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C O N S Ó R C I O B R A S I L E I R O D E A C R E D I TA Ç Ã O

sentinela, eventos adversos, queixas e reclamações, que foram encaminhadas para a JCI para as devidas análises e sugestões de melhorias, ou para o descredenciamento da instituição, ou seja, a perda do selo de acreditado. Mas esse baixo número significa que erramos pouco? Se nos Estados Unidos, onde a cultura de segurança está mais latente entre profissionais de saúde, houve, somente no primeiro semestre desse ano, 439 relatos de eventos relativos, principalmente, à

Dr.a. Maria Manuela Dos Santos - Superintendente do CBA

queda de paciente, procedimento errado ou paciente errado, suicídio, atraso no tratamento e complicações cirúrgicas, no Brasil, todos os gestores da área têm ciência que há subnotificação para casos similares, que ganham relevância na imprensa. Casos de morte de paciente por erros de assistência, danos ao paciente, seja por troca de medicamentos, quedas, cirurgias em membros errados, retenção de objeto estranho no corpo humano após cirurgia, ou ainda, o uso indevido de materiais cirúrgicos e comportamentos antiéticos de profissionais de saúde, comumente, viram notícia. Mas será isso suficiente para que situações como essas deixem de acontecer? É certo que noticiar faz com que se fale sobre o assunto. Porém, o que precisamos todos - médicos, profissionais da área de saúde, pacientes, familiares e sociedade – é desenvolver uma cultura de segurança.


Business Review América Latina - Enero 2017