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painel com vários fios (cada um deles pertencendo a uma pessoa que tinha um telefone) e, conforme a demanda, ela ia conectando e desconectando os cabos, transmitindo as chamadas. Naturalmente, com o passar dos anos, houve grandes avanços tanto na qualidade dos aparelhos quanto na qualidade dos fios que transmitiam os impulsos elétricos. Foi inventado o “discador” e as centrais telefônicas automáticas (PABX=Private Automatic Branch Exchange), que possibilitaram que uma quantidade maior de pessoas pudesse se comunicar por mais tempo e a uma distância maior. E então viriam os telefones com teclas, os telefones sem fio, os celulares, até um ponto em que a telefonia, hoje, não diz respeito apenas à comunicação de voz, pois, quando sacamos dinheiro no caixa eletrônico, efetuamos um pagamento com cartão ou acessamos a internet, utilizamos uma linha telefônica.

que pode passar por um dado trecho do cabo é muito ampla – daí a expressão banda larga. Em contrapartida, o próprio aparelho telefônico agora precisa de sua fonte de energia elétrica e está suscetível, portanto, às quedas de energia. Como os cabos telégrafos e telefônicos, os cabos de fibra ótica podem atravessar oceanos e chegar a outros continentes. Hoje, existem cabos no Oceano Atlântico com capacidade equivalente a 200 milhões de circuitos eletrônicos. Só no Brasil, até novembro do ano passado, existiam cerca de 16 mil quilômetros de fibra ótica (segundo a Revista Info). Veja abaixo o mapa de fibras óticas do Brasil. Segundo Wladimir Barbosa, Diretor da VoiceTel Telecomunisações (empresa fundada em 2003 com a finalidade de prover serviços de telefonia, fornecendo aparelhos, acessórios e suporte técnico), ainda se utilizam muitos cabos de cobre em nosso país. A fibra ótica possui um custo alto e ainda é inacessível para alguns, sendo utilizada nas grandes capitais e importantes centros comerciais e industriais. “Em São Paulo,” conta Wladimir, “somente as regiões com maior concentração de prédios têm a fibra ótica em seus escritórios”.

Telefonia móvel Uma coisa não mudou: o eletroímã existe até mesmo nos aparelhos celulares. Um celular, para funcionar como telefone, nada mais precisa do que um receptor (que agora recebe ondas de rádio ao invés de impulsos elétricos diretamente), um microfone e um fone de ouvido, os dois últimos usando o eletroímã. É um telefone bem avançado! O sistema de telefonia móvel permite uma conversa em praticamente qualquer lugar, desde que se tenha um aparelho compatível que possa receber sinais eletromagnéticos (ou seja, ondas de rádio) trasmitidos a partir de uma antena na região. Podemos ver essas antenas no topo de edifícios, em terrenos e no alto de montanhas.

Distribuição de fibra ótica no Brasil

RR

AP

AM

MA

PA

CE

A fibra ótica

RN PB

PI

PE

Um fio de vidro de quartzo, espelhado internamente, veio substituir os pesados e grossos fios de cobre. Essa é a fibra ótica que permite o deslizamento de raios de luz, transmitindo dados por meio de um conversor de sinais elétricos para sinais óticos, o fotodetector. A fibra ótica não precisa de aterramento, mantendo os pontos conectados e ao mesmo tempo isolados uns dos outros. Por não transmitir um sinal elétrico é mais confiável em caso de queda de energia ou raios. Não existe o risco de curto-circuito; além disso, não sofre interferências eletromagnéticas. Como o fio de fibra ótica é muito fino, é possível inserir vários dentro de um cabo de borracha. Dessa forma, muito mais dados podem ser transmitidos, ou seja, a “banda” de informações

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