamento, balões meteorológicos, planetas, cometas, meteoritos ou até fenômenos atmosféricos, desconhecidos pela grande maioria das pessoas. Aí fica a dúvida: e os 10% não solucionados?

SEM CONFUSÃO! Ainda hoje existe a crença de que o movimento dos astros interfere na nossa vida. Essa crença vem de tempos muito antigos. Naquele tempo, os astrônomos eram também astrólogos. Isso porque, quase todos faziam parte das cortes dos reis. E rei gosta de saber das previsões, se vai vencer uma batalha, qual o melhor dia para uma celebração, essas coisas de rei. Assim, enquanto os astrônomos observavam os planetas, também faziam horóscopos, com previsões boas ou más. Deve ser daí, que veio a confusão entre astrologia – uma superstição - e Astronomia – uma ciência.


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DÁ PRA ESCOLHER?

NÃO ERA A TERRA “Todas as verdades são fáceis de entender, uma vez descobertas. O caso é descobri-las”. Quem disse essa frase foi um homem deveras sábio, mas que foi perseguido por causa de uma descoberta que fez. Seu nome era Galileu Galilei. Ele era matemático, físico, astrônomo e filósofo. Naquela época, acreditava-se que a Terra era o centro do Sistema Solar e que os planetas giravam em torno dela. Porém, Galileu descobriu que era o Sol o centro e que a Terra é que girava em torno dele. Por causa dessa afirmação, Galileu Galilei foi perseguido e condenado. Morreu cego, em 1642. Mas, suas descobertas iluminaram o caminho de muitos astrônomos.

Não, não dava. Era ir ou ir. Até o primeiro ser humano ganhar o espaço, outros seres já haviam se aventurado. Não por escolha própria, claro. A era espacial teve início, oficialmente, em 4 de outubro de 1957, quando os soviéticos lançaram a nave não tripulada, Sputnik 1. Um mês depois, outra nave era lançada ao espaço, a Sputnik 2. Tripulada? Mais ou menos, porque a bordo dela estava uma cadela. Laika foi lançada ao espaço, sem chances de retornar com vida, o que, na época, causou grande indignação. Mas, não pensem que Laika foi a única cobaia no espaço. Antes dela, moscas-de-frutas, tartaruga, sapo-boi, lesma, minhoca, abelha e até aranha foram lançadas ao espaço. Uma verdadeira Arca de Noé espacial.

TURISMO ESPACIAL? Isso mesmo! A primeira empresa a vender um pacote espacial foi a Space Adventures, em 2001. E o primeiro turista espacial foi o multibilionário americano Dennis Tito. Como ele mesmo disse, sua aventura mostrou que é possível um cidadão comum viajar ao espaço, com segurança. Claro! Depois de desembolsar alguns milhares de dólares. O pacote de Dennis Tito custou a bagatela de 20 milhões de dólares. Hoje, já são mais de dez empresas especializadas em turismo espacial. Muitas delas, com uma enorme lista de espera. O que você está esperando?

onde fazer? Fazer as necessidades em garrafas pet e ainda guardar por um tempo? Pois era esse o vaso sanitário dos primeiros astronautas. E o passeio dos astronautas da Apollo, na Lua, teve um detalhe que as câmeras não filmaram. Os astronautas estavam usando fraldões. Só em 1973, com a Skylab, os astronautas puderam usar um vaso sanitário e os dejetos eram guardados em sacos plásticos para descarte futuro.


ESTRELA CADENTE O sonho dele era ser astronauta. O dela, ser comissária de bordo. Aeromoça, como diziam na sua cidade. Yuri Gagarin era o ídolo dele. Ela não tinha ídolo, mas tinha uma parede do quarto recoberta por fotos de aeromoças, recortadas das revistas. Ele cresceu ouvindo a história do homem nascido na Rússia e que, em 1961, foi escolhido para ser o primeiro homem a ser lançado ao espaço. A espaçonave era a Vostok I. Adorava quando chegava a parte em que Yuri Gagarin dizia “A Terra é azul”. Resolveu que o azul seria sua cor predileta. Ela adorava olhar as fotos de avião, nem mesmo seus pais entendiam o porquê de tanto fascínio. Nunca foi comum meninas se sentirem atraídas por aviões. Ela, no entanto, sabia o que queria. Os dois cresciam, cada um sonhando seu grande sonho, esperando o dia em que ele viraria realidade. Eles estudavam na mesma escola pública, mas nunca haviam reparado um no outro, a escola tinha muitos alunos e era difícil todos se conhecerem. Além do mais, estudavam em turnos diferentes. Ele, um aluno brilhante. Ela, uma aluna de boas notas, mas não tão boas quanto as dele. Ele era aluno do terceiro ano. Ela, aluna do segundo ano. Já perto do final de ano, as turmas do terceiro ano promoveram uma festa para arrecadar fundos para a formatura e convidaram todos os alunos das outras séries do Ensino Médio. Na noite da festa, lá se foi ela com as amigas. A festa estava ótima. Num dado momento, porém, ela sentiu necessidade de ficar um pouco só. E foi para um cantinho do pátio. Ela olhou para o céu, ele estava recoberto por uma colcha de estrelas. - Lindo, não é? Ela levou um baita susto. Olhou para o lugar de onde vinha a voz. E o lugar era bem defronte dela. O lugar e ele. “Que lindo”, pensou ela. - Lindo mesmo! Ela respondeu, sabendo a quem o lindo se referia. - Um dia vou estar lá – ele disse. - Eu também, respondeu ela. Por um momento, os dois se calaram, cada um pensando no seu sonho.


- Vou ser astronauta - disse ele. - E eu, comissária de bordo disse ela. Foi nesse exato momento que uma estrela cruzou o caminho dos dois. - Uma estrela cadente - os dois falaram ao mesmo tempo. Foi o tempo exato de se fazer o pedido. Nenhum dos dois precisou dizer ao outro qual foi o pedido. Quando a estrela desapareceu no céu, eles se olharam. Ele ofereceu a mão. Ela aceitou. A mão dela se encaixou na mão dele. E, de mãos dadas, retornaram à festa. Não foi preciso pedido de namoro. A futura aeromoça tinha encontrado o futuro astronauta. Os dois não sabiam o que o futuro lhes reservava. A única certeza que tinham, naquele momento, é que ficariam juntos. Até quando? Isso, só a estrela cadente, aquela que tinha cruzado o caminho deles, sabia.


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Dicionário

p PLANETA

A palavra desta edição é PLANETA. A palavra PLANETA tem sua origem em dois termos gregos: ÁSTER ( estrela) e PLANETAI (errante, que vaga). Os antigos astrônomos gregos perceberam que alguns objetos celestes vagavam pelo espaço, onde havia estrelas fixas. Ou seja, esses objetos não eram fixos. Assim, eles chamaram esses objetos de ASTERES PLANETAI, que quer dizer ESTRELAS ERRANTES. Porém, com o desenvolvimento da Astronomia, houve uma nova definição para o termo PLANETA.

Para os astrônomos de hoje, nem todo objeto celeste que se move é um planeta. A União Astronômica Internacional (UAI) determinou que, para ser considerado planeta, um corpo celeste tem de ter alguns outros requisitos, além de se mover no espaço. Assim é que hoje existem três denominações para os objetos celestes errantes: Planeta, Planeta Anão e Pequenos Corpos do Sistema solar. A nossa Terra continua sendo um PLANETA. Ao lado dela, mais sete: Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno. E são três Planeta Anões conhecidos: Ceres, Plutão e Eris. Segundo os astrônomos, existem inúmeros a serem descobertos.

O homem sempre buscou explicar o universo onde vive. Mas, nem sempre, a explicação encontrada foi dada pela ciência. Por exemplo, para os homens pré-históricos, os PLANETAS eram associados aos deuses. Como sabemos disso? Pelos desenhos deixados nas paredes das cavernas, as chamadas pinturas rupestres. Uma dessas pinturas rupestres encontradas na Toca do Cosmo, no estado da Bahia, foi associada ao planeta Vênus. O que significa que o homem pré-histórico, um dia, olhou para o céu e reparou naquele maravilhoso e intrigante objeto que vagava pelo espaço. Desse dia até os nossos dias, muito coisa mudou no conhecimento humano sobre o que significa a palavra PLANETA. Porém, uma coisa continua intacta: o fascínio que esses objetos errantes exercem sobre a nossa imaginação. Depois de desbravar as florestas e o fundo dos mares, o homem sonha desbravar os PLANETAS. Sonho que está, a cada dia, mais próximo de se tornar realidade.


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NÚMEROS O universo é infinito. Os números são infinitos. Como infinita é e sempre será a curiosidade do homem a respeito desse misterioso universo onde está inserido o nosso Planeta Terra.

E POR FALAR NO PLANETA TERRA: - Ele pesa

5.980.000.000.000.000.000.000.000 kg. - Um carro, a 160 km/h, demoraria 221.000 milhões de anos para chegar ao centro da Via Láctea.

150 toneladas de meteoritos e fragmentos caem na Terra. Ou seja, uma média de 410 kg por dia. - A distância média entre o Sol e a Terra é de 150.000.000 quilômetros.

- Todos os anos, cerca de

O SOL, NOSSA ESTRELA Uma estrela nasce e morre. Quanto mais pesada for a estrela, mais curta é a sua vida. Entre a vida e a morte de uma estrela, podem-se passar milhões ou bilhões de anos. O Sol deve queimar como estrela amarela por, aproximadamente

10.000.000.000 de anos (dez bilhões)

Ele já queimou, como estrela amarela, por cerca de

5.000.000.000

(cinco bilhões) de anos, portanto, daqui a mais

5.000.000.000

(cinco bilhões) de anos, ele vai inchar em forma de estrela gigante, expelindo uma linda nebulosa planetária. Será o fim do nosso Sol, como o conhecemos hoje.


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Susaninha na conversa com

Renato Las Casas Renato Las Casas é Físico. Ele é Professor do Departamento de Física e Coordenador do Grupo de Astronomia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Em 2009, o Professor Renato recebeu o Prêmio Francisco de Assis Magalhães Gomes, pelos seus ensinamentos sobre Astronomia. O professor Renato Las Casas é o entrevistado do Equipe J, décima edição. Susaninha: Professor, o que o senhor tem a nos dizer sobre Astronomia? Professor Renato: Muita coisa. Primeiro, que a Astronomia é uma ciência fascinante, por vários motivos. É ela que nos fala onde nós estamos no Universo. Se você nunca tivesse saído de casa, não teria curiosidade de conhecer o lugar onde você mora, os vizinhos, o que há nesse lugar? Então, é a Astronomia que nos diz como são as galáxias, quais são os nossos vizinhos, o que existe para além da nossa casa, o planeta Terra. Susaninha: Como é essa relação do mundo como o conhecemos com o universo onde esse mundo está? Professor Renato: Podemos entender essa relação mais ou menos da seguinte forma: o Sistema Solar seria a nossa casa; a nossa galáxia seria a nossa cidade; o grupo local de galáxias seria o nosso estado; o superaglomerado local de galáxias seria o nosso país e, finalmente, o universo conhecido seria a própria Terra. Entendido dessa maneira, podemos dizer que o Sistema Solar está para o universo assim como a nossa casa está para o planeta Terra. É outra visão que torna a Astronomia uma ciência fascinante. Susaninha: Estamos sozinhos no universo, professor? Professor Renato: Ah! Esse é outro ponto fascinante da Astronomia. Primeiro quero chamar a atenção para um fato: a Ciência não lida com achismos, ela não dá ouvidos a boatos. A Ciência não diz “eu acho que existe vida em outros planetas”. Não, ela trabalha com fatos concretos. Assim, a ciência Astronomia trabalha com a probabilidade de haver ou não vida inteligente em outros planetas, de comprovar ou não essa teoria. Susaninha: E como é feito esse trabalho? Professor Renato: A Astronomia tem trabalhado para comprovar se há vida inteligente em outros planetas

de duas formas. Uma, experimentalmente, detectando a radiação que chega até nós, na Terra. Ela procura detectar se nessa radiação há algum sinal de que ela tenha sido produzida por seres dotados de inteligência. Por exemplo, em nosso país, grande parte de ondas eletromagnéticas, usadas na comunicação, se perde no espaço. Quem conseguir detectar essas ondas, saberá que no lugar onde elas foram produzidas há vida inteligente. Inclusive saberão onde se localiza esse lugar. Da mesma maneira, se nós conseguirmos detectar alguma onda perdida no espaço, temos como saber se ela foi produzida por vida inteligente e onde fica esse lugar. A outra forma é a equação de Francis Drake, uma teoria que, por ser muito complexa, não dá para explicar aqui. Susaninha: Todos nós concordamos que o céu é lindo, não, professor? Professor Renato: A visão do céu, vista do nosso planeta, é outro fascínio da Astronomia. E, se associamos essa beleza ao conhecimento que vamos adquirindo dos objetos que compõem o espaço, então, ela se torna incrivelmente linda. Por exemplo, todo mundo já viu aquela imensa e brilhante estrela - que não é estrela e sim o planeta Vênus. Alguns o chamam de Estrela da Manhã, outros o chamam de Estrela da Tarde. Os índios o chamam de Zahi-tata-u ou, ainda, Zahi-imiriko. Todos esses nomes denominam o mesmo objeto: o planeta Vênus. Pois é, beleza e conhecimento tornam o espaço mais fascinante. O Grupo de Astronomia da UFMG, do qual o professor Renato é coordenador, apresenta um programa na Rádio Inconfidência AM, das 21 às 22 horas, com reprise no domingo ao meio-dia. Às sextas-feiras, o programa é ao vivo. Estamos todos convidados a ouvir. Professor, muito obrigada pela entrevista.


CYBER

Caros leitores, o céu é o limite. Um limite que a tecnologia contribui para diminuir cada vez mais. Que o digam os astrônomos amadores, esses apaixonados pelos astros, os que transformam qualquer espaço em observatório astronômico. Até o quintal de casa serve.

Pois não é que a tecnologia coloca à disposição dos astrônomos amadores um variado e poderoso arsenal de ferramentas e a preços não tão astronômicos? É o caso, por exemplo, de um telescópio para iniciantes, capaz de revelar detalhes das crateras da Lua e até os anéis de Saturno. E tirar fotos ou filmar corpos celestes já está ao alcance de quem possui um iPhone, é só dar alguns toques na tela. Existe até um acessório que acopla o aparelho a um telescópio. E como observar um astro que se encontra a bilhões de quilômetros da Terra, se ele está fixo e a Terra está girando e impedindo a visão? Para os poderosos telescópios de astrônomos poderosos, isso é fácil. Para os amadores, já existe um sistema automatizado que elimina esse obstáculo. Como veem, a tecnologia está andando passos largos, além da atmosfera terrestre.

Meus queridos leitores apaixonados por livros. Nesta edição, darei a dica de apenas um livro. Mas ele vale por mil. É uma obra editada em 1943. Velhinho, não? Mas a história continua atual. Cada vez mais atual. O livro chama-se “O Pequeno Príncipe”. O autor, Antoine de Saint-Exupéry. A história? As perguntas e reflexões de um pequeno príncipe em suas visitas a vários planetas e asteroides. Em cada um, ele encontrava situações que não conseguia entender. Então, ele perguntava.

MARISOL

O PEQUENO PRÍNCIPE Autor: Antoine de Saint-Exupéry Editora: Agir

Ele visita o “Asteroide 326”, habitado por um vaidoso, o “Asteroide 327”, habitado por um bêbado. No “Asteroide 328”, o pequeno príncipe encontra um homem de negócios. E assim, de planeta em planeta, de asteroide em asteroide, o pequeno príncipe vai perguntando e fazendo reflexões.

“As estelas são todas iluminadas...Será que elas brilham para que cada um possa encontrar a sua?”. É uma pergunta

do pequeno príncipe. A resposta? A resposta é sua, leitor.


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PASSA O TEMPO falando etromês Uma conversa entre ET´s não é fácil de entender. Vamos tentar descobrir o que dizem eles?

passeio de domingo

guia de interpretação da língua etromês

É domingo e o ET Xipimp e o ET Bigos vão dar uma paseio por outras galáxias para visitarem os amigos. Em qual planeta chegarão eles?

A B C D E F

G H I J L M

É a hora do Quiz

N O P Q R S

t U V X W Y Z

Teste seus conhecimentos a respeito dos Planetas.

1. O planeta denominado “Planeta Vermelho” é:

2. Qual é o planeta mais próximo do Sol?

3. O planeta que possui o maior número de satélites naturais é:

( ( ( ( (

( ( ( ( (

( ( ( ( (

) Júpiter ) Terra ) Netuno ) Saturno ) Marte

) Marte ) Netuno ) Mercúrio ) Vênus ) Terra

) Saturno ) Urano ) Netuno ) Marte ) Júpiter


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jogos de humanos Depois de uma visita pela Terra o ET Biolho levou para o seu planeta um livro de passatempos onde havia um jogo para encontrar as sete diferenças. Mesmo com dois olhos, ele não consegue encontrar essas diferenças. Você pode ajudá-lo? Aproveite e ajude-o a colorir os desenhos!

4. Em 2006 um corpo celeste deixou de ser considerado planeta. Tornou-se planeta-anão. Esse corpo é:

5. Considerando a distância entre o nosso planeta e o Sol, a luz solar demora, aproximadamente, quantos minutos para chegar ao nosso planeta?

( ( ( ( (

( ( ( ( (

) Júpiter ) Urano ) Netuno ) Plutão ) Marte

) 8 segundos ) 8 minutos ) 8 horas ) 24 horas ) 1 hora


alerta planeta

LIXO ESPACIAL Na edição número dois, o Equipe J abordou o assunto lixo. As consequências, o trajeto do lixo até o descarte final, as possíveis soluções e como poderíamos ajudar para diminuir o problema. Nesta edição, também vamos falar sobre lixo, como ele se acumula, as consequências, as possíveis soluções. Desta vez, porém, nós, que vivemos com os pés no chão, nada podemos fazer. Tudo o que é enviado ao espaço, ou volta ou fica. A maioria fica. E vira lixo. É o lixo espacial. Quando um satélite é enviado ao espaço, ele tem um tempo de vida útil, depois disso, ele é desligado e vira lixo espacial. São pedaços de satélites ou de foguetes, e até instrumentos e ferramentas perdidas no espaço. Esses objetos ficam vagando a uma velocidade de até 36.000 km/h. Segundo a NASA, até 2008, existiam cerca de 17.000 detritos espaciais. De lá para cá, o número aumentou muito. De acordo com a ONU, as conexões telefônicas internacionais, os sinais de televisão e alguns serviços de internet dependem do uso de satélites, e esses satélites estão sendo ameaçados pela enorme quantidade de lixo espacial. A NASA também tem alertado sobre o crescente perigo que o lixo espacial representa para a vida dos astronautas. Muitas vezes, eles têm que realizar trabalhos no exterior das naves e qualquer impacto, mesmo que provocado por um fragmento

pequeno, pode afetar seus trajes espaciais. Segundo os estudiosos do assunto, mais ou menos 200 desses fragmentos que compõem o lixo espacial caem na Terra, todos os anos. Porém, eles não são um perigo para nós, pois a maioria pega fogo antes de atravessar a atmosfera terrestre. E os que conseguem penetrar a barreira da atmosfera, têm grandes chances de cair no mar, que representa 75% da superfície terrestre. O grande problema é que não existe uma maneira de se “varrer” o lixo espacial. O que existe são ideias e debates sobre o assunto. Fala-se em braços mecânicos, pinças gigantes, arpões, redes de reboque, enfim, uma parafernália que, para ser colocada em prática, vai necessitar de muitos e muitos bilhões de dólares. E, mesmo assim, essa limpeza não começaria antes de uns dez anos. E o pior é que, segundo a Agência Espacial Europeia, o lixo espacial triplicará nos próximos 20 anos. Como se vê, o lixo é um problema até no céu.

Equipe J - Ano I - Ed.10  
Equipe J - Ano I - Ed.10  
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